terça-feira, 19 de setembro de 2017

Campismo selvagem não é o mesmo que selvajaria


Campismo selvagem 
Sempre associei o campismo selvagem às pessoas que amam a Natureza e adoram viver momentos únicos em locais de grande beleza. Considerava estes campistas como uns verdadeiros ecologistas, que viviam na Natureza sem o conforto a que estamos habituados a usufruir no dia a dia!
Pura ilusão! Enorme desilusão! 
Ao percorrer a costa portuguesa deparei com imensos campistas selvagens, que praticam autênticos actos de selvajaria, por onde passam deixam um rasto de destruição e de imundice, brinda-nos com montanhas de lixo, muitos com algum requinte, o que demonstra o seu alto civismo, pasmem! Alguns dos inúmeros sacos cheios de lixo que deixam no local onde pernoitaram estão atados, o que demonstra a sua enorme preocupação ambiental e o enorme gosto pela Natureza, devem pensar que alguém tem a obrigação de recolher o seu lixo porque ele como campista selvagem tem uma imagem a manter, ou seja, praticar selvajaria!
Quando os Vigilantes da Natureza deparam com os campistas selvagens, os verdadeiros, estes compreendem que não é permitido acampar em espaços selvagens e saem livremente e com a preocupação de não deixarem vestígios da sua presença, quando deparam com os praticantes de selvajaria a situação fica mas complicada para além de não acatarem o que lhes é pedido, ainda consideram normal deixarem espalhado o lixo que produziram. Para além disso consideram a contraordenação uma afronta aos seus direitos cívicos. Como a maioria destes cidadãos são estrangeiros o pagamento da coima nunca é efetuado, com os nacionais acontece precisamente o mesmo devido à demora da instrução dos processos, motivado pelo escasso número de juristas a desempenhar funções no ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Está na altura da situação mudar, quem ama a Natureza sabe respeita-la e sabe que a sua liberdade termina quando as suas  acções prejudicam os outros cidadãos e o equilíbrio existente na vida selvagem.
APGVN




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

São tão poucos e fazem tanto pela Natureza!


Os 118 Vigilantes da Natureza a desempenhar funções no ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, efetuam vigilância, fiscalização e monitorização na RNAP - Rede Nacional de Áreas Protegidas, em território continental, que ocupa uma área de 791 895,1 ha, contabilizando área marinha (53 621,3 ha) e área terrestre, o que representa cerca de 8% da área total do nosso território continental.

Os Vigilantes da Natureza exercem na sua atividade diária fiscalização no âmbito da Rede Natura 2000 em Portugal continental, num território que totaliza 39 781,00 Km².
A área classificada por estes dois regimes totaliza cerca de 22% do território terrestre continental. A este valor acrescem cerca de 2 940 893 hectares de área marinha classificada e 530 mil hectares dos Perímetros florestais, aos quais devemos somar  20.000 km2 do território onde os Vigilantes da Natureza efetuam a avaliação de prejuízos atribuídos ao lobo.

Tabela com o número de Vigilantes da Natureza do ICNF ao longo dos anos:
ANO
VIGILANTES DA NATUREZA ICNF
1988
134
1995
154
1999
188
2002
155
2004
147
2013
122
2017
118

O cenário de falta de Vigilantes da Natureza é tão grave que na APA - Agência Portuguesa do Ambiente exercem funções apenas 27 Vigilantes da Natureza e nas CCDR - Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional existem somente 13 Vigilantes da Natureza. Estes Vigilantes da Natureza exercem funções em todo o território nacional, APA I.P., enquanto autoridade Nacional para os Resíduos e Recursos Hídricos entre outros e nas CCDR’s com competência regional ao nível de resíduos, e ordenamento do território.
Nas Regiões Autónomas os valorosos Vigilantes da Natureza são em número muito escasso, na Madeira o efetivo é constituído por 38 profissionais e nos Açores por somente 33.
Os Vigilantes da Natureza são sem qualquer tipo de dúvida um pilar fundamental não só para a Conservação da Natureza, mas também para o desenvolvimento sustentável das regiões, principalmente no âmbito ecológico, económico e social, com o seu contributo rompeu-se com o anterior paradigma de gestão das áreas protegidas onde se defendia a ideia de isolamento dos locais a proteger e de interdição às atividades humanas. Devido à sua ação e cooperação com as populações, estas sentem-se mais próximas do património natural e cultural, sendo cada vez mais evidente o seu papel como agentes educadores da sociedade.


APGVN

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O Presidente da ERF – European Ranger Federation em Portugal


Frank Gruetz estará em Portugal na Conferência da EUROPARC de 06 a 10 de setembro de 2017.
A Federação EUROPARC é a rede para o património natural e cultural da Europa. Fundada em Basileia, no ano de 1973, o seu trabalho tem por base a melhoria da gestão das Áreas Protegidas na Europa através da cooperação internacional, o intercâmbio de ideias e experiências, e influenciando a política.
Com sede em Regensburg (Alemanha), escritório em Bruxelas (Bélgica) e com membros ativos e seções em toda a Europa, a EUROPARC procura apoiar os seus membros na conservação das Áreas Protegidas europeias. A Federação EUROPARC dedica-se à conservação da natureza e ao desenvolvimento sustentável da biodiversidade da Europa, promovendo a paisagem holística nas diversas abordagens da sua gestão.
Muitos projetos e programas foram implementados e concluídos desde que a Federação EUROPARC iniciou a sua atividade. A Federação tem contribuído significativamente para aumentar a consciência pública sobre Áreas Protegidas e estimular políticas europeias de conservação da natureza.
Atualmente, a EUROPARC representa centenas de entidades responsáveis e milhares de Áreas Protegidas em 36 países, e é reconhecida em todo o mundo como uma rede profissional de Áreas Protegidas europeias. A EUROPARC está atenta aos desafios atuais e futuros que a natureza enfrenta e todos têm uma palavra a dizer.
A Conferência EUROPARC é um evento europeu com um enfoque internacional, que reúne vários especialistas em torno de questões temáticas relacionadas com a conservação da natureza e do património cultural, bem como a gestão sustentável de todas as atividades dentro de áreas protegidas e classificadas. O evento acontece em Portugal, de 6 a 10 de setembro, numa área geográfica de enorme valor ambiental e cultural, composto por Arouca, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães, S. Pedro do Sul, Sever do Vouga e Vale de Cambra.
O tema para o evento é Novas Vozes, Novas Visões, Novos Valores para as Pessoas e Natureza na Europa e irá centrar o debate sobre o papel das áreas protegidas como territórios modelo para promover um desenvolvimento socialmente mais inclusivo, ambientalmente saudável e economicamente justo para todos.

O nosso Presidente estará como moderador no Workshop intitulado: OS NOVOS “RANGERS” DOS PARQUES – DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PARA EQUIPAS DE VIGILANTES DA NATUREZA MAIS EFICAZES

Por todo o mundo, os Park Rangers (Vigilantes da Natureza) aparecem na linha da frente no que diz respeito à conservação da natureza. Eles são o rosto e os embaixadores dos seus Parques junto do público. A variedade de tarefas e deveres dos Park Rangers é muito ampla, desde patrulhar e manter a ordem até à educação ambiental, monitorização da fauna selvagem e gestão dos recursos. Tal como as tarefas dos Park Rangers na Europa que são bastante amplas, também os programas de formação dos Park Rangers nos diferentes países da Europa vão variando. Iremos examinar alguns programas de formação para Park Rangers e abordagens na Europa, realçando as competências e standards necessários para um “novo” Park Ranger.

APGVN

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Uns têm quase tudo e outros praticamente nada!


A recuperação dos animais selvagens feridos ou debilitados tem como finalidade principal contribuir para a Conservação da Natureza.
Muitas vezes cidadãos responsáveis e conscientes encontram animais selvagens feridos ou debilitados e não sabem exatamente o que fazer, a primeira reação é procurar na internet por entidades que possam auxiliar. Algumas das Organização Governamentais ligadas ao Ambiente e as próprias Organizações Não-governamentais de Ambiente aconselham as pessoas a contactar ou com a GNR ou com o ICNF, no entanto os cidadãos desesperam com a quantidade de telefonemas que têm que efetuar para falar com o serviço responsável e muitas vezes ou não conseguem contactar com ninguém, principalmente ao fim de semana quando ligam para o ICNF (só os Vigilantes da Natureza trabalham ao fim de semana e como estão no terreno ninguém atende na sede), ou obtêm uma resposta negativa por parte da GNR se o animal ferido ou debilitado não pertencer a uma espécie ameaçada. A resposta mais comum por parte dos serviços da GNR é que “esse procedimento é da responsabilidade dos Vigilantes da Natureza”, o que para nós é motivo de orgulho!
A solução que muitos dos cidadãos encontram é ligar para a APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, que é uma associação profissional e de defesa do ambiente, que nunca se nega a ajudar! São inúmeros os lamentos dos cidadãos, que indignados declaram não compreender a posição da GNR em se recusar a efetuar a recolha de animais de espécies não ameaçadas, ou seja, o que não é notícia!
Atenção não somos nós, Vigilantes da Natureza, que o afirmamos, são os factos incontornáveis e as dezenas de telefonemas que os dirigentes da APGVN recebem diariamente, principalmente ao fim de semana, com pedidos de ajuda!
Para os Vigilantes da Natureza todos os animais são importantes e têm o seu papel na Natureza.
A GNR tem os meios e o número de efetivos que nos são negados, e que solicitamos constantemente, sendo sistematicamente ignorados. À GNR são fornecidas viaturas equipadas com sistema de transporte adaptado a animais, com sistema de refrigeração e com o material necessário à captura dos animais feridos ou debilitados e os Vigilantes da Natureza fazem a recolha, os primeiros socorros, quando necessário, com material improvisado e efetuam o transporte no próprio habitáculo da viatura que conduzem.
Enquanto uns têm quase tudo faltando-lhes apenas o amor e dedicação à Natureza aos outros falta-lhes os meios e as condições necessárias para um mais eficaz desempenho da profissão a que dedicam a sua vida!


APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Vigilantes da Natureza no Algarve protegem a vida selvagem


Os Vigilantes da Natureza escasseiam e os meios à sua disposição não são os melhores, mas a sua determinação e profissionalismo supera todas as dificuldades que têm que enfrentar.
Os Vigilantes da Natureza são uma presença permanente na Natureza, protegem as paisagens e as áreas classificadas, tudo fazem para garantir a salvaguarda da fauna e flora silvestres, efetuando monitorização ambiental, de espécies e habitats, colaboram ativamente em estudos científicos, efetuam uma fiscalização e vigilância constante e aplicam as medidas preventivas e repressivas necessárias.
Nestes últimos dias os Vigilantes da Natureza do Parque Natural da Ria Formosa – Departamento da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve, recolheram e entregaram no Centro de Recuperação de Aves da Quinta de Marim, seis gaivotas de patas-amarelas, um açor e um gavião.
APGVN
Fotos: Silvério Lopes

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Faltam meios para os 229 Vigilantes da Natureza Portugueses



Na segunda-feira celebrou-se o Dia Mundial do Vigilante da Natureza. Em Portugal, há 229 vigilantes da natureza que fazem de tudo um pouco, desde ajudar em censos de espécies selvagens até a identificar fontes poluidoras. A falta de meios é um dos maiores desafios à profissão, contaram à Wilder.

 Hoje há 229 Vigilantes da Natureza em Portugal, segundo a Associação Portuguesa dos Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN). Estas equipas estão distribuídas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (118), pela Agência Portuguesa do Ambiente (27), Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (13), Região Autónoma da Madeira (38) e pela Região Autónoma dos Açores (33).

Nos seus patrulhamentos vigiam, fiscalizam e monitorizam o Ambiente, intervindo no domínio hídrico, património natural e conservação da natureza.

A lista daquilo que fazem é extensa. Monitorizam espécies selvagens e habitats, em especial aves migratórias e participam em censos populacionais, como foi o caso do Censo de Garajaus 2017, que aconteceu em Julho passado, um projecto coordenado pela Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM) dos Açores, em parceria e com o apoio dos Serviços de Ambiente e dos Parques Naturais de Ilha.

Além disso ajudam a recuperar a fauna selvagem – como a tartaruga-boba (Caretta caretta) juvenil que arrojou no início de Junho na praia do Porto Pim e que foi resgatada pelos vigilantes da Natureza do Parque Natural do Faial – e a controlar o tráfico de espécies, fiscalizam resíduos e avaliam o seu estado de perigosidade, fazem a inventariação de fontes poluidoras e monitorizam a qualidade das águas, colaboram na reintrodução de espécies ameaçadas como o lince-ibérico, por exemplo.

“Os Vigilantes da Natureza são uma presença permanente na Natureza, protegem as paisagens e as áreas classificadas, tudo fazem para garantir a salvaguarda da fauna e flora silvestres”, explicou à Wilder Francisco Correia, presidente da APGVN.

Este responsável salientou ainda que “os Vigilantes da Natureza são pessoal de terreno mas não têm como missão exclusivamente a proteção da Natureza e da Biodiversidade, orientando o seu desempenho também para servir as comunidades locais e a sociedade em geral”. “Devido à sua ação e cooperação com as populações, estas sentem-se mais próximas do património natural e cultural”, acrescentou.

Actualmente, a falta de meios é um dos maiores desafios à profissão, segundo este responsável. No terreno há “falta de meios operacionais para o exercício das suas funções, com especial incidência nas viaturas, meios informáticos e de comunicação”.

Para Francisco Correia, “o número de efetivos existentes em território nacional atingiu um patamar muito preocupante”. Para solucionar esta situação, o responsável defende a adopção urgente “de medidas extraordinárias de descongelamento de vagas para a carreira de Vigilante da Natureza e a abertura dos respetivos procedimentos de concurso”. Ainda que a dimensão dos países seja maior que a de Portugal, Francisco Correia salienta que “o efetivo de Vigilantes da Natureza em Espanha é de 6.000 agentes” e que “o Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza em Itália é constituído por 8500 profissionais”.

Este problema já tinha sido denunciado em Maio, por ocasião do Dia Europeu dos Parques Nacionais. Em declarações à agência Lusa, citadas pelo Diário de Notícias, Francisco Correia defendeu a necessidade urgente de “haver um reforço de pessoas no terreno”. “Recordo que o Governo abriu há poucos meses um concurso de admissão de 20 guardas, quando o Orçamento do Estado para este ano previa pelo menos 50”, disse então à Lusa.

 Outro desafio identificado à Wilder é a formação contínua dos vigilantes da natureza e a “criação de um estabelecimento de formação para estes profissionais não é uma solução descabida”. “A formação contínua dos Vigilantes da Natureza é primordial para elevar os níveis culturais e conhecimentos técnicos para que se possa dar resposta à complexidade crescente que é a conservação da natureza e da biodiversidade”. Além disso, “a ampliação da superfície a fiscalizar verificada nos últimos anos origina a necessidade de melhorar o funcionamento e a monitorização desses locais”.

Francisco Correia identificou ainda a falta de reconhecimento dos decisores em relação ao Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza que, a partir de 1999, sofreu “uma diminuição de efetivos que se tornou preocupante”. Assim, o responsável pede a “aprovação e republicação desta carreira como carreira especial” e uma “atualização do conteúdo funcional da mesma”, no sentido de ser considerada um órgão de polícia criminal e agente de proteção civil.



Fonte: Helena Geraldes, WILDER

http://www.wilder.pt/historias/faltam-meios-para-os-229-vigilantes-da-natureza-portugueses

quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA (PARK RANGERS)

DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA (Park Rangers) 
31 DE JULHO 2017
No Dia Mundial dos Vigilantes da Natureza recordam-se os companheiros mortos e feridos no cumprimento do dever e celebra-se com orgulho, o empenho de todos os Vigilantes da Natureza para proteger os tesouros naturais e culturais do mundo.

O Dia Mundial do Vigilante da Natureza celebra-se anualmente a 31 de julho e é comemorado por todas as associações federadas na IRF - International Ranger Federation, pela The Thin Green Line (fundação pertencente à IRF que tem como missão dar apoio aos Vigilantes da Natureza e aos seus familiares) e por organizações não-governamentais de defesa do ambiente, por escolas, universidades e pessoas a nível individual que apoiam o trabalho dos Vigilantes da Natureza na proteção da Natureza em todo o mundo.

No dia 31 de Julho, faremos uma pequena pausa, no nosso trabalho diário, de reflexão sobre o sacrifício que fazem os Vigilantes da Natureza na proteção da Natureza, para recordar os companheiros que faleceram no exercício das suas funções e refletir sobre a coragem de quem assumiu a continuidade do seu trabalho.

Este ano é especial porque celebramos o 25.º aniversário da IRF, é também uma comemoração de reconhecimento pelo trabalho e desempenho de todos os companheiros que estiveram na formação da IRF e por quem tem mantido o seu ininterrupto funcionamento, devido à sua dedicação os Vigilantes da Natureza de todo o mundo são ouvidos a uma única voz. 

Por favor veja os vídeos:

1. Sean Willmore’s World Ranger Day video, link: https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=XByI6QVNcIs                        
  2. Dr Jane Goodall’s World Ranger Day video, link: https://www.youtube.com/watch?v=zrPl1ruUIN8
3. The Thin Green Line Documentary, link: https://www.youtube.com/watch?v=zO8PzpvUNaI
4. Online World Ranger Day Event Hosting Application. link: http://www.internationalrangers.org/event-application/

terça-feira, 20 de junho de 2017

A tragédia abateu-se sobre Portugal, Espanha envia mensagem


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza lamenta profundamente a tragédia que se abateu sobre a região de Pedrogão Grande e endereça a todos os familiares das vitimas deste terrível acontecimento as nossas mais sinceras condolências.
Destacamos a mensagem de condolências e de apoio a todos os Portugueses dos nossos companheiros Agentes Florestais Juan J. Novoa e Juan Manuel Alvarez Quiñones em nome pessoal e da AEAFMA - Asociación Española de Agentes Forestales y Medioambientales.


APGVN

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Tartaruga salva pelos Vigilantes da Natureza do Faial



Uma tartaruga-boba (Caretta caretta) juvenil arrojou esta segunda-feira na praia do Porto Pim, tendo sido resgatada pelo corpo de Vigilantes da Natureza do Parque Natural do Faial.

 
De acordo com nota do GACS, a tartaruga, que mede cerca de 16,6 cm e pesa 517 gramas, foi encontrada na preia-mar, semienterrada na areia, tendo sido limpa e encaminhada para o Aquário de Porto Pim, onde se encontra em recuperação.


A tartaruga-boba está incluída na Lista Vermelha do IUCN - International Union for Conservation of Nature, com o estatuto de conservação “ameaçada”, e também no Apêndice I da CITES - Convention on International Trade in Endangered Species.

Este animal, que pode viver cerca de 100 anos, passa a sua juventude no Atlântico Norte, antes de regressar à costa oeste do continente americano para reprodução.

Nesta altura do ano é frequente arrojarem tartarugas-bobas juvenis devido aos ventos fortes que se fazem sentir.



Fonte: Ana Carvalho Melo /Açoriano Oriental

Parques naturais: Vigilantes da Natureza pedem mais meios


Dia Europeu dos Parques Nacionais assinala-se nesta quarta-feira. Governo garante que, até Julho, haverá mais 20 profissionais.



A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza voltou nesta terça-feira a alertar para a falta de pessoal nos parques naturais e a defender campanhas de sensibilização para turistas, enquanto o Governo garante que, até Julho, haverá mais 20 profissionais.

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Francisco Correia, que falava à agência Lusa a propósito do Dia Europeu dos Parques Nacionais, que se assinala na quarta-feira, lembrou que em Portugal existem 120 vigilantes da natureza, um número insuficiente para cobrir o território.

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), é “urgente haver um reforço de pessoas no terreno”: “Recordo que o Governo abriu há poucos meses um concurso de admissão de 20 guardas, quando o Orçamento do Estado para este ano previa pelo menos 50. Já estamos a meio de maio e não aconteceu nada.”



A secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, esclareceu que os primeiros novos 20 vigilantes deverão entrar em funções até Julho e os procedimentos para os restantes 30 previstos vão avançar até ao final do ano.

No âmbito do “alargamento do Corpo de Vigilantes da Natureza, colaboradores que vão entrar para os quadros do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e Florestas], está a decorrer o concurso para 20, como tínhamos perspetivado, se bem que na lei do Orçamento do Estado (OE) estejam previstos 50, e até final do ano queremos lançar os procedimentos para os 30 restantes”, disse a responsável à agência Lusa.



Concurso contestado

Para Francisco Correia, os procedimentos da abertura de um concurso para 20 vigilantes representam uma despesa enorme. “Por isso não percebemos porque é que a formação não é dada logo aos 50 formandos previstos de uma só vez, evitando mais despesas”, salientou.

A abertura de concurso para novos vigilantes da Natureza foi publicada em Diário da República em Fevereiro, sendo mencionado que a abertura de 20 postos de trabalho na carreira de Vigilante da Natureza está prevista no mapa de pessoal de 2017 do ICNF.

“Logo podemos concluir que não existirá mais nenhum concurso de admissão de novos Vigilantes da Natureza”, disse.
A secretária de Estado explica que, quando foi aprovado o OE, já tinham processos burocráticos em curso e por isso avançaram com os 20, que deverão ser colocados “nas áreas que estavam mais deficitárias”, nomeadamente em parques no Tejo e Douro Internacional, Alentejo e Algarve.

Francisco Correia defendeu também que devem ser feitas campanhas de sensibilização para que as pessoas respeitem a natureza. “Todos os anos verificamos que as pessoas destroem, largam lixo nos parques naturais. Por isso, defendemos mais sensibilização”, concluiu.

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A secretária de Estado da Conservação da Natureza concorda e, apesar de referir que, “cada vez mais as pessoas que fazem atividades nos parques naturais são amigas da natureza e do ambiente”, defendeu que “saber não ocupa espaço e divulgar nunca é demais”.

Para Célia Ramos, ao mesmo tempo que se criam condições para que a realização de visitas ou percursos, por exemplo no interior, deve ser feita sensibilização para a necessidade de adotar os comportamentos corretos.

Não deixar lixo na natureza é uma regra essencial, por exemplo, mas também tentar não ser responsável por impactos nefastos e, no litoral, utilizar os percursos definidos para defender os sistemas dunares, dos mais vulneráveis na natureza.



Fonte: LUSA

terça-feira, 25 de abril de 2017

Marta Guerreiro destaca importância dos Vigilantes da Natureza



Marta Guerreiro destaca importância dos Vigilantes da Natureza na Conservação do Ambiente


A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou, esta manhã, que os Vigilantes da Natureza são os principais agentes na manutenção da qualidade ambiental característica do arquipélago, adiantando que, ainda este ano, será aberto um concurso para a admissão de mais ativos desta área.



“Ainda este ano, contamos abrir concurso para a admissão de mais Vigilantes da Natureza para São Miguel e, em 2018, reforçaremos os efetivos nas ilhas Terceira e São Jorge, suprindo as necessidades identificadas e estabilizando este corpo operativo acima das quatro dezenas de efetivos em toda a Região”, garantiu Marta Guerreiro, que falava na sessão de abertura do 3º Encontro Regional de Vigilantes da Natureza, que está a decorrer até amanhã em São Miguel.



Segundo a Secretária Regional, estes são “os primeiros agentes de deteção e resolução dos pequenos problemas ambientais que ainda ocorrem na Região, ao mesmo tempo que desempenham ações de recuperação de habitats ou espécies, atividades de sensibilização ambiental e prestação de informações aos turistas sobre o património ambiental, o que faz com que este encontro regional seja mais um momento de aposta na formação e promoção da troca de experiências entre os profissionais”.



Marta Guerreiro salientou que o Governo dos Açores tem assumido uma opção clara de investimento na sua capacitação e equipamento, destacando a aquisição de quatro viaturas elétricas para os Parques Naturais de Santa Maria, São Miguel, São Jorge e Flores, estando a decorrer os procedimentos para a novas quatro viaturas destinadas aos Parques Naturais da Terceira, Graciosa, Faial e Pico.



“Este é apenas um pequeno passo, no quadro da estratégia de desenvolvimento sustentável que estamos a implementar nos Açores”, reforçou a titular da pasta do ambiente.



“Com Serviços de Ambiente apoiados por um corpo de Vigilantes da Natureza empenhado e tecnicamente habilitado, a Região está, certamente, melhor preparada para enfrentar os novos problemas e desafios que a gestão e conservação da natureza e a preservação da qualidade ambiental impõem”, afirmou Marta Guerreiro.



Em termos de salvaguarda do património ambiental, destacam-se, atualmente, 123 áreas protegidas, integradas nos 9 Parques Naturais de Ilha, com uma área total de 180.247 hectares, dos quais 56.066 hectares de área terrestre, o que corresponde a cerca de um quarto do território emerso do arquipélago.

Fonte: Rádio Atlântida

Vigilantes da Natureza recolhem dados para definir carga turística



Vigilantes da Natureza recolhem dados para definir carga turística nos monumentos naturais dos Açores

Os Vigilantes da Natureza estão a proceder nos Açores, na sequência do incremento do turismo, à recolha de dados para definir a melhor carga turística em cada zona protegida, por forma a salvaguardar o ambiente.

  “Nos últimos três anos, temos tentado aumentar a fiscalização no terreno devido ao aumento da pressão turística, principalmente aos fins de semana, tentando ter uma fiscalização ‘in loco’, a par da recolha de dados, todos os anos, para determinar a melhor carga turística em cada zona protegida”, declarou aos jornalistas Kenny Alves, porta-voz dos Vigilantes da Natureza nos Açores.

O Vigilante da Natureza, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, à margem do III Encontro Regional dos Vigilantes da Natureza, declarou que estes profissionais têm sido confrontados com o “abandono de resíduos” em espaços naturais, mas salvaguardou, contudo, que os turistas estão “bastante sensibilizados” para as questões ambientais.

Kenny Alves considerou ser “positivo ter mais Vigilantes da Natureza”, nomeadamente duas equipas, constituídas por dois elementos cada, para cobrir mais área na ilha de São Miguel, onde o cenário de depósito de resíduos tem “melhorado bastante”.

Kenny Alves afirmou que os monumentos naturais da ilha de São Miguel que despertam maior preocupação são a Ponta da Ferraria, nos Ginetes, Caldeira Velha, na Ribeira Grande, e a Gruta do Carvão, em Ponta Delgada.

O Vigilante da Natureza disse que, em termos de áreas protegidas, a Lagoa do Fogo, a que 170 pessoas acedem diariamente, é uma das áreas “bastante procuradas”, a par das Sete Cidades e Furnas.

Atualmente, os Açores têm 123 áreas protegidas integradas nos nove parques naturais de ilha.

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, que interveio no III Encontro Regional dos Vigilantes da Natureza, anunciou que, ainda em 2017, vai ser aberto concurso para a admissão de mais Vigilantes da Natureza para São Miguel e, em 2018, serão reforçados os efetivos nas ilhas Terceira e São Jorge.

“Atualmente, o Corpo de Vigilantes da Natureza dos Açores é composto por 32 elementos, estando a decorrer os procedimentos para a contratação de mais quatro: dois para o Pico, um para as Flores e um para o Corvo, levando, finalmente, os Vigilantes da Natureza a todas as ilhas e parques naturais”, declarou Marta Guerreiro.

A responsável pelo Ambiente referiu que estão a decorrer, neste momento, os procedimentos para a aquisição, ainda este ano, de mais quatro carrinhas elétricas para os parques naturais da Terceira, Graciosa, Faial e Pico.

“Espera-se, ainda, que em 2018 o programa de mobilidade elétrica seja estendido ao parque natural do Corvo e contemple o reforço das ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Pico com mais uma viatura cada”, disse.

Fonte: Açoriano Oriental

25 de Abril, no dia da LIBERDADE, libertaram-se aves



Hoje, dia 25 de abril comemora-se o DIA DA LIBERDADE e na Freguesia do Carvalhal no Concelho de Grândola restituíram-se à liberdade aves que foram recuperadas pela QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

A população do Carvalhal esteve presente em grande número, tendo sido sensibilizada para a importância das aves nos ecossistemas terrestres e marinhos, marcaram presença os dirigentes da Junta de Freguesia do Carvalhal, representantes da Câmara Municipal de Grândola, das autoridades policiais e os Presidentes da QUERCUS e da APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza.

APGVN

quarta-feira, 29 de março de 2017

Vigilantes da Natureza Juniores visitam Borboletário



Vigilantes da Natureza Juniores visitam o Borboletário de São Domingos de Rana - Cascais.

Esta ação foi efetuada em contexto de formação no âmbito do Projeto Vigilantes da Natureza Juniores.

O Borboletário, fica situado no Parque Urbano da Quinta de Rana - Cascais, é um espaço dedicado à criação de borboletas, onde é possível observar as diferentes fases do seu ciclo de vida: ovos, lagartas, crisálidas e borboletas.

A estrutura do Borboletário é diferente, é única, e remete visualmente para a imagem de um casulo em fase de metamorfose. No seu interior encontra-se um jardim com espécies da flora autóctone, onde é possível observar borboletas a voar livremente. O espaço integra ainda um laboratório, cuja função é a criação dos ovos, das lagartas e das crisálidas.

Os Vigilantes da Natureza Juniores tiveram a oportunidade de conhecer as espécies de borboletas que existem na região de Cascais. 

É um espaço onde se ensina a biologia deste grupo de insetos e a sua ligação com as plantas, tendo proporcionando aos Vigilantes da Natureza uma experiência única de observação e aprendizagem que contribuiu para o despertar e interesse da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Os Vigilantes da Natureza Juniores efetuaram um ateliê pedagógico o que lhes permitiu identificar as diferentes espécies de borboletas existentes no Borboletário.

O acompanhamento efetuado por David Silva, funcionário da Cascais Ambiente, foi de extrema importância devido à qualidade das explicações e informações prestadas.

APGVN

terça-feira, 21 de março de 2017

A APGVN nas comemorações do Dia Internacional das Florestas


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza irá efetuar uma palestra, hoje, dia 21 de março, no âmbito das comemorações do Dia da Árvore e Dia Internacional das Florestas a convite do PAN - Pessoas, Animais e Natureza.

A APGVN irá incidir a sua palestra no valioso contributo dos Vigilantes da Natureza na preservação e conservação da natureza.

O evento irá realizar-se às 18h30m na sede do PAN - Pessoas, Animais e Natureza na Avenida Almirante Reis, n.º 81 B, 1150-012 Lisboa.


APGVN

quinta-feira, 9 de março de 2017

Vigilantes da Natureza apreendem artes de pesca proibidas


Na sequência de uma operação de vigilância efetuada pelos Vigilantes da Natureza a desempenhar funções na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António foi detetado um indivíduo a utilizar “narsas” (artes de pesca proibida).

Nesta ação de vigilância e fiscalização os Vigilantes da Natureza contaram com a valiosa colaboração da Polícia Marítima da Capitania de Vila Real de Santo António.

Ao infrator de nacionalidade espanhola foram apreendidas 5 narsas (artes de pesca), uma embarcação e 4 Kg de camarinha (Palaemonetes varians).

A camarinha (Palaemonetes varians) foi devolvida ao seu habitat natural.

A camarinha, Palaemonetes varians, é um pequeno camarão carídeo com vasta distribuição geográfica na Europa, especialmente em salinas e estuários do Atlântico onde ocorre em grandes densidades.

APGVN

quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER, 8 de março


O dia 8 de março celebra a conquista dos direitos civis e políticos das mulheres. É um dia para recordar as mulheres que lutaram pela igualdade, mas …
Quando é que irá chegar o dia em que não será necessário celebrar este dia? Quando é que se irá terminar com a classificação dos seres humanos em categorias? Quando é que irão cessar as violações dos direitos fundamentais de todos os seres humanos? Quando é que se erradica para sempre a mutilação sexual feminina, a violência sexual e psicológica, as desigualdades no trabalho e de acesso à educação?

O DIA DA MULHER é todos os dias!


APGVN

sexta-feira, 3 de março de 2017

PEV - Partido Ecologista “Os Verdes” em defesa das AP´s


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza felicita os Excelentíssimos Senhores Deputados do PEV - Partido Ecologista “Os Verdes”, Doutora Heloísa Apolónia e o Doutor José Luís Ferreira, pela excelente iniciativa “Debate de urgência sobre áreas protegidas classificadas” e pelas extraordinárias intervenções que proferiram.

Agradecemos também as intervenções em defesa das áreas protegidas dos Excelentíssimos Senhores Deputados, Jorge Costa do BE - Bloco de Esquerda, Ana Virgínia Pereira do PCP - Partido Comunista Português, André Silva do PAN - Pessoas, Animais e Natureza, Paula Santos do PCP - Partido Comunista Português e João Vasconcelos do BE - Bloco de Esquerda.

Infelizmente os interesses instalados aniquilam facilmente os interesses comuns!

Mais uma vez fica provado que a conservação da natureza é o parente pobre de todos os governos, ou melhor, serve apenas de local de passagem de verbas para outras instituições.

A falta de investimento nas áreas protegidas ao longo dos anos faz parte da estratégia de entregar aos privados a sua gestão.

Nenhum país entrega a gestão das áreas classificadas de interesse nacional às regiões administrativas ou autónomas, nem os Estados Unidos da América entrega a administração das áreas classificadas aos Estados, centralizando a gestão no Governo Federal, porque é que os nossos sucessivos governos insistem em conduzir tudo o que nos pode enriquecer para o abismo!

O turismo ambiental bem gerido poderia ser uma grande riqueza para o país, mas, mais uma vez vão matar a “galinha dos ovos de ouro”. Qual é o turista que se desloca para ver regiões desordenadas, com construção por todo o lado!


APGVN

quarta-feira, 1 de março de 2017

Eucaliptos, Reformas e florestas de equívocos


26-02-2017 por João Camargo

"Quando a terra deixa de fumegar e as cinzas dos incêndios de verão amansam, o debate acerca das florestas normalmente deixa de estar presente na sociedade portuguesa. Não foi assim desta vez"


Quando a terra deixa de fumegar e as cinzas dos incêndios de verão amansam, o debate acerca das florestas normalmente deixa de estar presente na sociedade portuguesa. Não foi assim desta vez. O ministério da Agricultura anunciou uma "reforma florestal" e a brigada do eucalipto cedo pôs mãos à obra. No fim, pouca gente concorda com aquilo a que Capoulas Santos chama de "reforma sem equívocos". Resta saber se os pressupostos da reforma estão equivocados, se os críticos criticam equivocadamente ou se a própria reforma é um equívoco,.
A minha resposta às três perguntas é sim: a reforma é um equívoco, os pressupostos da mesma estão equivocados e os críticos criticam equivocadamente, quer por má-interpretação, quer por má-fé.
Recebi recentemente documentos acerca de um caso que é uma espécie de corolário da razão pela qual a ideia de reforma foi posta em cima da mesa: a total desregulação garantida pela lei dos eucaliptos, DL 109/2013. Nas Caldas da Rainha, uma pequena proprietária de um pomar de meio hectare recebeu em 2015 a notícia de que no terreno contíguo ao seu, também uma pequena área de 0,85ha, seriam plantados 0,64 hectares de eucalipto. O projecto, abaixo de uma área de 2 hectares, recebeu deferimento tácito. Deu entrada no ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, e tinha como objectivo arborizar para reconverter e rentabilizar o terreno a partir da produção de material lenhoso para celulose. A pequena área confinava com espaços agrícolas, zonas de matos e florestas, e continha sobreiros, que segundo o projecto (e a lei), seriam preservados. Os eucaliptos seriam plantados num compasso de 3m por 1,7m. Segundo uma lei, não revogada, de 1927 (DL 13658, de 20 de Maio), as plantações de eucaliptos têm de ter uma faixa de 20 m de distância de terras cultivadas.
A pequena proprietária viu os eucaliptos serem plantados a 1m do seu pomar e viu os sobreiros serem cortados para lenha. Hoje, os eucaliptos plantados num compasso de 1,5m x 2,2m, têm 3m de altura e em breve cobrirão o sol das macieiras do seu pomar. Entretanto, e porque pretende continuar a ter um pomar, apresentou queixa à GNR (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente), se seguida ao ICNF, chegando ao Ministro da Agricultura, que remeteu para o Secretário de Estado das Florestas que, por sua vez, a remeteu de volta ao ICNF. Inspecção no terreno? Não existiu. Acção para repor a legalidade? Nada.
A lei dos eucaliptos (DL 96/2013) de Assunção Cristas e Francisco Gomes da Silva funciona perfeitamente. Ela não requeria apenas a liberalização da plantação de eucaliptos nas pequenas propriedades (áreas inferiores a 2 hectares) como a total incapacidade das autoridades, nomeadamente o ICNF, para fiscalizar o que quer que fosse (inclusivamente para accionar um mecanismo dessa lei, o artigo 13º, de reposição da situação anterior). O pomar desta pequena proprietária é só um de milhares por todo o país afectado por esta lei de encomenda. Acrescem estufas, outras áreas agrícolas, áreas protegidas, áreas florestais públicas e privadas.
O primeiro equívoco é o nome: "reforma" foi a expressão que Capoulas Santos inventou para evitar dizer que faz parte do programa de governo revogar a lei dos eucaliptos. O Partido Socialista nunca foi um oponente à eucaliptização do país e hoje continua a não sê-lo. Mas o acordo de governo com o Partido Ecologista "Os Verdes" impôs a revogação. A mais que tímida formulação recentemente apresentada pelo ministro, de que se basearia na Estratégia Florestal Nacional do governo anterior para congelar a área de eucaliptal nos valores de 2010 (812 mil hectares de eucaliptal) demonstra bem quão pouco convicta é a posição do Partido Socialista. A "reforma florestal" de Capoulas Santos, que inclui outros pontos como a criação de um sistema de banco de terras para as propriedades abandonadas, um regime de apoios fiscais à criação de empresas e cooperativas para gerir áreas florestais, nomeadamente as abandonadas, e a atribuição aos municípios de competências para autorizar acções de arborização e rearborização, é um desvio importante do programa e um importante equívoco no que diz respeito aos principais problemas da floresta: abandono, monocultura, incêndio, desflorestação. Perante a impotência do Estado, reforça-se a impotência.
Naturalmente os defensores do eucalipto, desde a indústria à academia, passando por antigos governantes com responsabilidades no sector, têm uma posição crítica em relação à ideia (por tímida que seja) do governo congelar a área de eucaliptal. Nunca seria congelada nos 812 mil hectares de 2010, já que esse valor está ultrapassado há muito e provavelmente a área de eucaliptal já estará próxima dos 900 mil hectares (apesar da perda de 150 mil hectares de floresta nos últimos 15 anos em Portugal). Os seus argumentos variam pouco e são os mesmos há décadas: a área florestal actual é a  melhor possível e não seria possível outra. Os Doutores Pangloss da floresta não concebem uma floresta que não seja o monopólio das empresas da celulose, o Estado é um mau gestor (sempre curioso vindo de quem já geriu as áreas florestais a partir do Estado), os incêndios têm a ver com o abandono mas o abandono não tem nada a ver com o maior monopólio e com a espécie mais plantada no país. Os fogos não poderiam ser prevenidos de maneira que prejudicasse o monopólio, por isso que ardam os eucaliptos e o resto das espécies também. Chega-se a dizer que as florestas ardem por não serem competitivas, que a floresta não é um bem público, mas uma questão económica.  E a área florestal cai, os incêndios agravam-se e até os tais magros rendimentos aos produtores caem. Mas vivem na melhor monocultura possível, porque pensar uma floresta que não seja monocultura e que não seja monopólio é inadmissível. Outro equívoco: achar que a monocultura de uma espécie é uma floresta.
Desligada de uma estratégia de desenvolvimento rural e de defesa do território contra as alterações climáticas, a floresta de equívocos continuará a ser contenda política sem conclusão, com áreas florestais cada vez mais pequenas e degradadas. Em toda a reforma não há nenhuma referência a uma subida marcadíssima de temperatura e a um decréscimo importante de precipitação. A destruição do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, fundido com a Autoridade Florestal Nacional por Assunção Cristas no anterior governo, garantiu que a conservação da natureza e da biodiversidade nas áreas florestais não é hoje mais do que uma nota de rodapé colocada no capítulo da "Responsabilidade Social" das celuloses. O governo português entretanto subsidia a indústria com milhões de euros para continuar, além do eucaliptização, a despejar resíduos cuja toxicidade transforma rios como o Tejo em fossas sépticas. A própria imprensa, como o Jornal de Negócios, organiza cocktails de industriais da pasta de papel para estes se louvarem a si mesmos e ao seu próprio produto, assumindo, valha isso, que "a indústria não quer ter floresta".
Há quem descubra com espanto que a limitação da plantação de eucaliptos é um condicionante aos lucros da indústria da celulose. Há quem não perceba ou finja não perceber que a degradação nas áreas florestais associada à plantação do eucalipto só dá dinheiro ao monopólio celulose, e que só por isso é que era incentivada, e mesmo hoje continua, com obstáculos menores.
À "reforma florestal" falta a coragem política para assumir a regressão da monocultura e do monopólio do eucalipto e da celulose, que se impôs no país não por condições naturais, mas por investimentos estratégicos na política e na formação, na empresarialização do ensino, que produz mais operários acríticos do que observadores sérios. O lobby surfa por entre ciclos políticos, oscilando entre a ignorância e o favor. Milhares de almoços, jantares, reuniões, formações, projectos-piloto e investimentos garantem a conformação a uma ideologia de degradação ambiental como algo inultrapassável e até, em alguns casos, desejável.

A área florestal nacional precisa de acabar com equívocos. Perde-se-ão todas as oportunidades sempre que se achar que é possível defender a floresta sem cortar no monopólio dos eucaliptos e nos lucros da Navigator Company e do Grupo Altri.