segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Guarda-Parques Argentinos visitam Parque Nacional Iguazú (Brasil)


Visita proporcionou troca de experiência entre servidores do ICMBio e Guarda-Parques Argentinos.
No dia 5 de Julho, analistas ambientais do ICMBio receberam e apoiaram a visita de Guarda-Parques Argentinos no Parque Nacional do Iguazú. Provenientes de diversas áreas protegidas, dentre elas os Parques Nacionais Los Glaciares, Tierra Del Fuego e Iguazú, a ideia foi incentivar a visitação na Unidade de Conservação (UC) durante período da Copa do Mundo no Brasil.
A Argentina é modelo na política de formação de Guarda-Parques, servidores que atuam nas distintas actividades de gestão de suas UCs, protecção, educação ambiental, pesquisa e atendimento ao público nas áreas de visitação. A visita se deu em retribuição a outra realizada por servidores do ICMBio ao Parque Nacional Iguazú, visando conhecer a estrutura e os procedimentos com a visitação desse Parque, bem como trocar experiências com os servidores daquele país.
O Parque Nacional Iguazú limita-se com o Parque Nacional do Iguaçu por cerca de 70 km ao longo do Rio Iguazú. Ambos compõem, junto com o Parque Provincial Uruguai e outras unidades do Corredor Verde Missioneiro, mosaico de mais de 600 mil hectares em áreas protegidas, salvaguardando importantes fragmentos de florestas subtropicais e grande quantidade de espécies a essas associadas, muitas ameaçadas de extinção, como onça-pintada e gavião-real.
Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/downloads/icmbioemfoco303.pdf

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

O homem que comprou um Zoológico visitou o Projecto MedWolf


O homem que comprou um Zoológico visitou o Projecto MedWolf, na Guarda (Portugal)


Em 2011, o mundo descobriu uma família que mudou radicalmente de vida ao adquirir um Zoo. O filme "Comprámos um Zoológico", com Matt Damon e Scarlett Johansson, (<http://en.wikipedia.org/wiki/We_Bought_a_Zoo>) popularizou uma história verídica, que teve Benjamin Mee e a sua família como protagonistas. Em 2005, lançaram-se na aventura de recuperar o Zoo de Dartmoor, contra todas as indicações do bom senso e desafiando uma série de contrariedades, incluindo uma infestação de ratos e a fuga de um perigoso jaguar.
<http://www.telegraph.co.uk/culture/film/9108388/We-Bought-a-Zoo-the-true-story-behind-the-film.html>.
Benjamin Mee deslocou-se a Portugal na semana passada, filmando, com os seus filhos, um documentário para a BBC. Este tem como foco o lobo ibérico — recém-chegado ao Zoo de Dartmoor.
Depois de visitar o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, actualmente em campanha para adquirir os seus terrenos, a equipa de filmagens deslocou-se a Almeida, no distrito da Guarda, para conhecer in loco as terras portuguesas do lobo e o Projecto LIFE MedWolf — presentemente no terreno em Castelo Branco e na Guarda com o objectivo de diminuir os conflitos entre o Homem e o lobo.
Numa exploração pecuária em Malhada Sorda, recentemente atacada por lobos, a família Mee conheceu um dos cães de gado do Projecto, uma Serra da Estrela de três meses. A empatia criada com a cadela foi tal que Mee se declarou de imediato interessado em criar Cães da Serra da Estrela, colaborando com o Projecto MedWolf.
Fonte: Grupo Lobo

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Acção humana acelera em mil vezes a extinção da biodiversidade

Acção humana acelera em mil vezes a extinção da biodiversi​dade em todo o mundo.
Estudo publicado na Revista Science por professor visitante da ESCAS/IPÊ aborda o índice elevado de desaparecimento de espécies e fala como as novas tecnologias podem tornar a conservação delas mais eficientes.
As acções humanas estão levando a extinção de espécies a um índice alarmante. O desaparecimento de biodiversidade global é mil vezes mais veloz do que se ele acontecesse naturalmente, sem o impacto do homem. A taxa é muito maior do que a estimada anteriormente, em 1995, que era de 100 vezes (Pimm, Stuart L., et al. "The future of biodiversity." SCIENCE (1995): 347-347). Esta é uma das conclusões de um artigo recém-publicado pela Revista Science, que tem Clinton Jenkins como co-autor. Jenkins é professor visitante da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade do IPÊ. Nove pesquisadores assinam o artigo, que também afirma que o mundo precisa encontrar nas novas tecnologias um meio de frear esse desaparecimento de espécies. Caso contrário, nesse ritmo, o planeta poderá passar por sua 6ª extinção em massa.
Segundo o artigo, as novas tecnologias podem ser usadas para traçar políticas e estratégias mais eficientes para conservação de espécies, porque ajudam a facilitar as tarefas de encontrar e monitorar a biodiversidade. As novas abordagens tecnológicas, segundo os autores, serão vitais para avaliar o progresso em direcção às metas de conservação internacionais, como as metas de Aichi recentemente estabelecidos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
Um dos exemplos de tecnologia inovadora é o Biodiversity Mapping. Criado por Jenkins, o site reúne informações de diversos biomas e o estado de conservação das suas espécies, em uma única plataforma, alimentada com dados de diversas organizações e pesquisadores de todo o mundo. O mapa da biodiversidade já identificou, por exemplo, dados relevantes sobre a Mata Atlântica como uma área prioritária para conservação, em escala mundial. "Nossos mapas mostram claramente que a Mata Atlântica no Brasil é uma das grandes prioridades globais para a prevenção de extinções. É a combinação de uma enorme concentração de espécies intrinsecamente vulneráveis e uma grande quantidade de perda de habitat, com apenas cerca de 10% da floresta original remanescente", diz.
Os cientistas ainda reiteram no estudo suas preocupações com relação às espécies desconhecidas. Apesar dos progressos recentes em conservação de espécies, eles observam muitas incertezas quanto ao número de espécies existem, onde estão, e suas taxas de extinção, sendo que muitas delas ainda são desconhecidas pela ciência, podendo enfrentar grandes ameaças. As tecnologias como base de dados e mapas, por sua vez, estão permitindo que os cientistas expandam seu foco e identifiquem padrões e tendências importantes, por exemplo, entre as espécies aquáticas e marinhas, assim como as terrestres.
"Com a reunião de dados antigamente dispersos, sabemos agora que a maioria das espécies terrestres está espalhada em pequenas áreas geográficas - a maioria delas menor do que o estado do Rio de Janeiro. Espécies com essas pequenas faixas são desproporcionalmente vulneráveis a ameaças modernas que causam extinção. Novos conhecimentos oferecem a possibilidade de a sociedade concentrar os esforços de conservação em locais críticos ao redor do planeta", afirma Jenkins.
Nessa linha, o novo estudo também confirma que espécies de água doce são provavelmente mais ameaçadas do que espécies na terra, e o potencial de extinções de espécies nos oceanos tem sido severamente subestimado. Enquanto cerca de 13% da área terrestre do planeta está protegida, apenas 2% do seu oceano está sob protecção. Medidas de conservação tradicionais, como reservas naturais, estão aquém da necessidade de conferir protecção, especialmente para espécies de água doce, sendo que a ameaça às espécies aquáticas pode começar fora das áreas protegidas. Desta forma, concluem os especialistas, embora existam dados acessíveis sobre as espécies vulneráveis e um rápido progresso no desenvolvimento de áreas protegidas, tais esforços não têm sido ecologicamente representativos.
O artigo é assinado por Clinton Jenkins (IPÊ/ ESCAS), Stuart. L. Pimm (Duke University), R. Abell, Tom M. Brooks (International Union for Conservation of Nature, IUCN), John L. Gittleman (University of Georgia), Lucas Joppa (Microsoft Research), Peter H. Raven (Missouri Botanical Garden), Callum. M. Roberts (University of York), Joseph O. Sexton (University of Maryland).
www.sciencemag.org/lookup/doi/10.1126/science.1246752
http://www.ipe.org.br/ultimas-noticias/443-acao-humana-acelera-em-mil-vezes-a-extincao-da-biodiversidade-em-todo-o-mundo
http://www.biodiversitymapping.org/docs/Jenkins_et_al_2013_PNAS.pdf

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Banda desenhada alerta crianças contra a caça furtiva



Nova banda desenhada pretende alertar as crianças contra a caça furtiva
 “A Dangerous Life” (Uma vida perigosa) é uma nova banda desenhada que pretende esclarecer e alertar as crianças para os perigos que os elefantes enfrentam às mãos dos caçadores.
A história tem como personagem principal Amelia, jovem herdeira de uma fortuna em marfim, que embarca num safari no Quénia. Durante a viajem, a jovem trava amizade com Kai, um jovem chinês que também anda a viajar. Juntos descobrem a verdade por trás do comércio de marfim e os problemas inerentes à caça furtiva.
De uma maneira apelativa o livro transmite a mensagem de que a caça não coloca apenas os elefantes em perigo mas também os Vigilantes da Natureza (Park Rangers) e as comunidades locais. A história foi escrita por Sheila Hamanaka e ilustrada por Lisa Berile, Rosalie Knox e Julie Lien.
Um relatório recente da Interpol e da ONU revela que entre 22.000 a 25.000 elefantes são abatidos anualmente em África, refere o Tree Hugger.
O livro é publicado pelo Animal Welfare Institute e pelo Kenya Wildlife Service e tem como público-alvo os jovens do segundo e terceiro ciclo escolar. A nova banda desenhada vai ser distribuída pelo Quénia, nomeadamente nas escolas e parques nacionais. Está também à venda na página do Animal Welfare Institute.
Foto: A Dangerous Life 

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Extinção da (ADSAICA) Associação das Serras de Aire e Candeeiros



Câmaras de Porto de Mós, Ourém e Rio Maior, propõem extinção da Associação das Serras de Aire e Candeeiros

As Câmaras de Porto de Mós, Ourém e Rio Maior, que integram a direção da ADSAICA – Associação para o Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, deliberaram pedir à assembleia geral a extinção, situação justificada por razões financeiras.
A decisão, tomada na semana passada, poderá determinar o desemprego de 13 pessoas a partir de janeiro de 2015 – se os municípios não as integrarem -, data em que é proposta a formalização da extinção que vai ser objeto de deliberação na assembleia geral da ADSAICA prevista para setembro.
“É com muita pena minha, porque se trata de uma associação que faz um excelente trabalho”, afirmou à agência Lusa o presidente da ADSAICA e da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro, destacando o trabalho no âmbito da vigilância e prevenção de incêndios.
O responsável adiantou que as dez pessoas que fazem parte dos sapadores florestais têm “grande dinâmica e grandes conhecimentos” nesta matéria.
“Acontece que a ADSAICA era comparticipada pelo ICNB [Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade] em 50 mil euros e os outros 50 mil euros eram pela Direção-Geral das Florestas”, explicou João Salgueiro, referindo que o custo das duas equipas de sapadores florestais era de 120 mil euros, sendo que o diferencial era assegurado pelos municípios e com verbas das entradas no Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros, no Bairro, concelho de Ourém, que a associação gere.
O responsável esclareceu que com a “fusão do ICNB com as Florestas, transformando-se em Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas”, a ADSAICA passou a ter apenas 50 mil euros, valor que “não dá, de modo algum, para suportar os custos relativamente aos sapadores florestais”.
“Temos vivido com grandes dificuldades, temos as contas todas em ordem, mas tem sido com grande esforço”, declarou, reconhecendo haver, por vezes, ordenados em atraso.
João Salgueiro esclareceu que o município de Porto de Mós está disponível para receber uma das equipas de sapadores florestais, com cinco elementos, porque, além de residirem na região, fazem “um excelente trabalho que é necessário ao concelho”, mas se ultrapassados os constrangimentos na admissão de novos funcionários.
Além dos 10 sapadores florestais, a ADSAICA tem um trabalhador na estação de tratamento de efluentes suinícolas de Alcobertas, em Rio Maior, e dois no monumento do Bairro, acrescentou o autarca.
A ADSAICA, criada em 1990, engloba no seu núcleo fundador o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, tutelado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e os sete municípios que nele têm território – Alcobaça, Alcanena, Torres Novas, Porto de Mós, Rio Maior, Ourém e Santarém – e a Circunscrição Florestal da Marinha Grande.
A associação visa o estudo, valorização e divulgação do património desta região.
Fonte: Maior Tv / Lusa

terça-feira, 1 de Julho de 2014

Pacto nacional pelo felino mais ameaçado do mundo


O Ministério do Ambiente assinou esta terça-feira um Pacto Nacional para a conservação do felino mais ameaçado do mundo. O próximo passo será reintroduzi-lo em habitat natural em Portugal. Ainda não é certo se tal será possível o outono.


Uma década após o início do plano para a conservação do lince ibérico em Portugal, o Ministério do Ambiente conseguiu finalmente chegar a acordo com vários parceiros no terreno para que seja possível, a médio prazo, a reintrodução do lince ibérico em território nacional.
O Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, congratula-se com este "pacto ambicioso" que "significa o empenho de todos nesta causa importante para o lince e para Portugal". Em entrevista ao Expresso, o governante lembra também que o acordo "pode ser subscrito por qualquer entidade ou cidadão", já que a partir de amanhã estará disponível no sítio online do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Para já, o Pacto Nacional conta com a assinatura de uma dúzia de entidades, entre as quais a Associação Iberlinx, a Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça (ANPC), a  Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), o Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, a WWF, a Fencaça e a Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
O próximo passo será a assinatura de documentos entre o ICNF e cada um dos outros parceiros para que fiquem assentes os compromissos de boas práticas cinegéticas e os direitos e obrigações dos envolvidos no terreno.

Linces soltos no outono?
Miguel de Castro Neto gostaria de assistir à libertação de linces em Portugal "no próximo outono", mas a decisão ainda não está fechada. Para evitar precipitações - como o anúncio prematuro feito em março passado de que seriam soltos na primavera exemplares saídos da reprodução em cativeiro - o governante disse, em entrevista ao Expresso, que "uma decisão será tomada até ao final do verão". As áreas previstas de reintrodução localizam-se no Vale do Guadiana na região de Mértola e na de Moura-Barrancos. 
"Este pacto permite um clima de confiança e de cooperação com as pessoas locais e com os proprietários dos terrenos onde se prevê virem a soltar linces", aplaude João Carvalho, dirigente da Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça (ANPC), um dos parceiros no terreno. E lembra que aquando do anúncio feito em  março, não existiam acordos com os proprietários nem coelho em abundância (devido a uma doença que afetou o principal alimento do lince ibérico).
Porém, João Carvalho diz já ter alertado o governante para o facto de o outono ser um mau timing para libertar animais no campo. "Não faz sentido libertar linces nessa altura porque coincide com a abertura da época geral de caça e com a época das sementeiras e da preparação dos terrenos agrícolas, e o lince precisa de tranquilidade. Segundo João Carvalho "a altura ideal é entre março e junho, já que o campo está mais tranquilo e é a época de maior nidificação e de abundância de coelho".
Contudo, em Espanha tem havido reintrodução de linces durante praticamente todo o ano. Só em 2014 já foram libertos 18 animais na Andaluzia e três na Extremadura espanholas, oriundos dos cinco centros ibéricos de reprodução em cativeiro, entre os quais o de Silves, no Algarve. E amanhã serão libertos mais cinco animais em Espanha, três dos quais pela primeira vez em Castilla la Mancha.

Fonte: Carla Tomás/Expresso

quarta-feira, 25 de Junho de 2014

Reserva do Paul do Boquilobo com gestão tripartida

A Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo passou a ter uma gestão tripartida, que junta a Câmara Municipal da Golegã, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a organização não-governamental ambiental Ongatejo.

Rui Medinas, presidente da Câmara da Golegã, disse à agência Lusa que a gestão da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo deixa de ficar exclusivamente na esfera do ICNF, que mantém a responsabilidade pela conservação da avifauna, para passar a ser partilhada, assumindo o município um papel “mais interveniente”. O município procurará “dinamizar de uma forma sustentável um recurso único no sector do turismo de natureza”, disse o autarca.

O novo modelo de gestão da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo, a primeira das sete criadas em Portugal no âmbito do programa O Homem e a Biosfera (MaB), da UNESCO, ficou definido no protocolo assinado no final de um seminário que assinalou os 34 anos da reserva e que decorreu ao longo de segunda-feira, 23 de Junho, no Equuspolis, na Golegã.

Mário Antunes, da Ongatejo, disse à Lusa que o objectivo é aliar o esforço de conservação da biodiversidade à investigação e conhecimento e a actividades conexas, como o turismo da natureza, sendo as entidades agora envolvidas responsáveis pela elaboração do plano de gestão e do plano de actividades.

Até aqui, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) era responsável pela gestão da Reserva Natural e da Reserva da Biosfera, esta “sob a chancela da UNESCO, obrigando a regras que não se sobrepõem às regras nacionais”, afirmou.

Rui Medinas adiantou que é também criado um órgão consultivo, que funcionará como “fórum de acompanhamento, reflexão e fiscalização do órgão de gestão” e que integrará outros parceiros, como o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), enquanto representante da academia, juntas de freguesia, outras organizações não-governamentais e empresas, nomeadamente dos sectores do alojamento e da restauração.

Situado junto do rio Almonda, nas imediações da Golegã, o Paul do Boquilobo possui dois maciços de salgueiros, num dos quais está instalada a maior colónia de garças da Península Ibérica, constituindo o outro habitat potencial de expansão ou recurso para aquela colónia.

Da reserva faz ainda parte uma zona permanentemente alagada na margem direita do rio com grande densidade de vegetação aquática, constituindo importantíssimo local de nidificação da fauna aquática, e uma extensa zona de caniçal de grande valor para a fauna paleártica invernante em Portugal, com especial referência para os patos, realça o ICNF.

Fonte: O Mirante

terça-feira, 17 de Junho de 2014

Vigilante da Natureza João Correia no Seminário Europeu de Park Rangers



No seguimento da minha participação no 3º Seminário de Treino de Rangers Europeus (European Ranger training seminar), que decorreu na ilha de Brijuni, no Brijuni National Park, na Croácia, entre 13 e 17 de Maio de 2014, sob o lema “Connecting Rangers across Europe – new beginnings, apresento de seguida uma descrição do evento:
1.       O Parque Nacional de Brijuni tem 3.395 ha. 
2.       O seminário contou com a presença de cerca de 118 participantes, de 20 países europeus (Roménia, Suíça, Inglaterra, Dinamarca, Finlândia, Croácia, Monte Negro, Islândia, Alemanha, França, Eslovénia, Portugal, Hungria, Polónia, Noruega, Itália, Escócia, República Checa, Espanha e Sérvia).
3.       O seminário foi organizado pela Associação de Rangers Croatas (Croatian Ranger Association) em colaboração com a IRF (International Ranger Federation), com o apoio do Governo Croata, em concreto do Ministério do Ambiente e da Conservação da Natureza.
4.        Os acontecimentos que dominaram o evento foram (Programa em anexo):
v  No 1º dia (13 de Maio)
Ø  Realizou-se a cerimónia de abertura do Seminário, com a presença das seguintes individualidades: o Secretário de Estado do Ministério do Ambiente e da Conservação da Natureza, o Sr. Nenad Strizrep, o Director do Parque Nacional de Brijuni, o Sr. Sandro Dujmovic, o Presidente da IRF, o Sr. Sean Willmore, o Presidente da Associação Croata de Rangers, o Sr. Branko Stivic, e o Delegado Europeu da IRF, o Sr. Florin Halastauan, que proferiram as boas-vindas a todos os participantes.
 
No 2º dia (14 de Maio)
Ø  Durante a manhã decorreram as seguintes apresentações: “As Áreas Protegidas Croatas”, “A implementação da Rede Natura 2000 na Croácia” e o “Projecto de criação da imagem de marca das Áreas Protegidas Croatas”, este último relativo ao estabelecimento de uma simbologia específica para as Áreas Protegidas, para os uniformes dos rangers e para os veículos.
Ø  Posteriormente realizaram-se quatro palestras subordinadas aos temas: a) Junior Ranger Programs; b) Ranger communications network development; c) Twin projects; e d) Training rangers programs in Europe. Na continuação desta actividade decorreu, da parte da tarde, a análise e a discussão dos temas, divididos por grupos de trabalho. 

Ø  O representante de Portugal, o Vigilante da Natureza João Correia, participou no grupo de trabalho relativo ao tema “Training rangers programs in Europe”. Neste grupo de trabalho foi apresentado o “Ranger Training – The 6 Losehill Principles”, sendo estes: 1) Consciência das normas internacionais/nacionais e da ética ambiental; 2) Boas capacidades de comunicação; 3) Compreensão das relações entre a paisagem, a biodiversidade e a cultura, e dos conflitos entre estes; 4) Conhecimento e capacidade de lidar com segurança dos visitantes e com situações de emergências; 5) Capacidade de analisar, monitorar e apresentar relatórios dos recursos naturais; e 6) Conhecimento dos habitats e da sua gestão.
Ø  Durante a sessão a Associação de Rangers Checos fez a apresentação dos seus métodos de treino e deu-se início ao debate, com a Escócia, a Alemanha, a Eslovénia, a Noruega e a Roménia, a fazerem um resumo do seu sistema de ingresso e de formação de rangers. Também foi discutido a eventual implementação de um Manual do Ranger Europeu.
Ø  Do debate conclui-se que é essencial a criação de um programa de formação continua em trabalho (on-the-job training) para todos os Rangers, com recurso ao conhecimento internos, quer dos serviços (técnicos), quer de outros rangers. Esta formação é mais adequada e é também a menos dispendiosa, o recurso à formação externa (off-the-job training) é essencialmente aconselhada para a aprendizagem de técnicas específicas, sendo também a que apresenta custos mais elevados. Assim, o plano de formação dos rangers deverá ser precedido de uma avaliação das suas necessidades e ser realizado de acordo com estas, tendo sempre em conta a melhor gestão dos recursos. Também se conclui a necessidade de realização de um Manual do Ranger Europeu, a implementar com o apoio da IRF. Por último, concluiu-se que a implementação de um sistema de formação ao nível Europeu é um projecto de difícil, mas enriquecedor, devido à diversidade de culturas e de línguas existentes no espaço Europeu.
 
Ø  Após o fecho dos grupos de trabalhos realizou-se uma visita à ilha de Brijuni, de comboio, nomeadamente aos locais mais emblemáticos, durante a qual foi feita uma breve apresentação histórica da ilha.
Ø  Para finalizar efectuou-se uma visita à exposição fotográfica dedicada à figura do presidente Josip Broz Tito, que utilizou aquela ilha como residência oficial de verão.
 
v  No 3º dia (15 de Maio)
Ø   Realizou-se uma saída de campo (field work shops) ao Parque Nacional de Risnjak (lince em croata), dedicada ao tema dos grandes carnívoros europeus (urso, lobo e lince). O Parque Nacional de Risnjak tem 6350 ha.   
Ø  Durante a saída de campo foi realizada uma palestra pelo Prof. Duro Huber, da School of Veterinary Medicine of the University of Zagreb, sobre os planos de gestão para os grandes carnívoros, na Croácia, seguida da demonstração das técnicas de captura e imobilização daquelas espécies.
 
Ø  Durante esta acção foi realizada a biometria de um cadáver recente de um urso, com 6 meses, que foi atropelado por um comboio. Em paralelo, e por grupos, decorreu a actividade de localização de um colar transmissor recorrendo à técnica da telemetria.
 
Ø  O resto do dia foi preenchido com a realização de um trilho pelo Parque Nacional, onde foi possível testemunhar a enorme destruição causada na floresta (árvores tombadas e partidas) por um inverno impar, em que uma forte queda de neve seguida de ventos fortes, provocou a queda e a quebra de árvores.
 
Ø  A realização do trilho foi interrompida a meio para assistir à manufactura de tabuas de madeira em bruto (wooden shingles) para a cobertura de telhados e exteriores das casas típicas da região. A técnica utilizada recorre á separação manual dos troncos de madeira.
 

v  No último dia (16 de Maio)
Ø  Realizou-se a cerimónia oficial de encerramento do seminário, com a presença das altas individualidades presente na cerimónia de abertura, onde o Presidente da IRF chamou a atenção para as datas dos futuros eventos importantes (Key Dates) para os rangers a nível mundial.

Ø  De seguida ocorreu uma viagem de barco ao arquipélago de Brijuni, com uma visita à segunda maior ilha, a ilha de Mali Brijun. Aí visitamos uma fortificação militar do império austro-húngaro, que por vezes é utilizada para a realização de peças de teatro.
 
Ø  Para finalizar o evento realizou-se um jogo de futebol entre os rangers Croatas versus os rangers dos outros países. Sendo de salientar que a confraternização e a troca de experiência foi uma constante durante todo o seminário.


sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Séminaire Européen: Gardes Nature de France en Crotie



4 Gardes de GNF ont participé au 3ème Séminaire Européen des Gardes

Du 12 au 17 mai 2014, les écogardes du Parc naturel régional Scarpe-Escaut ont participé au 3ème Séminaire européen des Gardes qui s’est déroulé dans le Parc National Brijuni, en Croatie. Membres de l’Association des Gardes d’Espaces Naturels Protégés de France ou Gardes Nature de France depuis sa création en 2010, les écogardes ont pu représenter, avec Johann Cerisier, Garde dans le Parc National de Port-Cros, la délégation française lors de ces quelques jours. Ils ont ainsi rejoint plus de 120 Gardes provenant de 23 pays européens (Angleterre, Ecosse, Islande, Danemark, Suède, Finlande, Espagne, Suisse, Allemagne, Italie, Croatie, Slovénie, Slovaquie, République Tchèque, Portugal, Bosnie, Serbie, Hongrie, France, Roumanie, Pologne, Norvège et l’Australie, patrie du Président de l’International Ranger Federation, Sean Willmore).

Avec pour thème principal « Créer des liens entre les Gardes à travers l’Europe – Nouveaux Départs », ce séminaire se devait d’être riche en contacts, relations, échanges et ce fut le cas notamment grâce à plusieurs ateliers et deux excursions thématiques. Les programmes de formations de « Junior Ranger », la formation des Gardes en Europe, la communication auprès des différents publics et les projets de jumelage/échanges, tels étaient sujets qui ont fait l’objet de petits groupes de travail à la fois ludiques et constructifs. Quant aux visites de terrain, outre le Parc National de Brijuni, archipel sur lequel se déroulait le séminaire, les gardes de la délégation française ont eu la possibilité de se rendre dans le Parc National Risnjak : région montagneuse et boisée à la croisée de différentes influences climatiques où dominent les grands carnivores tels que le Lynx, l’Ours ou le Loup, et le Parc naturel Učka dominé par un massif montagneux fortement boisé, des formations géologiques, laissant de vastes espaces ouverts pour les grands rapaces comme le Faucon pèlerin, l’Aigle royal ou encore le Vautour fauve. A Risjnak, la problématique abordée était la coopération avec les habitants notamment en termes d’identification, d’inventaire et de transmission d’informations sur les grands carnivores. L’excursion à Učka était centrée sur les programmes d’éducation à l’environnement et les missions des Rangers notamment en relation avec les équipes de police et de sauvetage.

Les ateliers ont également été instructifs et sources de motivation. En introduction du groupe de travail portant sur les « Junior Ranger Programs », les écogardes ont pu présenter à l’ensemble des Gardes présents leur Programme de Formation des Ecogardes Juniors en projetant le film réalisé dans le cadre du programme européen INTERREG IVB W.E.C.A.N. Programme qui a également été détaillé plus tard auprès des participants à l’atelier. Dans celui portant sur les projets de jumelage, les représentants de Gardes Nature de France ont pu aborder les échanges qu’ils ont avec les Rangers de Sierra Leone et comment ils les ont accompagnés dans la création de leur association. Les échanges entre Gardes et plus largement entre associations nationales sont importants pour la reconnaissance, la compréhension et la valorisation du métier de Garde dans le monde. Au sein d’une même association ou entre associations nationales, visites, ateliers, projets communs, tels sont les priorités pour les années qui viennent. Le dernier atelier auquel les écogardes ont participé portait sur la formation des Gardes en Europe. Cette problématique a fait l’objet de débats et de discussions compte tenu de la diversité des territoires et des missions de chacun. L’autre difficulté de cette thématique réside dans le procédé de formation et notamment dans la désignation du formateur : Garde de la même structure, d’une autre structure, organisme privé ou publique, etc.

Au-delà des temps officiels de travail, les moments informels restent aussi riches et constructifs. C’est lors de ces instants que les gardes peuvent discuter de leurs missions respectives, de leurs conditions de travail, des spécificités de leurs territoires, des équipements et infrastructures, etc. Ainsi, les Gardes français ont eu la possibilité de largement échanger avec entre autres, leurs homologues suisses, hongrois, anglais, islandais, espagnols, italien ou encore allemands. Une certitude demeure : quel que soit le territoire, les statuts, les missions, les uniformes, les Gardes sont tous convaincus que le travail qu’ils effectuent au quotidien est d’une importance capitale et qu’ils partagent tous la même passion pour le maintien, la protection, la préservation des milieux naturels, des écosystèmes, de l’Environnement.

Enfin, les écogardes ont insisté sur la visibilité et la représentation du Parc naturel régional Scarpe-Escaut lors du Séminaire. L’uniforme accompagné des écussons a été porté tous les jours. Des bâches de présentation du territoire et des missions des écogardes et du Programme de Formation des Ecogardes Juniors ont été installées pendant la totalité du séminaire. Pour terminer, le film présenté lors de l’introduction à l’atelier sur les « Junior Ranger Programs » a été très apprécié compte tenu des remarques qui ont été faites. En effet, même si les écogardes juniors étaient à l’honneur, la première partie du film présente le programme W.E.C.AN., les territoires concernés et les échanges entre Rangers et Ecogardes.

Fonte : Julien Cordier/Gardes Nature de France

segunda-feira, 26 de Maio de 2014

Projecto LIFE + MED-WOLF - Acções de Formação

No âmbito do projecto Life Med-Wolf, o Grupo Lobo tem organizado acções de formação destinadas a técnicos e Vigilantes da Natureza do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Em Março realizou-se uma acção de formação sobre a “Avaliação de prejuízos de lobo”, no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta acção contou com a participação de dois veterinários experientes nesta área, o Dr. Nuno Santos e o Dr. Simone Angelucci (Parque Nacional da Majella, Itália). A sessão foi dividida numa parte teórica onde foram abordados aspectos relacionados com a identificação do predador responsável pelo ataque e uma parte prática que inclui o exame de carcaças de animais recolhidos em “prejuízos de lobo”.
Durante o mês de Abril, o Grupo Lobo realizou uma acção de formação sobre “detecção de venenos e furtivismo”.  Entre os vários oradores convidados, esteve presente o Biólogo Jesus Valladolid que apresentou o projecto “Perros contra el veneno” (uso de cães na detecção de venenos). Esta apresentação incluiu uma demonstração prática da actuação dos cães.
Durante a semana de 28 de Abril a 2 de Maio, foram realizadas diversas acções de fiscalização na área do projecto Med-Wolf, com a colaboração de Jesus Valladolid e dos Vigilantes da Natureza do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Fonte: Grupo Lobo

quinta-feira, 22 de Maio de 2014

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

De 24 a 31 de Maio de 2104 um conjunto de especialistas em educação ambiental estará em Portugal em visita às Eco-Escolas no âmbito de um projecto apoiado pelo Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas. O “Trilho à Descoberta da Natureza” da Escola D. Fernando II (Sintra) será visitado no dia 27 de Maio.
O “Trilho à Descoberta da Natureza” é um projecto singular no panorama escolar nacional, contando como parceiros com o Parque Natural de Sintra-Cascais e a Câmara Municipal de Sintra.

quarta-feira, 7 de Maio de 2014

Portugal: Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageou o Doutor Nuno Gomes Oliveira no XVII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza – XI Jornadas Técnicas, realizadas nos dias 4 e 5 de Maio de 2014, em Rio Maior.
O texto que serviu de suporte à homenagem foi o seguinte:

Excelentíssimo Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira
Excelentíssimos Senhores

É com imensa honra e enorme satisfação que, neste momento, diante de uma plateia composta por defensores da natureza, que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageia o Doutor Nuno Gomes Oliveira, que devota a sua vida às causas ambientais.

A sua dedicação à defesa da Natureza, sempre se pautou pela coragem, persistência, saber e muito trabalho.

As suas opiniões são respeitadas e ecoam por todo o País, incitando à prática da preservação e protecção de áreas importantes para a conservação da natureza.
Ao longo dos anos temos acompanhado o fruto do seu trabalho, que tem tido reflexos na educação e sensibilização ambiental de muitos Portugueses.
Gestor e Cientista brilhante, possuidor de cultura vasta, profunda e diversificada, acompanhada sempre, de imensa humildade, sem dúvida uma das marcas mais características de sua inolvidável personalidade.

Dono de uma vida intensa, realiza as suas inúmeras actividades com coragem, altivez e responsabilidade, trabalhando e lutando pelas ideias e teses em que acredita.

Nuno Fernando da Ascenção Gomes Oliveira, nasceu em Vila Nova de Gaia (Porto, Portugal), tem o curso de Ecologia Humana e a licenciatura em Biologia (Universidade de Bordéus), é Mestre em Ecologia Humana (Universidade de Évora) e Doutorado em Biologia – Ramo Ecologia (Universidade de Coimbra).

Foi colaborador do Núcleo de Estudos Ornitológicos da Faculdade de Ciências do Porto (1971/74) e fundador do Núcleo Português de Estudo e Protecção da Vida Selvagem (1974).

Em 1981 elaborou, a pedido da Câmara Municipal de Valongo, um primeiro estudo para classificação das Serras de S. Justa, Pias e Castiçal e, em 1990, igualmente a pedido da Câmara Municipal de Valongo, foi elaborado um novo projecto.

Foi autor do projecto “Parque Biológico de Gaia”, equipamento pelo qual é responsável desde 1983.

Foi autor dos projectos do “Parque de Dunas da Aguda”, “Parque Biológico de Vinhais”, do “Parque Botânico do Castelo“, “Parque Municipal da Lavandeira” e “Parque do Conde das Devesas”, entre outros.

Desenvolveu trabalhos em várias áreas protegidas, em Portugal e no estrangeiro, e foi autor da proposta de criação da "Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto" (1971) e da “Reserva Natural Local do Estuário do Douro” (2008).

Colaborou com a Comissão Nacional do Ambiente, o Serviço Nacional de Participação das Populações, o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, o Serviço de Caça, o Instituto de Conservação da Natureza e o Instituto de Promoção Ambiental, e com várias Autarquias, e foi bolseiro da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e do Comité de Desafios da Sociedade Moderna, da NATO.

Em 1990 recebeu o Prémio Nacional de Conservação da Natureza e do Património Histórico-Natural, atribuído pelas Secretarias de Estado do Ambiente, Juventude e Energia.

 Em 1995 recebeu o “Prémio 25 pessoas - 25 anos de Conservação da Natureza - Quercus 10º Aniversário”.

Em 2000 recebeu uma Menção Honrosa conferida pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, por “se distinguir na sua acção como amigo do ambiente”.

É autor de dezenas de publicações, filmes e palestras, de que se destacam os livros “Introdução ao estudo e observação das Aves” (1979), Áreas de importância natural da região do Porto – Memória para o futuro (2008), Ecoturismo e Conservação da Natureza (2009), José Bonifácio de Andrada e Silva, o primeiro ecologista de Portugal e do Brasil (2011), Ensaio sobre as Camélias e o Parque da Quinta do Conde das Devesas (2013) e Parque Biológico de Gaia, 1983-2013 (2013).

Foi administrador (2000/2005) e presidente (2005/2010) da empresa municipal Parque Biológico de Gaia, EEM e vice-presidente da Águas e Parque Biológico de Gaia, EEM (2011/2013).

Presentemente é Director do Parque Biológico de Gaia, administrador não-executivo da Simdouro, Saneamento do Grande Porto, SA (Grupo Águas de Portugal), e vogal da Direcção da Associação Portuguesa de Camélias.

O Doutor Nuno Gomes Oliveira conseguiu, com inegável mestria, unir o conhecimento, adquirido nas Universidades e no terreno, com a arte de tornar esse conhecimento popular e acessível, através das suas obras literárias e áreas protegidas que criou.

Termino com a citação de Albert Einstein:

“Não se deve ir atrás de objectivos fáceis.
É preciso buscar o que só pode ser alcançado
por meio dos maiores esforços.”

Muito Obrigado! Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira

sexta-feira, 2 de Maio de 2014

Discovering nature’s trail -D. Fernando II School, Sintra,

WDA Portugal | Discovering nature’s trail -D. Fernando II School, Sintra,
World Days of action
D. Fernando II School, sited in Sintra, has inside itself a small wood, usually called “the school wood” by its students, teachers and staff. Overwhelmed by the richness of fauna, flora and fossils found in this small place, we developed a project called “Trilho à descoberta da natureza” (Discovering nature’s trail) – to build a nature’s interpretative pathway.
This project has the students as its main target public, but it also intends to embrace all the educative community, and in a later step, to involve the local community, as its educational and patrimonial interest is recognized by the Sintra /Cascais Natural Park specialists and by the Sintra City Hall experts in the field, who have supported us in this project.
On the 22nd April 2014, this interpretative trail will be inaugurated. This is our way to celebrate the Earth Day, and also to show our interest in the preservation of the natural environment and in Earth’s sustainability.
There will be a large number of events at school this day:  a tree planting activity, land art and aromatic plants workshops, a bird banding session, an ornithological conference, a geological and paleontological conference and also water saving awareness games.
As it is indeed a very enjoyable place to visit anytime, we are most pleased to welcome all those willing to meet us in all those willing to meet us in our very special pathway.

sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Dia da Terra vê nascer Vigilantes da Natureza Juniores

No Dia da Terra, data em que se inaugurou o Trilho “À Descoberta da Natureza” na Escola B 2,3 D. Fernando II em Sintra, 35 alunos receberam o Diploma de “Vigilante da Natureza Júnior”.

A maioria esmagadora das crianças que frequenta a Escola D. Fernando II vive em áreas urbanas. O contacto com a natureza escasseia, locais como a Mata da Escola são muito raros no meio escolar nacional, não podemos dar-nos ao luxo de o ignorar. A comunidade escolar tem agora a oportunidade de num espaço tão pequeno conseguir compreender que o ser humano partilha o planeta com muitos outros seres vivos e que faz parte de uma enorme teia de vida. Os alunos ao estudarem estas formas de vida e o modo como actuam umas sobre as outras entenderão melhor a importância de preservar a Natureza de que todos dependemos.

A ideia de criar um trilho de interpretação ambiental na escola foi um desafio lançado pela Professora Paula Sequeira da Escola Básica 2,3 D. Fernando II ao Parque Natural de Sintra-Cascais e à Câmara Municipal de Sintra.

Constitui um dos objectivos prioritários do Departamento da Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo - Parque Natural de Sintra-Cascais a promoção da educação ambiental, a divulgação e o reconhecimento dos valores naturais, enquadrando-se este desafio inédito nos princípios estabelecidos na sua área de intervenção.

A ideia de que a interpretação ambiental está associada exclusivamente ao meio rural ou natural não foi limitativo no estabelecimento de um trilho dentro da escola. Esta ideia original teve na imaginação criadora dos professores, alunos, técnicos da Câmara Municipal de Sintra e do Parque Natural e Sintra-Cascais a força motora para o êxito do projecto.

Este trilho agora traçado irá contribuir para o enriquecimento do processo de aprendizagem, pretende estimular o desenvolvimento de processos educativos activos e fomentar a participação da comunidade escolar no conhecimento e valorização do ambiente que os rodeia.

O trilho agora executado tem potencial para o desenvolvimento de actividades de educação ambiental.

Os trilhos são essenciais para que possamos desfrutar da Natureza sem a destruir. Todos os que os usamos devemos entender quanto frágeis são e quanto se deve trabalhar na sua planificação, no seu desenho e na sua manutenção.

O trilho da Escola D. Fernando II destina-se a ser usufruído pelos alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Permitirá entrar em estreito contacto com a Natureza e aprender com as aulas práticas que o local proporcionará.

O trilho pode ter um ou vários temas definidos, em que se pretende conduzir os alunos através de espaços e informações que ajudem a elaborar um raciocínio específico, sendo deste modo, definido antecipadamente a sua finalidade e a sua compreensão. Terá como meta a percepção do meio, da fauna, da flora e da geologia.

Projecto: Vigilantes da Natureza Juniores do Trilho “À descoberta da Natureza”.

Entre as actividades programadas para o trilho, realizou-se formação para os Vigilantes da Natureza Juniores, que são os alunos com incumbências de protecção do percurso pedestre e de sensibilização dos colegas para os valores existentes.

No Dia da Terra foram realizadas actividades de educação ambiental, interpretação do trilho, jogos educativos, anilhagem de aves e o reconhecimento como Vigilante da Natureza Júnior, através da atribuição de diploma e da distribuição de boné e T-shirt com a indicação de Vigilante da Natureza Júnior.

Para proteger a Natureza é preciso conhecer, estudar, classificar.