sexta-feira, 27 de março de 2015

ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: "Perguntas para o futuro"


Quando alguns querem transformar a profissão de Vigilante da Natureza em função sem futuro, há escolas que reconhecem a sua importância, aqui fica o exemplo:

A Escola D. Fernando II em Sintra informa que na sequência do programa de orientação escolar e vocacional, estão programadas apresentações sobre as seguintes profissões:
 - Advogado
- Psicólogo
- Engenheiro
- Pedreiro (operário da construção civil)
- Cabeleireiro ou Esteticista
- Mecânico
- Jornalista
- Artista plástico
- Bancário
- Pasteleiro/ Cozinheiro
- Economista /Gestor
- Vigilante da Natureza
- Administrativo
- Assistente social
- Técnico de apoio domiciliário
- Agricultor
- Jornalista

Os profissionais serão organizados em painel e falarão do seu dia a dia.
Dia 17 de abril (sexta feira), entre as 11:30 e as 12:30 e  entre as 15:00 e as 16:30.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Nunca esteve em cima da mesa" abrir caça ao lobo ibérico


O secretário de Estado da Conservação da Natureza garantiu hoje que "nunca esteve em cima da mesa abrir a caça ao lobo" ibérico, defendendo o conhecimento dos animais para permitir harmonizar a espécie protegida e a atividade económica.

"Uma das possibilidades de gerir excessos populacionais aceite internacionalmente como aplicável é a caça, mas não é isso que é aplicável neste caso" afirmou Miguel de Castro Neto, em declarações à agência Lusa.

"Não tenho qualquer posição de princípio sobre a atividade cinegética", tanto mais que a tutela desta atividade em Portugal "não é minha, é do Ministério da Agricultura", acrescentou.

Situações de ataques daquela espécie no norte e centro do país têm sido noticiadas nos últimos meses e, depois de reuniões com representantes dos agricultores e das autoridades locais, declarações do secretário de Estado sobre uma eventual caça ao lobo causaram polémica.

Depois de uma reunião, na terça-feira, com o partido PAN-Pessoas-Animais-Natureza, sobre o tema, o secretário de Estado assegura que o lobo ibérico é uma espécie protegida que se quer conservar.
"Existe, de facto, uma situação complicada em algumas das zonas", mas "estamos a trabalhar no sentido de promover as ações necessárias para garantir que conseguimos conservar e recuperar esta espécie, em harmonia com a presença humana naqueles territórios e a atividade económica que aquelas populações desenvolvem", afirmou o governante.

A falta de dados que permitam perceber se a população do lobo ibérico está a crescer muito é uma das razões para o Governo avançar com a preparação do plano de ação para a conservação da espécie, com a primeira reunião a 07 de abril, em Vila Real, com a participação de representantes de várias áreas, da investigação às organizações não governamentais do ambiente e dos setores agro-pecuário, cinegético e florestal.

O primeiro ponto é conhecer a "situação de referência" através de estudos científicos que permitam saber qual a população de lobo ibérico e onde se encontra.

Esta informação "é fundamental para ter uma discussão séria acerca do que temos de fazer, pois não podemos prosseguir com esta vontade, que não é só portuguesa, de preservação do lobo ibérico baseada numa política de indemnização dos estragos causados" pela espécie, realçou Miguel de Castro Neto.

"Obviamente que estamos empenhados na conservação e recuperação do lobo ibérico, mas temos de alcançar esse objetivo em paralelo com a garantia de que não temos impactos negativos no tecido económico, já naturalmente frágil, em territórios de baixa densidade", insistiu o responsável do Ministério do Ambiente, liderado por Jorge Moreira da Silva.

Ponto fundamental na conservação da espécie é a alimentação e "garantir que existem presas naturais para o lobo para reduzir o número de ataques aos animais domésticos".

O secretário de Estado recordou que o plano de desenvolvimento rural financia a aquisição de cães de gado e investimentos em cercas para proteger os animais domésticos.

Miguel de Castro Neto transmitiu a preocupação de que "alguns acidentes pontuais" não sejam vistos como um problema transversal dos territórios de lobo ibérico porque "há regiões onde as práticas de gestão do efetivo pecuário têm levado a que não haja ataques de lobos ".

Segundo um comunicado do PAN, hoje divulgado, o partido e o Governo estão de acordo em algumas medidas, como a utilização de cães de pastoreio, o confinamento do rebanho no período noturno, a reintrodução das presas naturais do lobo ou a promoção de ações junto das populações.

Mas, aponta a discórdia relativa à posição de Miguel Castro Neto de que "não haverá proteção do lobo em detrimento das atividades económicas da população humana", acrescenta o PAN.

Fonte: LUSA


domingo, 22 de março de 2015

Onda de apoio aos companheiros de Espanha prossegue!


Os Vigilantes da Natureza continuam com as suas demonstrações de apoio aos companheiros de Espanha!

Esta luta contra uma proposta de Lei que irá destruir uma profissão centenária irá continuar até que o Governo Espanhol retire esta moção absurda e sem sentido!


Não são apenas os Agentes Florestales e Medioambientales que são prejudicados é a própria Natureza que irá sofrer as consequências devastadoras desta política destruidora!

Dia da Floresta no Parque Natural de Sintra-Cascais


O Parque Natural de Sintra Cascais acolheu mais uma vez, na Serra de Sintra, uma iniciativa dos colaboradores das empresas IKEA e Água da Serra da Estrela.
Este ano a proposta foi recuperar uma área muito atingida pelos temporais de 2013 e 2014, plantando espécies autóctones ripícolas na envolvente da linha de água do Monge.
Participaram 140 voluntários e foram plantas mais de 200 árvores.


Vigilantes da Natureza apoiam companheiros de Espanha!


Los Agentes Forestales y Medioambientales de España están en contra de la Ley de
Montes que pretende aprobar el PP por los siguientes aspectos:

1.-La reforma va a afectar de manera significativa la actividad profesional de estos
funcionarios públicos al limitar su condición de policía judicial. El texto planea
subordinar a este colectivo de 6.400 funcionarios a las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad
y rebajarlos a la categoría de 'auxiliares'. Este hecho impedirá que los Agentes
investiguen delitos medioambientales, con la pérdida de eficacia que esto supone en la
defensa del patrimonio medioambiental de nuestro país. En vez de optimizar el servicio
público con esta medida se aumentan las duplicidades, haciendo que intervengan varios
Cuerpos ante un posible ilícito penal. Todo ello supondrá un mayor coste económico al
erario público.
2. Bajo el concepto abstracto de “razones imperiosas de interés público de primer
orden” la nueva Ley establecerá una excepción que permitirá la construcción en zonas
forestales incendiadas. Con ello se vuelve a abrir las puertas a los incendios
especulativos.
3.-La gestión forestal de España también se verá afectada, ya que elimina la necesidad
de contar con planes de gestión en los montes privados y públicos no catalogados,
reduciendo el control sobre los aprovechamientos forestales, en detrimento de la
conservación de la biodiversidad, y suponiendo un retroceso con respecto a la normativa
anterior. Además, la no obligatoriedad de contar con estos planes de gestión en los
montes, va a provocar todavía más abandono de los mismos y, en consecuencia, un
aumento de los incendios.
4.- Se regula la caza en una Ley que no le corresponde, atendiendo a los intereses de

ciertos sectores cinegéticos.

quinta-feira, 19 de março de 2015

URGENTE: APOIA OS COMPANHEIROS DE ESPANHA!



Amigos e Companheiros!

Os nossos companheiros Espanhóis estão em luta contra a nova “Ley de Montes” que a ser aprovada terá como consequência que os 6 400 “Agentes Florestales e Medio Ambientales” perderão as suas funções de órgão de polícia criminal e passarão a ser apenas auxiliares das outras forças de segurança.

O conteúdo funcional dos companheiros de Espanha é um dos argumentos que utilizamos para melhorar o nosso próprio conteúdo funcional junto dos órgãos de soberania, no caso de esta nova lei ser aprovada poderá ser o principio do desmoronamento da profissão em toda a Europa e a entrega destas funções a forças militarizadas criadas para exercerem a sua actividade na defesa de pessoas e bens e não na defesa do ambiente, quem irá perder com esta mudança será a NATUREZA.

Temos que nos unir na defesa da nossa profissão e poderemos começar a faze-lo com o nosso apoio à campanha conta a “Ley de Montes”.

Para colaborar basta tirares uma fotografia (sozinho ou em grupo) num espaço natural com o cartaz em anexo, preenchido com o nome do local (parque natural, reserva, mata, etc.) e do país, e enviar até ao dia 20 de Março de 2015 para o e-mail: prensaforestales@gmail.com para que seja publicada no dia 21 de Março.


APGVN


sábado, 14 de março de 2015

APGVN 25 anos ao serviço dos Vigilantes da Natureza e da vida selvagem


A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) iniciou a sua actividade a 4 de Maio de 1989, quando em assembleia geral foram aprovados os seus estatutos, mas foi em 14 de Março de 1990, data da sua escritura notarial, que passou a ter existência legal.

A APGVN é uma associação profissional e de defesa do ambiente, que dedica a sua actividade à tentativa de elevar os padrões profissionais dos Vigilantes da Natureza, para que as áreas naturais e culturais crescentemente e constantemente ameaçadas sejam melhor defendidas.

A APGVN é uma Associação Profissional federada na International Ranger Federation  (IRF) e filiada como Associação de Defesa do Ambiente na Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente  (CPADA). 
A APGVN tem como objecto a promoção técnico-profissional e cultural dos associados e o lançamento de iniciativas e campanhas de defesa da natureza e de luta contra a poluição.


APGVN


sexta-feira, 13 de março de 2015

Vigilantes da Natureza realizam Censos de Perdiz no PNSAC


Na perspetiva de que para uma correta exploração das populações cinegéticas é necessária informação rigorosa acerca das espécies, o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) realizou nos dias 3, 4 e 6 de março de 2015 censos dirigidos à Perdiz-vermelha (Alectoris rufa). Os locais selecionados para amostragem da população de perdiz, foram a serra dos Candeeiros, zona norte e zona sul, e a serra de Aire, tendo as batidas nestes locais sido realizadas por vigilantes da natureza afectos ao PNSAC, ao Parque Natural Sintra-Cascais (PNSC), à Reserva Natural do Paul do Bouquilobo (RNPB) e à Reserva Natural da Berlenga (RNB). Contou ainda com a participação de dois técnicos superiores do PNSAC, sendo que um deles assegurou a coordenação técnica dos censos de perdiz.
A realização destes censos têm como objetivo monitorizar anualmente a densidade da população de Perdiz-vermelha e comparar a sua evolução ao longo do tempo, bem como avaliar a pressão cinegética na Área Protegida, tendo esta espécie como indicadora para o efeito.

Não menos importante é também um dos objectivos do DCNF-LVT/PNSAC promover através dos censos de perdiz um relacionamento mais direto com as entidades gestoras de zonas de caça, pelo que este processo é aberto aos diferentes agentes ligados à atividade cinegética e à população.

Os censos à perdiz na área do PNSAC têm sido realizados regularmente desde o ano de 2002, e neles tem participado, para além de funcionários do ICNF, Associações e Clubes de Caçadores implementadas na Área Protegida, Sapadores Florestais e voluntários.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vigilantes da Natureza evitam captura ilegal de aves


As equipas de Vigilantes da Natureza do Parque Natural de Sintra-Cascais prepararam durante vários dias uma operação para deter em flagrante delito os indivíduos que se dedicam à captura de aves selvagens, não cinegéticas, para cativeiro, na zona da Aldeia da Malveira da Serra.
Os Vigilantes da Natureza no decorrer da acção contaram com o apoio de agentes da Polícia Florestal.
Foi identificado um indivíduo com 42 anos de idade, pela prática da captura e posse ilegal de espécies não cinegéticas e da utilização de métodos de caça não permitidos.
Nesta operação foram apreendidos diversos artefactos que se destinam à captura ilegal de aves, designadamente, três “redes chinesas” e 17 gaiolas com alçapão. Para além destes artefactos, foram apreendidas 38 aves de espécies protegidas.
Os Vigilantes da Natureza têm efectuado acções de prevenção através da sensibilização das populações e pelo aumento da vigilância, sobretudo nas áreas onde existem fortes indícios da ocorrência de captura ilegal de espécies silvestres.


APGVN


domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da MULHER deveria ser todos os dias!


História do Dia Internacional da Mulher

No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.


Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vigilante da Natureza: O nosso “Comandante” homenageado em Setúbal


Setúbal: Bisnau, um golfinho para lembrar o respeito pela natureza

A estátua de um golfinho de cinco metros que agora reside no Parque Urbano da Albarquel, em Setúbal, foi criada com 50 quilos de resíduos apanhados nas praias do concelho com a ajuda de centenas de voluntários. A obra apresentada nesta tarde de quinta-feira tem a assinatura do colectivo de artistas Skeleton Sea, conhecido por aproveitar o lixo que polui os mares para criar novas formas de arte.

A história que envolve Bisnau, nome com o qual a estátua foi baptizada, carrega uma mensagem que se centra sobretudo na preservação do meio ambiente. João Parrinha, que integra o Skeleton Sea com Luis de Dios e Xandi Kreuzeder, refere que o grupo pretende lembrar com esta nova obra que "é necessário mantermos os oceanos limpos e respeitar a natureza".

Ao todo foram recolhidas duas toneladas de resíduos das praias com a ajuda dos voluntários da GRACE e da Amar Setúbal. Paula Pereira, da organização deste último grupo setubalense, refere que "é um orgulho imenso que o lixo que apanhámos se transforme numa peça de arte". O Amar Setúbal recolheu em várias acções resíduos na Praia dos Coelhos e na Doca dos Pescadores. "Desde as nossas limpezas a doca tem sido mantida sempre limpa. Acredito que as pessoas e sobretudo os pescadores estão mais sensibilizados", explica.

Este trabalho conjunto entre várias pessoas que partilham o interesse pela defesa do ambiente foi baptizado como "Bisnau", nome atribuído em honra de Carlos Silva que partilha o mesmo apelido e que desempenha funções de Vigilante da Natureza no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), estando encarregue de monitorizar a vida dos golfinhos que habitam no Sado.

João Parrinha conta que a estátua do golfinho é uma fêmea, já que Carlos Silva foi responsável pela descoberta de uma fêmea juvenil no rio, tendo-lhe também atribuído o nome de "Bisnau". O apelido é ainda partilhado pelo pai e pelo tio do Vigilante da Natureza, pescadores que ficaram conhecidos em Setúbal por esse mesmo nome.

A Bisnau vai integrar a arquitectura do futuro centro comercial Alegro Setúbal.

A construção de uma obra de arte pelo colectivo de artistas Skeleton Sea surgiu de uma proposta da Immochan Portugal, empresa responsável pela construção do Alegro Setúbal. A Bisnau está integrada no projecto "Arte em Toda a Parte", que pretende envolver a população na construção do centro comercial.

Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, elogia esta "forma de interagir com as populações" e destaca a acção desenvolvida até agora, que "começou com os tapumes que embelezaram a obra de betão" e que teve continuidade com a escultura do golfinho, "símbolo muito caro para o nosso município".

Texto e Fotos: © Márcia Moço / O Bocagiano






domingo, 8 de fevereiro de 2015

XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas


XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas

Monitorização Ambiental, de Espécies e Habitats

Vigilantes da Natureza 40 anos ao serviço da Conservação da Natureza

As Jornadas Técnicas realizaram-se com a participação activa de todos os presentes, abrindo novas expectativas, novos horizontes, tendo propiciado um diálogo crítico, criativo e construtivo sobre os temas abordados.

Evidenciou-se um grande interesse em relação às temáticas tratadas, existindo uma consciencialização dos perigos que a poluição e a degradação ambiental constituem para a Conservação da Natureza.

Existe um entendimento generalizado da necessidade de proteger os elementos naturais, recursos de inestimável importância para a preservação da vida na terra.

Concluiu-se que a variedade climática e hidrológica existente em Portugal determina a existência de ecossistemas com condições físico-químicas e geológicas singulares e com importantes componentes de flora e fauna.

O crescente aumento das pressões ambientais derivadas de numerosas fontes como as alterações climáticas, a contaminação dos solos, a proliferação de espécies invasoras, a perda e fragmentação de habitats e a poluição dos nossos recursos hídricos atingem valores preocupantes.

A monitorização ambiental, de espécies e habitats, resulta da recolha periódica e organizada de dados recolhidos, seguida de uma análise sistemática da informação reunida. Esta informação permite-nos a obtenção de mais conhecimentos sobre a Biodiversidade, através de inventários de fauna e flora o que poderá proporcionar a definição de áreas prioritárias para a conservação da natureza, a formação de novas áreas classificadas e de corredores ecológicos.

Nestes últimos 40 anos muita coisa mudou na Conservação da Natureza em Portugal.

A rede nacional de áreas protegidas, as competências e atribuições das entidades com responsabilidades na Conservação da Natureza mudaram muito desde 1975.

Modificaram-se as responsabilidades e compromissos internacionais. Mudou o Mundo em que vivemos.

Alterou-se a tomada de consciência sobre a importância e os comprometimentos que se colocam à sociedade relativamente à Conservação da Natureza.

As entidades com competências na área do ambiente cresceram, ganharam territórios e mais atribuições.

Dos 188 Vigilantes da Natureza existentes no ICN (Instituto da Conservação da Natureza) em 1999 restam 120 em 2015, para fiscalizar 21,7% do país, enquanto o restante território nacional é fiscalizado por 56 Vigilantes da Natureza das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) e APA (Agência Portuguesa do Ambiente).

A conservação do Património Natural, da Biodiversidade e da Paisagem são o garante da preservação de uma parte estruturante da nossa Identidade Nacional.

As Áreas Classificadas, o Parque Nacional, os Parques Naturais, as Reservas Naturais e o património natural fazem parte da nossa herança colectiva, sendo a escassez de Vigilantes da Natureza uma das grandes ameaças que enfrentam.

Apesar das dificuldades que os Vigilantes da Natureza sempre encararam, consideramos existirem razões para festejar os 40 anos de existência da profissão.

Os Vigilantes da Natureza têm como missão a preservação das Áreas Naturais e a protecção do Meio Ambiente.

Estes profissionais são a peça vital para a protecção da Natureza devido ao seu conhecimento do terreno e dos habitats, sendo o reconhecimento da sua missão por parte das populações uma mais-valia para a resolução de muitos dos problemas que afectam o meio ambiente.

O Dia Nacional do Vigilante da Natureza é um dia dedicado ao reconhecimento do árduo trabalho a que estes profissionais se dedicam de corpo e alma, suportando as inclemências do tempo e da natureza, enfrentando com coragem a sua missão de salvaguarda do Ambiente.

O Dia Nacional do Vigilante da Natureza é um dia de esperança de um futuro melhor para a profissão e para a preservação da Natureza!

Cronologia do evento:

A sessão de abertura do XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas realizou-se com o discurso de Boas Vindas do Presidente da APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, e do Doutor Nuno Grade, Chefe de Divisão de Gestão Operacional e Fiscalização (DGOF) do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

O Presidente da APGVN efectuou a leitura da mensagem de saudações enviada pela Direcção Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

Deu-se início às palestras!

A primeira apresentação esteve a cargo dos Vigilantes da Natureza Paulo Cabrita – “Monitorização do Plantago almogravensis no PNSACV”, Pedro Alverca “Monitorização do Falcão Peregrino Falco Peregrinus no PNSACV” e Vitor Casalinho “Gralha-de-Bico-Vermelho”.

O Vigilante da Natureza João Correia apresentou a palestra denominada “A Perdiz-do-Mar no Estuário do Tejo”.

“Monitorizações realizadas no PNVG – Parque Natural do Vale do Guadiana” foi a apresentação efetuada pelas Vigilantes da Natureza Célia Medeiros e Eunice Pereira.

O Vigilante da Natureza António Frazão apresentou o tema “Monitorização da Perdiz-Vermelha no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros”.

A Doutora Ana Cordeiro expôs o tema “Monitorização de impactes de um parque eólico na avifauna e implementação de um plano de medidas de mitigação e compensação”.

O Doutor João Castro, da Universidade de Évora, apresentou o tema “Estudo do percebe e das áreas de reserva marinha do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina”.

O Doutor José Lino Costa, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, efetuou uma apresentação denominada “Os peixes no estuário do Mira”.

A Doutora Rita Alcazar, da LPN - Liga para a Proteção da Natureza, apresentou o tema “Charcos mediterrânicos temporários”.

Realizou-se a homenagem ao Vigilante da Natureza António João Severo pela sua dedicação à profissão e à Conservação da Natureza. É com muito orgulho que temos como companheiro este profissional que prestou com grande empenho e devoção a sua missão de protector da Natureza. O nosso muito obrigado por seres Vigilante da Natureza!

Após o jantar os participantes no XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza foram brindados com a magnífica actuação do Grupo Coral de Vila Nova de Mil Fontes que elevou o Cante Alentejano à sua máxima expressão. O Vigilante da Natureza David Carvalho encantou todos os presentes com a demonstração dos seus dotes de executante do Cante Alentejano.

No Dia 2 de Fevereiro, realizou-se a Sessão Comemorativa do Dia Nacional do Vigilante da Natureza e do Dia Mundial das Zonas Húmidas, com a abertura do evento a ser efectuada pela Engenheira Paula Sarmento, Presidente do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, seguida do comunicação do Presidente da APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza e por último a explanação do Doutor José Alberto Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Odemira.

O presidente da APGVN fez uma retrospectiva dos 40 anos da profissão de Vigilante da Natureza em Portugal.

O Doutor João Carlos Farinha, Chefe de Divisão de Valorização de Áreas Classificadas (DVAC) do ICNF, fez uma breve referência ao Dia Mundial das Zonas Húmidas e efectuou a apresentação do projecto “Natural.pt”.

Terminando a Sessão Comemorativa com a apresentação da Professora Doutora Helena Adão, da Universidade de Évora, abordando o tema “O Estuário do Mira”.

Seguiu-se o Almoço Comemorativo do Dia Nacional do Vigilante da Natureza e de seguida a saída de campo a um charco mediterrânico, acompanhada por Cientistas da Universidade de Évora. 

Terminando o evento com a visita ao Cabo Sardão.


APGVN


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Comemorações do Dia Nacional do Vigilante da Natureza na Madeira


Na Madeira as comemorações Dia Nacional do Vigilante da Natureza ocorreram no Auditório do Centro de Estudo de História do Atlântico, com uma conferência e seminário de âmbito formativo, subordinado ao tema de “Vigilantes da Natureza agentes de conservação da biodiversidade” e subtema, “o património natural do Arquipélago da Madeira: experiências de vida dos Vigilantes da Natureza”, Presidida pela Sua Excelência Senhor Representante da República Juiz Conselheiro Ireneu Cabral Barreto, com a presença do Senhor Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais, Dr. Manuel António Correia.

A cerimónia de abertura tal como previsto teve o seu início pelas 10:00h com a mensagem de boas-vindas prestada pelo Director do Serviço do Parque Natural da Madeira Doutor Paulo Oliveira, seguindo-se para uma apresentação dando a conhecer a figura profissional dos Vigilantes da Natureza, desde as suas origens a nível mundial, até à formação do corpo de Vigilantes da Natureza da Madeira, pelo Presidente da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira, Gil Pereira
Foi celebrada uma cerimónia de reconhecimento ao Vigilante da Natureza, Marco Camacho que tem desempenhado as suas funções de forma abnegada e com elevada capacidade de entrega, pelo Senhor Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais Dr. Manuel António Correia. No seguimento o Sr. Secretário Regional proferiu algumas palavras em prol da carreira profissional e da importância que esta representa nos dias de hoje na defesa do Património Natural da Região. Realçar nas palavras do Membro do Governo Regional, de reconhecer a falta de meios, mas que esses se devem também à dinâmica e exigências na actividade dos Vigilantes da Natureza, "Quando não se faz nada há meios suficientes, a dinâmica é que torna os meios escassos".

A cerimónia da abertura é concluída pelo Excelentíssimo Senhor Representante da República, Juiz Conselheiro Ireneu Cabral Barreto, discorrendo sobre a efeméride da comemoração do Dia do Vigilante da Natureza e seu significado.
Na hora prevista iniciou-se a acção de formação destinada a alunos de cursos de Gestão de Ambiente, e cursos profissionais de Guias da Natureza e Montanha. Acção com grande participação e envolvência dos alunos e professores, tendo ficado a ideia de ter correspondido às expectativas e clara demonstração que os Vigilantes da Natureza são por excelência agentes de informação e comunicação em todas as classes sociais.

Conferência
Vigilantes da Natureza – Agentes de Conservação da Biodiversidade
Local: Auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico
Promotores: Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira e Serviço do Parque Natural da Madeira
Programa
  9h30 – Recebimento dos convidados e participantes
10h00 – Sessão de abertura presidida por Sua Excelência o Senhor Representante da República Juiz Conselheiro Ireneu Cabral Barreto.
Mensagem de Boas Vindas pelo Senhor Diretor do Serviço do Parque Natural da Madeira Doutor Paulo Oliveira.
Enquadramento do Corpo de Vigilantes da Natureza pelo Presidente da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira Gil Pereira
     Reconhecimento a elemento do Corpo de Vigilantes da Natureza, que tem desempenhado as suas funções de forma abnegada e com elevada capacidade de entrega, pelo Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais Dr. Manuel António Correia.
O Excelentíssimo Senhor Representante da República, Juiz Conselheiro Ireneu Cabral Barreto, encerrará a cerimónia discorrendo sobre a efeméride da comemoração do Dia do Vigilante da Natureza e seu significado.
Pausa para café
Ação de Formação: O Património Natural do Arquipélago da Madeira; experiências de vida dos Vigilantes da Natureza
     11h30 – Áreas Protegidas e a sua Biodiversidade - Orador: Vigilante da Natureza João Paulo Mendes
12h00 - Vigilante da Natureza, Comunicação e Fiscalização - Orador: Vigilante da Natureza Nelson Pereira
12h25 – Pausa para almoço
14h00 – Parque Natural da Madeira – Floresta Laurissilva - Orador: Vigilante da Natureza Paulo Jorge Jardim
14h30 – Ameaças à Biodiversidade – Desde a introdução à invasão, controle e circulação - Orador: Vigilante da Natureza Avelino Teixeira e Basílio Castro
15h00 – Pausa para café
     15h25 – Projeto Freira-da-madeira e Freira-do-bugio - Orador: Vigilante da Natureza Filipe Viveiros
     15h55 – Lixos oceânicos e o Lobo-marinho - Orador: Vigilante da Natureza Valter Miranda
    16h25 – Encerramento dos Trabalhos
16h40 – Sorteio para 10 participantes a Viagem de catamaran para observação de cetáceos. 

19h30 – Jantar comemorativo do dia Nacional do Vigilante da Natureza no Restaurante “A Bica”.