terça-feira, 16 de outubro de 2018

O apoio que vem dos companheiros de Espanha!



Juan Manuel Antón (Juanma), companheiro Agente Florestal de Madrid e Dirigente Sindical, enviou à APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza uma mensagem de apoio pela luta que travamos pela dignificação, revalorização e reconhecimento da profissão.
De Espanha seguem a nossa sua luta com grande interesse. Juanma escreveu que “no fundo é a luta de todos os Rangers...”

Em Espanha os nossos companheiros conseguiram mais uma vitória, na quarta-feira, 10 de outubro, no Senado de Espanha, a Lei Básica dos Agentes Florestais e do Meio Ambiente foi aceite, o que pode significar um salto de qualidade para os mais de 6000 companheiros.

https://www.efeverde.com/noticias/senado-comienza-tramitar-ley-regulara-agentes-forestales/

Juanma convida todos os companheiros portugueses a participarem no 5º Congresso dos Agentes Florestais e do meio Ambiente de Espanha, que se realiza na Gran Canaria de 04 a 07 de abril de 2019.

APGVN

Saudação de solidariedade e de apoio à luta dos VN



Companheiros (as)!

A APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza agradece a todos os companheiros que hoje se deslocaram a Lisboa para participar neste dia de luta pela dignificação, valorização e reconhecimento da carreira.
Enviamos uma saudação especial aos companheiros da Madeira que também se manifestaram em protesto e aos companheiros dos Açores que estão connosco nesta luta.
Certamente por não ter surgido oportunidade o documento que foi enviado para a FNSTFPS não foi divulgado aos participantes, pelo que o reproduzimos para vosso conhecimento:

Saudação de solidariedade e de apoio à luta dos Vigilantes da Natureza
Companheiras (os)!
Venho por este meio manifestar publicamente o meu total apoio à manifestação de 15 de outubro de 2018.
Saímos à rua em protesto pelo que nos é negado há muitos anos, este é mais um passo na caminhada rumo à vitória.
Quando lutamos nasce em nós uma expectativa de vitória.
Nunca nos deixámos intimidar e continuámos a lutar pela dignificação da carreira, pois a verdadeira derrota é nem sequer tentar.
Admiro muito a vossa coragem e a força que têm demonstrado ao longo dos anos pois têm enfrentado as adversidades de frente.
Sei que iremos triunfar e que nada nos derrubará, juntos vamos conseguir atingir as nossas metas.
Nunca desistimos em circunstância alguma, não existe obstáculo que a persistência não consiga derrubar.
Defendemos a dignificação e valorização da carreira e uma política de meio ambiente que compatibilize o desenvolvimento com a salvaguarda dos recursos naturais e a preservação das espécies.
Estou muito grato a todos os Vigilantes da Natureza que têm tido um papel significativo na minha vida, temos estado juntos nos momentos bons e menos bons, pois também estes são importantes e nos fazem mais fortes.
Nunca desistimos da luta, porque quanto maiores são os obstáculos, maior será a nossa conquista!
Lamento não estar presente neste importante dia de luta para a profissão, mas devido a compromissos inadiáveis, assumidos há muito tempo, não poderei estar junto aos meus companheiros de sempre.
Desejo o maior sucesso na obtenção dos nossos objetivos!
O Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

Francisco Correia

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Manifestação Nacional 15 de Outubro de 2018




O GOVERNO CONTINUA SEM DAR RESPOSTA
À EXIGÊNCIA DE VALORIZAÇÃO DA 
CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA
Os Vigilantes da Natureza têm de se mobilizar para defenderem a dignificação da carreira e o seu estatuto profissional, por melhores condições de trabalho!
 MARCA PRESENÇA
MANIFESTAÇÃO NACIONAL 
15 de Outubro às 15.00 horas 
Concentração no Largo de Camões - Ministério da Agricultura (Terreiro do Paço), Lisboa

terça-feira, 25 de setembro de 2018

CARTA ABERTA DE RECONHECIMENTO PELO TRABALHO DESENVOLVIDO



Carta aberta de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na Conservação da Natureza e pelo empenho e dedicação na valorização da profissão de Vigilante da Natureza.

Excelentíssima Senhora
Engenheira Sofia Castel-Branco da Silveira

A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza agradece toda a dedicação e empenho que Vossa Excelência sempre manifestou para que os objetivos da Conservação da Natureza fossem alcançados.
Com a sua atitude positiva e coragem muitos dos projetos ambientais foram executados.
Deixa uma marca indelével no ICNF, fruto do seu dinamismo, competência e profissionalismo, traços que contribuíram para o sucesso e afirmação da instituição junto das populações.
Foram muitos anos de dedicação, sempre na procura de melhores práticas para a promoção da instituição que sempre defendeu com orgulho.
Em nome de todos os Vigilantes da Natureza, aceite o nosso profundo agradecimento e reconhecimento por tudo aquilo que ao longo dos anos soube ser capaz de concretizar, contribuindo para que a instituição tenha mais e melhor futuro.
Obrigado por ser uma inspiração para todos nós e por nos mostrar que podemos ir sempre mais além.
Quando ingressou na instituição, esta ainda dava os primeiros passos. Atualmente, ao ver o quanto crescemos, agradecemos por ter dado o seu melhor e feito a diferença em cada conquista.
Excelentíssima Senhora Engenheira Sofia Castel-Branco da Silveira, aceite a nossa gratidão e admiração.

Apresentamos a Vossa Excelência, Engenheira Sofia Castel-Branco da Silveira, a expressão da nossa mais alta consideração.


O Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza


Francisco Correia

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Os heróis esquecidos, o meu MUITO OBRIGADO!



Há 20 anos os Vigilantes da Natureza na sua atuação de prevenção e vigilância a incêndios rurais, nas viaturas que possuíam “Kit de combate a incêndios” utilizavam um produto inovador a “calda retardante” que se juntava à água do depósito, o que permitia reduzir rapidamente os focos de incêndio, atingindo apressadamente a sua extinção, usavam também “extintores explosivos” que eram de extrema eficácia.
Nessa época evitaram muitos incêndios o que parece ter desagradado a muitos dos “decisores”, porque em muitos casos foi ordenada a retirada dos “Kits de combate a incêndios” das viaturas e desmanteladas as equipas de deteção e 1.ª Intervenção a incêndios rurais.
Porque é que se deixou de utilizar a calda retardante e os extintores explosivos que demonstraram ser eficazes?
Porque é que os meios aéreos deixaram de utilizar a calda retardante no combate aos incêndios?
Atualmente os Vigilantes da Natureza são colocados pela poderosa ANPC (Autoridade Nacional de Proteção Civil) em local de pouquíssima importância para a salvaguarda dos valores naturais a proteger, nem sequer os considera como agentes de proteção civil.  Sem equipamento de proteção individual, maioritariamente com viaturas antiquíssimas, dignas de um museu do automóvel, sem viaturas devidamente equipadas, continuam teimosamente a desempenhar a sua missão.
Chamo a especial atenção para o facto de que os  Vigilantes da Natureza Estagiários ao desempenharem a sua missão de vigilância, ao detetarem um foco de incêndio, dão de imediato o alarme e  apesar de na DON (Diretiva Operacional Nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil)) não estar previsto a sua atuação em cenário de 1.ª intervenção, como é compreensível  atuam e dão o seu melhor na resolução do problema, colocando a sua vida em risco porque continuam sem formação para atuar em cenário de fogo e sem equipamento de proteção individual.
Outro aspeto que me tem chamado à atenção é que os diferentes canais televisivos aparentemente apenas estão autorizados a acompanhar os “Bombeiros” da força policial militarizada o que dá a falsa ideia de que os Bombeiros não estão no terreno e na frente do combate aos incêndios.
Os grandes especialistas que enchem horas intermináveis nos canais televisivos a debitar teorias sobre os incêndios rurais, não me enganei são incêndios rurais porque em Portugal existem apenas alguns núcleos de floresta, limitam-se a criticar a falta de prevenção e de limpeza dos terrenos, esquecendo a fiscalização e vigilância que é de responsabilidade da polícia militarizada.
Uns dias antes do incêndio que lavra em Monchique assisti num dos Telejornais a uma reportagem que evidenciava o estado de prontidão e eficácia da força policial militarizada na sua ação de vigilância e prevenção a incêndios rurais, se não estou enganado a notícia foi efetuada na Serra de Monchique.
Tenho um grande respeito pelo trabalho da força policial militarizada, e pelas outras também, mas a força policial militarizada foi criada para cumprir a sua missão, no âmbito dos sistemas nacionais de segurança e proteção, assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, bem como colaborar na execução da política de defesa nacional, nos termos da Constituição e da lei.
Os políticos que adoram o poder e que no fundo gostariam de lá se manter eternamente, sempre apoiaram a polícia militarizada como forma de garantir a sua continuidade, parece que os políticos têm um certo saudosismo do passado e querem que a sua força de “elite” domine todos os setores, desde o combate a incêndios, resgate e salvamento, mergulho, fiscalização da pesca, da caça parece que não gostam muito…, fiscalização ambiental (exceto às grandes industrias, não se pode desagradar aos poderosos), … enquanto demonstram a sua polivalência deixam ao abandono as populações rurais que são assaltadas e agredidas por bandidos sem escrúpulos.
Os verdadeiros heróis são aqueles que sempre estiveram ao lado das populações rurais na defesa das suas tradições, e sem meios, sem reconhecimento, continuam a dar o seu melhor no apoio às suas gentes.
Os heróis esquecidos são aqueles que dão sem nada pedirem em troca, são aqueles que sentem que a sua missão é servir as populações rurais, são aqueles que têm orgulho no desempenho das suas funções apesar de auferirem salários miseráveis, são aqueles que dedicam a sua vida à defesa da Natureza e do “mundo rural”.
Aos Vigilantes da Natureza e aos Guardas Florestais o meu MUITO OBRIGADO!

Francisco Correia

segunda-feira, 30 de julho de 2018

DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA 31 DE JULHO DE 2018



DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA (PARK RANGER) 31 DE JULHO DE 2018
Por todo o planeta, desde as savanas de África até à Amazónia, das florestas tropicais da Ásia até aos remotos desertos Australianos, das planícies e montanhas da Europa até ao Médio Oriente, os Vigilantes da Natureza desempenham a sua valorosa função de guardiões da Terra. Estes corajosos e empenhados conservacionistas têm a árdua tarefa, cada vez mais difícil e perigosa, de proteger os lugares selvagens, a sua fauna e flora. Inúmeras vezes ariscam e perdem a sua vida no cumprimento do dever, em média, em cada três dias um dos nossos companheiros é assassinado por caçadores furtivos, madeireiros sem escrúpulos e por grupos de malfeitores que se dedicam ao trafico de animais e plantas.
Neste dia especial recordamos todos os companheiros que sacrificaram a sua vida na defesa da Natureza e celebramos com todos aqueles que continuam o seu valioso trabalho.
Reconhecer o trabalho dos Vigilantes da Natureza é uma prova de respeito pela Natureza

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Vigilantes da Natureza realizam ação de fiscalização à atividade cinegética



Os Vigilantes da Natureza a desempenhar funções no ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas do Departamento Norte, efetuaram uma ação de fiscalização concertada à atividade cinegética com a objetivo de evitar e prevenir a caça furtiva no Parque Natural de Montesinho.

A ação desenrolou-se durante a noite e madrugada de domingo, na Zona Nacional de Caça da Lombada, em Bragança, tendo sido detido um indivíduo suspeito da prática de caça ilegal a animais de grande porte (caça grossa).



O efetivo que realizou a ação de fiscalização foi constituído por 12 Vigilantes da Natureza, com o apoio de 3 militares da GNR.



O Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza através de patrulhamentos constantes previne e evita muitos atentados ao meio ambiente e à conservação da natureza.



APGVN

domingo, 1 de julho de 2018

Reunião de trabalho em defesa da carreira especial



Realizou-se hoje, dia 30 de junho de 2018, em Lisboa uma reunião promovida pela Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas e da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais



Estiveram presentes Vigilantes da Natureza da Região Autónoma dos Açores, da Agência Portuguesa do Ambiente, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas e da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, tendo produzido uma proposta de revisão da carreira de Vigilante da Natureza.



A proposta está agora a ser ultimada com os pormenores em falta e a ser verificada juridicamente.



Em breve a proposta será divulgada por todos os Vigilantes da Natureza.



Agradecemos a todos os presentes os valorosos contributos que enriqueceram a proposta e uma sentida e reconhecida homenagem pelo sacrifício pessoal e financeiro que fizeram para estarem presentes.



Fotos: Catarina Simão



APGVN

sexta-feira, 29 de junho de 2018

COMUNICADO Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza




A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza está empenhada na resolução da situação da carreira de Vigilante da Natureza que se encontra há demasiado tempo num processo de indefinição quanto ao seu futuro.

Pretendemos que se efetive a aplicação da Lei de Trabalho em Funções Públicas (LTFP), no que se refere às carreiras específicas não revistas, passando a mesma a carreira especial, justificando-se a atualização do regime de trabalho previsto no Decreto-Lei n.º 470/99, de 06 de novembro, pondo fim à indefinição da carreira, situação que persiste desde o ano de 2009.

A APGVN irá realizar uma reunião de trabalho alargada a todos os Vigilantes da Natureza do ICNF, da APA, das CCDR´s, das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e dos Sindicatos.

Com esta reunião pretende-se concretizar um documento reivindicativo onde estejam explanados os interesses de todos os Vigilantes da Natureza.

O local da reunião será na Avenida Luís Bívar, 12 - 1069-140 Lisboa, a realizar no dia 30 de junho de 2018, com início às 09:30h.



APGVN

terça-feira, 19 de junho de 2018

“Ascensão e queda das áreas protegidas em Portugal”


“Ascensão e queda das áreas protegidas em Portugal”, por José Trincão Marques

Por




Jun 19, 2018

Áreas Protegidas são áreas terrestres e aquáticas interiores e áreas marinhas em que a biodiversidade ou outras ocorrências naturais apresentam, pela sua raridade, valor científico, ecológico, social ou cénico, uma relevância especial que exige medidas específicas de conservação e gestão, em ordem a promover a gestão racional dos recursos naturais e a valorização do património natural e cultural, regulamentando as intervenções artificiais suscetíveis de as degradar.

Em Portugal a primeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda do Gerês, foi criada em 1971, quase cem anos após a criação do primeiro Parque Nacional do mundo, nos Estados Unidos da América (o Yellowstone National Park, criado em 1872) e mais de meio século após a criação dos primeiros Parques Nacionais em Espanha (Ordesa e Covadonga, em 1916).

O atraso de Portugal na política de conservação da natureza em termos internacionais é bem evidente, até cronologicamente.

Deve-se ao Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles a mais importante afirmação dos valores da conservação da natureza em Portugal e a implementação de medidas estruturantes logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Pela primeira vez foi criada no nosso País uma Subsecretaria de Estado do Ambiente, liderada por Ribeiro Telles, pouco depois transformada em Secretaria de Estado.

Deve-se a Gonçalo Ribeiro Telles a criação de dois inovadores instrumentos políticos fundamentais na gestão e preservação dos valores paisagísticos, ambientais e de ordenamento do território: a Reserva Agrícola Nacional (em 1982) e a Reserva Ecológica Nacional (em 1983).

Foi também criado logo em 1975 o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico, hoje transformado em Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, através do qual foram sendo demarcadas ao longo do tempo as várias Áreas Protegidas portuguesas.

Hoje existem em Portugal 44 Áreas Protegidas (Parques e Reservas Naturais, Áreas de Paisagem Protegida e Monumentos Naturais) que cobrem cerca de 8% do território nacional.

A conservação da natureza sempre foi um parente pobre das políticas nacionais em geral e da política de ambiente em particular.

Tem sido notória a secundarização sistemática dos valores da conservação da natureza sob todos os outros. Tem sido evidente a falta de investimento na educação nesta área. Tem sido clara a demissão do Estado das suas funções de soberania nesta matéria.

Uma das machadadas mais mortíferas dadas nas Áreas Protegidas portuguesas foi a sua reorganização (ou desorganização) administrativa realizada em 2008, que acabou com a figura do Diretor de cada Área Protegida e criando grandes agrupamentos de Áreas Protegidas geograficamente muito distantes entre si. Esta solução, que ainda hoje persiste, veio afastar a gestão de cada uma das Áreas Protegidas dos respetivos territórios, distanciando-a das autarquias locais e das populações residentes.

A linha errática e de regressão das políticas da conservação da natureza em Portugal tem tido várias demonstrações evidentes, como a aprovação do Decreto-Lei nº135/2012, de 29 de Junho, que criou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e que concretizou a aberrante e paralisante fusão/liquidação do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade com a Autoridade Florestal Nacional.

Concomitantemente, verifica-se a diminuição constante e sucessiva dos orçamentos anuais das Áreas Protegidas, o que acentua o seu processo de desmantelamento, definhamento, enfraquecimento e declínio progressivo.

Como tem afirmado Luísa Schmidt “a história recente da conservação da natureza em Portugal é um exemplo da iniquidade e da capacidade lesiva do Estado, com alcance para muitas gerações”.

Na política de conservação da natureza falta em Portugal mais liderança, mais objetivos, mais fiscalização, mais competência técnica, mais informação e mais educação ambiental. E, já agora, mais vontade política e mais meios humanos e materiais (os vigilantes da natureza diminuíram desde o ano de 2000 até hoje de 280 profissionais, para menos de metade).

É inconcebível a existência de serviços sem chefias presentes no terreno, sem veículos automóveis, sem dinheiro para combustível, sem recursos para fiscalização, sem possibilidades de divulgação dos seus valores, sem estratégias claras e sem eficácia. Em suma, sem a dignidade que um serviço desta relevância nacional merece.

Porque os valores ambientais são um fator constitutivo da identidade do território de qualquer país.

O abandono do nosso território e da nossa paisagem natural é um sinal de ignorância, de irresponsabilidade, de falta de respeito para com as gerações futuras e de amor ao nosso país.

Os graves incêndios florestais ocorridos precisamente há um ano atrás, e que atingiram muitas Áreas Protegidas, revelaram este abandono recalcado do nosso território e um país egoísta, desequilibrado, enfermo e moribundo.

Os clarões das chamas que ardiam ao longe nas centenas de incêndios florestais, faziam lembrar as lamparinas que se vêem arder nos quartos dos doentes graves, nas noites derradeiras.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - 1 de junho - Vigilantes da Natureza Juniores




DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - 1 de junho - Vigilantes da Natureza Juniores

São as crianças que poderão salvar o planeta!

Nós acreditamos!

APGVN

quarta-feira, 30 de maio de 2018

XXII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza



Companheiros (as)!

Estamos a trabalhar na organização do XXII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e nas XVI Jornadas Técnicas a realizar na ilha Terceira - Açores, de 30 de janeiro a 03 de fevereiro de 2019.
Estamos a contar com a tua presença!

APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

terça-feira, 29 de maio de 2018

AFRICAN RANGER CONGRESS AUGUST 2018



The African Ranger Congress will be held between 21st and 24th August 2018 at the Southern African Wildlife College, Greater Kruger National Park, South Africa.
The theme of the congress is: To build effective capabilities and support systems for Rangers across Africa.
The context in which Rangers in Africa operate in is generally very different to those of many other continents. As a result, the many unique challenges Africa’s Rangers face requires uniquely African solutions. In getting to such solutions, knowledge and experiential sharing will be critical as well as the strengthening of cross-border networks. Thus, an African Ranger Congress, the first one ever, will be of great value to promote best practice across the African Ranger profession. The thinking behind the African Ranger Congress was to take the outcomes of the event and feed them into the World Ranger Congress in Nepal, 2019.
To find out more or to register contact Louise De Bruin, email: info@gameranger.co.za.

Voto de Pesar pelas espécies em risco de extinção e já extintas



No final de março passado, morreu Sudão, o último rinoceronte macho branco, deixando a subespécie à beira da extinção. Restam em cativeiro duas fêmeas já de idade avançada.
Não resta nenhum exemplar na Natureza.
Até ao final do mês de abril, encontra-se em exibição no Porto a exposição fotográfica Photo Ark, na qual o fotógrafo da National Geographic, Joel Sartore, apresenta fotografias de algumas das cerca de 12 000 espécies em vias de extinção (aves, peixes, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados), com o objetivo de sensibilizar para a necessidade de preservar as espécies.
Um problema à escala mundial e que diz respeito a todas e todos nós.
Vários cientistas têm alertado para o facto de estarmos a assistir à sexta extinção em massa na história da Terra, sendo a causa da presente extinção a ação humana.
De acordo com Gerardo Ceballos , um dos vários cientistas que alertaram a Humanidade: “A vida selvagem está a desaparecer devido à destruição do habitat, à poluição, à invasão de espécies exóticas e às alterações climáticas. Mas a principal causa é a sobrepopulação humana, o crescimento populacional contínuo e o superconsumo”.
Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) o cenário não é menos dramático: a Terra tem hoje 25.821 espécies ameaçadas de extinção, e Portugal tem 338 espécies nesta lista, sendo 96 plantas e 239 animais. Se contarmos com categorias como “Informação Insuficiente” ou “Pouco Preocupante”, só a lista vermelha de plantas de Portugal chega às 633 espécies. E quanto a animais, Portugal tem nesta lista duas espécies já extintas, 70 Criticamente em Perigo, 53 Em Perigo e 116 Vulneráveis.
E se os países com mais espécies de animais ameaçadas são a Indonésia, Madagáscar, Índia, Malásia e as Filipinas, na Europa, Espanha é a líder desta tabela, onde um país está no topo por motivos negativos.
Portugal vem num pouco honroso 4º lugar . Lobo-ibérico, lince-ibérico, águia-imperial-ibérica, abutre-preto e saramugo são apenas algumas das espécies em perigo de extinção no nosso País.
Em Lisboa, existe o registo de ocorrência de algumas espécies cujo estatuto de ameaça é bastante preocupante segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal de 2008. O cágado-de-carapaça- estriada tinha o estatuto “Em perigo” assim como o Pato-negro, o Merganso-de-poupa, a Andorinha-do-mar-comum, o Goraz, a Águia-de-bonelli e a Coruja-do-nabal. Com estatuto “Vulnerável” estão registadas em Lisboa 3 espécies de mamíferos (Morcego-de-peluche, Morcego-de-ferradura-grande e Morcego-rato-grande) e 17 espécies de aves, como por exemplo, o Noitibó-cinzento, Perna-verde, Colhereiro, Açor, Falcão-peregrino, Felosa-das-figueiras e Chasco-ruivo, entre outras. Estes dados dizem respeito aos registos existentes até 2015 patentes no documento Biodiversidade na Cidade de Lisboa: uma estratégia para 2020, pelo que o estado actual destas e outras espécies é desconhecido.
Enquanto eleitas e eleitos pela população de Lisboa para a representar na Assembleia Municipal, de acordo com a legislação em vigor, cabe pronunciarmo-nos sobre assuntos de especial relevância para o Município.
A extinção de espécies é sem dúvida um desses assuntos de especial relevância para toda a Humanidade, para o planeta Terra, para o nosso País, para o nosso Município.

Assim, por proposta do Grupo Municipal do Pessoas -Animais – Natureza, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida a 24 de abril de 2018, ao abrigo do artigo 25.º, n.º 2, alínea k) do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, delibera:

1. Manifestar o seu pesar pela ameaça de extinção que pesa sobre diversas espécies, colocando em causa a biodiversidade;
2. Exprimir a sua condenação por todos os atos e omissões que colocam em risco de extinção as diversas espécies;
3. Enviar o presente voto para as associações de protecção animal e ambiental.
Lisboa, 20 de abril de 2018
O Grupo Municipal
Pessoas - Animais – Natureza

Miguel Santos
Inês de Sousa Real
(Deputados Municipais)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Vigilantes da Natureza na ação de formação “Animais Marinhos"


O Vigilante da Natureza Filipe Correia organizou em colaboração com o CRAM - Centro de Recuperação de Animais Marinhos, localizada na Gafanha da Nazaré - Aveiro, uma ação de formação para os Vigilantes da Natureza a desempenhar funções no DCNFLVT - Departamento de Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo.

A formação foi ministrada pelos Técnicos do CRAM e foi dedicada ao tema “Animais Marinhos - Resgate e Reabilitação”, tendo como objetivo fornecer aos participantes competências para o resgate de animais marinhos arrojados vivos.

A formação proporcionou aos Vigilantes da Natureza a obtenção de conhecimentos sobre as técnicas de manipulação de aves, tartarugas e mamíferos marinhos, tendo em consideração a segurança e proteção de animais e de pessoas.

Foram realizadas ações práticas de manuseamento de aves debilitadas e de hidratação das mesmas através da utilização de seringas e sondas.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Vigilantes da Natureza no “Dia Nacional da Agricultura na Escola”



As Vigilantes da Natureza Alice Luís e Sandra Raposo estiveram presentes no “Dia Nacional da Agricultura na Escola” que se insere no "Redescobrir a Terra", um programa conjunto da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e do Fórum Estudante que tem como objetivo levar os portugueses, através das suas camadas mais jovens, a revalorizar a terra, a agricultura, o mundo rural, o ambiente e o desenvolvimento sustentável.
O evento realizou-se na Escola Básica 2,3 D. Fernando II, em Sintra, que contou com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, do Secretário Geral  da CAP, Luís Mira, do Diretor Geral da Educação, José Vítor Pedroso, do Vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Rui Pereira, da Diretora do Agrupamento de Escolas Monte da Lua, Teresa Louro, do Presidente da Forum Estudante, Rui Marques, tendo os alunos “Vigilantes da Natureza Juniores” apresentando a exposição dedicada à fauna do PNSC e levado todos os presentes a uma visita à Mata da Escola pelo “Trilho à Descoberta da Natureza”.
Os Vigilantes da Natureza Juniores, que são os alunos com incumbências de proteção do percurso pedestre e de sensibilização dos colegas para os valores existentes, transmitiram aos presentes que os trilhos são essenciais para que possamos desfrutar da Natureza sem a destruir e que todos os que os usamos devemos entender quanto frágeis são e que para proteger a Natureza é preciso conhecer.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

XXII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza


Vai realizar-se de 30 de Janeiro a 03 de Fevereiro de 2019, na Ilha Terceira, nos Açores, o XXII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza.

Estamos à tua espera!

sábado, 28 de abril de 2018

A APGVN esteve no Encontro dos companheiros Croatas


No seguimento do acordo de colaboração entre a APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza e a Croatian Ranger Association assinado em Litomerice, República Checa, durante o IV Congresso Europeu de Ranger’s, em 2017, a Associação Portuguesa foi convidada a estar presente no XVIII Encontro Anual do Serviço de Ranger’s da República da Croácia, que decorreu no passado dia 19 e 20 de Abril de 2018, no Parque Nacional de Paklenica, em Starigrad,
Croácia.
A Associação Portuguesa fez-se representar pelo Secretário do Conselho Diretivo, o Vigilante da Natureza João Correia.
Este apresentou um Powerpoint intitulado "Protected area in Portugal - management and planning" e um pequeno filme sobre as atividades dos Vigilantes da Natureza no Estuário do Tejo realizado por Pedro Carvalho.
O Encontro Croata contou com a presença de 107 participantes.

APGVN

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Das Pedras de David aos Rochedos de Golias

Vigilantes da Natureza: Das Pedras de David aos Rochedos de Golias

O vigilante, do latim vigilantis, é um profissional que protege. Neste sentido, pergunto-me: haverá bem mais precioso para proteger que a própria Natureza? 

Foi com esta questão retórica que no passado fim-de-semana, entre 1 e 4 de Fevereiro, estive em representação do PAN, como comissária política nacional, no XXI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, que se realizou em Cascais e em Sintra. Esta experiência foi gratificante por múltiplos motivos. Por um lado, tive a oportunidade de conhecer de modo mais técnico os desafios e as soluções destes profissionais e, por outro, tive o privilégio de privar com as pessoas e não apenas com os números que estas representam. Conheci uma faceta muitas vezes escondida dos decisores políticos: a do relacionamento humano em cenários informais. 


Não descurando os valiosos contributos partilhados e inúmeras necessidades que estes profissionais têm, que são mesmo bastantes (fardamento, deslocações em trabalho, progressões na carreira, idade média de cada profissional, etc.), estar e sentir com tão dignos profissionais e humildes pessoas fez-me reafirmar a necessidade de trabalharmos, todos os dias e de um modo mais afincado, para dignificar esta profissão, garantindo também que o seu saber-fazer no terreno e no contacto com as populações não se perca. 


Os dramáticos incêndios do ano passado recordaram-nos da importância, óbvia, de pensarmos e ordenarmos a floresta com uma visão de continuidade para centenas de anos, e expôs, tragicamente, a urgente necessidade de apostar nestes profissionais que acima de tudo previnem danos e crimes ambientais.


A nível nacional, desde que entrámos no Parlamento, e desde o primeiro Orçamento do Estado (OE), temos promovido, infrutiferamente, o aumento efetivo e objetivo destes profissionais como método preventivo. Atualmente existem apenas 119 Vigilantes da Natureza e no último OE o Governo incluiu a contratação de mais 30 profissionais. Porém, estes números estão muito aquém dos necessários. O PAN defende que o número de efetivos deveria ascender no mínimo a 525 profissionais, tanto no continente como nos arquipélagos. 


Às propostas de reforço dos Vigilantes da Natureza, não só do número, mas dos meios, o Governo tem sempre alegado os elevados custos. Mas que custos humanos, sociais, económicos e ambientais tem o país com os incêndios todos os anos? 


Parece-me que a pergunta se responde por si só. Infelizmente, denoto que, mais uma vez, o Governo vai pelo caminho inverso ao da prevenção, preferindo apostar no combate a posteriori. Recordo, por analogia, o investimento de Espanha. Por exemplo, em Andaluzia, um território com uma dimensão semelhante a Portugal, existem cerca de 900 vigilantes, sendo que em todo o país existem à volta de 7.000 profissionais nesta área.


Este incremento ajudaria também à preservação e à expansão da biodiversidade local e regional, como foi bem expresso neste encontro. Exemplo das dificuldades atuais é a impossibilidade de expansão territorial do único casal das Águias de Bonelli do parque natural Sintra/Cascais. Acresce a este fenómeno, de míngua das áreas protegidas e vigiadas, a falta de corredores ecológicos entre áreas protegidas ou áreas verdes entre municípios, medida presente noprograma eleitoral do PAN em Cascais e que esperamos ver acolhida neste mandato. Falta a visão para ordenar o território de forma integrada, pensando em todas e todos e não apenas no crescimento económico e urbano. 


Por justeza, não posso deixar de mencionar o empenho e o contributo dos municípios de Cascais e Sintra, através dos seus executivos, para a realização deste encontro nacional. Sem dúvida que é uma aposta ganha e que esperamos que continue a ser feita por ambos.


Termino agradecendo o trabalho desenvolvido pela Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza na sensibilização da sociedade civil para a importância desta profissão. Com os seus parcos recursos, os poucos Vigilantes da Natureza em Portugal enfrentam um desafio incomensurável: com “pequenas pedras” combatem “enormes rochedos” da destruição antrópica. Em suma, a Natureza, ou o que resta dela, precisa dos seus Vigilantes, e estes precisam do esforço de cada um/a de nós para que também elas/eles não desapareçam juntamente com as nossas florestas e a sua biodiversidade.


SANDRA MARQUES

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

2 DE FEVEREIRO, É O DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA

A comemoração deste dia é uma questão de justiça para lembrar aqueles que durante todo o ano desempenham as suas tarefas com dedicação e profissionalismo.
Estes profissionais são a face visível das políticas ambientais colocando muitas das vezes em risco a própria vida na defesa da Conservação da Natureza.
Os Vigilantes da Natureza orgulham-se da dignidade da sua missão devotando-se a ela com entusiasmo e abnegação.
Em todo o mundo, os Vigilantes da Natureza estão na linha de frente da Conservação da Natureza!
Eles são o rosto e os embaixadores da Conservação da Natureza. 
A variedade de tarefas e deveres dos Vigilantes da Natureza é muito vasta, desde patrulhamento, vigilância, fiscalização, aplicação da lei, até ao contacto com a população local e monitorização da vida selvagem. 
Para uma maior eficácia na defesa do ambiente tem existido recentemente um tímido rejuvenescimento do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza através do recrutamento de novos elementos para o ICNF, o que consideramos insuficiente porque existe uma falta claríssima de investimento na profissão de Vigilante da Natureza por parte das diferentes tutelas onde estes profissionais desempenham funções, o seu número é tão reduzido que nas CCDR - Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional em algumas regiões não existe nenhum elemento, sendo no total 13 profissionais, na APA - Agência Portuguesa do Ambiente ainda resistem heroicamente 19 profissionais e no ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e Florestas sobrevivem 118 elementos mais 20 estagiários, na Região Autónoma da Madeira existem 38 elementos e na Região Autónoma dos Açores existem 33 Vigilantes da Natureza.
Na totalidade existem 241 Vigilantes da Natureza em Portugal.
Os Vigilantes da Natureza são uns verdadeiros heróis modernos, porque com um efetivo diminuto e com remunerações muito baixas, igual ao ordenado mínimo no período do estágio e pouco mais que isso durante a restante vida profissional, protegem lugares únicos, sacrificando a sua vida pessoal.
A importância do papel dos Vigilantes da Natureza é reconhecida a nível nacional e internacional pelo seu desempenho na Conservação e Preservação da Natureza, porque graças a estes profissionais ainda podemos exibir um país com importantes áreas naturais, mas este reconhecimento tarda em ser ratificado pela tutela, nomeadamente pelo ICNF, APA, CCDR´s e Regiões Autónomas.
A nível mundial as questões ambientais estão na ordem do dia pelo que não se compreende a falta de apoio das entidades que tutelam os Vigilantes da Natureza, preferindo estas canalizar os seus apoios para entidades externas à Conservação da Natureza.
Os Vigilantes da Natureza conquistam aliados, e não colecionam inimigos. A falha em entender este facto pode ter resultados catastróficos numa época em que é urgente unir esforços na proteção da Natureza.
Está mais que demonstrado que para termos sucesso na Conservação da Natureza, a densidade de pessoal de campo é um fator mais efetivo do que qualquer outro.
O papel do Vigilante da Natureza na monitorização das espécies e proteção do património natural e cultural é imprescindível.
A paixão pelo trabalho e o comprometimento demonstrado no dia-a-dia foram fundamentais para que o Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza conquista-se o respeito e a admiração de todos aqueles que de alguma forma lidam com as questões ambientais.
A sua missão dedicada ao interesse comunitário ajudaram a consolidar uma imagem positiva, os Vigilantes da Natureza são sem dúvida um ativo imaterial de valor inestimável.
Os Vigilantes da Natureza exercem funções como Vigilância, Fiscalização, Monitorização, Educação Ambiental, Prevenção de incêndios florestais, e por vezes atividades de busca, resgate e primeiros socorros. É um trabalho que requer, para além de formação adequada, comprometimento e paixão pela natureza.
Os Vigilantes da Natureza têm uma grande união a nível mundial porque reconhecem que a Natureza não tem fronteiras, é uma profissão de risco, aqui e em qualquer lugar do mundo, e esta data serve justamente para recordar os profissionais mortos ou feridos no cumprimento do dever.
Os Vigilantes da Natureza tudo fazem e continuarão a fazer, em defesa da sua missão, pelo futuro sustentável da sua Profissão e em defesa ética e intransigente dos valores naturais que juraram defender e preservar. 

APGVN