terça-feira, 20 de junho de 2017

A tragédia abateu-se sobre Portugal, Espanha envia mensagem


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza lamenta profundamente a tragédia que se abateu sobre a região de Pedrogão Grande e endereça a todos os familiares das vitimas deste terrível acontecimento as nossas mais sinceras condolências.
Destacamos a mensagem de condolências e de apoio a todos os Portugueses dos nossos companheiros Agentes Florestais Juan J. Novoa e Juan Manuel Alvarez Quiñones em nome pessoal e da AEAFMA - Asociación Española de Agentes Forestales y Medioambientales.


APGVN

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Tartaruga salva pelos Vigilantes da Natureza do Faial



Uma tartaruga-boba (Caretta caretta) juvenil arrojou esta segunda-feira na praia do Porto Pim, tendo sido resgatada pelo corpo de Vigilantes da Natureza do Parque Natural do Faial.

 
De acordo com nota do GACS, a tartaruga, que mede cerca de 16,6 cm e pesa 517 gramas, foi encontrada na preia-mar, semienterrada na areia, tendo sido limpa e encaminhada para o Aquário de Porto Pim, onde se encontra em recuperação.


A tartaruga-boba está incluída na Lista Vermelha do IUCN - International Union for Conservation of Nature, com o estatuto de conservação “ameaçada”, e também no Apêndice I da CITES - Convention on International Trade in Endangered Species.

Este animal, que pode viver cerca de 100 anos, passa a sua juventude no Atlântico Norte, antes de regressar à costa oeste do continente americano para reprodução.

Nesta altura do ano é frequente arrojarem tartarugas-bobas juvenis devido aos ventos fortes que se fazem sentir.



Fonte: Ana Carvalho Melo /Açoriano Oriental

Parques naturais: Vigilantes da Natureza pedem mais meios


Dia Europeu dos Parques Nacionais assinala-se nesta quarta-feira. Governo garante que, até Julho, haverá mais 20 profissionais.



A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza voltou nesta terça-feira a alertar para a falta de pessoal nos parques naturais e a defender campanhas de sensibilização para turistas, enquanto o Governo garante que, até Julho, haverá mais 20 profissionais.

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Francisco Correia, que falava à agência Lusa a propósito do Dia Europeu dos Parques Nacionais, que se assinala na quarta-feira, lembrou que em Portugal existem 120 vigilantes da natureza, um número insuficiente para cobrir o território.

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), é “urgente haver um reforço de pessoas no terreno”: “Recordo que o Governo abriu há poucos meses um concurso de admissão de 20 guardas, quando o Orçamento do Estado para este ano previa pelo menos 50. Já estamos a meio de maio e não aconteceu nada.”



A secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, esclareceu que os primeiros novos 20 vigilantes deverão entrar em funções até Julho e os procedimentos para os restantes 30 previstos vão avançar até ao final do ano.

No âmbito do “alargamento do Corpo de Vigilantes da Natureza, colaboradores que vão entrar para os quadros do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e Florestas], está a decorrer o concurso para 20, como tínhamos perspetivado, se bem que na lei do Orçamento do Estado (OE) estejam previstos 50, e até final do ano queremos lançar os procedimentos para os 30 restantes”, disse a responsável à agência Lusa.



Concurso contestado

Para Francisco Correia, os procedimentos da abertura de um concurso para 20 vigilantes representam uma despesa enorme. “Por isso não percebemos porque é que a formação não é dada logo aos 50 formandos previstos de uma só vez, evitando mais despesas”, salientou.

A abertura de concurso para novos vigilantes da Natureza foi publicada em Diário da República em Fevereiro, sendo mencionado que a abertura de 20 postos de trabalho na carreira de Vigilante da Natureza está prevista no mapa de pessoal de 2017 do ICNF.

“Logo podemos concluir que não existirá mais nenhum concurso de admissão de novos Vigilantes da Natureza”, disse.
A secretária de Estado explica que, quando foi aprovado o OE, já tinham processos burocráticos em curso e por isso avançaram com os 20, que deverão ser colocados “nas áreas que estavam mais deficitárias”, nomeadamente em parques no Tejo e Douro Internacional, Alentejo e Algarve.

Francisco Correia defendeu também que devem ser feitas campanhas de sensibilização para que as pessoas respeitem a natureza. “Todos os anos verificamos que as pessoas destroem, largam lixo nos parques naturais. Por isso, defendemos mais sensibilização”, concluiu.

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A secretária de Estado da Conservação da Natureza concorda e, apesar de referir que, “cada vez mais as pessoas que fazem atividades nos parques naturais são amigas da natureza e do ambiente”, defendeu que “saber não ocupa espaço e divulgar nunca é demais”.

Para Célia Ramos, ao mesmo tempo que se criam condições para que a realização de visitas ou percursos, por exemplo no interior, deve ser feita sensibilização para a necessidade de adotar os comportamentos corretos.

Não deixar lixo na natureza é uma regra essencial, por exemplo, mas também tentar não ser responsável por impactos nefastos e, no litoral, utilizar os percursos definidos para defender os sistemas dunares, dos mais vulneráveis na natureza.



Fonte: LUSA

terça-feira, 25 de abril de 2017

Marta Guerreiro destaca importância dos Vigilantes da Natureza



Marta Guerreiro destaca importância dos Vigilantes da Natureza na Conservação do Ambiente


A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou, esta manhã, que os Vigilantes da Natureza são os principais agentes na manutenção da qualidade ambiental característica do arquipélago, adiantando que, ainda este ano, será aberto um concurso para a admissão de mais ativos desta área.



“Ainda este ano, contamos abrir concurso para a admissão de mais Vigilantes da Natureza para São Miguel e, em 2018, reforçaremos os efetivos nas ilhas Terceira e São Jorge, suprindo as necessidades identificadas e estabilizando este corpo operativo acima das quatro dezenas de efetivos em toda a Região”, garantiu Marta Guerreiro, que falava na sessão de abertura do 3º Encontro Regional de Vigilantes da Natureza, que está a decorrer até amanhã em São Miguel.



Segundo a Secretária Regional, estes são “os primeiros agentes de deteção e resolução dos pequenos problemas ambientais que ainda ocorrem na Região, ao mesmo tempo que desempenham ações de recuperação de habitats ou espécies, atividades de sensibilização ambiental e prestação de informações aos turistas sobre o património ambiental, o que faz com que este encontro regional seja mais um momento de aposta na formação e promoção da troca de experiências entre os profissionais”.



Marta Guerreiro salientou que o Governo dos Açores tem assumido uma opção clara de investimento na sua capacitação e equipamento, destacando a aquisição de quatro viaturas elétricas para os Parques Naturais de Santa Maria, São Miguel, São Jorge e Flores, estando a decorrer os procedimentos para a novas quatro viaturas destinadas aos Parques Naturais da Terceira, Graciosa, Faial e Pico.



“Este é apenas um pequeno passo, no quadro da estratégia de desenvolvimento sustentável que estamos a implementar nos Açores”, reforçou a titular da pasta do ambiente.



“Com Serviços de Ambiente apoiados por um corpo de Vigilantes da Natureza empenhado e tecnicamente habilitado, a Região está, certamente, melhor preparada para enfrentar os novos problemas e desafios que a gestão e conservação da natureza e a preservação da qualidade ambiental impõem”, afirmou Marta Guerreiro.



Em termos de salvaguarda do património ambiental, destacam-se, atualmente, 123 áreas protegidas, integradas nos 9 Parques Naturais de Ilha, com uma área total de 180.247 hectares, dos quais 56.066 hectares de área terrestre, o que corresponde a cerca de um quarto do território emerso do arquipélago.

Fonte: Rádio Atlântida

Vigilantes da Natureza recolhem dados para definir carga turística



Vigilantes da Natureza recolhem dados para definir carga turística nos monumentos naturais dos Açores

Os Vigilantes da Natureza estão a proceder nos Açores, na sequência do incremento do turismo, à recolha de dados para definir a melhor carga turística em cada zona protegida, por forma a salvaguardar o ambiente.

  “Nos últimos três anos, temos tentado aumentar a fiscalização no terreno devido ao aumento da pressão turística, principalmente aos fins de semana, tentando ter uma fiscalização ‘in loco’, a par da recolha de dados, todos os anos, para determinar a melhor carga turística em cada zona protegida”, declarou aos jornalistas Kenny Alves, porta-voz dos Vigilantes da Natureza nos Açores.

O Vigilante da Natureza, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, à margem do III Encontro Regional dos Vigilantes da Natureza, declarou que estes profissionais têm sido confrontados com o “abandono de resíduos” em espaços naturais, mas salvaguardou, contudo, que os turistas estão “bastante sensibilizados” para as questões ambientais.

Kenny Alves considerou ser “positivo ter mais Vigilantes da Natureza”, nomeadamente duas equipas, constituídas por dois elementos cada, para cobrir mais área na ilha de São Miguel, onde o cenário de depósito de resíduos tem “melhorado bastante”.

Kenny Alves afirmou que os monumentos naturais da ilha de São Miguel que despertam maior preocupação são a Ponta da Ferraria, nos Ginetes, Caldeira Velha, na Ribeira Grande, e a Gruta do Carvão, em Ponta Delgada.

O Vigilante da Natureza disse que, em termos de áreas protegidas, a Lagoa do Fogo, a que 170 pessoas acedem diariamente, é uma das áreas “bastante procuradas”, a par das Sete Cidades e Furnas.

Atualmente, os Açores têm 123 áreas protegidas integradas nos nove parques naturais de ilha.

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, que interveio no III Encontro Regional dos Vigilantes da Natureza, anunciou que, ainda em 2017, vai ser aberto concurso para a admissão de mais Vigilantes da Natureza para São Miguel e, em 2018, serão reforçados os efetivos nas ilhas Terceira e São Jorge.

“Atualmente, o Corpo de Vigilantes da Natureza dos Açores é composto por 32 elementos, estando a decorrer os procedimentos para a contratação de mais quatro: dois para o Pico, um para as Flores e um para o Corvo, levando, finalmente, os Vigilantes da Natureza a todas as ilhas e parques naturais”, declarou Marta Guerreiro.

A responsável pelo Ambiente referiu que estão a decorrer, neste momento, os procedimentos para a aquisição, ainda este ano, de mais quatro carrinhas elétricas para os parques naturais da Terceira, Graciosa, Faial e Pico.

“Espera-se, ainda, que em 2018 o programa de mobilidade elétrica seja estendido ao parque natural do Corvo e contemple o reforço das ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Pico com mais uma viatura cada”, disse.

Fonte: Açoriano Oriental

25 de Abril, no dia da LIBERDADE, libertaram-se aves



Hoje, dia 25 de abril comemora-se o DIA DA LIBERDADE e na Freguesia do Carvalhal no Concelho de Grândola restituíram-se à liberdade aves que foram recuperadas pela QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

A população do Carvalhal esteve presente em grande número, tendo sido sensibilizada para a importância das aves nos ecossistemas terrestres e marinhos, marcaram presença os dirigentes da Junta de Freguesia do Carvalhal, representantes da Câmara Municipal de Grândola, das autoridades policiais e os Presidentes da QUERCUS e da APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza.

APGVN

quarta-feira, 29 de março de 2017

Vigilantes da Natureza Juniores visitam Borboletário



Vigilantes da Natureza Juniores visitam o Borboletário de São Domingos de Rana - Cascais.

Esta ação foi efetuada em contexto de formação no âmbito do Projeto Vigilantes da Natureza Juniores.

O Borboletário, fica situado no Parque Urbano da Quinta de Rana - Cascais, é um espaço dedicado à criação de borboletas, onde é possível observar as diferentes fases do seu ciclo de vida: ovos, lagartas, crisálidas e borboletas.

A estrutura do Borboletário é diferente, é única, e remete visualmente para a imagem de um casulo em fase de metamorfose. No seu interior encontra-se um jardim com espécies da flora autóctone, onde é possível observar borboletas a voar livremente. O espaço integra ainda um laboratório, cuja função é a criação dos ovos, das lagartas e das crisálidas.

Os Vigilantes da Natureza Juniores tiveram a oportunidade de conhecer as espécies de borboletas que existem na região de Cascais. 

É um espaço onde se ensina a biologia deste grupo de insetos e a sua ligação com as plantas, tendo proporcionando aos Vigilantes da Natureza uma experiência única de observação e aprendizagem que contribuiu para o despertar e interesse da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Os Vigilantes da Natureza Juniores efetuaram um ateliê pedagógico o que lhes permitiu identificar as diferentes espécies de borboletas existentes no Borboletário.

O acompanhamento efetuado por David Silva, funcionário da Cascais Ambiente, foi de extrema importância devido à qualidade das explicações e informações prestadas.

APGVN

terça-feira, 21 de março de 2017

A APGVN nas comemorações do Dia Internacional das Florestas


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza irá efetuar uma palestra, hoje, dia 21 de março, no âmbito das comemorações do Dia da Árvore e Dia Internacional das Florestas a convite do PAN - Pessoas, Animais e Natureza.

A APGVN irá incidir a sua palestra no valioso contributo dos Vigilantes da Natureza na preservação e conservação da natureza.

O evento irá realizar-se às 18h30m na sede do PAN - Pessoas, Animais e Natureza na Avenida Almirante Reis, n.º 81 B, 1150-012 Lisboa.


APGVN

quinta-feira, 9 de março de 2017

Vigilantes da Natureza apreendem artes de pesca proibidas


Na sequência de uma operação de vigilância efetuada pelos Vigilantes da Natureza a desempenhar funções na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António foi detetado um indivíduo a utilizar “narsas” (artes de pesca proibida).

Nesta ação de vigilância e fiscalização os Vigilantes da Natureza contaram com a valiosa colaboração da Polícia Marítima da Capitania de Vila Real de Santo António.

Ao infrator de nacionalidade espanhola foram apreendidas 5 narsas (artes de pesca), uma embarcação e 4 Kg de camarinha (Palaemonetes varians).

A camarinha (Palaemonetes varians) foi devolvida ao seu habitat natural.

A camarinha, Palaemonetes varians, é um pequeno camarão carídeo com vasta distribuição geográfica na Europa, especialmente em salinas e estuários do Atlântico onde ocorre em grandes densidades.

APGVN

quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER, 8 de março


O dia 8 de março celebra a conquista dos direitos civis e políticos das mulheres. É um dia para recordar as mulheres que lutaram pela igualdade, mas …
Quando é que irá chegar o dia em que não será necessário celebrar este dia? Quando é que se irá terminar com a classificação dos seres humanos em categorias? Quando é que irão cessar as violações dos direitos fundamentais de todos os seres humanos? Quando é que se erradica para sempre a mutilação sexual feminina, a violência sexual e psicológica, as desigualdades no trabalho e de acesso à educação?

O DIA DA MULHER é todos os dias!


APGVN

sexta-feira, 3 de março de 2017

PEV - Partido Ecologista “Os Verdes” em defesa das AP´s


A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza felicita os Excelentíssimos Senhores Deputados do PEV - Partido Ecologista “Os Verdes”, Doutora Heloísa Apolónia e o Doutor José Luís Ferreira, pela excelente iniciativa “Debate de urgência sobre áreas protegidas classificadas” e pelas extraordinárias intervenções que proferiram.

Agradecemos também as intervenções em defesa das áreas protegidas dos Excelentíssimos Senhores Deputados, Jorge Costa do BE - Bloco de Esquerda, Ana Virgínia Pereira do PCP - Partido Comunista Português, André Silva do PAN - Pessoas, Animais e Natureza, Paula Santos do PCP - Partido Comunista Português e João Vasconcelos do BE - Bloco de Esquerda.

Infelizmente os interesses instalados aniquilam facilmente os interesses comuns!

Mais uma vez fica provado que a conservação da natureza é o parente pobre de todos os governos, ou melhor, serve apenas de local de passagem de verbas para outras instituições.

A falta de investimento nas áreas protegidas ao longo dos anos faz parte da estratégia de entregar aos privados a sua gestão.

Nenhum país entrega a gestão das áreas classificadas de interesse nacional às regiões administrativas ou autónomas, nem os Estados Unidos da América entrega a administração das áreas classificadas aos Estados, centralizando a gestão no Governo Federal, porque é que os nossos sucessivos governos insistem em conduzir tudo o que nos pode enriquecer para o abismo!

O turismo ambiental bem gerido poderia ser uma grande riqueza para o país, mas, mais uma vez vão matar a “galinha dos ovos de ouro”. Qual é o turista que se desloca para ver regiões desordenadas, com construção por todo o lado!


APGVN

quarta-feira, 1 de março de 2017

Eucaliptos, Reformas e florestas de equívocos


26-02-2017 por João Camargo

"Quando a terra deixa de fumegar e as cinzas dos incêndios de verão amansam, o debate acerca das florestas normalmente deixa de estar presente na sociedade portuguesa. Não foi assim desta vez"


Quando a terra deixa de fumegar e as cinzas dos incêndios de verão amansam, o debate acerca das florestas normalmente deixa de estar presente na sociedade portuguesa. Não foi assim desta vez. O ministério da Agricultura anunciou uma "reforma florestal" e a brigada do eucalipto cedo pôs mãos à obra. No fim, pouca gente concorda com aquilo a que Capoulas Santos chama de "reforma sem equívocos". Resta saber se os pressupostos da reforma estão equivocados, se os críticos criticam equivocadamente ou se a própria reforma é um equívoco,.
A minha resposta às três perguntas é sim: a reforma é um equívoco, os pressupostos da mesma estão equivocados e os críticos criticam equivocadamente, quer por má-interpretação, quer por má-fé.
Recebi recentemente documentos acerca de um caso que é uma espécie de corolário da razão pela qual a ideia de reforma foi posta em cima da mesa: a total desregulação garantida pela lei dos eucaliptos, DL 109/2013. Nas Caldas da Rainha, uma pequena proprietária de um pomar de meio hectare recebeu em 2015 a notícia de que no terreno contíguo ao seu, também uma pequena área de 0,85ha, seriam plantados 0,64 hectares de eucalipto. O projecto, abaixo de uma área de 2 hectares, recebeu deferimento tácito. Deu entrada no ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, e tinha como objectivo arborizar para reconverter e rentabilizar o terreno a partir da produção de material lenhoso para celulose. A pequena área confinava com espaços agrícolas, zonas de matos e florestas, e continha sobreiros, que segundo o projecto (e a lei), seriam preservados. Os eucaliptos seriam plantados num compasso de 3m por 1,7m. Segundo uma lei, não revogada, de 1927 (DL 13658, de 20 de Maio), as plantações de eucaliptos têm de ter uma faixa de 20 m de distância de terras cultivadas.
A pequena proprietária viu os eucaliptos serem plantados a 1m do seu pomar e viu os sobreiros serem cortados para lenha. Hoje, os eucaliptos plantados num compasso de 1,5m x 2,2m, têm 3m de altura e em breve cobrirão o sol das macieiras do seu pomar. Entretanto, e porque pretende continuar a ter um pomar, apresentou queixa à GNR (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente), se seguida ao ICNF, chegando ao Ministro da Agricultura, que remeteu para o Secretário de Estado das Florestas que, por sua vez, a remeteu de volta ao ICNF. Inspecção no terreno? Não existiu. Acção para repor a legalidade? Nada.
A lei dos eucaliptos (DL 96/2013) de Assunção Cristas e Francisco Gomes da Silva funciona perfeitamente. Ela não requeria apenas a liberalização da plantação de eucaliptos nas pequenas propriedades (áreas inferiores a 2 hectares) como a total incapacidade das autoridades, nomeadamente o ICNF, para fiscalizar o que quer que fosse (inclusivamente para accionar um mecanismo dessa lei, o artigo 13º, de reposição da situação anterior). O pomar desta pequena proprietária é só um de milhares por todo o país afectado por esta lei de encomenda. Acrescem estufas, outras áreas agrícolas, áreas protegidas, áreas florestais públicas e privadas.
O primeiro equívoco é o nome: "reforma" foi a expressão que Capoulas Santos inventou para evitar dizer que faz parte do programa de governo revogar a lei dos eucaliptos. O Partido Socialista nunca foi um oponente à eucaliptização do país e hoje continua a não sê-lo. Mas o acordo de governo com o Partido Ecologista "Os Verdes" impôs a revogação. A mais que tímida formulação recentemente apresentada pelo ministro, de que se basearia na Estratégia Florestal Nacional do governo anterior para congelar a área de eucaliptal nos valores de 2010 (812 mil hectares de eucaliptal) demonstra bem quão pouco convicta é a posição do Partido Socialista. A "reforma florestal" de Capoulas Santos, que inclui outros pontos como a criação de um sistema de banco de terras para as propriedades abandonadas, um regime de apoios fiscais à criação de empresas e cooperativas para gerir áreas florestais, nomeadamente as abandonadas, e a atribuição aos municípios de competências para autorizar acções de arborização e rearborização, é um desvio importante do programa e um importante equívoco no que diz respeito aos principais problemas da floresta: abandono, monocultura, incêndio, desflorestação. Perante a impotência do Estado, reforça-se a impotência.
Naturalmente os defensores do eucalipto, desde a indústria à academia, passando por antigos governantes com responsabilidades no sector, têm uma posição crítica em relação à ideia (por tímida que seja) do governo congelar a área de eucaliptal. Nunca seria congelada nos 812 mil hectares de 2010, já que esse valor está ultrapassado há muito e provavelmente a área de eucaliptal já estará próxima dos 900 mil hectares (apesar da perda de 150 mil hectares de floresta nos últimos 15 anos em Portugal). Os seus argumentos variam pouco e são os mesmos há décadas: a área florestal actual é a  melhor possível e não seria possível outra. Os Doutores Pangloss da floresta não concebem uma floresta que não seja o monopólio das empresas da celulose, o Estado é um mau gestor (sempre curioso vindo de quem já geriu as áreas florestais a partir do Estado), os incêndios têm a ver com o abandono mas o abandono não tem nada a ver com o maior monopólio e com a espécie mais plantada no país. Os fogos não poderiam ser prevenidos de maneira que prejudicasse o monopólio, por isso que ardam os eucaliptos e o resto das espécies também. Chega-se a dizer que as florestas ardem por não serem competitivas, que a floresta não é um bem público, mas uma questão económica.  E a área florestal cai, os incêndios agravam-se e até os tais magros rendimentos aos produtores caem. Mas vivem na melhor monocultura possível, porque pensar uma floresta que não seja monocultura e que não seja monopólio é inadmissível. Outro equívoco: achar que a monocultura de uma espécie é uma floresta.
Desligada de uma estratégia de desenvolvimento rural e de defesa do território contra as alterações climáticas, a floresta de equívocos continuará a ser contenda política sem conclusão, com áreas florestais cada vez mais pequenas e degradadas. Em toda a reforma não há nenhuma referência a uma subida marcadíssima de temperatura e a um decréscimo importante de precipitação. A destruição do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, fundido com a Autoridade Florestal Nacional por Assunção Cristas no anterior governo, garantiu que a conservação da natureza e da biodiversidade nas áreas florestais não é hoje mais do que uma nota de rodapé colocada no capítulo da "Responsabilidade Social" das celuloses. O governo português entretanto subsidia a indústria com milhões de euros para continuar, além do eucaliptização, a despejar resíduos cuja toxicidade transforma rios como o Tejo em fossas sépticas. A própria imprensa, como o Jornal de Negócios, organiza cocktails de industriais da pasta de papel para estes se louvarem a si mesmos e ao seu próprio produto, assumindo, valha isso, que "a indústria não quer ter floresta".
Há quem descubra com espanto que a limitação da plantação de eucaliptos é um condicionante aos lucros da indústria da celulose. Há quem não perceba ou finja não perceber que a degradação nas áreas florestais associada à plantação do eucalipto só dá dinheiro ao monopólio celulose, e que só por isso é que era incentivada, e mesmo hoje continua, com obstáculos menores.
À "reforma florestal" falta a coragem política para assumir a regressão da monocultura e do monopólio do eucalipto e da celulose, que se impôs no país não por condições naturais, mas por investimentos estratégicos na política e na formação, na empresarialização do ensino, que produz mais operários acríticos do que observadores sérios. O lobby surfa por entre ciclos políticos, oscilando entre a ignorância e o favor. Milhares de almoços, jantares, reuniões, formações, projectos-piloto e investimentos garantem a conformação a uma ideologia de degradação ambiental como algo inultrapassável e até, em alguns casos, desejável.

A área florestal nacional precisa de acabar com equívocos. Perde-se-ão todas as oportunidades sempre que se achar que é possível defender a floresta sem cortar no monopólio dos eucaliptos e nos lucros da Navigator Company e do Grupo Altri.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Comunicado de Imprensa da APGVN, Florestas



COMUNICADO DE IMPRENSA

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE GUARDAS E VIGILANTES DA NATUREZA PEDE UMA RÁPIDA ATUAÇÃO DO GOVERNO NA DEFESA DA FLORESTA

A nossa floresta, habitat de inúmeras espécies, purificador do ar e da água, protetora do solo, reguladora do clima, geradora de emprego, encantadora para os turistas e enriquecedora da gastronomia, está em risco!
A floresta é sem dúvida um dos maiores e mais importantes recursos naturais do país e tem dado provas disso, onde outrora imperavam os carvalhos, os sobreiros e as azinheiras, os castanheiros, as cerejeiras-brava, os loureiros, os teixos, as bétulas, os salgueiros, os amieiros ou os freixos, predominam hoje os eucaliptos.
A plantação de novos eucaliptais está a aumentar de forma galopante, de 1 de janeiro de 2017 até 23 de fevereiro de 2017 entraram na entidade competente aproximadamente 2000 pedidos de arborização, esmagadoramente de eucaliptos.
É urgente a alteração do Decreto-Lei n.º 96/2013 de 19 de junho, antes que seja demasiado tarde para a nossa floresta e para a biodiversidade associada.
É imprescindível o estabelecimento de medidas de gestão sustentável da floresta e da promoção do uso de espécies autóctones como opções economicamente viáveis.
A APGVN pede assim ao Governo que altere a legislação atual referente a arborização e reflorestação com urgência.
Alcochete, 23 de Fevereiro de 2017


Para mais informações contactar:

Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Francisco Correia 968 466 240

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O PEV - Partido Ecologista “Os Verdes” informou a APGVN


A APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza estabeleceu contacto com 
todos os partidos políticos com assento parlamentar, acerca da abertura de concurso para a admissão
 de Vigilantes da Natureza e de este não corresponder ao estipulado pelo Orçamento do Estado.
O PEV - Partido Ecologista “Os Verdes” informou a APGVN de que na Comissão de Ambiente, 
foi colocada a questão pela Deputada do PCP, Ana Virgínia Pereira. 

Podem consultar a resposta do Senhor Ministro do Ambiente na íntegra (a partir de 1:22:41) no
 link abaixo. Sendo que em termos gerais é referido que: agora abre concurso para 20 postos de 
trabalho e tão cedo quanto possível será também publicitado o concurso para os outros 30. 
O que não se compreende é a alusão efetuada no Aviso de Abertura de Concurso externo de ingresso,
 o seguinte: “(…) para admissão a estágio de ingresso com vista ao futuro provimento de 20 (vinte) 
postos de trabalho da carreira de Vigilante da Natureza, previsto no mapa de pessoal para 2017 do 
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P..”, o que pressupõe que apenas está previsto no mapa de pessoal o número referido.
Muito menos se compreende, em época de poupança, os gastos inerentes à realização de dois
 concursos de admissão e respetivos cursos de formação, cujo investimento seria menor se fosse
 efetuado apenas um procedimento de concurso e se a formação fosse ministrada aos (pelo menos) 
50 formandos previstos em orçamento de Estado.

Audição do Ministro do Ambiente:

Informação: APGVN reuniu com LPN e FSTFPS



Informamos que a APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes reuniu com o 
Presidente da LPN – Liga para a Proteção da Natureza, onde nos foi transmitido todo o apoio 
da associação ecologista na defesa e na dignificação da profissão de Vigilante da Natureza.
Reunimos também com os dirigentes da FSFPS - Federação dos Sindicatos em Funções Públicas
 e Sociais onde explanamos os anseios dos Vigilantes da Natureza. Esta reunião foi de extrema
 importância porque a FSFPS irá reunir com a Secretária de Estado do Ordenamento do Território
 e da Conservação da Natureza no dia 2 de março, sendo o assunto da agenda a negociação da 
carreira de Vigilante da Natureza.
Solicitamos a todos os Vigilantes da Natureza que nos enviem os assuntos que considerarem
importantes e pertinentes para que sejam incluídos na proposta para a revalorização da profissão.

APGVN





terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Abertura de Concurso para ingresso de Vigilantes da Natureza



Abertura de Concurso de admissão para ingresso de Vigilantes da Natureza



A APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza informa que foi publicado em Diário da República, 2.ª série — N.º 37 — 21 de fevereiro de 2017, o Aviso n.º 1977-A/2017, que se encontra aberto, pelo prazo de 10 dias úteis a contar da data da publicitação do presente aviso, concurso externo de ingresso, para admissão a estágio de ingresso com vista ao futuro provimento de 20 (vinte) postos de trabalho da carreira de Vigilante da Natureza, previsto no mapa de pessoal para 2017 do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P..

 Link >>  Aviso n.º 1977-A/2017


Surpreendentemente a abertura de concurso para admissão de Vigilantes da Natureza prevê o ingresso de 20 Vigilantes da Natureza contrariando a Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro - Orçamento do Estado para 2017

Artigo 41.º Reforço de meios humanos para a conservação da natureza e da biodiversidade

1 - Tendo em conta as necessidades reais do País, o Governo reforça progressivamente os meios humanos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.) necessários para assegurar, de modo eficaz, os objetivos de preservação e conservação da natureza e da biodiversidade, bem como a prevenção de fogos florestais.

2 - No ano de 2017, o ICNF, I. P., contrata, pelo menos, 50 vigilantes da natureza.



Certamente por lapso o número de Vigilantes da Natureza a admitir poderá estar errado, ou será realizado mais um concurso de admissão para ingresso de mais 30 Vigilantes da Natureza com todos os custos inerentes.

Detetámos mais uma contradição no Aviso n.º 1977-A/2017 faz-se menção que o provimento de 20 (vinte) postos de trabalho da carreira de Vigilante da Natureza, está previsto no mapa de pessoal para 2017 do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., logo se conclui que não existirá mais nenhum concurso de admissão de novos Vigilantes da Natureza, ignorando-se a Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro - Orçamento do Estado para 2017.



APGVN

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Federação Nac. dos Sindicatos T F P S saúda os Vigilantes da Natureza


SAUDAÇÃO

DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SINDICATOS DOS TRABALHADORES

EM FUNÇÕES PÚBLICAS E SOCIAIS AO XX ENCONTRO NACIONAL

DE VIGILANTES DA NATUREZA



A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais saúda os Vigilantes da Natureza, presentes no seu XX Encontro Nacional e através dos mesmos, todos os Vigilantes da Natureza que no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, na Agência Portuguesa do Ambiente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, asseguram a protecção do património natural e ambientaldo País.

A realidade política decorrente das Eleições Legislativas de finais de 2015, configurava a possibilidade da alteração, para melhor, das condições de vida e de trabalho dos Vigilantes da Natureza, enquanto trabalhadores da Administração Pública e na condição específica da carreira em que estão integrados.

Contudo, esta expectativa não foi confirmada, já que à excepção da redução da duração semanal de trabalho, os salários, promoções e progressões continuam congelados e a carga fiscal não foi integralmente aliviada.

Por seu lado, as promessas de negociação da valorização da carreira de Vigilante da Natureza e de melhoria do regime de trabalho, não se concretizaram.

Podemos dizer que, graças à insistente acção da APGVN e da FNSTFPS, foi possível incluir no Orçamento do Estado para 2017, uma medida que, a ser devidamente explorada, poderá resolver, pelo menos em parte, o grave problema da falta de efectivos na carreira, concluindo daqui que vale a pena lutar!

Este XX Encontro Nacional, coincide com o anúncio, por parte do Governo, de medidas que poderão pôr em causa o futuro da rede nacional de áreas protegidas e uma gestão coerente e eficaz, em todo o território nacional, com a possibilidade da entrega da direcção das mesmas aos municípios e a associações privadas, perspectivando-se com isto um novo foco de instabilidade, quer para a conservação da Natureza e do Ambiente, quer para os Vigilantes da Natureza.

Na passagem de mais um Dia Nacional do Vigilante da Natureza, está colocado a todos os que integram esta prestimosa carreira profissional, o desafio de darem continuidade à luta, pelas mais variadas expressões, por uma vida mais digna e por trabalho com direitos.

VIVA O DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA!

VIVA O XX ENCONTRO NACIONAL!

VIVAM OS VIGILANTES DA NATUREZA!

Lisboa, 2 de Fevereiro de 2017

A Direcção Nacional

da FNSTFPS

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vigilantes da Natureza: A grande batalha para salvar Virunga

National Geographic
Salvando um dos mais perigosos parques do mundo.
Texto Robert Draper Fotografia Brent Stirton
https://nationalgeographic.sapo.pt/natureza/grandes-reportagens/820-virunga-jul2016?showall=
Foto1

Os vigilantes da natureza recebem formação militar, incluíndo tácticas de emboscada. Desde que o conflito étnico no Ruanda alastrou ao Congo em 1994, os vigilantes da natureza têm enfrentado ameaça constante de diversos grupos armados.


Foto 2
Um dorso-prateado da família Mapuwa, composta por 22 membros, emerge da floresta para observar a patrulha dos vigilantes da natureza. O parque tem sido bem-sucedido na protecção dos gorilas, a sua principal atracção turística. A população destes animais está actualmente em crescimento.

Foto 3
Emmanuel de Merode, ladeado de guarda-costas, nove meses depois de sobreviver a uma tentativa de homicídio, dirige o parque há oito anos. Tornou-se o rosto dos esforços de conservação no Leste do Congo, transformando-se num alvo para os adversários do parque.


Foto 4
Amontoando-se junto dos limites do parque, os agricultores cultivam este solo excepcionalmente fértil. Quatro milhões de pessoas tentam garantir a sobrevivência na região e algumas entraram no parque para plantar milho, sorgo, mandioca e batata.


Foto 5
Com a ajuda de um cão, um vigilante da natureza tenta seguir o rasto dos caçadores furtivos que mataram este elefante e cortaram parte da cabeça para fugirem com as presas de marfim. São acidentes isolados. O parque tem agora quase quatrocentos elefantes e muitos já transpõem a fronteira do Uganda para vir aqui.


Foto 6
Vigilantes da natureza carregam o caixão de um colega, Theodore Mbusa Matofali, de 27 anos. A mortalidade é comum entre os vigilantes da natureza. Desde 1996, 152 agentes foram assassinados, muitos dos quais pelas milícias rebeldes que actuam no parque.


Foto 7
Quando o marido de Bernadette Kahindo (à esquerda), o vigilante da natureza Assani Sebuyori Mapine , tentou combater o tráfico de carne de animais selvagens, uma milícia matou-o em 2011 e deixou o seu corpo sem cabeça, como aviso para os outros. Ao lado, está a sua filha mais velha, Gift, segurando uma criança nascida depois de ela ter sido violada, aos 14 anos, por um combatente de outra milícia.


Foto 8
Uma embarcação confiscada arde na praia, enquanto os vigilantes, acompanhados por um instructor, tentam prevenir o excesso de pesca no lago Edward. A pesca é uma fonte de rendimento local, mas os peixes também são um alimento fundamental para os hipopótamos.


Foto 9
Os agricultores são frequentemente levados para longe de suas casas pelos combatentes e obrigados a lavrar a terra para alimentar os grupos armados. Há vários casos de mutilação. O parque tem tentado fornecer-lhes formação sobre a maneira como a agricultura prejudica o parque.


Foto 10
Um vigilante da natureza inspecciona um novo campo de lava criado pelo vulcão Nyamulagira. Com 3.058 metros de altura, o pico regista um novo lago de lava no interior da caldeira, com actividade de dois em dois anos. Em primeiro plano, vê-se um depósito de enxofre gerado por uma erupção recente. O parque abrange uma paisagem diversificada, que inclui glaciares, savanas e vulcões.   

Foto 11
No Centro Senkwekwe para gorilas de montanha órfãos, os vigilantes da natureza vivem 24 horas por dia com quarto juvenis. Os vigilantes só vêem as suas famílias em intervalos de algumas semanas e têm uma relação muito próxima com os animais a seu cargo. Como até hoje nenhum gorilla de montanha órfão foi devolvido com sucesso à natureza, estes animais dependerão sempre dos seres humanos.