terça-feira, 31 de Julho de 2012

Dear IRF ranger association members and IRF friends


    On 31 July each year we commemorate and celebrate rangers on World Ranger Day.

As you are all too aware, many rangers are killed or injured each year in the line of duty.  On this day we pay tribute to these men and women.  This year we know of 70 rangers from 19 countries who have lost their lives, and these are just the rangers we know about – there are many others who do not get reported.

Please take a moment on World Ranger Day to remember your colleagues.

This year we also celebrate the 20th anniversary of the International Ranger Federation.  In 1992 in Loch Lomond, Scotland, the first IRF Accord was signed by 3 ranger associations.  Today the world family of rangers has grown to 60 member associations in 46 countries. 

In the past year we have welcomed new ranger associations from Chile, Croatia,  and South Australia.  Today we celebrate these new associations.  Together with our more established associations, they can play a great role in improving the capacity of rangers in their countries and providing moral support to rangers around the globe.  Just in the past week we learned that two rangers in Tanzania had their homes burned to the ground by poachers.  While the rangers were not home, everything they owned was destroyed.  Already ranger associations and individual rangers have pledged funds to assist in the rebuilding of those homes.  It is a great boost to all the Tanzanian rangers to know that others from outside their country are concerned and willing to support them.
Many protected areas and ranger associations have special events this week to recognize rangers and the role they play in protecting the world’s natural and cultural treasures. 

Today I will be participating in a public program in Rocky Mountain National Park, Colorado, which will focus on the role of cooperative “sister parks” between countries.  We will also commemorate the rangers who have lost their lives this past year as they carried out their work in protected areas.

I look forward to reading your stories of World Ranger Day events.
Let us remember and let us celebrate together.

Best wishes,
Deanne L. Adams

Dia Internacional do Vigilante da Natureza (Park Ranger).


    Orgulho em ser Vigilante da Natureza (Park Ranger)!

    Os Vigilantes da Natureza (Park Rangers) desempenham as suas funções nos Parques Nacionais, Parques Naturais, Reservas, Paisagens Protegidas e em diversas entidades que se dedicam a preservação da Natureza, encontram-se espalhados por todos os continentes.

Nos países anglo-saxónicos estes profissionais são altamente considerados e respeitados, enquanto que nos países latinos, africanos e asiáticos o reconhecimento por parte dos políticos não existe. Mas o que realmente nos importa é a imagem que os milhões de visitantes das Áreas Protegidas têm da nossa profissão, e essa sabemos que nos é favorável.

Hoje é um dia em que celebramos o orgulho que temos na nossa profissão.

Neste dia recordamos os  companheiros que foram assassinados no cumprimento do dever, que deram a sua vida pela defesa da vida selvagem.

Apesar de todas as contrariedades e dificuldades que nos afectam, nunca baixamos os braços, nunca desistimos de lutar pela nossa profissão. Nunca seremos derrotados porque sabemos que muitos dos locais que preservamos e muita da vida selvagem depende da nossa dedicação e empenho.


APGVN

segunda-feira, 30 de Julho de 2012

CCOO acusa al Gobierno de maltrato de Agentes rurales


    CCOO acusa al Gobierno catalán de maltrato al Cuerpo de Agentes Rurales
    La Agrupación de Agentes Forestales (Agentes rurales) de CC.OO. de Cataluña, ha emitido este lunes un comunicado. En él acusa al Gobierno regional  de actuar incompetentemente en materia forestal y manteniendo una política contraria a lo que exigía la situación de los bosques catalanes.  También critican.......
.....la actitud pasiva de la Consejería de Agricultura, Ganadería, Pesca, Alimentación y Medio Natural que no contestó a una misiva enviada a inicios de julio para expresar preocupaciones y proponer mejoras.
Fonte: Guarda Bosques

Bolívia: O principio do fim da Floresta Amazónica


    Dezenas de pessoas de povos indígenas da Amazónia juntam-se em Oromomo, no Parque Nacional Isiboro Secure, 640 quilómetros a Este de La Paz. O Governo da Bolívia começou no domingo uma consulta pública aos povos indígenas sobre a construção de uma auto-estrada, prevista atravessar o parque nacional.

Foto: David Mercado/Reuters

Interpol contra tráfico de espécies selvagens


    Quarenta detidos em operação da Interpol contra tráfico de espécies selvagens

Quarenta pessoas foram detidas em quatro países da Ásia, no âmbito de uma vasta operação lançada pela Interpol para defender o tigre e outras espécies selvagens do tráfico ilegal, anunciou neste domingo a organização.
A operação Prey - realizada no Butão, China, Índia e Nepal - visa proteger o tigre e outras espécies ameaçadas de extinção e alvo das redes criminosas por detrás do comércio ilegal de plantas e animais.

Até ao momento, a operação já levou a “cerca de 40 detenções e à apreensão de peles de grandes felinos e outras partes do corpo, bem como de outras espécies, como cornos de rinoceronte, cavalos-marinhos, orquídeas e cactos de espécies protegidas ”, indica em comunicado a organização policial internacional, com sede em Lyon, França.

“A gama de produtos recuperados mostra que os criminosos têm como alvo qualquer animal ou planta para daí retirar lucro, destruindo o nosso ambiente”, salienta David Higgins, responsável do programa da Interpol dedicado aos crimes contra o Ambiente.

A operação, coordenada pela Interpol, permitiu uma parceria entre as forças policiais, as autoridades alfandegárias, as agências de Ambiente e as autoridades dos 13 países da Ásia onde ainda vivem tigres selvagens: Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietname.

Fonte: AFP/Público
Foto: Sheng Li/Reuters

“Conservação do lince ibérico é uma prioridade”


     Governo espanhol garante que “conservação do lince ibérico é uma prioridade”

    “A conservação do lince ibérico é uma prioridade”, garantiu nesta segunda-feira o secretário de Estado do Ambiente espanhol, de visita ao centro de reprodução no Parque Nacional de Doñana. Este ano nasceram em cativeiro 44 animais em Portugal e Espanha.
Federico Ramos esteve no centro de reprodução em cativeiro de El Acebuche, no Parque Nacional de Doñana, em Huelva, no Sul de Espanha. “O Ministério [da Agricultura, Alimentação e Ambiente] promove a recuperação do lince ibérico em Espanha coordenando as acções das distintas administrações e nos centros de reprodução em cativeiro da espécie”, disse Federico Ramos, destacando ainda “as melhorias do habitat em áreas potenciais para a futura reintrodução”.

O secretário de Estado do Ambiente espanhol sustentou que os resultados da reprodução em cativeiro em 2012 “foram aqueles que mais êxito tiveram até ao momento”: 44 crias nos centros de El Acebuche (Huelva), Zarza de Granadilla (Cáceres), La Olivilla (Jaén) e Silves (Portugal). No centro português sobreviveram 17 animais.

Desde o início do programa de reprodução em cativeiro, em 2004, um total de 116 crias foram integradas no programa de reprodução ou libertadas na Serra Morena, pela Junta de Andaluzia.

Em 2012, há 122 linces a viver em cativeiro em todos os centros; destes 62 são machos e 60 são fêmeas.

Segundo Federico Ramos, o Governo español está a preparar o terreno para futuras reintroduções de linces – nomeadamente com a melhoria do habitat e aumento da densidade das populações de coelho-bravo, a principal presa do lince – nas suas propriedades de Marismillas (Huelva), Quintos de Mora (Toledo) e em várias zonas do Parque Nacional de Monfrague.

Há cerca de um ano a Comissão Europeia aprovou o projecto Iberlince (em vigor de 1 de Setembro de 2011 a 31 de Agosto de 2016). Através do programa Life+, este projecto orçado em 34 milhões de euros visa aumentar o número das únicas duas populações reprodutoras do planeta, na Serra Morena e em Doñana.

Além disso, o projecto proposto pela Junta de Andaluzia quer estabelecer quatro novas populações de lince, com cinco fêmeas cada uma, em locais onde a espécie já existiu: Andaluzia, Castilla-La Mancha, Estremadura espanhola e Portugal. O objectivo é identificar áreas com recursos naturais suficientes para a posterior reintrodução da espécie.

Desde 2002, o lince-ibérico (Lynx pardinus) está classificado como criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha da UICN. A redução drástica das populações de coelho-bravo, por causa de duas doenças, a mixomatose (surgida na década de 1950) e a febre hemorrágica viral (década 1980), é apontada como a maior ameaça ao lince. Mas não a única. A sua situação é explicada ainda pela destruição do habitat - o matagal mediterrânico -, pela perseguição directa e por atropelamentos.

Neste momento, a saída do lince-ibérico da lista das espécies criticamente em perigo de extinção está a ser ponderada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), devido aos esforços de conservação na Andaluzia. Se o estatuto mudar, o lince-ibérico passará para espécie em perigo de extinção.

Fonte: Helena Geraldes/Público

sexta-feira, 27 de Julho de 2012

Vigilantes da Natureza do Parque de Virunga procuram gorilas


    Vigilantes da Natureza (Park Rangers) do parque de Virunga tentam encontrar gorilas em plena guerra civil

    Os Vigilantes da Natureza (Park Rangers) do Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo, conseguiram que as autoridades nacionais e os rebeldes do Movimento de 23 de Março (M23) permitissem a sua passagem nas zonas de conflito para procurarem as seis famílias de gorilas da montanha, das quais não têm informação desde o início da guerra civil.
As sete equipas, constituída cada uma por seis Vigilantes da Natureza (Park Rangers), vão ter a ajuda de guias locais para localizar e depois proteger dos caçadores ainda activos no parque. A organização do parque espera que a meio de Agosto já tenham ideia da situação geral.

O parque foi encerrado a 1 de Abril, data em que começaram combates no local. Entretanto, a 8 de Maio, os Vigilantes da Natureza (Park Rangers) tiveram de deixar o parque, pois os rebeldes do M23 refugiaram-se aí.

O uso extensivo de metralhadoras pesadas, morteiros e helicópteros de combate bloqueou todos os esforços para monitorizar e proteger as famílias de gorilas que habitavam nas florestas vizinhas.

Segundo a organização do parque, cerca de 200 gorilas das montanhas vivem na área, o que representa um quarto da população mundial desta espécie. Mais de 200.000 civis também fugiram da zona fronteiriça do Ruanda e Uganda.

Em 2007, durante outro período de guerra civil no Congo, sete gorilas da montanha foram mortos a tiro dentro do parque pelos rebeldes. Este acontecimento gerou imensas manifestações da comunidade conservacionista internacional. Os gorilas foram executados com tiros na cabeça.
Fonte: Público/Fábio Monteiro
Foto: Finbarr O'Reilly/ REUTERS

quinta-feira, 26 de Julho de 2012

O Governo aprovou a orgânica das CCDR´s!


    O Governo aprovou a orgânica das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), que têm por missão executar as políticas de ambiente, de ordenamento do território e cidades e de desenvolvimento regional, ao nível das suas respectivas áreas geográficas de actuação, e apoiar tecnicamente as autarquias locais e as suas associações.
São instituídas cinco CCDR, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

APGVN

Regulamento de Horário de Trabalho do ICNF.

    Em resposta ao ofício com a referência 12090/2012/ULRH enviado pelo ICNF temos a comunicar que:

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza apesar de não ser uma associação sindical, entendeu que deveria contribuir com as suas sugestões para um regime de horário de trabalho justo e que se enquadre no quadro das funções específicas desempenhadas pelos Vigilantes da Natureza definidas pelo Decreto-Lei nº 470/99, de 6 de Novembro.
Os Vigilantes da Natureza tudo fazem e continuarão a fazer, em defesa da sua missão, pelo futuro sustentável da sua Profissão e em defesa ética e intransigente dos valores naturais que juraram defender e preservar.

Essa Visão para o Futuro passará inevitavelmente pela efectiva criação de um Corpo de Vigilantes da Natureza, na dependência da Senhora Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, dotado de uma estrutura e meios próprios adequados aos de Autoridade Nacional, com condições organizativas e de trabalho dignas e funcionais, bem como enquadrado por objectivos de fiscalização, vigilância, monitorização, sensibilização e intervenção emanados da legislação em vigor e orientados por critérios de planeamento e eficiência.

O estabelecimento de um planeamento estratégico para o Corpo de Vigilantes da Natureza tem que ter em consideração a especificidade das tarefas desempenhadas e os horários adaptáveis às missões por si executadas.

Regime de Horários de trabalho

Horário especifico

Cabe ao dirigente máximo do serviço a competência para autorizar horários específicos que na nossa perspectiva se justifica devido às funções e actividades especiais que o Corpo de Vigilantes da Natureza desempenha.

Fundamentação:

Maioria das actividades desempenhadas exige horários cujas entradas e saídas de serviço não se coadunam com o sistema de controlo existente devido à obrigatoriedade de terem que ser efectuados em locais que se encontram encerrados aquando do início e finalizar das tarefas executadas.

Exemplos:

A Anilhagem de Aves exige que a montagem das redes seja efectuada antes do amanhecer, às 5:00h.
A contagem de aves efectuada quando estas regressam aos seus abrigos para pernoitar, caso da gralha-de-bico-vermelho, o que implica ficar no campo até às 22:00h (Primavera/Verão).
A vigilância e prevenção de incêndios que exige jornada contínua.



Controlo do cumprimento de horários

O cumprimento dos deveres de assiduidade e pontualidade, bem como o período normal de trabalho, deve ser verificado, sem excepções.
O actual sistema de controlo foi elaborado tendo como base o horário de funcionamento dos serviços, não tendo sido consideradas as actividades desempenhadas pelos Vigilantes da Natureza.
Deverá ser implementado um sistema de controlo de assiduidade que evite a obrigatoriedade dos locais de controlo actuais estarem abertos.

A adopção das escalas de serviço permitirá o conhecimento das tarefas e missões que estão a ser executadas pelos Vigilantes da Natureza.
O controlo de assiduidade e pontualidade deverá ser implementado apenas para as entradas e saídas de serviço em locais onde os Vigilantes da Natureza tenham acesso a qualquer hora do dia.

Fundamentação:

O actual sistema de controlo não permite aos Vigilantes da Natureza exercerem o seu dever de assiduidade e de pontualidade devido aos locais onde estão instalados o sistema não estarem em funcionamento às horas de entrada e saída destes profissionais.
O controlo de assiduidade e pontualidade deverá ser implementada apenas para as entradas e saídas de serviço porque maioria das vezes as funções são exercidas de forma contínua no serviço externo (Vigilância, Fiscalização e Monitorização), sendo descontado no sistema actual duas horas, quando na realidade não se utiliza mais que meia hora.    
Justifica-se que o sistema de controlo de assiduidade esteja acessível a qualquer hora do dia porque as actividades exercidas podem prolongar-se por longos períodos, como é o caso do combate e rescaldo dos incêndios e a fiscalização de caça, pesca, despejos de entulhos, resíduos, etc.



Análise do Regulamento interno de funcionamento, atendimento e horário de trabalho do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Capítulo I
Disposições Gerais
2 - O disposto neste regulamento aplica-se a todos os trabalhadores do ICNF, qualquer que seja o seu vínculo e a natureza das funções exercidas.


Ao analisar-se o conteúdo do regulamento verifica-se que o legislador não considerou a carreira de Vigilante da Natureza e as suas funções específicas, pelo facto de em nenhum capítulo se encontrar expressa a necessidade da existência de uma regulamentação própria para o horário de trabalho destes profissionais. Assim sendo e não se aplicando o presente regulamento ao pessoal da carreira de Vigilante da Natureza, por via da aplicação do artigo 5º, é necessário a criação e aplicação de um regulamento próprio.


Capítulo II
Dos horários de trabalho
Artigo 5.º
Modalidades de horário de trabalho
3 - O horário de trabalho do pessoal da carreira de vigilante da natureza do ICNF rege-se pelo disposto no Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de Novembro, até à aprovação de diploma que proceda à revisão desta carreira.


O definido pelo Artigo 9.º (Trabalho semanal) e 10.º (Serviço permanente) do Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de Novembro, não exclui a necessidade da regulamentação de um horário de trabalho próprio para a carreira.

Artigo 6.º
Horário flexível
6 - A ausência de registos de saída e de entrada para o intervalo de descanso implica o desconto de um período de descanso de duas horas.


A maioria das funções exercidas pelos Vigilantes da Natureza exige a sua permanência no campo o que não se coaduna com a deslocação aos locais onde existem os dispositivos de controlo de assiduidade durante o considerado período de descanso, logo, a ausência de registos de saída e de entrada para o intervalo de descanso implica o desconto de duas horas, o que é incorrecto e injusto para quem se encontra a desempenhar as suas funções e a sua missão e que por norma faz uma pausa de meia hora.



Artigo 10.º
Jornada Contínua
1 - …Acordo Colectivo de trabalho n.º 1, Diário da República, 2.ª série, n.º 188, de 28 de Setembro, e respectivo Regulamento de Extensão, nos termos do previsto nos artigos 378.º a 381.º do RCTFP.

4 - A jornada contínua pode ser autorizada nos seguintes casos:

g) No interesse do serviço, quando devidamente fundamentado.


A jornada contínua é uma prática comum nos horários cumpridos pelos Vigilantes da Natureza quando desempenham funções de vigilância e prevenção de incêndios florestais, quando fiscalizam actividades cinegéticas e de pesca, e quando monitorizam flora e fauna.
Consideramos que a jornada contínua deveria de ser assumida como uma das possibilidades de cumprimento do horário de trabalho destes profissionais.


A Direcção da
Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
 
 

terça-feira, 24 de Julho de 2012

Iniciativa de crowdfunding ambiental lançada hoje

    A iniciativa internacional Naturfunding é lançada hoje na internet. A plataforma de financiamento colectivo de projectos ambientais é fruto de um parceria entre o portal português Naturlink e a plataforma de crowdfunding americana, IndieGogo.
O portal ambiental português Naturlink e a plataforma internacional de crowdfunding IndieGogo disponibilizam a partir de hoje uma área de financiamento colectivo de projectos ligados à conservação da natureza e sustentabilidade: a Naturfunding. O objectivo da iniciativa é proporcionar visibilidade internacional a campanhas e projectos ambientais.
Para assinalar a data, são lançadas hoje duas campanhas constituídas maioritariamente por equipas portuguesas, nomeadamente a solicitação da ONG (Organização Não-Governamental) Grupo Lobo ao apoio colectivo para a aquisição dos terrenos onde está localizado o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI).

Por outro lado, a Iniciativa Construção Sustentável (iniciativa constituída em 2007 que promove as boas práticas na construção) apresenta uma campanha destinada a angariar fundos para a produção de um livro e de uma ferramenta online que servirão de guia para a aplicação dos princípios e medidas de construção sustentável em regiões de clima Mediterrânico.

O crowdfunding é uma forma de financiamento colectivo ou colaborativo através do qual é possível obter fundos para causas e/ou projectos que tipicamente teriam muita dificuldade em obter financiamento pelas vias tradicionais. O financiamento é garantido pelos cidadãos que quiserem contribuir que, em troca, são recompensados por contrapartidas cedidas pelos autores dos projectos. Por exemplo, o pedido de financiamento para um livro pode resultar em descontos na aquisição do mesmo para os cidadãos que contribuírem.

Fonte: Sapo

segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Vigilantes da Natureza (Park Rangers) protegem rinocerontes.


    Os Vigilantes da Natureza (Park Rangers), montados em elefantes, vigiam a população de rinocerontes negros, na planície de safari Imire, em Harare (Zimbabwe). Centenas de rinocerontes são mortos por caçadores furtivos por causa das crenças existentes no oriente em que o seu corno tem poderes sobrenaturais. A medicina tradicional oriental utiliza o corno de rinoceronte para fabricar produtos que publicita como sendo poderosos afrodisíacos e vende-os a troco de avultadas somas de dinheiro.
A China, o Vietname e a Tailândia são os principais responsáveis pelo mercado negro que afecta esta espécie em vias de extinção.


Foto: Alexandre Joe/AFP

ICNF DEMITE-SE DA FISCALIZAÇÃO DA REDE NATURA 2000.


    ICNF demite-se da fiscalização das áreas da rede natura 2000.

    O ICNF transferiu na presente época (2012) para as Direcções Regionais de Agricultura a fiscalização do cumprimento da Condicionalidade Ambiental, no âmbito da Directiva Aves e Habitats.

Esta transferência é injustificável, atendendo que:

1. O ICNF tem ao seu serviço um conjunto de funcionários com as funções de fiscalização, os Vigilantes da Natureza.

2. Nas Direcções Regionais de Agricultura, grande parte destas acções de fiscalização é realizada por empresas externas em regime de contratação externa, alegadamente por falta de recursos humanos dentro do próprio Ministério.

3. As acções de fiscalização, no âmbito da Condicionalidade Ambiental, na área da Rede Natura 2000 afastadas das Áreas Protegidas, eram a única ocasião em que aquelas eram fiscalizadas pelo INCF.

4. O ICNF de acordo com a Portaria N.º 36/2005, de 17 de Janeiro, é a Entidade Nacional Responsável e o Organismo Especializado de Controlo pela fiscalização do cumprimento da Condicionalidade Ambiental, no âmbito da Directiva Aves e Habitats.

5. Se o objectivo é a eliminação da duplicação de custos com a deslocação das viaturas e de meios humanos, devido às visitas/fiscalização às mesmas parcelas inseridas na Rede Natura 2000, por diversas entidades (exemplo: ICNF, DRA e DGV), no âmbito da Condicionalidade Ambiental, a duplicação manter-se-á, no caso das situações em que as Áreas Protegidas são englobadas pelas área da Rede Natura 2000 (a maior parte das Áreas Protegidas), atendendo, que os Vigilantes da Natureza do ICNF continuarão a assegurar durante todo o ano a vigilância e a fiscalização dessas mesmas áreas (... por este caminho até quando?), sendo a única diferença é que estas não são realizadas no âmbito especifico do Controlo da Condicionalidade Ambiental.

APGVN


sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Jornal de Notícias: Mais vítimas do abate do SEPNA da GNR no Gerês


    Um bovino foi encontrado na serra da Cabreira, com um ferimento no membro anterior esquerdo. Foi transportado para Mosteiro onde acabou por morrer.

O proprietário José Vieira diz-se muito afetado psicologicamente com o caso. "Eu já nem consigo dormir, estão a tentar acabar comigo, isto é um grande crime, matarem-me os animais e ainda por cima deixarem alguns a morrer lentamente a sofrer até a morte", disse o criador de gado.

Após necrópsia de veterinária pode visualizar-se a lesão provocada por uma bala que foi extraída. Segundo a veterinária, tudo indica que o animal morreu de septicemia, causada pelo ferimento provocado pela bala.
O abate de bovinos na serra da Cabreira, Gerês, foi desencadeado pelo SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (Guarda Nacional Republicana), alegadamente para controlar animais bravos.


Fonte: Jornal de Notícias/Pedro Vila-Chã
Fotografia: Nuno Cerqueira/JN

Jovens gorilas desativam armadilhas de caçadores furtivos


   Esta semana, um grupo de ambientalistas observou pela primeira vez um grupo de jovens gorilas a desativar armadilhas colocadas no terreno por caçadores furtivos.

    A população de gorilas-da-montanha (Gorilla gorilla beringei) que vivem no Ruanda continua a ser fortemente ameaçada pela caça furtiva. Após décadas como o principal alvo para os caçadores ilegais, estes gorilas criticamente ameaçados aparentemente aprenderam a defender-se.

Esta semana, os ambientalistas do Dian Fossey Gorilla Fund observaram pela primeira vez um par de jovens gorilas a destruir armadilhas de madeira colocadas por caçadores furtivos com o intuito de os apanhar. Alguns dias antes um gorila tinha sido morto por uma armadilha semelhante nas proximidades, o que poderá ter familiarizado os jovens gorilas com estes dispositivos.

“Sabíamos que os gorilas o faziam mas todos os casos relatados no passado foram realizados por gorilas machos adultos, especialmente os de dorso prateado. Hoje, dois juvenis e um macho de dorso preto do grupo Kuryama trabalharam juntos para desativar duas armadilhas. Como o fizeram, demonstra uma impressionante habilidade cognitiva”, referiu Veronica Vecellio, diretora do programa do fundo.

No blogue do Dian Fossey Gorilla Fund está relatado o evento. John Ndayambaje, coordenador de dados de campo, relatou que viu uma armadilha muito próximo do grupo. Uma vez que os gorilas estavam a mover-se nessa direção, decidiu desativá-la. O gorila de dorso prateado Vuba deu o alerta. Os jovens Dukore e Rwema juntamente com o macho de dorso preto Tetero correram na direção da armadilha e, juntos, puxaram o ramo utilizado para segurar a corda. Viram outra armadilha próximo e rapidamente destruíram o segundo ramo e puxaram a corda do chão.

John e a sua equipa já desativaram várias armadilhas na zona mas a caça dos gorilas está longe de ser vencida. No entanto, devido à maior consciencialização da necessidade de proteger os gorilas-de-montanha do Ruanda, a sua população aumentou 17% nos últimos 15 anos. Pelos vistos, não são só os humanos a contribuir para este resultado.

Fonte: www.treehugger.com/Isabel Palma/Naturlink

Guardas Florestais chamados a substituir armas

    Guardas Florestais chamados a substituir armas por outras que funcionam mal

    A Federação dos Sindicatos da Função Pública denunciou hoje que a GNR está a substituir as armas dos guardas florestais de Lisboa por outras com "funcionamento deficiente", medida "inexplicável" e que "põe em causa a segurança" destes profissionais.

    Rui Raposo, da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, disse à agência Lusa que "a GNR está (...) no comando territorial de Lisboa a comunicar aos guardas florestais que têm de entregar as suas armas, distribuídas no tempo da Autoridade Florestal Nacional e que estão em condições, trocando-as por armas que estão, boa parte delas, com funcionamento deficiente".
Para o sindicalista, esta "atitude perfeitamente inexplicável" da GNR "põe em causa a segurança" dos utilizadores destas armas.
"Não há qualquer razão de ordem legal [para a substituição] porque as armas têm exatamente o mesmo calibre" e os guardas florestais "têm o treino adequado" para utilizá-las, acrescentou Rui Raposo.
Segundo dados da Federação, no comando territorial de Lisboa já foram contactados cerca de 20 guardas florestais para substituir as suas armas, do total de cerca de 30 desta região.
Esta é uma das preocupações dos representantes sindicais dos guardas florestais do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR, que marcaram uma conferência de imprensa para quarta-feira, em Lisboa, para denunciar a falta de clarificação do estatuto destes profissionais.
Os guardas florestais pretendem voltar a ser reconhecidos como polícia criminal e já em abril desfilaram em Lisboa exigindo a reposição do vínculo de nomeação, sem o qual muitas das suas funções passam a ser ilegais.
"A GNR não está a reconhecer o carácter de orgão de policia criminal aos guardas florestais, o que prejudica o desempenho das funções policiais destes trabalhadores, nomeadamente quando investigam as causas dos incêndios florestais e na elaboração dos autos decorrentes de infrações" relacionadas com floresta, caça e pesca, recordou Rui Raposo.
Em época de fogos florestais, esta situação "traz prejuízos acrescidos" já que o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR "acaba por não estar a cumprir cabalmente as suas funções porque não utiliza em pleno" as capacidades destes 400 profissionais.
Assim, as investigações acerca das causas dos incêndios florestais "acabam por sair fortemente prejudicadas", realçou o sindicalista, que considerou a opção "de todo inaceitável".
A falha na entrega de uniformes aos guardas florestais e um despacho do comando geral da GNR para "limitar" estes profissionais à condução dos veículos do SEPNA, "o que quer dizer que sempre que uma viatura deste serviço esteja avariada, não poderão conduzir outras", são outras das queixas.
A Federação já alertou o Ministério da Administração Interna, a Procuradoria Geral da República e a Assembleia da República para a situação dos guardas florestais.
A agência Lusa contactou a GNR para obter esclarecimentos acerca da substituição das armas dos guardas florestais, mas ainda não obteve resposta.
Os guardas florestais são cerca de 400 e passaram para o SEPNA da GNR em 2006.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 19 de Julho de 2012

Un minuto de silencio por el piloto fallecido en Valencia

    Un minuto de silencio en los Centros de Defensa Forestal por el piloto fallecido en Valencia
    A las 13.00 reinaba el silencio en todas las Bases y Centros de Defensa contra el Fuego en la Región de Murcia. Por iniciativa de la Consejería de Presidencia, todos los componentes de Brigadas Forestales terrestres y helitransportadas, Brigadas de Intervención Rápida, Vigilantes de incendios,.....
... Técnicos y Agentes Medioambientales, así como personal de los Centros de Coordinación de Defensa y Lucha contra los incendios forestales, han guardado frente a sus Bases un minuto de silencio.
Ha sido la manera de honrar la memoria de José Agustín Nieva Gómez, piloto de helicóptero fallecido durante la extinción del incendio forestal de Cortes de Pallás en Valencia. Previo a este momento para el recuerdo se radió por los canales de comunicación internos este mensaje:

En recuerdo del compañero José Agustín Nieva Gómez, fallecido en Valencia participando en las tareas de extinción del incendio de Cortes de Pallás, y en memoria de todos aquellos que entregaron su vida en la lucha contra los incendios forestales, se lleva a cabo un minuto de silencio en todas las Bases, Centros de Coordinación y Puntos de Vigilancia fija de la Región de Murcia.
Fonte: Guardabosques

terça-feira, 17 de Julho de 2012

Portugal: PSP com frota de veículos eléctricos


    PSP é a primeira força policial do mundo com uma frota de veículos eléctricos

    Portugal já foi considerado pioneiro na mobilidade elétrica. Agora, a Policia de Segurança Pública torna-se a primeira força policial do mundo a possuir uma frota de automóveis com zero emissões de CO2.
Os oito novos veículos eléctricos Nissan LEAF vão prestar serviço ao abrigo do programa Escola Segura e impulsionar a redução da pegada ecológica das forças policiais.

“Temos o orgulho de ser a primeira força policial no mundo a incorporar carros com tecnologia zero emissões na nossa frota de 5000 veículos”, afirmou o director nacional da PSP, Paulo Gomes Valente, em comunicado à imprensa.

“Queremos contribuir para a redução da poluição nos grandes centros urbanos e a introdução dos Nissan LEAF 100% eléctricos constitui um marco para a nossa frota”, acrescentou.

Em 2011, Portugal foi apontado como um dos pioneiros na mobilidade eléctrica, após ter sido um dos primeiros a implementar uma rede de abastecimento eléctrico público.


Fonte: Público/Fábio Monteiro

segunda-feira, 16 de Julho de 2012

FireProtection – Protecção de carros nos incêndios florestais


   Um projeto português, da Guarda (Gouveia)!

   No período de Julho a Setembro (Fase Charlie de incêndios florestais) é triste e lamentável ver a quantidade de noticias sobre os fogos que assolam o nosso País. Além do mato, habitações e outros bens das pessoas, os bombeiros e os seus respectivos meios de combate aos incêndios estão também em constante perigo.
No que se refere aos veículos de combate a incêndios, um bombeiro português desenvolveu um dispositivo capaz de extinguir o incêndio em redor da viatura, protegendo os elementos e a própria viatura. Vamos conhecer o projecto FireProtection
O projecto FireProtection foi desenvolvido pela bombeiro de Gouveia Sérgio Cipriano, estudante no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e administrador do portal bombeiros.pt, em colaboração com a empresa Mangualdense Bruno Pessoa.
FireProtection é um dispositivo capaz de monitorizar a temperatura exterior de um veículo em missão de combate a incêndio florestal. Caso essa temperatura exceda os parâmetros pré-programados, o dispositivo será capaz de agir autonomamente em defesa do veículo e dos respetivos combatentes, acionando uma motobomba que conectada a um sistema “springler” possibilitará extinguir o incêndio em seu redor protegendo os elementos e a viatura.
Perante este cenário, o dispositivo notificará a central de telecomunicações e/ou o comandante das operações no terreno, informando-os do nível de risco e dando-lhe as coordenadas GPS, permitindo assim, o envio de meios em auxilio ao acidente.
O dispositivo para além das mais-valias apresentadas, será suportado por um Software que é capaz de identificar com precisão um veículo num mapa cartográfico, tendo ainda a possibilidade de imobiliza-lo em caso de roubo e enviar alertas para a central de telecomunicações em caso de capotamento da viatura.
Este projeto é motivado pelo facto de nos últimos 10 anos morrerem em Portugal 67 bombeiros em missões de socorro, vinte dos quais, em combate a incêndios florestais (Fonte: Jornal Bombeiros de Portugal, edição de Maio de 2012). Estes acidentes estão associados à imprevisibilidade a que estão sujeitos os agentes de proteção civil, quando estes operam em combate a incêndios florestais. No entanto, dado ao elevado risco a que estes elementos estão sujeitos, não existe nenhum mecanismo autónomo que os coloque em segurança, por outro lado, que evite a perda total de veículos que todos os anos ardem em Portugal e no resto da europa.
Este projeto visa assim desenvolver uma solução capaz de agir autonomamente em defesa do veículo e dos respetivos agentes de proteção civil, que após a  monitorização de uma temperatura anormal no seu exterior do veículo, aciona uma motobomba ao mesmo tempo que notifica a central de telecomunicações dos riscos adjacentes.
O projeto encontra-se neste momento em fase de testes e patenteamento, procura financiamento para a sua conclusão e entrada no mercado.
O dispositivo que pode salvar a vida dos combatentes e os veículos de arder num incêndio florestal (que podem custar mais de 100.000 euros) terá um custo residual de 1.600 euros.
O sistema ficou em segundo lugar no concurso regional de inovação e empreendedorismo promovido pelo Instituto Politécnico da Guarda.

Fonte: Pedro Pinto/Sapo

Milícias massacram Vigilantes da Natureza e 13 okapi


    Milícias massacram Vigilantes da Natureza e 13 okapi na Reserva de Vida Selvagem no Congo

    Dois Vigilantes da Natureza (Park Rangers) estavam entre as seis pessoas mortas durante um ataque feroz às instalações de vida selvagem, por uma milícia na República Democrática do Congo no passado domingo. 13 okapi (espécie ameaçada) foram abatidos durante o raid efectuado ao início da manhã, que, segundo relatos, se tratou de uma resposta à repressão da caça furtiva ilegal de elefantes e à extracção de ouro no interior da Reserva de Vida Selvagem Okapi.

De acordo com o Projecto de Conservação Okapi (OCP na sigla inglesa), que gere a Reserva de Vida Selvagem Okapi, o ataque foi levado a cabo pelos rebeldes Mai Mai Simba. A milícia destruiu edifícios e equipamento, nas instalações que são partilhadas pelo Instituto de Conservação de Natureza do Congo (sigla em inglês ICCN) e pelo Projecto de Conservação Okapi. Os computadores, telefones, material médico e outros equipamentos foram todos roubados.

Os mortos incluem dois Vigilantes da Natureza (Park Rangers) do ICCN, a esposa de um dos Vigilantes da Natureza, um funcionário da imigração e 2 residentes de Epulu, a aldeia onde se deu o ataque.

“Não há palavras que descrevam a perda dos okapi nesta reserva, alguns dos quais eram aqui residentes há cerca de 23 anos e tendo sobrevivido incólumes a sete anos de guerra civil,” escreveu John Lukas, director da Reserva de Vida Selvagem Okapi na actualização de campo no website da Rede de Conservação da Vida Selvagem.

“Eles eram embaixadores de toda a vida selvagem na floresta e tinham ajudado, nos últimos 25 anos, a educar os visitantes da Reserva sobre as maravilhas da biodiversidade da vida nas florestas húmidas.”

Os rebeldes assassinaram 13 “embaixadores” Okapi, que eram usados pelo grupo para criar uma consciência local acerca da espécie e do seu habitat na floresta. Um Okapi foi ferido.

Lukas afirmou que o ataque foi uma retaliação pelos esforços recentes para acabar com a caça ilegal dos elefantes e com a exploração de minério na reserva.

“Deve ser tornado claro que os rebeldes Mai Mai Simba não estão a lutar por uma causa política. Este grupo é constituído por caçadores furtivos de elefantes e mineiros ilegais,” escreveu. “O ataque à Estação de Epulu foi uma retaliação às acções recentes desencadeadas pelos  Vigilantes da Natureza do ICCN, que interromperam a caça ilegal e as actividades mineiras na parte Sul da Reserva. Os rebeldes querem ter liberdade para reabrir as minas e caçar vida selvagem sem interferências.”

Lukas afirmou que o ataque não foi inteiramente inesperado.

“Desde Março deste ano que a ICCN e o seu parceiro em Epulu têm vindo a pedir ajuda, uma vez que era claro que havia intenções de uma acção de retaliação dos rebeldes. A falta de resposta a estes pedidos teve como resultado uma perda terrível de vidas.”

O Projecto de Conservação de Okapi lançou um apelo de emergência ( Please make your contribution to: www.WildNet.org/support/ click on okapi on the pull down menu.
www.okapiconservation.org)
para angariar fundos de modo a reconstruir as suas instalações e recomeçar as patrulhas contra a caça furtiva.

“Todos os nossos pensamentos estão com as pessoas de Epulu e as famílias dos que perderam os seus entes queridos. Agradecemos aos nossos amigos pela sua preocupação durante este período trágico e sabemos que com o vosso apoio o Projecto de Conservação de Okapi e o ICCN irão trabalhar novamente juntos para salvaguardar a floresta onde habita o okapi.”

Fonte: mongabay.com
Traduzido por Joana Beja

sábado, 14 de Julho de 2012

Gado caprino poderá prevenir os incêndios florestais


    Cabras ainda não foram para o mato prevenir os incêndios porque falta dinheiro

    Passados dois anos, o “Self-Prevention”, um projecto ibérico de introdução de cabras nos matos para prevenir os incêndios, orçado em 48 milhões de euros, ainda não arrancou em Portugal por falta de verbas. Prometia-se criar 558 postos de trabalho, reintroduzir 150 mil cabeças de gado caprino nas zonas raianas dos distritos da Guarda, Bragança, Zamora e Salamanca (Espanha), como "limpadores naturais" dos campos.
“Ainda não conseguimos financiamento em Portugal. Temos o projecto em alguns concursos europeus, mas não é fácil arranjar fundos dada a especificidade” da iniciativa, disse ao PÚBLICO uma das responsáveis da delegação portuguesa no “Self-Prevention”, Teresa Pêra.

Mas não falta só dinheiro. “Não existe a área mínima necessária. É necessário no mínimo uma área de 200 hectares [de terrenos públicos] para este tipo de projecto e o município não tem esta área disponível”, afirmou Vítor Proença, responsável pela comunicação na Câmara do Sabugal, o único município português que chegou a reunir-se com os parceiros espanhóis. O porta-voz admitiu que o projecto não deverá avançar naquele concelho.

Em Espanha, porém, a falta de espaço não foi um obstáculo. Robleda, em Salamanca, é o único local na Peninsula Ibérica onde o projecto chegou a avançar, no ano passado, com a introdução de 200 cabras em 53 hectares.

Pastoreio orientado avança no planalto de Jales

Apesar do fracasso do “Self-Prevention”, a Aguiarfloresta - Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar decidiu apostar na ideia e tentar concretizá-la. Através do projecto "Economountain, economia da biodiversidade nas serras de Vila Pouca de Aguiar", Duarte Marques, presidente da Aguiarfloresta, introduziu já 50 cabras no planalto de Jales, em Trás-os-Montes. Este vai funcionar em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, cujos investigadores vão analisar o impacto da presença do gado na fauna e na flora. E neste caso, o financiamento é garantido pelo Fundo EDP para a Biodiversidade, com 160 mil euros.

Um rebanho de 50 cabras – que poderá aumentar no futuro - vai pastorear uma área de 90 hectares. “Vamos fazer um tipo de pastoreio orientado, em que instalamos os animais em locais estrategicamente identificados como favoráveis à redução do número de ocorrências e também à limitação da expressão do fogo”, explica Duarte Marques.

O pastoreio orientado consiste na colocação de um grande número de cabras por hectare durante um curto período, no máximo até cinco dias. “Esta técnica é útil quando se trabalham faixas de redução de combustíveis, pois os custos são mínimos quando comparados com os 750 euros que os bombeiros sapadores cobram por hectare”, afirma Henrique Pereira dos Santos, consultor independente na área da gestão da biodiversidade.

Este tipo de intervenção faz ainda mais sentido no noroeste do país, onde “existe um crescimento da cobertura vegetal acelerado devido à grande concentração de humidade”, tornando os gastos ainda maiores. “Este método pode ser um investimento a longo prazo e de baixo custo”, sublinha.

A opção pelas cabras deve-se ao facto de serem animais robustos, que se adaptam a territórios montanhosos, por vezes agrestes, e que ingerem tipos de vegetação que a maioria dos outros animais não consome.

A Aguiarfloresta está ainda a trabalhar com os pastores daquela região, de forma a integrá-los também na gestão do território e defesa da floresta e, ao mesmo tempo, valorizar a pastorícia. A ideia é incentivar a aposta nos produtos associados à actividade, como a carne, leite ou o queijo, com vista à dinamização da economia local. Vão ser criadas plataformas virtuais para a venda destes produtos, para aproximar os produtores dos consumidores. "Espera-se obter uma solução mais barata e de maior valor ambiental do que as que habitualmente são usadas", salientou Duarte Marques.

Método mais eficaz se for complementar

O recurso ao gado caprino para prevenir os incêndios não é uma novidade em Portugal. Há projectos já no terreno em Castelo Branco e no Piódão, por exemplo, mas os resultados estão aquém do esperado, mais uma vez devido à falta de apoios financeiros e ao desinteresse da população local, queixam-se as associações responsáveis por estes projectos.

A verdade é que os investigadores ainda não têm certezas quanto à eficácia deste método. “Ainda não está comprovado cientificamente que o uso de cabras no controlo da vegetação possa ajudar na prevenção de incêndios, mas já existem registos que o pastoreio de cabras em zonas previamente ardidas diminui a probabilidade da reincidência de incêndios”, afirma Paulo Fernandes, investigador e membro do Grupo de Fogos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A intervenção é mais eficaz para manter áreas que foram tratadas com outras técnicas, como a limpeza de matos através das equipas de sapadores florestais ou o uso do fogo controlado. “Este tipo de intervenção só funciona nos primeiros anos de crescimento do coberto vegetal, pois, após um certo ponto do crescimento da vegetação, as cabras já não o conseguem digerir” acrescenta.

Fonte: Publico/Fábio Monteiro

Foto: Rui Gaudêncio

sexta-feira, 13 de Julho de 2012

Refúgios selvagens são cruciais para sobrevivência do lobo-ibérico


    Estudo diz que refúgios selvagens são cruciais para sobrevivência do lobo-ibérico
 

    O lobo-ibérico, espécie em perigo e que tem vindo a perder habitat, consegue viver no meio de estradas e casas desde que tenha refúgios selvagens para se esconder, revela um estudo de investigadores na Galiza, publicado na revista Diversity and Distributions.
No espaço de 100 anos, o lobo-ibérico (Canis lupus signatus) perdeu 80% do seu habitat original em Portugal. Esta regressão tem várias explicações. Entre elas estão a escassez de áreas de refúgio e a fragmentação do habitat, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

Mas, mesmo numa paisagem cada vez mais humanizada, o lobo-ibérico consegue sobreviver, desde que as características do habitat lhe permitam refugiar-se do ser humano, concluiu uma equipa de cientistas espanhóis que palmilhou 30.000 quilómetros quadrados na Galiza.

A equipa coordenada por Luis Llaneza*, da A.RE.NA. (Asesores en Recursos Naturales), analisou um total de 1594 excrementos de lobo que, posteriormente, foram comprovados através de análises moleculares de ADN, para localizar a distribuição dos animais no território.

No estudo, publicado nesta terça-feira, os investigadores revelam que “as características da paisagem – que facilitem que os animais possam passar despercebidos pelos humanos – (...) tornam-se mais importantes em paisagens dominadas pelo ser humano e podem ter um papel crucial na ocorrência e persistência desta espécie, ao longo de décadas”. Mais concretamente, os investigadores concluíram que, na Galiza, os factores que mais limitam a distribuição do lobo são os refúgios na paisagem (48%) - com zonas mais elevadas e vegetação significativa -, seguido da presença humana (35%) e da disponibilidade alimentar (17%).

Gonçalo Brotas, coordenador técnico da Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico, disse nesta sexta-feira ao PÚBLICO que as conclusões deste estudo podem aplicar-se a algumas zonas com lobos em Portugal. “Este estudo baseia-se num contexto em que existe um limite mínimo de alimento disponível, como é o caso da Galiza. Aqui, o refúgio é o factor mais importante. Em Portugal, o Alto Minho será a zona mais parecida, porque a disponibilidade de alimento é grande. O mesmo já não acontece a Sul do Douro, onde não há grandes presas”, acrescentou.

A associação, criada em 2006 e de âmbito nacional desde 2010, recupera habitats para o lobo-ibérico no Alto Minho e a Sul do Douro. “A diferença de habitats justifica diferenças na nossa intervenção. No Alto Minho tentamos criar zonas de refúgio, através da reflorestação, por exemplo. Já a Sul do Douro, a prioridade vai para o fomento de presas selvagens”, como o corço.

Para Gonçalo Brotas, o estudo agora publicado é importante porque “dá orientações em relação ao que se deve promover e ter mais atenção a determinados aspectos”.

Em Portugal, o lobo-ibérico é espécie estritamente protegida pela legislação nacional desde 1988. Hoje, estima-se que existam cerca de 300 lobos e 60 alcateias, especialmente a Norte do rio Douro. Na semana passada, um lobo-ibérico ferido numa armadilha ilegal na região de Montalegre foi restituído à natureza depois de ter estado dois meses e meio no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) em recuperação. A pata direita traseira teve de ser amputada mas Pedro Silva, o veterinário responsável pela sua recuperação, disse nesta quarta-feira ao PÚBLICO que o animal “apresentava excelentes condições corporais”.

“Enquanto esteve no centro de recuperação, o lobo ganhou muita massa corporal e passava a noite a movimentar-se na câmara exterior onde foi colocado. Houve momentos em que saltou quase 3 metros de altura, num sinal de querer fugir”, acrescentou. “Acho que tem hipóteses de sobreviver. Até porque mais importante do que a parte física, é saber se consegue integrar-se na alcateia”, considerou.

Fonte; Público/Helena Geraldes

* Luis Llaneza, Biólogo, participou como orador no I Congresso Ibérico de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales, organizado pela Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza.

quarta-feira, 11 de Julho de 2012

DIA MUNDIAL DOS GUARDA-PARQUES - Comemorar e Celebrar

[ Ranger [ Naturoppsyn [ Garde Moniteur [ Game Guard [ Nationalparkbetreuer [ Guardaparques [ [ Naturwejleder [ Neach curaim na duthcha [ Naturwacht [ Boswachter [ Guardiaparco [ Gozdar [ [ Gajowy [ Termeszetvedelmior [ Ceiwad [ Conservator [ Game Ranger [ Roje [ Miskininkas [ [Warden [ Natur und Landschaftspfleger [ Vigilantes da Natureza [ Guardarecurso [
¿ O que é o Dia Mundial dos Guarda-Parques?
Este dia celebra-se a 31 de julho de cada ano. É o dia em que homenageiam os Guarda-Parques falecidos no cumprimento das suas funções. Também é o dia em que se celebra o trabalho dos Guarda-Parques, que mantêm e protegem os tesouros naturais e culturais de todo o mundo. O Dia Mundial dos Guarda-Parques é promovido pelas 54 Associações de Guarda-Parques filiadas na Federação Internacional de Guarda-Parques, pela The Thin Green line Foundation e pelos indivíduos que apoiam o trabalho dos Guarda-Parques e de ambas instituições. O primeiro Dia Mundial de Guarda-Parques celebrou-se em 2007, ao cumprir-se o 15° aniversario da fundação da FIG.
¿Como posso celebrar este dia?
Pode faze-lo de várias formas: · Acendendo uma vela e aguardando um minuto de silencio em nome dos guarda-parques que faleceram no cumprimento do dever. Usar uma braçadeira verde em sua memória. · Plantar uma árvore como memória viva dos guarda-parques que foram assassinados ou feridos. · Mostrar ao público o documentário “La Delgada Línea Verde”, que mostra o trabalho dos guarda-parques em vários países. · Passar algum tempo com os visitantes ou sócios para falar sobre a importância do trabalho dos guarda-parques. · Realizar um evento público na sua área protegida ou próximo, sobre o trabalho dos guarda-parques na sua área e no mundo. · Realizar uma reunião com as gentes da sua comunidade, sócios ou grupos de apoio da AP, sobre o papel dos guarda-parques e da FIG. · Falar do tema numa escola para aprofundar o interesse dos jovens na conservação da biodiversidade e na protecção das áreas protegidas. · Convidar um guarda-parque de outro país ou de outro parque para trabalhar consigo. · Reunir-se com os colegas e as chefias para discutir o tema. · Escrever um artigo num jornal local ou participar num programa de rádio sobre o trabalho dos guarda-parques na manutenção do património cultural e natural das áreas protegidas. · Atribuição de um Prémio a um guarda-parque, que tenha dado um grande contributo para a área protegida, para a associação de que é membro ou para a FIG. · Realizar lobby ao nível governamental para que se oficialize este dia. · Mas acima de tudo divirta-se e desfrute do nosso papel como protectores dos tesouros naturais e culturais do mundo!
¿Como outros celebraram em 2011?
· Guarda-parques do Parque Nacional Kiskunság da Hungria, proporciona visitas guiadas aos visitantes, assim como uma pequena exposição e um painel com informação. · Guarda-parques do Parque Estatal de Anza Borrego na Califórnia foi o anfitrião de uma exibição de "Uma historia de Parques Estatais da Califórnia”. Além disso promoverão acções de formação da sua congénere, a Reserva Natural Ikh Nart Chuluu, na Mongolia. · Os voluntários da Volontari Europa Italia D', um Membro Associado da FIG, fez um minuto de silencio para recordar os guarda-parques mortos no cumprimento do dever. · A Associação de Guarda-parques de Queensland, realizou um jantar de angariação de fundos. · O Conselho das Associações de Guarda-parques da Austrália publicou um comunicado de imprensa. · Os Guarda-parques do Parque Nacional de Dartmoor, no Reino Unido colocaram uma faixa no Paignton Zoo.
Não podemos fazer nada para devolver a vida aos guarda-parques mortos, mas podemos honrar a sua memória e assegurar que o seu sacrifício não será esquecido.

Lobo-ibérico com pata amputada foi devolvido à liberdade

    Lobo-ibérico com pata amputada em armadilha ilegal foi devolvido à liberdade
    Num caso inédito de conservação em Portugal, um jovem lobo-ibérico ferido há dois meses numa armadilha ilegal foi devolvido à natureza, no concelho de Montalegre. A adaptação deste animal, com uma pata amputada, está a ser acompanhada graças a uma coleira GPS.
Em Montalegre é bem conhecida a história do caso do lobo-ibérico (Canis lupus signatus), com um ano de idade, que esteve no Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) nos últimos dois meses.

Domingos Moura, veterinário municipal de Montalegre, cuidou do lobo durante as primeiras 24 horas, em finais de Abril. “Foi uma pessoa de uma aldeia que o encontrou num laço ilegal, e me avisou. Quando o levei para a clínica tinha 30 quilos, estava muito debilitado, desidratado e faminto”, contou ao PÚBLICO. A pata estava presa num cabo de aço e o animal “apresentava um traumatismo bastante severo”. “Matei-lhe a fome e a sede e depois o hospital veterinário da UTAD e o ICNB (Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade) vieram buscá-lo”.

O lobo-ibérico – de uma espécie protegida e que se estima estar reduzido a cerca de 300 animais e 60 alcateias – foi tratado com um contacto mínimo com as pessoas. Segundo disse à agência Lusa José Paulo Pires, director-adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Norte, do ICNB, o lobo revelou ter tido uma boa recuperação clínica da lesão que sofreu, fez uma boa cicatrização, aumentou de peso, ganhou robustez e manteve a sua agilidade. “Concluiu-se que estaria em condições de sobreviver autonomamente e optou-se pela sua libertação”, salientou o responsável.

O animal foi restituído à natureza na quinta-feira passada, com uma coleira GPS. “Já é possível saber que ele andou alguns quilómetros, mas ainda não é muito significativo porque ele, neste momento, está numa fase de explorar e reconhecer o território”, salientou José Paulo Pires.

Francisco Álvares, investigador do CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) e que estuda o lobo-ibérico desde 1994, considera que este caso pode trazer “informação valiosa”. Tudo porque, disse ao PÚBLICO, ao contrário do que é feito para as aves de rapina, por exemplo, este é o primeiro caso em Portugal de um “lobo capturado na natureza, tratado num hospital e depois devolvido à liberdade”. Mesmo a nível internacional são pouquíssimos os casos. “Podemos saber se estes animais conseguem adaptar-se e reintegrar-se nas alcateias”. O seguimento do lobo por GPS foi responsabilidade do ICNB mas agora tem a assessoria científica do CIBIO.

“A ideia é que se junte ao resto da alcateia. Ainda anteontem vimos alguns lobos, mas não sabemos se serão da mesma alcateia”, disse o veterinário Domingos Moura. “Contrariamente ao que acontecia há 30 ou 40 anos, a reacção das populações locais está a ser óptima”, considera. “Pensando que seria eu a restituir o animal à liberdade, diziam-me para eu fazer o que pudesse para ajudá-lo, para não olhar a meios. Só me pediam uma coisa: ‘quando o libertar, liberte-o longe dos meus rebanhos’”.

Esta mudança de mentalidades tem uma explicação, disse. “Quando havia muitos lobos, não haviam javalis nem raposas. Hoje, os lobos praticamente desapareceram", sendo mesmo uma espécie classificada como Em Perigo, pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. "Os agricultores queixam-se do aumento exponencial do número de javalis, que destroem os campos de milhos, os lameiros, tudo". E as raposas destroem as perdizes e os coelhos-bravos, “que quase não há nenhuns por aqui”. “Reconhecem que, afinal, o lobo lhes faz falta.”

As armadilhas ilegais, "normalmente direccionadas ao javali, são uma ameaça ao lobo e a toda a fauna selvagem", disse Francisco Álvares. Este é um problema "com uma incidência muito maior do que pensamos" e "demonstra a necessidade de uma fiscalização e controlo destes laços ilegais".

Fonte: Público/Helena Geraldes
Foto: Pedro Cunha

segunda-feira, 9 de Julho de 2012

Brasil: A perda do porte de armas dos Guarda Parques do RS


    A perda do porte de armas dos Guarda Parques do RS

    Os Guarda–Parques, que estão a serviço do Estado do Rio Grande do Sul, como servidores públicos são Agentes Florestais e atuam nas 24 categorias de Unidades de Conservação Estaduais, cujos primeiros cargos foram criados no ano de 2006, pela Lei Estadual nº 12.583, de 25 Agostos de 2006.A profissão dos Guarda Parques  no Estado do Rio Grande do Sul, possui regulamentação nata e são equiparados à função dos agentes de segurança pública. Em virtude das características da atividade de Agente Florestal, bem como o exercício do poder/dever de polícia administrativa especial, consoante ao disposto pelo art. 70, da Lei Federal n.º 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998, e no que trata e cita no parágrafo único do art. 3º do Decreto Estadual nº 45.133, de 10 de julho de 2007. Neste mesmo decreto supracitado, assegurava a estes Agentes Florestais a prerrogativa do porte de arma de fogo. Pois a função do Agente Florestal possuía regulamentação em Lei Federal que concedia o porte de armas, conforme previa o Art. 24, da Lei Federal n.º 4.771, de 15 de setembro de 1965, e equiparava a função dos agentes florestais, aos agentes de segurança pública. E sabiamente autorizava o dito porte de armas: “Art. 24 - os funcionários florestais, no exercício de suas funções, são equiparados aos agentes de segurança pública, sendo-lhes assegurado o porte de arma”.Além das atividades inerentes às funções do cargo em questão, foram acrescidas outras decorrentes de delegação ao exercício do Poder/Dever de Polícia Administrativa Especial Ambiental/Florestal, em caráter permanente, caracterizando-se na função de fiscal florestal, conforme Código 3522-05 da Classificação Brasileira de Ocupações, instituída pela Portaria n° 397, de 01 de outubro de 2002, do Ministério do Trabalho e Emprego; e em todas as formas de abrangência da função, com situações de iminente risco à integridade física e à vida, principalmente naquelas que se relacionam à rotineira participação nas blitz e/ou barreiras para fins de fiscalização florestal, durante operações conjuntas com as polícias civis e militares, nas quais se tem outras práticas ilícitas associadas, tais como tráfico de armas e drogas, veículos roubados, abigeato, contrabando e descaminho, bem como, por ocasião da aplicação de sanções e penalidades administrativas previstas pela legislação vigente, em locais onde ocorrem infrações relacionadas com o corte ilegal de florestas, na sua maioria em locais ermos, não policiados e de difícil acesso, detendo infratores.Em virtude da generosidade do Deputado Federal Onofre Santo Agostini, sensibilizado, atendeu as nossas súplicas e apresentou recurso contra parecer terminativo de comissão, contra a apreciação terminativa do Projeto de Lei nº 4.535, de 2008, que acrescenta o inciso XI ao artigo 6º, da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre o Porte de Armas aos Guarda-Parques.O recurso foi contra a apreciação terminativa pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, para que não fosse arquivado o PL supracitado, de iniciativa do ilustre Deputado Federal Walter Ihoshi (Atualmente suplente), que visa atender o pleito dos servidores Guarda Parques de nosso país, de maneira que assegure e estenda a prerrogativa do porte de armas aos Guarda Parques Estaduais e os Federais do Brasil, para que a matéria tenha continuidade e seja debatida e votada pelo Plenário da Câmara Federal. Tendo em vista que o Projeto de Lei 1.876 de 1999, que tratava do novo Código Florestal Federal, que seguiu para sanção presidencial foi sancionado no dia 28/05/2012, e uma grave falha foi feita, em que o artigo 24 da Lei Federal 4.771 de 1965, ter sido suprimido, sem uma emenda que recolocasse este artigo de origem no novo código florestal e garantisse o porte de arma e a tipificação dos Agentes Florestais (Guarda Parques).O Artigo 24 da Lei Federal 4.771 de 1965 que vigorava até 28/05/2012, equiparava os funcionários florestais (agentes florestais), aos agentes de segurança pública e lhes assegurava o porte de armas. Esta prerrogativa, ao menos para o quadro funcional de Guarda parques do Estado do Rio Grande do Sul (tendo cada Estado Federativo suas normativas), garantia o porte de armas a esta categoria de trabalhadores, pois são agentes florestais e realizam a proteção e fiscalização na área florestal das Unidades de Conservação, a legalidade do direito e a qualificação como autoridade inerente às suas atividades perante a sociedade, a identificação e ao porte de armas funcionais.Lembramos também que a Lei Federal 10.826 de 2003, em seu Artigo 6º, que elenca a quem é assegurado o porte de armas de fogo (inclui inclusive o porte de arma de fogo na modalidade de categoria “caçador”), mas não menciona a categoria funcional de servidores públicos Guarda Parques, que fiscalizam a caça ilegal, mas que estavam amparados pela Lei Federal 4.771 de 1965.Sendo assim, nada mais garante a tipificação dos Guarda Parques do estado do Rio Grande do Sul, que com a pela perda do direito ao porte de armas, ficarão expostos aos riscos de forma abrupta, ao perigo do confronto com criminosos ambientais em flagrante delito e desqualificando a representatividade do poder de polícia ambiental e florestal, para o pleno cumprimento da lei quando em campo e em suas atribuições rotineiras.E lembramos também que vivemos em um país ainda violento, com segurança parca e com heranças culturais muitas vezes nocivas ao meio ambiente e com muitos delitos criminosos, associados a áreas públicas e privadas de reservas florestais, de preservação permanente e os demais tipos de categorias de Unidades de Conservação.


Att,

Luciano Menezes.
Agente Florestal - Guarda Parque.
Secretaria Estadual do Meio Ambiente do RS.
Departamento de Florestas e Áreas Protegidas.
Divisão de Unidades de Conservação.
Cel.:  (51) 9699-7721 - 8401-6549
          (51) 9201-1900 - 8120-2790