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sexta-feira, 29 de junho de 2018

COMUNICADO Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza




A APGVN - Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza está empenhada na resolução da situação da carreira de Vigilante da Natureza que se encontra há demasiado tempo num processo de indefinição quanto ao seu futuro.

Pretendemos que se efetive a aplicação da Lei de Trabalho em Funções Públicas (LTFP), no que se refere às carreiras específicas não revistas, passando a mesma a carreira especial, justificando-se a atualização do regime de trabalho previsto no Decreto-Lei n.º 470/99, de 06 de novembro, pondo fim à indefinição da carreira, situação que persiste desde o ano de 2009.

A APGVN irá realizar uma reunião de trabalho alargada a todos os Vigilantes da Natureza do ICNF, da APA, das CCDR´s, das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e dos Sindicatos.

Com esta reunião pretende-se concretizar um documento reivindicativo onde estejam explanados os interesses de todos os Vigilantes da Natureza.

O local da reunião será na Avenida Luís Bívar, 12 - 1069-140 Lisboa, a realizar no dia 30 de junho de 2018, com início às 09:30h.



APGVN

terça-feira, 19 de junho de 2018

“Ascensão e queda das áreas protegidas em Portugal”


“Ascensão e queda das áreas protegidas em Portugal”, por José Trincão Marques

Por




Jun 19, 2018

Áreas Protegidas são áreas terrestres e aquáticas interiores e áreas marinhas em que a biodiversidade ou outras ocorrências naturais apresentam, pela sua raridade, valor científico, ecológico, social ou cénico, uma relevância especial que exige medidas específicas de conservação e gestão, em ordem a promover a gestão racional dos recursos naturais e a valorização do património natural e cultural, regulamentando as intervenções artificiais suscetíveis de as degradar.

Em Portugal a primeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda do Gerês, foi criada em 1971, quase cem anos após a criação do primeiro Parque Nacional do mundo, nos Estados Unidos da América (o Yellowstone National Park, criado em 1872) e mais de meio século após a criação dos primeiros Parques Nacionais em Espanha (Ordesa e Covadonga, em 1916).

O atraso de Portugal na política de conservação da natureza em termos internacionais é bem evidente, até cronologicamente.

Deve-se ao Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles a mais importante afirmação dos valores da conservação da natureza em Portugal e a implementação de medidas estruturantes logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Pela primeira vez foi criada no nosso País uma Subsecretaria de Estado do Ambiente, liderada por Ribeiro Telles, pouco depois transformada em Secretaria de Estado.

Deve-se a Gonçalo Ribeiro Telles a criação de dois inovadores instrumentos políticos fundamentais na gestão e preservação dos valores paisagísticos, ambientais e de ordenamento do território: a Reserva Agrícola Nacional (em 1982) e a Reserva Ecológica Nacional (em 1983).

Foi também criado logo em 1975 o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico, hoje transformado em Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, através do qual foram sendo demarcadas ao longo do tempo as várias Áreas Protegidas portuguesas.

Hoje existem em Portugal 44 Áreas Protegidas (Parques e Reservas Naturais, Áreas de Paisagem Protegida e Monumentos Naturais) que cobrem cerca de 8% do território nacional.

A conservação da natureza sempre foi um parente pobre das políticas nacionais em geral e da política de ambiente em particular.

Tem sido notória a secundarização sistemática dos valores da conservação da natureza sob todos os outros. Tem sido evidente a falta de investimento na educação nesta área. Tem sido clara a demissão do Estado das suas funções de soberania nesta matéria.

Uma das machadadas mais mortíferas dadas nas Áreas Protegidas portuguesas foi a sua reorganização (ou desorganização) administrativa realizada em 2008, que acabou com a figura do Diretor de cada Área Protegida e criando grandes agrupamentos de Áreas Protegidas geograficamente muito distantes entre si. Esta solução, que ainda hoje persiste, veio afastar a gestão de cada uma das Áreas Protegidas dos respetivos territórios, distanciando-a das autarquias locais e das populações residentes.

A linha errática e de regressão das políticas da conservação da natureza em Portugal tem tido várias demonstrações evidentes, como a aprovação do Decreto-Lei nº135/2012, de 29 de Junho, que criou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e que concretizou a aberrante e paralisante fusão/liquidação do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade com a Autoridade Florestal Nacional.

Concomitantemente, verifica-se a diminuição constante e sucessiva dos orçamentos anuais das Áreas Protegidas, o que acentua o seu processo de desmantelamento, definhamento, enfraquecimento e declínio progressivo.

Como tem afirmado Luísa Schmidt “a história recente da conservação da natureza em Portugal é um exemplo da iniquidade e da capacidade lesiva do Estado, com alcance para muitas gerações”.

Na política de conservação da natureza falta em Portugal mais liderança, mais objetivos, mais fiscalização, mais competência técnica, mais informação e mais educação ambiental. E, já agora, mais vontade política e mais meios humanos e materiais (os vigilantes da natureza diminuíram desde o ano de 2000 até hoje de 280 profissionais, para menos de metade).

É inconcebível a existência de serviços sem chefias presentes no terreno, sem veículos automóveis, sem dinheiro para combustível, sem recursos para fiscalização, sem possibilidades de divulgação dos seus valores, sem estratégias claras e sem eficácia. Em suma, sem a dignidade que um serviço desta relevância nacional merece.

Porque os valores ambientais são um fator constitutivo da identidade do território de qualquer país.

O abandono do nosso território e da nossa paisagem natural é um sinal de ignorância, de irresponsabilidade, de falta de respeito para com as gerações futuras e de amor ao nosso país.

Os graves incêndios florestais ocorridos precisamente há um ano atrás, e que atingiram muitas Áreas Protegidas, revelaram este abandono recalcado do nosso território e um país egoísta, desequilibrado, enfermo e moribundo.

Os clarões das chamas que ardiam ao longe nas centenas de incêndios florestais, faziam lembrar as lamparinas que se vêem arder nos quartos dos doentes graves, nas noites derradeiras.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Partido Ecologista “Os Verdes” propõem entrada de 50 Vigilantes da Natureza

O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” através dos Deputados Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira propuseram ao Governo a entrada de 50 novos Vigilantes da Natureza para o ano de 2017, o que a APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza considera um importante passo para revitalizar a profissão e que resultará numa mais eficaz proteção e conservação da Natureza.

PROPOSTA DE LEI Nº 37/XIII/2ª
ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2017
PROPOSTA DE ADITAMENTO
Capítulo XVIII
Disposições finais
Artigo 214º-B

Reforço de meios humanos para a conservação da natureza e da biodiversidade

 1 – Tendo em conta as necessidades reais do país para assegurar, de modo eficaz, os objetivos de preservação e conservação da natureza e da biodiversidade, bem como a prevenção de fogos florestais, o Governo assegura que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P., se dota, progressivamente de meios humanos necessários ao cumprimento do objetivo referido.
2 – No ano de 2017, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P., contratará, pelo menos, mais 50 vigilantes da natureza.

Nota Justificativa:
Os meios humanos destinados à conservação da natureza e da biodiversidade estão muito aquém do necessário para assegurar os mínimos exigíveis, designadamente no espaço da rede nacional de áreas classificadas, que, obtendo estatuto de proteção nos diplomas legais que as criaram, acabam por, na prática, encontrar um verdadeiro modelo de desproteção. Num país que já teve o triplo do atual corpo de vigilantes da natureza (hoje em número um pouco superior a 100, para todo o país), é preciso dar passos visíveis para recuperar profissionais que contribuam para a garantia da proteção dos nossos ecossistemas e de um património natural que 2C urge não perder e criar condições para valorizar. Nesse sentido, Os Verdes propõem que no ano de 2017 o ICNF contrate mais 50 vigilantes da natureza.

Palácio de S. Bento, 7 de novembro de 2016

Os Deputados
Heloísa Apolónia

José Luís Ferreira

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PAN propõe a entrada de 50 novos Vigilantes da Natureza por ano


PAN apresentará mais de 40 propostas de alteração do OE2017

O deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, anunciou hoje que vai apresentar na discussão da especialidade do Orçamento do Estado (OE) mais de 40 propostas de alteração ao documento.
"O PAN proporá em especialidade um conjunto de mais de quatro dezenas de propostas que contemplam o equilíbrio entre despesa e receita", vincou André Silva, intervindo no segundo dia do debate na generalidade sobre o Orçamento para 2017.
O deputado acredita que o "pacote de propostas" do PAN "pode ser analisado objetivamente, independente de barreiras ideológicas" e "pode representar uma viragem consciente por uma ética política que vai além dos interesses corporativos".
Um orçamento mais próximo do PAN, continuou André Silva, "terá em consideração a urgência de planear e executar estratégias na área do ambiente que protejam o equilíbrio dos ecossistemas, travem o aumento da taxa de perda de biodiversidade e garantam um futuro harmonioso e próspero a nível social e económico".
Uma das propostas do PAN, adiantou o deputado único do partido, passa por reforçar o corpo de vigilantes da natureza: "o PAN irá propor uma meta programática que preveja a entrada de 50 efetivos por ano até que se complete o quadro de operacionais necessários", disse, acrescentando que Portugal "existem apenas 115 vigilantes da natureza quando o ideal seria um efetivo de 525 vigilantes".
Fonte: Sapo24


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Países africanos estão a construir muralha verde


Onze países africanos estão a desenvolver um plano ambicioso para proteger as terras aráveis do deserto do Sahara. O projecto, idealizado pelo Djibuti, Eritreia, Sudão, Chade, Níger, Nigéria, Mali, Burkina Faso, Mauritânia e Senegal, vai plantar várias árvores na região do Sahel e Sahara, criando uma Grande Muralha Verde.
Orçado em €1,8 mil milhões, o projecto começou a ser pensado em 2007 e terá 15 quilómetros de largura e 7.775 de comprimento ao longo do continente, do Senegal, na parte oeste de África, ao Djibuti, no leste.
A desertificação é um dos maiores problemas da África subsariana, podendo afectar até 40% dos terrenos desta região e expondo 500 milhões de pessoas às suas consequências nefastas.
Segundo o Quartz, a erosão da terra e decréscimo da chuva têm danificado os projectos agrícolas, exposto comunidades a riscos de saúde ligados às tempestades de areia e escassez de alimentos.
“A agricultura é mais fácil para nós. O gado pode morrer a qualquer momento e, se tal acontecer, estamos condenados a viver como nómadas”, explicou ao Quartz um habitante do norte do Senegal. “Com a agricultura não precisamos de nos mudar”.
A ideia original para esta parede verde partiu do antigo presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, em 2005, e foi levada à União Africana em 2007. No entanto, é o Senegal que mais tem lutado para que o projecto vá para a frente.
O Banco Mundial garantiu o co-financiamento, assim como as Nações Unidas. Na recente Cimeira do Clima de Paris, o presidente francês François Hollande prometeu a doação de €1000 milhões por ano até 2020 para os esforços de anti-desertificação, incluindo este projecto.

Fonte: Green Savers

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Colombia: El doloroso asesinato del líder del Casanare Daniel Abril


Defensor del medio ambiente, del agua, del territorio, de los derechos humanos en Casanare

Por: Movimiento Nacional de Víctimas de Crímenes de Estado |noviembre 16, 2015

Los hechos ocurrieron a las 6:40 p.m. del 13 de noviembre, a la altura del sitio conocido como La Virgen en su natal municipio de Trinidad (Casanare), exactamente en la silla de una panadería a donde llegaron y le dispararon, al parecer, fueron tres impactos de bala que cegaron su vida.
Un líder campesino, un llanero valiente y noble fue quitado del camino de los intereses de las multinacionales del petróleo, de los despojadores de tierra a quienes denunció, como a los corruptos del Estado a quienes señaló sin reservas.
Daniel Abril sufrió persecución constante: un intento de desaparición forzada por la policía y gracias a la intervención del Comité Cívico por los Derechos Humanos del Meta sobrevivió. Fue enjuiciado injustamente.
Participó en todas las protestas contra las petroleras, develando y denunciando los graves impactos de estas en la región.
En el año 2014 participó activamente en las audiencias públicas de Derechos Humanos y Medio Ambiente en Trinidad convocadas por el entonces Representante a la Cámara Iván Cepeda Castro.
Adelantaba con instituciones de Derechos Humanos denuncias contra Corporinoquía por su inoperancia y complacencia con las multinacionales petroleras que arrasan con el agua del Casanare, su directora Martha Plazas a quien le mostró pruebas; denunció a las autoridades por violaciones a los Derechos Humanos y era un referente de las víctimas en el municipio y en el departamento.
Hacía dos meses tuvo un incidente  con la ya temible  Brigada XVI del Ejército Nacional con sede en la Ciudad de Yopal.
Hacia parte de plataformas como la Voz de la Tierra, Movimiento Nacional de Víctimas de Crímenes de Estado, el Congreso de los Pueblos, del Comité Cívico por los Derechos Humanos del Meta y trabajaba mancomunadamente con la Corporación COSPACC y con la Corporación Claretiana NPB en defensa de la Ecología y los Derechos Humanos.
En este momento de dolor, nuestro acompañamiento sincero a su señora madre y señor padre, a sus hermanas y hermanos y a su hijo de 12 añitos.
SOLICITAMOS

Que la Fiscalía General de la Nación Investigue inmediatamente los móviles y responsables de este asesinato.
Al Ministerio del Interior cumplir con su deber de proteger a los ambientalistas, dirigentes y defensores de derechos humanos en el departamento del Casanare, de  la Cumbre Agraria y Campesina, Étnica y Popular.
Al gobernador del departamento realizar un consejo de Seguridad con presencia de delegados de organizaciones sociales para establecer el contexto en que se dieron los hechos.
A los organismos multilaterales ONU, OEA, UEU hacer seguimiento a las distintas denuncias realizadas por o en las que participó Daniel Abril con organizaciones sociales, a fin de que el Gobierno Nacional garantías para los ambientalistas y defensores de derechos humanos.
A la Defesaría Nacional del Pueblo realizar una alerta temprana y exigir al gobierno nacional la protección a los ambientalistas y defensores de derechos humanos.
A las organizaciones sociales ambientalistas y de derechos humanos del mundo, exigir al gobierno nacional la protección de la comunidad de los derechos humanos y ambientalistas en Colombia.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Parque Natural de Sintra-Cascais comemora o Dia Mundial do Ambiente


O Dia Mundial do Ambiente é celebrado todos os anos a 5 de junho. É um evento anual que tem como objetivo assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações para a necessidade de salvar o ambiente.
Este ano o PNSC comemorou o evento com a realização de um passeio pedestre aberto à população em geral com a intenção de chamar a atenção da importância da salvaguarda do nosso património natural.
A celebração desta efeméride teve início em 1972 e foi escolhido para festejar o dia em que teve início a Conferências das Nações Unidas sobre o meio ambiente.
Este ação pretendeu estimular o desenvolvimento de ações que causem um impacto positivo no meio ambiente.

APGVN

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Guardas florestais Governo garante que estatuto de carreira avança


Os guardas florestais afirmaram hoje ter obtido a garantia do secretário de Estado da Administração Interna de que o projeto de diploma do seu estatuto da carreira segue para o Ministério das Finanças até sexta-feira.

"O secretário de Estado garantiu que, até à próxima sexta-feira, o projeto de diploma será enviado para a Secretaria de Estado da Administração Pública para o competente processo de aprovação", disse hoje à agência Lusa Rui Raposo, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.

O sindicalista falava no final de uma reunião entre a federação, o secretário de Estado da Administração Interna, João Pinho de Almeida, e um representante do comando da Guarda Nacional Republicana (GNR).

A federação tinha marcado uma vigília para hoje, frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), liderado por Anabela Rodrigues, para "exigir a aprovação pelo Governo do projeto de estatuto de carreira especial, acordado em fevereiro passado" e acerca do qual não tinham voltado a ter qualquer informação.

Como foi marcada pelo MAI a reunião para as 11:00, a Federação suspendeu a vigília que agora acabou por desconvocar.

Em resposta às questões acerca da demora no processo de aprovação do diploma, o secretário de Estado explicou que "tinha a ver com o facto de o comando geral da GNR entender ainda apresentar uma alteração a um dos artigos do projeto que tínhamos negociado, uma questão relacionada com a licença de uso e porte de arma", relatou Rui Raposo.

Trata-se de "uma questão de relativo pormenor", reconheceu o sindicalista, sobre a qual os guardas florestais deram a sua opinião que é contrária àquilo que defende a GNR, e "o secretário de Estado chamou a si a decisão final".

Acresce ainda outra alteração, igualmente de "pormenor" na redação de alguns artigos finais do diploma, com os quais os guardas florestais concordaram, como referiu.

Rui Raposo explicou que, "apesar de terem funções policiais e de serem um órgão de polícia criminal, [os guardas florestais] não tinham a chamada isenção de licença de uso e porte de arma [para defesa pessoal ou caça], para além daquela que é a arma de serviço", ao contrário do que acontece com os elementos das outras forças de segurança.

Essa questão tinha sido ultrapassada no decorrer das negociações, assegurou o sindicalista, mas agora "a proposta da GNR vem limitar a questão dos tipos de arma ou de calibre de arma" o que não tem o acordo da Federação.

O processo iniciou-se em 2006 e, depois de vários anos de indefinição, em fevereiro, os guardas florestais do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR, conseguiram acordar um projeto de estatuto que "reconhece o carácter especial da carreira e a natureza de órgão de polícia criminal", segundo a Federação.

Apesar de lhes ter sido retirada a designação de guardas florestais, passando a ser "somente elementos da carreira florestal", foram mantidas todas as suas competências e funções relacionadas com o policiamento e fiscalização do cumprimento da legislação florestal, da caça e da pesca, assim como as de investigação das causas dos fogos florestais.

Atualmente existem 336 guardas florestais, integrados no SEPNA.


Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Kayakweru foi envenenada, foi aberto inquérito


Resultado da toxicologia já é conhecido. Está aberto um inquérito-crime na procuradoria de Beja.


Kayakweru morreu há um mês e quatro dias. A fêmea de lince ibérico foi encontrada sem vida, a 12 de março, num terreno fora da Herdade das Romeiras, perto de Mértola, por onde deambulara em liberdade durante apenas duas semanas. A inexperiência e a fome tê-la-ão levado a comer um isco envenenado. Mas foi preciso um mês para se confirmar a suspeita de envenenamento.
A GNR, enquanto autoridade com a investigação a cargo, foi notificada oficialmente quarta-feira. Mas o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que é a entidade nacional responsável pelo programa de ação do lince ibérico, diz ter sido só informado oficiosamente.
A necrópsia feita na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, há um mês, indicava possibilidade de envenenamento, mas a causa de morte manteve-se inconclusiva até esta terça-feira. Era preciso realizar uma análise toxicológica que só foi executada no início desta semana, porque o aparelho (um cromatografo gasoso) entrara em manutenção e faltava-lhe uma peça para poder funcionar. A dita peça chegou no final da semana passada e o resultado da análise foi agora conhecido. 


Fonte: Expresso

sexta-feira, 27 de março de 2015

ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: "Perguntas para o futuro"


Quando alguns querem transformar a profissão de Vigilante da Natureza em função sem futuro, há escolas que reconhecem a sua importância, aqui fica o exemplo:

A Escola D. Fernando II em Sintra informa que na sequência do programa de orientação escolar e vocacional, estão programadas apresentações sobre as seguintes profissões:
 - Advogado
- Psicólogo
- Engenheiro
- Pedreiro (operário da construção civil)
- Cabeleireiro ou Esteticista
- Mecânico
- Jornalista
- Artista plástico
- Bancário
- Pasteleiro/ Cozinheiro
- Economista /Gestor
- Vigilante da Natureza
- Administrativo
- Assistente social
- Técnico de apoio domiciliário
- Agricultor
- Jornalista

Os profissionais serão organizados em painel e falarão do seu dia a dia.
Dia 17 de abril (sexta feira), entre as 11:30 e as 12:30 e  entre as 15:00 e as 16:30.

domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da MULHER deveria ser todos os dias!


História do Dia Internacional da Mulher

No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.


Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Portugal: Más notícias para o Lobo-ibérico, preocupante!


Más notícias para o Lobo-ibérico, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza admite em público que a espécie poderá ser considerada cinegética.

As declarações foram proferidas na reunião tida com os criadores de gado da região de Pinhel.

É possível visualizar as declarações* no programa Portugal em Direto da RTP 1 de dia 27 de Janeiro de 2015.

*a peça em referência aparece na parte final do programa, Parte 2 / Min. 19

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Santander (Espanha): Professor Carlos Jerez deixa saudades!


Na foto o amigo Agente do Meio Ambiente Shallcrass Navalon Eduardo e o Professor Carlos Jerez.

O Professor Carlos Jerez vivia em Santander (Espanha), era uma pessoa encantadora e um profundo conhecedor da cultura e da língua Portuguesa. Colaborou com a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza nas palestras efectuadas em Santander para os companheiros Agentes Florestais e do Meio Ambiente.

Partiu no domingo passado e deixa muitas saudades!

Descanse em paz Professor!


APGVN

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nova revista digital "Wilder - rewilding your days"

Uma equipa de jornalistas está a lançar uma nova revista digital dedicada ao mundo natural, a "Wilder - rewilding your days". A sua missão é inspirar e entusiasmar as pessoas a saírem de casa e descobrirem a natureza por si próprias, participando activamente na sua preservação e promoção.

A revista estará pronta durante o mês de Dezembro; por enquanto, estão aqui: Facebook.com/wilderdays.

Convidam-nos a fazer parte deste projecto que pretende ser um ponto de encontro para a comunidade naturalista em Portugal, reunindo peritos, cientistas ou amadores. Como? Enviando informação sobre:

- Eventos onde as pessoas se possam envolver com a natureza, para a Agenda Wilder;
- Projectos de conhecimento e intervenção no mundo natural, para a secção Histórias Wilder;

E outra informação que considerem que possa ajudar quem gosta de andar no campo a descobrir as suas maravilhas.

O email para os contactarem sempre que queiram é: geral@wilder.pt. E a partir de... agora! Neste momento estão a preparar uma lista dos eventos a não perder neste Inverno.


Fonte: Helena Geraldes

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Portugal: Activistas espanhóis "ocupam" Selvagens em protesto

Um dia agitado nas Selvagens, território habitualmente silencioso. Um grupo de militantes desembarcou na ilha, hasteou a bandeira espanhola e quer falar com as autoridades portuguesas. A Marinha na Madeira já enviou um navio para controlar a situação.
Um grupo de militantes espanhóis da Alternativa Nacionalista Canária (ANC) está nas Ilhas Selvagens desde segunda-feira num protesto pela reivindicação de soberania sobre o arquipélago português e contra as possíveis explorações petrolíferas na zona.

Segundo a agência Lusa, o grupo hasteou uma bandeira espanhola e exige falar com autoridades portuguesas.

"Somos independentistas. O tema das Selvagens tem que ser resolvido com Portugal. Temos que aplicar a lei do mar e traçar uma linha mediana com a Madeira, o que colocaria as Selvagens em águas das Canárias. Tal como o fazemos com as linhas medianas com Marrocos", afirmou Pedro Gonzalez, porta-voz da ANC, à agência Lusa.

Gonzalez explicou, contudo, que a acção não pretende “abrir qualquer conflito com Portugal” - que tem a soberania sobre as Selvagens - mas antes “sensibilizar os portugueses para o problema das prospecções petrolíferas.”

Marinha atenta
A Marinha na Madeira vai enviar um navio ao arquipélago para verificar os contornos do protesto.

"A unidade naval atribuída ao comando da Zona Marítima da Madeira já está a preparar-se para largar e ir para o local, para verificar o que se está a passar, acautelar alguma segurança que seja necessária, garantir e perceber o que se está a passar", disse Félix Marques, comandante da Capitania do Porto do Funchal.

Félix Marques acrescentou ainda que os vigilantes da natureza, que estão ao serviço do Parque Natural da Madeira, naquele território, "comunicaram a presença de dois espanhóis das Canárias que terão efectuado uma acção de protesto, içando a bandeira de Espanha no local". O comandante adiantou que já comunicou a situação ao chefe de Estado-Maior da Armada.

O responsável salientou que "nada impede, com autorização do Parque Natural, que as pessoas possam desembarcar e visitar a ilha", mas que neste caso o desembarque aconteceu na segunda-feira. Os espanhóis fugiram "ao controlo" dos vigilantes.

Discórdia entre Portugal e Espanha
O facto de estas ilhas se encontrarem mais próximas do arquipélago das Canárias do que do da Madeira (165 quilómetros a norte das Canárias e a 250 quilómetros a sul da cidade do Funchal) tem provocado alguma discórdia entre Portugal e Espanha.

Em Setembro do ano passado o Governo espanhol enviou uma carta às Nações Unidas, na qual questionava a jurisdição do arquipélago e considerava as Selvagens não como ilhas, mas como rochedos, o que significaria uma redução substancial da Zona Económica Exclusiva portuguesa.

Uma semana depois Portugal contestou o documento, explicando que a "plataforma continental portuguesa além das 200 milhas náuticas na região Leste, para Oeste do arquipélago da Madeira, constitui o natural prolongamento do território da ilha da Madeira e do território de Portugal Continental", portanto, assim assumindo que as Selvagens são portuguesas.

Fonte: Rádio Renascença

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Extinção da (ADSAICA) Associação das Serras de Aire e Candeeiros



Câmaras de Porto de Mós, Ourém e Rio Maior, propõem extinção da Associação das Serras de Aire e Candeeiros

As Câmaras de Porto de Mós, Ourém e Rio Maior, que integram a direção da ADSAICA – Associação para o Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, deliberaram pedir à assembleia geral a extinção, situação justificada por razões financeiras.
A decisão, tomada na semana passada, poderá determinar o desemprego de 13 pessoas a partir de janeiro de 2015 – se os municípios não as integrarem -, data em que é proposta a formalização da extinção que vai ser objeto de deliberação na assembleia geral da ADSAICA prevista para setembro.
“É com muita pena minha, porque se trata de uma associação que faz um excelente trabalho”, afirmou à agência Lusa o presidente da ADSAICA e da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro, destacando o trabalho no âmbito da vigilância e prevenção de incêndios.
O responsável adiantou que as dez pessoas que fazem parte dos sapadores florestais têm “grande dinâmica e grandes conhecimentos” nesta matéria.
“Acontece que a ADSAICA era comparticipada pelo ICNB [Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade] em 50 mil euros e os outros 50 mil euros eram pela Direção-Geral das Florestas”, explicou João Salgueiro, referindo que o custo das duas equipas de sapadores florestais era de 120 mil euros, sendo que o diferencial era assegurado pelos municípios e com verbas das entradas no Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros, no Bairro, concelho de Ourém, que a associação gere.
O responsável esclareceu que com a “fusão do ICNB com as Florestas, transformando-se em Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas”, a ADSAICA passou a ter apenas 50 mil euros, valor que “não dá, de modo algum, para suportar os custos relativamente aos sapadores florestais”.
“Temos vivido com grandes dificuldades, temos as contas todas em ordem, mas tem sido com grande esforço”, declarou, reconhecendo haver, por vezes, ordenados em atraso.
João Salgueiro esclareceu que o município de Porto de Mós está disponível para receber uma das equipas de sapadores florestais, com cinco elementos, porque, além de residirem na região, fazem “um excelente trabalho que é necessário ao concelho”, mas se ultrapassados os constrangimentos na admissão de novos funcionários.
Além dos 10 sapadores florestais, a ADSAICA tem um trabalhador na estação de tratamento de efluentes suinícolas de Alcobertas, em Rio Maior, e dois no monumento do Bairro, acrescentou o autarca.
A ADSAICA, criada em 1990, engloba no seu núcleo fundador o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, tutelado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e os sete municípios que nele têm território – Alcobaça, Alcanena, Torres Novas, Porto de Mós, Rio Maior, Ourém e Santarém – e a Circunscrição Florestal da Marinha Grande.
A associação visa o estudo, valorização e divulgação do património desta região.
Fonte: Maior Tv / Lusa

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

De 24 a 31 de Maio de 2104 um conjunto de especialistas em educação ambiental estará em Portugal em visita às Eco-Escolas no âmbito de um projecto apoiado pelo Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas. O “Trilho à Descoberta da Natureza” da Escola D. Fernando II (Sintra) será visitado no dia 27 de Maio.
O “Trilho à Descoberta da Natureza” é um projecto singular no panorama escolar nacional, contando como parceiros com o Parque Natural de Sintra-Cascais e a Câmara Municipal de Sintra.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Portugal: Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageou o Doutor Nuno Gomes Oliveira no XVII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza – XI Jornadas Técnicas, realizadas nos dias 4 e 5 de Maio de 2014, em Rio Maior.
O texto que serviu de suporte à homenagem foi o seguinte:

Excelentíssimo Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira
Excelentíssimos Senhores

É com imensa honra e enorme satisfação que, neste momento, diante de uma plateia composta por defensores da natureza, que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageia o Doutor Nuno Gomes Oliveira, que devota a sua vida às causas ambientais.

A sua dedicação à defesa da Natureza, sempre se pautou pela coragem, persistência, saber e muito trabalho.

As suas opiniões são respeitadas e ecoam por todo o País, incitando à prática da preservação e protecção de áreas importantes para a conservação da natureza.
Ao longo dos anos temos acompanhado o fruto do seu trabalho, que tem tido reflexos na educação e sensibilização ambiental de muitos Portugueses.
Gestor e Cientista brilhante, possuidor de cultura vasta, profunda e diversificada, acompanhada sempre, de imensa humildade, sem dúvida uma das marcas mais características de sua inolvidável personalidade.

Dono de uma vida intensa, realiza as suas inúmeras actividades com coragem, altivez e responsabilidade, trabalhando e lutando pelas ideias e teses em que acredita.

Nuno Fernando da Ascenção Gomes Oliveira, nasceu em Vila Nova de Gaia (Porto, Portugal), tem o curso de Ecologia Humana e a licenciatura em Biologia (Universidade de Bordéus), é Mestre em Ecologia Humana (Universidade de Évora) e Doutorado em Biologia – Ramo Ecologia (Universidade de Coimbra).

Foi colaborador do Núcleo de Estudos Ornitológicos da Faculdade de Ciências do Porto (1971/74) e fundador do Núcleo Português de Estudo e Protecção da Vida Selvagem (1974).

Em 1981 elaborou, a pedido da Câmara Municipal de Valongo, um primeiro estudo para classificação das Serras de S. Justa, Pias e Castiçal e, em 1990, igualmente a pedido da Câmara Municipal de Valongo, foi elaborado um novo projecto.

Foi autor do projecto “Parque Biológico de Gaia”, equipamento pelo qual é responsável desde 1983.

Foi autor dos projectos do “Parque de Dunas da Aguda”, “Parque Biológico de Vinhais”, do “Parque Botânico do Castelo“, “Parque Municipal da Lavandeira” e “Parque do Conde das Devesas”, entre outros.

Desenvolveu trabalhos em várias áreas protegidas, em Portugal e no estrangeiro, e foi autor da proposta de criação da "Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto" (1971) e da “Reserva Natural Local do Estuário do Douro” (2008).

Colaborou com a Comissão Nacional do Ambiente, o Serviço Nacional de Participação das Populações, o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, o Serviço de Caça, o Instituto de Conservação da Natureza e o Instituto de Promoção Ambiental, e com várias Autarquias, e foi bolseiro da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e do Comité de Desafios da Sociedade Moderna, da NATO.

Em 1990 recebeu o Prémio Nacional de Conservação da Natureza e do Património Histórico-Natural, atribuído pelas Secretarias de Estado do Ambiente, Juventude e Energia.

 Em 1995 recebeu o “Prémio 25 pessoas - 25 anos de Conservação da Natureza - Quercus 10º Aniversário”.

Em 2000 recebeu uma Menção Honrosa conferida pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, por “se distinguir na sua acção como amigo do ambiente”.

É autor de dezenas de publicações, filmes e palestras, de que se destacam os livros “Introdução ao estudo e observação das Aves” (1979), Áreas de importância natural da região do Porto – Memória para o futuro (2008), Ecoturismo e Conservação da Natureza (2009), José Bonifácio de Andrada e Silva, o primeiro ecologista de Portugal e do Brasil (2011), Ensaio sobre as Camélias e o Parque da Quinta do Conde das Devesas (2013) e Parque Biológico de Gaia, 1983-2013 (2013).

Foi administrador (2000/2005) e presidente (2005/2010) da empresa municipal Parque Biológico de Gaia, EEM e vice-presidente da Águas e Parque Biológico de Gaia, EEM (2011/2013).

Presentemente é Director do Parque Biológico de Gaia, administrador não-executivo da Simdouro, Saneamento do Grande Porto, SA (Grupo Águas de Portugal), e vogal da Direcção da Associação Portuguesa de Camélias.

O Doutor Nuno Gomes Oliveira conseguiu, com inegável mestria, unir o conhecimento, adquirido nas Universidades e no terreno, com a arte de tornar esse conhecimento popular e acessível, através das suas obras literárias e áreas protegidas que criou.

Termino com a citação de Albert Einstein:

“Não se deve ir atrás de objectivos fáceis.
É preciso buscar o que só pode ser alcançado
por meio dos maiores esforços.”

Muito Obrigado! Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Aniversário de Dian Fossey, a 'mãe' dos gorilas

Dian Fossey, a 'mãe' dos gorilas, recordada com google doodle em dia de aniversário
O google doodle de 16 de janeiro de 2014 é dedicado a Dian Fossey, zoófila e naturalista norte-americana, autora de um trabalho notável na sua área, que lhe custou a vida: um estudo sobre os gorilas em extinção do Ruanda. Esse trabalho, aliás, é representado com arte no doodle, a tradicional homenagem do motor de busca.
Dian Fossey – que nasceu a 16 de janeiro de 1932, em São Francisco, na Califórnia – relatou a experiência vivida nas montanhas no livro ‘Gorilas in the Mist’ [Gorilas na Bruma], de 1983. O livro, de resto, viria a ser a adaptado ao cinema, num filme de 1988 que fez brilhar Sigourney Weaver.
A vida de Dian Fossey foi dedicada, sobretudo, à defesa dos gorilas, presas fáceis de caçadores zoológicos, do governo do Ruanda, que quiseram transformar aquele habitat natural em herdades, para criação de animais.
A proximidade de Dian com os gorilas foi motivo de diversas reportagens, que chamaram a atenção o mundo para um ataque brutal contra os animais. Era uma verdadeira mãe, protetora, preocupada, curiosa e ansiosa, que apenas queria o bem estar dos animais que amava.
Por paradoxo, quis ser veterinária, mas não conseguiu o sucesso académico. Dian Fossey falhou na escola, mas provou no terreno que a sua paixão era, afinal, predestinação, que nenhuma universidade reconheceu, mas que a natureza percebeu.
Fossey chegou mesmo a destruir as armadilhas montadas para caçar gorilas, defendendo-os dos caçadores. Esta luta corajosa viria, porém, a custar-se a vida. Dian Fossey foi assassinada a 26 de dezembro de 1985, no Parque Nacional dos Vulcões, localizado naquele país.
Ninguém foi considerado culpado pela morte de Dian Fossey, mas sabe-se que o seu braço de ferro com os caçadores, muito mediatizado em todo o mundo, gerou grande ódio nos fazendeiros do Ruanda.

Apesar da sua morte, Dian Fossey permanece eternizada, quer pela fundação Dian Fossey Gorilla Fund International – que protege diversas espécies de gorilas em muitas regiões do globo –, quer pelas memórias que o google doodle suscita. Recorde Dian, numa reportagem do National Geographic.
Fonte: google

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Documentário sobre biodiversidade de Almada estreia no fim-de-semana

Chama-se “Almada, entre o rio e o mar” e é o mais recente filme documental co-produzido pela Câmara Municipal de Almada que divulga o “valioso património natural” de Almada.
“É um território desconhecido para muitos”, explicou ao Green Savers Miguel Castro, da câmara almadense. “Grande parte deste trabalho tem incidido sobre diferentes variáveis biofísicas do concelho, designadamente a geologia, ecossistemas e espécies de animais e plantas que neles habitam, estando suportado em protocolos com universidades e centros de investigação de referência nestas áreas técnicas”, continuou o responsável.
Enquadrado pela Estratégia de Educação e Sensibilização Ambiental, o trabalho tem tido visibilidade com a edição de livros de fotografia, exposições, percursos de descoberta, filmes e outros recursos educativos dedicados a públicos mais jovens.
O filme revela os valores naturais de Almada, onde animais e plantas encontram refúgio e condições para prosperar, num território pleno de biodiversidade e habitats distintos. A obra, da autoria de dois reputados fotógrafos de natureza almadenses, Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, contou ainda com a participação da Traduvárius.
O documentário estreia-se no programa “Vida Selvagem” da SIC, no dia 12 de Janeiro, domingo, às 12h15. No entanto, haverá uma ante-estreia no dia 11, pelas 21h30, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.
Depois da estreia, o filme será lançado em versão DVD.
Fonte: Green Savers