segunda-feira, 23 de março de 2009

Nasceram mais três Linces-ibéricos em cativeiro

No Centro de Conservação de El Acebuche, no Parque Natural de Doñana (Espanha), nasceram hoje três crias de Lince-ibérico. A progenitora, de nome Saliega, já deu à luz treze crias, o seu contributo tem sido muito importante para o projecto de reprodução do Lince-ibérico. Desde o início do programa nasceram vinte e sete crias. Os responsáveis pelo projecto perspectivam para o mês de Abril mais vinte nascimentos, o que aumenta a esperança de recuperação de uma espécie em risco de extinção.

Infelizmente também nos chegaram más notícias, na semana passada uma fêmea grávida a viver em liberdade foi atropelada, acabando por morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Estima-se que neste momento existam duzentos animais a viver em liberdade na Península Ibérica e cinquenta em programas de recuperação da espécie em cativeiro.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desastre Ecológico na Austrália

As autoridades australianas declararam “zona de desastre ecológico” as praias mais populares do país. O desastre ecológico foi provocado pelo derrame de crude provocado por um petroleiro.
O governo do estado de Queensland, negou que a sua actuação tenha sido tardia ante a catástrofe e anunciou que irá processar a companhia proprietária do navio com um pedido de indemnização milionário.

Também no estado de Brisbane ocorreu um desastre ecológico devido a um derrame de petróleo que afectou os Parques Nacionais das Ilhas Moreton e Bribie. Os possíveis riscos de danos ambientais a largo prazo não estão clarificados, a zona onde ocorreu o derrame situa-se a Sul da grande barreira de coral, o maior recife do mundo, que de momento não se encontra ameaçado.

As autoridades nacionais responsáveis pela fauna silvestre declararam que de momento as vitimas foram as aves que estiveram em contacto com as águas afectadas, porém advertiram que a situação poderá piorar se o derrame continuar.

A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do cargueiro Pacific Adventurer, explicou que o desastre ocorreu quando os contentores deslizaram pela coberta no meio de um ciclone, o que provocou uma ruptura num contentor de combustível. A companhia informou que se derramaram mais de 42 500 litros de petróleo no mar, mas após uma inspecção ao navio concluiu-se que a quantidade vertida era significativamente maior, porém não foi especificada.

Fonte: AP

Vagas disponíveis para monitorização de aves na Costa Rica

Existem lugares disponíveis para anilhadores (voluntários) de aves, a estação de anilhagem localiza-se no Caribe Costa-riquenho no lugar de Tortuguero, Costa Rica.
Os lugares estão disponíveis todo o ano e requerem uma estadia mínima de 2 meses. Os participantes deverão ter experiência na identificação de aves e estarem acostumados a operar com redes japonesas, a experiência mínima exigida é de pelo menos 200 aves processadas.

O anilhador principal deverá contar com ampla experiência na operação de uma estação de anilhagem, e poderá ser premiado com financiamento até metade do valor da sua passagem aérea até San Jose, Costa Rica.

A todos os voluntários serão proporcionadas hospedagem e alimentação na reconhecida estação biológica da Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero (http://cccturtle.org/ccc-costarica.htm).

A Caribbean Conservation Corporation e os seus colaboradores na Costa Rica operam cinco estações de monitorização nos arredores de Tortuguero há mais de uma década. Operam com redes para aves residentes e migratórias e fazem contagem dos milhões de aves que migram durante o dia ao largo da costa.

Para obter mais informações consulte:

Os interessados deverão enviar para a Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero o Curriculum Vitae e carta de intenções, que inclua a sua experiência como anilhador, conhecimentos de inglês e espanhol e as datas em que está disponível.

Para esclarecer eventuais duvidas contacte com:
Pablo A. Herrera, paherrera@fs.fed.us ou Dr. C.. John Ralph, cjr2@humboldt.edu, 707 825-2994 (fax 707 825-2901), U.S. Forest Service, Redwood Sciences Laboratory, 1700 Bayview Drive, Arcata, California 95521.

Fonte: Marcelo Segalerba

domingo, 15 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Namíbia: técnica para Guarda-Parques guiarem elefantes perdidos

A habilidade dos elefantes para comunicar entre si, através de vibrações que produzem no solo, inspirou uma equipa de zoólogos na Namíbia a imitar estes sinais para chamar os animais perdidos e indicar-lhes o caminho de regresso à reserva natural. Os especialistas reproduziram o som feito pelas fêmeas com o cio e assim conseguiram que os machos se dirigissem ao local onde foi produzida a vibração.
Segundo explicou a Doutora Caitlin O'Connell-Rodwell da Universidade de Stanford, Estados Unidos, esta técnica permitirá evitar que os elefantes do Parque Nacional Etosha se vejam envolvidos em violentos conflitos com os agricultores das áreas circundantes aos seus territórios. “ Os elefantes com o cio responderam muito bem. Demonstramos que podemos «obrigar» os elefantes a seguir um caminho específico”, assegurou O'Connell Rodewell durante uma conferência em Chicago. “A resposta foi muito intensa e directa. Não esperávamos semelhante eficácia. Cremos que é uma técnica muito útil para os Guarda-Parques, assim poderão ajudar os elefantes a não se meterem em problemas”, acrescentou a especialista.

Fonte: Boletin Guardaparques

quinta-feira, 5 de março de 2009

Seca transforma floresta em fonte de gás carbónico

Estudo de campo na Amazónia demonstra que mais árvores morreram na seca de 2005; emissão de CO2 foi igual à de combustíveis nos EUA

A seca de 2005, que fez desaparecer rios inteiros na Amazónia, também matou milhões de árvores à sede, desencadeando uma liberação de biliões de toneladas de gás carbónico para a atmosfera, segundo um estudo publicado hoje na revista Science. Com isso, a floresta inverteu momentaneamente o seu papel: em vez de absorver, passou a emitir dióxido de carbono (CO2), o principal gás envolvido no aquecimento global. Se secas como essa se tornarem mais frequentes no futuro - como prevêem vários modelos climáticos -, a Amazónia poderá transformar-se numa fonte permanente de emissão, alertam os cientistas.

A seca de 2005 foi uma das mais intensas dos últimos cem anos na Amazónia, causada por um aquecimento das águas do Atlântico Norte. O estudo, que envolveu cientistas de 41 instituições em 15 países (incluindo vários brasileiros), é o primeiro a calcular o impacto da seca sobre o balanço de carbono da floresta, por meio de medições directas no campo. Os pesquisadores mediram a variação no crescimento da vegetação e no número de árvores mortas em 55 pontos da Amazónia, comparando à média dos últimos 25 anos. Descobriram que, por causa da seca, mais árvores morreram e aquelas que ficaram vivas cresceram mais devagar.

O impacto disso tudo - a soma do carbono que deixou de ser absorvido pelo crescimento reduzido, mais o carbono libertado pela decomposição das árvores mortas - será um acréscimo de aproximadamente 5,5 biliões de toneladas de CO2 na atmosfera, segundo o autor principal do trabalho, Oliver Phillips. É quase o mesmo que os Estados Unidos emitiram pela queima de combustíveis fósseis naquele ano (5,75 biliões de toneladas).

Até 2005, na média dos 25 anos anteriores - desde que medições periódicas começaram a ser feitas pela Rede Amazónica de Inventários Florestais (Rainfor), responsável pelo estudo -, a Amazónia funcionou como um sorvedouro de carbono, retirando da atmosfera cerca de 1,65 biliões de toneladas de CO2 por ano. Os cientistas fazem esta medição através do acréscimo de biomassa, o que significa que a floresta "engordou" durante esse período, ao ritmo de quase uma tonelada por hectare/ano. Mas a seca funcionou como um ano de dieta forçada, em que a floresta perdeu mais "calorias" (moléculas de carbono) do que consumiu.

A área mais afectada foi o sudoeste da Amazónia, na região do Acre. O principal problema foi a mortalidade elevada de árvores. Ainda assim, alguém que caminhasse pelas florestas dificilmente notaria a diferença.

"Visualmente, o impacto é muito subtil", declarou Phillips. "Por causa do tamanho da Amazónia, porém, mesmo um impacto pequeno na vegetação pode ter um impacto grande no balanço de carbono", completou o cientista, da Universidade de Leeds, Inglaterra. O carbono é ingrediente básico da matéria orgânica. Quando a floresta ganha biomassa (engorda), ela acumula carbono. Quando perde biomassa (emagrece), perde carbono.

Os cientistas ressaltam que a emissão das árvores mortas não é instantânea. "Esse carbono não vai directo para a atmosfera", explica o biólogo brasileiro Luiz Aragão, da Universidade de Oxford. "A árvore morre, entra em decomposição e o carbono é libertado ao longo do tempo." Segundo ele, poderá levar até uma década para que o impacto total da seca seja "sentido" na atmosfera.

Ainda é possível que a floresta recupere esse carbono "perdido", se houver um acréscimo de biomassa nos próximos anos. Mas isso não altera a mensagem principal do estudo: de que condições de seca podem inverter o papel da floresta no balanço de carbono. Segundo os cientistas, 2005 foi uma amostra de como a Amazónia se poderá comportar num clima mais seco e quente no futuro.

Fonte: Herton Escobar/Marcelo Segalerba

Dia Nacional do Guardaparque da Venezuela

No dia 13 de Fevereiro de 1992, um grupo de mais de 50 Guardaparques reunidos no Parque Nacional Henri Pittier, criaram o Dia Nacional do Guardaparque, data que sempre foi utilizada para render homenagem a estes servidores públicos.
Os Guardaparques trabalham 365 dias por ano e durante 24 horas por dia para salvaguardar as regiões que são protegidas pelo Estado Venezuelano (Parques Nacionais e Monumentos Naturais). Estas regiões são protegidas pela sua beleza cénica natural e pela importância das espécies que nelas se encontram.

Ser Guardaparque é defender a Natureza contida nos nossos 43 Parques Nacionais e 22 Monumentos Naturais, desde as extraordinárias e usualmente inóspitas condições com que deparamos, até às areias brancas de “Los Roques”.

A implementação das medidas de gestão nos Parques Nacionais não são somente vender as entradas ou controlar os acessos, como muita gente pensa. As funções são múltiplas.

Os Guardaparques são a autoridade constituída dentro dos Parques, são eles que fazem cumprir as leis e os regulamentos relativos à Conservação da Natureza. Também tem funções de Polícia Administrativa, protege e assegura a segurança dos visitantes nas áreas protegidas.

Os Guardaparques também têm formação para realizar tarefas de monitorização e seguimentos dos processos ecológicos que se produzem nas áreas protegidas, o que permite tomar as medidas de mitigação rapidamente, devido ao contacto permanente com o meio natural, na sua grande maioria vivem no interior dos Parques.

Atendem os visitantes e facultam-lhes informação sobre a área protegida. Em muitos casos, devido às condições em que desenvolvem o seu trabalho, são paramédicos, mecânicos, veterinários e comunicadores, assumindo os seus compromissos com uma grande mística e dedicação.

Quem não recorda Sabas Nieves, cujo trajectória foi merecedora da honrosa distinção de darem o seu nome a um dos caminhos percorridos diariamente por milhares de usuários que visitam diariamente “El Ávila”. O que será da vida de Críspulo, veterano de muitas batalhas, que continua ligado à profissão, abrigado na exuberante vegetação de Guaraira Repano.

Quando se é Guardaparque, adopta-se uma nova forma de vida, de entrega plena, e muitas vezes pouco se recebe em troca: meios limitados que dificultam a sua gestão, salários sem estarem de acordo com a sua responsabilidade perante a sociedade e deficiências de infra-estrutura que limitam o seu desempenho.

No Dia do Guardaparque, a VITALIS Organização Não Governamental de Defesa do Ambiente e Biodiversidade Venezuelana, expressa a sua sincera palavra de estímulo para que continuem dando o melhor de si, e não desfaleçam frente a contínuas dificuldades que surgem, tal como uma corrida de obstáculos, põem à prova o nosso compromisso na defesa e conservação da nossa maravilhosa Natureza.

Guardaparques…Guardiães do património natural contido nos Parques Nacionais e Monumentos Naturais da Venezuela, para o beneficio da presente e futuras gerações.

Fonte: VITALIS/GUARDAPARQUES

Reservas do país estão “a saque” denuncia criador dos 1ºs p. naturais em Portugal

“O ICNB é uma tontice”, defende arquitecto Fernando Pessoa

O fundador e primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, Fernando Pessoa, considerou hoje que os parques naturais portugueses estão "a saque" e criticou a "inoperância" das entidades governamentais que tutelam o Ambiente.
"O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) é uma tontice", disse hoje o professor convidado da Universidade do Algarve à agência Lusa, à margem da apresentação de um livro.

Segundo o arquitecto paisagista, que criou os primeiros parques e reservas naturais portugueses, o instituto está "descaracterizado" e a "estragar" o trabalho "sério" que começou no pós-25 de Abril.

"Está tudo transformado num clientelismo", afirmou, apontando o caso Freeport como um dos "escândalos" que ocorreram na Reserva Natural do Estuário do Tejo e que, diz, não constitui caso único.

O responsável falava à margem da cerimónia de apresentação do livro "Árvores e Arbustos", do arquitecto José Marques Moreira, que foi hoje apresentado na Universidade do Algarve.

Quanto à Ria Formosa, que se estende por cinco concelhos algarvios, entre Loulé e Vila Real de Santo António, Fernando Pessoa salientou os "ataques" que têm sido feitos àquele sistema lagunar. "Qualquer dia [a Ria Formosa] parece um lago no meio do Campo Grande", ironizou, criticando o Ministério do Ambiente e ICNB de "inoperância" e acusando-os de não conseguir garantir a conservação da natureza.

"O que se faz em Portugal vai completamente ao arrepio do que acontece no resto da Europa, nomeadamente em Espanha", afirmou, acrescentando que Portugal é o único país onde os parques não têm um director.

"Há um director para quatro ou cinco parques e com tantos adjuntos isto mais parece uma economia de mercearia", concluiu Fernando Pessoa.

Fonte: Lusa

segunda-feira, 2 de março de 2009

Abatido macho do único casal de Águia-imperial que nidificou em Portugal em 2008

O macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal no ano passado foi morto por chumbos de caçadeira, anunciou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público.

“O animal foi encontrado morto junto ao seu ninho na passada semana, na área do Vale do Guadiana, numa zona abrangida por uma zona de caça associativa”, refere em comunicado o ICNB.

A necrópsia revelou que a ave foi atingida por chumbos de caçadeira, adianta o Instituto, estimando que a morte tenha ocorrido entre os dias 21 e 23 de Fevereiro.

De acordo com o ICNB, este era o macho do único casal desta espécie protegida que nidificou com sucesso em 2008 em Portugal.

A cria já tinha abandonado o ninho, refere o instituto, sublinhando que o abate desta águia configura “uma contra-ordenação ambiental muito grave, em conformidade com o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Decreto-Lei nº 142/2008, de 24 de Julho)”.

O ICNB anunciou que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público contra “incertos”.

A águia-imperial (Aquila adalbertii) é uma das aves de rapina mais ameaçadas do mundo, tendo o seu estatuto sido classificado como “Em Perigo de Extinção”.

A nível europeu a espécie está considerada como “Globalmente Ameaçada”.

Em Portugal o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal classifica-a como “Criticamente em Perigo ”.

Trata-se de uma espécie prioritária para a conservação da natureza, no âmbito da legislação europeia (Decreto-Lei nº49/2005, de 24 de Fevereiro, relativo à conservação das aves selvagens - Directiva aves - e à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens – Directiva habitats).

Em Portugal, estima-se que existam menos de 10 aves desta espécie, confirmando-se a sua presença no troço superior do rio Tejo e respectivos afluentes, na bacia do rio Guadiana, nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) de Moura/Mourão/Barrancos, Vale do Guadiana e Castro Verde.

Fonte: Lusa

Desaparecimento da selva da Samatra relança luta entre tigre e homem

O desaparecimento progressivo da selva em Samatra, uma ilha do oeste da Indonésia, relançou a velha luta do tigre com o homem, particularmente com os lenhadores e agricultores que destroem a floresta.

Desde o final de Janeiro que morreram oito pessoas e seis tigres de Sumatra, uma subespécie em perigo de extinção, numa sucessão de encontros furtivos e violentos.

"Estes confrontos estão a aumentar conforme se desenvolve o desaparecimento do habitat do tigre", conta o presidente do Fórum para a Conservação do Tigre de Samatra (Harimaukita), Hariyo Wibisono.

O último encontro mortal teve lugar no passado fim-de-semana quando dois irmãos, lenhadores ilegais, foram atacados por um tigre numa selva na região sul da província de Samatra.

Para Hariyo Wibison, a principal causa do ressurgimento dos ataques é a "invasão humana, maciça, no habitat" do tigre, principalmente para plantar óleo de palma, um componente dos combustíveis biológicos do qual a Indonésia é exportador principal.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) avalia a percentagem de desaparecimento anual do habitat destes animais em entre 3,2 e 5,9 por cento, e acrescenta que já só existem 500 exemplares.

O presidente do Harimaukita assinala que a "exploração dos recursos naturais", por parte do homem, diminui a caça natural do tigre e força-o a buscar alimentos fora do seu circuito habitual.

Acrescenta que outro factor a ter em conta é o comércio ilegal que abastece o mercado negro na Ásia, onde as peles, os dentes e os ossos de tigres e outros animais são altamente apreciados pela sua beleza e presumido valor esotérico.

A luta entre o tigre e o homem não é única, tendo em conta que outras espécies como os orangotangos, elefantes, ursos e rinocerontes respondem com violência ao assédio humano em Samatra.

Com uma certa frequência podem ser vistos elefantes, desorientados pela destruição do seu ambiente, a entrar em comunidades rurais e a provocar graves danos materiais, inclusivamente mortes.

As autoridades adoptaram, como medida de prevenção, o destacamento de brigadas de Vigilantes da Natureza e activistas nas zonas de conflito, para interferir em possíveis incidentes e defender uns dos outros.

Alguns grupos de ecologistas exigem o estabelecimento de novas leis que regularizem as zonas em conflito e castiguem a devastação e a caça ilegal.

A Indonésia teve a maior taxa de desflorestação do mundo entre 2000 e 2006, com 1,1 milhões de hectares de selva perdidos por ano (cerca de 125 campos de futebol por hora), embora o ritmo tenha abrandado desde então.

"Após estas mortes, o governo tem de fazer da segurança a sua prioridade e combater a desflorestação ilegal na Samatra", diz Ian Kosasih, director do programa florestal na Indonésia do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Os ecologistas previnem que, se a situação não mudar, as mortes continuarão e o tigre da Samatra seguirá os passos dos tigres de Java e Bali e tornar-se-á no primeiro felino a desaparecer no século XXI.

"Estima-se que os tigres da Samatra são entre os 400 e 500 e não é preciso um matemático para se perceber que acontecerá o mesmo que em Bali ou Java se a caça furtiva e o comércio ilegal continuarem", diz Júlia Ng, da organização Traffic.

A Traffic, uma organização que monitoriza a vida selvagem, foi fundada em 1976 e é líder no campo da conservação no que diz respeito à vida selvagem.

Fonte: Lusa

Plano de Emergência para a recuperação de três espécies de Aves Rupícolas (PEAR)

Com duração de dois anos, o plano foi projectado por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e outros ligados à conservação das aves rupícolas, como a Águia de Boneli, o Britango (Abutre do Egipto) ou a Cegonha Preta - as três espécies protegidas neste plano de emergência -, disse o biólogo do PNDI António Monteiro.

«Feitos os contactos pelo ICNB com a EDP, enquadrou-se um projecto - no âmbito da iniciativa "Business and Biodiversity» da última presidência portuguesa da União Europeia -, para ser desenvolvido por organizações não governamentais (ONG´s) locais», recordou.
«As acções são apenas de emergência, portanto artificiais e não sustentáveis, pelo que seria importante dar-lhes continuidade financeira, agora que as infra-estruturas já foram construídas e os técnicos já tiveram formação nesta área», disse o técnico.

A execução das acções previstas no PEAR são da responsabilidade de seis associações regionais e entre as actividades destacam-se a recriação do tradicional mosaico agrícola - para alimentar presas como o coelho, a perdiz e os columbiformes -, repovoação de novas charcas com peixes autóctones, construção de cercados de reprodução de coelho-bravo e pombais tradicionais para albergar «pombos da rocha», presas essenciais às três espécies em risco.

No Douro Internacional, área considerada como o principal santuário nacional de aves rupícolas (ou aves das escarpas), a Águia de Bonelli está na situação mais problemática, com uma regressão de 40 por cento da população nos últimos 15 anos.

O projecto PEAR está dotado com um financiamento de cerca de 360 mil euros, assegurados pela EDP, que a partir de Abril vai proceder a uma das acções - com intervenções na rede eléctrica de média tensão - para reduzir o risco de electrocussão e colisão das aves.

Alice Gama, bióloga da Associação Transumância e Natureza (ATN) - uma das seis envolvidas no projecto -, manifesta-se convicta que «dois anos não chegam, e a forma como os grupos locais, que intervêm no terreno, consideram estas espécies, tem de ser gerida a longo prazo e com o trabalho das associações locais».

Num dos terrenos da ATN, com cerca de um hectare, junto ao novo cercado para coelhos-bravos, está um pombal, adquirido e recuperado pela ATN em 2003.

Aqui, 200 casais de pombos são alimentados quinzenalmente, num protocolo que estabeleceram com o PNDI, contrariando o abandono histórico dos pombais e dos seus inquilinos.

Fonte: Lusa

Nunes Correia: «Fizemos mais do que propagandeámos»

Reforma, consolidação e maturidade são as três palavras escolhidas por Francisco Nunes Correia para definir os quatro anos à frente da pasta do ambiente. Apesar de estar próximo do fim de mandato enquanto ministro do Ambiente, há medidas que o governante não abdica de ver implantadas, pelo menos, em parte.

Uma das prioridades vai para as novas empresas para o abastecimento de água em baixa, cujo processo Nunes Correia gostaria de ter em marcha antes de sair da Rua de O Século. No que toca à erradicação das sucatas ilegais, que segundo o governante já se cifra em mais de 50 por cento do total, o desejo é de que as mesmas desapareçam por completo antes de cessar as suas funções.

Destaque merece também o Polis Litoral, que o ministro do Ambiente espera que já tenha algumas realizações nessa data, expressando também o desejo de lançar um quarto projecto, para além os três já existentes: Ria Formosa, Ria de Aveiro e Norte. O projecto de conservação do lince-ibérico é outra das medidas que Nunes Correia quer ver concretizadas. O centro de recuperação desta espécie já está concluído e entrará em funcionamento neste mês, em Silves, um investimento que atingiu os 7 milhões de euros.

Mais feitos do que propaganda

Mas as prioridades não se ficam por aqui. Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, realça também a necessidade de alavancar o programa das Compras Públicas Ecológicas, nomeadamente a aquisição de novos veículos, que terá início a curto prazo. O governante relevou ainda que uma das prioridades é colocar em marcha os Programas de Execução das Medidas para a Qualidade do Ar em Lisboa e no Porto, bem como dos projectos do Fundo Português do Carbono.

O Mercado Organizado de Resíduos, que recebeu sete propostas, é outra das medidas que «tem sérias probabilidades de estar concluída até ao fim do mandato», com especial destaque para a regulamentação do fluxo dos óleos alimentares usados.

Na sessão de balanço dos quatro anos de actividade à frente do seu ministério, Nunes Correia é peremptório: «Fizemos mais do que propagandeámos», fazendo referência às constantes acusações de ser um ministro «discreto» demais. «Fomos um ministério contido mas sólido, o que não significa que não tenhamos feito um conjunto de profundas reformas e um intenso trabalho em todas as áreas». O ministro mostrou-se satisfeito e gratificado com o trabalho realizado.

Como principais feitos alcançados, Nunes Correia realça a profunda reforma da legislação relativa à água (a Lei da Água, o novo regime económico-financeiro, a criação das Administrações das Regiões Hidrográficas), o início de funcionamento dos Centros Integrados de Recuperação e Valorização de Resíduos Industriais Perigosos a par da co-incineração, os planos de ordenamento das áreas protegidas, o saneamento de todas as dívidas do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e a criação dos três instrumentos essenciais para o combate às alterações Climáticas: o Plano Nacional para as Alterações Climáticas, a participação no Comércio Europeu de Licenças de Emissão, o Plano Nacional para Atribuição de Licenças de Emissão e o Fundo Português de Carbono.

O ministro do Ambiente lembrou ainda que os dois primeiros anos de governo «foram anos de grande austeridade financeira e ainda sem o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)», o que poderá ter marcado a vida do ministério. No entanto, realçou, foram preparados os documentos que serviram de base sólida para aplicar o QREN: o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais, o Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos II e a Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais.

Durante o mandato, Nunes Correia relevou ainda a reformulação da política de receitas do ministério, com a criação do Fundo de Intervenção Ambiental, do Fundo de Protecção dos Recursos Hídricos, do Fundo de Conservação da natureza e Biodiversidade e do Fundo Português de Carbono, e a criação de 178 mil hectares de Zonas de Protecção Especial.

Fonte: Ambiente Online

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mais um Guarda Parque Universitário: Parabéns Siwaun!

O Guardaparque Indígena Siwaun Asiwefo Tiriyo, também conhecido por João Evangelista, finalizou os seus estudos secundários e prepara-se para ingressar na Universidade.
Siwaun é da tribo indígena Tiriyo, ainda há poucos anos vivia nos profundezas da Selva Amazónica, tendo ido viver para a cidade de Macapá no estado de Amapá, Brasil, esta mudança radical na sua vida deve-se ao facto de querer adquirir mais conhecimentos para melhor defender a sua família, o seu povo e a Amazónia. Estudar foi a forma que encontrou para continuar a ajudar a sua terra, a sua cultura e a sua comunidade.

Actualmente é instrutor de Guardaparques Indígenas e Assessor para os assuntos Indígenas da ACT, foi um dos coordenadores indígenas do Projecto de Vigilância do Parque Indígena Tumucumaque e o Tesoureiro da Associação dos Povos Indígenas Tiriyo, Kaxuyana e Txikiyana – Apitikatxi, as habilitações que conquistou com sacrifício irão certamente contribuir para melhorar a sua importante tarefa e missão.

Siwaun recebe apoio da ACT Brasil (Amazon Conservation Team Brasil) para quem trabalha há alguns anos, tem como seu grande mentor o histórico Guardaparque Marcelo Segalerba que lhe tem dado apoio e incentivo para continuar esta nova etapa da sua vida.

Esteve em Portugal por duas vezes, na companhia de Marcelo Segalerba, a convite da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza. Participou como orador no XIV Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza que se realizou em Ponte de Lima no ano de 2006 e no I Congresso Ibérico de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales que se realizou em 2008 em Idanha-a-Nova.

Aproveitou a sua estadia em Portugal para divulgar o seu trabalho em prol dos Povos Indígenas e da protecção e defesa da Floresta da Amazónia.

Os Tiriyo habitam um território fronteiriço entre o Brasil e o Suriname. A sua população é de aproximadamente de 2400 pessoas, 1400 vivem no Suriname ao longo dos rios Sipaliwini, Tapanahoni e Palomeu. No lado brasileiro, há cerca de 1000 indivíduos distribuídos, principalmente nas margens dos rios Marapi e Paru d’Este. No Brasil, os Tiriyo vivem na Terra Indígena Parque do Tumucumaque, localizada entre o norte do Pará e o noroeste do Amapá, cuja área de 3 071 061 hectares é compartilhada com os povos Kaxuyana, Apalai, Wayana e Txikiyana, que falam a língua Carib, e com algumas famílias da etnia Waiãpi, que falam o Tupi-guarani.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Cabo Verde: Portugal apoia criação de corpo policial para a área do ambiente

Portugal vai apoiar Cabo Verde na criação de um corpo policial especialmente vocacionado para a área ambiental, disse à Lusa o ministro português do ambiente. Nunes Correia, que hoje terminou uma visita de três dias a Cabo Verde, justificou o apoio com o facto de Portugal "ter uma experiência muito grande" nessa área, quer a nível da inspecção-geral do ambiente, quer a nível de vigilantes da natureza do Ministério do Ambiente, ou ainda do corpo de 500 elementos da GNR especializado em áreas ambientais.

Nunes Correia, que no âmbito da visita se encontrou com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Veiga, e visitou o Parque Natural da Serra Malagueta, na ilha de Santiago, salientou à Lusa a formação de quadros como "dos projectos mais importantes" na cooperação com Cabo Verde. "Cabo Verde tem carências muito grandes de técnicos na área dos estudos de impacto ambiental, licenciamento ambiental, e agora fiscalização ambiental", disse o ministro, acrescentando que estiveram no arquipélago formadores portugueses e que 11 técnicos cabo-verdianos fizeram estágios em Portugal nessa área.

"A administração do ambiente em Cabo Verde é ainda relativamente frágil e este sector dos estudos de impacto ambiental é muito importante por causa do desenvolvimento da economia, nomeadamente nos projectos turísticos, que obrigam a compatibilizar o desenvolvimento económico com o ambiente, afirmou.

Portugal, acrescentou, vai agora promover uma nova formação na área da fiscalização ambiental, fazendo deslocar a Cabo Verde especialistas na matéria.

Passível de ser financiado por Portugal é também o projecto SISTARAC, apresentando pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Cabo Verde e que se destina a avaliar a qualidade do ar e a sua relação com as alterações climáticas no arquipélago.

Fonte: Lusa

Milhafre-Real de volta aos céus das ilhas britânicas

Depois de ter sido considerada extinta dos céus britânicos no final do século XIX, esta ave emblemática volta a ser reintroduzida com sucesso nas ilhas britânicas.
Nos últimos anos foram libertados 200 casais de Milhafre Real (Milvus milvus).

A sua reprodução tem sido um sucesso, tendo-se distribuído por todas as regiões das ilhas britânicas, fazendo novamente parte integrante dos ecossistemas. O Milhafre Real tem sido muito importante para o controlo natural de espécies de pequenos roedores.

No controlo e monitorização das operações de reintrodução, esteve a RSPB (Real Sociedade para a Protecção de Aves).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Guarda-Parques do Amapá, Brasil, celebram o registro oficial da AGPA

Os Guarda-Parques do Amapá já podem comemorar! Hoje, o dia 13 de fevereiro de 2009 entra para a história destes profissionais como sendo o dia em que oficialmente nasceu a Associação dos Guarda-Parques do Estado do Amapá – AGPA. Depois de uma longa batalha que durou aproximadamente três anos a AGPA entra para a história hoje como sendo uma das primeiras instituições brasileiras a tratar de assuntos relacionados a este profissional que infelizmente ainda não é reconhecido e nem valorizado pelo seu próprio país.

Desde o ano de 2006 foram feitas inúmeras tentativas para se obter o registro oficial da instituição, entretanto as administrações anteriores não concluíam os trâmites necessários para se regularizar a mesma. Uma nova assembléia foi organizada e uma nova diretoria escolhida, que levou a frente esta responsabilidade que hoje se torna real.

Com a Associação de Guarda-Parques oficialmente reconhecida em cartório, torna-se uma instituição de pessoa jurídica que pode ter o apoio de muitas outras instituições governamentais ou não, bem como fechar parcerias em desenvolvimento de atividades e projetos voltados ao meio-ambiente. Vale ressaltar que a AGPA também passa agora a ter voz para melhorias na qualidade de vida e lutar pelos direitos do Guarda-Parque.

Oficialmente fundada em 22 de novembro de 2008 pela iniciativa dos próprios Guarda-Parques, a AGPA passa a assumir o compromisso de contribuir de forma positiva para a proteção da natureza no estado do Amapá e espera que outras instituições com o mesmo caráter se juntem a ela nesta luta. Os trabalhos continuam e ainda há muita coisa para ser feita. Com o apoio do Governo do estado do Amapá a possibilidade de se efetuar um trabalho eficiente e de sucesso nas Unidades de Conservação do estado aumentam consideravelmente. Agora é só ficar no aguardo da resposta do Governador Waldez Góes, que já mostrou grande interesse em contribuir com a mesma.

Por Rayssa Amaral Barros, Vice-presidente da AGPA

Comemorações do Dia Nacional do Vigilante da Natureza - 2.02.2009

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE GUARDAS E VIGILANTES DA NATUREZA

O “Dia Nacional do Vigilante da Natureza” comemorou-se em 2 de Fevereiro. A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) assinalou esta data com a adesão à “Rede Oxigénio”, projecto da Cascais Natura Agência do Ambiente, adoptando uma parcela do Bosque do Pisão de Baixo, com gestão conjunta durante 5 anos.

Participaram nesta iniciativa, o Presidente do Instituto da Conservação da Natureza, Engenheiro Tito Rosa; o Presidente da Agência Cascais Natura, Dr. Carlos Carreiras; a Directora do Departamento de Áreas Classificados de Lisboa e Oeste, Engenheira Sofia Castel-branco da Silveira; o Director do Departamento de Áreas Classificadas do Sul, Dr. João Alves; o Vereador da Câmara Municipal de Cascais e em Representação do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, Dr. Pedro Lopes de Mendonça; o Dr. Mário Conceição em representação do Presidente da ARHT – Administração de Região Hidrográfica do Tejo; os Gestores de Projecto da Cascais Natura, Arquitectos Luís Capão e João Cardoso Melo; Técnicos da Cascais Natura; Vigilantes da Natureza, Administrativos e Técnicos do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, do Parque Natural de Sintra-Cascais, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, da Reserva Natural de Santo André e Sancha, dos Sítios Classificados do Monte da Barca e Açude da Agolada, da Área de Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica e da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Os Vigilantes da Natureza compartilharam a alegria de ver concretizada a aspiração de colaborar activamente na recuperação do que outrora era uma área degradada e abandonada do Parque Natural de Sintra-Cascais. Foi com grande satisfação que contaram, com a presença de todos, o que agradeceram pelo estímulo que lhes deram para continuarem a caminhada, rumo ao futuro.
Foram largamente superadas as expectativas que apontavam como meta a plantação de 550 árvores, tendo este grupo completado o talhão adoptado com o plantio de 800 exemplares de carvalhos e pinheiros.
Esta comemoração resultou num grande êxito, através desta acção de plantação, o Dia Nacional do Vigilante da Natureza foi mais uma vez integrado numa iniciativa que tem como objectivo conservar, criar e cuidar de bosques com espécies autóctones.


Ver mais fotos >Ver vídeo

Guarda-Parques reúnem-se com Governador do Estado do Amapá, Brasil

A diretoria executiva da Associação de Guarda-Parques do Estado do Amapá reuniu-se ontem (dia 11 de fevereiro de 2009) no gabinete oficial com o Governador do Estado, o senhor Antônio Waldez da Silva Góes para discutir uma proposta sobre a criação do cargo de Guarda-parque no estado do Amapá. Também estavam presentes o Secretário de Desenvolvimento Econômico, o senhor Antônio Carlos da Silva Farias e a Presidente da Associação de Moradores do Quilombo do Curiaú, senhora Maria Jozineide Leite de Araújo.

Durante a reunião a portas fechadas, foi apresentado aos demais pela Guarda-Parque Rayssa Barros a situação atual dos Guarda-Parques no Brasil e no estado do Amapá. Rayssa questionou o fato de o Amapá ser o estado mais preservado do país, tendo 73% de sua área mantido sob Unidades de Conservação e por Terras Indígenas, tendo um enorme potencial para o desenvolvimento do ecoturismo, educação ambiental e atividades de proteção e conservação dos valores naturais e culturais. Entretanto todo este potencial está oculto pelo fato de não haver no estado profissionais capacitados para desenvolver tais atividades.

Em 28 de julho de 2008 foi divulgado no diário oficial da união, o decreto que reconhece como sendo do Corpo de Guarda-Parques apenas os militares. Sabe-se, no entanto que estes profissionais já estão sobrecarregados com suas funções rotineiras pela profissão que exercem: policiais, bombeiros e soldados do exército. Então o corpo de Guarda-Parques só teria como entrar em ação em caráter emergencial.
Com o reconhecimento dos civis que passam pelos cursos de capacitação para Guarda-Parques oferecidos pelos centros de treinamento, haveria uma dedicação exclusiva por parte deste profissional, que atuaria de forma intensiva e rotineira dentro das Unidades de Conservação de seus estados, contribuindo de forma integral para o desenvolvimento de atividades relacionadas ao ecoturismo e proteção ao meio-ambiente. Rayssa também argumentou que no Brasil a profissão já é reconhecida aos civis nos estados do Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, onde os governos estaduais criaram através de projetos de lei o cargo específico de Guarda-Parque. Em outros estados brasileiros também já começam a haver mobilizações para o reconhecimento deste profissional. No Amapá já são mais de cem Guarda-Parques formados, que atuam de forma voluntária em atividades como limpeza de trilhas, patrulhamento em áreas protegidas, educação ambiental e projetos de reintrodução e conservação de espécies ameaçadas de extinção. Ao final da apresentação, Rayssa ainda apresentou um vídeo sobre os cursos de capacitação para Guarda-Parques, promovidos pela Associação de Guarda-Parques do Amapá em parceria com outras instituições e a proposta de criação do Projeto de Lei que cria o cargo de Guarda-parque no estado para apreciação e análise das autoridades governamentais.
O Governador Waldez Góes e o Secretário de Desenvolvimento Econômico Antônio Farias se mostraram muito satisfeitos com o que viram e assumiram o compromisso de analisar a proposta para chegarem a uma resposta final. O governador e o Secretário entendem que tal profissional tem extrema importância na conservação da biodiversidade amapaense e brasileira e deram todo o apoio e incentivo aos esforços que os Guarda-Parques tem feito para exercer mesmo que de forma voluntária o seu trabalho. Também ao final da reunião, o Governador e o Secretário se comprometeram em fazer o que for necessário para implantar o cargo de Guarda-Parque no estado do Amapá, bem como colocar o Governo do estado como principal parceiro nas atividades que a Associação venha a desenvolver, como congressos, encontros, etc. A Associação de Moradores do Quilombo do Curiaú também reforçou o seu total apoio e incentivo ao trabalho e reconhecimento deste profissional.
Com o apoio do Governo do estado do Amapá, a Associação de Guarda-Parques ganha um forte aliado para uma batalha que ainda está muito longe de terminar: o reconhecimento profissional perante o Governo Federal. Em outubro de 2009 será realizado em Macapá, capital do estado, o I Congresso Brasileiro de Guarda-Parques, que terá como objetivo principal apresentar a proposta de reconhecimento deste profissional às autoridades locais e federais, como Ministro do Meio-Ambiente Carlos Minc e o Presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva. O congresso também abrirá discussões para melhorias na qualidade de vida do Guarda-Parque, bem como será também um mecanismo importante de comunicação entre os profissionais de todos os estados brasileiros.

A documentação apresentada ao Governador Waldez Góes e ao Secretário de Desenvolvimento Econômico Antônio Farias será minuciosamente analisada e uma resposta será dada em uma futura reunião entre o Governo do estado e a Associação de Guarda-Parques do Amapá, prevista para acontecer em março de 2009.

Texto: Rayssa Barros, Guarda-Parque Brasileira.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

APGVN Colabora em Estudo de Genética da Conservação de Mamíferos Carnívoros

O Centro de Biologia Ambiental (CBA) é uma unidade de investigação e desenvolvimento da Universidade de Lisboa (UL) que integra diferentes linhas de investigação, uma das quais designada por Biologia da Conservação. ► Ler mais

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Viagem a Belém-PA para participar no Fórum Social Mundial, por Rayssa Barros

No dia 26 de janeiro de 2009, cheguei a cidade de Belém, capital do estado do Pará. A cidade tem se preparado durante meses para a realização de um mega evento: o Fórum Social Mundial.

Este evento tem tornando cada vez mais evidente a capacidade de mobilização que a sociedade civil pode adquirir quando se organiza a partir de novas formas de ação política, caracterizadas pela valorização da diversidade e da co-responsabilidade. ► Ler mais

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Centro de Recuperação do Lince-ibérico procura tratadores

O Centro Nacional de Recuperação do Lince-ibérico (CNRLI), no concelho de Silves, faz parte do Programa de Conservação ex situ para o lince-ibérico e será operado por uma equipa multidisciplinar e de orientação científica. Os tratadores funcionarão como primeira linha para assegurar o bem-estar dos linces do programa de reprodução em cativeiro, pelo que devem conhecer, profundamente, cada um dos linces do centro e trabalhar individualmente com eles, para assegurar o seu bem-estar em cativeiro e uma resposta adequada ao maneio necessário.

Algumas tarefas a desempenhar pela equipa de tratadores:

• Alimentação e cuidado diário dos exemplares;

• Manter o registo informatizado diário dos linces do centro;

• Aplicação das diferentes técnicas de maneio de exemplares que se praticam no programa (uniões entre exemplares, prevenção e separação de lutas, maneio de crias, etc.);

• Aplicação de medidas de biossegurança adequadas em todas as instalações e zelar pelo seu cumprimento por parte de todo o pessoal da equipa do centro ou colaboradores;

• Levar a cabo as acções de enriquecimento ambiental nas instalações;

• Manter as instalações limpas e organizadas, tanto as instalações para animais como as de armazenamento e preparação de alimentos (limpeza e manutenção de jaulas para coelhos vivos); e

• Manutenção das instalações (limpeza de câmaras, gestão da cobertura vegetal, verificação de vedações, etc.) e elaboração de novos elementos.

Os candidatos deverão ter o seguinte perfil:

• Experiência de trabalho com animais, preferivelmente com mamíferos / carnívoros em cativeiro;

• 12º ano completo ou equivalente;

• conhecimentos de inglês e espanhol;

• Capacidade de trabalhar em grupo;

• Conhecimentos de informática na óptica do utilizador; e

• Carta de condução de veículos ligeiros.

Os interessados deverão enviar curriculum vitae e/ou contactar:

Rodrigo Serra:
Tlm: +351 918 942 439

Margarida Fernandes:
Tel: +351 213507900

Informações úteis
O Programa de Conservação ex situ para o Lince-ibérico apresenta-se como uma ferramenta de apoio ao programa de recuperação global para a espécie, e os seus objectivos incluem a conservação do máximo de variabilidade genética existente actualmente na natureza e a produção de um número suficiente de exemplares para futuras acções de reintrodução / reforço populacional em áreas de distribuição histórica da espécie.

O Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico (CNRLI) irá fazer parte da rede de centros exclusivos do programa ex situ, albergando, num futuro próximo, 16 reprodutores nas suas instalações no concelho de Silves. Prosseguirá as duas metas do programa:

• Estabelecer uma população em cativeiro de linces ibéricos, viáveis do ponto de vista sanitário, genético e demográfico, que permita o desenvolvimento de técnicas de reprodução natural e assistida;

• Preparar exemplares de lince-ibérico, adequados do ponto de vista etológico, sanitário e genético, para acções de reintrodução em áreas de distribuição histórica da espécie.

Os centros exclusivos, como o próprio nome indica, estarão dedicados apenas ao lince-ibérico. As instalações (cercados) para reprodutores são amplas e naturais, de forma a permitir manejar adequadamente reprodutores e crias e, ao mesmo tempo, servir para fomentar comportamentos naturais nos linces cativos. Cada instalação conta com 1.000 m2. Além dos cercados para reprodutores, o CNRLI conta com um sistema de videovigilância aplicado ao maneio dos animais, instalações de cria artificial, uma clínica veterinária / laboratório, centro de coordenação, quarentenas, cozinha e edifício de presas vivas. Para preservar a tranquilidade dos exemplares reprodutores, os centros exclusivos não estarão abertos ao público.

Fonte: ICNB

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Recuperação e colocação de caixas ninho para aves insectívoras na Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António

Em meados de Março de 2008, a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, em parceria com a Autarquia de Vila Real de Santo António, iniciou o projecto:” Recuperação e Colocação de caixas-ninho para Aves Insectívoras na Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António” (MNDLVRSA). Dando continuidade ao projecto implementado pelo Corpo de Vigilantes da Natureza desta Área Protegida em 1994.
Ler mais