sábado, 18 de abril de 2009

”Questões significativas da gestão da água”, reunião em Alcantara, Espanha

Companheiros!

Irá realizar-se no próximo dia 23 de Abril, pelas 11horas (locais), em Alcântara (Cáceres, Espanha) uma reunião/plenário que terá por tema as”Questões significativas da gestão da água”, incluídas no plano de gestão de região hidrográfica, actualmente em elaboração.

Este processo reveste-se de grande importância, por este motivo seria importante a presença do maior número possível de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales para que seja dado destaque à importância da Fiscalização e Monitorização na região hidrográfica do Tejo/Tajo.

Os promotores são:
DH Tajo e ARH Tejo, Comisíon para la Aplicación y Desarrollo del Convenio de Albufeira (CADC), Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento do Convénio de Albufeira (CADC).
Comissão Organizadora / Comisión Organizadora:
Confederación Hidrográfica del Tajo
Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.

Inscrição gratuita / Inscripción gratuita:

Secretariado Técnico da CADC
Avenida Almirante Gago Coutinho, 30, 10.º
1049-066 Lisboa
Portugal
Tel. +351 21 843 02 00/25

Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.
Rua Braamcamp, 7
1250-048 Lisboa
Portugal
Tel. +351 210 101 387

Secretaria Técnica de la CADC
Dirección General del Agua
Agustín de Betancourt 25, 2.º
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 453 53 56

Confederación Hidrográfica del Tajo
Avda. De Portugal, 81
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 535 05 00

Documentação disponível / Documentación disponible em/en:

Com os melhores cumprimentos,

Francisco Correia

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cabras serranas procuram subscritores para ajudarem a Gralha-de-bico-vermelho

O sociólogo francês Jean-Louis Laville foi o primeiro subscritor dum rebanho comunitário à escala global - 300 cabras serranas que terão a responsabilidade de tirar a gralha-de-bico-vermelho do grupo de aves em vias de extinção.
As primeiras cabras (cerca de 60) chegaram a Chãos, uma aldeia da freguesia de Alcobertas (Rio Maior), em plena Serra dos Candeeiros, há uma semana.

O rebanho nasce de um projecto da associação ambientalista Quercus que escolheu a Cooperativa Terra Chã como parceira, e que tem a Vodafone como patrocinadora.

Com o fim do pastoreio - na aldeia já só resta um pastor e mesmo este já só sobe à serra quando é convidado pela Cooperativa a fazer a Rota dos Pastores, uma das muitas iniciativas da Terra Chã -, geraram-se alterações na biodiversidade a ponto de quase levar à extinção da gralha-de-bico-vermelho.

As cabras serranas, "tipo ribatejano", que a Terra Chã vai reintroduzir numa área de 200 hectares da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras d`Aire e Candeeiros, são uma esperança para o retomar do equilíbrio daquele habitat.

É que a gralha-de-bico-vermelho é uma ave insectívora muito dependente de ecossistemas agro-pastoris extensivos criados pelo homem.

O que este rebanho tem de "especial" é que qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo pode comprar uma cabra (100 euros) - o nome do proprietário fica inscrito numa "medalha" colocada no animal -, recebendo em troca, durante cinco anos, o convite para, uma vez por ano, participar no passeio pedestre Rota dos Pastores e tomar contacto com a evolução do rebanho e a avaliação do seu contributo para a preservação da gralha-de-bico-vermelho e do seu habitat.

No fim, ficam com um certificado em como participaram na preservação desta espécie.

"O primeiro subscritor foi o professor Laville, que visitou a aldeia em Fevereiro no âmbito de um trabalho sobre Economia Social e que fez questão de deixar os 100 euros ao professor Roque Amaro" (do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, que tem estudado o trabalho da Cooperativa Terra Chã), disse António Frazão à agência Lusa.

António Frazão e Júlio Ricardo são a "alma" da Terra Chã, cooperativa que nasceu na continuação do trabalho iniciado em 1985 com o Rancho Folclórico de Chãos, e que é considerada por Jean-Louis Laville um exemplo que "impressiona" pela "durabilidade do edifício económico, social, cultural e ambiental que se constrói pedra após pedra há mais de 20 anos" e pela forma "como se integra na vida local".

O impacto do rebanho - para o qual a cooperativa procura um pastor "qualificado" - vai ser alvo de uma avaliação contínua, dependendo a evolução da sua dimensão (que poderá chegar a um máximo de 300 cabras) da monitorização que for sendo feita de dois em dois anos, frisou António Frazão.

Para já, as cabras, ainda muito jovens, estão em instalações provisórias, na aldeia. Quando forem adultas, a Cooperativa espera ter já pronta a sala de ordenha com todas as condições higieno-sanitárias, e que irá permitir a criação de pelo menos mais um posto de trabalho.

Serão mais dois postos de trabalho a juntar aos seis permanentes que a Terra Chã já assegura na aldeia, onde tem a funcionar um restaurante, um centro de alojamento, um centro de artes e ofícios tradicionais e um centro de formação.

Fonte: LUSA

Duas novas espécies de insectos no PNSAC

No final de 2006 início de 2007, foram descobertas duas novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Trata-se de escaravelhos cavernícolas, ou seja que habitam em cavidades e grutas, no Maciço Calcário Estremenho, sendo espécies novas para a Ciência.
Esta descoberta é tanto mais significativa se pensarmos que, em Portugal continental, apenas se conheciam dois exemplares de uma única espécie de escaravelho cavernícola – a Trechus machadoi.

Estas espécies foram descobertas pela bióloga Ana Sofia Reboleira, durante uma investigação desenvolvida no PNSAC, no âmbito do seu mestrado, intitulado “Os Coleópteros (Insecta, Coleoptera) cavernícolas do maciço calcário Estremenho: uma abordagem à sua biodiversidade”. Este trabalho contou com o apoio logístico do PNSAC/ICNB, sendo a orientação científica dos docentes Fernando Gonçalves (Dep. de Biologia da Univ. de Aveiro) e Artur Serrano (Faculdade de Ciências da Univ. de Lisboa).

Os exemplares das duas espécies de escaravelhos (Coleópteros da família Carabidae) encontrados e descritos, pertencem também ao género Trechus.

As espécies agora descobertas possuem algumas características interessantes:

- são hipógeas, ou seja que vivem debaixo de terra. A palavra deriva de “hipo” – “debaixo de” + geo – “terra”) ou troglóbios – nome dado aos seres que habitam em zonas profundas e subterrâneas. O termo deriva do grego “trogle” que significa caverna, cavidade + “bios” – vida;

- ocupam as partes profundas das cavidades do maciço calcário estremenho;

- todo o seu ciclo de vida decorre no interior das cavidades;

- são microendémicas, ou seja têm uma distribuição muitíssimo reduzida, existindo apenas em pequenas zonas; e

- as suas populações têm um reduzido número de indivíduos, o que dificulta bastante a sua visualização.

Sendo insectos que existem apenas em grutas e cavernas (i. e. em habitat cavernícola), apresentam, por isso, adaptações ao meio subterrâneo, tais como:

- despigmentação - falta de pigmento, uma vez que não precisam de se proteger dos raios solares;

- estruturas oculares reduzidas – atendendo a que não há luz nas cavidades a visão passa a ser pouco importante; e

- grande sensibilidade às alterações do meio.

Cada uma das três espécies de coleópteros cavernícolas, actualmente conhecidas em Portugal continental, ocupa uma subunidade distinta do maciço calcário estremenho.

Estas zonas cársicas, em que a água é quase rara à superfície mas onde existem lençóis de água subterrâneos e toda uma rede de cavidades, são muito vulneráveis a problemas ambientais, de que são exemplo a poluição das águas subterrâneas devido a substâncias que se infiltram através dos calcários, a exploração de inertes (ex. pedra) e a construção. Note-se que um curso de água subterrâneo demora muito mais tempo a recuperar de um episódio de poluição do que um rio à superfície.

Assim, para se manter a qualidade daquele que será um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce existentes em Portugal e para que se possam conhecer estas, e outras espécies ainda por descobrir e que habitam nas zonas mais recônditas do PNSAC, torna-se necessário proteger as áreas de drenagem dos habitats que albergam estas espécies microendémicas, caso contrário, corre-se o risco de elas se extinguirem ainda antes de serem conhecidas.

Fonte: ICNB

O Equador e a Venezuela são quem mais conserva a sua selva!

O Equador e a Venezuela são os países que conservam uma maior proporção da sua selva amazónica, o Peru é a nação que possui a menor superfície de bosque protegido, segundo um estudo divulgado pelo jornal diário “O estado de São Paulo”.
O Equador respeita 79,7% da sua selva, a Venezuela 71,5%, a Colômbia protege 56% dos seus bosques amazónicos, o Brasil 39,6, país que possui 64,3% da maior selva tropical do mundo e o Peru, protege 34,9% do seu território selvagem.

Em media estão sobre protecção 41,2% do considerado “pulmão do mundo”, os seus 7,8 milhões de quilómetros quadrados, que se estendem por nove países albergam 33 milhões de habitantes, entre eles existem 370 povos indígenas.

O Equador é o país que possui uma maior percentagem de terras indígenas (65%), a seguir aparecem a Colômbia (50,6%), a Bolívia (25,7%) e o Brasil (13%).

No Equador o processo de reconhecimento oficial de territórios indígenas na Amazónia é menos burocrático que no Brasil. A região está praticamente ocupada por povos indígenas.

Na Venezuela o processo de demarcação de terras indígenas está mais atrasado. O Governo não reconhece as terras e denomina-as apenas como “zonas de ocupação indígena” e marca-as dentro dos Parques Nacionais.

Em números absolutos, o Brasil destaca-se como o país que mais quilómetros de selva protege, devido às suas dimensões. Dos 3,2 milhões de quilómetros quadrados de selva protegida na Amazónia, 1,9 milhões estão no Brasil.

Fonte: El País Digital

Rick Gale partiu! Faleceu um dos fundadores da IRF

É com tristeza que anunciamos a morte de Rick Gale, um dos fundadores da declaração que constituiu a International Ranger Federation em 1992.
Sofreu um ataque cardíaco na sua casa em Boise, nos Estados Unidos da América.

Rick Gale, aposentado do NPS – National Park Service , foi durante 40 anos Park Ranger desempenhou durante muito tempo o cargo de chefe de operações de combate a incêndios.

Rick concluiu uma licenciatura em História na Universidade Estatal da Califórnia, fez uma pós-graduação em Administração Pública na Universidade do Sul da Califórnia.

Começou a sua carreira em 1958 no serviço de controlo de incêndios no Lava Beds National Monument, mais tarde trabalhou como Park Ranger no Sequoia/Kings Canyon, Yosemite, Glacier and Grand Canyon National Parks, em Coulee Dam, no Lake Mead e em Santa Monica Mountains National Recreation Areas. Esteve ao serviço do National Interagency Fire Center do NPS - National Park Service, como Chefe de operações de combate a incêndios, tendo de seguida tomado posse como Chefe Ranger do National Park Service, com sede em Washington.

Rick comandou equipas na área da gestão e operações durante 26 anos (1971 a 1997). Três das suas mais memoráveis missões realizaram-se quando em Greater Yellowstone Area comandou o combate aos incêndios de 1988 (durante 7 semanas supervisionou 13 equipas, num total de 9550 homens), comandou as comemorações do 50.º aniversário da Batalha de Pearl Harbor (1991), chefiou o rescaldo do furacão Andrew em quatro Parques Nacionais do Sul da Florida (1992). Para além das suas qualificações e reconhecidas qualidades no comando do combate a incêndios, também coordenou equipas de busca e salvamento em várias missões, foi um dos primeiros especialistas em aplicação da lei no NPS, foi formador no Lake Mead National Recreation Area de 1969 a 1973.

Rick esteve envolvido numa grande variedades de cursos a nível nacional, geriu formação na área da gestão de busca e salvamento, na área do comando e gestão de emergências e incidentes, coordenação de meios aéreos, coordenação de comando de várias agências em cooperação nos incêndios e na prevenção de risco de acidentes.

De 1975 a 2001, foi responsável pelo corpo docente dos Cursos de Gestão de Operações de Socorro e na Área de Comando, tendo sido Presidente da Comissão Directiva de 1990 a 2001.

Em Maio de 1994, o Presidente Clinton entregou-lhe pessoalmente na casa Branca o Harry Yount Lifetime Achievemente Award. Este prémio é atribuído ao Park Ranger que excede as expectativas no desenvolvimento do seu trabalho, e que tenha demonstrado ser possuidor de iniciativa, imaginação, perseverança, competência, criatividade, desenvoltura, dedicação e integridade em toda a sua carreira profissional. Rick recebeu o prémio por ter estado na vanguarda da inovação, em quase todos os grandes programas, desenvolvidas nas últimas duas décadas, relacionados com a profissão.

Foi homenageado inúmeras vezes, merecendo maior destaque as que recebeu por ter dirigido a Alaska Task Force, em 1979, 1980 e 1983.

Para além dos inúmeros cursos de formação para Park Rangers que dirigiu, foi membro fundador da principal Associação Nacional de Rangers dos Estados Unidos da América em 1977, tendo sido o seu Presidente de 1988 a 1994. Levou ao Congresso audições sobre a profissão e sobre a necessidade vital de manter a integridade do sistema de Parques Nacionais e da urgência de assegurar fundos e pessoal suficiente para atingir esses fins. Nas audições no Congresso pressionou repetidamente o NPS para que estabelecesse metas claras e planos de gestão.

Foi um dos signatários que estabeleceu as bases da criação da International Ranger Federation.

Espalhou a mensagem de que com perseverança e coragem se poderá alcançar um futuro melhor para todos os Park Rangers.

Deixou amigos em todos os recantos do planeta, é com grande orgulho que podemos afirmar que compartilhámos com ele a esperança de um futuro risonho para a profissão que adoramos!

Adeus amigo!

FC

segunda-feira, 30 de março de 2009

No “Dia da Floresta” os Vigilantes da Natureza foram à escola!

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza esteve na Escola D. Fernando II, em Sintra, para transmitir aos alunos alguns conhecimentos e proporcionar o debate sobre as “Alterações Climáticas” e os sinais de mudança que se fazem sentir na flora e na fauna. Abordou-se também o tema “fenómenos meteorológicos extremos”.

Discutimos o tema “diminuir a pegada de carbono”. Juntos procurámos soluções!

Proteger os habitats e conhecer um pouco mais sobre a Biodiversidade foram temas que entusiasmaram toda a assistência.

Foi dado grande destaque aos Guardiães da Natureza, a grande família dos Park Rangers.

Participaram nesta sessão 150 alunos que concluíram que:

As árvores são vitais para a nossa sobrevivência. São a componente fundamental de uma floresta, e têm a capacidade de albergar um grande número de espécies vegetais e animais, fazendo, em simultâneo, o controlo de diversos factores que reduzem os efeitos das alterações climáticas (temperatura, carbono atmosférico, absorção de água).

Foca-monge-do-mediterrâneo: A “Desertinha” deixou-nos!


A mais famosa fêmea de lobo-marinho da colónia existente na Madeira, da espécie Foca-monge-do-mediterrâneo (Monachus monachus), morreu pouco depois de ter sido resgatada.

A Desertinha, como era carinhosamente tratada pelos Vigilantes da Natureza, era a matriarca de uma pequena mas importante colónia de lobos-marinhos que existe na Região Autónoma da Madeira.

A sua espécie corre o risco de se extinguir, estando mesmo classificada em “Perigo Crítico” na Lista Vermelha da IUCN pois, para além desta, só existem pequenas colónias, na Costa do Saara Ocidental, no Norte de África, em Marrocos, Argélia e Tunísia e em mais alguns locais da Costa Mediterrânica europeia, nomeadamente na Grécia, costa continental e ilhas, num total estimado de cerca de 400 exemplares.

Esta espécie, outrora abundante no arquipélago madeirense, levou a que quando os Portugueses desembarcaram na ilha em 1419, comandados por João Gonçalves Zarco, tenham chamado Câmara de Lobos ao local onde agora existe a cidade com esse nome. Hoje não existem no arquipélago da Madeira mais de 35 animais, que podem ser encontrados nas ilhas desertas, e que representam quase 10% da população mundial da espécie.

A Desertinha foi o primeiro animal da sua espécie a ser observado e identificado pelos responsáveis pela monitorização da espécie no Parque Natural da Madeira (PNM).

Apareceu muito debilitada na Ilha da Madeira, tendo sido de imediato transportada para as instalações da Unidade de Reabilitação das Desertas, onde foi feito um grande esforço para a salvar, tendo-se inclusive recorrido a um veterinário holandês, do Centro de Reabilitação de Focas de Pieterburen, com muita experiência no tratamento e recuperação de focas, que se deslocou ao local, mas foi impossível salvar o animal.

A autópsia permitiu identificar a causa da morte, resultado de um conjunto de factores, como uma cardiomiopatia, uma broncopneumonia e uma gastroentrite.

A “Desertinha” desapareceu, mas deixa hoje uma colónia de leões-marinhos pela qual muito se temeu, em franca recuperação.

Em sinal de reconhecimento pela importância que teve para a colónia, a “Desertinha” vai ser embalsamada e posteriormente exposta num local público na Madeira, ainda não definido.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Nasceram mais três Linces-ibéricos em cativeiro

No Centro de Conservação de El Acebuche, no Parque Natural de Doñana (Espanha), nasceram hoje três crias de Lince-ibérico. A progenitora, de nome Saliega, já deu à luz treze crias, o seu contributo tem sido muito importante para o projecto de reprodução do Lince-ibérico. Desde o início do programa nasceram vinte e sete crias. Os responsáveis pelo projecto perspectivam para o mês de Abril mais vinte nascimentos, o que aumenta a esperança de recuperação de uma espécie em risco de extinção.

Infelizmente também nos chegaram más notícias, na semana passada uma fêmea grávida a viver em liberdade foi atropelada, acabando por morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Estima-se que neste momento existam duzentos animais a viver em liberdade na Península Ibérica e cinquenta em programas de recuperação da espécie em cativeiro.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desastre Ecológico na Austrália

As autoridades australianas declararam “zona de desastre ecológico” as praias mais populares do país. O desastre ecológico foi provocado pelo derrame de crude provocado por um petroleiro.
O governo do estado de Queensland, negou que a sua actuação tenha sido tardia ante a catástrofe e anunciou que irá processar a companhia proprietária do navio com um pedido de indemnização milionário.

Também no estado de Brisbane ocorreu um desastre ecológico devido a um derrame de petróleo que afectou os Parques Nacionais das Ilhas Moreton e Bribie. Os possíveis riscos de danos ambientais a largo prazo não estão clarificados, a zona onde ocorreu o derrame situa-se a Sul da grande barreira de coral, o maior recife do mundo, que de momento não se encontra ameaçado.

As autoridades nacionais responsáveis pela fauna silvestre declararam que de momento as vitimas foram as aves que estiveram em contacto com as águas afectadas, porém advertiram que a situação poderá piorar se o derrame continuar.

A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do cargueiro Pacific Adventurer, explicou que o desastre ocorreu quando os contentores deslizaram pela coberta no meio de um ciclone, o que provocou uma ruptura num contentor de combustível. A companhia informou que se derramaram mais de 42 500 litros de petróleo no mar, mas após uma inspecção ao navio concluiu-se que a quantidade vertida era significativamente maior, porém não foi especificada.

Fonte: AP

Vagas disponíveis para monitorização de aves na Costa Rica

Existem lugares disponíveis para anilhadores (voluntários) de aves, a estação de anilhagem localiza-se no Caribe Costa-riquenho no lugar de Tortuguero, Costa Rica.
Os lugares estão disponíveis todo o ano e requerem uma estadia mínima de 2 meses. Os participantes deverão ter experiência na identificação de aves e estarem acostumados a operar com redes japonesas, a experiência mínima exigida é de pelo menos 200 aves processadas.

O anilhador principal deverá contar com ampla experiência na operação de uma estação de anilhagem, e poderá ser premiado com financiamento até metade do valor da sua passagem aérea até San Jose, Costa Rica.

A todos os voluntários serão proporcionadas hospedagem e alimentação na reconhecida estação biológica da Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero (http://cccturtle.org/ccc-costarica.htm).

A Caribbean Conservation Corporation e os seus colaboradores na Costa Rica operam cinco estações de monitorização nos arredores de Tortuguero há mais de uma década. Operam com redes para aves residentes e migratórias e fazem contagem dos milhões de aves que migram durante o dia ao largo da costa.

Para obter mais informações consulte:

Os interessados deverão enviar para a Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero o Curriculum Vitae e carta de intenções, que inclua a sua experiência como anilhador, conhecimentos de inglês e espanhol e as datas em que está disponível.

Para esclarecer eventuais duvidas contacte com:
Pablo A. Herrera, paherrera@fs.fed.us ou Dr. C.. John Ralph, cjr2@humboldt.edu, 707 825-2994 (fax 707 825-2901), U.S. Forest Service, Redwood Sciences Laboratory, 1700 Bayview Drive, Arcata, California 95521.

Fonte: Marcelo Segalerba

domingo, 15 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Namíbia: técnica para Guarda-Parques guiarem elefantes perdidos

A habilidade dos elefantes para comunicar entre si, através de vibrações que produzem no solo, inspirou uma equipa de zoólogos na Namíbia a imitar estes sinais para chamar os animais perdidos e indicar-lhes o caminho de regresso à reserva natural. Os especialistas reproduziram o som feito pelas fêmeas com o cio e assim conseguiram que os machos se dirigissem ao local onde foi produzida a vibração.
Segundo explicou a Doutora Caitlin O'Connell-Rodwell da Universidade de Stanford, Estados Unidos, esta técnica permitirá evitar que os elefantes do Parque Nacional Etosha se vejam envolvidos em violentos conflitos com os agricultores das áreas circundantes aos seus territórios. “ Os elefantes com o cio responderam muito bem. Demonstramos que podemos «obrigar» os elefantes a seguir um caminho específico”, assegurou O'Connell Rodewell durante uma conferência em Chicago. “A resposta foi muito intensa e directa. Não esperávamos semelhante eficácia. Cremos que é uma técnica muito útil para os Guarda-Parques, assim poderão ajudar os elefantes a não se meterem em problemas”, acrescentou a especialista.

Fonte: Boletin Guardaparques

quinta-feira, 5 de março de 2009

Seca transforma floresta em fonte de gás carbónico

Estudo de campo na Amazónia demonstra que mais árvores morreram na seca de 2005; emissão de CO2 foi igual à de combustíveis nos EUA

A seca de 2005, que fez desaparecer rios inteiros na Amazónia, também matou milhões de árvores à sede, desencadeando uma liberação de biliões de toneladas de gás carbónico para a atmosfera, segundo um estudo publicado hoje na revista Science. Com isso, a floresta inverteu momentaneamente o seu papel: em vez de absorver, passou a emitir dióxido de carbono (CO2), o principal gás envolvido no aquecimento global. Se secas como essa se tornarem mais frequentes no futuro - como prevêem vários modelos climáticos -, a Amazónia poderá transformar-se numa fonte permanente de emissão, alertam os cientistas.

A seca de 2005 foi uma das mais intensas dos últimos cem anos na Amazónia, causada por um aquecimento das águas do Atlântico Norte. O estudo, que envolveu cientistas de 41 instituições em 15 países (incluindo vários brasileiros), é o primeiro a calcular o impacto da seca sobre o balanço de carbono da floresta, por meio de medições directas no campo. Os pesquisadores mediram a variação no crescimento da vegetação e no número de árvores mortas em 55 pontos da Amazónia, comparando à média dos últimos 25 anos. Descobriram que, por causa da seca, mais árvores morreram e aquelas que ficaram vivas cresceram mais devagar.

O impacto disso tudo - a soma do carbono que deixou de ser absorvido pelo crescimento reduzido, mais o carbono libertado pela decomposição das árvores mortas - será um acréscimo de aproximadamente 5,5 biliões de toneladas de CO2 na atmosfera, segundo o autor principal do trabalho, Oliver Phillips. É quase o mesmo que os Estados Unidos emitiram pela queima de combustíveis fósseis naquele ano (5,75 biliões de toneladas).

Até 2005, na média dos 25 anos anteriores - desde que medições periódicas começaram a ser feitas pela Rede Amazónica de Inventários Florestais (Rainfor), responsável pelo estudo -, a Amazónia funcionou como um sorvedouro de carbono, retirando da atmosfera cerca de 1,65 biliões de toneladas de CO2 por ano. Os cientistas fazem esta medição através do acréscimo de biomassa, o que significa que a floresta "engordou" durante esse período, ao ritmo de quase uma tonelada por hectare/ano. Mas a seca funcionou como um ano de dieta forçada, em que a floresta perdeu mais "calorias" (moléculas de carbono) do que consumiu.

A área mais afectada foi o sudoeste da Amazónia, na região do Acre. O principal problema foi a mortalidade elevada de árvores. Ainda assim, alguém que caminhasse pelas florestas dificilmente notaria a diferença.

"Visualmente, o impacto é muito subtil", declarou Phillips. "Por causa do tamanho da Amazónia, porém, mesmo um impacto pequeno na vegetação pode ter um impacto grande no balanço de carbono", completou o cientista, da Universidade de Leeds, Inglaterra. O carbono é ingrediente básico da matéria orgânica. Quando a floresta ganha biomassa (engorda), ela acumula carbono. Quando perde biomassa (emagrece), perde carbono.

Os cientistas ressaltam que a emissão das árvores mortas não é instantânea. "Esse carbono não vai directo para a atmosfera", explica o biólogo brasileiro Luiz Aragão, da Universidade de Oxford. "A árvore morre, entra em decomposição e o carbono é libertado ao longo do tempo." Segundo ele, poderá levar até uma década para que o impacto total da seca seja "sentido" na atmosfera.

Ainda é possível que a floresta recupere esse carbono "perdido", se houver um acréscimo de biomassa nos próximos anos. Mas isso não altera a mensagem principal do estudo: de que condições de seca podem inverter o papel da floresta no balanço de carbono. Segundo os cientistas, 2005 foi uma amostra de como a Amazónia se poderá comportar num clima mais seco e quente no futuro.

Fonte: Herton Escobar/Marcelo Segalerba

Dia Nacional do Guardaparque da Venezuela

No dia 13 de Fevereiro de 1992, um grupo de mais de 50 Guardaparques reunidos no Parque Nacional Henri Pittier, criaram o Dia Nacional do Guardaparque, data que sempre foi utilizada para render homenagem a estes servidores públicos.
Os Guardaparques trabalham 365 dias por ano e durante 24 horas por dia para salvaguardar as regiões que são protegidas pelo Estado Venezuelano (Parques Nacionais e Monumentos Naturais). Estas regiões são protegidas pela sua beleza cénica natural e pela importância das espécies que nelas se encontram.

Ser Guardaparque é defender a Natureza contida nos nossos 43 Parques Nacionais e 22 Monumentos Naturais, desde as extraordinárias e usualmente inóspitas condições com que deparamos, até às areias brancas de “Los Roques”.

A implementação das medidas de gestão nos Parques Nacionais não são somente vender as entradas ou controlar os acessos, como muita gente pensa. As funções são múltiplas.

Os Guardaparques são a autoridade constituída dentro dos Parques, são eles que fazem cumprir as leis e os regulamentos relativos à Conservação da Natureza. Também tem funções de Polícia Administrativa, protege e assegura a segurança dos visitantes nas áreas protegidas.

Os Guardaparques também têm formação para realizar tarefas de monitorização e seguimentos dos processos ecológicos que se produzem nas áreas protegidas, o que permite tomar as medidas de mitigação rapidamente, devido ao contacto permanente com o meio natural, na sua grande maioria vivem no interior dos Parques.

Atendem os visitantes e facultam-lhes informação sobre a área protegida. Em muitos casos, devido às condições em que desenvolvem o seu trabalho, são paramédicos, mecânicos, veterinários e comunicadores, assumindo os seus compromissos com uma grande mística e dedicação.

Quem não recorda Sabas Nieves, cujo trajectória foi merecedora da honrosa distinção de darem o seu nome a um dos caminhos percorridos diariamente por milhares de usuários que visitam diariamente “El Ávila”. O que será da vida de Críspulo, veterano de muitas batalhas, que continua ligado à profissão, abrigado na exuberante vegetação de Guaraira Repano.

Quando se é Guardaparque, adopta-se uma nova forma de vida, de entrega plena, e muitas vezes pouco se recebe em troca: meios limitados que dificultam a sua gestão, salários sem estarem de acordo com a sua responsabilidade perante a sociedade e deficiências de infra-estrutura que limitam o seu desempenho.

No Dia do Guardaparque, a VITALIS Organização Não Governamental de Defesa do Ambiente e Biodiversidade Venezuelana, expressa a sua sincera palavra de estímulo para que continuem dando o melhor de si, e não desfaleçam frente a contínuas dificuldades que surgem, tal como uma corrida de obstáculos, põem à prova o nosso compromisso na defesa e conservação da nossa maravilhosa Natureza.

Guardaparques…Guardiães do património natural contido nos Parques Nacionais e Monumentos Naturais da Venezuela, para o beneficio da presente e futuras gerações.

Fonte: VITALIS/GUARDAPARQUES

Reservas do país estão “a saque” denuncia criador dos 1ºs p. naturais em Portugal

“O ICNB é uma tontice”, defende arquitecto Fernando Pessoa

O fundador e primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, Fernando Pessoa, considerou hoje que os parques naturais portugueses estão "a saque" e criticou a "inoperância" das entidades governamentais que tutelam o Ambiente.
"O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) é uma tontice", disse hoje o professor convidado da Universidade do Algarve à agência Lusa, à margem da apresentação de um livro.

Segundo o arquitecto paisagista, que criou os primeiros parques e reservas naturais portugueses, o instituto está "descaracterizado" e a "estragar" o trabalho "sério" que começou no pós-25 de Abril.

"Está tudo transformado num clientelismo", afirmou, apontando o caso Freeport como um dos "escândalos" que ocorreram na Reserva Natural do Estuário do Tejo e que, diz, não constitui caso único.

O responsável falava à margem da cerimónia de apresentação do livro "Árvores e Arbustos", do arquitecto José Marques Moreira, que foi hoje apresentado na Universidade do Algarve.

Quanto à Ria Formosa, que se estende por cinco concelhos algarvios, entre Loulé e Vila Real de Santo António, Fernando Pessoa salientou os "ataques" que têm sido feitos àquele sistema lagunar. "Qualquer dia [a Ria Formosa] parece um lago no meio do Campo Grande", ironizou, criticando o Ministério do Ambiente e ICNB de "inoperância" e acusando-os de não conseguir garantir a conservação da natureza.

"O que se faz em Portugal vai completamente ao arrepio do que acontece no resto da Europa, nomeadamente em Espanha", afirmou, acrescentando que Portugal é o único país onde os parques não têm um director.

"Há um director para quatro ou cinco parques e com tantos adjuntos isto mais parece uma economia de mercearia", concluiu Fernando Pessoa.

Fonte: Lusa

segunda-feira, 2 de março de 2009

Abatido macho do único casal de Águia-imperial que nidificou em Portugal em 2008

O macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal no ano passado foi morto por chumbos de caçadeira, anunciou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público.

“O animal foi encontrado morto junto ao seu ninho na passada semana, na área do Vale do Guadiana, numa zona abrangida por uma zona de caça associativa”, refere em comunicado o ICNB.

A necrópsia revelou que a ave foi atingida por chumbos de caçadeira, adianta o Instituto, estimando que a morte tenha ocorrido entre os dias 21 e 23 de Fevereiro.

De acordo com o ICNB, este era o macho do único casal desta espécie protegida que nidificou com sucesso em 2008 em Portugal.

A cria já tinha abandonado o ninho, refere o instituto, sublinhando que o abate desta águia configura “uma contra-ordenação ambiental muito grave, em conformidade com o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Decreto-Lei nº 142/2008, de 24 de Julho)”.

O ICNB anunciou que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público contra “incertos”.

A águia-imperial (Aquila adalbertii) é uma das aves de rapina mais ameaçadas do mundo, tendo o seu estatuto sido classificado como “Em Perigo de Extinção”.

A nível europeu a espécie está considerada como “Globalmente Ameaçada”.

Em Portugal o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal classifica-a como “Criticamente em Perigo ”.

Trata-se de uma espécie prioritária para a conservação da natureza, no âmbito da legislação europeia (Decreto-Lei nº49/2005, de 24 de Fevereiro, relativo à conservação das aves selvagens - Directiva aves - e à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens – Directiva habitats).

Em Portugal, estima-se que existam menos de 10 aves desta espécie, confirmando-se a sua presença no troço superior do rio Tejo e respectivos afluentes, na bacia do rio Guadiana, nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) de Moura/Mourão/Barrancos, Vale do Guadiana e Castro Verde.

Fonte: Lusa

Desaparecimento da selva da Samatra relança luta entre tigre e homem

O desaparecimento progressivo da selva em Samatra, uma ilha do oeste da Indonésia, relançou a velha luta do tigre com o homem, particularmente com os lenhadores e agricultores que destroem a floresta.

Desde o final de Janeiro que morreram oito pessoas e seis tigres de Sumatra, uma subespécie em perigo de extinção, numa sucessão de encontros furtivos e violentos.

"Estes confrontos estão a aumentar conforme se desenvolve o desaparecimento do habitat do tigre", conta o presidente do Fórum para a Conservação do Tigre de Samatra (Harimaukita), Hariyo Wibisono.

O último encontro mortal teve lugar no passado fim-de-semana quando dois irmãos, lenhadores ilegais, foram atacados por um tigre numa selva na região sul da província de Samatra.

Para Hariyo Wibison, a principal causa do ressurgimento dos ataques é a "invasão humana, maciça, no habitat" do tigre, principalmente para plantar óleo de palma, um componente dos combustíveis biológicos do qual a Indonésia é exportador principal.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) avalia a percentagem de desaparecimento anual do habitat destes animais em entre 3,2 e 5,9 por cento, e acrescenta que já só existem 500 exemplares.

O presidente do Harimaukita assinala que a "exploração dos recursos naturais", por parte do homem, diminui a caça natural do tigre e força-o a buscar alimentos fora do seu circuito habitual.

Acrescenta que outro factor a ter em conta é o comércio ilegal que abastece o mercado negro na Ásia, onde as peles, os dentes e os ossos de tigres e outros animais são altamente apreciados pela sua beleza e presumido valor esotérico.

A luta entre o tigre e o homem não é única, tendo em conta que outras espécies como os orangotangos, elefantes, ursos e rinocerontes respondem com violência ao assédio humano em Samatra.

Com uma certa frequência podem ser vistos elefantes, desorientados pela destruição do seu ambiente, a entrar em comunidades rurais e a provocar graves danos materiais, inclusivamente mortes.

As autoridades adoptaram, como medida de prevenção, o destacamento de brigadas de Vigilantes da Natureza e activistas nas zonas de conflito, para interferir em possíveis incidentes e defender uns dos outros.

Alguns grupos de ecologistas exigem o estabelecimento de novas leis que regularizem as zonas em conflito e castiguem a devastação e a caça ilegal.

A Indonésia teve a maior taxa de desflorestação do mundo entre 2000 e 2006, com 1,1 milhões de hectares de selva perdidos por ano (cerca de 125 campos de futebol por hora), embora o ritmo tenha abrandado desde então.

"Após estas mortes, o governo tem de fazer da segurança a sua prioridade e combater a desflorestação ilegal na Samatra", diz Ian Kosasih, director do programa florestal na Indonésia do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Os ecologistas previnem que, se a situação não mudar, as mortes continuarão e o tigre da Samatra seguirá os passos dos tigres de Java e Bali e tornar-se-á no primeiro felino a desaparecer no século XXI.

"Estima-se que os tigres da Samatra são entre os 400 e 500 e não é preciso um matemático para se perceber que acontecerá o mesmo que em Bali ou Java se a caça furtiva e o comércio ilegal continuarem", diz Júlia Ng, da organização Traffic.

A Traffic, uma organização que monitoriza a vida selvagem, foi fundada em 1976 e é líder no campo da conservação no que diz respeito à vida selvagem.

Fonte: Lusa

Plano de Emergência para a recuperação de três espécies de Aves Rupícolas (PEAR)

Com duração de dois anos, o plano foi projectado por técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e outros ligados à conservação das aves rupícolas, como a Águia de Boneli, o Britango (Abutre do Egipto) ou a Cegonha Preta - as três espécies protegidas neste plano de emergência -, disse o biólogo do PNDI António Monteiro.

«Feitos os contactos pelo ICNB com a EDP, enquadrou-se um projecto - no âmbito da iniciativa "Business and Biodiversity» da última presidência portuguesa da União Europeia -, para ser desenvolvido por organizações não governamentais (ONG´s) locais», recordou.
«As acções são apenas de emergência, portanto artificiais e não sustentáveis, pelo que seria importante dar-lhes continuidade financeira, agora que as infra-estruturas já foram construídas e os técnicos já tiveram formação nesta área», disse o técnico.

A execução das acções previstas no PEAR são da responsabilidade de seis associações regionais e entre as actividades destacam-se a recriação do tradicional mosaico agrícola - para alimentar presas como o coelho, a perdiz e os columbiformes -, repovoação de novas charcas com peixes autóctones, construção de cercados de reprodução de coelho-bravo e pombais tradicionais para albergar «pombos da rocha», presas essenciais às três espécies em risco.

No Douro Internacional, área considerada como o principal santuário nacional de aves rupícolas (ou aves das escarpas), a Águia de Bonelli está na situação mais problemática, com uma regressão de 40 por cento da população nos últimos 15 anos.

O projecto PEAR está dotado com um financiamento de cerca de 360 mil euros, assegurados pela EDP, que a partir de Abril vai proceder a uma das acções - com intervenções na rede eléctrica de média tensão - para reduzir o risco de electrocussão e colisão das aves.

Alice Gama, bióloga da Associação Transumância e Natureza (ATN) - uma das seis envolvidas no projecto -, manifesta-se convicta que «dois anos não chegam, e a forma como os grupos locais, que intervêm no terreno, consideram estas espécies, tem de ser gerida a longo prazo e com o trabalho das associações locais».

Num dos terrenos da ATN, com cerca de um hectare, junto ao novo cercado para coelhos-bravos, está um pombal, adquirido e recuperado pela ATN em 2003.

Aqui, 200 casais de pombos são alimentados quinzenalmente, num protocolo que estabeleceram com o PNDI, contrariando o abandono histórico dos pombais e dos seus inquilinos.

Fonte: Lusa

Nunes Correia: «Fizemos mais do que propagandeámos»

Reforma, consolidação e maturidade são as três palavras escolhidas por Francisco Nunes Correia para definir os quatro anos à frente da pasta do ambiente. Apesar de estar próximo do fim de mandato enquanto ministro do Ambiente, há medidas que o governante não abdica de ver implantadas, pelo menos, em parte.

Uma das prioridades vai para as novas empresas para o abastecimento de água em baixa, cujo processo Nunes Correia gostaria de ter em marcha antes de sair da Rua de O Século. No que toca à erradicação das sucatas ilegais, que segundo o governante já se cifra em mais de 50 por cento do total, o desejo é de que as mesmas desapareçam por completo antes de cessar as suas funções.

Destaque merece também o Polis Litoral, que o ministro do Ambiente espera que já tenha algumas realizações nessa data, expressando também o desejo de lançar um quarto projecto, para além os três já existentes: Ria Formosa, Ria de Aveiro e Norte. O projecto de conservação do lince-ibérico é outra das medidas que Nunes Correia quer ver concretizadas. O centro de recuperação desta espécie já está concluído e entrará em funcionamento neste mês, em Silves, um investimento que atingiu os 7 milhões de euros.

Mais feitos do que propaganda

Mas as prioridades não se ficam por aqui. Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, realça também a necessidade de alavancar o programa das Compras Públicas Ecológicas, nomeadamente a aquisição de novos veículos, que terá início a curto prazo. O governante relevou ainda que uma das prioridades é colocar em marcha os Programas de Execução das Medidas para a Qualidade do Ar em Lisboa e no Porto, bem como dos projectos do Fundo Português do Carbono.

O Mercado Organizado de Resíduos, que recebeu sete propostas, é outra das medidas que «tem sérias probabilidades de estar concluída até ao fim do mandato», com especial destaque para a regulamentação do fluxo dos óleos alimentares usados.

Na sessão de balanço dos quatro anos de actividade à frente do seu ministério, Nunes Correia é peremptório: «Fizemos mais do que propagandeámos», fazendo referência às constantes acusações de ser um ministro «discreto» demais. «Fomos um ministério contido mas sólido, o que não significa que não tenhamos feito um conjunto de profundas reformas e um intenso trabalho em todas as áreas». O ministro mostrou-se satisfeito e gratificado com o trabalho realizado.

Como principais feitos alcançados, Nunes Correia realça a profunda reforma da legislação relativa à água (a Lei da Água, o novo regime económico-financeiro, a criação das Administrações das Regiões Hidrográficas), o início de funcionamento dos Centros Integrados de Recuperação e Valorização de Resíduos Industriais Perigosos a par da co-incineração, os planos de ordenamento das áreas protegidas, o saneamento de todas as dívidas do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e a criação dos três instrumentos essenciais para o combate às alterações Climáticas: o Plano Nacional para as Alterações Climáticas, a participação no Comércio Europeu de Licenças de Emissão, o Plano Nacional para Atribuição de Licenças de Emissão e o Fundo Português de Carbono.

O ministro do Ambiente lembrou ainda que os dois primeiros anos de governo «foram anos de grande austeridade financeira e ainda sem o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)», o que poderá ter marcado a vida do ministério. No entanto, realçou, foram preparados os documentos que serviram de base sólida para aplicar o QREN: o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais, o Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos II e a Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais.

Durante o mandato, Nunes Correia relevou ainda a reformulação da política de receitas do ministério, com a criação do Fundo de Intervenção Ambiental, do Fundo de Protecção dos Recursos Hídricos, do Fundo de Conservação da natureza e Biodiversidade e do Fundo Português de Carbono, e a criação de 178 mil hectares de Zonas de Protecção Especial.

Fonte: Ambiente Online

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mais um Guarda Parque Universitário: Parabéns Siwaun!

O Guardaparque Indígena Siwaun Asiwefo Tiriyo, também conhecido por João Evangelista, finalizou os seus estudos secundários e prepara-se para ingressar na Universidade.
Siwaun é da tribo indígena Tiriyo, ainda há poucos anos vivia nos profundezas da Selva Amazónica, tendo ido viver para a cidade de Macapá no estado de Amapá, Brasil, esta mudança radical na sua vida deve-se ao facto de querer adquirir mais conhecimentos para melhor defender a sua família, o seu povo e a Amazónia. Estudar foi a forma que encontrou para continuar a ajudar a sua terra, a sua cultura e a sua comunidade.

Actualmente é instrutor de Guardaparques Indígenas e Assessor para os assuntos Indígenas da ACT, foi um dos coordenadores indígenas do Projecto de Vigilância do Parque Indígena Tumucumaque e o Tesoureiro da Associação dos Povos Indígenas Tiriyo, Kaxuyana e Txikiyana – Apitikatxi, as habilitações que conquistou com sacrifício irão certamente contribuir para melhorar a sua importante tarefa e missão.

Siwaun recebe apoio da ACT Brasil (Amazon Conservation Team Brasil) para quem trabalha há alguns anos, tem como seu grande mentor o histórico Guardaparque Marcelo Segalerba que lhe tem dado apoio e incentivo para continuar esta nova etapa da sua vida.

Esteve em Portugal por duas vezes, na companhia de Marcelo Segalerba, a convite da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza. Participou como orador no XIV Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza que se realizou em Ponte de Lima no ano de 2006 e no I Congresso Ibérico de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales que se realizou em 2008 em Idanha-a-Nova.

Aproveitou a sua estadia em Portugal para divulgar o seu trabalho em prol dos Povos Indígenas e da protecção e defesa da Floresta da Amazónia.

Os Tiriyo habitam um território fronteiriço entre o Brasil e o Suriname. A sua população é de aproximadamente de 2400 pessoas, 1400 vivem no Suriname ao longo dos rios Sipaliwini, Tapanahoni e Palomeu. No lado brasileiro, há cerca de 1000 indivíduos distribuídos, principalmente nas margens dos rios Marapi e Paru d’Este. No Brasil, os Tiriyo vivem na Terra Indígena Parque do Tumucumaque, localizada entre o norte do Pará e o noroeste do Amapá, cuja área de 3 071 061 hectares é compartilhada com os povos Kaxuyana, Apalai, Wayana e Txikiyana, que falam a língua Carib, e com algumas famílias da etnia Waiãpi, que falam o Tupi-guarani.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Cabo Verde: Portugal apoia criação de corpo policial para a área do ambiente

Portugal vai apoiar Cabo Verde na criação de um corpo policial especialmente vocacionado para a área ambiental, disse à Lusa o ministro português do ambiente. Nunes Correia, que hoje terminou uma visita de três dias a Cabo Verde, justificou o apoio com o facto de Portugal "ter uma experiência muito grande" nessa área, quer a nível da inspecção-geral do ambiente, quer a nível de vigilantes da natureza do Ministério do Ambiente, ou ainda do corpo de 500 elementos da GNR especializado em áreas ambientais.

Nunes Correia, que no âmbito da visita se encontrou com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Veiga, e visitou o Parque Natural da Serra Malagueta, na ilha de Santiago, salientou à Lusa a formação de quadros como "dos projectos mais importantes" na cooperação com Cabo Verde. "Cabo Verde tem carências muito grandes de técnicos na área dos estudos de impacto ambiental, licenciamento ambiental, e agora fiscalização ambiental", disse o ministro, acrescentando que estiveram no arquipélago formadores portugueses e que 11 técnicos cabo-verdianos fizeram estágios em Portugal nessa área.

"A administração do ambiente em Cabo Verde é ainda relativamente frágil e este sector dos estudos de impacto ambiental é muito importante por causa do desenvolvimento da economia, nomeadamente nos projectos turísticos, que obrigam a compatibilizar o desenvolvimento económico com o ambiente, afirmou.

Portugal, acrescentou, vai agora promover uma nova formação na área da fiscalização ambiental, fazendo deslocar a Cabo Verde especialistas na matéria.

Passível de ser financiado por Portugal é também o projecto SISTARAC, apresentando pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Cabo Verde e que se destina a avaliar a qualidade do ar e a sua relação com as alterações climáticas no arquipélago.

Fonte: Lusa