terça-feira, 26 de maio de 2009

PEV quer mais Vigilantes da Natureza no Faial e Pico

A candidata do Partido Ecologista “Os Verdes” ao Parlamento Europeu, Ana Paula Simões, alertou hoje que as ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, têm «poucos Vigilantes da Natureza» para assegurar a fiscalização de todas as áreas protegidas.

Ana Paula Simões, que hoje reuniu com o núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial, frisou que o número de efectivos está «abaixo das necessidades», defendendo a necessidade de um reforço de meios humanos.

A situação é particularmente complicada na ilha do Pico, a segunda maior dos Açores em termos de dimensão, que dispõe apenas um Vigilante da Natureza para fiscalizar quase 450 quilómetros quadrados, numa ilha que inclui uma zona classificada como Património Mundial da UNESCO.

«Este é um caso gritante», frisou a candidata ecologista, que integra a lista da CDU para o Parlamento Europeu.

O secretário regional do Ambiente, Álamo de Meneses, admitiu recentemente, em declarações à Lusa, o reforço do número de Vigilantes da Natureza, à medida que forem sendo criados os parques naturais de ilha.

Na altura, Álamo de Menezes apontou o caso da ilha do Pico como uma das situações em que existe carência de efectivos.

O arquipélago dos Açores conta actualmente com 30 Vigilantes da Natureza, uma carreira criada há nove anos para cuidar das zonas de interesse ambiental.

A candidata do Partido Ecologista Os Verdes esteve segunda-feira no Jardim Botânico do Faial, que reúne uma colecção única de espécies das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), tendo prevista para hoje à tarde uma visita à Central de Triagem da Horta, construída pela Câmara Municipal e uma das primeiras do arquipélago.

Fonte: Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Plano de conservação é última tentativa para salvar população de golfinhos do Sado

Os golfinhos do Estuário do Sado vão ser alvo de um plano de conservação que foi anunciado no dia 20 de Maio. Apesar da espécie Tursiops truncatus estar de boa saúde a nível mundial, a população que fez habitat no Sado conta só com 25 indivíduos.

O plano a lançar pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai ser publicado em livro e não promete inverter a situação, mas é a última oportunidade para a sobrevivência do roaz-corvineiro.

“Vamos tentar que não morra”, disse ao PÚBLICO Marina Sequeira. “Se possível, vamos fazer todos os esforços para travar o declínio”, sublinhou a bióloga, ligada à Reserva do Estuário do Tejo e que fará amanhã uma apresentação em Setúbal sobre o estado da espécie.

A diminuição da população do roaz acentuou-se durante a década de 80 quando a mortalidade infantil do cetáceo disparou e uma grande percentagem dos indivíduos apresentava extensas feridas no corpo que se pensa ter sido feitas devido à poluição. Hoje, o problema é menor, mas a população está envelhecida e continua a haver perda de indivíduos jovens – provavelmente por abandonarem o Estuário e irem integrar outras populações. Há testemunho de golfinhos das zonas costeiras que passam perto da foz, mas que se saiba nenhum ficou lá, o projecto quer alterar esta situação.

“Há quatro grandes objectivos no plano de acção”, explicou ao PÚBLICO João Carlos Farinha, director adjunto do departamento de gestão de áreas classificadas de zonas húmidas do ICNB, que iniciou este projecto. A monitorização da população, através do estudo das características fisiológicas, populacionais e genéticas – para compreender o grau de endemismo dos indivíduos –, a monitorização ambiental e do habitat, acção de educação da população e criação de um mecanismo para operacionalizar o plano. Um esforço importante é sensibilizar a Marina e o Porto para controlarem a forma como os barcos de recreio se comportam no rio. Mais de 30 entidades, tal como a Quercus e a LPN estão envolvidas na conservação do golfinho.

O projecto vai ser tutelado pela Secretaria de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar e pela Secretaria de Estado dos Transportes, adiantou ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente. Segundo Humberto Rosa, o espírito deste plano de conservação é semelhante ao do lince-ibérico. É uma aposta “cinzenta e com risco, mas achamos que vale a pena tentar.” Daqui a cinco anos, o tempo do projecto, ficamos a saber se deu resultado.

Fonte: Jornal O Público

Participação da APVGN no fórum Portugal de Verdade

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), participou no fórum Portugal de verdade, que decorreu em Faro, no auditório do complexo pedagógico do Campus da Penha na Universidade do Algarve. Numa sessão subordinada ao tema “Ambiente: construir o presente, preservar o futuro”.
O fórum teve como moderador o Dr. Luís Marques Mendes e como oradores; João Joanaz de Melo, Joaquim Poças Martins e Gilberto Jordan. Tendo ainda contado com a presença da Dr.ª Manuela Ferreira Leite.

Os principais temas abordados e discutidos foram essencialmente; as energias renováveis, aspectos positivos e negativos, bem como a água e a sua gestão sustentada.
Os representantes da APGVN questionaram os oradores sobre qual é a sua posição perante a carreira de Vigilantes da Natureza. Os oradores enalteceram a profissão e traçaram um futuro risonho para os Vigilantes da Natureza.


Notícia APGVN

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fado tem dois meses e será um dos primeiros habitantes do CNRLI

Depois de cinco anos a ser preparado, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, foi inaugurado no dia 21 de Maio, como medida de compensação pela construção da Barragem de Odelouca, passando a sua gestão das Águas do Algarve para o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. A equipa de nove técnicos e cinco vigilantes vai começar a instalar-se a 1 de Junho. Os primeiros linces – um grupo de seis a dez animais – deverão chegar dos centros de reprodução espanhóis ainda este ano.

No grupo está o Fado, hoje com dois meses. “Escolhemos este nome já a pensar no centro português”, explicou Astrid Vargas, a coordenadora do Programa Ibérico de Reprodução de Lince em Cativeiro. Para a responsável, a equipa técnica portuguesa é “excelente e muito bem preparada”. Segundo Rodrigo Serra, director técnico do centro, todos os técnicos tiveram informação, durante meses, em Espanha. Fazem parte da equipa dois veterinários, uma bióloga (especializada em comportamento animal), uma administrativa e quatro tratadores.

O centro de reprodução, ocupando uma área total de cinco a seis hectares, tem capacidade para receber 16 animais. No limite, pode chegar a 32.

O modelo de gestão será muito semelhante ao centro de reprodução de Doñana, até porque está inserido na rede ibérica de centros: três em Espanha, este em Silves e um que está previsto, para 2010, na Estremadura espanhola. “É muito importante que abram mais centros, para aumentar a variabilidade genética”, explicou Astrid Vargas.

Hoje, Espanha tem 78 linces em cativeiro, 42 nasceram nos centros de reprodução, 18 dos quais este ano. A razão do sucesso é, explicou Vargas, “a existência de mais fêmeas adultas e o nosso maior conhecimento técnico”.

Um dos maiores obstáculos ao programa de reprodução é o período das lutas entre crias, quando estas têm dois meses. Durante este período, “os animais ficam muito agressivos, obrigando a que a vigilância seja muito intensiva”, explicou a responsável espanhola.

Muito vigiado

O Fado terá à sua disposição cercados com mil metros quadrados, cada um com cinco câmaras de vigilância, onde só poderão entrar dois tratadores. Haverá também uma clínica, um laboratório, uma cozinha, um centro de criação artificial, um edifício de quarentena e um centro de coordenação onde serão visionadas as imagens captadas pelas câmaras.

“Esperemos que os linces sejam libertados. Por isso, queremos que sejam saudáveis”, explicou Rodrigo Serra, adiantando que o centro não será visitável. “Não os podemos habituar aos humanos”, até porque estes podem transmitir doenças aos bichos. “É um risco muito grande”, sublinhou o técnico português.

As primeiras tarefas da equipa serão o enriquecimento ambiental dos cercados – colocando elementos dos habitats do lince como plantas arbustivas de cheiro, troncos, pedras e coelhos vivos, o seu prato favorito – para tornar os animais mais adaptados ao seu meio natural.

Para Astrid Vargas, um bom resultado ao final de um ano seria apenas conseguir que “os linces estejam de boa saúde”. Rodrigo Serra sublinha que nos próximos cinco anos imperará “a obrigação de saber onde será importante reintroduzir os animais.”

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considera que o centro é uma “marca histórica na conservação da natureza em Portugal”.

O centro exigirá um investimento de 300 mil euros por ano a pagar pelas Águas do Algarve até 2025.

Fonte: Helena Geraldes

terça-feira, 19 de maio de 2009

PSD/Açores preocupado com Vigilantes da Natureza

O PSD/Açores pediu hoje ao governo regional um conjunto de informações sobre as condições de trabalho "dadas pela tutela" aos Vigilantes da Natureza que laboram nos Açores, referindo que "no Faial, os Vigilantes da Natureza se encontram impossibilitados de trabalhar no terreno e de exercer cabalmente as suas funções por falta de viaturas, uma situação que se arrasta há mais de ano e meio", explicam.

Num requerimento entregue pelos deputados Costa Pereira e Luís Garcia, os deputados laranja dizem que a carreira de Vigilante da Natureza existe na região "desde o ano 2000, numa altura em que já existia a nível nacional", sendo importante destacar o seu papel de "sensibilização, vigilância, fiscalização e monitorização do ambiente e recursos naturais, nomeadamente no domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza", afirmam.

Assim os parlamentares social-democratas querem saber se o executivo considera ou não que a disponibilização de viaturas "seja essencial para a actividade no terreno dos Vigilantes da Natureza, bem como solicitaram a indicação, por cada ilha, do número de viaturas operacionais neste momento em utilização por aqueles funcionários regionais".

Destacando as particularidades das funções exercidas, os deputados perguntam, "relativamente aos últimos quatro anos", quantas acções de formação "foram destinadas aos Vigilantes da Natureza dos Açores" e em que contexto, "dada a criação da inspecção regional do ambiente e da assumpção pela GNR de acções na área da protecção ambiental vão agora desempenhar as suas funções".

A preocupação do PSD passa pela maneira "de compatibilizar e articular no terreno a acção das referidas instituições com a dos Vigilantes da Natureza", tendo também solicitado a indicação, "por cada ilha, do número de Vigilantes da Natureza em funções nos Açores e do número de lugares existentes em quadro e não providos", conclui o documento enviado à assembleia legislativa.

Fonte: PSD/Açores - Gabinete de Imprensa

domingo, 17 de maio de 2009

Plantas: Oito espécies da flora portuguesa "em perigo crítico" de extinção

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies "em perigo crítico" de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.
O relatório final da primeira fase deste Plano, que data de Março de 2007, indica que sete destas espécies só existem em Portugal: Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).

A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.

Todas as espécies classificadas como "em perigo crítico" de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.

A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.

O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.

O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.

A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.

Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.

Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.

Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse à Lusa que não está previsto, para já, dar continuidade a este projecto, mas salientou que vai ser concluída a elaboração da lista de referência das espécies da flora portuguesa.

Esta lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um futuro Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

O ICNB, acrescentou Mário Silva, está também a coordenar o processo de avaliação do estado de conservação das mais de cem plantas protegidas existentes em Portugal.

Apesar de o conhecimento sobre as espécies da flora "ter mais lacunas e ser mais difícil de sistematizar" do que as espécies da fauna, o responsável do ICNB adiantou que esta avaliação deve terminar ainda em 2009.

O Dia Mundial da Conservação das Plantas comemora-se na na próxima segunda-feira, 18 de Maio.

Fonte: LUSA

Entrevista ao presidente do ICNB, Engº Tito Rosa

Eng.º Tito Rosa: A sociedade tem de contribuir para financiar a conservação

Defender os valores naturais do país é uma tarefa que não pode ser deixada a cargo apenas dos especialistas. Mas, para que a sociedade se envolva, tem de conhecer melhor aquilo que é importante preservar e os benefícios que poderá daí obter, diz Tito Rosa, presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) há um ano.

Uma águia-imperial foi recentemente abatida por caçadores. A política que se tem sempre seguido é a de manter em segredo a localização de espécies muito ameaçadas. Não havendo possibilidade de pôr vigilantes em cada um desses sítios, não será de repensar essa política e divulgar a informação, cativando a população para essa vigilância?

É um debate interessante que pode ser alargado a outras matérias, que é saber se a natureza é conservada por especialistas ou por não especialistas. Acho que é muito importante ser conservada por especialistas, mas estes só o conseguem fazer se os não especialistas a conservarem. Este é o caminho a seguir.

Envolvendo as populações?

Exactamente, embora tudo o que é de mais também pode ser em excesso. Em determinadas situações importa que não haja perturbação. Mas as pessoas têm de saber que está lá e a importância que tem. O nosso objectivo de conservação da natureza só é alcançado se conseguirmos que os não especialistas sejam os primeiros a ser mobilizados para a conservação.

Mas nunca se ultrapassou, em muitas situações, a ideia de que a conservação da natureza é um empecilho ao desenvolvimento. Como ultrapassar isto?

Dou-lhe um exemplo: liderámos, no Norte, no Alentejo e no Centro, os processos de candidatura ao Prover [programas de valorização económica de recursos endógenos no âmbito dos fundos comunitários], onde estiveram envolvidos mais de duas centenas de parceiros e em que as áreas protegidas apareceram como âncora desses projectos.

Mas que vantagens é que as populações têm tirado de estarem numa área protegida?

Talvez isso não seja valorizado por todos, mas uma das vantagens é a sua própria existência. Imagine zonas que hoje estão protegidas se não o fossem. Com a nossa propensão para o desordenamento, o que seria desses territórios? Mas há que valorizá-los e uma forma é levar as pessoas a visitar as áreas. Lisboa está rodeada de áreas protegidas por todo o lado. Mas quantos lisboetas sabem isso, quantos são os hotéis que promovem viagens curtas a essas áreas? Isto custa pouco e tem muito de positivo. É um trabalho que estamos a fazer.

Falta transmitir por que é que é importante preservar as espécies.

Um primeiro passo para que as pessoas se apercebam do valor da natureza é permitir que usufruam dela. Se usufruírem de um bem, defendem-no, mesmo que não o consigamos quantificar. É importante que as pessoas da conservação chamem a si o grande público para o fazer perceber o valor que têm em presença, mais que não seja pelo seu usufruto.

Mas o ICNB é visto muito como uma entidade reactiva em vez de proactiva.

Esta casa tem uma missão muito valorosa, mas a sua fragilidade está associada a isso. Quando somos pioneiros, somos vistos como alguém que vem criar dificuldades. Hoje ninguém põe em causa a economia da água, dos resíduos ou da energia. Mas a natureza não está assumida nesse sentido, portanto há sempre pessoas que não compreendem. O nosso papel é estar um bocadinho mais à frente, o que tem custos. Temos de resistir, mas também temos de ser compreensivos para que se consiga fazer essa trajectória rapidamente mas sem ruptura. É um desafio difícil mas mobilizador. Estamos a correr ao lado do tempo. Mas a economia irá, progressivamente, absorver a natureza.

Conseguiram reequilibrar as finanças do ICNB?

Sim, fazendo uma gestão adaptada aos recursos. Regularizámos as dívidas com os fornecedores. E o meu desafio nesta casa é permitir que a biodiversidade capte investimentos que não venham apenas do Orçamento do Estado. Cada vez temos de fazer com que outras instituições, organizações de agricultores, associações, etc., invistam na natureza e sejam apoiadas para isso.

É nesta estratégia que se insere o Business & Biodiversity?

O B&B tem quase dois anos. O balanço é positivo.

Não foi apenas uma tentativa das empresas se esverdearem em termos de marketing?

Não. Os projectos têm compromissos assumidos.

Que estão a ser implementados?

A maior parte está. Vamos agora fazer um ponto de situação para relançar o processo de adesão a novas empresas. Gostaria que a iniciativa se alargasse ao sector agro--alimentar pelo seu relacionamento com os agricultores, pois as explorações agrícolas são domínios de gestão de biodiversidade.

Foi por isso que a Comissão Europeia decidiu que os fundos para a Rede Natura viriam dos apoios para o desenvolvimento rural. Está satisfeito com as decisões tomadas nesse capítulo a nível nacional?

Para ser objectivo, não posso estar satisfeito. Temos de redinamizar essa área porque o contributo dos agricultores para a gestão de sítios é fundamental. E esse trabalho tem de ser remunerado. Porque estes, além dos produtos, produzem biodiversidade. Temos propostas e brevemente iremos discutir isso com o gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura, mas sinto que há cada vez mais uma convergência.

Mas o que é que não funcionou?

Pode ser por factores múltiplos: por se ter alterado o método, por os valores de incentivo não serem suficientes, por falta de mobilização no terreno, etc.

Houve pouca adesão?

Sim, face às expectativas.

Como está o Fundo da Conservação?

Apresentámos as primeiras propostas à tutela para reflexão. Não deve começar a funcionar este ano mas gostaríamos de, ainda em 2009, discutir o perfil do fundo e criar alguma legislação. Queremos evitar que se transforme num fundo orçamental, típico de muitos fundos que existem, que depois financiam entidades públicas. Queremos criar um fundo financeiro, com capacidade de auto-regeneração, envolvendo as entidades públicas e privadas. As medidas de minimização e compensação de projectos poderiam alimentar em parte esse fundo. Assim como algumas contribuições sobre serviços prestados pelo Estado.

Não será para cobrir as carências financeiras do ICN?

Não. É possível mobilizar recursos financeiros na sociedade, e não apenas no Estado, para desenvolver as iniciativas de conservação.

Escasseiam indicadores sobre os sucessos ou insucessos da conservação da natureza em Portugal. O fundo permitiria cobrir algumas dessas lacunas?

O fundo vai ter obrigação de produzir indicadores. Quase um barómetro do que está a acontecer em matéria de biodiversidade em Portugal.

Que balanço faz da reestruturação do ICNB?

O que interessa é a gestão dos modelos, não os modelos em si. Reconheço-lhe vantagens e alguns inconvenientes, como o esforço de coordenação que exige. É essencial uma grande capacidade de orientação de cima para baixo. Sou muito adepto das organizações com comando. O director acumula agora várias áreas.

O contacto com as populações locais está a ser conseguido?

O ICNB continua a estar presente junto das populações, em quatro dezenas de locais pelo país. Esta instituição tem agora uma mesma atitude de Castro Marim a Montesinho. E depois tem como objectivo ser mobilizador de todos aqueles que podem dar um contributo positivo. Na maior parte das áreas protegidas há imensas oportunidades de encontrar soluções de co-gestão.

Como estão os clandestinos?

Vai haver demolições muito brevemente, sobretudo as que têm decisões de tribunal transitadas em julgado. Estamos a tratar dos procedimentos formais.

Onde?

Em todo o país.


Fonte: Ana Fernandes, Jornal Público

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Viagem a Cananeia - SP, por Rayssa Barros, Brasil

Dia 27 de abril de 2009 fui convidada para conhecer a cidade de Cananéia que fica no estado de São Paulo. Entretanto, para chegar ao município, tive que passar pela grande capital São Paulo. Ao sobrevoar a cidade, fiquei impressionada com a enorme quantidade de prédios aglomerados pelos quatro cantos da cidade. ► Ler mais (arquivo PDF)

sábado, 2 de maio de 2009

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia na Feira de Equimur

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia estiveram presentes na “XIV Salão Nacional de Cavalos de Raças Puras”, Equimur 2009, Espanha, que se celebrou no Palácio de Feiras e Exposições IFEPA, na Torre Pacheco (Múrcia). Na edição deste ano participaram 350 exemplares de Cavalos de Pura Raça Espanhola, de 100 coudelarias, provenientes das várias províncias espanholas. Os Agentes Medioambientales da Brigada Equestre falaram sobre o seu trabalho com a imprensa presente no certame.


Fonte: Guardabosques
FC

VI Congresso Mundial de Rangers / Guarda-Parques / Vigilantes da Natureza

Toda a informação sobre o VI Congresso Mundial de Guardaparques a realizar em Novembro de 2009, na Bolívia:

Centro de reprodução do Lince-ibérico em Silves receberá primeiros animais este ano

Portugal vai receber ainda este ano os primeiros linces ibéricos no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, que está pronto para inaugurar, revelou hoje a coordenadora do plano de acção para a conservação desta espécie, lançado há um ano.

"O trabalho nunca é muito grande no primeiro ano, mas conseguimos uma convergência de objectivos de todas as partes envolvidas", entre as quais responsáveis do ambiente, caçadores e produtores florestais, disse à Lusa Lurdes Carvalho, a propósito do primeiro ano de vigência do Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal, que se assinala sábado.

O centro de reprodução do lince construído em Silves "está pronto" e aguarda apenas a inauguração oficial, que deverá acontecer em breve, embora não haja ainda uma data, segundo aquela responsável.

Mas a chegada dos primeiros linces não é para já: "Falta ainda protocolar os detalhes" com Espanha, adiantou, explicando que o envio dos primeiros animais depende também da disponibilidade do centro de reprodução do lince de Donãna.

"Estou convicta de que até ao fim deste ano vamos receber os primeiros linces", afirmou Lurdes Carvalho, lembrando que o centro de Silves tem capacidade para receber 16 animais.

Quanto à libertação na natureza dos primeiros linces ibéricos, esta responsável explicou que esse passo vai demorar "pelo menos dois anos".

"Não se sabe quando isso vai acontecer, até porque é preciso assegurar uma taxa razoável de coelho bravo", a presa mais apreciada pelo lince ibérico, explicou.

A serra da Malcata e o sul de Portugal são duas regiões do país onde se pretende fomentar a reprodução do coelho bravo, entre outras medidas, para poderem acolher o lince em liberdade, mas no sul a situação é mais difícil por muitos dos terrenos serem de privados.

"Temos ainda de criar um entendimento sobre a gestão do matagal mediterrâneo [o habitat natural do lince ibérico], o que demorará algum tempo. Estão previstas também acções de sensibilização e trabalhos com os proprietários, agricultores ou gestores de caça", explicou Lurdes Carvalho.

O Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está ainda a elaborar um manual de boas práticas para a gestão do matagal mediterrânico e prepara o lançamento de um site sobre o lince dirigido ao público em geral, com várias informações sobre a espécie e a sua situação na Península Ibérica.

O lince ibérico (Lynx pardinus) é considerado o felino mais ameaçado do mundo e, de acordo com o último censo nacional da espécie, está em fase de pré-extinção em Portugal, sendo que desde 2001 não se detectam vestígios de lince em território nacional.

O centro de recuperação do lince em Silves está fechado ao público, não tendo qualquer vertente pedagógica.

A construção do centro foi levada a cabo com fundos da Águas de Portugal do Algarve, como medida de compensação da Barragem de Odelouca, e com fundos comunitários.

Fonte: LUSA

sábado, 18 de abril de 2009

”Questões significativas da gestão da água”, reunião em Alcantara, Espanha

Companheiros!

Irá realizar-se no próximo dia 23 de Abril, pelas 11horas (locais), em Alcântara (Cáceres, Espanha) uma reunião/plenário que terá por tema as”Questões significativas da gestão da água”, incluídas no plano de gestão de região hidrográfica, actualmente em elaboração.

Este processo reveste-se de grande importância, por este motivo seria importante a presença do maior número possível de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales para que seja dado destaque à importância da Fiscalização e Monitorização na região hidrográfica do Tejo/Tajo.

Os promotores são:
DH Tajo e ARH Tejo, Comisíon para la Aplicación y Desarrollo del Convenio de Albufeira (CADC), Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento do Convénio de Albufeira (CADC).
Comissão Organizadora / Comisión Organizadora:
Confederación Hidrográfica del Tajo
Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.

Inscrição gratuita / Inscripción gratuita:

Secretariado Técnico da CADC
Avenida Almirante Gago Coutinho, 30, 10.º
1049-066 Lisboa
Portugal
Tel. +351 21 843 02 00/25

Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.
Rua Braamcamp, 7
1250-048 Lisboa
Portugal
Tel. +351 210 101 387

Secretaria Técnica de la CADC
Dirección General del Agua
Agustín de Betancourt 25, 2.º
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 453 53 56

Confederación Hidrográfica del Tajo
Avda. De Portugal, 81
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 535 05 00

Documentação disponível / Documentación disponible em/en:

Com os melhores cumprimentos,

Francisco Correia

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cabras serranas procuram subscritores para ajudarem a Gralha-de-bico-vermelho

O sociólogo francês Jean-Louis Laville foi o primeiro subscritor dum rebanho comunitário à escala global - 300 cabras serranas que terão a responsabilidade de tirar a gralha-de-bico-vermelho do grupo de aves em vias de extinção.
As primeiras cabras (cerca de 60) chegaram a Chãos, uma aldeia da freguesia de Alcobertas (Rio Maior), em plena Serra dos Candeeiros, há uma semana.

O rebanho nasce de um projecto da associação ambientalista Quercus que escolheu a Cooperativa Terra Chã como parceira, e que tem a Vodafone como patrocinadora.

Com o fim do pastoreio - na aldeia já só resta um pastor e mesmo este já só sobe à serra quando é convidado pela Cooperativa a fazer a Rota dos Pastores, uma das muitas iniciativas da Terra Chã -, geraram-se alterações na biodiversidade a ponto de quase levar à extinção da gralha-de-bico-vermelho.

As cabras serranas, "tipo ribatejano", que a Terra Chã vai reintroduzir numa área de 200 hectares da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras d`Aire e Candeeiros, são uma esperança para o retomar do equilíbrio daquele habitat.

É que a gralha-de-bico-vermelho é uma ave insectívora muito dependente de ecossistemas agro-pastoris extensivos criados pelo homem.

O que este rebanho tem de "especial" é que qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo pode comprar uma cabra (100 euros) - o nome do proprietário fica inscrito numa "medalha" colocada no animal -, recebendo em troca, durante cinco anos, o convite para, uma vez por ano, participar no passeio pedestre Rota dos Pastores e tomar contacto com a evolução do rebanho e a avaliação do seu contributo para a preservação da gralha-de-bico-vermelho e do seu habitat.

No fim, ficam com um certificado em como participaram na preservação desta espécie.

"O primeiro subscritor foi o professor Laville, que visitou a aldeia em Fevereiro no âmbito de um trabalho sobre Economia Social e que fez questão de deixar os 100 euros ao professor Roque Amaro" (do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, que tem estudado o trabalho da Cooperativa Terra Chã), disse António Frazão à agência Lusa.

António Frazão e Júlio Ricardo são a "alma" da Terra Chã, cooperativa que nasceu na continuação do trabalho iniciado em 1985 com o Rancho Folclórico de Chãos, e que é considerada por Jean-Louis Laville um exemplo que "impressiona" pela "durabilidade do edifício económico, social, cultural e ambiental que se constrói pedra após pedra há mais de 20 anos" e pela forma "como se integra na vida local".

O impacto do rebanho - para o qual a cooperativa procura um pastor "qualificado" - vai ser alvo de uma avaliação contínua, dependendo a evolução da sua dimensão (que poderá chegar a um máximo de 300 cabras) da monitorização que for sendo feita de dois em dois anos, frisou António Frazão.

Para já, as cabras, ainda muito jovens, estão em instalações provisórias, na aldeia. Quando forem adultas, a Cooperativa espera ter já pronta a sala de ordenha com todas as condições higieno-sanitárias, e que irá permitir a criação de pelo menos mais um posto de trabalho.

Serão mais dois postos de trabalho a juntar aos seis permanentes que a Terra Chã já assegura na aldeia, onde tem a funcionar um restaurante, um centro de alojamento, um centro de artes e ofícios tradicionais e um centro de formação.

Fonte: LUSA

Duas novas espécies de insectos no PNSAC

No final de 2006 início de 2007, foram descobertas duas novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Trata-se de escaravelhos cavernícolas, ou seja que habitam em cavidades e grutas, no Maciço Calcário Estremenho, sendo espécies novas para a Ciência.
Esta descoberta é tanto mais significativa se pensarmos que, em Portugal continental, apenas se conheciam dois exemplares de uma única espécie de escaravelho cavernícola – a Trechus machadoi.

Estas espécies foram descobertas pela bióloga Ana Sofia Reboleira, durante uma investigação desenvolvida no PNSAC, no âmbito do seu mestrado, intitulado “Os Coleópteros (Insecta, Coleoptera) cavernícolas do maciço calcário Estremenho: uma abordagem à sua biodiversidade”. Este trabalho contou com o apoio logístico do PNSAC/ICNB, sendo a orientação científica dos docentes Fernando Gonçalves (Dep. de Biologia da Univ. de Aveiro) e Artur Serrano (Faculdade de Ciências da Univ. de Lisboa).

Os exemplares das duas espécies de escaravelhos (Coleópteros da família Carabidae) encontrados e descritos, pertencem também ao género Trechus.

As espécies agora descobertas possuem algumas características interessantes:

- são hipógeas, ou seja que vivem debaixo de terra. A palavra deriva de “hipo” – “debaixo de” + geo – “terra”) ou troglóbios – nome dado aos seres que habitam em zonas profundas e subterrâneas. O termo deriva do grego “trogle” que significa caverna, cavidade + “bios” – vida;

- ocupam as partes profundas das cavidades do maciço calcário estremenho;

- todo o seu ciclo de vida decorre no interior das cavidades;

- são microendémicas, ou seja têm uma distribuição muitíssimo reduzida, existindo apenas em pequenas zonas; e

- as suas populações têm um reduzido número de indivíduos, o que dificulta bastante a sua visualização.

Sendo insectos que existem apenas em grutas e cavernas (i. e. em habitat cavernícola), apresentam, por isso, adaptações ao meio subterrâneo, tais como:

- despigmentação - falta de pigmento, uma vez que não precisam de se proteger dos raios solares;

- estruturas oculares reduzidas – atendendo a que não há luz nas cavidades a visão passa a ser pouco importante; e

- grande sensibilidade às alterações do meio.

Cada uma das três espécies de coleópteros cavernícolas, actualmente conhecidas em Portugal continental, ocupa uma subunidade distinta do maciço calcário estremenho.

Estas zonas cársicas, em que a água é quase rara à superfície mas onde existem lençóis de água subterrâneos e toda uma rede de cavidades, são muito vulneráveis a problemas ambientais, de que são exemplo a poluição das águas subterrâneas devido a substâncias que se infiltram através dos calcários, a exploração de inertes (ex. pedra) e a construção. Note-se que um curso de água subterrâneo demora muito mais tempo a recuperar de um episódio de poluição do que um rio à superfície.

Assim, para se manter a qualidade daquele que será um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce existentes em Portugal e para que se possam conhecer estas, e outras espécies ainda por descobrir e que habitam nas zonas mais recônditas do PNSAC, torna-se necessário proteger as áreas de drenagem dos habitats que albergam estas espécies microendémicas, caso contrário, corre-se o risco de elas se extinguirem ainda antes de serem conhecidas.

Fonte: ICNB

O Equador e a Venezuela são quem mais conserva a sua selva!

O Equador e a Venezuela são os países que conservam uma maior proporção da sua selva amazónica, o Peru é a nação que possui a menor superfície de bosque protegido, segundo um estudo divulgado pelo jornal diário “O estado de São Paulo”.
O Equador respeita 79,7% da sua selva, a Venezuela 71,5%, a Colômbia protege 56% dos seus bosques amazónicos, o Brasil 39,6, país que possui 64,3% da maior selva tropical do mundo e o Peru, protege 34,9% do seu território selvagem.

Em media estão sobre protecção 41,2% do considerado “pulmão do mundo”, os seus 7,8 milhões de quilómetros quadrados, que se estendem por nove países albergam 33 milhões de habitantes, entre eles existem 370 povos indígenas.

O Equador é o país que possui uma maior percentagem de terras indígenas (65%), a seguir aparecem a Colômbia (50,6%), a Bolívia (25,7%) e o Brasil (13%).

No Equador o processo de reconhecimento oficial de territórios indígenas na Amazónia é menos burocrático que no Brasil. A região está praticamente ocupada por povos indígenas.

Na Venezuela o processo de demarcação de terras indígenas está mais atrasado. O Governo não reconhece as terras e denomina-as apenas como “zonas de ocupação indígena” e marca-as dentro dos Parques Nacionais.

Em números absolutos, o Brasil destaca-se como o país que mais quilómetros de selva protege, devido às suas dimensões. Dos 3,2 milhões de quilómetros quadrados de selva protegida na Amazónia, 1,9 milhões estão no Brasil.

Fonte: El País Digital

Rick Gale partiu! Faleceu um dos fundadores da IRF

É com tristeza que anunciamos a morte de Rick Gale, um dos fundadores da declaração que constituiu a International Ranger Federation em 1992.
Sofreu um ataque cardíaco na sua casa em Boise, nos Estados Unidos da América.

Rick Gale, aposentado do NPS – National Park Service , foi durante 40 anos Park Ranger desempenhou durante muito tempo o cargo de chefe de operações de combate a incêndios.

Rick concluiu uma licenciatura em História na Universidade Estatal da Califórnia, fez uma pós-graduação em Administração Pública na Universidade do Sul da Califórnia.

Começou a sua carreira em 1958 no serviço de controlo de incêndios no Lava Beds National Monument, mais tarde trabalhou como Park Ranger no Sequoia/Kings Canyon, Yosemite, Glacier and Grand Canyon National Parks, em Coulee Dam, no Lake Mead e em Santa Monica Mountains National Recreation Areas. Esteve ao serviço do National Interagency Fire Center do NPS - National Park Service, como Chefe de operações de combate a incêndios, tendo de seguida tomado posse como Chefe Ranger do National Park Service, com sede em Washington.

Rick comandou equipas na área da gestão e operações durante 26 anos (1971 a 1997). Três das suas mais memoráveis missões realizaram-se quando em Greater Yellowstone Area comandou o combate aos incêndios de 1988 (durante 7 semanas supervisionou 13 equipas, num total de 9550 homens), comandou as comemorações do 50.º aniversário da Batalha de Pearl Harbor (1991), chefiou o rescaldo do furacão Andrew em quatro Parques Nacionais do Sul da Florida (1992). Para além das suas qualificações e reconhecidas qualidades no comando do combate a incêndios, também coordenou equipas de busca e salvamento em várias missões, foi um dos primeiros especialistas em aplicação da lei no NPS, foi formador no Lake Mead National Recreation Area de 1969 a 1973.

Rick esteve envolvido numa grande variedades de cursos a nível nacional, geriu formação na área da gestão de busca e salvamento, na área do comando e gestão de emergências e incidentes, coordenação de meios aéreos, coordenação de comando de várias agências em cooperação nos incêndios e na prevenção de risco de acidentes.

De 1975 a 2001, foi responsável pelo corpo docente dos Cursos de Gestão de Operações de Socorro e na Área de Comando, tendo sido Presidente da Comissão Directiva de 1990 a 2001.

Em Maio de 1994, o Presidente Clinton entregou-lhe pessoalmente na casa Branca o Harry Yount Lifetime Achievemente Award. Este prémio é atribuído ao Park Ranger que excede as expectativas no desenvolvimento do seu trabalho, e que tenha demonstrado ser possuidor de iniciativa, imaginação, perseverança, competência, criatividade, desenvoltura, dedicação e integridade em toda a sua carreira profissional. Rick recebeu o prémio por ter estado na vanguarda da inovação, em quase todos os grandes programas, desenvolvidas nas últimas duas décadas, relacionados com a profissão.

Foi homenageado inúmeras vezes, merecendo maior destaque as que recebeu por ter dirigido a Alaska Task Force, em 1979, 1980 e 1983.

Para além dos inúmeros cursos de formação para Park Rangers que dirigiu, foi membro fundador da principal Associação Nacional de Rangers dos Estados Unidos da América em 1977, tendo sido o seu Presidente de 1988 a 1994. Levou ao Congresso audições sobre a profissão e sobre a necessidade vital de manter a integridade do sistema de Parques Nacionais e da urgência de assegurar fundos e pessoal suficiente para atingir esses fins. Nas audições no Congresso pressionou repetidamente o NPS para que estabelecesse metas claras e planos de gestão.

Foi um dos signatários que estabeleceu as bases da criação da International Ranger Federation.

Espalhou a mensagem de que com perseverança e coragem se poderá alcançar um futuro melhor para todos os Park Rangers.

Deixou amigos em todos os recantos do planeta, é com grande orgulho que podemos afirmar que compartilhámos com ele a esperança de um futuro risonho para a profissão que adoramos!

Adeus amigo!

FC

segunda-feira, 30 de março de 2009

No “Dia da Floresta” os Vigilantes da Natureza foram à escola!

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza esteve na Escola D. Fernando II, em Sintra, para transmitir aos alunos alguns conhecimentos e proporcionar o debate sobre as “Alterações Climáticas” e os sinais de mudança que se fazem sentir na flora e na fauna. Abordou-se também o tema “fenómenos meteorológicos extremos”.

Discutimos o tema “diminuir a pegada de carbono”. Juntos procurámos soluções!

Proteger os habitats e conhecer um pouco mais sobre a Biodiversidade foram temas que entusiasmaram toda a assistência.

Foi dado grande destaque aos Guardiães da Natureza, a grande família dos Park Rangers.

Participaram nesta sessão 150 alunos que concluíram que:

As árvores são vitais para a nossa sobrevivência. São a componente fundamental de uma floresta, e têm a capacidade de albergar um grande número de espécies vegetais e animais, fazendo, em simultâneo, o controlo de diversos factores que reduzem os efeitos das alterações climáticas (temperatura, carbono atmosférico, absorção de água).

Foca-monge-do-mediterrâneo: A “Desertinha” deixou-nos!


A mais famosa fêmea de lobo-marinho da colónia existente na Madeira, da espécie Foca-monge-do-mediterrâneo (Monachus monachus), morreu pouco depois de ter sido resgatada.

A Desertinha, como era carinhosamente tratada pelos Vigilantes da Natureza, era a matriarca de uma pequena mas importante colónia de lobos-marinhos que existe na Região Autónoma da Madeira.

A sua espécie corre o risco de se extinguir, estando mesmo classificada em “Perigo Crítico” na Lista Vermelha da IUCN pois, para além desta, só existem pequenas colónias, na Costa do Saara Ocidental, no Norte de África, em Marrocos, Argélia e Tunísia e em mais alguns locais da Costa Mediterrânica europeia, nomeadamente na Grécia, costa continental e ilhas, num total estimado de cerca de 400 exemplares.

Esta espécie, outrora abundante no arquipélago madeirense, levou a que quando os Portugueses desembarcaram na ilha em 1419, comandados por João Gonçalves Zarco, tenham chamado Câmara de Lobos ao local onde agora existe a cidade com esse nome. Hoje não existem no arquipélago da Madeira mais de 35 animais, que podem ser encontrados nas ilhas desertas, e que representam quase 10% da população mundial da espécie.

A Desertinha foi o primeiro animal da sua espécie a ser observado e identificado pelos responsáveis pela monitorização da espécie no Parque Natural da Madeira (PNM).

Apareceu muito debilitada na Ilha da Madeira, tendo sido de imediato transportada para as instalações da Unidade de Reabilitação das Desertas, onde foi feito um grande esforço para a salvar, tendo-se inclusive recorrido a um veterinário holandês, do Centro de Reabilitação de Focas de Pieterburen, com muita experiência no tratamento e recuperação de focas, que se deslocou ao local, mas foi impossível salvar o animal.

A autópsia permitiu identificar a causa da morte, resultado de um conjunto de factores, como uma cardiomiopatia, uma broncopneumonia e uma gastroentrite.

A “Desertinha” desapareceu, mas deixa hoje uma colónia de leões-marinhos pela qual muito se temeu, em franca recuperação.

Em sinal de reconhecimento pela importância que teve para a colónia, a “Desertinha” vai ser embalsamada e posteriormente exposta num local público na Madeira, ainda não definido.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Nasceram mais três Linces-ibéricos em cativeiro

No Centro de Conservação de El Acebuche, no Parque Natural de Doñana (Espanha), nasceram hoje três crias de Lince-ibérico. A progenitora, de nome Saliega, já deu à luz treze crias, o seu contributo tem sido muito importante para o projecto de reprodução do Lince-ibérico. Desde o início do programa nasceram vinte e sete crias. Os responsáveis pelo projecto perspectivam para o mês de Abril mais vinte nascimentos, o que aumenta a esperança de recuperação de uma espécie em risco de extinção.

Infelizmente também nos chegaram más notícias, na semana passada uma fêmea grávida a viver em liberdade foi atropelada, acabando por morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Estima-se que neste momento existam duzentos animais a viver em liberdade na Península Ibérica e cinquenta em programas de recuperação da espécie em cativeiro.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desastre Ecológico na Austrália

As autoridades australianas declararam “zona de desastre ecológico” as praias mais populares do país. O desastre ecológico foi provocado pelo derrame de crude provocado por um petroleiro.
O governo do estado de Queensland, negou que a sua actuação tenha sido tardia ante a catástrofe e anunciou que irá processar a companhia proprietária do navio com um pedido de indemnização milionário.

Também no estado de Brisbane ocorreu um desastre ecológico devido a um derrame de petróleo que afectou os Parques Nacionais das Ilhas Moreton e Bribie. Os possíveis riscos de danos ambientais a largo prazo não estão clarificados, a zona onde ocorreu o derrame situa-se a Sul da grande barreira de coral, o maior recife do mundo, que de momento não se encontra ameaçado.

As autoridades nacionais responsáveis pela fauna silvestre declararam que de momento as vitimas foram as aves que estiveram em contacto com as águas afectadas, porém advertiram que a situação poderá piorar se o derrame continuar.

A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do cargueiro Pacific Adventurer, explicou que o desastre ocorreu quando os contentores deslizaram pela coberta no meio de um ciclone, o que provocou uma ruptura num contentor de combustível. A companhia informou que se derramaram mais de 42 500 litros de petróleo no mar, mas após uma inspecção ao navio concluiu-se que a quantidade vertida era significativamente maior, porém não foi especificada.

Fonte: AP

Vagas disponíveis para monitorização de aves na Costa Rica

Existem lugares disponíveis para anilhadores (voluntários) de aves, a estação de anilhagem localiza-se no Caribe Costa-riquenho no lugar de Tortuguero, Costa Rica.
Os lugares estão disponíveis todo o ano e requerem uma estadia mínima de 2 meses. Os participantes deverão ter experiência na identificação de aves e estarem acostumados a operar com redes japonesas, a experiência mínima exigida é de pelo menos 200 aves processadas.

O anilhador principal deverá contar com ampla experiência na operação de uma estação de anilhagem, e poderá ser premiado com financiamento até metade do valor da sua passagem aérea até San Jose, Costa Rica.

A todos os voluntários serão proporcionadas hospedagem e alimentação na reconhecida estação biológica da Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero (http://cccturtle.org/ccc-costarica.htm).

A Caribbean Conservation Corporation e os seus colaboradores na Costa Rica operam cinco estações de monitorização nos arredores de Tortuguero há mais de uma década. Operam com redes para aves residentes e migratórias e fazem contagem dos milhões de aves que migram durante o dia ao largo da costa.

Para obter mais informações consulte:

Os interessados deverão enviar para a Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero o Curriculum Vitae e carta de intenções, que inclua a sua experiência como anilhador, conhecimentos de inglês e espanhol e as datas em que está disponível.

Para esclarecer eventuais duvidas contacte com:
Pablo A. Herrera, paherrera@fs.fed.us ou Dr. C.. John Ralph, cjr2@humboldt.edu, 707 825-2994 (fax 707 825-2901), U.S. Forest Service, Redwood Sciences Laboratory, 1700 Bayview Drive, Arcata, California 95521.

Fonte: Marcelo Segalerba