sábado, 30 de maio de 2009

Ministro do Ambiente inaugurou Centro de Reprodução do Lince

A promessa do ministro é de que os linces-ibéricos chegam até ao final do ano, pois estão a ser feitos «contactos com o Governo espanhol e as autoridades», nesse sentido. Os atrasos devem-se à elevada procura dos felinos por outros centros ibéricos.

Não havia linces, mas havia uma pequena multidão à espera do ministro do Ambiente Nunes Correia, para a inauguração do Centro de Reprodução do Lince-Ibérico em Cativeiro, na Herdade das Santinhas, no concelho de Silves.

Por isso mesmo, Nunes Correia considerou que aquela era «uma inauguração humana, até porque os linces são animais muito esquivos e não se dão bem com esta pequena multidão. Depois, logo virá a inauguração dos linces, que será mais recatada», brincou.

Apesar de ainda faltar a aprovação dos novos hóspedes, que vão ter 16 cercados, cada um com cinco câmaras de vigilância, o Centro já está a postos para os receber.
Haverá, além da área de cercados, onde existirá rotatividade até que os felinos encontrem o seu parceiro, uma zona de quarentena, um laboratório, uma sala de vigilância e até uma casa para guardar as presas vivas, os coelhos-bravos, comprados no exterior.

No mesmo espaço, existirá ainda uma parideira, também vigiada. A única diferença é que neste local foi colocada uma rede que cobre o cercado, para que as aves não consigam magoar os recém-nascidos.

«A circulação dos linces será feita através de túneis amovíveis, que vão ligar um cercado ao outro. Eles têm que se cheirar para escolher o parceiro mais compatível», avançou um dos responsáveis do Centro. A única dificuldade é que tudo terá que ser feito com muita paciência, pois a fêmea só poderá parir uma vez por ano.

O Centro poderá, contudo, servir também outras causas, que não a da reprodução e repovoamento dos linces-ibéricos. É que, para Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, o projecto será uma lufada de ar fresco, pois o novo espaço «poderá ser um factor de estímulo no surgimento de novas ofertas turísticas e, em consequência, na melhoria das condições de vida das populações do interior».

No entanto, a inauguração foi também uma forma de fazer uma passagem do testemunho da empresa Águas do Algarve, que construiu o Centro como medida de compensação ambiental para fazer a barragem de Odelouca, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), a entidade que irá gerir o novo espaço.

Tito Rosa, presidente do ICNB, comprometeu-se a cumprir o que lhe foi pedido pelo seu homólogo da Águas do Algarve Joaquim Marques Ferreira (antigo Presidente do ICNB). «Tornar o Centro num caso de sucesso, agora que damos por terminada a nossa tarefa aqui».

Com a passagem da responsabilidade para o ICNB, segundo Nunes Correia, «chegou-se a um ponto sem retorno. Já não se pode voltar atrás, mesmo que ainda falte o lince, a reprodução e a libertação».

A única certeza é que o Centro já reúne todas as condições para receber os novos inquilinos espanhóis, naturais do Centro de Donaña, na Andaluzia.

Fonte: Barlavento online

Aves na cidade: Um Casal de Falcões a Nidificar em Lisboa

Engana-se quem pensa que as aves de rapina apenas podem ser avistadas em áreas naturais. Conheça a história, imagens e videos, de um casal de peneireiros que elegeu um vaso de uma janela de um andar, em plena Lisboa, como local para criar a sua prole.
Um casal de falcões, da espécie Peneireiro-comum (Falco tinnunculus), nidificou no vaso da janela de um prédio, em plena cidade de Lisboa, e aí pôs quatro ovos.

Os peneireiros são uma ave comum em Portugal e existem até em ambientes urbanos, pois possuem uma grande tolerância à presença humana. Mas nidificar numa zona residencial, num vaso colocado a escassos centímetros da janela de uma sala é, no mínimo, insólito.

Há dois factores principais que explicam esta situação invulgar: existe alimento nas proximidades do ninho e este não foi perturbado.

Esta pequena ave de rapina, que tem 32 a 38 cm de comprimento e 68 a 78 cm de envergadura, alimenta-se de ratos, aves, lagartixas e insectos de grandes dimensões. Caça nas hortas e pequenos campos agrícolas que existem na cidade e que, neste caso, ainda existem na zona de Benfica, perto do Centro Comercial Colombo. Por outro lado, o morador da casa, Pedro Gonzaga, manteve o ninho imperturbado. As restrições a que esteve sujeito, como não levantar os estores da sala ou não ouvir música, foram para ele compensadas por poder observar de perto estas aves. Instalou uma câmara ligada ao computador e pôde seguir a vida dos falcões vinte e quatro horas por dia.

A atitude de Pedro face à presença destas aves não é, infelizmente, a mais comum. Os ninhos das aves de rapina são muitas vezes alvo de vandalismo. Perto de Benfica existe o Centro de Recuperação de Animais Silvestres, do Parque Florestal de Monsanto, onde 98% dos animais que aqui chegam são aves e metade destas são o resultado de ninhos que foram pilhados.

No entanto, apesar do cuidado do dono da casa, os ovos não chegaram a eclodir. Esta situação não é anormal. Acontece por vezes quando os progenitores são aves jovens, no primeiro ou segundo ano de reprodução. O macho pode não ter fecundado os ovos ou a fêmea pode ter-se ausentado do ninho mais tempo que o normal, deixando os ovos ao frio.

Na grande Lisboa sempre existiram falcões e é de esperar que a tolerância da espécie à perturbação humana aumente. A redução dos espaços verdes naturais pode ter “empurrado” este casal de peneireiros para uma zona residencial. A casa onde nidificaram esteve inabitada no ano anterior e por isso foi um local pouco perturbado. Este pode ser o segundo ano em que os falcões ocupam aquele ninho. Isto porque os falcões, além de poderem acasalar para toda a vida, são também fiéis ao local de reprodução.

Os progenitores vão agora abandonar o ninho. Espera-se que para o ano, entre Março e Abril, estejam de volta.

Fonte: Miguel Monteiro/Naturlink

Mega-operação de recolha de resíduos tem lugar ao largo da Baía de Cascais

Projectmar promove acção de limpeza do fundo do mar junto à costa de Cascais numa iniciativa que se pretende que sensibilize a população para a problemática da poluição do fundo marinho e para a necessidade de proceder à reciclagem em geral.
No dia 30 de Maio decorrerá uma mega-acção de limpeza do fundo do mar na Praia dos Pescadores, uma iniciativa sem precedentes em Portugal e das maiores realizadas na Europa. Nela participarão 120 mergulhadores e uma grua para remoção dos resíduos de maiores dimensões. As peças de pequeno porte serão colocadas num ecoponto disponibilizado pela EMAC – Empresa Municipal de Cascais e Trotalixo e todos os resíduos serão encaminhados para reciclagem pela Sociedade Ponto Verde, que é parceira no projecto.

Trata-se da quarta acção de mergulho de recolha de resíduos no âmbito do “Projectmar”, a segunda a ter lugar em 2009, tendo sido já removidas duas toneladas de resíduos, maioritariamente vidro, plástico, metal e material indiferenciado

A acção subaquática vai ser emitida num grande ecrã colocado no local com o objectivo de alertar a população para a problemática. Luís Veiga Martins, Director Geral da Sociedade Ponto Verde afirma “Portugal é um país que deve muito ao Mar. Está na hora de cuidarmos da nossa costa, limpar o nosso Oceano e servir de exemplo a todos os outros países. Contribuindo para a limpeza do nosso mar, estamos também a sensibilizar toda a população para que nos façam chegar os resíduos de embalagens para que os possamos reciclar”.

Fonte: comunicado de imprensa da Sociedade Ponto Verde

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Google aluga 200 cabras para cortar a relva da sua sede

A empresa Google, com sede nos Estados Unidos - em Mountain View, na California - decidiu alterar drasticamente a forma de manter aparados os grandes relvados em redor dos edifícios, trocando os ruidosos cortadores de relva por cerca de 200 cabras que farão esse serviço quase sem fazer barulho, apenas um balir, aqui e além.

Segundo o responsável pela manutenção dos espaços exteriores do Google, o custo de transportar as cabras até aos locais onde a relva precisa de ser aparada acaba por ter um custo semelhante à soma dos combustíveis com o aluguer de máquinas e com a contratação pessoal qualificado necessário para fazer o mesmo serviço.

Para além disso, as cabras sempre são mais bonitas que os cortadores, não poluem, e têm a vantagem de, paralelamente, adubarem a terra de forma natural.

Muitas vantagens juntas nesta iniciativa duma empresa que sempre fez da inovação o seu caminho e volta a surpreender, inovando com velhas técnicas!

Fonte: Público

Presidente da AR nas Selvagens - afirmação de presença em território português

O Presidente da Assembleia da Republica declarou que a visita que efectuou terça-feira às Ilhas Selvagens representou uma "afirmação de presença" num território que é indiscutivelmente português.

Jaime Gama falou na Selvagem Grande, a maior das ilhas daquele sub arquipélago da Região Autónoma da Madeira, acompanhado por um grupo de deputados da Comissão de Defesa Nacional da AR.

"É para nós motivo de orgulho e razão de afirmação de presença nestas ilhas que, indiscutivelmente, pela história e pelo direito marítimo são desde há muitos séculos uma pertença portuguesa, hoje parte integrante do território da Madeira", salientou.

Jaime Gama realçou a importância do trabalho realizado para a preservação da biodiversidade, mencionando que "embora tenha uma paisagem agreste é de grande beleza natural", como foi reconhecido por Yves Cousteau que disse que naquele local estavam as águas mais transparentes do Mundo.

"Se ele disse isso é porque tinha grande fundamento para o dizer", concluiu.

Por seu turno, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, sustentou que esta visita contraria o sentimento de que "Portugal não reconhece devidamente os trabalhos ambientais que são feitos na Madeira".

"Isto é uma verdadeira soberania ambiental", opinou o governante, acrescentando que com os trabalhos de conservação da natureza realizados e a presença de Vigilantes da Natureza, "Portugal reúne todos os requisitos para manter jurisdição sobre território e área marítima circundante".

Apontou que as ilhas Selvagens estão consagradas pelo Conselho da Europa como reserva biogenética e que a Madeira não desistiu da candidatura para que sejam declaradas património mundial natural da Unesco.

Sobre esta candidatura esclareceu que a primeira tentativa aconteceu em 2002, só que quando o conselho da Unesco ia apresentar a decisão definitiva surgiu um "parecer cientifico que, embora enaltecendo o trabalho de gestão, conservação e os valores naturais estarem preenchidos, entendia que não tinha grau de excepcionalidade suficiente para merecer a distinção".

Manuel António Correia considerou que essa foi apenas "uma questão de falta de informação", mas para "não forçar uma decisão negativa que seria mais tarde difícil de alterar a candidatura foi retirada para reformulação", justificou.

"Não desistimos e acreditamos que este é um património excepcional, porque tem características que não se encontram em mais nenhuma parte do mundo. A candidatura mantém-se e está a ser reformulada, dentro de alguns anos veremos este território também reconhecido como património natural", disse Manuel António Correia.

Por seu turno, o Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), almirante Fernando Melo Gomes, sustentou que aquele "paraíso vai continuar a contar com o apoio da Marinha", anunciando que a partir do período estival irá colocar um equipa de fuzileiros nas ilhas para ajudar a manter a ordem e a beleza.

Manuel António Correia agradeceu o apoio, recordando que "há cerca de dois anos, no período de verão, as Selvagens foram visitadas indesejavelmente por alguns mergulhadores e pescadores das Canárias, que aproveitando o mar estar bom, com lanchas rápidas pescavam naquela reserva.

Essa situação levou "a Marinha, a título excepcional a defender aquele território porque se colocava a questão da defesa da reserva e segurança dos Vigilantes da Natureza".

O presidente da Assembleia da República chegou à nova fragata da Armada Portuguesa, a "Bartolomeu Dias" a bordo do helicóptero Lynx, que o transportou junto com toda a comitiva para o planalto da Selvagem Grande onde esteve cerca de duas horas.

O presidente da AR escreveu e enviou um postal do marco dos correios mais a sul do território nacional e assinou o livro de honra.

Ao final da tarde, Jaime Gama usou o helicóptero para se deslocar até o Aeroporto da Madeira e regressar a Lisboa.

As Ilhas Selvagens são um pequeno arquipélago situado 165 quilómetros a norte do arquipélago espanhol das Canárias e a 250 quilómetros ao sul do Funchal (Madeira).

Em missões de soberania visitaram esta parcela do território, os Presidentes da República Mário Soares (1993) e Jorge Sampaio (2003).

Fonte: Lusa

terça-feira, 26 de maio de 2009

UNESCO aprova candidatura do Parque Luso-Galaico Gerês

A UNESCO aprovou as candidaturas a reserva mundial da biosfera do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés e da ilha das Flores, nos Açores, disse hoje à Lusa fonte do Ministério do Ambiente.
O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997 entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação e conservação dos valores naturais de ambos os parques».

A candidatura foi entregue em Abril de 2008, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, pelos Governos de Portugal e de Espanha.

O anúncio da candidatura foi feito em Fevereiro de 2008 durante a Cimeira Ibérica de Braga, ocasião em que, em declarações à Agência Lusa, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, revelou que o tema estava na agenda da Cimeira Ibérica, adiantando que o trabalho preparatório estava a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro.

A comissão englobou técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturais e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.

Nunes Correia assinalou que a candidatura aproveitava, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal, e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.

E frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.

O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.

Fonte: Lusa/Diário Digital

PEV quer mais Vigilantes da Natureza no Faial e Pico

A candidata do Partido Ecologista “Os Verdes” ao Parlamento Europeu, Ana Paula Simões, alertou hoje que as ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, têm «poucos Vigilantes da Natureza» para assegurar a fiscalização de todas as áreas protegidas.

Ana Paula Simões, que hoje reuniu com o núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial, frisou que o número de efectivos está «abaixo das necessidades», defendendo a necessidade de um reforço de meios humanos.

A situação é particularmente complicada na ilha do Pico, a segunda maior dos Açores em termos de dimensão, que dispõe apenas um Vigilante da Natureza para fiscalizar quase 450 quilómetros quadrados, numa ilha que inclui uma zona classificada como Património Mundial da UNESCO.

«Este é um caso gritante», frisou a candidata ecologista, que integra a lista da CDU para o Parlamento Europeu.

O secretário regional do Ambiente, Álamo de Meneses, admitiu recentemente, em declarações à Lusa, o reforço do número de Vigilantes da Natureza, à medida que forem sendo criados os parques naturais de ilha.

Na altura, Álamo de Menezes apontou o caso da ilha do Pico como uma das situações em que existe carência de efectivos.

O arquipélago dos Açores conta actualmente com 30 Vigilantes da Natureza, uma carreira criada há nove anos para cuidar das zonas de interesse ambiental.

A candidata do Partido Ecologista Os Verdes esteve segunda-feira no Jardim Botânico do Faial, que reúne uma colecção única de espécies das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), tendo prevista para hoje à tarde uma visita à Central de Triagem da Horta, construída pela Câmara Municipal e uma das primeiras do arquipélago.

Fonte: Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Plano de conservação é última tentativa para salvar população de golfinhos do Sado

Os golfinhos do Estuário do Sado vão ser alvo de um plano de conservação que foi anunciado no dia 20 de Maio. Apesar da espécie Tursiops truncatus estar de boa saúde a nível mundial, a população que fez habitat no Sado conta só com 25 indivíduos.

O plano a lançar pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai ser publicado em livro e não promete inverter a situação, mas é a última oportunidade para a sobrevivência do roaz-corvineiro.

“Vamos tentar que não morra”, disse ao PÚBLICO Marina Sequeira. “Se possível, vamos fazer todos os esforços para travar o declínio”, sublinhou a bióloga, ligada à Reserva do Estuário do Tejo e que fará amanhã uma apresentação em Setúbal sobre o estado da espécie.

A diminuição da população do roaz acentuou-se durante a década de 80 quando a mortalidade infantil do cetáceo disparou e uma grande percentagem dos indivíduos apresentava extensas feridas no corpo que se pensa ter sido feitas devido à poluição. Hoje, o problema é menor, mas a população está envelhecida e continua a haver perda de indivíduos jovens – provavelmente por abandonarem o Estuário e irem integrar outras populações. Há testemunho de golfinhos das zonas costeiras que passam perto da foz, mas que se saiba nenhum ficou lá, o projecto quer alterar esta situação.

“Há quatro grandes objectivos no plano de acção”, explicou ao PÚBLICO João Carlos Farinha, director adjunto do departamento de gestão de áreas classificadas de zonas húmidas do ICNB, que iniciou este projecto. A monitorização da população, através do estudo das características fisiológicas, populacionais e genéticas – para compreender o grau de endemismo dos indivíduos –, a monitorização ambiental e do habitat, acção de educação da população e criação de um mecanismo para operacionalizar o plano. Um esforço importante é sensibilizar a Marina e o Porto para controlarem a forma como os barcos de recreio se comportam no rio. Mais de 30 entidades, tal como a Quercus e a LPN estão envolvidas na conservação do golfinho.

O projecto vai ser tutelado pela Secretaria de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar e pela Secretaria de Estado dos Transportes, adiantou ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente. Segundo Humberto Rosa, o espírito deste plano de conservação é semelhante ao do lince-ibérico. É uma aposta “cinzenta e com risco, mas achamos que vale a pena tentar.” Daqui a cinco anos, o tempo do projecto, ficamos a saber se deu resultado.

Fonte: Jornal O Público

Participação da APVGN no fórum Portugal de Verdade

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), participou no fórum Portugal de verdade, que decorreu em Faro, no auditório do complexo pedagógico do Campus da Penha na Universidade do Algarve. Numa sessão subordinada ao tema “Ambiente: construir o presente, preservar o futuro”.
O fórum teve como moderador o Dr. Luís Marques Mendes e como oradores; João Joanaz de Melo, Joaquim Poças Martins e Gilberto Jordan. Tendo ainda contado com a presença da Dr.ª Manuela Ferreira Leite.

Os principais temas abordados e discutidos foram essencialmente; as energias renováveis, aspectos positivos e negativos, bem como a água e a sua gestão sustentada.
Os representantes da APGVN questionaram os oradores sobre qual é a sua posição perante a carreira de Vigilantes da Natureza. Os oradores enalteceram a profissão e traçaram um futuro risonho para os Vigilantes da Natureza.


Notícia APGVN

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fado tem dois meses e será um dos primeiros habitantes do CNRLI

Depois de cinco anos a ser preparado, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, foi inaugurado no dia 21 de Maio, como medida de compensação pela construção da Barragem de Odelouca, passando a sua gestão das Águas do Algarve para o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. A equipa de nove técnicos e cinco vigilantes vai começar a instalar-se a 1 de Junho. Os primeiros linces – um grupo de seis a dez animais – deverão chegar dos centros de reprodução espanhóis ainda este ano.

No grupo está o Fado, hoje com dois meses. “Escolhemos este nome já a pensar no centro português”, explicou Astrid Vargas, a coordenadora do Programa Ibérico de Reprodução de Lince em Cativeiro. Para a responsável, a equipa técnica portuguesa é “excelente e muito bem preparada”. Segundo Rodrigo Serra, director técnico do centro, todos os técnicos tiveram informação, durante meses, em Espanha. Fazem parte da equipa dois veterinários, uma bióloga (especializada em comportamento animal), uma administrativa e quatro tratadores.

O centro de reprodução, ocupando uma área total de cinco a seis hectares, tem capacidade para receber 16 animais. No limite, pode chegar a 32.

O modelo de gestão será muito semelhante ao centro de reprodução de Doñana, até porque está inserido na rede ibérica de centros: três em Espanha, este em Silves e um que está previsto, para 2010, na Estremadura espanhola. “É muito importante que abram mais centros, para aumentar a variabilidade genética”, explicou Astrid Vargas.

Hoje, Espanha tem 78 linces em cativeiro, 42 nasceram nos centros de reprodução, 18 dos quais este ano. A razão do sucesso é, explicou Vargas, “a existência de mais fêmeas adultas e o nosso maior conhecimento técnico”.

Um dos maiores obstáculos ao programa de reprodução é o período das lutas entre crias, quando estas têm dois meses. Durante este período, “os animais ficam muito agressivos, obrigando a que a vigilância seja muito intensiva”, explicou a responsável espanhola.

Muito vigiado

O Fado terá à sua disposição cercados com mil metros quadrados, cada um com cinco câmaras de vigilância, onde só poderão entrar dois tratadores. Haverá também uma clínica, um laboratório, uma cozinha, um centro de criação artificial, um edifício de quarentena e um centro de coordenação onde serão visionadas as imagens captadas pelas câmaras.

“Esperemos que os linces sejam libertados. Por isso, queremos que sejam saudáveis”, explicou Rodrigo Serra, adiantando que o centro não será visitável. “Não os podemos habituar aos humanos”, até porque estes podem transmitir doenças aos bichos. “É um risco muito grande”, sublinhou o técnico português.

As primeiras tarefas da equipa serão o enriquecimento ambiental dos cercados – colocando elementos dos habitats do lince como plantas arbustivas de cheiro, troncos, pedras e coelhos vivos, o seu prato favorito – para tornar os animais mais adaptados ao seu meio natural.

Para Astrid Vargas, um bom resultado ao final de um ano seria apenas conseguir que “os linces estejam de boa saúde”. Rodrigo Serra sublinha que nos próximos cinco anos imperará “a obrigação de saber onde será importante reintroduzir os animais.”

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considera que o centro é uma “marca histórica na conservação da natureza em Portugal”.

O centro exigirá um investimento de 300 mil euros por ano a pagar pelas Águas do Algarve até 2025.

Fonte: Helena Geraldes

terça-feira, 19 de maio de 2009

PSD/Açores preocupado com Vigilantes da Natureza

O PSD/Açores pediu hoje ao governo regional um conjunto de informações sobre as condições de trabalho "dadas pela tutela" aos Vigilantes da Natureza que laboram nos Açores, referindo que "no Faial, os Vigilantes da Natureza se encontram impossibilitados de trabalhar no terreno e de exercer cabalmente as suas funções por falta de viaturas, uma situação que se arrasta há mais de ano e meio", explicam.

Num requerimento entregue pelos deputados Costa Pereira e Luís Garcia, os deputados laranja dizem que a carreira de Vigilante da Natureza existe na região "desde o ano 2000, numa altura em que já existia a nível nacional", sendo importante destacar o seu papel de "sensibilização, vigilância, fiscalização e monitorização do ambiente e recursos naturais, nomeadamente no domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza", afirmam.

Assim os parlamentares social-democratas querem saber se o executivo considera ou não que a disponibilização de viaturas "seja essencial para a actividade no terreno dos Vigilantes da Natureza, bem como solicitaram a indicação, por cada ilha, do número de viaturas operacionais neste momento em utilização por aqueles funcionários regionais".

Destacando as particularidades das funções exercidas, os deputados perguntam, "relativamente aos últimos quatro anos", quantas acções de formação "foram destinadas aos Vigilantes da Natureza dos Açores" e em que contexto, "dada a criação da inspecção regional do ambiente e da assumpção pela GNR de acções na área da protecção ambiental vão agora desempenhar as suas funções".

A preocupação do PSD passa pela maneira "de compatibilizar e articular no terreno a acção das referidas instituições com a dos Vigilantes da Natureza", tendo também solicitado a indicação, "por cada ilha, do número de Vigilantes da Natureza em funções nos Açores e do número de lugares existentes em quadro e não providos", conclui o documento enviado à assembleia legislativa.

Fonte: PSD/Açores - Gabinete de Imprensa

domingo, 17 de maio de 2009

Plantas: Oito espécies da flora portuguesa "em perigo crítico" de extinção

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies "em perigo crítico" de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.
O relatório final da primeira fase deste Plano, que data de Março de 2007, indica que sete destas espécies só existem em Portugal: Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).

A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.

Todas as espécies classificadas como "em perigo crítico" de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.

A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.

O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.

O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.

A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.

Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.

Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.

Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse à Lusa que não está previsto, para já, dar continuidade a este projecto, mas salientou que vai ser concluída a elaboração da lista de referência das espécies da flora portuguesa.

Esta lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um futuro Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

O ICNB, acrescentou Mário Silva, está também a coordenar o processo de avaliação do estado de conservação das mais de cem plantas protegidas existentes em Portugal.

Apesar de o conhecimento sobre as espécies da flora "ter mais lacunas e ser mais difícil de sistematizar" do que as espécies da fauna, o responsável do ICNB adiantou que esta avaliação deve terminar ainda em 2009.

O Dia Mundial da Conservação das Plantas comemora-se na na próxima segunda-feira, 18 de Maio.

Fonte: LUSA

Entrevista ao presidente do ICNB, Engº Tito Rosa

Eng.º Tito Rosa: A sociedade tem de contribuir para financiar a conservação

Defender os valores naturais do país é uma tarefa que não pode ser deixada a cargo apenas dos especialistas. Mas, para que a sociedade se envolva, tem de conhecer melhor aquilo que é importante preservar e os benefícios que poderá daí obter, diz Tito Rosa, presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) há um ano.

Uma águia-imperial foi recentemente abatida por caçadores. A política que se tem sempre seguido é a de manter em segredo a localização de espécies muito ameaçadas. Não havendo possibilidade de pôr vigilantes em cada um desses sítios, não será de repensar essa política e divulgar a informação, cativando a população para essa vigilância?

É um debate interessante que pode ser alargado a outras matérias, que é saber se a natureza é conservada por especialistas ou por não especialistas. Acho que é muito importante ser conservada por especialistas, mas estes só o conseguem fazer se os não especialistas a conservarem. Este é o caminho a seguir.

Envolvendo as populações?

Exactamente, embora tudo o que é de mais também pode ser em excesso. Em determinadas situações importa que não haja perturbação. Mas as pessoas têm de saber que está lá e a importância que tem. O nosso objectivo de conservação da natureza só é alcançado se conseguirmos que os não especialistas sejam os primeiros a ser mobilizados para a conservação.

Mas nunca se ultrapassou, em muitas situações, a ideia de que a conservação da natureza é um empecilho ao desenvolvimento. Como ultrapassar isto?

Dou-lhe um exemplo: liderámos, no Norte, no Alentejo e no Centro, os processos de candidatura ao Prover [programas de valorização económica de recursos endógenos no âmbito dos fundos comunitários], onde estiveram envolvidos mais de duas centenas de parceiros e em que as áreas protegidas apareceram como âncora desses projectos.

Mas que vantagens é que as populações têm tirado de estarem numa área protegida?

Talvez isso não seja valorizado por todos, mas uma das vantagens é a sua própria existência. Imagine zonas que hoje estão protegidas se não o fossem. Com a nossa propensão para o desordenamento, o que seria desses territórios? Mas há que valorizá-los e uma forma é levar as pessoas a visitar as áreas. Lisboa está rodeada de áreas protegidas por todo o lado. Mas quantos lisboetas sabem isso, quantos são os hotéis que promovem viagens curtas a essas áreas? Isto custa pouco e tem muito de positivo. É um trabalho que estamos a fazer.

Falta transmitir por que é que é importante preservar as espécies.

Um primeiro passo para que as pessoas se apercebam do valor da natureza é permitir que usufruam dela. Se usufruírem de um bem, defendem-no, mesmo que não o consigamos quantificar. É importante que as pessoas da conservação chamem a si o grande público para o fazer perceber o valor que têm em presença, mais que não seja pelo seu usufruto.

Mas o ICNB é visto muito como uma entidade reactiva em vez de proactiva.

Esta casa tem uma missão muito valorosa, mas a sua fragilidade está associada a isso. Quando somos pioneiros, somos vistos como alguém que vem criar dificuldades. Hoje ninguém põe em causa a economia da água, dos resíduos ou da energia. Mas a natureza não está assumida nesse sentido, portanto há sempre pessoas que não compreendem. O nosso papel é estar um bocadinho mais à frente, o que tem custos. Temos de resistir, mas também temos de ser compreensivos para que se consiga fazer essa trajectória rapidamente mas sem ruptura. É um desafio difícil mas mobilizador. Estamos a correr ao lado do tempo. Mas a economia irá, progressivamente, absorver a natureza.

Conseguiram reequilibrar as finanças do ICNB?

Sim, fazendo uma gestão adaptada aos recursos. Regularizámos as dívidas com os fornecedores. E o meu desafio nesta casa é permitir que a biodiversidade capte investimentos que não venham apenas do Orçamento do Estado. Cada vez temos de fazer com que outras instituições, organizações de agricultores, associações, etc., invistam na natureza e sejam apoiadas para isso.

É nesta estratégia que se insere o Business & Biodiversity?

O B&B tem quase dois anos. O balanço é positivo.

Não foi apenas uma tentativa das empresas se esverdearem em termos de marketing?

Não. Os projectos têm compromissos assumidos.

Que estão a ser implementados?

A maior parte está. Vamos agora fazer um ponto de situação para relançar o processo de adesão a novas empresas. Gostaria que a iniciativa se alargasse ao sector agro--alimentar pelo seu relacionamento com os agricultores, pois as explorações agrícolas são domínios de gestão de biodiversidade.

Foi por isso que a Comissão Europeia decidiu que os fundos para a Rede Natura viriam dos apoios para o desenvolvimento rural. Está satisfeito com as decisões tomadas nesse capítulo a nível nacional?

Para ser objectivo, não posso estar satisfeito. Temos de redinamizar essa área porque o contributo dos agricultores para a gestão de sítios é fundamental. E esse trabalho tem de ser remunerado. Porque estes, além dos produtos, produzem biodiversidade. Temos propostas e brevemente iremos discutir isso com o gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura, mas sinto que há cada vez mais uma convergência.

Mas o que é que não funcionou?

Pode ser por factores múltiplos: por se ter alterado o método, por os valores de incentivo não serem suficientes, por falta de mobilização no terreno, etc.

Houve pouca adesão?

Sim, face às expectativas.

Como está o Fundo da Conservação?

Apresentámos as primeiras propostas à tutela para reflexão. Não deve começar a funcionar este ano mas gostaríamos de, ainda em 2009, discutir o perfil do fundo e criar alguma legislação. Queremos evitar que se transforme num fundo orçamental, típico de muitos fundos que existem, que depois financiam entidades públicas. Queremos criar um fundo financeiro, com capacidade de auto-regeneração, envolvendo as entidades públicas e privadas. As medidas de minimização e compensação de projectos poderiam alimentar em parte esse fundo. Assim como algumas contribuições sobre serviços prestados pelo Estado.

Não será para cobrir as carências financeiras do ICN?

Não. É possível mobilizar recursos financeiros na sociedade, e não apenas no Estado, para desenvolver as iniciativas de conservação.

Escasseiam indicadores sobre os sucessos ou insucessos da conservação da natureza em Portugal. O fundo permitiria cobrir algumas dessas lacunas?

O fundo vai ter obrigação de produzir indicadores. Quase um barómetro do que está a acontecer em matéria de biodiversidade em Portugal.

Que balanço faz da reestruturação do ICNB?

O que interessa é a gestão dos modelos, não os modelos em si. Reconheço-lhe vantagens e alguns inconvenientes, como o esforço de coordenação que exige. É essencial uma grande capacidade de orientação de cima para baixo. Sou muito adepto das organizações com comando. O director acumula agora várias áreas.

O contacto com as populações locais está a ser conseguido?

O ICNB continua a estar presente junto das populações, em quatro dezenas de locais pelo país. Esta instituição tem agora uma mesma atitude de Castro Marim a Montesinho. E depois tem como objectivo ser mobilizador de todos aqueles que podem dar um contributo positivo. Na maior parte das áreas protegidas há imensas oportunidades de encontrar soluções de co-gestão.

Como estão os clandestinos?

Vai haver demolições muito brevemente, sobretudo as que têm decisões de tribunal transitadas em julgado. Estamos a tratar dos procedimentos formais.

Onde?

Em todo o país.


Fonte: Ana Fernandes, Jornal Público

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Viagem a Cananeia - SP, por Rayssa Barros, Brasil

Dia 27 de abril de 2009 fui convidada para conhecer a cidade de Cananéia que fica no estado de São Paulo. Entretanto, para chegar ao município, tive que passar pela grande capital São Paulo. Ao sobrevoar a cidade, fiquei impressionada com a enorme quantidade de prédios aglomerados pelos quatro cantos da cidade. ► Ler mais (arquivo PDF)

sábado, 2 de maio de 2009

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia na Feira de Equimur

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia estiveram presentes na “XIV Salão Nacional de Cavalos de Raças Puras”, Equimur 2009, Espanha, que se celebrou no Palácio de Feiras e Exposições IFEPA, na Torre Pacheco (Múrcia). Na edição deste ano participaram 350 exemplares de Cavalos de Pura Raça Espanhola, de 100 coudelarias, provenientes das várias províncias espanholas. Os Agentes Medioambientales da Brigada Equestre falaram sobre o seu trabalho com a imprensa presente no certame.


Fonte: Guardabosques
FC

VI Congresso Mundial de Rangers / Guarda-Parques / Vigilantes da Natureza

Toda a informação sobre o VI Congresso Mundial de Guardaparques a realizar em Novembro de 2009, na Bolívia:

Centro de reprodução do Lince-ibérico em Silves receberá primeiros animais este ano

Portugal vai receber ainda este ano os primeiros linces ibéricos no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, que está pronto para inaugurar, revelou hoje a coordenadora do plano de acção para a conservação desta espécie, lançado há um ano.

"O trabalho nunca é muito grande no primeiro ano, mas conseguimos uma convergência de objectivos de todas as partes envolvidas", entre as quais responsáveis do ambiente, caçadores e produtores florestais, disse à Lusa Lurdes Carvalho, a propósito do primeiro ano de vigência do Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal, que se assinala sábado.

O centro de reprodução do lince construído em Silves "está pronto" e aguarda apenas a inauguração oficial, que deverá acontecer em breve, embora não haja ainda uma data, segundo aquela responsável.

Mas a chegada dos primeiros linces não é para já: "Falta ainda protocolar os detalhes" com Espanha, adiantou, explicando que o envio dos primeiros animais depende também da disponibilidade do centro de reprodução do lince de Donãna.

"Estou convicta de que até ao fim deste ano vamos receber os primeiros linces", afirmou Lurdes Carvalho, lembrando que o centro de Silves tem capacidade para receber 16 animais.

Quanto à libertação na natureza dos primeiros linces ibéricos, esta responsável explicou que esse passo vai demorar "pelo menos dois anos".

"Não se sabe quando isso vai acontecer, até porque é preciso assegurar uma taxa razoável de coelho bravo", a presa mais apreciada pelo lince ibérico, explicou.

A serra da Malcata e o sul de Portugal são duas regiões do país onde se pretende fomentar a reprodução do coelho bravo, entre outras medidas, para poderem acolher o lince em liberdade, mas no sul a situação é mais difícil por muitos dos terrenos serem de privados.

"Temos ainda de criar um entendimento sobre a gestão do matagal mediterrâneo [o habitat natural do lince ibérico], o que demorará algum tempo. Estão previstas também acções de sensibilização e trabalhos com os proprietários, agricultores ou gestores de caça", explicou Lurdes Carvalho.

O Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está ainda a elaborar um manual de boas práticas para a gestão do matagal mediterrânico e prepara o lançamento de um site sobre o lince dirigido ao público em geral, com várias informações sobre a espécie e a sua situação na Península Ibérica.

O lince ibérico (Lynx pardinus) é considerado o felino mais ameaçado do mundo e, de acordo com o último censo nacional da espécie, está em fase de pré-extinção em Portugal, sendo que desde 2001 não se detectam vestígios de lince em território nacional.

O centro de recuperação do lince em Silves está fechado ao público, não tendo qualquer vertente pedagógica.

A construção do centro foi levada a cabo com fundos da Águas de Portugal do Algarve, como medida de compensação da Barragem de Odelouca, e com fundos comunitários.

Fonte: LUSA

sábado, 18 de abril de 2009

”Questões significativas da gestão da água”, reunião em Alcantara, Espanha

Companheiros!

Irá realizar-se no próximo dia 23 de Abril, pelas 11horas (locais), em Alcântara (Cáceres, Espanha) uma reunião/plenário que terá por tema as”Questões significativas da gestão da água”, incluídas no plano de gestão de região hidrográfica, actualmente em elaboração.

Este processo reveste-se de grande importância, por este motivo seria importante a presença do maior número possível de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales para que seja dado destaque à importância da Fiscalização e Monitorização na região hidrográfica do Tejo/Tajo.

Os promotores são:
DH Tajo e ARH Tejo, Comisíon para la Aplicación y Desarrollo del Convenio de Albufeira (CADC), Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento do Convénio de Albufeira (CADC).
Comissão Organizadora / Comisión Organizadora:
Confederación Hidrográfica del Tajo
Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.

Inscrição gratuita / Inscripción gratuita:

Secretariado Técnico da CADC
Avenida Almirante Gago Coutinho, 30, 10.º
1049-066 Lisboa
Portugal
Tel. +351 21 843 02 00/25

Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.
Rua Braamcamp, 7
1250-048 Lisboa
Portugal
Tel. +351 210 101 387

Secretaria Técnica de la CADC
Dirección General del Agua
Agustín de Betancourt 25, 2.º
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 453 53 56

Confederación Hidrográfica del Tajo
Avda. De Portugal, 81
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 535 05 00

Documentação disponível / Documentación disponible em/en:

Com os melhores cumprimentos,

Francisco Correia

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cabras serranas procuram subscritores para ajudarem a Gralha-de-bico-vermelho

O sociólogo francês Jean-Louis Laville foi o primeiro subscritor dum rebanho comunitário à escala global - 300 cabras serranas que terão a responsabilidade de tirar a gralha-de-bico-vermelho do grupo de aves em vias de extinção.
As primeiras cabras (cerca de 60) chegaram a Chãos, uma aldeia da freguesia de Alcobertas (Rio Maior), em plena Serra dos Candeeiros, há uma semana.

O rebanho nasce de um projecto da associação ambientalista Quercus que escolheu a Cooperativa Terra Chã como parceira, e que tem a Vodafone como patrocinadora.

Com o fim do pastoreio - na aldeia já só resta um pastor e mesmo este já só sobe à serra quando é convidado pela Cooperativa a fazer a Rota dos Pastores, uma das muitas iniciativas da Terra Chã -, geraram-se alterações na biodiversidade a ponto de quase levar à extinção da gralha-de-bico-vermelho.

As cabras serranas, "tipo ribatejano", que a Terra Chã vai reintroduzir numa área de 200 hectares da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras d`Aire e Candeeiros, são uma esperança para o retomar do equilíbrio daquele habitat.

É que a gralha-de-bico-vermelho é uma ave insectívora muito dependente de ecossistemas agro-pastoris extensivos criados pelo homem.

O que este rebanho tem de "especial" é que qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo pode comprar uma cabra (100 euros) - o nome do proprietário fica inscrito numa "medalha" colocada no animal -, recebendo em troca, durante cinco anos, o convite para, uma vez por ano, participar no passeio pedestre Rota dos Pastores e tomar contacto com a evolução do rebanho e a avaliação do seu contributo para a preservação da gralha-de-bico-vermelho e do seu habitat.

No fim, ficam com um certificado em como participaram na preservação desta espécie.

"O primeiro subscritor foi o professor Laville, que visitou a aldeia em Fevereiro no âmbito de um trabalho sobre Economia Social e que fez questão de deixar os 100 euros ao professor Roque Amaro" (do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, que tem estudado o trabalho da Cooperativa Terra Chã), disse António Frazão à agência Lusa.

António Frazão e Júlio Ricardo são a "alma" da Terra Chã, cooperativa que nasceu na continuação do trabalho iniciado em 1985 com o Rancho Folclórico de Chãos, e que é considerada por Jean-Louis Laville um exemplo que "impressiona" pela "durabilidade do edifício económico, social, cultural e ambiental que se constrói pedra após pedra há mais de 20 anos" e pela forma "como se integra na vida local".

O impacto do rebanho - para o qual a cooperativa procura um pastor "qualificado" - vai ser alvo de uma avaliação contínua, dependendo a evolução da sua dimensão (que poderá chegar a um máximo de 300 cabras) da monitorização que for sendo feita de dois em dois anos, frisou António Frazão.

Para já, as cabras, ainda muito jovens, estão em instalações provisórias, na aldeia. Quando forem adultas, a Cooperativa espera ter já pronta a sala de ordenha com todas as condições higieno-sanitárias, e que irá permitir a criação de pelo menos mais um posto de trabalho.

Serão mais dois postos de trabalho a juntar aos seis permanentes que a Terra Chã já assegura na aldeia, onde tem a funcionar um restaurante, um centro de alojamento, um centro de artes e ofícios tradicionais e um centro de formação.

Fonte: LUSA

Duas novas espécies de insectos no PNSAC

No final de 2006 início de 2007, foram descobertas duas novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Trata-se de escaravelhos cavernícolas, ou seja que habitam em cavidades e grutas, no Maciço Calcário Estremenho, sendo espécies novas para a Ciência.
Esta descoberta é tanto mais significativa se pensarmos que, em Portugal continental, apenas se conheciam dois exemplares de uma única espécie de escaravelho cavernícola – a Trechus machadoi.

Estas espécies foram descobertas pela bióloga Ana Sofia Reboleira, durante uma investigação desenvolvida no PNSAC, no âmbito do seu mestrado, intitulado “Os Coleópteros (Insecta, Coleoptera) cavernícolas do maciço calcário Estremenho: uma abordagem à sua biodiversidade”. Este trabalho contou com o apoio logístico do PNSAC/ICNB, sendo a orientação científica dos docentes Fernando Gonçalves (Dep. de Biologia da Univ. de Aveiro) e Artur Serrano (Faculdade de Ciências da Univ. de Lisboa).

Os exemplares das duas espécies de escaravelhos (Coleópteros da família Carabidae) encontrados e descritos, pertencem também ao género Trechus.

As espécies agora descobertas possuem algumas características interessantes:

- são hipógeas, ou seja que vivem debaixo de terra. A palavra deriva de “hipo” – “debaixo de” + geo – “terra”) ou troglóbios – nome dado aos seres que habitam em zonas profundas e subterrâneas. O termo deriva do grego “trogle” que significa caverna, cavidade + “bios” – vida;

- ocupam as partes profundas das cavidades do maciço calcário estremenho;

- todo o seu ciclo de vida decorre no interior das cavidades;

- são microendémicas, ou seja têm uma distribuição muitíssimo reduzida, existindo apenas em pequenas zonas; e

- as suas populações têm um reduzido número de indivíduos, o que dificulta bastante a sua visualização.

Sendo insectos que existem apenas em grutas e cavernas (i. e. em habitat cavernícola), apresentam, por isso, adaptações ao meio subterrâneo, tais como:

- despigmentação - falta de pigmento, uma vez que não precisam de se proteger dos raios solares;

- estruturas oculares reduzidas – atendendo a que não há luz nas cavidades a visão passa a ser pouco importante; e

- grande sensibilidade às alterações do meio.

Cada uma das três espécies de coleópteros cavernícolas, actualmente conhecidas em Portugal continental, ocupa uma subunidade distinta do maciço calcário estremenho.

Estas zonas cársicas, em que a água é quase rara à superfície mas onde existem lençóis de água subterrâneos e toda uma rede de cavidades, são muito vulneráveis a problemas ambientais, de que são exemplo a poluição das águas subterrâneas devido a substâncias que se infiltram através dos calcários, a exploração de inertes (ex. pedra) e a construção. Note-se que um curso de água subterrâneo demora muito mais tempo a recuperar de um episódio de poluição do que um rio à superfície.

Assim, para se manter a qualidade daquele que será um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce existentes em Portugal e para que se possam conhecer estas, e outras espécies ainda por descobrir e que habitam nas zonas mais recônditas do PNSAC, torna-se necessário proteger as áreas de drenagem dos habitats que albergam estas espécies microendémicas, caso contrário, corre-se o risco de elas se extinguirem ainda antes de serem conhecidas.

Fonte: ICNB

O Equador e a Venezuela são quem mais conserva a sua selva!

O Equador e a Venezuela são os países que conservam uma maior proporção da sua selva amazónica, o Peru é a nação que possui a menor superfície de bosque protegido, segundo um estudo divulgado pelo jornal diário “O estado de São Paulo”.
O Equador respeita 79,7% da sua selva, a Venezuela 71,5%, a Colômbia protege 56% dos seus bosques amazónicos, o Brasil 39,6, país que possui 64,3% da maior selva tropical do mundo e o Peru, protege 34,9% do seu território selvagem.

Em media estão sobre protecção 41,2% do considerado “pulmão do mundo”, os seus 7,8 milhões de quilómetros quadrados, que se estendem por nove países albergam 33 milhões de habitantes, entre eles existem 370 povos indígenas.

O Equador é o país que possui uma maior percentagem de terras indígenas (65%), a seguir aparecem a Colômbia (50,6%), a Bolívia (25,7%) e o Brasil (13%).

No Equador o processo de reconhecimento oficial de territórios indígenas na Amazónia é menos burocrático que no Brasil. A região está praticamente ocupada por povos indígenas.

Na Venezuela o processo de demarcação de terras indígenas está mais atrasado. O Governo não reconhece as terras e denomina-as apenas como “zonas de ocupação indígena” e marca-as dentro dos Parques Nacionais.

Em números absolutos, o Brasil destaca-se como o país que mais quilómetros de selva protege, devido às suas dimensões. Dos 3,2 milhões de quilómetros quadrados de selva protegida na Amazónia, 1,9 milhões estão no Brasil.

Fonte: El País Digital

Rick Gale partiu! Faleceu um dos fundadores da IRF

É com tristeza que anunciamos a morte de Rick Gale, um dos fundadores da declaração que constituiu a International Ranger Federation em 1992.
Sofreu um ataque cardíaco na sua casa em Boise, nos Estados Unidos da América.

Rick Gale, aposentado do NPS – National Park Service , foi durante 40 anos Park Ranger desempenhou durante muito tempo o cargo de chefe de operações de combate a incêndios.

Rick concluiu uma licenciatura em História na Universidade Estatal da Califórnia, fez uma pós-graduação em Administração Pública na Universidade do Sul da Califórnia.

Começou a sua carreira em 1958 no serviço de controlo de incêndios no Lava Beds National Monument, mais tarde trabalhou como Park Ranger no Sequoia/Kings Canyon, Yosemite, Glacier and Grand Canyon National Parks, em Coulee Dam, no Lake Mead e em Santa Monica Mountains National Recreation Areas. Esteve ao serviço do National Interagency Fire Center do NPS - National Park Service, como Chefe de operações de combate a incêndios, tendo de seguida tomado posse como Chefe Ranger do National Park Service, com sede em Washington.

Rick comandou equipas na área da gestão e operações durante 26 anos (1971 a 1997). Três das suas mais memoráveis missões realizaram-se quando em Greater Yellowstone Area comandou o combate aos incêndios de 1988 (durante 7 semanas supervisionou 13 equipas, num total de 9550 homens), comandou as comemorações do 50.º aniversário da Batalha de Pearl Harbor (1991), chefiou o rescaldo do furacão Andrew em quatro Parques Nacionais do Sul da Florida (1992). Para além das suas qualificações e reconhecidas qualidades no comando do combate a incêndios, também coordenou equipas de busca e salvamento em várias missões, foi um dos primeiros especialistas em aplicação da lei no NPS, foi formador no Lake Mead National Recreation Area de 1969 a 1973.

Rick esteve envolvido numa grande variedades de cursos a nível nacional, geriu formação na área da gestão de busca e salvamento, na área do comando e gestão de emergências e incidentes, coordenação de meios aéreos, coordenação de comando de várias agências em cooperação nos incêndios e na prevenção de risco de acidentes.

De 1975 a 2001, foi responsável pelo corpo docente dos Cursos de Gestão de Operações de Socorro e na Área de Comando, tendo sido Presidente da Comissão Directiva de 1990 a 2001.

Em Maio de 1994, o Presidente Clinton entregou-lhe pessoalmente na casa Branca o Harry Yount Lifetime Achievemente Award. Este prémio é atribuído ao Park Ranger que excede as expectativas no desenvolvimento do seu trabalho, e que tenha demonstrado ser possuidor de iniciativa, imaginação, perseverança, competência, criatividade, desenvoltura, dedicação e integridade em toda a sua carreira profissional. Rick recebeu o prémio por ter estado na vanguarda da inovação, em quase todos os grandes programas, desenvolvidas nas últimas duas décadas, relacionados com a profissão.

Foi homenageado inúmeras vezes, merecendo maior destaque as que recebeu por ter dirigido a Alaska Task Force, em 1979, 1980 e 1983.

Para além dos inúmeros cursos de formação para Park Rangers que dirigiu, foi membro fundador da principal Associação Nacional de Rangers dos Estados Unidos da América em 1977, tendo sido o seu Presidente de 1988 a 1994. Levou ao Congresso audições sobre a profissão e sobre a necessidade vital de manter a integridade do sistema de Parques Nacionais e da urgência de assegurar fundos e pessoal suficiente para atingir esses fins. Nas audições no Congresso pressionou repetidamente o NPS para que estabelecesse metas claras e planos de gestão.

Foi um dos signatários que estabeleceu as bases da criação da International Ranger Federation.

Espalhou a mensagem de que com perseverança e coragem se poderá alcançar um futuro melhor para todos os Park Rangers.

Deixou amigos em todos os recantos do planeta, é com grande orgulho que podemos afirmar que compartilhámos com ele a esperança de um futuro risonho para a profissão que adoramos!

Adeus amigo!

FC