domingo, 21 de junho de 2009

Zoológico da Maia duplica área destinada aos animais

O director do Zoológico da Maia anunciou hoje uma «profunda remodelação» deste parque que prevê o alargamento para o dobro do espaço destinado aos animais, abrindo assim caminho à conclusão do processo de licenciamento deste zoo que se arrasta há vários anos.

«Até final do ano garanto que vamos ter o parque delimitado, a quarentena construída e uma remodelação total do jardim realizada», afirmou Carlos Teixeira, fundador e director do parque, há mais de 20 anos.

Segundo Carlos Teixeira, que também preside à Junta de Freguesia da Maia - entidade que é proprietária do parque zoológico - o número de animais foi já reduzido em cerca de 60 por cento, cumprindo-se assim uma das principais recomendações da Direcção Geral de Veterinária (DGV) e do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

Fonte: Lusa

Sea Life Porto estava com equipamento irregular

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) identificou «irregularidades» no equipamento do oceanário Sea Life Porto, numa vistoria realizada esta quinta-feira. De acordo com a agência Lusa, a vistoria confirmou também a «falta de licenciamento» do oceanário e levantou por isso um «auto de notícia» ao Sea Life.

O Sea Life Porto, o 30º da cadeia Merlin Entertainment, abriu as portas segunda-feira, sem a licença de funcionamento da Direcção Geral de Veterinária (DGV) e sem o parecer do ICNB. Isto porque os responsáveis do oceanário, que abriu as portas com cerca de um ano de atraso, consideraram suficiente para a abertura a licença emitida pela Câmara do Porto e uma primeira visita da DGV, que deu «parecer positivo» ao equipamento.

Contactado pela Lusa no final da inspecção, o director-geral do Sea Life Porto mostrou-se confiante na obtenção da licença.

Questionado sobre se a vistoria detectou irregularidades, Luís Rocha só disse que «os documentos solicitados serão entregues na próxima semana».

Fonte: Lusa

Doze espécies de Morcegos desmistificam superstições na Quinta da Regaleira, Sintra

Desmistificar mitos e superstições, alertando para a importância da conservação das doze espécies de morcegos que actualmente vivem na Quinta da Regaleira, Sintra, são os objectivos dos espeleólogos que há sete anos ali criaram um abrigo artificial - morcegário.
A Associação de Espeleólogos de Sintra e a Cultursintra, fundação que gere o património da Quinta da Regaleira, criaram em 2002 um centro de observação para controlar a maior colónia de criação da espécie morcego-ferradura-pequeno em Portugal, cujas características passam pelo pequeno porte, cerca de três centímetros, e pelo facto de se alimentarem de insectos.

Por vezes a pequena sala de monitorização da Quinta da Regaleira chega a ser "a primeira casa" do Espeleólogo, Gabriel Mendes, que descobriu a sua paixão por estes mamíferos de pequeno porte em 1981.

É habitual trocar o conforto do lar pelo desconforto da cadeira que tem em frente a um computador e um televisor que monitorizam "a toca" dos morcegos, estes animais "mal-amados", protagonistas de filmes de terror e ditados supersticiosos.

"Os morcegos são animais discretos, andam de noite, são muito susceptíveis à perturbação e por isso escolhem locais sossegados como ruínas, castelos, sótãos ou caves. Aquilo que o nosso imaginário normalmente associa ao fantástico e que a literatura mundial e depois o cinema se encarregaram de criar preconceitos nas pessoas, como por exemplo com o famoso conde Drácula", disse à agência Lusa, Gabriel Mendes.

"Há que desmistificar isso e também é esse o objectivo deste projecto para levar o conhecimento até às pessoas sobre a importância dos morcegos. Quando as pessoas sabem que um morcego pode comer entre 1500 a 2000 mil melgas por noite começam a ter um carinho especial por eles e começam a perceber qual é o seu impacto no eco-sistema", disse.

Segundo o responsável, a grande maioria das espécies de morcegos enfrenta um sério risco de extinção, graças à acção directa do homem que contribuiu para este cenário através da redução e transformação dos habitats de alimentação dos morcegos, a destruição e perturbação dos abrigos e o envenenamento motivado pelos pesticidas.

Estes factores aliados à baixa natalidade, uma vez que cada fêmea só tem uma cria por ano, e a uma maturidade sexual tardia, pois enquanto em alguns casos os morcegos acasalam a partir do primeiro ano e meio de vida, noutros podem-no "fazer aos quatro anos".

"No mundo existem mais 1000 espécies de morcegos, o que representa 25 por cento dos mamíferos. Em Portugal a relação é ainda maior pois nós temos 26 espécies que representam 38 por cento dos mamíferos que vivem em Portugal", disse Gabriel Mendes, acrescentando que actualmente grande parte das espécies destes animais estão classificadas como vulneráveis ou em perigo.

Gabriel Mendes adiantou que este projecto permite, além da divulgação para as comunidades cientificas nacionais e internacionais, o estudo do "comportamento e da construção de abrigos alternativos sempre que haja colisão de interesses entre os morcegos e o património ou algo que vá colidir com o seu habitat".

A Fundação Cultursintra em parceria com a Federação Portuguesa de Espeleologia e Associação dos Espeleólogos de Sintra e com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, da Câmara Municipal de Sintra e do AIPT- Comité da UNESCO, promove a XIII Noite Europeia dos Morcegos.

Nesta iniciativa, que tem como objectivo alertar a população para a importância da conservação dos morcegos e desmistificar preconceitos e superstições, será inaugurado o novo morcegário da Quinta da Regaleira.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ministério Público pede condenação de Fernando Ruas

O Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação do presidente da Câmara de Viseu com uma pena de multa não inferior a 120 dias, por ter proferido as polémicas afirmações sobre “correr à pedrada” os Vigilantes da Natureza.
A instigação pública ao crime pode ser punida com pena de prisão até três anos ou de multa até 360 dias, a uma taxa diária a definir pelo tribunal.

A sessão de hoje começou com a audição da gravação áudio da Assembleia Municipal (AM) de 26 de Junho de 2006, onde o presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros fez queixas dos Vigilantes da Natureza, o que levou o autarca Fernando Ruas (PSD) a afirmar: “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer”.

Perante a intervenção de um deputado do PS, que disse a Fernando Ruas ser “grave” o que estava a afirmar, este justificou que estava a falar “no sentido figurado”.

No entanto, o procurador da República disse nas alegações finais que nunca foi explicado o sentido real da expressão “corram-nos à pedrada”.

“Nem lá (na AM), nem cá (no tribunal) explicou que sentido figurado pode ser atribuído a essa frase”, referiu, considerando que “é inevitável que esta frase contém em si um apelo à violência” e ao “obstar que (os Vigilantes da Natureza) autuem as Juntas de Freguesia”.

Lamentou ainda o que chamou de “espectáculo deprimente” dos depoimentos de vários presidentes de Junta que “começavam por dizer que usou a expressão em sentido figurado”, o que “transmitiu uma ideia de alguma concertação”.

O procurador chegou mesmo a referir que “não são os acólitos de presidente” que dizem ao tribunal se este actuou ou não com dolo, explicando que se trata de “um crime de perigo abstracto” e que “não é preciso provocar um acto”.

Disse ainda que “é sabido que as paixões políticas e um certo exacerbar dos sentimentos partidários levam muitas vezes à violência e os casos estão à vista pelo país fora”, apontando como exemplos os casos de Felgueiras, das agressões a Vital Moreira e na lota de Matosinhos.

O advogado de defesa alegou que “não foi feita prova efectiva da prática de um crime em audiência de julgamento”.

“A não ser a sua opinião sobre a frase dita pelo arguido, não se descortina prova alguma”, frisou, dirigindo-se ao procurador e lembrando que na gravação foi possível ouvir os presentes na AM a rirem-se da frase, porque “ninguém levou aquilo a sério”.

Fernando Ruas aproveitou o período que lhe foi concedido no final das alegações finais para lamentar que, durante todo o julgamento, nunca lhe tenham perguntado o que queria dizer com o sentido figurado, frisando que o que pensa só a ele lhe compete explicar.

Alegou que pretendia pedir às pessoas que se dirigiram ao presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros a pedir para colocar manilhas num caminho público (o que levou à autuação) para que “fossem falar com os Vigilantes da Natureza”.

O autarca lembrou que as afirmações foram feitas no decurso de uma reunião onde ele próprio foi “bombardeado” com termos que também não lhe agradaram, comparando a situação aos debates quentes da Assembleia da República.

“No julgamento, o tom do MP não foi muito diferente do que eu usei na AM. Basta que as pessoas estejam mais emocionadas e que lhes apontem o dedo para terem este tipo de comportamento”, acrescentou.

“Nunca me passou pela cabeça que o MP me acusasse. Acho que se o procurador-geral fosse o actual, não teria sido acusado”, realçou.

A leitura da sentença está marcada para dia 13 de Julho, às 14:30, no Tribunal de Viseu.

Fonte: Destak / Lusa

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vigilantes da Natureza sentiram-se intimidados, mas não sofreram violência!

Os dois Vigilantes da Natureza envolvidos no processo que deu origem às polémicas afirmações do autarca Fernando Ruas sobre “correr à pedrada” estes profissionais admitiram ter-se sentido intimidados, mas que nunca sofreram violência física de populares.
O Tribunal de Viseu tinha decidido há uma semana, na segunda sessão do julgamento de Fernando Ruas por instigação pública ao crime, ouvir os dois Vigilantes da Natureza que autuaram a Junta de Freguesia de Silgueiros, por falta de licença para colocar manilhas num caminho público a pedido de moradores e proprietários agrícolas, que se queixavam de dificuldades em transpor a linha de água que o atravessa em época de chuvas. O presidente da Junta de Silgueiros tinha voltado a acusar os Vigilantes da Natureza de “excesso de zelo” nuns casos e de não darem tratamento às situações realmente importantes, o que levou Fernando Ruas a afirmar, na Assembleia Municipal de 26 de Junho de 2006, que a população os devia “correr à pedrada”.

Carlos Alberto Azevedo, o Vigilante da Natureza que assinou o auto, disse em tribunal que, após as declarações do presidente da Câmara de Viseu, teve “algum medo de ir para o terreno”, devido ao clima de hostilidade com que poderia ser recebido pelos populares. Referiu, no entanto, nunca ter sentido qualquer situação de “violência explícita”, apenas tendo vivido “situações em que (populares) usaram a mesma expressão” de Fernando Ruas, que “não foram muitas, mas foram algumas”. Segundo o agora técnico superior, as reacções negativas das pessoas a uma autuação “são normais”, mas a expressão de que “deviam era ser corridos à pedrada” só começou a ser usada depois das afirmações do autarca social-democrata. José Almeida, que esteve com Carlos Azevedo em Silgueiros, disse que algumas pessoas que encontravam no terreno “repetiam as palavras que foram ditas na Assembleia”. No entanto, considerou que essas palavras não eram ditas “em tom de ameaça”, mas sim “em tom de gozo”.

Ambos admitiram que nunca sentiram necessidade de chamar a GNR por se terem sentido em perigo devido às declarações de Fernando Ruas, nem de pedirem transferência para outro serviço ou local. Já Rui Nobre, também Vigilante da Natureza, contou que precisou de chamar a GNR para actuar numa sucateira. “O indivíduo (da sucateira) utilizou as mesmas expressões, que devíamos ser corridos à pedrada e também a tiro. À terceira vez que tivemos de nos deslocar lá tivemos de chamar a GNR”, referiu. O tribunal de Viseu também tinha decidido apenas na última sessão chamar Rui Nobre a depor, na sequência de declarações que este fez a órgãos de comunicação social sobre problemas com populações de vários concelhos devido às declarações de Fernando Ruas. “Pressões psicológicas houve. As pessoas quando nos viam diziam, vocês deviam ser corridos à pedrada”, contou, dizendo, no entanto, perceber que “quando o presidente disse aquilo não seria com essa intenção”. Para esta sessão de julgamento estava prevista a audição da gravação áudio da Assembleia Municipal de Junho de 2006. No entanto, apesar de ter estado toda a tarde com as quatro cassetes em cima da mesa, o juiz António Cunha anunciou no final que estas não poderiam ser ouvidas por o tribunal não ter “conhecimento como operar com o respectivo aparelho reprodutor” e por não saber o local exacto “onde se encontram gravadas as expressões a ouvir”. Desta forma, as cassetes serão ouvidas na próxima sessão, marcada para as 09:30 de 18 de Junho, dia em que o juiz prevê poderem também ser feitas as alegações finais.

Fonte: Noticias de Viseu

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Relatos dos cursos de Guarda-parque realizados no Amapá, Brasil

Esta é a primeira vez que faço um relato sobre uma actividade deste tipo. Geralmente costumo escrever sobre as viagens que faço, devido ao fato de estar conhecendo coisas novas, como lugares, pessoas, vivenciar momentos bons, de aprendizado. Entretanto, desde o curso de capacitação para Guarda-parques do ano passado, realizado em Setembro de 2008, venho vendo muita coisa nova e positiva em tais actividades. Coisas essas que me trouxeram algo de bom, que tocou meu coração. ► Ler mais

quarta-feira, 3 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Ministro do Ambiente inaugurou Centro de Reprodução do Lince

A promessa do ministro é de que os linces-ibéricos chegam até ao final do ano, pois estão a ser feitos «contactos com o Governo espanhol e as autoridades», nesse sentido. Os atrasos devem-se à elevada procura dos felinos por outros centros ibéricos.

Não havia linces, mas havia uma pequena multidão à espera do ministro do Ambiente Nunes Correia, para a inauguração do Centro de Reprodução do Lince-Ibérico em Cativeiro, na Herdade das Santinhas, no concelho de Silves.

Por isso mesmo, Nunes Correia considerou que aquela era «uma inauguração humana, até porque os linces são animais muito esquivos e não se dão bem com esta pequena multidão. Depois, logo virá a inauguração dos linces, que será mais recatada», brincou.

Apesar de ainda faltar a aprovação dos novos hóspedes, que vão ter 16 cercados, cada um com cinco câmaras de vigilância, o Centro já está a postos para os receber.
Haverá, além da área de cercados, onde existirá rotatividade até que os felinos encontrem o seu parceiro, uma zona de quarentena, um laboratório, uma sala de vigilância e até uma casa para guardar as presas vivas, os coelhos-bravos, comprados no exterior.

No mesmo espaço, existirá ainda uma parideira, também vigiada. A única diferença é que neste local foi colocada uma rede que cobre o cercado, para que as aves não consigam magoar os recém-nascidos.

«A circulação dos linces será feita através de túneis amovíveis, que vão ligar um cercado ao outro. Eles têm que se cheirar para escolher o parceiro mais compatível», avançou um dos responsáveis do Centro. A única dificuldade é que tudo terá que ser feito com muita paciência, pois a fêmea só poderá parir uma vez por ano.

O Centro poderá, contudo, servir também outras causas, que não a da reprodução e repovoamento dos linces-ibéricos. É que, para Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, o projecto será uma lufada de ar fresco, pois o novo espaço «poderá ser um factor de estímulo no surgimento de novas ofertas turísticas e, em consequência, na melhoria das condições de vida das populações do interior».

No entanto, a inauguração foi também uma forma de fazer uma passagem do testemunho da empresa Águas do Algarve, que construiu o Centro como medida de compensação ambiental para fazer a barragem de Odelouca, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), a entidade que irá gerir o novo espaço.

Tito Rosa, presidente do ICNB, comprometeu-se a cumprir o que lhe foi pedido pelo seu homólogo da Águas do Algarve Joaquim Marques Ferreira (antigo Presidente do ICNB). «Tornar o Centro num caso de sucesso, agora que damos por terminada a nossa tarefa aqui».

Com a passagem da responsabilidade para o ICNB, segundo Nunes Correia, «chegou-se a um ponto sem retorno. Já não se pode voltar atrás, mesmo que ainda falte o lince, a reprodução e a libertação».

A única certeza é que o Centro já reúne todas as condições para receber os novos inquilinos espanhóis, naturais do Centro de Donaña, na Andaluzia.

Fonte: Barlavento online

Aves na cidade: Um Casal de Falcões a Nidificar em Lisboa

Engana-se quem pensa que as aves de rapina apenas podem ser avistadas em áreas naturais. Conheça a história, imagens e videos, de um casal de peneireiros que elegeu um vaso de uma janela de um andar, em plena Lisboa, como local para criar a sua prole.
Um casal de falcões, da espécie Peneireiro-comum (Falco tinnunculus), nidificou no vaso da janela de um prédio, em plena cidade de Lisboa, e aí pôs quatro ovos.

Os peneireiros são uma ave comum em Portugal e existem até em ambientes urbanos, pois possuem uma grande tolerância à presença humana. Mas nidificar numa zona residencial, num vaso colocado a escassos centímetros da janela de uma sala é, no mínimo, insólito.

Há dois factores principais que explicam esta situação invulgar: existe alimento nas proximidades do ninho e este não foi perturbado.

Esta pequena ave de rapina, que tem 32 a 38 cm de comprimento e 68 a 78 cm de envergadura, alimenta-se de ratos, aves, lagartixas e insectos de grandes dimensões. Caça nas hortas e pequenos campos agrícolas que existem na cidade e que, neste caso, ainda existem na zona de Benfica, perto do Centro Comercial Colombo. Por outro lado, o morador da casa, Pedro Gonzaga, manteve o ninho imperturbado. As restrições a que esteve sujeito, como não levantar os estores da sala ou não ouvir música, foram para ele compensadas por poder observar de perto estas aves. Instalou uma câmara ligada ao computador e pôde seguir a vida dos falcões vinte e quatro horas por dia.

A atitude de Pedro face à presença destas aves não é, infelizmente, a mais comum. Os ninhos das aves de rapina são muitas vezes alvo de vandalismo. Perto de Benfica existe o Centro de Recuperação de Animais Silvestres, do Parque Florestal de Monsanto, onde 98% dos animais que aqui chegam são aves e metade destas são o resultado de ninhos que foram pilhados.

No entanto, apesar do cuidado do dono da casa, os ovos não chegaram a eclodir. Esta situação não é anormal. Acontece por vezes quando os progenitores são aves jovens, no primeiro ou segundo ano de reprodução. O macho pode não ter fecundado os ovos ou a fêmea pode ter-se ausentado do ninho mais tempo que o normal, deixando os ovos ao frio.

Na grande Lisboa sempre existiram falcões e é de esperar que a tolerância da espécie à perturbação humana aumente. A redução dos espaços verdes naturais pode ter “empurrado” este casal de peneireiros para uma zona residencial. A casa onde nidificaram esteve inabitada no ano anterior e por isso foi um local pouco perturbado. Este pode ser o segundo ano em que os falcões ocupam aquele ninho. Isto porque os falcões, além de poderem acasalar para toda a vida, são também fiéis ao local de reprodução.

Os progenitores vão agora abandonar o ninho. Espera-se que para o ano, entre Março e Abril, estejam de volta.

Fonte: Miguel Monteiro/Naturlink

Mega-operação de recolha de resíduos tem lugar ao largo da Baía de Cascais

Projectmar promove acção de limpeza do fundo do mar junto à costa de Cascais numa iniciativa que se pretende que sensibilize a população para a problemática da poluição do fundo marinho e para a necessidade de proceder à reciclagem em geral.
No dia 30 de Maio decorrerá uma mega-acção de limpeza do fundo do mar na Praia dos Pescadores, uma iniciativa sem precedentes em Portugal e das maiores realizadas na Europa. Nela participarão 120 mergulhadores e uma grua para remoção dos resíduos de maiores dimensões. As peças de pequeno porte serão colocadas num ecoponto disponibilizado pela EMAC – Empresa Municipal de Cascais e Trotalixo e todos os resíduos serão encaminhados para reciclagem pela Sociedade Ponto Verde, que é parceira no projecto.

Trata-se da quarta acção de mergulho de recolha de resíduos no âmbito do “Projectmar”, a segunda a ter lugar em 2009, tendo sido já removidas duas toneladas de resíduos, maioritariamente vidro, plástico, metal e material indiferenciado

A acção subaquática vai ser emitida num grande ecrã colocado no local com o objectivo de alertar a população para a problemática. Luís Veiga Martins, Director Geral da Sociedade Ponto Verde afirma “Portugal é um país que deve muito ao Mar. Está na hora de cuidarmos da nossa costa, limpar o nosso Oceano e servir de exemplo a todos os outros países. Contribuindo para a limpeza do nosso mar, estamos também a sensibilizar toda a população para que nos façam chegar os resíduos de embalagens para que os possamos reciclar”.

Fonte: comunicado de imprensa da Sociedade Ponto Verde

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Google aluga 200 cabras para cortar a relva da sua sede

A empresa Google, com sede nos Estados Unidos - em Mountain View, na California - decidiu alterar drasticamente a forma de manter aparados os grandes relvados em redor dos edifícios, trocando os ruidosos cortadores de relva por cerca de 200 cabras que farão esse serviço quase sem fazer barulho, apenas um balir, aqui e além.

Segundo o responsável pela manutenção dos espaços exteriores do Google, o custo de transportar as cabras até aos locais onde a relva precisa de ser aparada acaba por ter um custo semelhante à soma dos combustíveis com o aluguer de máquinas e com a contratação pessoal qualificado necessário para fazer o mesmo serviço.

Para além disso, as cabras sempre são mais bonitas que os cortadores, não poluem, e têm a vantagem de, paralelamente, adubarem a terra de forma natural.

Muitas vantagens juntas nesta iniciativa duma empresa que sempre fez da inovação o seu caminho e volta a surpreender, inovando com velhas técnicas!

Fonte: Público

Presidente da AR nas Selvagens - afirmação de presença em território português

O Presidente da Assembleia da Republica declarou que a visita que efectuou terça-feira às Ilhas Selvagens representou uma "afirmação de presença" num território que é indiscutivelmente português.

Jaime Gama falou na Selvagem Grande, a maior das ilhas daquele sub arquipélago da Região Autónoma da Madeira, acompanhado por um grupo de deputados da Comissão de Defesa Nacional da AR.

"É para nós motivo de orgulho e razão de afirmação de presença nestas ilhas que, indiscutivelmente, pela história e pelo direito marítimo são desde há muitos séculos uma pertença portuguesa, hoje parte integrante do território da Madeira", salientou.

Jaime Gama realçou a importância do trabalho realizado para a preservação da biodiversidade, mencionando que "embora tenha uma paisagem agreste é de grande beleza natural", como foi reconhecido por Yves Cousteau que disse que naquele local estavam as águas mais transparentes do Mundo.

"Se ele disse isso é porque tinha grande fundamento para o dizer", concluiu.

Por seu turno, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, sustentou que esta visita contraria o sentimento de que "Portugal não reconhece devidamente os trabalhos ambientais que são feitos na Madeira".

"Isto é uma verdadeira soberania ambiental", opinou o governante, acrescentando que com os trabalhos de conservação da natureza realizados e a presença de Vigilantes da Natureza, "Portugal reúne todos os requisitos para manter jurisdição sobre território e área marítima circundante".

Apontou que as ilhas Selvagens estão consagradas pelo Conselho da Europa como reserva biogenética e que a Madeira não desistiu da candidatura para que sejam declaradas património mundial natural da Unesco.

Sobre esta candidatura esclareceu que a primeira tentativa aconteceu em 2002, só que quando o conselho da Unesco ia apresentar a decisão definitiva surgiu um "parecer cientifico que, embora enaltecendo o trabalho de gestão, conservação e os valores naturais estarem preenchidos, entendia que não tinha grau de excepcionalidade suficiente para merecer a distinção".

Manuel António Correia considerou que essa foi apenas "uma questão de falta de informação", mas para "não forçar uma decisão negativa que seria mais tarde difícil de alterar a candidatura foi retirada para reformulação", justificou.

"Não desistimos e acreditamos que este é um património excepcional, porque tem características que não se encontram em mais nenhuma parte do mundo. A candidatura mantém-se e está a ser reformulada, dentro de alguns anos veremos este território também reconhecido como património natural", disse Manuel António Correia.

Por seu turno, o Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), almirante Fernando Melo Gomes, sustentou que aquele "paraíso vai continuar a contar com o apoio da Marinha", anunciando que a partir do período estival irá colocar um equipa de fuzileiros nas ilhas para ajudar a manter a ordem e a beleza.

Manuel António Correia agradeceu o apoio, recordando que "há cerca de dois anos, no período de verão, as Selvagens foram visitadas indesejavelmente por alguns mergulhadores e pescadores das Canárias, que aproveitando o mar estar bom, com lanchas rápidas pescavam naquela reserva.

Essa situação levou "a Marinha, a título excepcional a defender aquele território porque se colocava a questão da defesa da reserva e segurança dos Vigilantes da Natureza".

O presidente da Assembleia da República chegou à nova fragata da Armada Portuguesa, a "Bartolomeu Dias" a bordo do helicóptero Lynx, que o transportou junto com toda a comitiva para o planalto da Selvagem Grande onde esteve cerca de duas horas.

O presidente da AR escreveu e enviou um postal do marco dos correios mais a sul do território nacional e assinou o livro de honra.

Ao final da tarde, Jaime Gama usou o helicóptero para se deslocar até o Aeroporto da Madeira e regressar a Lisboa.

As Ilhas Selvagens são um pequeno arquipélago situado 165 quilómetros a norte do arquipélago espanhol das Canárias e a 250 quilómetros ao sul do Funchal (Madeira).

Em missões de soberania visitaram esta parcela do território, os Presidentes da República Mário Soares (1993) e Jorge Sampaio (2003).

Fonte: Lusa

terça-feira, 26 de maio de 2009

UNESCO aprova candidatura do Parque Luso-Galaico Gerês

A UNESCO aprovou as candidaturas a reserva mundial da biosfera do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés e da ilha das Flores, nos Açores, disse hoje à Lusa fonte do Ministério do Ambiente.
O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997 entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação e conservação dos valores naturais de ambos os parques».

A candidatura foi entregue em Abril de 2008, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, pelos Governos de Portugal e de Espanha.

O anúncio da candidatura foi feito em Fevereiro de 2008 durante a Cimeira Ibérica de Braga, ocasião em que, em declarações à Agência Lusa, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, revelou que o tema estava na agenda da Cimeira Ibérica, adiantando que o trabalho preparatório estava a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro.

A comissão englobou técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturais e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.

Nunes Correia assinalou que a candidatura aproveitava, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal, e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.

E frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.

O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.

Fonte: Lusa/Diário Digital

PEV quer mais Vigilantes da Natureza no Faial e Pico

A candidata do Partido Ecologista “Os Verdes” ao Parlamento Europeu, Ana Paula Simões, alertou hoje que as ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, têm «poucos Vigilantes da Natureza» para assegurar a fiscalização de todas as áreas protegidas.

Ana Paula Simões, que hoje reuniu com o núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial, frisou que o número de efectivos está «abaixo das necessidades», defendendo a necessidade de um reforço de meios humanos.

A situação é particularmente complicada na ilha do Pico, a segunda maior dos Açores em termos de dimensão, que dispõe apenas um Vigilante da Natureza para fiscalizar quase 450 quilómetros quadrados, numa ilha que inclui uma zona classificada como Património Mundial da UNESCO.

«Este é um caso gritante», frisou a candidata ecologista, que integra a lista da CDU para o Parlamento Europeu.

O secretário regional do Ambiente, Álamo de Meneses, admitiu recentemente, em declarações à Lusa, o reforço do número de Vigilantes da Natureza, à medida que forem sendo criados os parques naturais de ilha.

Na altura, Álamo de Menezes apontou o caso da ilha do Pico como uma das situações em que existe carência de efectivos.

O arquipélago dos Açores conta actualmente com 30 Vigilantes da Natureza, uma carreira criada há nove anos para cuidar das zonas de interesse ambiental.

A candidata do Partido Ecologista Os Verdes esteve segunda-feira no Jardim Botânico do Faial, que reúne uma colecção única de espécies das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), tendo prevista para hoje à tarde uma visita à Central de Triagem da Horta, construída pela Câmara Municipal e uma das primeiras do arquipélago.

Fonte: Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Plano de conservação é última tentativa para salvar população de golfinhos do Sado

Os golfinhos do Estuário do Sado vão ser alvo de um plano de conservação que foi anunciado no dia 20 de Maio. Apesar da espécie Tursiops truncatus estar de boa saúde a nível mundial, a população que fez habitat no Sado conta só com 25 indivíduos.

O plano a lançar pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai ser publicado em livro e não promete inverter a situação, mas é a última oportunidade para a sobrevivência do roaz-corvineiro.

“Vamos tentar que não morra”, disse ao PÚBLICO Marina Sequeira. “Se possível, vamos fazer todos os esforços para travar o declínio”, sublinhou a bióloga, ligada à Reserva do Estuário do Tejo e que fará amanhã uma apresentação em Setúbal sobre o estado da espécie.

A diminuição da população do roaz acentuou-se durante a década de 80 quando a mortalidade infantil do cetáceo disparou e uma grande percentagem dos indivíduos apresentava extensas feridas no corpo que se pensa ter sido feitas devido à poluição. Hoje, o problema é menor, mas a população está envelhecida e continua a haver perda de indivíduos jovens – provavelmente por abandonarem o Estuário e irem integrar outras populações. Há testemunho de golfinhos das zonas costeiras que passam perto da foz, mas que se saiba nenhum ficou lá, o projecto quer alterar esta situação.

“Há quatro grandes objectivos no plano de acção”, explicou ao PÚBLICO João Carlos Farinha, director adjunto do departamento de gestão de áreas classificadas de zonas húmidas do ICNB, que iniciou este projecto. A monitorização da população, através do estudo das características fisiológicas, populacionais e genéticas – para compreender o grau de endemismo dos indivíduos –, a monitorização ambiental e do habitat, acção de educação da população e criação de um mecanismo para operacionalizar o plano. Um esforço importante é sensibilizar a Marina e o Porto para controlarem a forma como os barcos de recreio se comportam no rio. Mais de 30 entidades, tal como a Quercus e a LPN estão envolvidas na conservação do golfinho.

O projecto vai ser tutelado pela Secretaria de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar e pela Secretaria de Estado dos Transportes, adiantou ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente. Segundo Humberto Rosa, o espírito deste plano de conservação é semelhante ao do lince-ibérico. É uma aposta “cinzenta e com risco, mas achamos que vale a pena tentar.” Daqui a cinco anos, o tempo do projecto, ficamos a saber se deu resultado.

Fonte: Jornal O Público

Participação da APVGN no fórum Portugal de Verdade

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), participou no fórum Portugal de verdade, que decorreu em Faro, no auditório do complexo pedagógico do Campus da Penha na Universidade do Algarve. Numa sessão subordinada ao tema “Ambiente: construir o presente, preservar o futuro”.
O fórum teve como moderador o Dr. Luís Marques Mendes e como oradores; João Joanaz de Melo, Joaquim Poças Martins e Gilberto Jordan. Tendo ainda contado com a presença da Dr.ª Manuela Ferreira Leite.

Os principais temas abordados e discutidos foram essencialmente; as energias renováveis, aspectos positivos e negativos, bem como a água e a sua gestão sustentada.
Os representantes da APGVN questionaram os oradores sobre qual é a sua posição perante a carreira de Vigilantes da Natureza. Os oradores enalteceram a profissão e traçaram um futuro risonho para os Vigilantes da Natureza.


Notícia APGVN

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fado tem dois meses e será um dos primeiros habitantes do CNRLI

Depois de cinco anos a ser preparado, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, foi inaugurado no dia 21 de Maio, como medida de compensação pela construção da Barragem de Odelouca, passando a sua gestão das Águas do Algarve para o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. A equipa de nove técnicos e cinco vigilantes vai começar a instalar-se a 1 de Junho. Os primeiros linces – um grupo de seis a dez animais – deverão chegar dos centros de reprodução espanhóis ainda este ano.

No grupo está o Fado, hoje com dois meses. “Escolhemos este nome já a pensar no centro português”, explicou Astrid Vargas, a coordenadora do Programa Ibérico de Reprodução de Lince em Cativeiro. Para a responsável, a equipa técnica portuguesa é “excelente e muito bem preparada”. Segundo Rodrigo Serra, director técnico do centro, todos os técnicos tiveram informação, durante meses, em Espanha. Fazem parte da equipa dois veterinários, uma bióloga (especializada em comportamento animal), uma administrativa e quatro tratadores.

O centro de reprodução, ocupando uma área total de cinco a seis hectares, tem capacidade para receber 16 animais. No limite, pode chegar a 32.

O modelo de gestão será muito semelhante ao centro de reprodução de Doñana, até porque está inserido na rede ibérica de centros: três em Espanha, este em Silves e um que está previsto, para 2010, na Estremadura espanhola. “É muito importante que abram mais centros, para aumentar a variabilidade genética”, explicou Astrid Vargas.

Hoje, Espanha tem 78 linces em cativeiro, 42 nasceram nos centros de reprodução, 18 dos quais este ano. A razão do sucesso é, explicou Vargas, “a existência de mais fêmeas adultas e o nosso maior conhecimento técnico”.

Um dos maiores obstáculos ao programa de reprodução é o período das lutas entre crias, quando estas têm dois meses. Durante este período, “os animais ficam muito agressivos, obrigando a que a vigilância seja muito intensiva”, explicou a responsável espanhola.

Muito vigiado

O Fado terá à sua disposição cercados com mil metros quadrados, cada um com cinco câmaras de vigilância, onde só poderão entrar dois tratadores. Haverá também uma clínica, um laboratório, uma cozinha, um centro de criação artificial, um edifício de quarentena e um centro de coordenação onde serão visionadas as imagens captadas pelas câmaras.

“Esperemos que os linces sejam libertados. Por isso, queremos que sejam saudáveis”, explicou Rodrigo Serra, adiantando que o centro não será visitável. “Não os podemos habituar aos humanos”, até porque estes podem transmitir doenças aos bichos. “É um risco muito grande”, sublinhou o técnico português.

As primeiras tarefas da equipa serão o enriquecimento ambiental dos cercados – colocando elementos dos habitats do lince como plantas arbustivas de cheiro, troncos, pedras e coelhos vivos, o seu prato favorito – para tornar os animais mais adaptados ao seu meio natural.

Para Astrid Vargas, um bom resultado ao final de um ano seria apenas conseguir que “os linces estejam de boa saúde”. Rodrigo Serra sublinha que nos próximos cinco anos imperará “a obrigação de saber onde será importante reintroduzir os animais.”

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considera que o centro é uma “marca histórica na conservação da natureza em Portugal”.

O centro exigirá um investimento de 300 mil euros por ano a pagar pelas Águas do Algarve até 2025.

Fonte: Helena Geraldes

terça-feira, 19 de maio de 2009

PSD/Açores preocupado com Vigilantes da Natureza

O PSD/Açores pediu hoje ao governo regional um conjunto de informações sobre as condições de trabalho "dadas pela tutela" aos Vigilantes da Natureza que laboram nos Açores, referindo que "no Faial, os Vigilantes da Natureza se encontram impossibilitados de trabalhar no terreno e de exercer cabalmente as suas funções por falta de viaturas, uma situação que se arrasta há mais de ano e meio", explicam.

Num requerimento entregue pelos deputados Costa Pereira e Luís Garcia, os deputados laranja dizem que a carreira de Vigilante da Natureza existe na região "desde o ano 2000, numa altura em que já existia a nível nacional", sendo importante destacar o seu papel de "sensibilização, vigilância, fiscalização e monitorização do ambiente e recursos naturais, nomeadamente no domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza", afirmam.

Assim os parlamentares social-democratas querem saber se o executivo considera ou não que a disponibilização de viaturas "seja essencial para a actividade no terreno dos Vigilantes da Natureza, bem como solicitaram a indicação, por cada ilha, do número de viaturas operacionais neste momento em utilização por aqueles funcionários regionais".

Destacando as particularidades das funções exercidas, os deputados perguntam, "relativamente aos últimos quatro anos", quantas acções de formação "foram destinadas aos Vigilantes da Natureza dos Açores" e em que contexto, "dada a criação da inspecção regional do ambiente e da assumpção pela GNR de acções na área da protecção ambiental vão agora desempenhar as suas funções".

A preocupação do PSD passa pela maneira "de compatibilizar e articular no terreno a acção das referidas instituições com a dos Vigilantes da Natureza", tendo também solicitado a indicação, "por cada ilha, do número de Vigilantes da Natureza em funções nos Açores e do número de lugares existentes em quadro e não providos", conclui o documento enviado à assembleia legislativa.

Fonte: PSD/Açores - Gabinete de Imprensa

domingo, 17 de maio de 2009

Plantas: Oito espécies da flora portuguesa "em perigo crítico" de extinção

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies "em perigo crítico" de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.
O relatório final da primeira fase deste Plano, que data de Março de 2007, indica que sete destas espécies só existem em Portugal: Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).

A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.

Todas as espécies classificadas como "em perigo crítico" de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.

A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.

O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.

O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.

A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.

Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.

Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.

Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse à Lusa que não está previsto, para já, dar continuidade a este projecto, mas salientou que vai ser concluída a elaboração da lista de referência das espécies da flora portuguesa.

Esta lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um futuro Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

O ICNB, acrescentou Mário Silva, está também a coordenar o processo de avaliação do estado de conservação das mais de cem plantas protegidas existentes em Portugal.

Apesar de o conhecimento sobre as espécies da flora "ter mais lacunas e ser mais difícil de sistematizar" do que as espécies da fauna, o responsável do ICNB adiantou que esta avaliação deve terminar ainda em 2009.

O Dia Mundial da Conservação das Plantas comemora-se na na próxima segunda-feira, 18 de Maio.

Fonte: LUSA

Entrevista ao presidente do ICNB, Engº Tito Rosa

Eng.º Tito Rosa: A sociedade tem de contribuir para financiar a conservação

Defender os valores naturais do país é uma tarefa que não pode ser deixada a cargo apenas dos especialistas. Mas, para que a sociedade se envolva, tem de conhecer melhor aquilo que é importante preservar e os benefícios que poderá daí obter, diz Tito Rosa, presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) há um ano.

Uma águia-imperial foi recentemente abatida por caçadores. A política que se tem sempre seguido é a de manter em segredo a localização de espécies muito ameaçadas. Não havendo possibilidade de pôr vigilantes em cada um desses sítios, não será de repensar essa política e divulgar a informação, cativando a população para essa vigilância?

É um debate interessante que pode ser alargado a outras matérias, que é saber se a natureza é conservada por especialistas ou por não especialistas. Acho que é muito importante ser conservada por especialistas, mas estes só o conseguem fazer se os não especialistas a conservarem. Este é o caminho a seguir.

Envolvendo as populações?

Exactamente, embora tudo o que é de mais também pode ser em excesso. Em determinadas situações importa que não haja perturbação. Mas as pessoas têm de saber que está lá e a importância que tem. O nosso objectivo de conservação da natureza só é alcançado se conseguirmos que os não especialistas sejam os primeiros a ser mobilizados para a conservação.

Mas nunca se ultrapassou, em muitas situações, a ideia de que a conservação da natureza é um empecilho ao desenvolvimento. Como ultrapassar isto?

Dou-lhe um exemplo: liderámos, no Norte, no Alentejo e no Centro, os processos de candidatura ao Prover [programas de valorização económica de recursos endógenos no âmbito dos fundos comunitários], onde estiveram envolvidos mais de duas centenas de parceiros e em que as áreas protegidas apareceram como âncora desses projectos.

Mas que vantagens é que as populações têm tirado de estarem numa área protegida?

Talvez isso não seja valorizado por todos, mas uma das vantagens é a sua própria existência. Imagine zonas que hoje estão protegidas se não o fossem. Com a nossa propensão para o desordenamento, o que seria desses territórios? Mas há que valorizá-los e uma forma é levar as pessoas a visitar as áreas. Lisboa está rodeada de áreas protegidas por todo o lado. Mas quantos lisboetas sabem isso, quantos são os hotéis que promovem viagens curtas a essas áreas? Isto custa pouco e tem muito de positivo. É um trabalho que estamos a fazer.

Falta transmitir por que é que é importante preservar as espécies.

Um primeiro passo para que as pessoas se apercebam do valor da natureza é permitir que usufruam dela. Se usufruírem de um bem, defendem-no, mesmo que não o consigamos quantificar. É importante que as pessoas da conservação chamem a si o grande público para o fazer perceber o valor que têm em presença, mais que não seja pelo seu usufruto.

Mas o ICNB é visto muito como uma entidade reactiva em vez de proactiva.

Esta casa tem uma missão muito valorosa, mas a sua fragilidade está associada a isso. Quando somos pioneiros, somos vistos como alguém que vem criar dificuldades. Hoje ninguém põe em causa a economia da água, dos resíduos ou da energia. Mas a natureza não está assumida nesse sentido, portanto há sempre pessoas que não compreendem. O nosso papel é estar um bocadinho mais à frente, o que tem custos. Temos de resistir, mas também temos de ser compreensivos para que se consiga fazer essa trajectória rapidamente mas sem ruptura. É um desafio difícil mas mobilizador. Estamos a correr ao lado do tempo. Mas a economia irá, progressivamente, absorver a natureza.

Conseguiram reequilibrar as finanças do ICNB?

Sim, fazendo uma gestão adaptada aos recursos. Regularizámos as dívidas com os fornecedores. E o meu desafio nesta casa é permitir que a biodiversidade capte investimentos que não venham apenas do Orçamento do Estado. Cada vez temos de fazer com que outras instituições, organizações de agricultores, associações, etc., invistam na natureza e sejam apoiadas para isso.

É nesta estratégia que se insere o Business & Biodiversity?

O B&B tem quase dois anos. O balanço é positivo.

Não foi apenas uma tentativa das empresas se esverdearem em termos de marketing?

Não. Os projectos têm compromissos assumidos.

Que estão a ser implementados?

A maior parte está. Vamos agora fazer um ponto de situação para relançar o processo de adesão a novas empresas. Gostaria que a iniciativa se alargasse ao sector agro--alimentar pelo seu relacionamento com os agricultores, pois as explorações agrícolas são domínios de gestão de biodiversidade.

Foi por isso que a Comissão Europeia decidiu que os fundos para a Rede Natura viriam dos apoios para o desenvolvimento rural. Está satisfeito com as decisões tomadas nesse capítulo a nível nacional?

Para ser objectivo, não posso estar satisfeito. Temos de redinamizar essa área porque o contributo dos agricultores para a gestão de sítios é fundamental. E esse trabalho tem de ser remunerado. Porque estes, além dos produtos, produzem biodiversidade. Temos propostas e brevemente iremos discutir isso com o gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura, mas sinto que há cada vez mais uma convergência.

Mas o que é que não funcionou?

Pode ser por factores múltiplos: por se ter alterado o método, por os valores de incentivo não serem suficientes, por falta de mobilização no terreno, etc.

Houve pouca adesão?

Sim, face às expectativas.

Como está o Fundo da Conservação?

Apresentámos as primeiras propostas à tutela para reflexão. Não deve começar a funcionar este ano mas gostaríamos de, ainda em 2009, discutir o perfil do fundo e criar alguma legislação. Queremos evitar que se transforme num fundo orçamental, típico de muitos fundos que existem, que depois financiam entidades públicas. Queremos criar um fundo financeiro, com capacidade de auto-regeneração, envolvendo as entidades públicas e privadas. As medidas de minimização e compensação de projectos poderiam alimentar em parte esse fundo. Assim como algumas contribuições sobre serviços prestados pelo Estado.

Não será para cobrir as carências financeiras do ICN?

Não. É possível mobilizar recursos financeiros na sociedade, e não apenas no Estado, para desenvolver as iniciativas de conservação.

Escasseiam indicadores sobre os sucessos ou insucessos da conservação da natureza em Portugal. O fundo permitiria cobrir algumas dessas lacunas?

O fundo vai ter obrigação de produzir indicadores. Quase um barómetro do que está a acontecer em matéria de biodiversidade em Portugal.

Que balanço faz da reestruturação do ICNB?

O que interessa é a gestão dos modelos, não os modelos em si. Reconheço-lhe vantagens e alguns inconvenientes, como o esforço de coordenação que exige. É essencial uma grande capacidade de orientação de cima para baixo. Sou muito adepto das organizações com comando. O director acumula agora várias áreas.

O contacto com as populações locais está a ser conseguido?

O ICNB continua a estar presente junto das populações, em quatro dezenas de locais pelo país. Esta instituição tem agora uma mesma atitude de Castro Marim a Montesinho. E depois tem como objectivo ser mobilizador de todos aqueles que podem dar um contributo positivo. Na maior parte das áreas protegidas há imensas oportunidades de encontrar soluções de co-gestão.

Como estão os clandestinos?

Vai haver demolições muito brevemente, sobretudo as que têm decisões de tribunal transitadas em julgado. Estamos a tratar dos procedimentos formais.

Onde?

Em todo o país.


Fonte: Ana Fernandes, Jornal Público

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Viagem a Cananeia - SP, por Rayssa Barros, Brasil

Dia 27 de abril de 2009 fui convidada para conhecer a cidade de Cananéia que fica no estado de São Paulo. Entretanto, para chegar ao município, tive que passar pela grande capital São Paulo. Ao sobrevoar a cidade, fiquei impressionada com a enorme quantidade de prédios aglomerados pelos quatro cantos da cidade. ► Ler mais (arquivo PDF)

sábado, 2 de maio de 2009

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia na Feira de Equimur

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia estiveram presentes na “XIV Salão Nacional de Cavalos de Raças Puras”, Equimur 2009, Espanha, que se celebrou no Palácio de Feiras e Exposições IFEPA, na Torre Pacheco (Múrcia). Na edição deste ano participaram 350 exemplares de Cavalos de Pura Raça Espanhola, de 100 coudelarias, provenientes das várias províncias espanholas. Os Agentes Medioambientales da Brigada Equestre falaram sobre o seu trabalho com a imprensa presente no certame.


Fonte: Guardabosques
FC