quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Arrábida a Património Mundial – celebrado protocolo entre o ICNB e a AMRS

A 18 de Setembro de 2009, foi assinado um protocolo de colaboração entre o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. (ICNB) e a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), tendo como objectivo estabelecer uma parceria entre estas entidades, visando a elaboração do processo de Candidatura da Arrábida a Património Mundial da Humanidade, sob a égide da UNESCO.
Note-se que, em 2004, o Bem “Arrábida” fora já incluído na Lista Indicativa da UNESCO, pelo que, agora, se pretende reavaliá-lo, passando de Natural a Misto, alargando-o do ponto de vista de conteúdos (Natural e Imaterial) e em termos da área a candidatar. No âmbito do projecto de desenvolvimento regional, esta candidatura assume-se, assim, como uma componente de grande relevância.

No processo de Candidatura da Arrábida a Património Mundial, a Associação de Municípios da Região de Setúbal coordena a elaboração da mesma, em estreita articulação com os Municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal, garante os aspectos referentes à componente científica, técnica e aos processos administrativos decorrentes, bem como a promoção do envolvimento de todos os agentes regionais, assumindo, ainda, o papel de interlocutor com a UNESCO. Por seu lado, o ICNB assegura a participação activa na elaboração do processo de candidatura e o seu enquadramento no âmbito, quer do Instituto quer de outros organismos da Administração Central, bem como a disponibilização dos elementos considerados pertinentes para o seu suporte.
No decorrer do desenvolvimento desta candidatura, a Associação de Municípios da Região de Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. poderão definir e estabelecer outras formas de cooperação, nomeadamente, as consideradas adequadas para assegurar a elaboração do processo de candidatura e a manutenção da classificação do Bem Arrábida como Património Mundial, pela UNESCO.

O dossier de candidatura deverá estar finalizado até Dezembro de 2010.

Fonte: ICNB

domingo, 4 de outubro de 2009

RNLSAS – capturadas espécies com estatuto de conservação elevado

A 11 de Setembro de 2009, após vários anos de ausência de capturas, foi encontrado um Rato de Cabrera (Microtus cabrerae) o que constitui prova inequívoca da sua ocorrência em território da Reserva Natural das Lagoas de Sto. André e da Sancha.
Essa captura foi efectuada por Carlos Carrapato, Vigilante da Natureza do ICNB (Parque Natural do Vale do Guadiana), tendo ocorrido de forma casual e à mão. Nessa ocasião, tiraram-se algumas fotografias que, posteriormente, foram analisadas por especialistas, confirmando-se as suspeitas iniciais de se tratar, efectivamente, da espécie referida. Note-se que segundo o "Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal", o Rato de Cabrera, espécie endémica da Península Ibérica, tem a categoria de Vulnerável.

No dia 16, no âmbito da campanha outonal de anilhagem de aves realizada em Santo André na Estação Ornitológica Nacional, foram capturados um juvenil de Camão (Porphyrio porphyrio) e um juvenil macho de Ógea (Falco subbuteo). Este facto reveste-se de especial importância, dado ser a primeira vez que, naquela Reserva, se capturam animais destas espécies.

Fonte: ICNB em Notícias ; Foto: Carlos Carrapato

Criada Rede Nacional de Centros de Recuperação


Uma rede nacional de centros de recuperação de fauna foi hoje criada, segundo um diploma que proíbe a exibição ao público dos animais em recuperação e exige a regularização dos actuais centros num prazo de dois anos.
A criação desta rede nacional pretende, segundo a portaria 1112/2009, hoje publicada em Diário da República, promover a articulação dos vários centros de recuperação e estabelecer requisitos para o seu funcionamento.
A portaria distingue pólos e centros de recuperação, esclarecendo que os primeiros se destinam a um acolhimento por um curto período de tempo (dois dias) e os segundos podem receber e manter os animais com o fim de os recuperar dos danos físicos e comportamentais.
Tantos os centros como os pólos "não se destinam" à exibição ao publico dos espécimes alojados, determina o diploma, ressalvando no entanto que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade pode autorizar visitas, "desde que enquadradas em projectos pedagógicos ou científicos" desses centros.
Actualmente, os animais selvagens recolhidos ou apreendidos e que necessitam de tratamento são encaminhados para os zoológicos ou centros de acolhimentos privados, alguns propriedade de associações ambientalistas.
Os centros já em funcionamento dispõem agora de um prazo de dois anos para pedirem o reconhecimento do ICNB e têm de se adaptar aos novos requisitos exigidos pela lei, como instalações de quarentena ou de recuperação, sala de armazenamento e preparação de alimentos, parques de treino para os animais, sala de cirurgia, aparelho de rx ou sala de necrópsias.
O reconhecimento dos centros e pólos permite o uso de um logótipo reconhecido pelo ICNB.

Fonte: LUSA

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vigilantes da Natureza votados ao desprezo pelo Governo

Comunicado da FNSFP (Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública)  aos Vigilantes da Natureza, após reunião com o Secretário de Estado do Ambiente em 11 de Setembro.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Park Ranger morre no cumprimento do dever!

É com grande tristeza que noticiamos a morte do Park Ranger (Vigilante da Natureza) Kanyangara Muhima. Faleceu depois de ter sido alvejado durante uma emboscada dos rebeldes Mai Mai, junto às margens do Lago Edward (Congo). O companheiro assassinado integrava a patrulha que investigava a morte de vários hipopótamos. Ao ser atingido no peito foi auxiliado de imediato pelos companheiros de patrulha que o evacuaram de canoa até ao Hospital, não resistiu aos ferimentos tendo falecido antes de receber cuidados médicos.

O seu funeral realizou-se nas margens do Rio Rutshuru, local que lhe era muito querido, sendo este local paradisíaco chamado Mai e Moto, um dos sítios que durante a sua vida se dedicou a proteger.

Kanyangara é o terceiro Park Ranger assassinado este ano no Congo, em Janeiro faleceu o companheiro Safari e em Março o companheiro Katambiri.

Notícia APGVN
Fonte: Marcelo Segalerba

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VNs em protesto!! - Governo anda a «brincar com os trabalhadores», acusa FNSFP

O dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública (FNSFP), Paulo Trindade, acusou hoje o Governo de "brincar com os trabalhadores" e exigiu ao Executivo esclarecimentos sobre vínculos, carreira e remunerações dos vigilantes da natureza.

"O Governo fez uma lei [12/A] que dizia que até Setembro de 2008 apresentaria às organizações sindicais as propostas para resolver este tipo de carreiras e, portanto, quem anda a brincar com os trabalhadores é o Governo, que faz lei e não a cumpre", acusou.

Paulo Trindade falou aos jornalistas junto do Ministério do Ambiente onde, juntamente uma delegação de vigilantes da natureza, do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, esperava ser recebido pelo ministro da tutela, Nunes Correia.

Desde Janeiro que vigilantes e representantes sindicais têm vindo a solicitar uma audiência com o ministro do Ambiente, pedido que foi reforçado a 25 de Junho último, mas sem sucesso.

"O que nos é dito é que está tudo de férias neste ministério e que não há ninguém para receber os representantes sindicais e os representantes dos vigilantes da natureza. Pensamos que isto é uma desculpa totalmente esfarrapada", considerou o dirigente sindical, lamentando não haver encontro.

"Se o país foi todo a banhos, se o Governo foi a banhos, então o melhor é não voltarem porque a triste figura que andam a fazer não vale a pena", criticou Paulo Trindade.

Em causa está a situação de 250 vigilantes da natureza que desconhecem "que vínculo lhes está reservado, que carreira lhes está reservada, ao mesmo tempo que se agrava a degradação das condições em que se vêem forçados a trabalhar cada vez com menos meios humanos, de comunicação, de deslocação, entre outros".

"Estamos a brincar com o ambiente do país", disse ainda Paulo Trindade, deixando uma exigência ao Executivo: "O Governo que diga o que quer do vínculo dos trabalhadores e da sua carreira. Além de mal pagos, o pior é trabalhar sem saber se é um funcionário a quem é reconhecido o vínculo de nomeação ou se simplesmente vai ser remetido para um contrato ou se vai manter a sua carreira específica de vigilante da natureza com todo o seu conteúdo funcional ou se é despedido."

Fonte: Diário Digital / Lusa

► Notícias relacionadas:






segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aniversário do Parque Nac. Montanhas do Tumcumaque em Serra do Navio,AMAPA

No próximo dia 22 de agosto o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) completa 7 anos de existência.
Para lembrar esta data, está sendo realizada a “Semana de Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque”, na cidade de Serra do Navio, no período de 17 a 21 de agosto.

Durante a programação será realizada uma Exposição de fotos da Expedição ao rio Jari, no interior do Parque Nacional, mostra de vídeos ambientais do Circuito Tela Verde e do Festival de Imagem-Movimento, além de debates.

As atividades vão acontecer na Escola Estadual Ermelino H. Gusmão em Serra do Navio e uma mostra de vídeos também acontecerá na Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, município de Pedra Branca do Amapari.

O evento é aberto e pretende receber um público diverso que tenha interesse em conhecer um pouco mais sobre o Parque e também deixar suas opiniões, reflexões, expectativas e contribuições para a gestão desta unidade de conservação.

Serviço:

Evento: Semana de Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, com Exposição de Fotos e Mostras de Vídeos Ambientais

Local: Escola Estadual Ermelino H. Gusmão, em Serra do Navio e Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, em Pedra Branca do Amapari

Data: de 17 a 21 de agosto de 2009

Para mais informações entre em contato:
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio
Fone: (96) 9974-3180


Candidatura de pegadas de dinossauros “bem encaminhada”

Maria de Jesus Fernandes, directora adjunta do departamento de gestão de áreas classificadas do litoral de Lisboa e oeste do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), considera que a candidatura das pegadas de dinossauros da Pedra da Mua, no Parque Natural da Arrábida, a património mundial da UNESCO encontra-se no “bom caminho”. No início de Novembro, uma série de peritos qualificados vai àquela zona para “avaliar o terreno e ter contacto com outros peritos nacionais”.

A representante do ICNB tem expectativas “positivas” para a conclusão desse projecto, acreditando que aquele conjunto irá ser “qualificado”. O trabalho, que está a ser realizado desde 2006, tem, segundo Maria de Jesus Fernandes, corrido “bastante bem”, uma vez que não tem havido “quaisquer problemas”, havendo apenas a “preocupação” por parte do instituto no cumprimento de prazos para a sua execução. Além disso, a representante do ICNB acrescenta que este projecto nasce de uma “preocupação a nível nacional de preservação” dos pontos históricos do país.

A jazida da Pedra da Mua contêm “pistas de saurópodes e de terópodes do Jurássico superior”, revela o ICNB, acrescentando ainda que as pistas paralelas de saurópodes são consideradas “a primeira evidência de comportamento gregário entre saurópodes”. Nesse sentido, o instituto considera aquele local como sendo de “excepcional interesse geológico e paleontológico, tendo valor universal do ponto de vista científico, didáctico e patrimonial”. A Pedra da Mua está englobada numa candidatura ibérica, no qual estão também inseridas a Pedreira do Galinha e o Vale de Meios, ambas situadas no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Maria de Jesus Fernandes destaca que a candidatura, por ser comum entre Portugal e Espanha, é “bastante positiva”, tendo, por isso, “um peso maior”.

A candidatura foi enviada em Janeiro de 2009, tendo sido coordenada pelo ministério do Ambiente em parceria com as autoridades espanholas. O projecto, todavia, iniciou-se com o arqueólogo nacional, Galopim de Carvalho, que a impulsionou e pediu a sua classificação quando era director do Museu de História Natural.

Fonte: http://www.setubalnarede.pt/ , Miguel Alexandre Pereira

domingo, 9 de agosto de 2009

Limpar Portugal http://limparportugal.ning.com/

Este movimento cívico independente, consiste em referenciar e posteriormente remover as lixeiras depositadas indevidamente nas nossas florestas e campos...
http://limparportugal.ning.com/


Faça o seu registo e adira a um grupo, ou se não existir crie um.

Para isso utilizem as siglas existentes no anexo iv da pág. 16 deste link:

http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/D9865CED-9CB2-4F8A-B7E1-6981F17AA200/0/33893408.pdf

Os grupos devem ser por CONCELHOS, utilizem as 3 letras antes do nome. Antes de criarem um grupo pesquisem (tem caixa de pesquisa no canto superior direito) para ver se já existe um na vossa zona. Se já existir associem-se a ele.

Registem-se APENAS NUM GRUPO!

OBRIGADO!

sábado, 1 de agosto de 2009

DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA, 31 DE JULHO DE 2009

Vigilantes da Natureza - Carreira em extinção??...

Os Vigilantes da Natureza portugueses não têm razões para comemorar o Dia que lhes é dedicado a nível mundial.

No seu dia a dia lutam para defender e preservar espécies únicas e em vias de extinção, mas, será que não serão eles os extintos num futuro muito próximo. O número de Vigilantes da Natureza não ultrapassa os 200 a nível nacional, não existe recrutamento de novos elementos há uma década, o que está a provocar a morte lenta da profissão.

O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) responsável pelas “jóias da coroa da Natureza” em Portugal, as áreas protegidas, tem nos Vigilantes da Natureza os seus representantes no terreno, mas trata-os como os parentes pobres da Conservação da Natureza.

Os uniformes que deveriam ter sido distribuídos em 2006 continuam por entregar, a formação de actualização não existe, grande parte das viaturas de vigilância e prevenção a incêndios florestais estão paradas, ou por falta de inspecção obrigatória, ou por problemas relacionados com a carência de manutenção.

Neste último mês parte dos Vigilantes da Natureza sofreram mais um ataque aos poucos direitos que ainda lhes restavam, o seu horário de trabalho foi alterado, sem aviso prévio, de uma forma ilegal e contra as Leis da República, passaram a exercer as suas funções 7 horas diárias de forma contínua, o que contraria o estabelecido legalmente.

O Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza nunca passou do papel, nunca se criou uma estrutura que permitisse a coordenação e o eficaz desempenho dos seus elementos no terreno.

Em Portugal continua-se a brincar aos Parques, não existe interesse em que o Corpo de Vigilantes da Natureza criado em 1975 desempenhe as suas funções de uma forma digna e profissional.

Nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) a situação dos Vigilantes da Natureza não é melhor, estão completamente ao abandono, por vezes as Administrações desconhecem a existência destes profissionais, talvez devido à raridade dos seus elementos.

Nas Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH) recentemente criadas, a fiscalização praticamente não existe devido à escassez de Vigilantes da Natureza.

Nas entidades (ICNB, CCDR’s, ARH’s e nas Regiões Autónomas da Madeira e Açores) em que existem Vigilantes da Natureza, a situação de abandono, de falta de condições de trabalho, de salários baixíssimos é uma realidade comum a todas elas.
Por quanto tempo mais nos vão continuar a desprezar! Até à extinção?

Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Apartado 1037 2711-801 Sintra Portugal
Telemóveis: 968466240/969920033/919423466


Versão de impressão (.pdf)

Rebanho ajuda a salvar Gralha-de-bico-vermelho

O rebanho comunitário gerido pela Cooperativa Terrachã no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, actualmente com 60 cabras e um bode, está a ter o apoio da associação ambientalista Quercus e da empresa Vodafone. É que o rebanho de cabras permite recuperar o ecossistema da gralha de bico-vermelho, que se encontra ameaçada de extinção em Portugal. A forma de angariar fundos para o projecto passa pelo apadrinhamento das cabras, sendo que 12 delas já foram apadrinhadas por particulares, escolas, empresas e outras entidades. Além da conservação da gralha-de-bico-vermelho que o regresso das cabras à serra irá permitir (devolvendo insectos na base da alimentação daquela ave ameaçada), a cooperativa vai candidatar um projecto para, a partir do leite de cabra, ser produzido queijo certificado.Com a criação do rebanho de cabras serranas, as visitas guiadas na Serra passarão a ser habituais.

Fonte:DN

Solidariedade com os Bombeiros falecidos em Tarragona (Espanha)

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza vem por este meio expressar a sua solidariedade com os familiares, companheiros e amigos dos bombeiros falecidos no incêndio de Horta de San Joan, que pertenciam ao Grupo de “Apoyo de Actuaciones Forestales”.

Desejamos a rápida recuperação aos Bombeiros feridos que permanecem hospitalizados.

É em momentos como estes, perante as adversidades com que deparamos, na luta contra a destruição das Florestas, que nos sentimos mais unidos.

Um forte abraço dos companheiros Vigilantes da Natureza de Portugal!

Dias sem carros na Mata de Albergaria: prog. de visitação e interpretação ambiental

De 15 de Julho até 31 de Agosto de 2009, aos domingos e feriados, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) promovem-se os Dias Sem Carros na Mata de Albergaria, com o condicionamento do trânsito automóvel no troço coincidente com a Geira (via romana), entre a Bouça da Mó e Albergaria (entroncamento com a estrada florestal Leonte – Portela do Homem).


Nesses dias serão dinamizadas visitas acompanhadas, com acções de interpretação sobre os principais valores da Mata de Albergaria, envolvendo um passeio pedestre, com o objectivo de proporcionar um maior conhecimento da mata e a sua visitação e fruição adequadas.

Esta iniciativa conjunta do ICNB/ Parque Nacional da Peneda-Gerês, ADERE Peneda-Gerês e Município de Terras de Bouro, pretende sensibilizar o público para a importância da conservação e valorização da Mata de Albergaria e do seu património.

Para participar é necessário efectuar a inscrição na Porta do PNPG em Campo do Gerês ou no Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro (Caldas do Gerês). As inscrições estão limitadas a 20 pessoas (incluindo crianças).

No dia da actividade, os participantes, com inscrição confirmada, devem dirigir-se à Portela do Homem, onde terá início a actividade.

Para chegar ao ponto de encontro pode optar por utilizar o autocarro do circuito de transporte alternativo. Informe-se sobre os seus horários, solicitando a respectiva brochura informativa nos locais acima referidos.

A visita acompanhada à Mata de Albergaria tem uma duração aproximada de 3h a 3:30h, com início e fim no mesmo local, nos seguintes

horários:
- Manhã – 9:45 h
- Tarde – 14:30 h

Os participantes devem levar:
• calçado e roupa confortáveis
• protecção contra o sol
• água
• um farnel ligeiro
• máquina fotográfica (opcional)

Para mais informações contacte:

Porta do PNPG em Campo do Gerês
4840-030 CAMPO DO GERÊS
Tel./Fax: + 351 253 351 888
E-mail: museudevilarinhodafurna@gmail.com
Horário: Terça-feira a Domingo, das 10-17:30h

Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro
Lugar do Vidoeiro, 99
4845-081 GERÊS
Tel.: + 351 253 390 110
Fax: + 351 253 391 496
E-mail: pnpg@icnb.pt

Horário: dias úteis, 9-12:30h; 14-17:30h

ADERE-Peneda-Gerês
Lgo. da Misericórdia, 10
4980-613 PONTE DA BARCA
Tel.: + 351 258 452 250
Fax: + 351 258 452 450
E-mail: aderepg@mail.telepac.pt

Horário: dias úteis, 9-12:30h; 14:30-18h

Fonte: ICNB

Aberto VI Curso de Guarda-Parques, Amapá - Brasil

EDITAL:

- A Associação de Guarda-Parques do Estado do Amapá e outras Instituições parceiras – faz saber aos interessados que estão abertas as inscrições para a seleção do VI Curso de Guarda-Parques Estadual.

- Período de inscrição de 14 / 07 / 2009 a 14 / 08 / 2009.

- A AGPA disponibiliza 33 vagas a serem distribuídas entre instituições governamentais e não-governamentais que atuam diretamente nas Unidades de Conservação do Estado, sendo destas, 3 vagas para estrangeiros.

Ver Edital completo (.pdf)

Fundação das Salinas do Samouco assume novo modelo de gestão

O edifício sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo em Alcochete acolheu no passado dia 14 de Julho, a cerimónia de apresentação do novo modelo de gestão das Salinas do Samouco, criado pelo Decreto-Lei n.º 36/2009 de 10 de Fevereiro, com a passagem de testemunho para a nova administração no sentido da retoma do normal funcionamento do projecto de conservação do Complexo das Salinas do Samouco.

O Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Prof. Francisco Correia, o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Luís Miguel Franco, o Secretário de Estado do Ambiente, Prof. Humberto Rosa, o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Eng.º Paulo Campos, o novo Presidente da Fundação para a Protecção e Gestão

Ambiental das Salinas do Samouco, Eng.º Firmino Sá, o presidente cessante, Prof. José Manuel Palma, e o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Eng.º Tito Rosa, presidiram a esta cerimónia de passagem de testemunho para a nova administração.

“Julgo que podemos estar satisfeitos com o novo modelo de gestão da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco e com a solução encontrada para um problema muito sensível a vários níveis”, disse o Ministro do Ambiente, referindo ainda que “a ausência de um modelo estável e inequívoco que assegurasse um financiamento continuado da Fundação conduziu a uma situação de dívidas acumuladas pela instituição, pondo em risco a sua sustentabilidade”.

“Recordo que o Estado português assumiu perante a Comissão Europeia o compromisso de criar a Fundação das Salinas do Samouco como uma das medidas compensatórias das consequências ambientais associadas à construção da Ponte Vasco da Gama. A necessidade desse compromisso ficou a dever-se ao facto de, na margem sul, esta ponte assentar no complexo de salinas integrado na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo”, salientou o governante.

Quanto à entrada em vigor do novo modelo de gestão da Fundação, Francisco Correia destacou a “entrada do Município de Alcochete como instituidor da Fundação”. “É para nós ponto assente que a acção da Fundação se deve desenvolver em proximidade e estreita articulação com as populações locais e com os seus mais directos representantes”, acrescentou o Ministro do Ambiente, salientando também “a criação de um Conselho Consultivo aberto que irá possibilitar a participação da sociedade civil na vida da Fundação”.

“Considero que com este novo modelo de gestão, definido em conjunto pelo Governo e pela Lusoponte e que conta também com o apoio e a colaboração da Câmara Municipal de Alcochete, a Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco reúne agora todas as condições para garantir a plena assumpção das suas responsabilidades e o pleno exercício das suas atribuições”, concluiu o Ministro.

“Alcochete soube preservar a sua sustentabilidade com uma baixa densidade de ocupação e, acima de tudo, valorizando a sua identidade cultural e o seu património natural (cerca de 90 por cento do seu território com áreas naturais e rurais), incluindo a ZPE e o território abrangido pela Directiva das Aves e Habitats”, referiu, por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete.

Segundo o autarca, “o Município de Alcochete tem procurado com a sua actividade de planeamento e gestão orientar o desenvolvimento de funções especializadas e novos usos, integrando a frente ribeirinha e o espaço rural na requalificação da vida metropolitana, valorizando a sua estrutura ecológica, assegurando o necessário equilíbrio e complementaridade com os valores ambientais, em especial as áreas classificadas” e neste contexto “desde a primeira hora, considerou ser indispensável participar activamente na redefinição do modelo da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco”.

Luís Miguel Franco deu conta dos contributos do Município de Alcochete para a viabilização do novo modelo de gestão da Fundação das Salinas do Samouco, nomeadamente a disponibilidade da Autarquia para integrar os seus órgãos sociais, a necessidade de uma resolução para os problemas económicos e laborais e da definição do património e orçamento a atribuir à Fundação e das regras relativas ao exercício dos mandatos, assim como o desenvolvimento de uma “Operação Integrada da Frente Ribeirinha”.

Implementar projectos de educação ambiental e de âmbito social com o envolvimento da população local são os objectivos imediatos do novo Conselho de Administração da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco, presidida pelo Eng.º Firmino Sá. “O nosso objectivo é criar os nossos próprios programas de visita no Complexo das Salinas do Samouco e interagir com a Reserva Natural do Estuário do Tejo e com a Câmara Municipal de Alcochete”, referiu.

Fonte: Jornal Rostos

Uma rede de protectores para as tartarugas-marinhas do Zoomarine

São apenas quatro, podem parecer pequenas, mas são muito importantes e regressaram ao mar esta manhã, a 20 milhas náuticas a Sul de Portimão.
Importantes porque pertencem a uma das sete de espécies de tartarugas-marinhas a habitar o planeta e que se encontram ameaçadas - a tartaruga-comum (Caretta caretta)

Importante porque em cada mil que nascem, estima-se que apenas uma chegue ao estado adulto e se consiga reproduzir.

Mas a rede que estas quatro embaixadoras dos oceanos encontraram não foi, felizmente, uma das que,diariamente, capturam acidentalmente muitas tartarugas.

Estas tartarugas foram apanhadas por uma rede muito especial - uma rede de protectores. Já há algum tempo que instituições públicas e privadas, especialistas e cidadãos anónimos, constituíram uma rede informal que tomou em mãos a missão de auxiliar estes extraordinários répteis marinhos. E a história destas quatro tartarugas conta isso mesmo.

“Fauno” é uma tartaruga que, com apenas 0,497 kg, foi confiscada por profissionais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade a um restaurante que a tinha em exibição.

Foi entregue aos cuidados do Zoomarine e hoje, após 10 meses de reabilitação e já com 6,4 kg, está pronto para regressar ao oceano.

“Gulliver”, com pouco mais de 1,0 kg, foi encontrado muito apático por praticantes de caça-submarina.

Estes, reconhecendo que a tartaruga se encontrava em dificuldades, contactaram o Zoomarine e trouxeram-na para bom porto. Hoje, com 2,7 kg, já está pronto para uma segunda oportunidade.

As histórias de “Golias” e de “Gizmo” são muito semelhantes: estas duas tartarugas foram recolhidas por pescadores, que as encontraram nas suas redes e em apuros.

Conscientes do quão ameaçadas estão as suas espécies, libertaram-nas das redes e contactaram o Zoomarine para que, com o apoio da Polícia Marítima, as recebesse e lhes prestasse os necessários cuidados.

E é por isso que neste dia, representando as entidades que constituem esta rede não oficial de protectores, o presidente do Instituto da Conservação da Natureza (Tito Rosa), o Comandante da Zona Marítima do Sul e do Departamento Marítimo do Sul (Marques Ferreira) e o presidente do Zoomarine (Pedro Lavia) se juntaram a bordo do NRP João Coutinho para, em conjunto com um grupo de jovens de diversas instituições de apoio à criança, apoiadas pelo Rotary Club de Faro, deram uma segunda oportunidade a estas tartarugas marinhas e, assim, contribuíram para a conservação da sua espécie.

Fonte: Jornal Barlavento

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fernando Ruas condenado por incitar a "correr à pedrada" os Vig. da Natureza

O Tribunal de Viseu, que esta segunda-feira condenou o autarca Fernando Ruas, considerou que o autarca tinha a noção de que estava a “apelar à intimidação e à agressão física à pedrada” dos Vigilantes da Natureza.
Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, foi esta segunda-feira condenado por instigação pública ao crime a uma pena de cem dias de multa, à taxa diária de 20 euros, devido a afirmações proferidas na Assembleia Municipal de 26 de Junho de 2006.

O autarca social-democrata, que é também o líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), esteve hoje ausente devido a compromissos no Brasil, tendo o juiz prescindido da leitura da sentença.

Na reunião da Assembleia Municipal, onde o presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros fez queixas dos Vigilantes da Natureza que o autuaram por contra-ordenação ambiental, Fernando Ruas afirmou: “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento”.

Na sentença pode ler-se que se tratou de “uma provocação ou incitamento à prática de um crime”, tanto mais que estas palavras foram “proferidas publicamente, por alguém sobejamente conhecido a nível local e nacional”.

Desta forma, os destinatários poderiam pensar “que uma tal possível conduta estaria justificada”, levando, nomeadamente, à prática de crimes como a ofensa à integridade física qualificada contra os Vigilantes da Natureza, acrescenta.

“O arguido bem sabia que se encontrava numa reunião pública, acessível a qualquer cidadão que quisesse assistir à mesma, e que ao proferir tais expressões estava a apelar à intimidação e à agressão física à pedrada dos Vigilantes da Natureza que, dali em diante, no legítimo exercício das suas funções, se propusessem autuar as juntas de freguesia do concelho de Viseu por infracções ambientais”, refere a sentença.

O tribunal entendeu que Fernando Ruas actuou dolosamente, uma vez que rematou as polémicas afirmações com a frase “eu estou a medir muito bem aquilo que estou a dizer”.

Uma vez que se tratou de “um episódio isolado” na vida de Fernando Ruas “que não se tornará a repetir” e o facto de ser uma pessoa “socialmente inserida e integrada, titular de cargos públicos, personalidade pública, pessoa íntegra, conceituada e respeitada”, o tribunal decidiu aplicar a pena de multa de cem dias.

Nas alegações finais, o Ministério Público tinha pedido a condenação do autarca a uma pena não inferior a 120 dias.

O advogado de defesa, Marçal Antunes, anunciou aos jornalistas que pretende recorrer da decisão, mas escusou-se a prestar mais declarações.

Fonte: Lusa

sábado, 4 de julho de 2009

Associação de Guarda-parques do Amapá inicia atividades de monitoramento de casos de predação envolvendo onças e outros animais silvestres na apa do rio curiaú.


A Associação de Guarda-Parques do Amapá inicia neste mês de julho uma atividade de monitoramento dos casos de predação envolvendo onças e outros animais silvestres na Área de Proteção Ambiental do Rio Curiaú. O trabalho dará continuidade a um projeto iniciado no ano passado, quando a instituição promoveu em parceria com a Associação de Moradores do Quilombo do Curiaú e demais instituições parceiras, o I Curso de Monitoramento, Rastreamento e Manejo de Fauna Silvestre, com o objetivo de capacitar profissionais para atuarem no monitoramento dos ataques de carnívoros ás criações de bovinos, eqüinos, suínos e caprinos, que vem ocorrendo com certa frequência na APA desde 2006. ► Ler mais (arquivo PDF)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Protocolo Entre a APGVN e o Grupo Barata Hotels

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, celebrou um protocolo com o Grupo Barata Hotels & Resortes, o qual oferece para os sócios da APGVN e seus familiares, descontos de 25% nas unidades hoteleiras deste grupo.

As condições são as constantes no Protocolo em anexo à presente informação, Sendo que as unidades hoteleiras disponíveis podem ser consultadas em http://www.grupofbarata.com/ .

Ver protocolo (.pdf)

Primeiros linces deverão chegar ao CNRLI de Silves a partir de Setembro

Por enquanto ainda está vazio, mas o centro nacional de reprodução do lince-ibérico, em Silves, poderá começar a receber animais a partir de Setembro. Os governos de Portugal e Espanha estão a ultimar os preparativos. O texto do protocolo de cedência dos animais já está "inteiramente acordado" e deve ser assinado em Julho, revelou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Nos últimos 20 anos, as populações de lince-ibérico (Lynx pardinus) registaram uma quebra de 90 por cento. Mas o destino desta espécie parece estar a mudar. O programa espanhol de reprodução em cativeiro conta hoje com 78 linces. Destes, 16 poderão vir para Portugal, para o centro de reprodução de Silves, inaugurado a 23 de Maio e com uma área total de cinco a seis hectares.

"O texto do protocolo [de cedência] está inteiramente acordado", revelou o secretário de Estado Humberto Rosa ao PÚBLICO, depois de uma reunião de trabalho na sexta-feira em Cáceres, com o seu homólogo espanhol e representantes das comunidades autonómicas.

O documento "poderá ser assinado em Julho. Só falta definir o calendário e o local", acrescentou. Assim sendo, os primeiros linces cedidos por Espanha poderão chegar a Silves a partir de Setembro. "Esta data foi definida por critérios técnicos, relacionados com o ciclo biológico do animal". Para os receber estará uma equipa de nove técnicos e cinco vigilantes.

"As partes envolvidas neste esforço de conservação estão muito sensibilizadas e nota-se um crescente consenso social", comentou Humberto Rosa.

"Seria uma vergonha que estes dois paí­ses deixassem extinguir o felino mais ameaçado do mundo", constatou o secretário de Estado.

Na semana passada, o esforço de conservação do lince valeu à Junta de Andaluzia o prémio de um dos cinco melhores programas Life de conservação da natureza atribuídos pela União Europeia.

Mas o cativeiro não é garantia suficiente para a sobrevivência de uma espécie. A par da reprodução, Portugal e Espanha estão a preparar o habitat, mais concretamente o matagal mediterrânico, para que os linces possam um dia ser libertados.

"O calendário define que temos três anos para escolher uma zona para reintroduzir o lince". Estão em estudo a Malcata, Moura-Mourão-Barrancos e o Vale do Guadiana.

"É preciso fazer com que os factores que levaram ao desaparecimento da espécie não estejam lá ou que estejam controlados", explicou. Tal é o caso da recuperação das populações de coelho-bravo, principal presa do lince.

Além disso, existem "critérios de sensibilização das populações e o potencial de conectividade das zonas, para não termos populações isoladas".

O objectivo de voltar a ter linces "só será conseguido com a cumplicidade dos gestores do território: agricultores, caçadores, proprietários. É fundamental o entorno social para que os possamos manter".

Fonte: Jornal Público

sábado, 27 de junho de 2009

"Verdes" denunciam que Parque Natural de Montesinho não tem meios para trabalhar

O Partido Ecologista os Verdes (PEV) denunciou hoje que o Parque Natural de Montesinho (PNM), em Bragança, está sem meios para fazer conservação da Natureza e trabalhar com as populações locais.
Para a dirigente nacional do PEV, Manuela Cunha, "as áreas protegidas são muito importantes, mas se não tiverem meios para actuar e intervir aparecem, muitas vezes, junto das populações apenas como proibitivas".

Manuela Cunha integrou uma comitiva do partido que se encontrou hoje, em Bragança, com os responsáveis regionais do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e visitou a área protegida, que se estende por mais de 70 mil hectares dos concelhos de Bragança e Vinhais.

Segundo disse à Comunicação Social, no final da visita, "não se pode fazer um bom trabalho em Montesinho porque os mais de 30 funcionários têm apenas sete viaturas, três das quais em fim de vida".

Manuela Cunha registou também a "degradação e falta de condições" da sede do parque, em Bragança, instalada em duas moradias e a falta de Vigilantes da Natureza e outros operacionais como equipas de sapadores.

De acordo com os dados da dirigente do PEV, o PNM tem apenas cinco Vigilantes da Natureza e duas equipas de sapadores florestais para a prevenção e combate a fogos florestais.

"Não podemos ter uma área desta dimensão e as pessoas estarem presas a uma casa sem condições porque não há viaturas, não há meios", afirmou.

Manuela Cunha adiantou que o PEV vai propor, na Assembleia da República, aquando da discussão do próximo Orçamento de Estado, um reforço dos meios para as áreas protegidas, nomeadamente Montesinho.

As carências, considerou, prejudicam também o trabalho e articulação que devia existir com as populações locais para que não vejam na área protegida apenas "proibições e obstáculos ao desenvolvimento".

A dirigente do PEV criticou e disse discordar da estratégia do INCB "virada apenas para a conservação da Natureza e que excluiu o Homem, que é um elemento do parque natural, e toda a riqueza cultural, que tem de ser conservada e valorizada".

"As populações compreendem se lhes for explicado", declarou, criticando "algumas medidas tomadas em gabinetes em Lisboa que não têm em conta as práticas tradicionais e levam a inúmeras burocracias".

A dirigente do PEV defende que esta área protegida "poderia empregar muita gente e ser uma fonte de desenvolvimento se apostasse numa estratégia de promoção e preservação das tradições das aldeias que compatibilizasse a natureza com a vivência humana".

Os "Verdes" anunciaram ainda que vão, na Assembleia da República, dirigir uma pergunta ao Governo sobre os impactos das eólicas espanholas na fronteira mesmo junto à área protegida.

Fonte: Lusa