sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia

Os cientistas da pequena ilha Macquarie estão com os olhos postos no oceano Pacífico. Pelo menos 20 icebergues, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia.
Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.

Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades
Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.

Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Fonte: Público.pt         Foto: Tessa Bickford/Australian Antarctic Division

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Novas espécies de libélulas para o Parque Nat. do Vale do Guadiana


De Fevereiro a Junho de 2009, no âmbito de um estágio realizado no Parque Natural do Vale do Guadiana, foram recolhidas e identificadas 12 espécies de Odonata (Ordem a que pertencem as libélulas e libelinhas), entre as quais 4 novas espécies para a região: Sympecma fusca, Coenagrion caerulescens, Gomphus graslinii e Libellula quadrimaculata.
De acordo com o Livro Vermelho dos Invertebrados de Espanha, Gomphus graslinii está classificada com estatuto "em perigo" de extinção e Coenagrion caerulescens com estatuto "vulnerável".

Efectuado por Cristina Ramôa Vieira, este estágio de final de curso em Biologia, da Escola Superior Agrária de Beja, realizou-se no PNVG e sítio Guadiana da Rede Natura 2000, tendo sido amostrados catorze pontos ao longo da ribeira do Vascão, de modo a avaliar a Ordem Odonata, para se poder candidatar a ribeira ao estatuto de Zona Húmida ao abrigo da Convenção de Ramsar.

Fonte: ICNB Foto: Jean-Michel Faton

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bancários limparam ribeira para evitar extinção de boga do Oeste

Meia centena de trabalhadores de uma empresa que gere cartões bancários estiveram ontem a limpar as margens de um troço do rio Alcabrichel, no concelho de Torres Vedras, para evitarem a extinção da boga do Oeste, uma espécie de peixe característica da região.
"Estivemos a fazer o corte de um conjunto de canas que abrangem as margens desta ribeira e as canas que foram retiradas vão depois cobrir parte das margens para garantir que ficam estabilizadas, em vez de se utilizar o habitual betão", explicou Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Quercus, que promoveu a iniciativa. Praticamente extinta nos rios da região devido à poluição provocada pelos esgotos domésticos e pelas suiniculturas, a boga do Oeste continua apenas a existir - ainda que de forma escassa - nos rios Alcabrichel e Sizandro, ambos no concelho de Torres Vedras.

A acção marcou o arranque de uma parceria de cinco anos entre a Quercus e a Unicre, a primeira empresa de capitais privados em Portugal a aderir ao compromisso de redução da chamada "pegada ecológica". "Temos um conjunto de iniciativas como a redução do papel e a redução [do consumo de] energia nos edifícios", afirmou o administrador da empresa, António Ramalho.

"O objectivo neste tipo de acções é que fora da actividade profissional e em conjunto com uma associação de defesa do ambiente os esforços se juntem no sentido de salvaguardar determinadas zonas naturais e, neste caso, recuperar a boga do Oeste", esclareceu Francisco Ferreira. A Quercus põe a hipótese de vir a desenvolver outras acções de limpeza e despoluição do rio Alcabrichel e de vir a plantar nas suas margens vegetação característica na zona, de modo a combater a erosão.

Fonte: LUSA

Especialista alerta para aumento da gravidade dos incêndios florestais

O especialista em incêndios florestais Domingos Xavier Viegas advertiu hoje que Portugal deve estar preparado para fogos de tal gravidade, que não será possível salvar casas nem a floresta e os populares terão de ser evacuados.
“Embora Portugal tenha já registado situações muito difíceis, em 2003 e 2005, pode haver ainda piores, com ainda mais danos.

Nestas circunstâncias extremas, não há sistema de Protecção Civil ou de defesa da floresta que seja capaz de o suportar. A população tem de ser avisada a tempo para sair e haverá muitas condições em que não será possível salvar nem floresta nem casas”, considerou.

O presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) é o coordenador de um curso sobre “Comportamento do Fogo e Segurança Pessoal no Combate aos Incêndios Florestais”, que se realiza dia 20 em Coimbra.

Organizado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da ADAI, no curso vão ser apresentadas as conclusões preliminares de um estudo realizado por uma equipa desta instituição acerca dos graves incêndios ocorridos no Sul da Austrália, em Fevereiro de 2009, em que morreram mais de 170 pessoas.

“Por um lado, interessa melhorar a defesa das casas e da floresta, mas há que ter em conta que, em condições extremas, os recursos de defesa não funcionarão e há que evacuar as pessoas a tempo, para evitar pôr populações e bombeiros em risco”, disse.

Ao adiantar algumas das conclusões da pesquisa feita pela equipa do CEIF/ADAI na Austrália, o cientista considerou que nestes incêndios se verificaram “condições de perigo excepcionais”, tendo surgido mesmo uma recomendação das autoridades para acrescentar outro nível de risco, um sexto, à escala de cinco. “Seria um risco de incêndio super-extremo, quando se registassem temperaturas superiores a 40 graus e os ventos soprassem a mais de 70/80 quilómetros por hora”, adiantou o professor catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Nos incêndios recentes na Austrália, “as condições de propagação foram de tal modo rápidas que as autoridades não conseguiram reagir e, em menos de meio-dia, arderam 400 mil hectares no Estado de Victoria. No caminho do fogo estavam várias casas, que não estavam preparadas para reagir”, disse Xavier Viegas, adiantando que o recurso a componentes de madeira na construção tornou estas residências mais vulneráveis às chamas.

“Às vezes há alguma relutância em deixar as casas. É preciso preparar as pessoas e quando for preciso, têm de sair”, salientou, preconizando que esta medida deve ser “obrigatória e urgente” quando houver condições extremas.

“Em Portugal, as piores condições para incêndios ocorrem quando há vento de Leste forte e ondas de calor”, observou.

O curso, que decorre no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e contará com a presença do Embaixador da Austrália em Portugal, é leccionado por investigadores daquele centro de investigação, que se têm especializado na temática do comportamento do fogo e da segurança pessoal na frente dos incêndios e participado na investigação de diversos acidentes dentro e fora do país. Destina-se a técnicos florestais e das autarquias, agentes da protecção civil e investigadores.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Chegaram mais quatro linces ao Centro Nacional de Reprodução em Silves

Chegaram mais quatro linces ontem à noite, ao Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-ibérico (CNRCLI) de Silves: dois machos, Ébano e Enebro, e duas fêmeas, Espiga e Era.

Os linces foram transferidos do Centro de Cría de La Olivilla, em Jaén, na Andaluzia, onde nasceram em 2008.

As duas fêmeas, Espiga e Era, são as duas linces que não tinha sido possível capturar na semana passada sem criar excessiva agitação nos animais, tendo ficado a sua transferência adiada para ontem.

Após terem sido libertados, cada um num dos cercados com um hectare, foi colocado um coelho vivo no cercado de cada um, que os caçaram. "Este é um indicador positivo sobre a adaptação ao novo espaço", considera o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

Actualmente, o centro na Herdade das Santinhas, em Silves, já tem sete linces. O primeiro, a fêmea Azahar, chegou no dia 26 de Outubro, vinda de Jerez de la Frontera. Seguiram-se Érica e Daman II a 30 de Outubro, de La Olivilla.

Até ao dia 1 de Dezembro dever-se-á completar esta fase de transferência de linces para Silves, ficando então o centro português responsável por 16 dos linces que integram o programa ibérico de reprodução em cativeiro desta espécie ameaçada de extinção.

Fonte: Público.pt  Foto: Nuno Veiga - LUSA

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novo estudo: os animais usam os traços sexuais distintivos para distinguir rivais

Na biologia como no desporto, a cor é essencial para identificar os adversários. Mas, ao contrário do desporto, na biologia a cor diferente sinaliza os alvos a não atacar: os rivais são os machos da mesma espécie que, por terem uma coloração ou odores semelhante, são concorrentes directos na disputa pelas fêmeas.

Trata-se de uma questão prática, explicam os investigadores responsáveis pelo estudo. "O custo de atacar o macho errado e de ser atacado por ele desenvolve as diferenças de coloração e de pistas químicas, como os odores, para identificar os rivais", escreveram Gregory Grether e Cristopher Anderson na revista "Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences". Esta investigação é válida em locais onde duas espécies diferentes co-habitam e as probabilidades de se enganarem no adversário são maiores.

Os resultados trazem uma nova luz sobre um problema levantado desde Charles Darwin. Segundo o naturalista, as cores diferentes eram uma forma de atrair a atenção das fêmeas. Mas para os investigadores da Universitdade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), "as diferenças na cor permitem que as fêmeas consigam reconhecer entre as espécies diferentes", explica Grether. Com estes dados, retirados da observação de várias espécies de libelinhas, os investigadores encontraram "demonstrações claras de um processo de evolução que é, provavelmente, muito recorrente na Natureza, mas que tem sido muito negligenciado".

Fonte: Ionline

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parques eólicos: A fonte de energia "limpa" ?

Este video foi captado no passado dia 27-10-2009 em Creta, na Grécia - um Grifo (Gyps fulvus) albaroado por aerogerador . Mas é algo que acontece com alguma regularidade em Espanha e também em Portugal, embora sobretudo com outras espécies.

Numa altura em que a proliferação destas instalações vai de "vento em popa" por terras lusas, serve esta mensagem para meditar se os Parques Eólicos são realmente a alternativa "limpa" que muitos políticos nos querem fazer crer. Em última análise: Existem realmente fontes de energia "limpas"??

domingo, 1 de novembro de 2009

Ex-Vigilante da Natureza publica livro sobre a paisagem do PNSAC


A Câmara Municipal de Torres Novas editou o livro da autoria de Fernando Faria Pereira, Arquitecto Paisagista, intitulado “ A Paisagem da Pedra”, alusivo ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
O lançamento do livro teve lugar no dia 24 de Outubro enquadrado no programa da Exposição na Biblioteca Municipal de Torres Novas sobre o tema “As Pegadas dos Dinossáurios na Serra de Aire” que decorreu entre 9 e 31 deste mês.

Este livro tem como base o relatório de estágio de Fernando Faria Pereira (conhecido entre colegas e amigos como “Puças”) do final do seu curso de Arquitectura Paisagista, há 6 anos, onde se debruçou sobre as unidades de paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, região onde a pedra impera em toda a sua essência e história.
Fernando F. Pereira exerceu o cargo de Vigilante da Natureza durante cerca de 24 anos, estando actualmente reclassificado como técnico superior do ICNB desde Março do corrente ano.

Exímio contador de histórias e com especial jeito para crianças, foi, e é, um dos marcos na Educação Ambiental pelas Escolas onde passou, quer para alunos, quer para professores.

O Fernando “Puças” desde muito cedo teve um papel cooperativo, solidário e interventivo junto da APGVN e de todos os colegas em geral, denotando actualmente alguma saudade dos seus largos anos no exercício das funções de Vigilante da Natureza.

Mas o trabalho do Fernando em prol da conservação da natureza não terminou com a sua reclassificação. Nas suas novas funções no ICNB, continua a mesma pessoa em personalidade e companheirismo, sempre atento e interventivo naquilo em que acredita com o seu jeito “peculiar” que a ninguém deixa indiferente. Não esquece os Vigilantes da Natureza e continua com a maior afinidade aos mesmos.

Ser Vigilante da Natureza marca uma vida, independentemente daquilo que se possa vir a fazer no futuro!

Continua assim “Puças”, genuíno e igual a ti próprio. A Conservação da Natureza precisa de ti!!

Francisco Barros

sábado, 31 de outubro de 2009

Congresso Mundial de Guardaparques/Park Rangers

Começa amanhã o Congresso Mundial de Guardaparques!

Irá participar no Congresso o Vigilante da Natureza João Correia que apresentará uma comunicação sobre o tema "Vigilantes da Natureza". A sua participação não contou com o apoio de nenhuma entidade, devendo-se apenas ao seu esforço pessoal.

Clique na imagem para melhor visualização

APGVN

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O CNRLI de Silves passa hoje a ter cinco linces ibéricos

Segundo fonte do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, as fêmeas Espiga, Erica e Era, nascidas em 2008, e o macho Daman, de dois anos, são hoje transportados do centro espanhol de Olivilla, na Andaluzia, para o centro português.

Até ao próximo mês de Dezembro devem chegar, faseadamente, os restantes 11 animais que Espanha cedeu a Portugal para estimular a reprodução da espécie em vias de extinção.
Existem actualmente 250 linces ibéricos na natureza e 74 em centros de reprodução, encontrando-se a maioria dos animais em cativeiro.
Desde a década de 1980 que não existem populações estáveis de lince em Portugal, embora no ano 2000 tenham sido recolhidos dejectos de lince que comprovaram a sua presença em território nacional e desde aí se tenham registado alguns avistamentos da espécie em locais próximos da fronteira com Espanha.
"Não sabemos se não existe actualmente algum lince em Portugal. Poderão existir, mas não uma população estável. É esse repovoamento que pretendemos fazer", disse à Lusa a coordenadora executiva para o Plano de Acção do lince, Lurdes Carvalho.

O principal objectivo do plano é conseguir que Azahar e os outros 15 linces, que deverão chegar a Portugal no próximo mês de Novembro, produzam descendentes que possam mais tarde ser reintroduzidos na natureza e conservar a espécie em Portugal, ameaçada há várias décadas.

A serra da Malcata e o sul de Portugal são duas regiões do país onde se pretende fomentar a reprodução do coelho bravo, entre outras medidas, para poderem acolher o lince em liberdade, mas no sul a situação é mais difícil por muitos dos terrenos serem de privados.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

GreenPeace: Vídeo com Sigourney Weaver alerta para a destruição dos oceanos




“O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é. Longe de ser uma simples planície árida, o fundo do mar alberga habitats e formas de vida complexos.”

Sigourney Weaver apoia este vídeo que alerta para a ameaça da pesca industrial a grande profundidade e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes que defendam a vida marinha nas profundezas dos oceanos.

Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.

É urgente alertar a comunidade para a importância de proteger estes ecossistemas ameaçados antes das reuniões da AGNU.

Em Portugal a Greenpeace está a pedir aos grandes supermercados que dêem o exemplo assumindo as suas responsabilidades e deixando de comercializar espécies de profundidade. Estas empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que comercializam e de não encorajar a destruição do fundo dos oceanos.

Desde o dia 16 de Outubro que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e para pressionar os retalhistas a tomar a liderança parando de comercializar espécies de peixe de profundidade.

Na Greenpeace acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam e encorajar os portugueses a assinar a petição aos supermercados. Por isso estamos a pedir que divulguem o vídeo e a petição junto dos vossos contactos; que o coloquem nos vossos blogues ou sites, que o partilhem em redes sociais como o Facebook ou o Twitter e que o publiquem em fóruns.

Petição: Ajuda-nos a proteger um dos últimos refúgios da vida marinha do planeta!

Os melhores cumprimentos,

Osvaldo osvaldo.gago@greenpeace.org

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CNRLI: O primeiro lince ibérico chegou hoje a Silves



Azahar, a primeira de 16 linces ibéricos que nas próximas semanas chegarão a Portugal para evitar a extinção da espécie, já foi libertada no centro nacional de reprodução em cativeiro destes animais, em Silves, constatou a Lusa no local.

A lince viajou hoje desde o jardim zoológico de Jerez de la Frontera, em Espanha, até Silves, onde foi libertada no cercado do centro de reprodução em cativeiro, uma espaço com cerca de mil metros quadrados e bastante maior do que aquele em que vivia.

Azahar viajou dentro de uma caixa desde Espanha, sempre monotorizada por um veterinário, e ao ser libertada no cercado de Silves mostrou-se nervosa e deu vários saltos, um comportamento que os técnicos do centro disseram à Lusa ser normal.

O animal, de cinco anos, viveu nos últimos três em cativeiro no jardim zoológico de Jerez de la Frontera e foi transferido hoje para Portugal ao abrigo do protocolo entre os ministros do Ambiente de Portugal e Espanha assinado em Agosto de 2007. O acordo tem como objectivo preservar uma espécie animal em vias de extinção.

Aos dois anos, Azahar foi capturada em Janeiro de 2006 em Sierra Morena, na Andaluzia, porque através das câmaras de videovigilância detectaram que ela tinha um alto nas costas e estava muito magra. A radiografia detectou uma vértebra partida e Azahar ficou em Jerez de la Frontera porque o centro espanhol precisava de capturar espécimes para procriar.

Fonte: LUSA Video: Ionline

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Primeiro lince chega ao Centro de Reprodução de Silves na segunda-feira

O primeiro de 16 linces chega esta segunda-feira, 26 de Outubro, ao Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves.

Outros 15 linces vão chegar durante o mês de Novembro, provenientes dos centros espanhóis de reprodução de Acebuche, no Parque Nacional de Donana, e de La Olivilla, anunciou hoje o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Esta é uma etapa principal do Plano de Acção para a Conservação do Lince-ibérico em Portugal, que tem como objectivo viabilizar a conservação da espécie em território nacional, invertendo o processo de declínio continuado das populações que conduziu à situação actual de pré-extinção.

No contexto ibérico, o Plano de Acção visa contribuir para assegurar a viabilidade da espécie enquanto elemento fundamental dos ecossistemas mediterrânicos.

O Plano de Acção procura como uma meta final, a longo prazo, possibilitar a reintrodução do lince-ibérico na sua área histórica de distribuição. O modelo estratégico de actuação assenta num conjunto de medidas que se complementam: o programa de reprodução em cativeiro, a recuperação e a manutenção do habitat favorável, e a reintrodução de espécimes da espécie em territórios adequados.

Entre outros aspectos, ressalta a importância da gestão agrícola, florestal e cinegética para a criação das condições adequadas nos habitats potenciais de lince (para mais informação, consultar http://www.icnb.pt/).

O programa desenvolvido no CNRLI vai procurar favorecer o estabelecimento de uma população cativa de lince-ibérico viável do ponto de vista sanitário, genético e demográfico.

O CNRLI integra a rede ibérica de centros de reprodução de lince. Foi construído expressamente para servir este plano e inaugurado em Maio deste ano, resultando o seu financiamento de uma medida de sobrecompensação pela construção da barragem de Odelouca. A gestão é assegurada pelo ICNB.

Este primeiro lince é transportado em veículo especial desde o Zoobotânico de Jerez de la Frontera, em Espanha, e chega ao CNRLI na tarde desta segunda-feira.

O protocolo de bio-segurança associado ao programa de cativeiro do lince obriga a que não haja visitas aos centros de reprodução. Excepcionalmente, nesta segunda-feira, está previsto o acesso dos jornalistas interessados a uma sala de observação no centro.

Fonte: Barlavento online

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Novidades da campanha outonal de anilhagem na RNLSAS

No final de Setembro de 2009, no âmbito da campanha outonal de anilhagem, foram capturados dois indivíduos de duas espécies nunca antes anilhadas em Portugal, nomeadamente:

- Íbis-preto – Plegadis falcinellus.
Até à década de 90 (séc. XX), esta espécie era muito rara em Portugal, mas, nos anos mais recentes, um aumento significativo da população que nidifica no sul de Espanha levou a que o Íbis-preto se tenha tornado uma espécie mais frequente em Portugal, incluindo, naturalmente, na Lagoa de Santo André.


- Felosa-boreal – Phylloscopus borealis

Esta pequena ave insectívora é um visitante acidental raro em Portugal, mas muito comum no Norte da Europa. Trata-se de uma das maiores migradoras do Velho Continente, viajando até ao Sudeste asiático.






Fonte: ICNB Fotos: Paulo Encarnação - Vigilante de Natureza, Anilhador e Co-responsável pela Estação de Anilhagem de Stº André

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Centro de Recuperação de Animais Selvagens do PNRF tem nova gestão


A 14 de Outubro de 2009, na Quinta de Marim (Olhão), nas instalações do Centro de Educação Ambiental de Marim (CEAM), do Parque Natural da Ria Formosa, teve lugar o acto de transmissão da gestão do Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, IP para a Associação Aldeia.

Com a nova gestão a assegurar pela ALDEIA, o CRAS, passará a adoptar a designação de “RIAS” (Centro de Recuperação e Investigação de Animais Silvestres) e visa dar continuidade à recepção, tratamento e recuperação de animais silvestres, com vista à sua libertação na natureza.

Foto: alguns dos participantes na cerimónia. Ao centro, 1º plano, o Presidente do ICNB, Eng. Tito Rosa, à esquerda o Dr. Hugo Lopes, veterinário e co-coordenador do RIAS, à direita, um pouco atrás, o Director do DGAC Sul, Dr. João Alves e à direita (1º plano) o Vigilante da Natureza Daniel Santos, ligado ao CRAS. Imagem gentilmente cedida pela Assoc. Aldeia.

A concessão da gestão deste espaço, propriedade do ICNB, foi possível mediante:
- a constituição de uma parceria entre este Instituto e a ALDEIA, previamente submetida a concurso público, tendo a duração de 3 anos e podendo ser renovada por acordo entre as partes envolvidas; e
- o estabelecimento de um protocolo entre o ICNB e a ANA – Aeroportos de Portugal, SA, no âmbito da iniciativa Business & Biodiversity, traduzido na prestação de apoio financeiro por parte da ANA.

O “RIAS” tem como área de intervenção todo o Sul de Portugal, estando integrado na Rede Nacional de Centros de Recuperação de Animais Selvagens. Note-se que, a recolha de Animais Selvagens feridos ou debilitados, de espécies não cinegéticas, é assegurada pelos Técnicos e Vigilantes da Natureza do ICNB e pelas várias entidades policiais, nomeadamente do SEPNA-GNR e da Autoridade Marítima/Capitanias. Todavia, qualquer cidadão pode proceder à entrega directa, no RIAS, de exemplares de animais feridos de espécies não cinegéticas.

Fonte: ICNB

Mais informação: http://rias-aldeia.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Leomil: alcateia de lobo-ibérico ameaçada por parque eólico

O último reduto do lobo ibérico a sul do Douro pode estar ameaçado pela construção de um parque eólico na zona onde vive a alcateia de Leomil, a mais importante e estável desta região do país.
“Pode ser um golpe muito grave para a população de lobos a sul do Douro”, alertou um dos investigadores que tem acompanhado esta alcateia nos últimos anos, frisando que “a construção deste parque eólico é um ataque ao seu último reduto”.

Em causa está a sobrevivência da alcateia de Leomil, que vive numa zona isolada, tranquila e quase sem acessos, que será radicalmente transformada com a instalação do Parque Eólico do Douro Sul, com 103 aerogeradores. Segundo os investigadores, a construção deste parque afectará “mais de 60 por cento do território da alcateia”, incluindo centros de actividade e o local de reprodução, o que pode colocar em causa a sua sobrevivência.

Esta alcateia, enquanto fonte de animais dispersantes, assume também relevância na manutenção da população de lobos na região, pelo que poderá ser também colocada em causa a sobrevivência de toda a população desta espécie a sul do Douro, que já se encontra “isolada e ameaçada”.

O lobo é uma espécie prioritária para a conservação segundo a Directiva Habitats, da União Europeia, além de estar classificado em Portugal como espécie ‘em perigo de extinção’. A legislação nacional proíbe o abate e a captura de lobos, mas também a destruição ou deterioração do seu habitat e a sua perturbação, nomeadamente durante o período de reprodução.

A população de lobos existente a sul do Douro é muito reduzida, apresenta um nível elevado de fragmentação e possui um pequeno efectivo reprodutor, pelo que se caracteriza por uma grande instabilidade populacional. A mais importante e estável alcateia desta região vive na Serra de Leomil, que, apesar de ser um dos últimos redutos do lobo, não possui qualquer estatuto especial de protecção.

Fonte: Diário Digital

Nova legislação proíbe compra e reprodução de vários animais selvagens

A exibição de animais vai ser proibida nos circos na sequência de uma lei que também proíbe a compra de novos macacos, elefantes, leões e tigres. Esta lei decorre  de uma portaria que diz que estes animais apenas podem ser propriedade de algumas instituições.
A exibição de animais nos circos vai ser proibida após a entrada em vigor de uma lei que proíbe a compra de novos macacos, elefantes, leões e tigres e a reprodução dos animais já detidos pelos circos.
A portaria publicada esta segunda-feira e que entra em vigor hoje divulga uma lista de animais que pelo seu porte ou por serem venenosos podem apenas ser propriedade de parques zoológicos, empresas de produção animais autorizadas e centros de espécies apreendidas.
Entre estes animais, incluem-se, entre outros, todas as espécies de primatas, ursos, felinos (à excepção do gato), otárias, focas, hipópotamos, pinguins, crocodilos, avestruzes, tartarugas marinhas e de couro, serpentes, centopeias e escorpiões.
O Ministério do Ambiente justificou a existência desta lei com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, bem-estar e saúde dos exemplares, assim como a garantia de segurança, bem-estar e comodidade dos cidadãos.

Fonte: LUSA         >> Consultar esta portaria na íntegra

terça-feira, 13 de outubro de 2009

AÇORES: Preparam-se para salvar Cagarros

Começa em breve a época em que milhares de jovens Cagarros saem dos ninhos e sofrem riscos elevados de mortalidade ao pousar em estradas e localidades. A campanha SOS Cagarro, promovida anualmente pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, vai começar em todas as ilhas do arquipélago. A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves junta-se mais uma vez à campanha através de acções específicas de formação e esclarecimento à população nas ilhas de Flores e Corvo.

A Campanha SOS Cagarro, criada pelo malogrado ornitólogo Luís Monteiro, pelos Amigos dos Açores, e Governo Regional em meados dos anos 90, pretende envolver todos os açorianos no salvamento destas aves marinhas.

Desde a sua origem o número de Cagarros que sobrevivem cada ano têm aumentado mas ainda há muitos que morrem, seja por atropelamento, ou por não conseguirem voltar ao mar.

A SPEA, responsável pelo Projecto “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas” que decorre na ilha do Corvo e no Ilhéu de Vila Franca (São Miguel), vai organizar, em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e com a Ecoteca das Flores sessões de esclarecimento nas quais se demonstrará como proceder ao encontrar um Cagarro no solo e como se pode proceder para o acalmar e devolver ao mar. Após estas sessões serão efectuadas patrulhas nocturnas para salvamento de Cagarros.

Nesta altura do ano, os Cagarros saem do ninho, onde passaram 3 meses a crescer e estão quase a iniciar os seus primeiros voos para começar a sua migração para o Atlântico Sul. Estas aves guiam-se pelas estrelas e muitas vezes, sobretudo em noites escuras são atraídos pelas luzes artificiais e caem em terra, encandeados por luzes fortes, seja iluminação pública de algumas ruas e edifícios ou pelos faróis de automóveis. Depois de caídas em terra estas aves ficam indefesas, pelo que este é um momento crucial para os capturar e poder mais tarde devolver ao mar. Todos podem contribuir de muitas formas diferentes: tomando precauções ao conduzir de noite em estradas junto à costa, ligando ao Vigilante da Natureza quando se encontra um Cagarro em terra ou participando nas patrulhas nocturnas e nas campanhas de divulgação da Campanha SOS Cagarro Para uma melhor divulgação desta Campanha, além de solicitar a participação de todos os habitantes das Flores e do Corvo, a SPEA pretende colaborar com as autoridades locais PSP, GNR, Bombeiros e Vigilantes da Natureza, pois nesta causa todos somos responsáveis. Nestas sessões práticas de esclarecimento, serão apresentados os objectivos desta Campanha, dar-se-á a conhecer a importância dos Açores como local de nidificação desta espécie assim como outros aspectos característicos e assombrosos do seu ciclo de vida e ilustrar-se-á o procedimento a seguir quando se encontra um Cagarro.

Fonte: Azoresdigital   Foto: Francisco Botelho

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

VI Congresso de Ornitologia da SPEA & IV Congresso Ibérico de Ornitologia - Elvas

Já se inscreveu no congresso? Se ainda não, tem a possibilidade de se inscrever a preços reduzidos até 1 Novembro!

Para além da presença de oradores convidados, e de comunicações orais e em poster, no Congresso teremos saídas de campo, workshops, uma feira e muito mais!

A I Feira Natureza ConVida, que decorre em simultâneo ao congresso é uma feira de produtos e serviços de natureza. A feira estará aberta ao público servindo também como espaço social do congresso e é o local ideal para as suas compras de Natal! As inscrições para Expositores estão também abertas até 1 de Novembro.

Em Dezembro, Elvas torna-se o centro da ornitologia ibérica e de certeza não vai querer faltar!


Para mais informações e inscrições consulte o site da SPEA

Arrábida a Património Mundial – celebrado protocolo entre o ICNB e a AMRS

A 18 de Setembro de 2009, foi assinado um protocolo de colaboração entre o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. (ICNB) e a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), tendo como objectivo estabelecer uma parceria entre estas entidades, visando a elaboração do processo de Candidatura da Arrábida a Património Mundial da Humanidade, sob a égide da UNESCO.
Note-se que, em 2004, o Bem “Arrábida” fora já incluído na Lista Indicativa da UNESCO, pelo que, agora, se pretende reavaliá-lo, passando de Natural a Misto, alargando-o do ponto de vista de conteúdos (Natural e Imaterial) e em termos da área a candidatar. No âmbito do projecto de desenvolvimento regional, esta candidatura assume-se, assim, como uma componente de grande relevância.

No processo de Candidatura da Arrábida a Património Mundial, a Associação de Municípios da Região de Setúbal coordena a elaboração da mesma, em estreita articulação com os Municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal, garante os aspectos referentes à componente científica, técnica e aos processos administrativos decorrentes, bem como a promoção do envolvimento de todos os agentes regionais, assumindo, ainda, o papel de interlocutor com a UNESCO. Por seu lado, o ICNB assegura a participação activa na elaboração do processo de candidatura e o seu enquadramento no âmbito, quer do Instituto quer de outros organismos da Administração Central, bem como a disponibilização dos elementos considerados pertinentes para o seu suporte.
No decorrer do desenvolvimento desta candidatura, a Associação de Municípios da Região de Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. poderão definir e estabelecer outras formas de cooperação, nomeadamente, as consideradas adequadas para assegurar a elaboração do processo de candidatura e a manutenção da classificação do Bem Arrábida como Património Mundial, pela UNESCO.

O dossier de candidatura deverá estar finalizado até Dezembro de 2010.

Fonte: ICNB

domingo, 4 de outubro de 2009

RNLSAS – capturadas espécies com estatuto de conservação elevado

A 11 de Setembro de 2009, após vários anos de ausência de capturas, foi encontrado um Rato de Cabrera (Microtus cabrerae) o que constitui prova inequívoca da sua ocorrência em território da Reserva Natural das Lagoas de Sto. André e da Sancha.
Essa captura foi efectuada por Carlos Carrapato, Vigilante da Natureza do ICNB (Parque Natural do Vale do Guadiana), tendo ocorrido de forma casual e à mão. Nessa ocasião, tiraram-se algumas fotografias que, posteriormente, foram analisadas por especialistas, confirmando-se as suspeitas iniciais de se tratar, efectivamente, da espécie referida. Note-se que segundo o "Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal", o Rato de Cabrera, espécie endémica da Península Ibérica, tem a categoria de Vulnerável.

No dia 16, no âmbito da campanha outonal de anilhagem de aves realizada em Santo André na Estação Ornitológica Nacional, foram capturados um juvenil de Camão (Porphyrio porphyrio) e um juvenil macho de Ógea (Falco subbuteo). Este facto reveste-se de especial importância, dado ser a primeira vez que, naquela Reserva, se capturam animais destas espécies.

Fonte: ICNB em Notícias ; Foto: Carlos Carrapato

Criada Rede Nacional de Centros de Recuperação


Uma rede nacional de centros de recuperação de fauna foi hoje criada, segundo um diploma que proíbe a exibição ao público dos animais em recuperação e exige a regularização dos actuais centros num prazo de dois anos.
A criação desta rede nacional pretende, segundo a portaria 1112/2009, hoje publicada em Diário da República, promover a articulação dos vários centros de recuperação e estabelecer requisitos para o seu funcionamento.
A portaria distingue pólos e centros de recuperação, esclarecendo que os primeiros se destinam a um acolhimento por um curto período de tempo (dois dias) e os segundos podem receber e manter os animais com o fim de os recuperar dos danos físicos e comportamentais.
Tantos os centros como os pólos "não se destinam" à exibição ao publico dos espécimes alojados, determina o diploma, ressalvando no entanto que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade pode autorizar visitas, "desde que enquadradas em projectos pedagógicos ou científicos" desses centros.
Actualmente, os animais selvagens recolhidos ou apreendidos e que necessitam de tratamento são encaminhados para os zoológicos ou centros de acolhimentos privados, alguns propriedade de associações ambientalistas.
Os centros já em funcionamento dispõem agora de um prazo de dois anos para pedirem o reconhecimento do ICNB e têm de se adaptar aos novos requisitos exigidos pela lei, como instalações de quarentena ou de recuperação, sala de armazenamento e preparação de alimentos, parques de treino para os animais, sala de cirurgia, aparelho de rx ou sala de necrópsias.
O reconhecimento dos centros e pólos permite o uso de um logótipo reconhecido pelo ICNB.

Fonte: LUSA