quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Algarve já tem 14 linces ibéricos no Centro de Silves

Quatro linces ibéricos chegaram terça-feira à noite a Silves para se juntarem aos 10 que já habitam no centro nacional de reprodução do Algarve, faltando dois exemplares para completar as 16 transferências da primeira fase.

"Fauno", "Foco", "Eucalipto" e "Drago" são os nomes dos quatro felinos machos que chegaram ao Algarve oriundos do Centro de Cria La Olivilla, um dos três centros da Andaluzia que participam no programa de conservação de lince-ibérico fora do habitat natural.

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) adiantou em comunicado que "Fauno" e "Foco" fazem parte da ninhada de cativeiro de 2009, "Eucalipto" nasceu em 2008 e "Drago" em 2007, todos no Centro La Olivilla.

A equipa técnica, responsável agora por 14 linces-ibéricos, está incumbida de estimular os instintos naturais destes animais, como a caça, territorialidade e interacções sociais, assim como a manutenção de um ambiente livre de agitação artificial.

O primeiro lince ibérico - a fêmea "Azahar" - chegou ao centro nacional de reprodução em Silves dia 26 de Outubro, proveniente de Jerez de la Frontera.

Até 01 de Dezembro, deverá ficar concluída a primeira fase de transferência dos felinos mais ameaçados do mundo para Silves, com o centro português a ficar responsável por um total de 16 linces, segundo o ICNB.

O centro de Silves está equipado com um sistema de vídeovigilância que permite aos técnicos acompanhar o dia-a-dia dos linces 24 horas por dia.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Raia europeia ameaçada de extinção por erro

Duas espécies diferentes foram classificadas como sendo uma mesma. Pesca excessiva deixou a maior em risco.

Por ter sido confundida com outra, uma espécie de raia europeia está actualmente ameaçada de extinção, depois de anos de pesca excessiva, segundo um estudo francês. Duas espécies distintas de raias foram confundidas e agrupadas sob o único nome de Dipturus batis há 80 anos, revelaram os investigadores da estação de biologia marinha de Concarneau.

As análises efectuadas pelos investigadores mostraram que havia afinal duas espécies que estavam a ser tratadas como apenas uma, que foram agora provisoriamente apelidadas de Dipturus flossada e Dipturus intermedia.

Esta última está mais vulnerável à pesca excessiva devido ao seu tamanho (mais de 2,5 metros) e a sua maturidade sexual tardia (perto dos 20 anos). A probabilidade de que seja capturada antes de poder se reproduzir é por isso muito elevada. Por falta de reconhecimento do seu estatuto de espécie em perigo, esta raia deverá extinguir-se num futuro próximo. Das 75 espécies de raias avaliadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza, 17 estão em perigo de extinção.

Fonte: Diário de Notícias

Cousteau tem ilha com o seu nome no Pacífico


O México decidiu dar a uma das suas pequenas ilhas do golfo da Califórnia, no oceano Pacífico, o nome do célebre oceanográfico francês Jacques Cousteau.

Desta forma, a ilha, até agora designada Cerralvo, foi rebaptizada no registo nacional de informação geográfica. O México já tinha anunciado, em Junho, a intenção de rebaptizar uma ilha com o nome de Jacques-Yves Costeau, o oceanográfico que faleceu em 1997 e que fez várias expedições a bordo do Calypso nas águas das costas mexicanas e, em particular, naquela região que apelidou de "o aquário do mundo" graças à riqueza da fauna e flora ali existente.

Reserva ecológica, a península californiana do México onde fica localizada a ilha agora rebaptizada com o nome de Costeau é também uma área que acolhe numerosas estâncias dedicadas ao turismo.

Fonte: Diário de Notícias

ONU diz que conter a população ajudaria no combate às alterações climáticas

Conter a população mundial pode ser tão eficaz no combate às alterações climáticas como construir milhões de aerogeradores para a produção de electricidade a partir do vento, defende o Fundo das Nações Unidas para a População.

“Reduzir o aumento da população ajudaria a aumentar a resiliência da sociedade às alterações climáticas e a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no futuro”, diz a organização, num comunicado sobre o relatório Estado da População Mundial 2009, hoje divulgado.

O relatório aborda especificamente as relações entre a população e as alterações climáticas, com ênfase particular sobre as mulheres. “É verdadeiramente a primeira vez que uma agência das Nações Unidas se debruça sobre os laços entre população e mudança climática”, disse à agência noticiosa AFP Bob Engelman, um dos autores do estudo e vice-presidente do Worldwatch Institute, organização não governamental com sede em Washington.

O documento sustenta que se a população crescer até oito mil milhões de pessoas até 2050 – e não nove mil milhões, que é a projecção média das Nações Unidas – seriam evitadas emissões de gases com efeito de esfufa equivalentes a um a dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono. O mesmo efeito poderia ser conseguido, por exemplo, se fossem instalados dois milhões de aergeradores com um megawatt de potência – o que equivale a multiplicar por 17 a capacidade mundial actualmente instalada em energia eólica.

O relatório chama a atenção para os movimentos migratórios que as alterações climáticas podem provocar, à medida que populações vulneráveis deixem zonas inundáveis, áridas ou inóspitas. Cerca de 200 milhões de pessoas poderão passar à condição de refugiados climáticos até 2050.

As mulheres estão também no centro da análise do Fundo das Nações Unidas para a População. “As mulheres, em particular nos países mais pobres, serão afectadas de forma diferente dos homens”, diz a organização. O relatório considera que as mulheres asseguram 60 a 80 por cento da produção de alimentos nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, tendem a ter a família e a habitação ao seu cargo, o que limita a sua mobilidade, tornando-as mais vulneráveis a extremos climáticos.

“A conexão próxima entre género, produção alimentar e alterações climáticas merece muito mais atenção do que a que actualmente recebe”, diz o fundo da ONU.

Os acordos internacionais sobre o clima teriam melhor hipótese de resultar se tivessem em conta “a dinâmica da população, as relações entre os sexos e o bem-estar das mulheres", diz o trabalho, publicado 20 dias antes da cimeira sobre o clima que as Nações Unidas realizam em Copenhaga.

O relatório recorda que a transição para uma curva demográfica mais branda depende da promoção da igualdade de géneros e de maior acesso das mulheres à educação e saúde reprodutiva.

Fonte: Publico.pt     Foto: Rafiquir Rahman/Reuters

terça-feira, 17 de novembro de 2009

COMUNICADO da APGVN - Aos Vigilantes da Natureza!


Aos Vigilantes da Natureza!

Nunca os Vigilantes da Natureza viveram um período de instabilidade e incerteza tão grande, perante a sua situação profissional, como na actualidade.

Os sucessivos Governos sempre desprezaram a profissão, chegou o momento de darmos o grito de revolta! Não temos nada a perder! Temos que nos unir e lutar, fazer ver aos políticos que estão errados e que devem apostar na dignificação da nossa profissão, já que sem a nossa presença a Natureza ficará a perder!

Contra a extinção! Lutemos pelo reconhecimento da Profissão! É agora que é preciso dizer o que pensamos sobre o nosso futuro!

Apelamos à participação de todos na sessão de Esclarecimento/Debate a ter lugar no dia 12 de Dezembro, pelas 9h 30m, no Instituto Português da Juventude de Castelo Branco!

Participa! Divulga! Juntos iremos salvar a profissão da extinção!

Imprimir Comunicado (pdf)
Faz dowload do Poster e divulga !!! (pdf)
► Ficha de inscrição (pdf)


A Direcção da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Apartado 1037
2711-801 Sintra
Portugal
Telemóveis: 968466240 / 969920033 / 919423466

Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?

Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado.

Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de 6000 voluntários.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.

Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!

Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, http://www.limparportugal.org/, onde tem toda a informação de como o fazer.

O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento.

No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.

“Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?"


in: http://www.limparportugal.org/

Pegadas de dinossaurios: Peritos já avaliaram jazidas


Uma dupla de peritos da União Internacional para a Conservação da Natureza visitou na semana passada três jazidas portuguesas com fósseis de dinossáurios, para avaliar se estas devem ser incluídas como Património Mundial da UNESCO. No final da visita ao País, os avaliadores mostraram-se enigmáticos e, por isso, só em Julho de 2010 se saberá a decisão

Uma dupla de peritos " exigentes, independentes, enigmáticos e bastante confidenciais" esteve a passar a pente fino as jazidas da Pedreira do Galinha, Vale de Meios e Pedra da Mua para avaliar se devem ser incluídas na Lista de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). "Não houve maneira de saber se ficaram satisfeitos com o que viram", contou ao DN Sofia Castel-Branco Silveira, directora do Departamento de Gestão das Áreas Classificadas de Lisboa e Litoral Oeste do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Um geólogo e uma geógrafa, ele irlandês e ela alemã, foram os peritos escolhidos pela União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) para visitar, as três jazidas portuguesas e as oito espanholas candidatas como "Icnitos de Dinossáurio da Península Ibérica (IDPI)". Estiveram no nosso pais desde o dia 9 a 15 deste mês.

"Correu tudo bem, o tempo esteve de feição para a visita, mas os peritos são enigmáticos quanto baste e não houve maneira de saber a opinião deles", diz a directora que aproveita para informar que os dois foram escolhidos "externamente e de forma independente" apenas para esta função. Agora só para o ano é que se sabe se as jazidas da Península Ibérica vão integrar o Património Mundial da UNESCO: "Haverá uma reunião em Julho", acrescenta Sofia Silveira. Os icnitos são pegadas fossilizadas da actividade de animais que ficam gravadas nos sedimentos. Com o passar do tempo servem como registo geológicos e fonte de informação para se conhecer o comportamento e a evolução dos dinossáurios, complementando os dados fornecidos pelos restos ósseos conservados destes répteis. As 11 jazidas (três em Portugal e oito em Espanha), foram escolhidos em função da importância e representatividade para ilustrar a relevância das centenas de jazidas existentes na Península Ibérica. As jazidas propostas são as seguintes : em Portugal, Pedreira do Galinha (Ourém/Torres Novas), Vale de Meios (Santarém) e Pedra da Mua (Sesimbra). Em Espanha, Tereñes (Principado de Astúrias), Fuentesalvo, Costalomo (Castilha e Leão), Las Cerradicas (Aragão), El Peladillo, Los Cayos (Rioja), Tambuc (Comunidade Valenciana) e Fumanya (Catalunha).

Fonte: Diário de Notícias

Terminou o VI Congresso Mundial de Guardaparques / Park Rangers na Bolívia

No VI Congresso Mundial de Guardaparques, realizado de 2 a 7 de Novembro de 2009 em Santa Cruz, na Bolívia, participaram 261 companheiros de 43 países. Como era de esperar, a maior percentagem de participantes proveio da América Central e América do Sul, 164 de 13 países (63% dos participantes e 30% dos países).

A Declaração de Santa Cruz e a Declaração sobre as Alterações Climáticas foram aprovadas em 6 de Novembro. A Declaração sobre as Alterações Climáticas reconhece a situação critica em que está o nosso planeta e o papel importante dos Guardaparques na mudança de atitudes a tomar. A Declaração de Santa Cruz centra-se nos Guardaparques profissionais, a importância do seu papel nas áreas protegidas e na vigilância das alterações climáticas, concluiu-se que em muitos casos aos Guardaparques não lhes é reconhecido o seu papel de autoridade judicial, nem lhes é concedido o reconhecimento por parte dos Governos dos seus países.

Foram efectuados debates em grupo, que estabeleceram contributos para o futuro da IRF, centraram-se no esforço de planificação estratégica para a IRF e em propostas para a consolidação de um acordo com a Google Earth para criar uma base de dados e um mapa que localize a distribuição dos Guardaparques no terreno. O Projecto dos Guardaparques sem Fronteiras deverá ser integrado na Fundação Green Line.


► Ver Declaração das Alterações Climáticas
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domingo, 15 de novembro de 2009

Gronelândia perde gelo cada vez mais depressa

Anualmente, a massa perdida equivale a 273 quilómetros cúbicos. Nesta década, foram 1500.

A Gronelândia está a perder gelo a um ritmo mais elevado do que se supunha. Entre 2006 e 2008, nos meses de Verão, a camada de gelo sobre esta ilha perdeu o equivalente a 273 quilómetros cúbicos de água por ano, o que corresponde ao aumento do nível global do oceano em 0,75 milímetros.

Estes cálculos constam de um trabalho publicado pela revista Science e realizado por uma equipa da Universidade de Bristol, liderada por Jonathan Bamber. Os cientistas usaram um sofisticado modelo climático regional e observações de satélite que confirmaram de forma independente esse modelo.

Segundo explicou Bamber, o degelo acelerou em relação aos anos 90 e o processo poderá aumentar o seu ritmo nos próximos anos, pois as causas do fenómeno não desapareceram.

Se a massa de gelo da Gronelândia desaparecesse de uma vez, a subida global dos oceanos seria da ordem de sete metros. Nesta década, a Gronelândia já perdeu um total de 1500 quilómetros cúbicos (ou gigatoneladas, Gt), o que equivale a 5 milímetros de subida do oceano.

O degelo acelerou em meados da década de 90, mas durante alguns anos, a perda de massa foi compensada por dois fenómenos: o aumento da queda de neve e o facto de muita da água derretida voltar a congelar. Estes efeitos são cada vez menos visíveis.

Fonte: Diário de Notícias

Um pequeno carnívoro que poucos conhecem

Ágil e discreta, a marta (Martes martes) é uma quase desconhecida em Portugal. A sua presença foi detectada pela primeira vez na década de 80, confirmando que, afinal, este pequeno carnívoro também habita nas nossas florestas. No entanto, a reduzida densidade populacional e dificuldade de captura têm complicado uma investigação que pode ser necessária para a sobrevivência da espécie. É que, a julgar por alguns países como o caso da Inglaterra, a desflorestação e a pressão humana estão a colocar a marta em risco de extinção. Pelo menos no estado selvagem.

O primeiro animal observado foi encontrado morto numa zona próxima da serra da Estrela. A identificação não é fácil, dadas as semelhanças da marta com a sua congénere, a fuinha (Martes foina). "Só uma pessoa muito experiente consegue identificar as características que as distinguem. A fuinha é um dos carnívoros mais abundantes em Portugal e durante muitas décadas pensou-se que nem sequer existisse marta no País", diz Margarida Santos-Reis, investigadora do Centro de Biologia Animal da Faculdade de Ciências de Lisboa. Depois da primeira observação em Portugal, começou a haver um cuidado redobrado de procura destes carnívoros.

Continuam a ser observados alguns animais mortos (especialmente devido a atropelamentos). E, de vez em quando, encontram-se peles que se suspeitam pertencer à marta. Segundo um estudo português feito em 2006 e publicado no livro Martes in Carnivore Communities, tinham sido encontrados seis registos de observação directa da espécie desde 1988. Todos associados a zonas de precipitação elevada, florestas de carvalhos (escolhidas pela maior probabilidade de existência de abrigos) e ausência de campos agrícolas e florestas de pinheiros. "A população total estimada varia entre os 25 e os 294 indivíduos", refere o estudo.

A perda e a perturbação do habitat (devido a incêndios, construções de estradas e actividades turísticas) nas últimas décadas é uma das maiores ameaças. A professora Margarida Santos-Reis acrescenta o facto de "ser uma espécie que em acções de controlo de predadores é facilmente capturável e, por isso, quando são usados meios não selectivos a espécie acaba por sofrer". Por outro lado, em alguns países, a pelagem da marta é ainda usada e a espécie continua a ser explorada comercialmente. "A legislação europeia impede que isso aconteça, mas não existe nenhuma lei específica para a espécie no nosso país."

O Norte e centro de Portugal são as zonas de maior probabilidade de ocorrência da espécie, sendo que a população mais próxima é a que existe em Espanha e está separada por cerca de 60 quilómetros, o que significa que as populações portuguesas podem estar também isoladas em termos de reprodução.

Já nas suas áreas centrais de distribuição, correspondentes ao Norte e centro europeus, a marta não é uma espécie ameaçada. "Há locais onde inclusivamente é considerada uma espécie cinegética e por isso sujeita a acções de controlo".

Contudo, na zona mediterrânica e também no canto ibérico, por representar a franja da sua distribuição, tem densidades mais reduzidas. "A conservação da espécie é uma preocupação nesses países." Mas o que existe são dados pontuais, resultantes de alguns registos que indicam que, mesmo no passado, a espécie já existiria nessa zona.

Por outro lado, os censos e a monitorização destas espécies são muito complicados porque, na maioria das vezes, os animais vivem em reduzidas densidades. A sua distribuição é avaliada numa macroescala e baseada em poucos registos, o que pode afectar a capacidade de detectar a espécie, prejudicando as suas estratégias de conservação. A marta é um dos grandes exemplos deste problema.

Sabe-se que os mustelídeos de forma geral são espécies muito curiosas, que correspondem bem a estímulos externos. No entanto, a marta, sendo uma espécie florestal e nocturna, não tem por hábito aproximar-se do homem. Sabe-se que a fuinha tende também a esconder-se da presença humana, mas curiosamente, nas áreas onde coexiste com a marta, aproxima-se mais das zonas urbanas. Segundo Margarida Santos-Reis, uma das razões pode estar "no corpo mais robusto da marta, que é vantajoso em termos de competição com a fuinha e a empurra para os locais periurbanos".

Seria importante saber qual o seu estatuto actual, se ela se está a expandir ou não. "Até porque, com o abandono da agricultura e da pastorícia, muitas áreas florestais estão a recuperar. É, claro, uma tendência contrariada pelos fogos, mas existe." Existe também outro factor muito importante que afecta directamente a vida da espécie, a expansão do esquilo-vermelho. "É conhecido na Europa do Norte e Centro como uma das presas principais da marta. Esteve praticamente extinto em Portugal até à década de 80, altura em que começou a haver uma recuperação. Não sabemos até que ponto a marta está a corresponder a esta expansão."

Fonte: Diário de Notícias       Foto: Jiri Bohdal

Grous estão a ser contados nos campos de Évora

A contagem de grous começou ontem em Évora. Portugal acolhe habitualmente seis mil destas aves migratórias, distribuídas por meia dúzia de locais de invernia.


O grou (Grus grus) costuma chegar a Portugal em meados de Novembro, sendo o Alentejo o local de eleição para passar o tempo frio. Durante esta época, a ave procura planícies de campos abertos, optando, no rigor do Inverno, pelos montados de azinho.

Esta espécie enfrenta vários tipos de perigo, desde a destruição dos seus habitat de alimentação e substituição por áreas agrícolas, a perturbação dos locais de dormida, até mesmo ao abate por caçadores furtivos.

Por ser uma espécie protegida, a sua presença tem sido importante em determinadas áreas do território português, pois tem sido possível definir e estabelecer os limites de zonas de protecção especial para aves (ZPE), integradas na rede de espaços protegidos da Europa.

A monitorização dos grous começou a realizar-se há já 20 anos, na altura por iniciativa de um grupo de jovens eborenses, autodenominado Vamos Conhecer a Natureza de Perto. Actualmente, o projecto encontra-se sob a alçada do Centro de Estudos da Avifauna Ibérica, em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Fonte: Diário de Notícias   Foto: Jiri Bohdal

Leomil: Lobo-ibérico ameaçado por parque eólico

Espécie protegida posta em causa com a construção do futuro Parque Eólico do Douro Sul.

A alcateia de lobos de Leomil, a sul do rio Douro, corre o risco de extinguir-se com a construção do Parque Eólico do Douro Sul, alerta a Quercus. Composto por 103 aerogeradores, o futuro parque será instalado nas serras de Leomil e da Nave (concelhos de Moimenta da Beira e Sernancelhe), bem no centro do habitat do lobo, afectando o seu território de distribuição, nomeadamente as zonas de reprodução e refúgio.

Actualmente, o lobo-ibérico (Canis lupus signatus) possui em Portugal uma população reduzida, de 300 indivíduos, restringida à região norte. Apesar de ser uma espécie protegida, prioritária para a conservação, as suas populações encontram-se em declínio, devido à perseguição por parte de agricultores e caçadores, ao extermínio das suas presas selvagens e à fragmentação e destruição dos territórios.

O parque eólico põe em xeque a viabilidade "dos únicos grupos reprodutores estáveis de lobo em todo o núcleo populacional a sul do rio Douro (actualmente estimado em não mais de cinco ou seis alcateias)", diz a Quercus.

A colocação das torres, a abertura de novos caminhos e a instalação de linhas de alta tensão irão perturbar e danificar os habitats de vida selvagem. No conjunto serão "afectados mais de 60% do território da alcateia, incluindo as suas zonas de reprodução e refúgio, pondo assim em causa não só a estabilidade reprodutora mas também a manutenção e sobrevivência de toda a população".

O próprio Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade reconhece o perigo e deu parecer desfavorável ao projecto. Mas a Secretaria de Estado do Ambiente já deu luz verde à instalação do parque.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 14 de novembro de 2009

AVISO - Abertura de concurso para Vigilante da Natureza Principal - CCDRLVT

Para conhecimento e divulgação pelos interessados, informa-se que foi publicado no dia 13 de Novembro de 2009, no Diário da República n.º 221, II Série, o aviso de concurso interno de acesso geral para provimento de 3 lugares na categoria de Vigilante da Natureza Principal, da carreira de Vigilante da Natureza, do Mapa de Pessoal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT).

Ver Aviso (pdf)

Estudo diz que investir para proteger a Natureza é altamente rentável

Investir milhões para proteger a diversidade da vida animal e vegetal permitirá, a longo prazo, um retorno do investimento cem vezes superior, estima um estudo do economista indiano Pavan Sukhdev, divulgado hoje.


Mais de mil milhões de pessoas dependem, directamente, dos recifes de coral, das florestas e dos mangais para a sua sobrevivência. E se os líderes políticos não tomarem, rapidamente, medidas radicais para travar a destruição destes recursos, tornar-se-ão inevitáveis conflitos, fomes e refugiados climáticos, alerta o estudo.

"Reconhecer e pôr um preço nos serviços prestados pela natureza à sociedade deve ser uma prioridade para os responsáveis políticos", explicou Pavan Sukhdev, principal autor do estudo "A economia dos sistemas ecológicos e da biodiversidade".

Investir cerca de 45 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros) por ano no desenvolvimento de áreas protegidas terrestres e marinhas permitirá garantir benefícios na ordem dos quatro a cinco mil milhões de dólares (2,6 e 3,3 mil milhões de euros) por ano, durante várias décadas, estima o economista.

No ano passado, a plantação de doze mil hectares de mangais no Sul do Vietname custou cerca de um milhão de dólares (669 milhões de euros) mas permitirá evitar despesas com a construção de diques na ordem dos sete milhões de dólares por ano (4,6 milhões de euros).

"Numa altura em que as alterações climáticas são um desafio global com repercussões locais, a biodiversidade é um conjunto de desafios locais", comentou Pavan Sukhdev, salientando que o exemplo dos mangais no Vietname poderá ser multiplicado por todo o mundo.

A menos de um mês da cimeira da ONU sobre o clima, em Copenhaga, a protecção das florestas tropicais surge como uma questão crucial. "A desflorestação representa 20 por cento das emissões de gases com efeito estufa", lembrou o economista.

Mas as florestas constituem também o mais importante dispositivo para atenuar as alterações climáticas porque capturam 15 por cento das emissões totais de dióxido de carbono", notou.

Durante a cimeira do G8 alargado aos grandes países emergentes, os maiores poluidores do planeta reconheceram que a Terra não deverá sofrer um aumento da temperatura superior a dois graus, reconhecendo os receios da comunidade científica. No entanto, para alguns ecossistemas poderá ser já demasiado tarde. Assim, os recifes de coral, dos quais dependem cerca de 500 milhões de pessoas no planeta, já estão numa curva descendente com um aumento da temperatura de cerca de um grau em relação à era pré-industrial.

"As soluções para as alterações climáticas encontram-se nos recursos naturais. Podemos utilizar a recuperação dos ecossistemas para a adaptação (às mudanças) e devemos utilizar os ecossistemas - as florestas, os oceanos - como principal ferramenta de redução" das emissões de gases com efeito de estufa, estimou.

O estudo, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), foi lançado pela Comissão Europeia em 2007 e terá a sua versão final apresentada em Outubro de 2010. Numa primeira fase, apresentada em Maio de 2008, Pavan Sukhdev estimou que a erosão da biodiversidade representa um custo estimado entre 1350 e 3100 milhões de euros por ano.

Fonte: Publico.pt    Foto: Juan Carlos Ulate/Reuters

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vinte icebergues da Antárctida a caminho da Nova Zelândia

Os cientistas da pequena ilha Macquarie estão com os olhos postos no oceano Pacífico. Pelo menos 20 icebergues, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros, dirigem-se do Norte da Antárctida para a Nova Zelândia.
Há uma semana, os cientistas do programa polar australiano nem queriam acreditar no que viam, quando um bloco de gelo foi avistado a oito quilómetros da ilha. Tinha 50 metros de altura e 500 de comprimento.

Dean Miller, biólogo australiano do programa polar, foi o primeiro a avistar o icebergue. "Nunca tinha visto nada igual. Olhei para o horizonte e vi uma enorme ilha de gelo a fluturar", contou ao jornal "The Guardian".

Desde então, mais icebergues têm-se aproximado da ilha, flutuando ao sabor das correntes. Nas últimas 24 horas foram avistados pelo menos quatro, com extensões entre os 50 metros e os dois quilómetros.

O glaciologista daquele programa, Neal Young, afirma que existem pelo menos 20 icebergues em redor da ilha. É raro que estes blocos de gelo subam tanto para Norte e entrem em águas menos frias, salienta. "Das imagens de satélite podemos observar um grupo de icebergues, abrangendo uma área com cerca de mil por 700 quilómetros, distanciando-se da Antárctida com a corrente oceânica", lê-se num comunicado. O especialista acredita que estes icebergues são fragmentos recentes de um enorme bloco que se separou há nove anos da plataforma de gelo Ross.

O responsável pela estação na ilha, Cyril Munro, diz que esta tem sido uma semana excitante para os cientistas. "Todos têm os olhos postos no horizonte". Os cientistas que trabalham na ponta mais a Sul da ilha "ficaram espantados por verem aqui um icebergue com dois quilómetros", acrescentou. Os blocos de gelo deverão continuar para Norte e Este, em direcção à Nova Zelândia.

Gelos na Gronelândia também trazem novidades
Icebergues a caminho da Nova Zelândia são um cenário que poderá dar novos argumentos para as negociações climáticas na cimeira de Copenhaga, em Dezembro. Mas a verdade é que a Antárctida não tem a exclusividade nestas questões.

Ontem, a revista "Science" revela que o gelo da Gronelândia está a desaparecer mais depressa do que nunca. De 2006 a 2008, Verões mais quentes do que o costume elevaram o degelo a um ritmo sem precedentes, com uma perda anual de 273 quilómetros cúbicos, concluiu a investigação, que recorreu a imagens de satélite e a um modelo atmosférico regional.

A camada de gelo da Gronelândia contém água suficiente para causar uma subida média do nível do mar de sete metros, afirma aquela universidade. Desde 2000, a camada de gelo perdeu cerca de 1500 quilómetros cúbicos, o que representa uma subida de cinco milímetros.

"A perda de massa na Gronelândia tem vindo a acelerar desde o final da década de 90 e as causas do fenómeno sugerem que esta seja uma tendência para continuar num futuro próximo", lê-se num comunicado assinado por Jonathan Bamber, um investigador da Universidade de Bristol que participou no estudo.

Segundo os investigadores (das universidades de Utrecht, Delf e Bristol; do Instituto de Investigação Marinha e Atmosférica; do Real Instituto de Meteorologia da Holanda; e o Jet Propulsion Laboratory), esta perda de massa gelada explica-se com o aumento do degelo à superfície e com o facto de os glaciares estarem a dirigir-se mais rapidamente para o oceano.

Até 2100, o nível médio do mar deverá subir entre 28 e 43 centímetros, estima o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Fonte: Público.pt         Foto: Tessa Bickford/Australian Antarctic Division

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Novas espécies de libélulas para o Parque Nat. do Vale do Guadiana


De Fevereiro a Junho de 2009, no âmbito de um estágio realizado no Parque Natural do Vale do Guadiana, foram recolhidas e identificadas 12 espécies de Odonata (Ordem a que pertencem as libélulas e libelinhas), entre as quais 4 novas espécies para a região: Sympecma fusca, Coenagrion caerulescens, Gomphus graslinii e Libellula quadrimaculata.
De acordo com o Livro Vermelho dos Invertebrados de Espanha, Gomphus graslinii está classificada com estatuto "em perigo" de extinção e Coenagrion caerulescens com estatuto "vulnerável".

Efectuado por Cristina Ramôa Vieira, este estágio de final de curso em Biologia, da Escola Superior Agrária de Beja, realizou-se no PNVG e sítio Guadiana da Rede Natura 2000, tendo sido amostrados catorze pontos ao longo da ribeira do Vascão, de modo a avaliar a Ordem Odonata, para se poder candidatar a ribeira ao estatuto de Zona Húmida ao abrigo da Convenção de Ramsar.

Fonte: ICNB Foto: Jean-Michel Faton

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bancários limparam ribeira para evitar extinção de boga do Oeste

Meia centena de trabalhadores de uma empresa que gere cartões bancários estiveram ontem a limpar as margens de um troço do rio Alcabrichel, no concelho de Torres Vedras, para evitarem a extinção da boga do Oeste, uma espécie de peixe característica da região.
"Estivemos a fazer o corte de um conjunto de canas que abrangem as margens desta ribeira e as canas que foram retiradas vão depois cobrir parte das margens para garantir que ficam estabilizadas, em vez de se utilizar o habitual betão", explicou Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Quercus, que promoveu a iniciativa. Praticamente extinta nos rios da região devido à poluição provocada pelos esgotos domésticos e pelas suiniculturas, a boga do Oeste continua apenas a existir - ainda que de forma escassa - nos rios Alcabrichel e Sizandro, ambos no concelho de Torres Vedras.

A acção marcou o arranque de uma parceria de cinco anos entre a Quercus e a Unicre, a primeira empresa de capitais privados em Portugal a aderir ao compromisso de redução da chamada "pegada ecológica". "Temos um conjunto de iniciativas como a redução do papel e a redução [do consumo de] energia nos edifícios", afirmou o administrador da empresa, António Ramalho.

"O objectivo neste tipo de acções é que fora da actividade profissional e em conjunto com uma associação de defesa do ambiente os esforços se juntem no sentido de salvaguardar determinadas zonas naturais e, neste caso, recuperar a boga do Oeste", esclareceu Francisco Ferreira. A Quercus põe a hipótese de vir a desenvolver outras acções de limpeza e despoluição do rio Alcabrichel e de vir a plantar nas suas margens vegetação característica na zona, de modo a combater a erosão.

Fonte: LUSA

Especialista alerta para aumento da gravidade dos incêndios florestais

O especialista em incêndios florestais Domingos Xavier Viegas advertiu hoje que Portugal deve estar preparado para fogos de tal gravidade, que não será possível salvar casas nem a floresta e os populares terão de ser evacuados.
“Embora Portugal tenha já registado situações muito difíceis, em 2003 e 2005, pode haver ainda piores, com ainda mais danos.

Nestas circunstâncias extremas, não há sistema de Protecção Civil ou de defesa da floresta que seja capaz de o suportar. A população tem de ser avisada a tempo para sair e haverá muitas condições em que não será possível salvar nem floresta nem casas”, considerou.

O presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) é o coordenador de um curso sobre “Comportamento do Fogo e Segurança Pessoal no Combate aos Incêndios Florestais”, que se realiza dia 20 em Coimbra.

Organizado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da ADAI, no curso vão ser apresentadas as conclusões preliminares de um estudo realizado por uma equipa desta instituição acerca dos graves incêndios ocorridos no Sul da Austrália, em Fevereiro de 2009, em que morreram mais de 170 pessoas.

“Por um lado, interessa melhorar a defesa das casas e da floresta, mas há que ter em conta que, em condições extremas, os recursos de defesa não funcionarão e há que evacuar as pessoas a tempo, para evitar pôr populações e bombeiros em risco”, disse.

Ao adiantar algumas das conclusões da pesquisa feita pela equipa do CEIF/ADAI na Austrália, o cientista considerou que nestes incêndios se verificaram “condições de perigo excepcionais”, tendo surgido mesmo uma recomendação das autoridades para acrescentar outro nível de risco, um sexto, à escala de cinco. “Seria um risco de incêndio super-extremo, quando se registassem temperaturas superiores a 40 graus e os ventos soprassem a mais de 70/80 quilómetros por hora”, adiantou o professor catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Nos incêndios recentes na Austrália, “as condições de propagação foram de tal modo rápidas que as autoridades não conseguiram reagir e, em menos de meio-dia, arderam 400 mil hectares no Estado de Victoria. No caminho do fogo estavam várias casas, que não estavam preparadas para reagir”, disse Xavier Viegas, adiantando que o recurso a componentes de madeira na construção tornou estas residências mais vulneráveis às chamas.

“Às vezes há alguma relutância em deixar as casas. É preciso preparar as pessoas e quando for preciso, têm de sair”, salientou, preconizando que esta medida deve ser “obrigatória e urgente” quando houver condições extremas.

“Em Portugal, as piores condições para incêndios ocorrem quando há vento de Leste forte e ondas de calor”, observou.

O curso, que decorre no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e contará com a presença do Embaixador da Austrália em Portugal, é leccionado por investigadores daquele centro de investigação, que se têm especializado na temática do comportamento do fogo e da segurança pessoal na frente dos incêndios e participado na investigação de diversos acidentes dentro e fora do país. Destina-se a técnicos florestais e das autarquias, agentes da protecção civil e investigadores.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Chegaram mais quatro linces ao Centro Nacional de Reprodução em Silves

Chegaram mais quatro linces ontem à noite, ao Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-ibérico (CNRCLI) de Silves: dois machos, Ébano e Enebro, e duas fêmeas, Espiga e Era.

Os linces foram transferidos do Centro de Cría de La Olivilla, em Jaén, na Andaluzia, onde nasceram em 2008.

As duas fêmeas, Espiga e Era, são as duas linces que não tinha sido possível capturar na semana passada sem criar excessiva agitação nos animais, tendo ficado a sua transferência adiada para ontem.

Após terem sido libertados, cada um num dos cercados com um hectare, foi colocado um coelho vivo no cercado de cada um, que os caçaram. "Este é um indicador positivo sobre a adaptação ao novo espaço", considera o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

Actualmente, o centro na Herdade das Santinhas, em Silves, já tem sete linces. O primeiro, a fêmea Azahar, chegou no dia 26 de Outubro, vinda de Jerez de la Frontera. Seguiram-se Érica e Daman II a 30 de Outubro, de La Olivilla.

Até ao dia 1 de Dezembro dever-se-á completar esta fase de transferência de linces para Silves, ficando então o centro português responsável por 16 dos linces que integram o programa ibérico de reprodução em cativeiro desta espécie ameaçada de extinção.

Fonte: Público.pt  Foto: Nuno Veiga - LUSA

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novo estudo: os animais usam os traços sexuais distintivos para distinguir rivais

Na biologia como no desporto, a cor é essencial para identificar os adversários. Mas, ao contrário do desporto, na biologia a cor diferente sinaliza os alvos a não atacar: os rivais são os machos da mesma espécie que, por terem uma coloração ou odores semelhante, são concorrentes directos na disputa pelas fêmeas.

Trata-se de uma questão prática, explicam os investigadores responsáveis pelo estudo. "O custo de atacar o macho errado e de ser atacado por ele desenvolve as diferenças de coloração e de pistas químicas, como os odores, para identificar os rivais", escreveram Gregory Grether e Cristopher Anderson na revista "Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences". Esta investigação é válida em locais onde duas espécies diferentes co-habitam e as probabilidades de se enganarem no adversário são maiores.

Os resultados trazem uma nova luz sobre um problema levantado desde Charles Darwin. Segundo o naturalista, as cores diferentes eram uma forma de atrair a atenção das fêmeas. Mas para os investigadores da Universitdade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), "as diferenças na cor permitem que as fêmeas consigam reconhecer entre as espécies diferentes", explica Grether. Com estes dados, retirados da observação de várias espécies de libelinhas, os investigadores encontraram "demonstrações claras de um processo de evolução que é, provavelmente, muito recorrente na Natureza, mas que tem sido muito negligenciado".

Fonte: Ionline

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parques eólicos: A fonte de energia "limpa" ?

Este video foi captado no passado dia 27-10-2009 em Creta, na Grécia - um Grifo (Gyps fulvus) albaroado por aerogerador . Mas é algo que acontece com alguma regularidade em Espanha e também em Portugal, embora sobretudo com outras espécies.

Numa altura em que a proliferação destas instalações vai de "vento em popa" por terras lusas, serve esta mensagem para meditar se os Parques Eólicos são realmente a alternativa "limpa" que muitos políticos nos querem fazer crer. Em última análise: Existem realmente fontes de energia "limpas"??

domingo, 1 de novembro de 2009

Ex-Vigilante da Natureza publica livro sobre a paisagem do PNSAC


A Câmara Municipal de Torres Novas editou o livro da autoria de Fernando Faria Pereira, Arquitecto Paisagista, intitulado “ A Paisagem da Pedra”, alusivo ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
O lançamento do livro teve lugar no dia 24 de Outubro enquadrado no programa da Exposição na Biblioteca Municipal de Torres Novas sobre o tema “As Pegadas dos Dinossáurios na Serra de Aire” que decorreu entre 9 e 31 deste mês.

Este livro tem como base o relatório de estágio de Fernando Faria Pereira (conhecido entre colegas e amigos como “Puças”) do final do seu curso de Arquitectura Paisagista, há 6 anos, onde se debruçou sobre as unidades de paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, região onde a pedra impera em toda a sua essência e história.
Fernando F. Pereira exerceu o cargo de Vigilante da Natureza durante cerca de 24 anos, estando actualmente reclassificado como técnico superior do ICNB desde Março do corrente ano.

Exímio contador de histórias e com especial jeito para crianças, foi, e é, um dos marcos na Educação Ambiental pelas Escolas onde passou, quer para alunos, quer para professores.

O Fernando “Puças” desde muito cedo teve um papel cooperativo, solidário e interventivo junto da APGVN e de todos os colegas em geral, denotando actualmente alguma saudade dos seus largos anos no exercício das funções de Vigilante da Natureza.

Mas o trabalho do Fernando em prol da conservação da natureza não terminou com a sua reclassificação. Nas suas novas funções no ICNB, continua a mesma pessoa em personalidade e companheirismo, sempre atento e interventivo naquilo em que acredita com o seu jeito “peculiar” que a ninguém deixa indiferente. Não esquece os Vigilantes da Natureza e continua com a maior afinidade aos mesmos.

Ser Vigilante da Natureza marca uma vida, independentemente daquilo que se possa vir a fazer no futuro!

Continua assim “Puças”, genuíno e igual a ti próprio. A Conservação da Natureza precisa de ti!!

Francisco Barros