quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Guarda-parques na América Latina, por Daniel Paes Barreto

Áreas Naturais Protegidas
As áreas naturais protegidas, o “local de trabalho” dos guarda-parques são uma invenção humana. As mais antigas foram criadas como sítios sagrados (Wild e McLeod, Eds. 2008), e também foram utilizadas para proteger os animais de caça da realeza nos “bosques reais” – recordemos a figura dos “Guarda-floresta”, antecessores dos guarda-parques modernos. Em 1872 começa sua história moderna, com a criação dos Parques nacionais de Yellowstone e Yosemite nos estados Unidos da América.
A motivação inicial nessa segunda fase foi proteger a beleza desses grandes espaços, paisagens monumentais de grande extensão. Nessa época eram considerados silvestres se não possuíssem populações humanas; assim, as populações existentes – em geral populações indígenas – eram removidas.
Com relação à presença de pessoas em áreas protegidas, temos duas correntes: uma que pode ser considerada de “exclusão”, com origem na América do Norte, e a outra de “inclusão”, de origem na Europa, embora esses países tenham aplicado a exclusão em suas colônias (Colchester, 2003). Considerando o objetivo desse texto, essa questão se destaca, pois tem influência na percepção dos guarda-parques com respeito às comunidades, e inclusive na instrução e capacitação recebida por aqueles com respeito ao desempenho de suas funções.
Retornando à criação de áreas protegidas, uma etapa posterior incluiu o objetivo de conservar porções de terra e de mar por sua biodiversidade, processos ecológicos e elementos culturais associados (remanescentes arqueológicos e outros). Ainda poderia ser “necessária” a expulsão dos povoadores originais.
Por que conservar esses espaços naturais? Pelas provas evidentes de que a humanidade e suas atividades econômicas estavam e estão colocando em riscos a sobrevivência da vida no planeta.
As áreas protegidas foram definidas a nível mundial por duas instâncias de influência reconhecida: a primeira, a Convenção da Diversidade Biológica, que em seu artigo segundo entende “área protegida” como uma área definida geograficamente que tenha sido designada ou regulamentada e administrada com fins de alcançar objetivos específicos de conservação (1992). A segunda, a IUCN (União Internacional pela Natureza), as definiu em 1994 como “uma superfície de terra e/ou de mar especialmente consagrada à proteção e manutenção da diversidade biológica, assim como dos recursos naturais e recursos sociais associados, e manejada por intermédio de meios jurídicos ou outros meios eficazes”.
Em ambas as definições encontramos a raiz do trabalho dos guarda-parques modernos e a orientação para suas tarefas: “proteção e manutenção”, “regulada”, “meios jurídicos”, “objetivos de conservação”, “manejada”.

O pessoal dos sistemas de áreas naturais protegidas
Nesses espaços protegidos trabalham pessoas com diferentes papéis e funções, que em conjunto devem assegurar que essas porções de terra e mar se mantenham em suas condições originais, ou inclusive recuperar áreas degradadas utilizando como guia o estabelecido na norma de criação da área, a categoria de manejo definida e o plano de manejo. Essa é a principal tarefa da administração das unidades de conservação, e de todas funcionando com um sistema.
Fazem parte desse pessoal profissionais e técnicos de diversas áreas de conhecimento, como biólogos, antropólogos, sociólogos, ecólogos, etc., o pessoal que trabalha em logística, serviços e tarefas administrativas – e os guarda-parques.

Os guarda-parques na América Latina
Os guarda-parques possuem características que os distinguem do resto do pessoal:
a) São aqueles que ocupam o território administrado pela instituição responsável pelas unidades de conservação, e associado a isso,
b) As tarefas de controle e vigilância.
A ocupação territorial efetiva determina o tipo de gestão, e tem conseqüências sobre a vida individual e familiar dos guardas, tanto para homens como para mulheres guarda-parques.
O manejo das áreas protegidas se vê afetado considerando os fundamentos da presença em campo dos guarda-parques e as condições sob as quais desenvolvem suas tarefas. Esse aspecto já está sendo incluído nas avaliações dos sistemas de áreas protegidas, como na Guatemala, que tem como um dos indicadores o “nível de satisfação do pessoal” (Sánchez 2004).
A sua presença em campo não é similar em todos os países; em alguns casos, como Argentina e Chile, os guarda-parques são designados para o campo, e vivem ali. O estado provê residências e infra-estrutura (escritório, cavalariças, veículos, viveiros, etc.). Nos parques nacionais da Argentina, estão distribuídos em um sistema de seções (as seções são frações do território da unidade de conservação que tem a seu encargo).
Na maioria dos países, os guarda-parques se deslocam e habitam temporariamente cabanas ou refúgios - que em alguns casos podem ser tão precários como uma construção tosca de quatro troncos e uma cobertura de plástico- por períodos que podem ir de uma semana a 28 ou 40 dias.
Considerando que o/a guarda-parque é um civil que realiza esse trabalho com uma motivação forte vinculada à conservação, nos encontramos diante de um indivíduo com um caráter especial em uma atividade com riscos realizada em lugares remotos e por vezes inacessíveis.
O controle e a vigilância, atividades necessárias e imprescindíveis em muitas áreas protegidas do planeta são tarefas de risco. Os regulamentos de patrulhamento estabelecem, sem exceção, que sejam realizadas pelo menos por dois guarda-parques. Atualmente, para serem efetivas, devem ser realizadas em coordenação, apoio e acordo com as comunidades e moradores.
Em toda a América (Norte, Central e Sul), encontramos pessoal com denominações diferentes, mas com funções similares: guarda-recursos, guarda-fauna, guarda ambiental, guarda florestal; em alguns países não são formalmente denominados guardas nas normativas, nem aparecem na lista de carreiras públicas, como é o caso da Colômbia e México e no Brasil até há pouco tempo não existiam formalmente em nível federal.
Na Colômbia encontramos antecedentes de agressões, perseguições, assassinatos, seqüestros e roubos a guarda-parque, denominados “operários” (comunicação pessoal de campo desse país que passaram por essas experiências, os quais, obviamente, não podem ser identificados...). O risco é tal que até o uniforme característico de guarda-parque, verde e cáqui é perigoso, sendo substituído por outro de cor azul-celeste.
É a mesma cor usada no México, onde tampouco existe a figura legal de guarda-parque; nesse país, o pessoal da Comissão Nacional de Áreas Protegidas que ocupa a função é considerado e até denominado informalmente de guarda-parque, mas formalmente ocupa o posto de “Técnico Operacional”
No ano de 2008, foi criado no Brasil por Decreto Federal (No. 6.515 de 22/07/08) a figura de guarda-parque, integrando pessoal de bombeiros e da polícia militar. Vários estados (Piauí, Rio de Janeiro criaram corpos estaduais de guarda-parques usando o mesmo mecanismo de delegar as tarefas de guarda-parque a bombeiros e policiais.
Sendo ambas as funções básicas na sociedade e em parte função dos guarda-parques (no caso de incêndios em florestas e campos, raramente no caso de incêndios de estruturas físicas), é conveniente criar a figura dos guarda-parques com identidade própria, baseada na concepção de um agente de conservação com capacidade de adaptar-se a situações de conflito, mas que deve tender a ser um promotor e um extensionista ambiental.
Na América Central estima-se que existam 1.500 guarda-parques para uma superfície de 125 mil km² (Programa Estado de la Nación, 2008); um levantamento feito por mim, ainda incompleto, nos dá um número de 7.182 guarda-parques em 15 dos 41 países da América latina e Caribe (ver Anexo I). Esses dados variam ano a ano, mas estimamos mais uns 10 mil trabalhando na região.

Guarda-parques e áreas protegidas
Os guarda-parques são uma ferramenta da conservação in situ. Na literatura científica encontramos argumentos que confirmam que a efetividade das áreas protegidas aumenta com sua presença em campo.
“A efetividade dos parques se correlaciona mais fortemente com a densidade de guarda-parques (Tabela 2). A densidade mediana entre os 15 parques de maior efetividade é mais do que 8 vezes maior do que nos 15 parques de menos efetividade (3 guarda-parques/km² nos mais efetivos e 0,4/km² nos menos efetivos). No entanto, a capacidade de atuação (uma variável composta de treinamento, equipamento e salário) não apresentou correlação com a efetividade, sugerindo que essas características são menos importantes do que a presença de guarda-parques” (Bruner et al. 2001).
Esses autores, que avaliaram a efetividade de parques na proteção da biodiversidade tropical demonstraram que a maior quantidade de guarda-parques por km² aumenta sua efetividade; do meu ponto de vista, as conclusões sobre a capacidade de atuação e a efetividade são discutíveis.
Quantos guarda-parques são necessários? Os que lidam com parques mencionam que a relação adequada é de 1 guarda-parque para cada 10 mil hectares, embora a citação original não tenha sido encontrada em nenhuma publicação nem em buscas pela internet. Discursos políticos, análises técnicas e publicações científicas utilizam essa relação de guarda-parques por ha.
Na publicação “Estado del Sistema Centroamericano de Áreas Protegidas (CBM-CI, PROARCA, TNC-WCPA, 2003), consta que “os dados reportados nos informes nacionais para o I CMAP, por cinco países (Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá) sobre a quantidade de pessoal de campo ou guarda-parques disponíveis mostra que a relação entre a quantidade de funcionários e a de hectares (levando em conta apenas a extensão declarada das áreas protegidas), se convertem em um problema de difícil manejo para alguns desses países; no caso de Honduras, Nicarágua e Panamá, essa relação mostra que cada guarda-parque deveria atender, em teoria, 22.201 ha, 12.526 ha e 11.184 ha, respectivamente”.
Na Guatemala, uma análise do sistema de áreas protegidas, publicado um ano depois, aponta no item”Cobertura para Controle e Vigilância”: “a quantidade de pessoal designado para controle e vigilância das áreas é bastante baixa em proporção à extensão de área que devem cobrir. Nesse indicador existem grandes contrastes, como áreas que possuem um guarda-recursos/7.911 ha, enquanto outras possuem um guarda-recursos/41.199 ha. É urgente a contratação de mais pessoal para controle e vigilância e a construção de postos de controle em pontos estratégicos dentro das áreas protegidas” ( Sánchez, 2004).
Analisado por outro ponto de vista e para o mesmo país, um informe de prestação de contas do Conselho Nacional de Áreas Protegidas (2006) mostra que houve:
• “Um incremento do número de guarda-recursos (456 em 2005, 105 a mais que em 2004)
• Com isso, durante o ano de 2005 se deu cobertura a 7.362,8 ha/guarda-recurso, comparados com os 9.565,44 ha/guarda-recurso de 2004”
Jax e Rozzi (2004), no trabalho “Teoria Ecológica e valores na definição de objetivos de conservação: exemplo de regiões temperadas da Alemanha, Estados unidos da América e Chile”, destacam que “um segundo problema surge da escassez de pessoal nos parques: menos de 20 guarda-parques trabalham permanentemente em Magalhães. Isso representa uma média de um guarda-parque para 3.540 km². Esse é um problema comum na América Latina, onde uma situação dramática também ocorre na Amazônia brasileira, que tem apenas 23 guarda-parques permanentes para toda a bacia, isto é, em média um guarda-parque por cada 6.053 km² de terras protegidas (Primack et al, 2001). Essa situação contrasta com a dos Estados Unidos, que tem 4002 guarda-parques permanentes, representando um guarda-parque/82 km²”.
Para conseguir que uma área seja protegida, e mais precisamente, que sejam cumpridos os objetivos de conservação que motivaram sua criação, a quantidade de guarda-parques deve ser estabelecida no plano de manejo, e estar em relação direta com as atividades e complexidade da unidade de conservação, o uso público, as atividades permitidas e proibidas, a superfície sob proteção, comunidades vizinhas ou interiores, pressões por retirada de madeira, caçadores furtivos, quantidade de visitantes, infra-estrutura, entre outros.
O mais sério é que esse instrumento de manejo ainda não está totalmente estabelecido; na América Central, apenas 19% das áreas protegidas tem um plano de manejo vigente (Programa Estado la Nación, op. cit.)

Funções
Na América Latina, o desenvolvimento da profissionalização do papel de guarda-parques não é homogêneo. Os países se encontram em diferentes etapas; o mesmo ocorre dentro de seus estados. Em países federativos, esse desenvolvimento está em diferentes estágios dentre os guarda-parques federais, e os provinciais/estaduais.
Vamos apresentar seis funções elementares dos guarda-parques:
- Controle e vigilância (caça e corte de madeira, incêndios)
- Segurança dos visitantes (por acidentes em locais com risco)
- Atenção ao visitante (oferecendo informação)
- Educação ambiental/interpretação da natureza (busca de mudanças no visitante)
- Apoio à pesquisa científica (conhecimento e capacidade operacional em campo)
- Relação com as comunidades e resolução de conflitos (minimizar as ameaças na escala em que trabalha um guarda-parque)
Controle e vigilância, segurança e atenção ao visitante são historicamente as primeiras tarefas básicas no desempenho profissional dos guarda-parques. Para executá-las é necessária uma certa formação e capacitação, além de certas habilidades, e todo um marco legal que respalde e regule a sua ação.
Os guarda-parques foram incorporando paulatinamente outras funções, acompanhando um sistema de áreas protegidas cada vez mais complexo: maior diversidade de objetivos de conservação, diferentes categorias de manejo, zoneamento, distribuição geográfica em ambientes extremos, demandas por parte das comunidades, dos visitantes e operadores turísticos, desenvolvimento tecnológico, entre outros e a identificação recente de novas ameaças, como as mudanças climáticas globais.
Essas seis funções não estão necessariamente arranjadas em termos temporais: em alguns países a necessidade de apoio à pesquisa apareceu nas etapas iniciais da carreira, utilizando o conhecimento de campo, das espécies de fauna e flora e sua distribuição, conhecimento alcançado de forma empírica e que foram encontrados nos membros das comunidades vizinhas das áreas protegidas.
Para cumprir essas funções, o guarda-parque tem que ter conhecimentos legais e de procedimentos administrativos, uso de ferramentas (de construção, combate a incêndios, etc.), conhecimento sobre ciências naturais, de educação para adultos, capacidade de negociação, equitação, náutica, esqui, primeiros socorros, tecnológicos (para utilizar GPS e computadores). Conhecimentos de andinismo e uso de cordas.
A lista é interminável; nem todos os conhecimentos são necessários para um determinado posto, mas nos países onde há rotação de postos, o guarda-parque chega a utilizar um leque muito amplo de conhecimento, destreza e habilidades.
Diz-se tradicionalmente que os guarda-parques são os olhos e ouvidos dos administradores das unidades de conservação; na atualidade, além disso, são executores que respondem aos delineamentos que surgem dos planos de manejo.
Em muitos poucos casos os guarda-parques estão organizados em uma estrutura nacional (quando existe é hierárquica), mas no nível de unidade de conservação, e com dependência do chefe da unidade.
Por exemplo, no Peru, o artigo 26 do regulamento da lei de Áreas Naturais Protegidas (Decreto Supremo 038-2001-AG) estabelece: “guarda-parque é parte do pessoal técnico da área natural protegida encarregado de executar diversas atividades relacionadas ao manejo e proteção da área, sob a direção do chefe da mesma. Principalmente é responsável pelas atividades de extensão, difusão, controle e monitoramente. Depende hierarquicamente do chefe da área protegida”
Em alguns países, o controle e vigilância não são realizados unicamente pelos guarda-parques; em outros, nem tem essa competência. No México, quem a tem é a Procuradoria Federal de Proteção do Ambiente (PROFEPA), criada em 1992 através do Programa de Inspeção e Vigilância, que coordena com a Comissão nacional de Áreas Protegidas (CONANP) a cobertura de 55 áreas naturais protegidas terrestres .
Para esse tipo de tarefas, o respaldo legal e a figura jurídica do guarda-parque são importantes. Alguns países os consideram agentes de ordem pública (Paraguai, Art. 44, lei 352/94); outros, polícia administrativa (Argentina, Art. 33, lei 2235/81), com competência para aplicação da normativa emitida pelo organismo que administra as áreas protegidas, estando reservadas outras funções às forças de segurança.
A quantidade de funções e o tempo que os guarda-parques destinam a cada uma das seis funções mencionadas podem ser utilizados como indicadores da complexidade e/ou grau de desenvolvimento da unidade de conservação onde são desempenhadas, bem como das ameaças.
Por exemplo, se o controle e vigilância, na forma de patrulhamento ocupam 70% do tempo, e o resto do tempo em relações com a comunidade, pode-se deduzir que as ameaças por intrusos e a relação com a população são muito importantes.
Isso já é uma orientação sobre as necessidades de capacitação desse pessoal, que no caso podem ser ferramentas para resolução de conflitos e negociação.

Guarda-parques, guarda-recursos, guarda-fauna, guardas florestais, guardas ambientais, vigilantes da natureza
Essas são denominações da mesma função nas Américas, e também na Espanha e em Portugal. Em alguns países da América Central o nome guarda-recursos é mais utilizado; na América do Sul, o de guarda-parques. Há uma confluência no uso desse último, pois é uma palavra de reconhecimento social em nível mundial.

Guarda-parques “tradicionais”, comunitários, indígenas
Os guardas definidos como “tradicionais” são aqueles que atuam em órgãos estatais que tem sob sua administração o sistema de áreas protegidas, com competência e funções dadas pela lei e suas regulamentações.
É comum que as leis que criam seus sistemas de áreas protegidas tenham um artigo que crie seu corpo de guarda-parques. Logo na sua regulamentação, mediante decreto, será estabelecido como desempenharão suas tarefas. Baixando na pirâmide jurídica, o órgão competente estabelece outras normas, como uso e características do uniforme, procedimentos administrativos de controle, etc.
O pessoal que compõe o corpo de guarda-parque ingressará em um sistema hierárquico e dependerá do chefe da unidade de conservação, posto a que poucas vezes chegam os guarda-parques, por dois motivos: em primeiro lugar, porque as normativas não definem um quadro de carreiras, em que se possa, por exemplo, chegar ao cargo de chefe de guarda-parques e depois a chefe da unidade; em segundo lugar por que se exige uma titulação a qual, em poucos países o pessoal de campo consegue ter.
Na América latina, a Argentina é o único país em que quase todos os parques nacionais são conduzidos por guarda-parques, cargo em que chegaram por concurso, ou designados pela autoridade máxima caso não tenha acontecido o concurso. A normativa existente não contempla que esse posto seja parte da carreira.
Definir guardas comunitários não é tão simples; encontramos situações tão diferentes em toda a América Latina e Caribe, a ponto dos diferentes modelos serem objeto de estudo no Equador (Contreras et al, 2007). Em certos casos são confundidos com guardas indígenas, ou guarda-parques comunitários indígenas.
A princípio podemos destacar que uma das estratégias utilizadas para resolver conflitos sobre se os usos da terra e dos recursos naturais são legais ou ilegais, e conflitos em territórios indígenas, é a de utilizar a figura do guarda-parque. São utilizados mecanismos de convocar membros das comunidades vizinhas, mestiços ou indígenas, capacitá-los e em alguns casos incorporá-los à função pública.
Na Venezuela, em fevereiro de 2009, o Instituto nacional de parques (Inparques) graduou um total de 14 novos guarda-parques comunitários no setor de La Providencia, em San Rafael de Mucuchies, no estado de Mérida. “Esses novos graduandos cumprirão a função de proteger e preservar todas as áreas situadas nesse setor, que vem sendo protegidas pelo estado venezuelano por sua beleza cênica natural, ou pela flora de importância nacional que nelas se encontram, denominadas parques nacionais ou monumentos naturais... Finalmente, acrescentou que dois dos graduandos ingressarão como pessoal fixo do Inparques nos próximos dias, enquanto os demais trabalharão ad honorem como guarda-parques comunitários, sob a supervisão e tutoria da instituição .
No Equador, os guarda-parques comunitários surgiram para cobrir a falta de pessoal, tornando-se uma estratégia para impulsionar a participação comunitária na conservação de áreas protegidas (Jervis, Mosquera e Maiguashca 2001).
No Projeto Bio-Reserva do Condor, o Programa de Guarda-parque Comunitário, que é considerado um dos êxitos do projeto, teve seu pessoal contratado pela Fundação Antisana; na Reserva Ecológica Cayambe-Coca utilizaram membros eleitos pelas comunidades situadas no interior da área protegida (Jervis, Mosquera e Maiguashca op. cit.; Fondo Para la Protección del Agua, 2008).
O caso da “Fundação Ecológica Rumicocha apóia a conservação e proteção dos recursos naturais da Reserva Ecológica Cayambe-Coca através do programa de guarda-parques comunitários. Atualmente mais de 30 comunidades andinas e paróquias da Amazônia participam do programa, por intermédio de líderes designados pelas comunidades ou paróquias, que se constituem guarda-parques comunitários e são a ligação entre a comunidade e a administração da Reserva Ecológica Cayambe-Coca. Diante das crescentes ameaças aos recursos naturais, não existiam recursos financeiros nem pessoal que pudessem neutralizá-las ou eliminá-las; mas as alianças e convênios com comunidades e juntas paroquiais permitem, por meio dos guarda-parques comunitários, contar com a ação e participação das comunidades em atividades que vão desde apoios a controle e patrulhamento, até gestão de ações e projetos para proteger os recursos naturais. Em 2005 existem guarda-parques financiados pelo Projeto Parques em perigo, com o apoio da The Nature Conservancy e USAID, da Empresa de Agua Potable Quito, (EMAAP-Q), do Fundo para conservação de água para Quito (FONAG), entre outros ”.
No parque nacional Yasuní foram incorporados 20 guarda-parques comunitários da etnia Huaorani, mais precisamente na área de conflito pela exploração ilegal de madeira .
Na Nicarágua, a Associação de Guarda-parques Comunitários de Mahogany “tem como missão proteger os recursos naturais existentes na zona dás áreas úmidas de Mahogany e seus arredores para garantir, com um grande enfoque de integridade e sustentabilidade, a preservação e melhoria dos recursos naturais existentes, com fim de conseguir um maior equilíbrio ecológico nos setores comunitários de menores recursos econômicos “. Para financiar suas atividades, apresentaram projetos em nível internacional, e como diz seu nome, funcionam como uma associação civil.
Sobre a autoridade desse modelo de guarda-parques, Parques em Perigo (2007) diz que “esses guarda-parques são os encarregados de fazer cumprir os regulamentos e sanções que as próprias comunidades estabeleceram para aqueles que descumpram as regras de conservação da Reserva. ... o sistema de sanções e regulamentos é mais expedito e eficaz, já que se ajusta às leis e tradições próprias das comunidades. No caso dos infratores serem membros alheios à comunidade, é o Estado que impõe as sanções”.
Em muitos casos os guarda-parques comunitários e/ou indígenas surgiram à luz da ocupação de seus próprios territórios.
No México, em particular, foram criadas áreas protegidas sobrepostas a territórios indígenas Chales, Tzeltales, Lacandones y Tojolabales, por solicitação expressa das comunidades indígenas. Para evitar invasões e salvaguardar o meio ambiente, foi estabelecido um sistema de guarda-parques comunitários . A CONANP chegou a solicitar uma consultoria de apoio à vigilância comunitária na Selva Lancadona, denominada “Vigilância Comunitária Cerros Azules” (CONANP / FMCN, 2008).
No Brasil, na Terra Indígena do Tumucumaque, que faz fronteira com o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, a organização ACT ministra aos indígenas cursos de formação de guarda-parques, que realizam tarefas próprias de guarda-parques (como voluntários) no território indígena (M. Segalerba com. pess.). Os egressos dos cursos criaram uma Associação de Guarda-parques do Estado do Amapá, e se reuniram com o governador solicitando a criação de um corpo estadual de guarda-parques (Barros, 2009).
Na Colômbia, a Associação de Comunidades Indígenas Tandachiridu Inganokuna solicitou a criação do Parque Nacional Natural Alto Fragua Indiwasi (Departamento de Caquetá), de 77.000 hectares, no sopé das montanhas amazônicas colombianas, que cobrem seu território de ocupação ancestral. Esse parque nacional tem o duplo propósito de conservação biológica e cultural. Essa associação de comunidades solicitou ingressar na Federação Internacional de Guarda-parques, considerando que seu trabalho de proteção é similar ao dos guarda-parques tradicionais, pois tem como objetivo a conservação, realizam tarefas de controle sobre corte de madeira e caça e estabeleceram quatro postos de controle indígena (ACITI, 2006).
Encontramos guardas indígenas na Nicarágua (voluntários na Reserva da Biosfera Bosawás); nesse caso, dividem as tarefas com os guarda-parques “oficiais”, que são empregados do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais. Os voluntários não recebem pagamento, apenas ajuda de custo . “A formação do corpo de guardas fez parte do processo de fortalecimento da capacidade das comunidades indígenas para manejar com autonomia os territórios e o uso dos recursos naturais, já que adquiriram a responsabilidade de formular e implementar os planos de manejo, a manutenção das linhas de demarcação e o desenvolvimento de estratégias de educação ambiental” (Stocks, Beauvais e Jarquín, 1998, em González e Martin 2007).
Na Bio-Reserva Condor, no Equador, os guardas indígenas criaram seu próprio sistema de patrulha, com brigadas de cinco pessoas, na qual cada uma tem uma especialidade (GPS, primeiros socorros, monitoramento, etc.). Esse esquema de trabalho foi desenvolvido pelos próprios indígenas em função das dificuldades do terreno e seus perigos (Parques em Perigo op. cit.).
Foram encontrados alguns inconvenientes e interferências no funcionamento tradicional da comunidade ou da população indígena: receber um salário estabelece uma diferença com o resto dos membros; a desaparição do homem do grupo familiar (pois poucas mulheres são convocadas para essa função) implica em uma nova distribuição de papéis e responsabilidades, sobrecarregando mulheres e crianças.

Corpo de Guarda-parques – Profissionalização
A situação mais comum é que as unidades de conservação convoquem membros da comunidade para serem guarda-parques (não confundir com a figura dos guarda-parques comunitários), mediante contrato, e em algumas circunstâncias são as próprias comunidades que indicam determinadas pessoas. O Estado propicia capacitação em serviço, na prática, e algumas vezes oferecem capacitação via ONGs que trabalham nessas áreas. Nesses casos, a maioria das vezes os temas da capacitação estão vinculados a ciências naturais e técnicas de monitoramento.
Esse pessoal se dedicará durante toda sua vida de trabalhador a uma unidade de conservação.
Por exemplo, “Salvanatura, de El Salvador, só considera pessoas do local como guarda-parques, e para níveis técnicos levam em conta experiência prévia” (de la Maza, Cadena, González y Piguerón Wirz. 2003).
Que sejam “pessoas do local”, o que podemos traduzir como moradores das comunidades vizinhas ou internas às unidades de conservação tem seus benefícios e inconvenientes.
Às vezes são ex-caçadores clandestinos, cujo conhecimento é utilizado a favor da proteção, como se comprova na Bolívia e nas palavras dos próprios guarda-parques no documentário “La Línea Roja” , conhecimento que permite estabelecer programas mais efetivos de proteção, patrulhamento e rondas.
O inconveniente mais comum é como exercer sua função frente a familiares (pais, irmãos), amigos e conhecidos.
A discussão sobre se esse mecanismo continua sendo viável está acontecendo cada vez mais abertamente, pois evidencia uma crise no sistema. Em um curso internacional recente sobre áreas protegidas e paisagens sustentáveis. Desenvolvido na Amazônia peruana, foi apresentada como ponto central do debate no módulo “Áreas protegidas e pessoas” a seguinte pergunta: “é conveniente que o guarda-parque seja parte da comunidade local?”. Entre os participantes havia ex-guarda-parques, chefes de áreas protegidas, prefeitos e outros (A. Tovar com. pess.).
O que significa um corpo de guarda-parques a nível nacional ou estadual? É a forma de organizar uma parte dos funcionários das áreas protegidas que tem funções especiais que incluem controle e vigilância; em alguns países inclui até o porte de armas.
A existência de um corpo nacional de guarda-parques permite, por um lado, estabelecer uma carreira que supere as instâncias locais, o que pode tornar atrativo um posto de trabalho. Também está diretamente ligada à profissionalização da função.
Além disso, permite um sistema de rodízio em que os guarda-parques possam trabalhar em diversas unidades do sistema, como é o caso da Argentina. Esse sistema traz uma possibilidade muito efetiva de treinamento, o que também está ligado à profissionalização.
Isso nos leva a outro aspecto fundamental, vinculado à educação básica e à formação como guarda-parque. No Chile, um alto funcionário- Carlos Weber Bonte, Diretor Executivo da Corporação Nacional Florestal, CONAF - referindo-se à assinatura de um convênio que permite que os guarda-parques tenham nível superior, disse que “o desafio para os guarda-parques foi mudando. Há 30 anoso padrão de educação deles era a educação básica, hoje é a educação de nível médio. Esse convênio busca um novo padrão dos guarda-parques, de modo que tenham educação superior como norma, generalidade” (IDMA 2006).
Na Argentina, a capacitação dos guarda-parques nacionais começou na década de 1930; no final dos anos 1960 foi criada a Escola de Guarda-parques, que logo passou a chamar-se Centro de Instrução de Guarda-parques (CIG), que funcionou até meados dos anos 1990. Só os egressos dessas instituições dependentes da Administração de Parques Nacionais (APN) ingressavam no Corpo Nacional de Guarda-parques.
É preciso ter curso secundário concluído, e passar por um processo de seleção. A APN certificava e entregava um diploma de aprovação.
Depois da etapa da CIG, a APN se vinculou formalmente via convênios a universidades nacionais: a Universidade Nacional de Comahue, a Universidade Nacional de Tucumán e finalmente, com a Universidade Nacional de Buenos Aires.
As duas últimas criaram cursos técnicos universitários (em Manejo de Áreas Protegidas), e esse título passou a ser exigido para o ingresso no Corpo Nacional de Guarda-parques. Atualmente a APN e a Universidade nacional de Buenos Aires ministram esse curso técnico no Centro de Formação e Capacitação em Áreas Protegidas .
Talvez por ser o único país da região com um processo tão antigo e regular de formação de guarda-parques para ingresso no Sistema de Áreas Protegidas, o benefício para os que passam no processo de seleção e terminam o curso técnico é a garantia de emprego imediato, pois ingressa, no quadro permanente do Estado, no escalão Guarda-parques.
Na atualidade podemos dizer que em quase todos os países da região foram criados cursos curtos, carreiras (públicas e privadas), e existem instituições públicas e privadas que oferecem formação e capacitação dirigida a guarda-parques, em nível de segundo grau ou universitário.
Às vezes dependem dos organismos que administram as áreas protegidas; quando não é assim, as instituições acadêmicas estabelecem mecanismos de cooperação para que seus estudantes realizem práticas nas unidades de conservação.
Poucos países tem um sistema de capacitação oferecido para os guarda-parques que estão em serviço, ou então não tem havido continuidade no processo. Isso é particularmente complicado quando está estabelecida uma carreira e as promoções dependem ou tem como requisito a conclusão de cursos de capacitação, e esses não são oferecidos.
Na Venezuela, um trabalho para identificar as necessidades de capacitação (Pellegrini e Invernón 2007) destaca nas suas conclusões que “todo programa de formação de recursos humanos deve partir não só da missão e dos fins estabelecidos para a instituição, mas que também deve levar em consideração as qualidades e condições do pessoal ao qual estará dirigido”.
Para finalizar esse assunto, citamos de la Maza, Cadena González e Piguerón Wirz (op. cit.): “se menciona com frequência os guarda-parques como um grupo que está sendo capacitado continuamente, embora apenas em quatro países exista um programa específico para eles (Argentina, Bahamas, Bolívia e Equador). Na Bolívia eles são capacitados em temas como fiscalização, extensão e auxílio técnico para programas de manejo, em cursos presenciais, à distância e por intercâmbio de guarda-parques”.
Isso mudou a partir de 2003, mais no papel do que como ação efetiva. O financiamento está difícil de obter. Com a crise financeira mundial se espera um agravamento na situação; as maiores ONGs do mundo com presença na região, que financiam tanto o salário como a capacitação de guarda-parques, em fevereiro de 2009 já haviam deixado sem trabalho centenas de empregados, o mesmo ocorrendo com os projetos vinculados a agências de cooperação internacional, que também financiam na região programas vinculados a áreas protegidas e a guarda-parques.
O que é indubitável é que a figura do guarda-parque está mudando, em um processo claro de profissionalização, apesar de alguns países não darem a devida atenção a seu trabalho, o que se pode perceber ao analisar o salário, geralmente inferior a outros trabalhadores de mesmo nível na mesma instituição em que estão empregados.
Todo processo implica em ajustes e a coexistência de pessoal de diferentes níveis. Por exemplo, os guarda-parques recém contratados podem ter nível universitário, enquanto alguns de seus superiores hierárquicos só tenham recebido uma capacitação inicial. Por isso, as reestruturações e normativas devem considerar essas circunstâncias, para resolver situações de conflito interno.

Ameaças
Vamos considerar dois tipos de ameaça que tem pontos em comum.
Uma reside nas condições de trabalho, vinculadas diretamente a fontes de financiamento que pagam os salários dos guarda-parques. A outra é externa, talvez não aplicável a todos os países e regiões de cada país, mas presente de alguma maneira, que é o risco que correm os guarda-parques no exercício diário de suas atividades.
As condições de trabalho estão diretamente relacionadas à motivação e satisfação do pessoal, e já vimos que são contempladas nas avaliações SOS sitemas de áreas protegidas (Sánchez op. cit.).
As condições de trabalho tem, entre outros, três elementos constituintes: a) formação/capacitação; b) carreira/estabilidade de trabalho (inclui salário de acordo com tarefas e adicionais por atividade de risco, zona remota, etc.); c) apoio logístico e respaldo legal.
A formação e capacitação é um componente importante no ingresso ao trabalho; a capacitação permanente em serviço permite que o pessoal possa atuar acompanhando a evolução do sistema, e é um estímulo (González e Martin op. cit.). É “chover no molhado” dizer que a melhor formação e capacitação devem refletir no salário e na carreira dentro da instituição.
A origem dos fundos com que são financiados os guarda-parques é relevante, pois a estabilidade de trabalho do sistema de áreas protegidas depende muito desse aspecto.
Em março de 2007, em uma missão à Bolívia, constatei que os guarda-parques não recebiam seus salários há 3 meses; o motivo era que a fonte de financiamento para seu pagamento era externa, e as mudanças políticas haviam produzido o congelamento de ajuda externa; como consequência, o pessoal de campo ficava sem pagamento.
“No SINAP da Nicarágua, constatou-se que dos 179 guarda-parques, perto de 92 são pagos por diferentes fontes “não permanentes”, entre as quais ONGs, contrapartidas nacionais, fundações, prefeituras, e até voluntariado. No caso de El Salvador, de aproximadamente 283 funcionários de campo, 178 (63%) são pagos por ONGs...” (CBM-CI, PROARCA, TNC-WCPA, 2003).
Na Costa Rica, “há aportes privados que facilitam a gestão e vigilância das áreas protegidas estatais. Um exemplo disso é o financiamento de guarda-parques: cerca de 22% desses funcionários são pagos por organizações não governamentais. Como se apontou no X Informe, esse apoio é fundamental, pois segundo um estudo do SINAC, se esse financiamento desaparecer, a presença de guarda-parques passaria de um a cada 3.262 ha pra um a cada 5.000 ha” (Merino e Sol, 2005).
Para Parques em Perigo (2007), “além das remunerações financeiras, oferecer incentivos para os guarda-parques é uma estratégia que ajuda a garantir sua permanência, premia seu compromisso com a conservação da natureza e o trabalho comunitário. Com relação à remuneração financeira, além do salário, oferecer estabilidade no recebimento desses salários se converte em um incentivo importante para assumir seus cargos”.
No II Congresso Latino-Americano de Parques Nacionais e Outras Áreas Protegidas, realizado em outubro de 2007, dentro do simpósio de efetividade de manejo, foi realizada uma oficina denominada Papel dos guarda-parques na gestão efetiva das áreas protegidas, que foi co-coordenado por mim e pelo guarda-parque Marcelo Ochôa. Uma das instruções aos presentes foi não incluir as condições de trabalho no debate, pois eu entendia que o eixo da discussão seria deslocado. Depois de finalizada a oficina, Alan Monroe comentou que esses assuntos afetavam sim a efetividade de manejo. E assim é. É conveniente e necessário admitir que não só os aspectos técnicos, as ameaças globais, etc., colocam em risco as áreas protegidas e afetam sua efetividade.
Sobre o segundo tipo de ameaça, há que se destacar que o tipo de trabalho dos guarda-parques os põe em situação de risco físico (a topografia, o uso de sistemas de transporte em zonas de perigo, etc.) e de vida, em alguns casos pelas características de suas tarefas (controle e vigilância), que os coloca em contato com caçadores e madeireiros ilegais, com comunidades que acham que seus direitos foram afetados; e em outros por desempenhar sua função diretamente em zonas de conflito armado.
Um dos prêmios mais importantes do mundo em conservação de áreas protegidas, o prêmio Fred Packard, foi entregue em diversas ocasiões a guarda-parques, por trabalharem em condições de risco.
Em 1982 foi entregue a Peter Lowe, de Uganda; em 1987 aos guarda-parques do Parque nacional ZaKouma, do Chade, por continuarem suas tarefas em meio a uma guerra civil, sem receber salário nem equipamento de nenhum tipo; ou em 1988 in memorian, a Francisco Ponce, de El Salvador, morto no cumprimento do dever no ano anterior
Em outubro de 2008 foi realizado o Congresso mundial da natureza, organizado pela IUCN em Barcelona, Espanha. Nesse evento, organizações da África Game Rangers Association of Africa, Ezemvelo KZN Wildlife, Wildlife & Environmental Society of South Africa, Cape Nature y el Endangered Wildlife Trust), apresentaram a moção (CGR4.MOT048), “proteção dos guarda-parques dentro das áreas protegidas e zonas adjacentes” (ver Anexo II).
Dos representantes de governos (países e organismos governamentais) 83 votaram a favor, 5 contra e 13 abstenções. Dentre os representantes de organizações não governamentais, 218 votaram a favor, 5 contra e 13 abstenções. Sua aprovação foi um reconhecimento às ameaças que pendem sobre os guarda-parques e sobre as areas protegidas.

Guarda-parques na Antártica
Esse item serve para destacar o trabalho dos guarda-parques no mundo: no território antártico, que situado além dos 60 graus de latitude sul é uma região internacional, com diferentes domínios territoriais. Doze países tem presença com bases permanentes e pesquisas científicas.
Em 1989 o Instituto Antártico Argentino enviou o primeiro guarda-parque à base Antártica Islas Orcadas, que fui eu, autor desse artigo, com a tarefa de auxiliar o trabalho de campo das pesquisas científicas de pessoal com mamíferos marinhos (pinípedes), aves e peixes. Fiquei lá 15 meses, toda uma invernada.
A partir do ano seguinte e até a data de hoje, uma dupla de guarda-parques faz parte do pessoal de inverno dessa base antártica. Duas condições favoreceram a decisão de manter os guarda-parques nessa tarefa: uma delas é a formação em ciências naturais e monitoramento, e outra, o treinamento para trabalhar em condições extremas, que implica em conhecimentos de andinismo, cordas, esqui, náutica, sobrevivência, etc.
Para realizar a Campanha Antártica de Inverno, a Direção de Recursos humanos e Capacitação da Administração de Parques Nacionais convoca a cada ano os guarda-parques interessados, que devem passar por um processo de seleção que inclui exames acadêmicos e psicofísicos estabelecidos pela Direção Nacional da Antártica, que definem uma classificação. Os primeiros classificados participam dessa campanha.
O tempo em que estão dedicados às tarefas antárticas transcorre como se estivessem a serviço em um parque nacional; o salário é incrementado pelo que se denomina de “suplemento antártico”, além de outros benefícios como conta RO dobro o tempo para aposentadoria.
Faz alguns anos os membros da Federação Internacional de Guarda-parques (FIG) incentivam que outros países recorram a guarda-parques para tarefas similares em suas bases, e pleiteiam uma força internacional de guarda-parques que monitorem o impacto de atividades turísticas, entre outras.

Associações - FIG (IRF)
A Federação Internacional de Guarda-parques foi fundada em 1992, ao assinar-se um convênio entre a Countryside Management Association (CMA), representando Inglaterra e Gales, a la Scottish Countryside Rangers Association e a Association of National Park Rangers.
Os objetivos dessa iniciativa foram estabelecer um fórum onde os guarda-parques de todo o mundo pudesses compartilhar experiências bem sucedidas na proteção do patrimônio mundial, e promover a transferência de informação e tecnologia de países que possuam apoio público e tecnologia para aqueles onde isso não ocorre.
Guarda-parques de qualquer país podem unir-se à FIG; o único requisito é que os guarda-parques criem uma associação sem fins de lucro, que os reúna profissionalmente, e solicitar o ingresso.
Integram a Federação associações de mais de 50 países, estados e territórios, bem como associações de guarda-parques indígenas.
Um dos mecanismos mediante o qual os membros se reúnem é um congresso mundial. O primeiro foi realizado na polônia em 1995, seguido do de São José da Costa Rica em 1997, África do Sul em 2000, Austrália em 2003, Escócia em 2003. O próximo se realizará na Bolívia em novembro de 2009. Os documentos finais estão disponíveis na web .
Esse espaço, criado pelos próprios guarda-parques, ainda está em crescimento, e necessita de participação para enriquecer, já tem vínculos com as organizações líderes no mundo da conservação, tendo recebido reconhecimentos mundiais como o Prêmio Jovem Conservacionista da Comissão mundial de áreas protegidas da IUCN .
A Federação criou um Código de Ética para seus membros, que constitui as bases para o desempenho profissional, promove a criação de associações de guarda-parques em todo o mundo e destaca seu trabalho nos âmbitos internacionais da conservação. No Congresso Mundial de Parques Nacionais na África do Sul em 2003, 50 guarda-parques de vários países participaram, identificados claramente para destacar sua presença em cada uma das atividades de que fizeram parte.

Reflexões
O guarda-parque é um funcionário de campo nos sistemas de áreas protegidas do mundo, que em sua origem apenas tinha educação básica e suas tarefas primárias eram rudimentares. Em alguns países ainda hoje se mantêm nessa situação, ou pelo menos não é considerada a importância que tem. Em outros, são profissionais com título universitário e estão hierarquizados de igual para igual com o resto dos funcionários, que em conjunto fazem funcionar a administração das áreas protegidas.
A nível individual (pessoal e familiar), as condições de trabalho afetam seu presente e seu futuro. Um caminho para resolver essa situação é a profissionalização, que inclui uma titulação básica e uma capacitação permanente em serviço, vinculada a uma carreira hierárquica.
Isso não pode ser feito se os órgãos que administram as áreas protegidas não criarem condições para que isso ocorra.
A motivação para os órgãos e instituições que administram as áreas naturais protegidas é que a efetividade dessas unidades de conservação também está vinculada à profissionalização dos guarda-parques, quer sejam áreas protegidas estatais, comunitárias, privadas ou de indígenas.

Agradecimentos
A Matilde Encabo pela leitura crítica do manuscrito.

Referências
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Daniel Paes Barreto
Centro de Formação e Capacitação em Áreas Protegidas – APN, Argentina; representante sul-americano da Federação Internacional de Guarda-parques


Por: Daniel Paes Barreto

Petição na net defende sobrevivência dos ouriços-do-mar

Rui Taxa, um deputado municipal de Caminha, anunciou hoje que vai colocar na Internet uma petição em defesa do ouriço-do-mar, uma espécie que diz estar ameaçada devido à apanha "desenfreada" permitida pela legislação em vigor.

"Em Portugal só há ouriços-do-mar na costa entre Caminha e Esposende, mas todos os anos, durante o período reprodutivo das fêmeas, que decorre entre Outubro e Abril, deverão ser apanhadas umas 19 toneladas, para aproveitar as ovas frescas, que são colocadas no mercado a preço de ouro", disse hoje, à Lusa, aquele deputado.

Segundo Rui Taxa, a escassez de caviar a nível mundial fez disparar a procura das ovas de ouriço, que têm um paladar muito semelhante e que chegam a ter um custo de 24 euros por cada 130 gramas, sendo Espanha o seu destino.

"Os preços finais para o consumidor atingem valores muito mais elevados", frisou.

Para Rui Taxa, o principal problema é que a lei não estabelece limites para a apanha, seja em termos de quantidades ou de tamanhos.

"Tudo o que vai à rede é peixe. Levam tudo e não deixam nada. E se isto continua assim, em breve deixará de haver ouriços-do-mar em Portugal", alertou.

A petição que vai ser colocada na Internet exige a proibição da apanha de ouriços-do-mar durante cinco anos, para a regeneração e estabilização da espécie, e a criação de legislação adequada, que imponha limites à apanha.

Neste momento, e segundo Rui Taxa, que é também presidente da Direcção do Clube Ancorense de Pesca e Caça, qualquer pessoa que seja portador do Cartão Individual de Apanhador de Animais Marinhos, que custa apenas 10 euros, pode retirar da costa todo o mexilhão que quiser e puder.

O cartão, emitido pela Direcção Geral de Pescas, tem actualmente cerca de 20 pessoas detentoras, na costa entre Esposende e Vila Praia de Âncora.

Fonte da Polícia Marítima, contactada pela Lusa, explicou que, com a actual legislação, as autoridades apenas podem intervir se os apanhadores fizerem uso de instrumentos, como foucinhas, no exercício da actividade.

"Isso sim, é proibido por lei, mas é muito difícil apanhar os infractores, porque eles montam esquemas de vigilância, tendo alguém sempre 'de plantão' para os avisar quando se aproxima a Polícia Marítima", acrescentou a fonte, sublinhando que "é frequente" encontrar utensílios daquele tipo abandonados nas rochas.

Rui Taxa lembra que a utilização destes instrumentos "viola os habitats naturais" de outras espécies, que "também ficam com a sobrevivência ameaçada".

O autora da petição em defesa dos ouriços-do-mar Rui Taxa, garante que já alertou para este problema diversas entidades, entre as quais os Ministérios do Ambiente e Agricultura e Pescas, as câmaras municipais, os deputados eleitos pelo distrito de Viana do Castelo e o Governo Civil.

Fonte; Diário de Notícias

Índia e EUA assinaram acordo sobre "energias renováveis"


A Índia e os Estados Unidos assinaram terça-feira em Washington um acordo sobre o desenvolvimento comum de tecnologias que permitam uma produção de energia menos poluente.

O documento "acelera o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias de energias renováveis, e reforça a cooperação nos domínios da mudança climática, da climatologia, e da redução das emissões de gases com efeito de estufa", indicou Ian Kelly, porta-voz do departamento de Estado.

O acordo foi assinado pela secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e pelo seu homólogo indiano, o ministro dos Negócios estrangeiros S.M. Krishna, no âmbito da visita a Washington do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

A chefe da diplomacia norte-americana sublinhou que esta assinatura aconteceu a alguns dias da cimeira de Copenhaga sobre o clima (de 07 a 18 de Dezembro).

Os Estados Unidos, a Europa e o Japão tentam convencer a China e a Índia, respectivamente primeiro e quarto país pelo volume das suas emissões poluentes a comprometerem-se firmemente em reduzi-las.

Os detalhes do acordo ainda não foram publicados.

Clinton mencionou simplesmente terça-feira a criação de um instituto indo-americano de investigação e de desenvolvimento sobre "energias renováveis", que terá complexos nos dois países.

"É necessário que a Índia faça a sua parte para resolver a crise da energia no mundo, e (este acordo) será uma etapa importante (e) benéfica para os nossos dois países", disse Krishna a concluir.


Fonte: LUSA

Guardaparques, la vocación por proteger la naturaleza

"Los guardaparques somos la primera línea de acción para proteger la naturaleza”, explica Dharani Dhar Boro, recién llegado de la India. Lleva 24 de sus 52 años trabajando en el Parque Nacional Kaziranga y se siente orgulloso de lo que hace. “Cada día cuidamos el futuro de nuestros hijos”, dice.

Dharani forma parte de una legión de profesionales que hacen de su trabajo un compromiso vital. “El guardaparques no tiene una función específica. Somos agentes de conservación ecológica, que podemos hacer desde educación ambiental hasta gestión comunitaria o investigación”, cuenta el guarda costarricense de 32 años Leonel Delgado.

Sea en las Américas, África, Europa, Asia u Oceanía, los guardaparques se conocen cada brizna de hierba de los parques naturales que protegen. Son defensores de los pulmones de la Tierra. “Si tuviera que ir a hacer conservación del medio ambiente a la Luna, no me lo pensaría dos veces y allí estaría”, cuenta la joven Paola Yessica Pastoriza. Tiene 30 años y lleva cinco trabajando en el Parque Provincial Copahue de su Argentina natal.

Esas convicciones compartidas hacen que los guardaparques se sientan como una gran familia. “Puedo ir a cualquier parte del mundo y si encuentro a otro compañero guardaparques, sin necesidad de acreditación, me acoge con los brazos abiertos”, explica Osvaldo Barassi Gajardo. “Todos nos sentimos parte de un mismo trabajo, más allá de las fronteras; luchamos para que el mundo pueda sobrevivir”, declara este chileno de 29 años que lleva seis como guardaparques y ahora se encuentra en la Reserva Nacional Altos de Lircay.

300 custodios reunidos

Entre el 1 y el 7 de noviembre se celebró el VI Congreso Mundial de Guardaparques en la ciudad de Santa Cruz. Al evento asistieron más de 300 profesionales procedentes de 40 países de los cinco continentes. Cada uno, con una historia que contar.

“Ha resultado una experiencia muy estimulante, porque hemos compartido experiencias y sentimientos. Nos damos cuenta de que no estamos solos en el mundo”, evalúa Ana Carola Vaca, la primera mujer guardaparques en Bolivia, que fue la directora ejecutiva del congreso.

Durante siete días, los custodios de las áreas protegidas han compartido sus experiencias en selvas o montañas y dialogado sobre manejo de incendios y cambio climático y otros temas comunes. “Ahora me he dado cuenta de que ser guardaparque en Finlandia es mucho más fácil que en otros lugares del mundo: no tenemos actividades ilegales, sólo problemas naturales, como heladas o alpinistas perdidos”, resume Reeta Hyttinen, investigadora del Parque Nacional Pyhä-Luosto en la provincia finlandesa de Laponia.

Porque, este trabajo es peligroso. Cada año, decenas de guardaparques mueren en el mundo y no precisamente por ataques de animales silvestres, sino en enfrentamientos con contrabandistas de pieles, depredadores de recursos naturales o cazadores ilegales.

Faldas en las áreas protegidas

Históricamente, el oficio de guardaparques ha sido masculino. Esa realidad ha ido cambiando para las mujeres, que ahora ya no encuentran impedimentos a la hora de convertirse en profesionales del rubro. Al menos, eso pasa en la mayoría de los países.

“Bolivia es probablemente el país con menos mujeres guardaparques del mundo. Hay más de 300 profesionales en el sistema nacional y sólo siete u ocho son mujeres”, explica Carola Vaca. El año 1996, ella se convirtió en la primera profesional del rubro en el país. Recuerda que fue difícil: “Es una cuestión cultural, del rol de las mujeres en Bolivia... Yo he podido y estoy orgullosa, porque lo más importante para la familia boliviana de guardaparques lo ha logrado una mujer; he asistido a dos congresos internacionales, tres mundiales y he podido organizar el sexto en Bolivia”.

En el resto del mundo la situación no es tan compleja para ellas: “Sí, es difícil ser mujer en este oficio; sin embargo, desde hace un tiempo hay más presencia femenina en el sistema”, comenta la argentina Lidia Gimena Colipan. Esta indígena mapuche de 30 años nació en un parque nacional. Hace una década tuvo la oportunidad de capacitarse gracias a una reforma legal en su país que reglamentó el rol de los pueblos originarios en las tareas de conservación natural.

En Europa, la equidad en la profesión es una batalla ganada. “Es normal ser mujer y guardaparques en Finlandia. Alrededor de un tercio de los profesionales lo somos”, explica Reeta Hyttinen, después de escuchar las quejas de otras compañeras.

“Las dificultades y los peligros nos los ponemos nosotras mismas, en la mayoría de los casos”, cuenta la canadiense Rhonda Markel. Tiene 53 años y se ha pasado los últimos 18 ejerciendo como guardaparque en la Unidad de Campo Yukon. “Ésta no es tarea sólo de fuerza; podemos hacer muchas cosas como mujeres guardaparques. Yo no me veo haciendo otra cosa”, comenta.

Lisa Mwiinga, procedente de Zambia, comenzó su labor como guardaparque a corta edad, debido a que vivía en una comunidad vecina al Parque Nacional Mosi-Oa-Tunya, donde ahora es investigadora técnica de la vida salvaje. “No veo dificultades por ser mujer, soy capaz de hacer lo mismo que los hombres. Mi inspiración ha sido mi madre, que tiene 63 años y ha trabajado muy duro en la vida”, resume. Ahora Lisa Mwiinga tiene 41 años y no ha perdido la ilusión. “Es un trabajo muy exigente, pero no creo que pudiera ser banquera o secretaria: yo soy guardaparque”.

El futuro en sus manos

Airton Ferreira Gonçalves y Viviana Carolina Gómez Salgado han sido los participantes más jóvenes del congreso. Tienen sólo 22 años, pero ya han ganado experiencia ejerciendo su labor como defensores de la naturaleza.

Airton Ferreira trabaja como capacitador de nuevos guardaparques en la Asociación de Guardaparques de la Amazonia, Brasil. “Me especialicé como ingeniero agrónomo y adoro ayudar a las personas para mejorar su educación en el cuidado de la naturaleza. En este trabajo siento que puedo participar en la protección del futuro de mis hijos y de los hijos de mis hijos”, explica. A su edad ya realiza labores de conservación del medio ambiente y de mediador entre las comunidades amazónicas.

Viviana Gómez es voluntaria en el Parque Natural Nacional Chingaza de Colombia, y lleva cinco años trabajando en diferentes áreas. “Me hice guardaparques por amor a la naturaleza, no importa las dificultades con las que podamos encontrarnos”. Ella sabe de lo que habla: “Hace algún tiempo estuve a punto de perder a mi compañero. Nos encontramos con siete cazadores que mataban las especies del parque y, cuando los vigilábamos, nos dispararon. A un colega casi lo matan, pero no tenemos potestad para enfrentarnos a los delincuentes. Al final, los cazadores se fueron sin tener ningún castigo”.

Con todo, las recompensas pesan más que las dificultades. “Para mí, ser guardaparque es un sentimiento de vida, ya que soy hija mestiza de un pueblo originario”, explica la argentina Paola Yessica Pastoriza. “Ahora mi oficina tiene más de 20.000 hectáreas y, si quiero llorar o reír, puedo hacerlo sin miedo a que nadie me esté observando”.

Y con ella coinciden sus colegas en que una de las mayores ventajas de su trabajo es la libertad. “Pero no todo es bueno, porque no podemos estar con nuestras familias. A mi madre le preocupa que yo pueda tener miedo en el parque, cuando a mí me da más terror la ciudad”, concluye la argentina de 30 años.

En territorio nacional

Más de 300 guardaparques trabajan actualmente en el sistema de Áreas Protegidas de Bolivia. “La labor de los guardaparques es fundamental para el mantenimiento de los ecosistemas tan ricos y diversos del país. Aquí trabajamos pese a las deficiencias en el tema de equipamientos, en procesos de capacitación y profesionalización”, resume Robert Salvatierra, director interino del Parque Nacional Noel Kempff Mercado y vicepresidente de la Asociación Boliviana de Agentes de Conservación (Abolac).

Para ser guardaparque en Bolivia son necesarios unos requisitos mínimos como saber leer y escribir. Ayuda el mantener buenas relaciones con las comunidades que viven en los parques, pero lo fundamental para los expertos en el oficio es “amar, cuidar y respetar a toda la naturaleza”.

“No puedo negar que, de niño, me sentí influenciado por el guardabosques de los dibujos animados del Oso Yogui, que siempre andaba detrás del oso que robaba comida a los turistas”, cuenta Salvatierra con una amplia sonrisa. En la vida real, sin embargo, no faltan peligros y carencias para los custodios de las áreas naturales: “En Bolivia, los gobernantes no nos prestan la debida atención”.

Los enemigos verdaderos

“El guarda está expuesto a los riesgos de la naturaleza, como serpientes venenosas, inundaciones o incendios. Sin embargo, en Bolivia los decesos nunca han sido por cuestiones naturales, sino más bien por acciones humanas”, cuenta Salvatierra. Siete guardaparques han muerto en servicio en las áreas protegidas. “Lo más peligroso son los enfrentamientos con narcotraficantes, cazadores o madereros ilegales”.

Pero las acciones del ser humano —que hallan su punto de máximo perjuicio en la depredación y la ilegalidad— también son la causa del cambio climático que los guardaparques evidencian día a día. Alejandro Caparrós tiene 48 años y trabaja en el Parque Nacional Los Glaciares de Argentina. “Llevo toda la vida siendo guardaparque, y ahora por primera vez puedo ver cómo se están derritiendo los glaciares ante los ojos de todos”, alerta.

Ríos que se secan; nevados que se deshielan, inundaciones y sequías, resultado del calentamiento global, preocupan profundamente a los custodios.

“Éste es el momento de educar, un trabajo que los guardaparques hacemos desde siempre pero que no recibe apoyo, en general por la falta de voluntad de los políticos”, opina Marcelo Sá Gomes. Este brasileño de 34 años se especializó en turismo en la Amazonia. “Cambié de especialidad cuando vi la vida de las comunidades y quise ayudarles desde cerca”, recuerda.

“Somos lo que hacemos”

Para las labores de protección, educación y concientización que se precisan en los parque naturales se necesitan más ojos y manos. “Los principales problemas en Brasil son los traficantes de minerales o los madereros, porque están armados y los guardaparques son escasos. Se estima que para el parque más grande del mundo, Montanhas do Tumucumaque, harían falta más de 2.000 guardas y sólo tiene 15. Es una labor titánica, hace falta más apoyo”, explica el brasileño Airton Ferreira. Es una de las quejas que comparten los representantes de Centro y Sudamérica. Falta de personal y de recursos.

Todos tienen una historia que contar. Y, a lo largo del congreso, no sólo se compartieron vivencias, sino preocupaciones, sueños y una conclusión: Pese a todo lo que han visto y vivido, los guardaparques no pierden la ilusión por su trabajo. “Es lo que somos y lo que hacemos. Esperemos que en la próxima reunión de Copenhague los líderes del mundo tomen alguna decisión que nos ayude a parar el desastre natural que viene”, concluye Caparrós.

Cada año, decenas de guardaparques mueren en todo el mundo cumpliendo su deber de defender la naturaleza. Una ONG trabaja para ayudar a las familias de las víctimas y, por primera vez, da su colaboración en Bolivia.

Sean Willmore tiene 37 años. Fue guardaparque en Australia durante 11 años, hasta que salió a recorrer el mundo. Hace dos años decidió crear la ONG “La delgada línea verde” para ofrecer soporte económico a las familias de guardaparques fallecidos en actos de servicio. “Vi que las circunstancias de las pérdidas de guardas variaban en diferentes partes del mundo y quise contarlo y ayudar en lo posible. Ahora otorgamos a las familias una oportunidad de seguir adelante con sus vidas. No les damos dinero, sino colaboramos con los gastos de los estudios de los hijos o de las viviendas”, explica.

Hasta el momento se habían enfocado sólo en África, debido a su preocupante situación. “Han muerto 155 guardaparques en un solo parque del Congo”, cuenta el director de la Fundación. “Allí la situación política es insostenible”, añade el congoleño Jobogo Mirindi. “Además nos enfrentamos a mineros, cazadores y madereros, todos ellos quieren llevarse parte de la riqueza natural de África y no les importa acabar con cualquiera que se interponga en su camino”.

Este año, por primera vez, la ONG se ha centrado en Bolivia, donde ya han fallecido siete guardaparques en actos de servicio.

La primera familia a la que ayudarán es la de Clemente Cruz, guardaparque fallecido en el Amboró. “En Bolivia, los guardas día a día se juegan la vida. Enfrentamos desde serpientes venenosas hasta narcotraficantes”, explica el guardaparques boliviano Robert Salvatierra.

Jobogo

Mirindi (40 años, República Democrática del Congo) “Por las noches, los animales vienen a refugiarse en nuestro campamento. Saben por instinto que están más seguros con nosotros que ellos solos, porque hay cazadores furtivos por toda el área”.

Andrés Mora (29, Costa Rica) “Hacíamos un control y vimos a unos cazadores furtivos que nos embistieron. Se dio una persecución y los infractores agarraron a uno de mis compañeros y se lo llevaron. Cuando pudimos acercarnos para ayudar, nuestro bote empezó a hundirse”.

Lidia Colipan (30, Argentina) “Mientras me capacitaba, tuvimos que ir de caminata con un guarda especializado. Se perdió y caminamos durante 12 horas, sin agua. Él dijo después, pidiendo disculpas: “Nosotros los guardaparques nunca nos perdemos, a veces nos desorientamos”.

Dharani Dhar Boro (52, India) “El 2004 tuvimos que perseguir y apresar a un grupo de cazadores furtivos de tigres de Bengala, que son especie protegida. Ya habían matado a varios animales en el parque, estuvimos a punto de tener una emboscada, pero fuimos más rápidos”.

Robert Salvatierra (41, Bolivia) “Un amigo y yo queríamos cruzar el Amboró. Después de tres días sin agua llegamos a un río, donde nos encontramos con un tigre a menos de siete metros. Tras unos intensos segundos, el tigre subió a una roca, saltó y desapareció en el monte”.

Por: Cristina C. Ugidos

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Previsto aumento da temperatura em sete graus até 2100

Um grupo de 24 cientistas internacionais alertou hoje que a temperatura global deverá aumentar sete graus até 2100, pelo que são necessárias medidas rápidas e eficazes para travar o aquecimento climatérico.

O alerta consta de um relatório divulgado pelo Instituto de Investigação sobre os Impactos do Clima, com sede em Potsdam, na Alemanha, no qual estão sintetizados vários trabalhos científicos relativos às alterações climáticas.

Nesse documento, o grupo de 24 investigadores prevê que a temperatura média do ar "suba entre dois e sete graus até 2100 "

Por outro lado, o aumento registado de 40 por cento das emissões de CO2 entre 1990 e 2008 dificulta o cumprimento da meta de limitar em dois graus a subida do aquecimento global. Este limite tinha sido fixado em Julho passado pelos dirigentes de alguns dos países mais desenvolvidos do mundo.

"Aumentam, desta forma, as possibilidades de o aquecimento climatérico ultrapassar os valor determinados", advertiram os investigadores, aludindo aos crescentes níveis de CO2 na atmosfera.

De acordo com o director do Instituto de Potsdam, Hans Joachum Schellnhuber, o relatório deverá ser entendido como "um último apelo" dos cientistas para que as negociações relativas ao aquecimento global prossigam entre os 192 países envolvidos.

"É necessário apanhar o comboio da protecção climática", declarou, numa referência às decisões que resultarão da Cimeira de Copenhaga, agendada para Dezembro.

"Eles deverão conhecer a verdade sobre o aquecimento global e as respectivas consequências", sublinhou ainda Hans Joachum Scellnhuber.

Um dos efeitos que mais preocupa a comunidade científica relaciona-se com a multiplicação de fenómenos meteorológicos extremos, que se manifestam ao nível das temperaturas (canículas) e das precipitações, como as inundações.

Outra consequência é o aumento do nível do mar, resultado do degelo das zonas glaciais, bem como a desflorestação.

Para travar o aumento previsto de dois graus, os cientistas alertam para a necessidade de travar drasticamente as emissões de CO2, no período compreendido entre 2015 e 2020.

"Uma sociedade mundial mais descarbonizada, sem emissões de CO2 ou de outros gases produzirá efeitos visíveis e duradouros", conclui a comunidade científica

Fonte: LUSA

Guarda-Parques, por Reinaldo Morcos Castro

A história do Guarda-parque moderno começa em 1872 com a criação dos parques nacionais de Yellowostone e Yosemite nos Estados Unidos da América. A partir daí, a história dessa função tomou proporções maiores e avançando principalmente em vários países das Américas, muitas vezes com denominações diferentes, mas com a mesma função, passou a ser reconhecida profissionalmente. Um exemplo disso é a Argentina, que desde a década de trinta possui curso de capacitação de Guarda-parque com profissionais de nível médio e universitário, e a Federação Internacional de Guarda-parques, criada em 1992, que conta com mais de cinqüenta associações de filiadas em todo mundo.
Já no Brasil, apesar de acompanharmos o aumento da presença do Guarda-parque nas Unidades de Conservação, em todos os Estados da Federação, essa função não é reconhecida por lei.
Responsável pelo controle, vigilância, proteção das unidades, entre outras atribuições, o Guarda-parque é uma função exercida na maioria das vezes por agentes ou auxiliares administrativos, fiscais ou de outras categorias profissionais. Apesar disso, como Instrutor do Curso de Formação de Guarda-parques da Fundação o Boticário de Proteção à Natureza, noto um crescente interesse pela profissionalização desta atividade e creio na necessidade da criação e regulamentação da carreira, para que também passe a existir de direito, pois hoje ela já existe de fato.
O Guarda-parque desenvolve muitas vezes as suas atividades sem a devida capacitação. Geralmente são pessoas (homens e mulheres) motivadas, com responsabilidade, vínculo com a conservação e que realizam a atividade em locais de risco ou difícil acesso. Portanto necessitam de capacitação periódica para que se sintam seguros para prevenir, negociar e resolver situações que possam vir a enfrentar.
Precisamos também, urgentemente, da unificação do conceito missão, função, obrigações e atividades específicas do Guarda-parque nos diversos níveis: Municipal, Estadual e Federal. Só assim poderemos ter uma padronização dos conceitos para que não ocorram distorções como vemos atualmente.
O decreto Federal nº 6.515 22/07/2008, que institui O Programa Corpo de Guarda-Parques que será formado por integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e seus Batalhões Florestais e Ambientais, cuja atuação será dirigida à proteção ambiental das unidades de conservação federais situadas no território do respectivo ente federativo. É claro que é muito útil e eficiente podermos contar com Bombeiros e Policiais Ambientais em cada unidade de conservação. Como também é interessante contarmos com instalações físicas apropriadas e outros profissionais das mais diversas áreas do conhecimento colaborando com o trabalho na Unidade.
Porém vejo que esse decreto está atribuindo aos Bombeiros e Policiais Militares, mais uma missão além das já existentes e que são muitas.
É importante frisar que considero toda atitude que venha a contribuir para a proteção das Unidades de Conservação válida, mas acredito que seja necessária uma reflexão minuciosa antes de qualquer aprovação.
Acredito que alguns assuntos poderiam ser revistos, tais como:
*Ao invés de sobrecarregarmos Bombeiros e Policiais Militares para atuar além das suas funções, também como Guarda-parques, não seria mais produtivo criar a carreira Guarda-parque?
*A capacitação desses Guarda-parques não seria mais especializada e em menor tempo?
*Oportunidade da criação de vagas às populações que vivem próximas a Unidades de Conservação, que geralmente estão em regiões afastadas dos centros urbanos e carentes de empregos;
*Aproveitar os que possuem certo conhecimento do local, da fauna e flora ali distribuídas e dos membros da vizinhança para o exercício da função;
*Não seria uma maneira de envolver a própria comunidade na proteção das unidades?
*Poder tornar mais atrativa a profissionalização da carreira através de planos de cargos e salários adequados conforme o grau de instrução;
Mediante isso, vejo a necessidade urgente do reconhecimento legal do profissional Guarda-parque no Brasil, e para isso, devem-se romper as barreiras que impedem a valorização e o reconhecimento dessa profissão.

Por: Reinaldo Marcos Castro

Impacto ecológico do Homem atinge níveis recorde


A concentração de gases com efeito de estufa atingiu níveis recorde e aproxima-se do "cenário pessimista" previsto pelos cientistas, advertiu a Organização Meteorológica Mundial (OMM) a duas semanas da Cimeira de Copenhaga. Um estudo independente revela também que o planeta precisa cada vez de mais tempo para repôr os recursos consumidos pelas actividades humanas.
A OMM reclamou uma acção internacional imediata para atenuar a concentração de gases perigosos. "As novidades não são boas: a concentração dos gases com efeito de estufa continua a aumentar a um ritmo mais rápido", indicou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, ao apresentar os últimos dados reunidos pela agência da ONU em todo o mundo.

A concentração de CO2, o principal gás com efeito de estufa, aumentou 38% desde 1750, cem anos antes da Revolução Industrial, e contribuiu desde então para 63,5% do crescimento do efeito de estufa na atmosfera, segundo os dados da OMM. Este contributo passou mesmo para 86% nos últimos cinco anos.

Esta situação "confirma a tendência para um aumento exponencial", afirmou o mesmo responsável, acrescentando: "estamos cada vez mais próximo de um cenário pessimista" apontado pelo Grupo Internacional de Peritos sobre as Alterações Climáticas. "É preciso agir o mais rapidamente possível", advertiu.

Jarraud instou os governos a alcançar um acordo significativo em Copenhaga "já que quanto mais demorar a decisão, mais graves serão as consequências das alterações climáticas".

Um fracasso na definição de objectivos ambiciosos nessa conferência significaria que as acções destinadas a atenuar os efeitos das mudanças climáticas seriam "mais difíceis e com maiores custos, em particular para os países em desenvolvimento", defendeu. Para o responsável da OMM, "há que colocar a fasquia o mais elevada possível".

A Conferência de Copenhaga sobre Alterações Climáticas da ONU, que decorrerá de 7 a 18 de Dezembro, é vista pela comunidade científica como uma oportunidade crucial para se chegar a acordo quanto a medidas que permitam abrandar o aquecimento global.

"O aquecimento do planeta está provado por múltiplos factos e não apenas pela alteração da temperatura. Observamos o retrocesso dos glaciares e do gelo no Árctico no final de cada Verão ou a mudança das chuvas. Não são hipóteses, são situações que podemos medir e observar", insistiu Jarraud.

Questionado sobre se este balanço negativo reflecte um fracasso do Protocolo de Quioto, o primeiro acordo internacional que abordou as alterações climáticas, Jarraud assinalou que a conclusão é que "Quioto não foi suficiente, mas sem esse acordo a situação seria muito pior".

Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico do homem

A Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das actividades humanas, já que são necessários 18 meses ao planeta para regenerar os recursos que a humanidade consome num ano, segundo um estudo de um grupo de investigação privado norte-americano hoje publicado.

Os dados recolhidos numa centena de países pelo Global Footprint Network, um grupo de defesa do ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás com efeito de estufa, a um ritmo 44% mais elevado do que a natureza pode produzir e absorver.

"As ameaças iminentes que enfrentamos hoje, nomeadamente as alterações climáticas mas também a desflorestação, a diminuição das pescas, a sobre-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante", escrevem os autores deste relatório.

O Global Footprint Network, com sede em Oakland, Califórnia, calcula todos os anos desde a sua criação, em 2003, aquilo que chama de "impressão digital ecológica" de mais de cem países e da humanidade como um todo.

Este indicador determina a superfície de terra e de água requerida para produzir recursos que uma dada população consome e para absorver os desperdícios daí resultantes.

Noutros termos, estes investigadores calculam o potencial de produção de recursos da natureza, como são utilizados e quem os utiliza, explicou a organização.

Estes dados mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou cerca de 2% sobre o mesmo período precedente.

Este crescimento resultou de um aumento da população e do consumo de recursos per capita.

Nos últimos 10 anos, o impacto do homem na natureza aumentou 22% enquanto que a bio-capacidade, quantidade de recursos que a natureza pode produzir, permaneceu constante e pode mesmo ter diminuído, segundo o "Global Footprint Network".


Fonte: Diário de Notícias

Aquecimento global: Leste da Antárctida está a "perder gelo"

Cientistas da missão Grace, da NASA, dizem-se surpreendidos com os resultados.

A camada de gelo da zona leste da Antárctida está a perder gelo há três anos, segundo uma análise de dados de um satélite medidor de gravidade.

Os cientistas envolvidos nesta missão dizem que estão "surpreendidos" pela descoberta, porque a camada gigante do leste da Antárctida, ao contrário da zona oeste, pensava-se que estava estável. Outros cientistas dizem não ter a certeza de que a perda de gelo possa ser ligada ao aquecimento global. Além disso, as incertezas sobre os dados do satélite também são grandes. Os satélites da Experiência Climática de Recolha por Gravidade da NASA (Grace) mostraram que a zona oeste da Antárctica e a Gronelândia estavam a perder massa. Os dois corpos têm água suficiente para subir o nível do mar em sete metros se derreterem totalmente.

Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Descobertas milhares de espécies a viver em profundidade

Um grupo de cientistas que está a catalogar a vida dos Oceanos manifestou-se hoje surpreendido com a descoberta de milhares de espécies encontradas em grandes profundidades onde nunca chega a luz solar.

Os cientistas do Centro da Vida Marinha (CVM), um projecto internacional que apresentara em 2010 a primeira listagem da vida oceânica, já registaram 17.650 espécies que vivem a mais de 200 metros de profundidade e outras 5.722 que habitam a mais de um quilómetro de profundidade, onde quase nunca chega a luz do sol.

É o que os estudiosos definem como a "zona do crepúsculo", o lugar onde a ausência de luz impede o processo de fotossíntese e, por enquanto, a existência de uma flora activa.

Os investigadores estão surpreendidos com a diversidade de vida existente em profundidades abissais, onde se pode encontrar numerosos organismos vivos.

Robert Carney, um dos responsáveis do projecto, destacou em declarações à agência noticiosa espanhola EFE que "é difícil de entender que haja tanta diversidade" no fundo dos mares e oceanos.

Entre as criaturas mais estranhas encontradas pelos investigadores está um polvo de dois metros que vive a 1,5 quilómetros de profundidade.

Os investigadores destacaram ainda a existência de uma larva marinha que foi surpreendida enquanto ingeria crude petrolífero em águas do golfe do México.

Carney frisou que a grande maioria das criaturas recolhidas são novas para a ciência e que das 680 espécies de copépodes (um grupo de crustáceos) recolhidas apenas se conhecem sete.

Fonte: LUSA

Projecto da UAlg mede carbono na Ria Formosa

Uma equipa de investigadores da Universidade do Algarve arranca em Janeiro com um projecto que visa estimar se a Ria Formosa consome ou produz mais carbono e de que forma as actividades humanas influenciam o metabolismo da ria.

A Ria Formosa - sistema lagunar que se estende ao longo de 60 quilómetros entre o Ancão e a Manta Rota -, é à partida um consumidor de dióxido de carbono (CO2), por ser dominada por plantas, que o consomem para a fotossíntese.

Contudo, a presença de animais (peixes e bactérias) e as actividades desenvolvidas pelo homem, como construções ou estabelecimento de viveiros, poderão contribuir para que a ria produza mais dióxido de carbono do que o que consome.

"A ideia é ver se a Ria Formosa se comporta como uma planta, consumindo mais CO2 do que aquele que produz ou, pelo contrário, como um animal", resumiu Rui Santos, coordenador do grupo Algae, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve.

De acordo com o investigador, o projecto é importante por permitir dar mais um passo no conhecimento dos efeitos da libertação de carbono na atmosfera, sobretudo pelo homem, e consequentes alterações climáticas.

"Vamos avaliar como é que a presença do homem afecta o metabolismo da ria", disse, lembrando que todas as actividades humanas que impliquem a destruição das comunidades vegetais têm efeitos nefastos no sistema.

Como exemplos, Rui Santos indica a construção de marinas, a instalação de viveiros de bivalves - feita normalmente nas zonas de ervas marinhas , e as alterações da qualidade das águas provocadas pelas descargas das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

Os investigadores vão usar dois métodos para medir a quantidade de carbono, nomeadamente, a análise das trocas efectuadas entre a ria e o oceano, a atmosfera e todo o CO2 que entra vindo das ETAR, ribeiras e linhas de água.

Por outro lado, vão analisar com mais detalhe cada componente biológica da ria (ervas marinhas, algas, sapal e viveiros, por exemplo) para quantificar quanto produzem e quanto consomem, fazendo depois uma estimativa global.

O projecto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), arranca em Janeiro e deverá durar cerca de três anos, embora no decurso desse período já devam haver relatórios preliminares.

Fonte: Diário de Notícias

Recurso a espécies exóticas prejudica ambiente

A associação ambientalista Quercus alertou hoje que o recurso a espécies florestais não autóctones tem contribuído para o agravamento de problemas ambientais, como a erosão dos solos, e restringido recursos económicos do país.

Em comunicado, divulgado quando se assinala o Dia da Floresta Autóctone, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, salienta que "deveria haver um maior cuidado na preservação dos bosques de floresta autóctone" e que "espécies mais raras e ameaçadas devem ser alvo de legislação específica, com vista à sua conservação".

No texto, a associação especifica que a "aposta nas florestas de crescimento rápido, com recurso a espécies exóticas, tem contribuído" também para "propagação dos incêndios" e "perda de biodiversidade".

"Por outro lado, escasseiam algumas das espécies autóctones com importância económica, seja no sector de produção de madeiras nobres como de derivados diversos", salienta a Quercus.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 21 de novembro de 2009

Justiça: O lobo e os ecologistas ganham batalha!

O Tribunal Superior de Justiça de Castilla y León aceitou a tese dos ecologistas e admite proibir a caça ao lobo a sul do rio Douro, contrariando o Plano de Conservação e Gestão do Lobo da Consejería de Medio Ambiente de la Junta. Os grupos ecologistas ganharam um novo alento graças à sentença que considera que a caça ao lobo contraria a normativa estatal e europeia, o teor da resolução da secção de Contencioso Administrativo do Tribunal Superior de Justiça de Castilla y León, deu provimento ao recurso que a Federación de Ecologistas en Acción de Castilla y León interpôs contra o Plano de Conservação e Gestão do Lobo.


Fonte: Guardabosques Foto: Luis Cavero

Héctor Moscoso: A Natureza perde um amigo!

É com grande tristeza que participamos o falecimento do nosso companheiro Héctor Adolfo Ortíz Moscoso, Guardarecurso do Parque Nacional Tikal na Guatemala.


O seu falecimento inundou de tristeza todos os companheiros que com ele privaram, viram assim partir um homem dedicado à protecção da Natureza.

Travava uma longa batalha contra a doença que o afectava há alguns anos, ontem terminou o seu sofrimento.

Que descanse em Paz!


Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

PCP questiona governo sobre a situação dos Vigilantes da Natureza

Companheiros!


A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, tem desde sempre lutado pela dignificação da nossa profissão. Constantemente procura sensibilizar a classe politica para a realidade em que vivemos. Constantemente denuncia as graves situações em que a profissão vive, junto de todos os Grupos Parlamentares.

Para vosso conhecimento enviamos, em anexo, as questões que o Grupo Parlamentar do PCP colocou ao Governo, esperamos que outros se seguiam!

A nota de imprensa que enviamos no Dia Mundial do Vigilante da Natureza despertou o interesse de alguns partidos políticos, o texto difundido em 31 de Julho segue juntamente na mensagem para que não seja esquecido!

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da APGVN

Francisco Correia

Ver Questões do Grupo Parlamentar do PCP (pdf)

Ver nota de imprensa de 31 de Julho (pdf)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Asociación de Guardaparques del Perú filia-se na IRF


A Asociación de Guardaparques del Perú filiou-se na International Ranger Federation (IRF) no passado dia 6 de Novembro durante o VI Congresso Mundial de Guardaparques / Park Rangers.

Benvindos à grande família mundial de Rangers!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Algarve já tem 14 linces ibéricos no Centro de Silves

Quatro linces ibéricos chegaram terça-feira à noite a Silves para se juntarem aos 10 que já habitam no centro nacional de reprodução do Algarve, faltando dois exemplares para completar as 16 transferências da primeira fase.

"Fauno", "Foco", "Eucalipto" e "Drago" são os nomes dos quatro felinos machos que chegaram ao Algarve oriundos do Centro de Cria La Olivilla, um dos três centros da Andaluzia que participam no programa de conservação de lince-ibérico fora do habitat natural.

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) adiantou em comunicado que "Fauno" e "Foco" fazem parte da ninhada de cativeiro de 2009, "Eucalipto" nasceu em 2008 e "Drago" em 2007, todos no Centro La Olivilla.

A equipa técnica, responsável agora por 14 linces-ibéricos, está incumbida de estimular os instintos naturais destes animais, como a caça, territorialidade e interacções sociais, assim como a manutenção de um ambiente livre de agitação artificial.

O primeiro lince ibérico - a fêmea "Azahar" - chegou ao centro nacional de reprodução em Silves dia 26 de Outubro, proveniente de Jerez de la Frontera.

Até 01 de Dezembro, deverá ficar concluída a primeira fase de transferência dos felinos mais ameaçados do mundo para Silves, com o centro português a ficar responsável por um total de 16 linces, segundo o ICNB.

O centro de Silves está equipado com um sistema de vídeovigilância que permite aos técnicos acompanhar o dia-a-dia dos linces 24 horas por dia.

Fonte: Diário de Notícias

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Raia europeia ameaçada de extinção por erro

Duas espécies diferentes foram classificadas como sendo uma mesma. Pesca excessiva deixou a maior em risco.

Por ter sido confundida com outra, uma espécie de raia europeia está actualmente ameaçada de extinção, depois de anos de pesca excessiva, segundo um estudo francês. Duas espécies distintas de raias foram confundidas e agrupadas sob o único nome de Dipturus batis há 80 anos, revelaram os investigadores da estação de biologia marinha de Concarneau.

As análises efectuadas pelos investigadores mostraram que havia afinal duas espécies que estavam a ser tratadas como apenas uma, que foram agora provisoriamente apelidadas de Dipturus flossada e Dipturus intermedia.

Esta última está mais vulnerável à pesca excessiva devido ao seu tamanho (mais de 2,5 metros) e a sua maturidade sexual tardia (perto dos 20 anos). A probabilidade de que seja capturada antes de poder se reproduzir é por isso muito elevada. Por falta de reconhecimento do seu estatuto de espécie em perigo, esta raia deverá extinguir-se num futuro próximo. Das 75 espécies de raias avaliadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza, 17 estão em perigo de extinção.

Fonte: Diário de Notícias

Cousteau tem ilha com o seu nome no Pacífico


O México decidiu dar a uma das suas pequenas ilhas do golfo da Califórnia, no oceano Pacífico, o nome do célebre oceanográfico francês Jacques Cousteau.

Desta forma, a ilha, até agora designada Cerralvo, foi rebaptizada no registo nacional de informação geográfica. O México já tinha anunciado, em Junho, a intenção de rebaptizar uma ilha com o nome de Jacques-Yves Costeau, o oceanográfico que faleceu em 1997 e que fez várias expedições a bordo do Calypso nas águas das costas mexicanas e, em particular, naquela região que apelidou de "o aquário do mundo" graças à riqueza da fauna e flora ali existente.

Reserva ecológica, a península californiana do México onde fica localizada a ilha agora rebaptizada com o nome de Costeau é também uma área que acolhe numerosas estâncias dedicadas ao turismo.

Fonte: Diário de Notícias

ONU diz que conter a população ajudaria no combate às alterações climáticas

Conter a população mundial pode ser tão eficaz no combate às alterações climáticas como construir milhões de aerogeradores para a produção de electricidade a partir do vento, defende o Fundo das Nações Unidas para a População.

“Reduzir o aumento da população ajudaria a aumentar a resiliência da sociedade às alterações climáticas e a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no futuro”, diz a organização, num comunicado sobre o relatório Estado da População Mundial 2009, hoje divulgado.

O relatório aborda especificamente as relações entre a população e as alterações climáticas, com ênfase particular sobre as mulheres. “É verdadeiramente a primeira vez que uma agência das Nações Unidas se debruça sobre os laços entre população e mudança climática”, disse à agência noticiosa AFP Bob Engelman, um dos autores do estudo e vice-presidente do Worldwatch Institute, organização não governamental com sede em Washington.

O documento sustenta que se a população crescer até oito mil milhões de pessoas até 2050 – e não nove mil milhões, que é a projecção média das Nações Unidas – seriam evitadas emissões de gases com efeito de esfufa equivalentes a um a dois mil milhões de toneladas de dióxido de carbono. O mesmo efeito poderia ser conseguido, por exemplo, se fossem instalados dois milhões de aergeradores com um megawatt de potência – o que equivale a multiplicar por 17 a capacidade mundial actualmente instalada em energia eólica.

O relatório chama a atenção para os movimentos migratórios que as alterações climáticas podem provocar, à medida que populações vulneráveis deixem zonas inundáveis, áridas ou inóspitas. Cerca de 200 milhões de pessoas poderão passar à condição de refugiados climáticos até 2050.

As mulheres estão também no centro da análise do Fundo das Nações Unidas para a População. “As mulheres, em particular nos países mais pobres, serão afectadas de forma diferente dos homens”, diz a organização. O relatório considera que as mulheres asseguram 60 a 80 por cento da produção de alimentos nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, tendem a ter a família e a habitação ao seu cargo, o que limita a sua mobilidade, tornando-as mais vulneráveis a extremos climáticos.

“A conexão próxima entre género, produção alimentar e alterações climáticas merece muito mais atenção do que a que actualmente recebe”, diz o fundo da ONU.

Os acordos internacionais sobre o clima teriam melhor hipótese de resultar se tivessem em conta “a dinâmica da população, as relações entre os sexos e o bem-estar das mulheres", diz o trabalho, publicado 20 dias antes da cimeira sobre o clima que as Nações Unidas realizam em Copenhaga.

O relatório recorda que a transição para uma curva demográfica mais branda depende da promoção da igualdade de géneros e de maior acesso das mulheres à educação e saúde reprodutiva.

Fonte: Publico.pt     Foto: Rafiquir Rahman/Reuters

terça-feira, 17 de novembro de 2009

COMUNICADO da APGVN - Aos Vigilantes da Natureza!


Aos Vigilantes da Natureza!

Nunca os Vigilantes da Natureza viveram um período de instabilidade e incerteza tão grande, perante a sua situação profissional, como na actualidade.

Os sucessivos Governos sempre desprezaram a profissão, chegou o momento de darmos o grito de revolta! Não temos nada a perder! Temos que nos unir e lutar, fazer ver aos políticos que estão errados e que devem apostar na dignificação da nossa profissão, já que sem a nossa presença a Natureza ficará a perder!

Contra a extinção! Lutemos pelo reconhecimento da Profissão! É agora que é preciso dizer o que pensamos sobre o nosso futuro!

Apelamos à participação de todos na sessão de Esclarecimento/Debate a ter lugar no dia 12 de Dezembro, pelas 9h 30m, no Instituto Português da Juventude de Castelo Branco!

Participa! Divulga! Juntos iremos salvar a profissão da extinção!

Imprimir Comunicado (pdf)
Faz dowload do Poster e divulga !!! (pdf)
► Ficha de inscrição (pdf)


A Direcção da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Apartado 1037
2711-801 Sintra
Portugal
Telemóveis: 968466240 / 969920033 / 919423466

Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?

Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado.

Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de 6000 voluntários.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.

Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!

Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, http://www.limparportugal.org/, onde tem toda a informação de como o fazer.

O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento.

No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.

“Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?"


in: http://www.limparportugal.org/