domingo, 3 de janeiro de 2010

Há mil novas espécies de insectos no Brasil por descrever

Há pelo menos mil novas espécies de insectos da fauna brasileira em florestas tropicais no país nunca antes vistos pelo Homem, dizem os cientistas. Porém o avanço da monocultura ameaça a sobrevivência desses animais ainda desconhecidos.

Em cinco anos de investigação, um volume de 300 mil exemplares de insectos, entre moscas, mosquitos e besouros, foi recolhido por investigadores da Universidade de São Paulo (USP) em florestas tropicais do interior e do litoral do Brasil.

Dos milhares de insectos reunidos, os cientistas ficaram surpreendidos que uma em cada duas espécies de mosquitos e moscas da floresta Atlântica é nova. "Os números da biodiversidade da América do Sul e Central são muito grandes, comparáveis aos dos países do Sudeste Asiático que são áreas hiperdiversas", afirmou o biólogo Dalton de Souza Amorim.

E a quantidade de espécies a serem descritas pelos cientistas é enorme. "As que já foram descritas representam apenas uma parte do todo. Há uma grande parte que nem foi colectada ainda", explica.

O biólogo defende a necessidade de criar áreas de reservas de florestas do interior do Brasil, uma vez que esta diversidade, cuja importância ecológica se desconhece, está "extremamente ameaçada".

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 2 de janeiro de 2010

Queixa na UE por “incumprimento sistemático” da Lei Comunitária da Água

O porta-voz do movimento proTejo disse à agência Lusa que vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia pelo “incumprimento sistemático e abusivo” da Lei Comunitária da Água, por parte do Estado espanhol.

Paulo Constantino, porta-voz português da associação, que conta com a adesão de meio milhar de cidadãos e de 21 organizações portuguesas e espanholas, afirmou que a proposta espanhola de reposição das águas do rio Tejo é “uma afronta ao ambiente e à política europeia da água” e que recusa “liminarmente” a política de transvases espanhola, considerando que “podem e devem ser implementadas alternativas aos transvases””.

Segundo o representante, as “tensões recentes” entre Portugal e Espanha motivaram uma “falsa esperança” na determinação do Estado português em exigir que a política de transvases espanhola permitisse a ambos os Estados membros alcançar o bom estado das águas em 2015, cumprindo a Directiva Quadro da Água.

“Tal não se verificou”, disse Paulo Constantino, que acrescentou “não haver apresentação de qualquer garantia de que não se repetirão os prejuízos ambientais causados pelo incumprimento dos caudais mínimos ecológicos estabelecidos da Convenção Luso-Espanhola” (Convénio de Albufeira).

O porta-voz do proTejo afirmou que as populações ribeirinhas da bacia do Tejo “não podem ficar impávidas e serenas enquanto o Governo espanhol reparte a água do Tejo pelas regiões autónomas, preparando à porta fechada novos transvases”, como denunciam os movimentos espanhóis em defesa do Tejo.

“O movimento tem o dever de exigir e defender o direito à água em quantidade e qualidade na bacia do Tejo, que garanta a preservação dos ecossistemas ribeirinhos, a sobrevivência das actividades económicas ligadas ao rio, e a vivência das populações ribeirinhas em comunhão com os seus rios, recuperando os laços culturais que as ligavam”, afirmou.

Para o movimento, Portugal “não pode aceitar que o Governo espanhol decida unilateralmente e à margem da Directiva Quadro da Água os transvases e os caudais ambientais da bacia hidrográfica do Tejo”, eventualmente sem considerar os impactos a jusante, quer ao nível ambiental quer ao dos diversos usos da água.

Por isso, o proTejo continuará a defender a intervenção da Comissão Europeia no sentido de avaliar o impacto da política de transvases de Espanha sobre o bom estado das águas da bacia hidrográfica do Tejo e, consequentemente, sobre a capacidade de Espanha e Portugal cumprirem a Directiva Quadro da Água em 2015, à semelhança da avaliação que já efectuou sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

“Sem prejuízo de uma queixa, na forma de carta reivindicativa ibérica, que iremos propor para ratificação em Janeiro aos membros do movimento, para apresentar à Comissão Europeia e, talvez mais tarde, ao Provedor Europeu da Justiça, pelo facto da Comissão Europeia não fiscalizar devidamente a Directiva Quadro da Água”, explicou Paulo Constantino.

Fonte: LUSA

Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo - intervenções para aumento de divulgação

No ano em que se assinalará o 29º aniversário da atribuição da classificação como Reserva da Biosfera, o Paul do Boquilobo, no distrito de Santarém, vai ter um conjunto de intervenções para aumentar a divulgação junto da comunidade.
João Carlos Farinha, director-adjunto do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), disse à Lusa que a gestão desta reserva natural está a trabalhar com os municípios onde se situa o Paul do Boquilobo - Golegã e Torres Novas - para que sejam desenvolvidos projectos ligados à recuperação do espaço envolvente e à criação de percursos de visita.
Um dos projectos, que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal da Golegã, visa criar eco-pistas, isto é, percursos pedestres para permitir a realização de visitas desde o Equuspolis até esta área.
Outro dos projectos é a recuperação do edifício-sede, uma obra que já contou com o interesse de apoio do município de Torres Novas. Neste caso, o objectivo é dotar este edifício de condições para que os visitantes possam usufruir de exposições, de materiais didácticos e de equipamentos que lhes permitam conhecer melhor a biodiversidade desta reserva natural.
Para já, não estão definidos ainda os parâmetros concretos destes projectos, explica João Carlos Farinha, frisando que, no entanto, existe uma abertura dos parceiros do conselho estratégico ”para que estas propostas possam avançar".
O conselho estratégico junta o ICNB, os municípios, os agricultores e associações de regantes, institutos governamentais, organizações não-governamentais, entre outros parceiros.
Uma das ideias que tem estado em cima da mesa é a possibilidade de instalação de câmaras de vídeo na zona da reserva integral para que os visitantes possem observar o que ali existe sem necessidade de entrar no espaço, que permanece “intocável, muito pelo facto de ser propriedade pública" (cerca de 90% dos mais de 800 hectares), sob a gestão do ICNB, salientou à Lusa João Carlos Farinha.
A Reserva Natural do Paul do Boquilobo foi criada em 1980, tendo sido reclassifica como área protegida em 1997 e como Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens em 1999. Em 1981, a UNESCO atribuiu-lhe o estatuto de Reserva da Bioesfera. Esta classificação significa o reconhecimento de uma área em que se consegue conciliar a preservação da biodiversidade com a actividade humana envolvente, neste caso, com a agricultura intensiva que se realiza nos campos em redor da reserva natural.
Este trabalho de conciliação no Paul do Boquilobo tem passado pela sensibilização dos agricultores para o uso mais sustentável dos solos, nomeadamente ao nível da questão dos pesticidas, da criação de muitos furos de água, da limpeza de canais e da sua correcta gestão, assim como da procura de manter os níveis de água na zona de reserva integral.
A poluição do Almonda tem sido um problema, mas João Carlos Farinha diz que os contactos realizados com as autarquias, sobretudo com a de Torres Novas, têm sido úteis para conseguir minimizar o problema.
O Paul do Boquilobo é uma área com cerca de 800 hectares, dos quais 196 são reserva integral onde se pode encontrar uma importante colónia de garças e de outras espécies de aves, sendo o único local em que se reproduz o zarro-comum. Alberga também várias espécies de peixes e mais de uma vintena de espécies de anfíbios e repteis, bem como alguns pequenos mamíferos como a lontra, o toirão ou o rato-de-cabrera.

Fonte: LUSA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Descoberta a origem do cancro que ameaça de extinção diabos-da-Tasmânia

Uma equipa internacional de cientistas diz ter descoberto a origem do cancro que ameaça extinguir os diabos da Tasmânia, animal popularizado pela personagem “Taz” dos Looney Tunes, dentro de 25 a 35 anos, segundo um estudo publicado na revista “Science”.

Os cientistas descobriram que o cancro que, desde 1990, está a dizimar a população desta espécie de mamífero marsupial (Sarcophilus harrisii) tem origem num tipo específico de células. A doença caracteriza-se por tumores no focinho que se podem espalhar para os órgãos internos. É transmitida de animal para animal através das dentadas ou outro contacto físico.

Agora, os cientistas da Universidade Nacional da Austrália, coordenados por Elizabeth Murchison, determinaram que a doença tem origem nas células de Schwann, um tipo de tecido que protege as fibras nervosas.

No âmbito da investigação, através da análise de células retiradas dos tumores, a equipa identificou um marcador genético que poderá vir a ser utilizado para diagnosticar a doença.

Os cientistas acreditam que a sua descoberta pode ajudar a desenvolver os tratamentos adequados. “As nossas conclusões significam um grande avanço na corrida para salvar os animais da extinção”, comentou Elizabeth Murchison, que trabalha com o laboratório norte-americano Cold Spring Harbor.

“Agora que olhámos bem para o perfil genético dos tumores podemos começar a procurar os genes e os processos envolvidos na formação dos tumores”, adiantou Greg Hannon, que também participou no estudo.

Em Maio, o Governo australiano aumentou o grau de protecção à espécie e listou-a como ameaçada devido a esta doença.

Fonte: Publico.pt

Ministra do Ambiente quer envolver todos os cidadãos na preservação das espécies

A ministra do Ambiente pretende aproveitar 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, para sensibilizar o cidadão comum sobre a importância da preservação das espécies na qualidade de vida de cada um.

'Não queremos que continue a ser uma preocupação de elites técnicas, queremos que desça ao cidadão porque temo-nos dado conta que mesmo técnicos de outras áreas olham para a biodiversidade com desconhecimento', disse Dulce Pássaro à agência Lusa.

A ministra planeia, por isso, desenvolver várias acções de sensibilização e divulgação ao longo do ano para 'levar a temática da biodiversidade ao cidadão'.

Portugal vai também acompanhar os trabalhos de duas grandes conferências mundiais sobre o tema, a realizar no Dubai (em Março) e no Japão (no Outono), acrescentou.

Por cá, serão postas em marcha várias iniciativas de alerta para a importância da biodiversidade na qualidade de vida dos cidadãos. 'Sentimos que é uma área relativamente à qual o cidadão não conhece a importância que tem', referiu a ministra.

As áreas protegidas vão ter, cada uma, um guia de biodiversidade, tema que levará à realização de vários workshops, além de um ciclo de conferências que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade realizará em parceria com uma instituição bancária sobre 'Biodiversidade: Economia/Sociedade'.

Em preparação está também um pequeno jornal, mas de grande divulgação, que será distribuído nas áreas de abastecimento de combustível, bem como acções coordenadas com as universidades, adiantou.

O programa ainda não está fechado, mas todas as iniciativas, que incluem várias edições e reedições, visam sublinhar a importância da biodiversidade junto dos vários agentes e actividades humanas, f risou a ministra.

'A perda de biodiversidade a médio e longo prazos vem traduzir-se na perda de qualidade de vida e por vezes temos iniciativas que vêm a traduzir-se na extinção de uma espécie com pouca expressão física', frisou.

Como exemplo, referiu a sobrevivência das orquídeas: 'São polinizadas graças a um pequeno insecto. Se se compromete o habitat desse insecto uma coisa tão bonita como as orquídeas naturais (selvagens) pode pura e simplesmente extinguir-se'.

Isto para dizer que há vários elementos da cadeia de manutenção de várias espécies que 'não podem ser postos em causa'.

'É muito importante contribuirmos todos para a preservação da biodiversidade do planeta', apelou Dulce Pássaro.

Portugal tem quatro sítios classificados pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), três nos Açores - Corvo, Flores e Graciosa - e Paul de Boquilobo, no Ribatejo.

As Berlengas ainda não conseguiram a classificação e a ministra pretende fazer primeiro um ponto de situação sobre este processo para ver 'quais foram os constrangimentos' e se há espaço para investir ou não em novas candidaturas.

O que está no Orograma do Governo é o alargamento da rede de áreas protegidas, mas 'mais para o meio marinho', avançou, justificando: 'As áreas protegidas que temos são essencialmente no espaço terrestre.'

A ministra afirmou que, 'em harmonia com a política comunitária', o Governo português pretende alargar a Rede Natura 2000 ao meio marinho.

A governante admitiu que a classificação de um território nem sempre é bem acolhida, devido às restrições que impõe à actividade humana, mas garante que o processo é muito participado e procura gerar consensos.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

APGVN - Comunicado aos Vigilantes da Natureza!

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) tem denunciado os constantes ataques efectuados ao longo dos anos, pelos sucessivos governos, aos Vigilantes da Natureza, que culminaram na incerteza que se vive neste momento no que diz respeito à continuação da profissão como carreira especial.
O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) nunca demonstrou interesse em constituir um verdadeiro Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza. Será que os responsáveis pelas diferentes entidades onde existem Vigilantes da Natureza não percebem que ao não apoiarem a profissão estão a destruir as suas próprias instituições, será que não entendem que se não tiverem uma força de fiscalização que pertença ao seu Ministério, não se justifica a existência de tantos serviços no MAOTDR.
Não se compreende que após 30 anos da constituição da profissão como carreira especial de protecção da natureza, o próprio MAOTDR nunca se tenha empenhado em que o seu corpo de fiscalização seja realmente eficaz. Passado tanto tempo ainda não sabem se vale a pena investir na profissão, a sua estratégia de deixar morrer a profissão através da não incorporação de novos elementos não tem tido o resultado esperado. Apesar do abandono e de tantos anos de desinvestimento ainda não conseguiram destruir nos Vigilantes da Natureza o seu espírito de missão e paixão pela profissão. Somos poucos, mas temos a certeza que a nossa profissão é necessária e muito útil para a defesa do ambiente, da conservação da natureza e da biodiversidade. Sabemos que somos necessários e úteis numa sociedade moderna e evoluída cujos responsáveis políticos deveriam ver na profissão a continuidade das suas politicas ambientais no terreno, infelizmente a realidade em vivemos não é a ideal, o que observamos é a aposta numa força de fiscalização militar que utiliza apenas a repressão e não a pedagogia, e o mais flagrante é que pertence a outro Ministério.
Para grande desilusão daqueles que desde a criação da profissão tudo fizeram para que nunca fosse levada a sério (porque o que pretendiam era mão-de-obra barata desqualificada), continuamos a lutar, porque temos um ideal e uma grande paixão pela Natureza. Prova disso temos o “Debate Nacional dos Vigilantes da Natureza” realizado no passado dia 12 de Dezembro, em Castelo Branco, donde saiu um Comunicado de Imprensa a denunciar o abandono de uma profissão que deveria ser encarada como imprescindível na defesa do ambiente. Na sequência do Comunicado de Imprensa recebemos a solicitação de uma reunião do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, tendo ficado a mesma agendada para o dia 7 de Janeiro, das outras entidades com responsabilidades para com os Vigilantes da Natureza até ao momento só obtivemos silêncio.
Para quem necessita de estar permanentemente em contacto com a Natureza não existe profissão no mundo melhor que a nossa!
Merecemos que a nossa profissão seja respeitada pelas instituições que nos regem porque pela sociedade já somos!

Desejo a todos os apaixonados pela Natureza que o ano de 2010 seja o de concretização dos nossos sonhos!


Francisco Correia


Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza,
Apartado 1037 2711-801 Sintra

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Incêndios florestais destroem quase 40 casas na Austrália

Incêndios florestais possivelmente provocados pela queda de linhas de alta tensão destruíram quase 40 casas no leste da Austrália nesta quarta-feira (30), fazendo com que centenas de pessoas fugissem, disseram testemunhas e autoridades. Pelo menos três pessoas ficaram feridas.

Dois grandes focos ficaram fora de controle durante a noite depois de terem sido iniciados à tarde em um distrito rural ao norte da cidade litorânea de Perth, forçando a retirada dos moradores do município de Toodyay e ameaçando uma segunda cidade, Badgingarra, mais ao norte.

Os dois incêndios atingiram um total combinado de mais de 13,4 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas antes que condições climáticas mais favoráveis na quarta-feira ajudassem centenas de bombeiros a contê-los.

O primeiro-ministro do Estado da Austrália Ocidental Colin Barnett declarou estado de desastre natural - liberando fundos de emergência para os sobreviventes - e elogiou os funcionários que combateram as chamas.

"Não há dúvida de que eles salvaram vidas na noite passada", disse Barnett nesta quarta-feira depois de visitar casas queimadas em Toodyay.

O governo estadual informou que pelo menos 37 casas foram destruídas.

Incêndios são comuns em toda a Austrália durante os meses de verão, mas raramente destroem tantas casas.

Em fevereiro passado, o país sofreu os maiores danos causados por incêndios, quando centenas de focos em grandes parte do Estado de Victoria mataram 173 pessoas e destruíram mais de 2.000 casas em um único dia.

Fonte: Folha Online

Noite de ano novo pode ser passada com copos de vidro e a plantar pinheiros de Natal

A noite da passagem de ano não implica necessariamente “excessos ambientais”. A Quercus e a Carbono Verde, consultora de inventário e redução de emissões, aconselham a pôr na mesa copos de vidro em vez de plástico e até a plantar o pinheiro de Natal envasado.

Os ímpetos ecológicos podem começar mesmo na preparação das festas. Fernando Prioste, director da Carbono Verde, sugere a compra de produtos nacionais – com menores emissões de gases com efeito de estufa derivados do transporte - e a “utilização de produtos biológicos, transportados em sacos reutilizáveis, de pano ou papel”. O responsável aconselha ainda a preferência por “produtos vendidos a granel em vez dos embalados, para reduzir a produção de resíduos”.

Os convites podem ser enviados por correio electrónico.

Aqueles que escolheram contar as doze badaladas fora de casa podem “tentar juntar-se no mesmo carro com amigos”, aconselha Susana Fonseca, presidente da Quercus.

Para quem decidir passar a noite em casa é preferível optar por pôr na mesa copos e pratos que depois se lavam e não vão para o caixote do lixo, assim como guardanapos de pano e não de papel.

Susana Fonseca sugere também garrafas de vinho ou de espumante com rolhas de cortiça, e não de plástico, e sumos de fruta ou infusões em vez de refrigerantes.

As casas com lareira podem utilizar produtos naturais, como pinhas e caruma, para acender o lume em vez das acendalhas.

A música “não deverá ser muito ruidosa, para que as pessoas possam falar”.

E quando a festa termina, Fernando Prioste lembra a importância de separar o lixo e colocá-lo no ecoponto. Ou ainda a “inovação” de acabar a noite a plantar o pinheiro de Natal envasado num espaço perto de casa.

Fonte: Publico.pt

Oito linces-ibéricos de Silves vão participar nesta época de reprodução

Oito dos 16 linces-ibéricos do Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, fazem parte do grupo de 54 animais que vão participar nesta época de reprodução desta espécie ameaçada, de acordo com o programa ibérico de conservação.

Os quatro casais – Azahar e Drago, Espiga e Daman, Erica e Enebro, Era e Calabacín – foram escolhidos tendo em conta aspectos genéticos e de “química” entre eles.

Mas desta primeira tentativa não deverão resultar crias porque, segundo explicou Sandra Moutinho, assessora do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), os animais chegaram há pouco tempo a Silves. Azahar, o primeiro lince-ibérico a chegar a Silves, inaugurou o centro a 26 de Outubro; o último grupo – Calabacín e Eón – chegou a 1 de Dezembro.

“Este ano ainda é de instalação e seria prematuro esperar crias já para o próximo ano. Apesar disso, consideramos que devem ser feitos os emparelhamentos, para os animais e para a equipa técnica”.

Para esta temporada reprodutora 2009-2010, de Janeiro a Março, o programa ibérico de conservação ex-situ do lince-ibérico conta com 27 fêmeas com potencial reprodutor, distribuídas pelos centros de Silves, La Olivilla, El Acebuche e Zoo de Jerez de la Frontera.

Segundo Sandra Moutinho, os 16 linces-ibéricos estão a adaptar-se bem ao centro de Silves. “Os técnicos estão a registar todos os comportamentos e não há nada de anormal a registar”, informou.

No entanto, o centro espanhol de El Acebuche anunciou hoje a morte de um lince, Ecológico, nascido na Primavera de 2008, devido a complicações renais. “Depois de três semanas intensivas, durante as quais se fez tudo o que foi possível para recuperar o Ecológico (...), finalmente decidimos que o mais humano seria proceder à sua eutanásia”, segundo um comunicado do programa de conservação.

Em Junho foi-lhe diagnosticado uma doença renal crónica, à semelhança do que acontece com outros exemplares. Desde então vinha sendo medicado e chegou a receber uma transfusão de sangue de linces do Zoobotânico de Jerez de la Frontera. No entanto, nos últimos dias, Eco piorou bastante.

“A equipa de criação em cativeiro está consternada e espera que os resultados da necropsia permitam elucidar novos aspectos sobre os problemas renais que afectam esta espécie, tanto em cativeiro como na natureza”, acrescenta o comunicado.

Fonte: Publico.pt

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Amazónia viveu este ano as piores secas e inundações do último século

Nos últimos seis meses, os rios da Amazónia registaram as secas e inundações mais extremas dos últimos cem anos, segundo o Serviço Geológico do Brasil. Os especialistas relacionam este cenário com as alterações climáticas.

Em Junho, o Rio Negro - o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas - alcançou a marca histórica de 29,7 metros, durante as maiores cheias do último século, revela o estudo, citado pelo jornal “O Globo”.

O mesmo rio, a 4 de Dezembro, registou outra marca importante mas contrária: atingiu uma cota de 15,8 metros, ligeiramente abaixo da cota mínima de segurança, ou seja, dos 16 metros. Segundo o Sistema de Protecção da Amazónia, nos próximos três meses a quantidade de chuvas deverá ser menos de 50 por cento em relação ao esperado. A Defesa Civil já iniciou um plano de emergência para ajudar, pelo menos, 192 mil pessoas, a enfrentar os efeitos da seca.

Até agora, as secas e cheias no Amazonas tinham sido atribuídas ao fenómeno El Niño, que ocorre no Oceano Pacífico e que influencia o clima em várias regiões do planeta. Mas os investigadores da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais no Amazonas (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil adoptaram uma nova explicação: as alterações climáticas.

“O El Niño produz um padrão de inundações e secas em redor do mundo e no Brasil causa secas na Amazónia, inundações no Sul, mas de forma gradual e não tão violenta como ocorreu nos últimos seis meses”, comentou ao jornal “O Globo” o meteorologista Marcondes Gama. “Não tenho dúvidas de que essa variação extrema de chuva e tempo seco tem mais a ver com o aquecimento global”, defendeu.

Um aumento das temperaturas médias globais entre 3ºC e 4ºC representa o ponto a partir do qual parte da floresta da Amazónia corre o risco de entrar em colapso, defense um estudo de investigadores brasileiros e britânicos apresentado na cimeira de Copenhaga (7 a 18 de Dezembro).

Segundo um relatório do Governo brasileiro de 2007, as temperaturas na Amazónia entre 2071 e 2100 deverão aumentar entre 4 e 8ºC num cenário pessimista (altas emissões de gases com efeito de estufa) e os 3 e 5ºC num cenário optimista (baixas emissões).

Fonte: Publico.pt

Quercus alerta para degradação da qualidade da água dos rios portugueses

A associação ambientalista Quercus alertou ontem para o agravamento da qualidade das águas dos rios portugueses. "É urgente acabar com as fontes de poluição que persistem ao longo de décadas", refere a Quercus em comunicado divulgado ontem, onde exige às autarquias e ao Governo uma intervenção de fundo.

Em Portugal, 38 por cento dos recursos hídricos monitorizados em 2008 pelo Sistema Nacional de Informação do Instituto da Água (Inag) encontram-se "extremamente poluídos e inadequados para a maioria dos usos", o que corresponde, de acordo com a classificação oficial, a uma "muito má" qualidade da água.

De acordo com os dados do Inag, desde 2005 que a má qualidade da água está sempre muito próxima dos 40 por cento, apesar de em anos anteriores esta percentagem não ter ultrapassado os 30 por cento. Por outro lado, enquanto em 2007 2,1 por cento dos locais monitorizados apresentavam a classificação de "Excelente", em 2008 nenhum local tinha "qualidade equivalente às condições naturais, aptas a satisfazer potencialmente asutilizações mais exigentes em termos de qualidade".

Entre os 12 locais do país com água classificada de "muito má" encontram-se a Ponte da Ribeira, no rio Alviela, o Porto da Carvoeira, no rio Lizandro, ou Monte Real e Ponte Arrabalde, ambas no rio Lis.

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, já reagiu a estes dados, dizendo que, apesar de não estar surpreendido com a má qualidade das águas na região, fará "tudo para resolver" a situação e está já a trabalhar para "arranjar uma solução", referindo-se particularmente à ponte do Arrabalde, que suscita maiores preocupações por se encontrar dentro da cidade.

Dado que o Inag não apresentou ainda dados relativos a 2009, a Quercus foi realizando ao longo do ano um conjunto de análises pontuais em alguns rios portugueses. E concluiu, através da comparação com os números de 2008, que a classificação "Má" aumentou dez por cento e a "Boa" ou "Excelente" passou de 25 para 40 por cento este ano.

Hélder Spínola, membro da direcção nacional da Quercus, lamenta que "esta situação de degradação da qualidade da água nos rios portugueses já se arraste há tempo de mais". "A responsabilidade dos casos graves de poluição nos rios portugueses é, por um lado, dos governos e autarquias, que não investem nem apoiam soluções para o tratamento de águas; e, por outro, de vários sectores que insistem em não incorporar as suas responsabilidades ambientais na sua actividade económica", diz o dirigente da associação ambientalista.

Fonte: Publico.pt

Jardim Botânico de Londres anuncia descoberta de 250 novas espécies em 2009

O Kew Gardens, jardim botânico de Londres, anunciou que, ao longo de 2009, os seus biólogos e botânicos descobriram e descreveram 250 novas espécies de plantas e fungos em vários locais do planeta.

Entre as novas espécies encontram-se orquídeas, árvores que crescem até aos 42 metros de altura e fungos minúsculos com menos de um milímetro de espessura. A lista inclui 24 novas espécies de palmeiras, 13 novas espécies de orquídeas e uma nova espécie de maracujá da Amazónia, encontrada em Mato Grosso.

As descobertas foram feitas em vários locais do planeta e com a colaboração de peritos de cem países, sendo que o maior número de espécies novas (62) foi encontrado no Bornéu. O Brasil registou a descoberta de 20 novas espécies.

>> Ver Mapa das descobertas

Os investigadores do Kew Gardens – que descobrem, em média, 200 novas espécies de plantas por ano - acreditam que um terço deste grupo de 250 estará ameaçado de extinção.

“Este trabalho nunca foi tão importante”, escreve o jardim botânico em comunicado, lembrando que o planeta vive numa era de alterações climáticas globais e de perda da biodiversidade.

Todos os anos são descobertas, em média, cerca de duas mil novas espécies vegetais. “Estas novas descobertas salientam o facto de que há ainda há muito no mundo das plantas para ser descoberto e documentado. Sem saber o que existe e onde ocorre não temos nenhuma base científica para uma conservação efectiva”, comentou Stephen Hopper, director do Kew Gardens.

Este jardim botânico criou o programa Breathing Planet para “acelerar a descoberta e classificação da diversidade vegetal e para encontrar soluções para a sua conservação”, acrescenta. Hopper.

Fonte: Publico.pt

Mais de 120 baleias morreram nas praias da Nova Zelândia

Nos últimos dois dias, dezenas de baleias deram à costa em duas praias da Nova Zelândia. Apesar dos esforços de dezenas de pessoas para as salvar, 126 acabaram por morrer, anunciou hoje um responsável dos serviços de protecção da natureza.

A maioria dos animais, um total de 105 baleias-piloto, deu à costa em Farewell Spit, na ilha Sul. Nenhuma pôde ser salva. As baleias foram avistadas pela primeira vez por um piloto que sobrevoava a região com cinco turistas e que avisou o Departamento de Conservação (DOC). “Foi uma coisa muito triste de se ver”, comentou o passageiro Maurice Massey, citado pelo jornal “Nelson Mail”.

Segundo Hans Stoffregen, responsável pelo programa de Biodiversidade do DOC, as baleias terão encalhado na costa dois dias antes de terem sido avistadas. Dois terços já tinham morrido e 30 foram abatidas pelo DOC porque estavam demasiado fracas, devido à falta de alimento. “Tem estado muito calor. Podíamos ver o sofrimento nos seus olhos. Foi horrível, mas foi a coisa mais humana a fazer”, comentou.

Os responsáveis consideram que mesmo se as baleias tivessem sido encontradas mais cedo, o seu resgate teria sido muito difícil, já que teriam de ser levadas para as águas profundas, a 12 quilómetros de distância.

Centenas de pessoas salvam 42 baleias na ilha Norte

Outra baleia foi encontrada esta manhã em Totaranui e mais poderão ter morrido noutros locais, adiantou Stoffregen.

Na baía Colville, na ilha Norte, outras 20 baleias-piloto foram enterradas hoje por Maoris em Coromandel, depois de terem morrido ontem. Faziam parte de um grupo de 63 cetáceos que deram ontem à costa. “É um momento muito triste. Os Maori têm uma ligação muito forte às baleias. Tratamo-las como tratamos os nossos defuntos”, explicou David Hamon, um habitante da região. Quarenta e dois destes animais foram salvos por centenas de habitantes da região e turistas que, determinados, saltaram para a água e os mantiveram molhados até que a maré subiu.

Lyn Williams, porta-voz do DOC da região, disse que nenhum dos animais voltou à praia até agora.

Um grande número de baleias acabam por dar à costa na Nova Zelândia todos os Verões, enquanto viajam até às águas da Antárctica com as suas crias, lembra a BBC online.

Fonte: Publico.pt

Governo chinês condena à prisão homens que mataram tigre raro

A Justiça chinesa condenou a 12 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 580 mil yuanes (US$ 85 mil) um homem que matou a tiros um tigre de sub-espécie rara no sudoeste do país, informou a imprensa estatal.

O tribunal da província de Yunnan concluiu que Kang Wannian e Gao Zuqiao atiraram no animal em uma reserva natural em fevereiro.

Quando ambos descobriram que haviam matado um tigre indonésio, uma das espécies protegidas na China, fugiram do local, abandonando o animal.

Mas Zuqiao retornou ao local mais tarde com outras seis pessoas. Eles desmembraram o animal, levaram as partes do corpo para casa e comeram a carne.

Kang foi condenado a 12 anos de prisão por posse ilegal de armas de fogo, caça e morte ilegal de um animal. Gao foi condenado a quatro anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 20 mil yuanes por ter acobertado o crime.

Três pessoas também foram consideradas culpadas e condenadas a quatro anos de liberdade condicional.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Baleias e golfinhos sofrem com oceanos mais ácidos

Os sons propagam-se mais nas águas que registam um processo de acidificação pelo aumento de CO2.

A acidificação dos oceanos provocada pelo aumento de CO2 que eles absorvem vai torná-los cada vez mais ruidosos, perturbando a vida dos mamíferos marinhos como as baleias e os golfinhos, de acordo com um estudo publicado pela revista Nature Geoscience, citado France Presse.

Os sons de baixa frequência propagados na água são produzidos pela chuva, as ondas, a fauna marinha e as actividades humanas, como a navegação, a construção e a utilização de sonars.

Estes sons são dependentes da concentração na água de certos compostos químicos, como o sulfato de magnésio, o ácido bórico e os ions de carbono, que estão directamente ligados à acidez, medida através do PH, explicam os investigadores Tatiana Ilyina e Richard Zeebe, da universidade do Havai, e Peter Brewer, do Instituto de investigação do aquário de Monterrey (Califórnia). O PH dos oceanos, que desceu ligeiramente desde o início da Revolução Industrial, poderá cair seis vezes mais até ao fim do século.

"A absorção do som pode por consequência diminuir até 60% nas altas latitudes", prognosticam os investigadores, que salientam o facto de que o Atlântico Norte figura entre as regiões sobre as quais existem mais preocupações devido a uma forte actividade industrial.

"Níveis elevados de sons de baixa frequência podem ter efeitos biológicos e comportamentais da fauna marinha, como a afluência em massa de cetáceos nas praias e uma surdez temporária nos golfinhos ligada à utilização de sonars de média frequência nos testes militares", explica o estudo.

A acidificação dos oceanos vai afectar os organismos marinhos através da cadeia alimentar.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Os elefantes que ameaçam dividir novamente África

O continente africano divide-se entre os que querem um alargamento da moratória que proíbe o comércio de marfim e os que querem continuar a poder vendê-lo legalmente. O principal mercado de destino é o asiático, onde o marfim é muito procurado pelas suas qualidades decorativas. Solução deverá ser encontrada em Março, numa conferência em Doha

Os países africanos preparam-se para um novo confronto em relação ao futuro dos seus elefantes e da oportunidade de novas vendas de marfim, a três meses de um encontro internacional crucial e numa altura em que o mercado negro está em alta.

A Tanzânia e a Zâmbia alimentam a discórdia, pedindo que a próxima conferência sobre espécies ameaçadas de extinção (CITES), que deverá decorrer entre 13 e 25 de Março, em Doha, autorize que vendam, respectivamente, 90 e 22 toneladas de marfim.

Este novo "contornar" das leis de interdição do comércio de marfim, imposta em 1989 para salvar o elefante africano, relançou a guerra entre os países do continente nos quais este paquiderme continua em perigo, e os que dizem já ter ultrapassado o problema.

Antigamente contavam-se milhões de elefantes em África, mas hoje não são mais de 400 mil a 600 mil. Mais de metade vivem na África austral, mas são apenas alguns milhares, senão centenas na África ocidental, central e oriental, dizimados pela caça furtiva. Em alguns países, como no Burundi, na Gâmbia, na Mauritânia ou na Serra Leoa desapareceram completamente. "Nós não queremos ver amanhã que os elefantes só sobreviveram num único local de África", disse Patrick Omondi, que vai liderar a delegação queniana em Doha.

A última conferência CITES, em 2007, decorreu com confrontos semelhantes, antes de chegar a um compromisso: a moratória das vendas de marfim prolongada durante nove anos, mas luz verde ao Zimbabwe, à África do Sul, à Namíbia e ao Botswana para venderem excepcionalmente 108 toneladas aos compradores chineses e japoneses.

Os defensores dos elefantes dizem que essa venda legal aumentou a procura de marfim, procurado em toda a Ásia pelas suas qualidades decorativas, e animou o mercado negro. No Quénia, o número de elefantes mortos pelos caçadores furtivos passou de 47, em 2007, para 214, em 2009.

"Se isto continua assim, podemos assistir durante a nossa vida à extinção dos elefantes", assegurou Patricia Awori, directora da rede pan-africana de protecção da vida selvagem.

Mas o Zimbabwe pensa de forma completamente diferente. Estimando que o número dos seus paquidermes passou dos 55 mil em 1989 a 137 mil em 2006, este país afirma que "os elefantes tornaram-se cada vez mais um incómodo para os camponeses pobres", cujos campos destroem.

A venda de marfim recolhido após a captura ou a morte natural é o melhor meio para sensibilizar as populações para o valor do maior mamífero terrestre, defende a Tanzânia no seu dossier entregue à CITES. A sua proposta é de fazer uma emenda em sentido inverso, apoiado por sete países africanos, entre os quais a República Democrática do Congo e o Quénia, com vista a aumentar a moratória de 9 para 20 anos, e proibir formalmente qualquer venda legal, excepto na África Austral. "Enquanto país que partilha o mesmo ecossistema que a Tanzânia, arriscamos perder ainda mais elefantes com a proposta" deste país, diz o ministro queniano encarregue do património animal, Noah Wekesa.

Uma coisa é certa: "o comércio ilegal de marfim, cujo volume tem aumentado desde 2004, deu um grande salto em 2009", como revela Traffic, o organismo internacional de monotorização dos mercados animais, que aponta para "uma implicação crescente do crime organizado".

A quantidade de marfim apre-endido duplicou num ano, atingindo 15 toneladas em 2009, com um preço de revenda que vai dos 750 aos mil dólares o quilo. "Isto começa verdadeiramente a escapar a todo o controlo, é como o tráfico de droga", afirma Awori.

Fonte: Diário de Notícias

Peneda-Gerês: Residentes do parque protestam em Braga contra P.O.

Um grupo de residentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês realiza a 23 de Janeiro uma manifestação em Braga para protestar contra a proposta de revisão do Plano de Ordenamento do Parque, disse à Lusa fonte da organização.

O movimento 'Peneda-Gerês com gente' decidiu avançar para a sede do PNPG depois de ter aprovado uma moção em que se propõe 'a suspensão imediata do actual processo de revisão do regulamento do Plano de Ordenamento e o início de um novo processo'.

Os moradores pretendem que seja elaborado um Plano que respeite os residentes na área do Parque e os seus direitos de propriedade e que o novo documento não se sobreponha àquilo que está previsto na vigente lei dos baldios.

O documento vai ser encaminhado para a direcção do Parque Nacional, para o Instituto de Conservação da Natureza, para o Ministério do Ambiente e para os partidos políticos que estão na Assembleia da República.

Consideram que a revisão do regulamento do Plano de Ordenamento (cuja fase de discussão pública terminou dia 03), se for aprovada pelo Governo, 'prejudica gravemente a população local, para além de conter ilegalidades'.

O organismo, que representa diversas sensibilidades, desde representantes dos baldios, proprietários florestais, agricultores e algumas das juntas de Freguesia da zona do Parque Nacional - está a analisar a possibilidade de avançar para os tribunais caso este regulamento seja aprovado pelo Governo.

Em causa no projecto de Plano apresentado pelo PNPG estão, entre outras questões, as alegadas limitações na visitação impostas aos residentes e ao pastoreio, as taxas, a proibição de centrais de energia eólica e da caça, e o recurso aos baldios.

Nos dois primeiras questões, o director do Parque Lagido Domingues tem vindo a dizer que não há qualquer limitação à visitação e ao pastoreio.

Fonte: Correio do Minho

Maciço calcário estremenho candidatado a Maravilhas Naturais

A Iniciativa ‘Maravilhas Naturais de Portugal’ conta agora com dois novos candidatos: as Grutas da Moeda, localizadas em S. Mamede, Batalha, e o maciço calcário estremenho, que abrange as Serras de Aire e Candeeiros e os planaltos de Santo António e S. Mamede

A Câmara Municipal da Batalha apresentou as candidaturas das Grutas da Moeda e do maciço calcário estremenho ao concurso ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’, anunciou ontem a autarquia.
O presidente do município, António Lucas, disse à agência Lusa que a selecção destas duas candidaturas se deve à “importância que apresentam no contexto natural da região” e ao “enorme valor turístico” que representam.
No caso das Grutas da Moeda, António Lucas declarou que “estas formações calcárias são consideradas as mais belas de Portugal”, realçando o Centro de Interpretação Científico-Ambiental, inaugurado a semana passada no mesmo complexo.
“Permite perceber a formação das grutas, assim como do próprio maciço calcário estremenho”, referiu o autarca.
A candidatura remetida às ‘7 Maravilhas Naturais’ enfatiza justamente o facto destas formações calcárias serem consideradas as mais belas de Portugal, constituídas por calcários micríticos da Serra de Aire, a partir dos quais se podem observar estalagmites e estalactites únicas.

Um maciço com 75 mil hectares

Já na candidatura do maciço calcário estremenho, que envolve institucionalmente também a Câmara Municipal de Porto de Mós, o autarca batalhense explicou que pretende evidenciar “a mais importante zona calcária de Portugal, abrangendo as serras de Aire e Candeeiros e os planaltos de Santo António e de São Mamede”.
O maciço calcário estremenho, unidade geomorfológica que se estende por uma área de cerca de 75 mil hectares, entre Rio Maior e Leiria, dos quais 40 mil estão integrados no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, alberga o segundo maior aquífero do País, depois da Península de Setúbal.
Na explicação formulada na candidatura, é ainda apontado que o substrato calcário corresponde ao elemento fundamental da paisagem sendo possível observar diversos valores naturais, designadamente geomorfológicos, que resultam de processos de dissolução das rochas na água, em sequência de uma permeabilidade elevada, como grutas, algares, escarpas, campos de lapiás, vales secos, polje, dolinas, entre outros.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, neste território deveria haver uma “interacção mais forte entre o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a população”.
António Lucas afirmou que desta interacção haverá “vantagens para todos”, desde a “salvaguarda dos valores naturais”, mas também “o desenvolvimento de actividades económicas e a manutenção da vivência das pessoas”. O autarca disse acreditar que na eventualidade das candidaturas virem a integrar o grupo das ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’ o resultado é a “valorização deste património”.

Vencedores conhecidos em Setembro de 2010

A iniciativa para eleger em 2010 as ‘7 Maravilhas Naturais de Portugal’ arrancou em Novembro, numa organização da ‘New 7 Wonders Portugal’ no Ano Internacional da Biodiversidade, que pretende sensibilizar os portugueses para a necessidade de preservar e promover e o património natural do País.
A votação decorrer no site www.7maravilhas.sapo.pt e seleccionar as respectivas categorias (Grutas e Cavernas e Grandes Relevos).
O anúncio dos vencedores vai ter lugar na Lagoa das Sete Cidades, em S. Miguel, nos Açores, a 11 de Setembro de 2010.

Fonte: Diário de Leiria

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Morte de lontra origina queixa de ambientalistas

O Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA) apresentou uma queixa contra anónimos após terem sido conhecidos os resultados da causa da morte de uma lontra, encontrada num caixote do lixo em Beringel, distrito de Beja.

Os resultados indicam que a lontra morreu por “esmagamento de crânio e derramamento da massa cefálica”, disse ao PÚBLICO Dário Cardador, responsável do CRASSA, um dos três centros de recuperação de animais selvagnes geridos pela associação Quercus.

No início de Outubro, a lontra, baptizada Beringela por ter sido descoberta em Beringel, foi levada para o CRASSA, depois de este centro ter sido informado que este animal se encontrava preso numa reserva de caça, numa caixa para apanhar predadores. O CRASSA deslocou-se ao local e tratou das lesões da lontra, tendo depois procedido à sua libertação, não sem ntes lhe colocar às costas um dispositivo GPS, que recolhia informações de hora a hora.

Já no fim de Outubro, foi este mecanismo de vigilância que permitiu perceber que algo não estava bem. “Começaram a aparecer pontos de GPS dentro de uma casa numa vila”, explica Dário Cardador. A equipa do CRASSA deslocou-se ao sítio, em Beringel, sem imaginar o que tinha acontecido. “Julgávamos que ela tinha perdido a mochila com o equipamento GPS. E que alguém a tivesse levado para uma casa”.

No entanto, um outro sinal de GPS apontava para o contentor de lixo próximo da casa. Após terem revolvido os conteúdos que se encontram lá dentro, os membros do CRASSA encontraram a lontra morta. “A lontra não chegou a deslocar-se muito. Quando a libertámos foi também em Beringel, o mesmo sítio onde a encontrámos da primeira vez”, disse Dário Cardador.

Os procedimentos seguintes foram informar as Brigadas de GNR do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente e levar a lontra para a Universidade de Évora para serem apuradas as causas da morte. Por essa razão é que só hoje é apresentada formalmente a queixa contra anónimos, tendo sido fornecidos todos os dados acerca dos locais de onde foram emitidos os últimos sinais de GPS.

Fonte: Publico.pt

Parque Natural do Douro Internacional sem Vigilantes da Natureza desde Outubro

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) está desde Outubro sem vigilantes e com falta de meios, entre os quais viaturas, que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) reconhece como sendo escassos.

Em resposta à agência Lusa, a presidência do ICNB afirmou que os meios disponíveis nesta Área Protegida “são francamente escassos, quer por ter deixado recentemente de ter vigilantes da natureza, quer devido às dificuldades logísticas relacionadas com o parque automóvel, necessário para a deslocação dos técnicos no âmbito das suas funções”.

Desde Outubro que o PNDI funciona sem qualquer vigilante para a totalidade da sua área de extensão - 120 quilómetros. Esta situação “dificulta a operacionalidade do ICNB no local”, refere este instituto.

Até Outubro de 2009, o parque esteve a funcionar apenas com um vigilante em part-time, e na totalidade da época de incêndios sem viaturas de primeira intervenção por falta de verbas.

O PNDI foi criado em Maio de 1998, que desde logo previu para o seu quadro de pessoal sete técnicos superiores e oito vigilantes da natureza, objectivo nunca alcançado e que inclusive tem vindo a ser afastado, com a situação actual de apenas quatro técnicos superiores e inexistência de vigilantes.

Confrontado pela Lusa com a situação desde finais de Novembro, o ICNB, que tem adiado a resposta, solicitou entretanto à tutela, “a abertura de um processo de recrutamento externo para reforço do corpo de vigilantes da natureza”, tendo obtido “resposta positiva, estando o processo em curso”.

Relativamente à aquisição de novas viaturas, acrescenta ainda, esperar “um reforço da actual frota em 2010, suportado pelo orçamento do ICNB e também através da cedência de viaturas no âmbito de projectos com financiamento europeu para a vigilância de incêndios”.

O território do Parque Natural do Douro Internacional abrange os municípios fronteiriços de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro, no canhão dos rios Douro e Águeda que delimitam a fronteira com o “Parque Natural Arribes del Duero” criado em 2002 em território espanhol.

Os dois Parques formam no seu conjunto um dos maiores espaços protegidos da Europa, com uma superfície de 192.605 hectares.

Fonte: LUSA

domingo, 20 de dezembro de 2009

Comunicado de Imprensa da APGVN na sequencia do Debate Nacional

Na sequencia do DEBATE NACIONAL DE 12 DE DEZEMBRO EM CASTELO BRANCO: “VIGILÂNCIA DA NATUREZA: QUE MISSÃO? QUE CARREIRA(S)? QUE FUTURO?”, os Vigilantes da Natureza do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR), afectos às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s), Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH’s) e Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), bem como das regiões autónomas da Madeira e dos Açores manifestam a sua indignação pelo desprezo e abandono a que a sua carreira tem sido votada, pelos sucessivos governos desde 1999.


Ver comunicado de imprensa (pdf)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Brasil: Situação da onça-pintada (Panthera onca) é crítica em quase todo o país

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), organizou workshop para conservação da onça-pintada, em Atibaia, São Paulo. A reunião aconteceu de 10 a 13 de novembro e ainda contou com o apoio da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), por meio de grupos de especialistas de felinos (Cat SG) e de conservação e reprodução (CBSG-Brasil).

Durante o workshop, foram definidas metas e ações para o Plano de Ação Nacional da Onça-Pintada e um mapa das áreas prioritárias para sua conservação, que deverá ser editado até meados de 2010. Mais de 200 ações foram propostas, sendo priorizadas 10 para cada bioma do território nacional, resultando num quadro total de 50 ações prioritárias para a conservação da onça-pintada.

Os debates seguiram seis linhas temáticas que enfatizaram as políticas públicas, a caça, os conflitos, a educação e comunicação, a pesquisa e a perda e fragmentação de habitats. Junto a isso, foram gerados modelos estatísticos populacionais e de disponibilidade de habitats.

Segundo o chefe substituto do Cenap, Rogério Cunha de Paula, essas análises poderão direcionar esforços emergenciais às áreas onde a onça tem maior possibilidade de desaparecimento em curto e médio prazo. Para o biólogo, a região Nordeste, que tem hoje menos de 250 indivíduos, corre o risco de não possuir mais a onça-pintada em um prazo de 60 anos, por causa da perseguição por ataques à criação e pela transformação de habitats naturais.

“Uma solução para proteger a onça-pintada é trabalhar na criação de novas unidades de conservação e corredores de conexão entre as já existentes, que permitam a comunicação entre as populações isoladas”, salienta Rogério.

Ameaça
Foi definido também o grau de ameaça da espécie para cada bioma, utilizando-se os critérios da IUCN. Apesar de a onça-pintada ser observada mais abundantemente no Pantanal e Amazônia, resultando em um status de “quase ameaçada”, a situação nos outros biomas brasileiros é crítica. Definiu-se como “vulnerável” no cerrado, “ameaçada” na Mata Atlântica e “criticamente ameaçada” na Caatinga.

A onça-pintada é o maior felino das Américas e vem sofrendo nas últimas décadas redução drástica de suas populações. Há o desaparecimento de várias áreas onde antes o animal habitava. A onça figura entre as listas de espécies ameaçadas estaduais, nacionais e mundiais. No Brasil é listada como “vulnerável” e segue em extremo declínio na maior parte do território nacional.

Fonte: ORB