terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Encuentro Nacional de Gestión Participativa de Áreas Naturales Protegidas

El 24 y 25 de marzo, en Lima, se realizará el “Encuentro Nacional de Gestión Participativa de Áreas Naturales Protegidas”. El Encuentro tiene como meta constituirse como un espacio de presentación, intercambio y socialización de experiencias innovadoras en la gestión participativa de las áreas naturales protegidas del país.
Son tres los temas centrales los que se analizarán en la cita: 1) la contribución de las Áreas Naturales Protegidas al Desarrollo local y regional, 2) la gobernabilidad de las Áreas Naturales Protegidas y 3) la sostenibilidad financiera de las Áreas Naturales Protegidas.
Debido a que la naturaleza del evento será participativa, los organizadores (el Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas –SERNANP, y el Fondo Nacional para Áreas Naturales Protegidas por el Estado – PROFONANPE) ha señalado que está abierta la invitación a presentar experiencias relacionada con algunos de los temas señalados, que puedan ser compartidas a lo largo del Encuentro.
Para presentar su experiencia, se debe completar el formato de Ficha de Registro indicado (ver: http://www.profonanpe.org.pe/gpan/documentos/NotaconvocatoriaEncuentroNacionalGPAN040309.php#FichaRegistro) y enviarlo, según se señala en dicho formato. Luego de la evaluación de las diferentes presentaciones, se seleccionarán la que formen parte del Programa del Encuentro Nacional. La fecha límite para inscribir las presentaciones es el miércoles 20 de enero del 2010.

Establecen Reserva Nacional en la costa peruana

El Consejo de Ministros del Perú aprobó la designación de la última área natural protegida establecida en el 2009. Se trata de la Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras en la costa peruana, con la cual el Sistema Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado, SINANPE, incrementa de 18,046,256 hectáreas a 19,381,191 hectáreas su extensión de áreas naturales protegidas en beneficio de la biodiversidad, los bosques y las comunidades nativas del Perú.

Esta nueva área natural protegida consta de 22 islas e islotes, así como de 11 puntas guaneras que conforman el sistema con 140,833 hectáreas, en las que gracias a esta denominación, se protegerá a la población de aves y mamíferos marinos que utilizan a las islas guaneras como parte de sus rutas de migración.

Lima, 30 de diciembre de 2009
Oficina de Comunicaciones del MINAM

Fuente: http://www.minam.gob.pe/index.php?option=com_content&view=article&id=571:ministerio-del-ambiente-y-sernanp-cierran-el-ano-con-mas-de-19-millones-de-hectareas-de-areas-naturales-protegidas-por-el-estado&catid=1:noticias&Itemid=21


Más información:

Estado incorpora como áreas protegidas 22 islas y 11 puntas guaneras

El Ejecutivo firmó la resolución de creación de la Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras. De esta manera, el Sistema Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SINANPE, integra como una sola gran Reserva Nacional, 22 Islas e islotes y 11 puntas guaneras, que cubre 140,833 hectáreas. Estas se distribuyen desde la isla Lobos de Tierra (Piura) hasta la punta Coles, en Moquegua.

"El objetivo de su creación es conservar una muestra representativa de la diversidad biológica de los ecosistemas marino costeros del mar frío de la corriente de Humboldt, que asegure la continuidad del ciclo biológico de las especies que en ella habitan, así como el manejo sostenible de los recursos naturales a través de actividades compatibles tales como el turismo, la recreación, entre otros", destacó el Jefe del Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SERNANP, Luis Alfaro.

Las 22 islas e islotes y 11 puntas del litoral peruano, que conforman el Sistema de Islas y Puntas han sido protegidas por el Estado Peruano en forma continua desde hace 100 años en que se creó la Compañía Administradora del Guano.

Debido a esta protección, con el fin de aprovechar el recurso guano de la isla, en la actualidad estas islas y puntas albergan las principales poblaciones de aves y mamíferos marinos y algunos de los principales sitios de reproducción y cría para peces e invertebrados de la costa peruana. Su incorporación al SINANPE conforma la primera red de áreas marinas protegidas en Sudamérica, y le otorga al Perú un rol de liderazgo en la conservación de los recursos marinos costeros.

A crise da biodiversidade ameaça a humanidade a curto prazo

O desaparecimento acelerado da vida animal e vegetal será uma ameaça para a humanidade nas próximas décadas, alerta o astrofísico Hubert Reeves, numa altura em que a ONU proclamou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade.

“A ameaça coloca-se à escala de algumas décadas, no máximo”, salienta numa entrevista à agência AFP o astrónomo de 77 anos, grande defensor do Ambiente.

“Actualmente já vemos a degradação das terras a grande velocidade, por causa dos pesticidas e tratamentos excessivos para eliminar insectos”, acrescenta.

Mas não só. Cada vez mais “estamos a esvaziar os oceanos”.

Se não fizermos nada, dentro de “dez, 20 ou 30 anos no máximo poderemos a perguntar o que vamos comer hoje”, adverte.

Segundo a União Internacional para a Conservação (UICN), organismo de referência em matéria de biodiversidade, metade das espécies de mamíferos está em declínio e um quarto está ameaçada de extinção.

“Tenho filhos e netos e muitas vezes temo por eles: em que mundo vão eles viver?”, questiona Reeves.

Este astrofísico diz-se “muito preocupado” com o futuro: “Ninguém pode dizer como será este planeta dentro de 30 anos. Tudo depende das decisões que forem tomadas agora”.

Contudo, até ao momento, as palavras parecem suprimir os actos. Durante a cimeira da Terra em Joanesburgo, em 2002, os líderes mundiais comprometeram-se a “abrandar significativamente” até 2010 a perda de biodiversidade.

“Os últimos resultados não só mostram que não conseguimos parar nada como também a situação se continua a agravar cada vez mais rapidamente”, constata.

“Estamos todos no mesmo barco, ameaçado de naufragar. É preciso reagir de forma global à escala da humanidade”, apela.

Reeves evoca o início da “tomada de consciência planetária” da crise e espera que um “IPCC [Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas] da biodiversidade” seja criado este ano.

Mas o que pode o simples cidadão fazer? Pode “reduzir o consumo de carne”, cuja produção é muito mais gastadora de recursos do que a produção de vegetais, sugere.

Fonte: Publico.pt    Foto: Jan Sevcik

Baleias: Nova Zelândia e Austrália desafiam Japão com métodos científicos não letais

A Nova Zelândia e a Austrália vão juntar-se para estudar três espécies de baleias nas águas da Antárctida através de métodos não letais, numa tentativa de desafiar o programa japonês de caça aos cetáceos.

No início de Fevereiro, 18 cientistas vão partir de Wellington, capital da Nova Zelândia, a bordo do navio neo-zelandês “Tangaroa” em direcção à Antárctida para estudar, durante seis semanas, as populações de baleias-anãs, baleias-de-bossa e baleias-azuis e como estas estão a enfrentar os efeitos das alterações climáticas, informa a BBC online.

Os cientistas esperam provar que o Japão não precisa de matar baleias para as estudar. Para isso vão utilizar uma série de técnicas não letais como espingardas de ar comprimido com setas para recolher amostras de gordura e pele ou transmissores que permitem seguir os animais por satélite. Além disso serão recolhidos excrementos e tiradas muitas fotografias. Instrumentos acústicos irão registar os sons emitidos pelas baleias.

“Toda a informação relevante para a conservação e gestão das baleias pode ser recolhida com métodos não letais novos e muito eficazes”, comentou Nick Gales, da Australian Antarctic Division e responsável pela expedição.

“Esta expedição e todo o programa de investigação vai demonstrar ao mundo que não precisamos de matar baleias para as estudar e compreender”, comentou em Junho Peter Garrett, ministro australiano do Ambiente, aquando do lançamento da campanha.

O Japão faz parte da Comissão Baleeira Internacional, organismo que instaurou no final da década de 80 uma moratória à caça comercial à baleia. Mas Tóquio continua a matar baleias alegando fins científicos, uma excepção prevista pela Comissão.

Contudo, vários países acusam o Japão de estar apenas a encobrir a venda e consumo de carne de baleia.

A frota japonesa partiu a 19 de Novembro para mais uma época de caça à baleia nas águas da Antárctida. A meta para 2009/2010 é caçar 850 baleias-anãs e 50 baleias-comuns.

Fonte: Publico.pt

Concurso Interno para Vigilante da Natureza Principal

Caros Colegas,

Votos de Bom Ano para todos!

Saiu hoje no Diário da República um aviso de Abertura de concurso interno de acesso geral para a carreira de Vigilante da Natureza, categoria Vigilante da Natureza Principal, na CCDR Algarve.
Aqui fica o ficheiro para os que possam e queiram candidatar-se.

http://dre.pt/pdf2sdip/2010/01/002000000/0012600128.pdf

Cumprimentos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Suécia autoriza caça ao lobo pela primeira vez nos últimos 45 anos

De 2 de Janeiro a 15 de Fevereiro, a Suécia pode abater 27 lobos, uma autorização inédita nos últimos 45 anos e já criticada por movimentos ecologistas. Até ao momento já foram caçados 23 animais.

Segundo a imprensa sueca, no sábado – primeiro dia desta caça destinada a limitar o número de lobos e autorizada pelo Parlamento - foram abatidos logo 20 animais e outros três morreram ontem.

A administração sueca da protecção do ambiente (Naturvaardsverket) emitiu licenças para a caça de um total de 27 lobos nas cinco regiões da Suécia onde a espécie se reproduz. Esta quota representa dez por cento da população de lobos do país.

Em Outubro, o Parlamento sueco decidiu limitar o número de lobos a um máximo de 210 indivíduos e 20 alcateias nos próximos cinco anos, instaurando para isso uma licença de caça nas regiões onde os animais se reproduziram ao longo dos últimos três anos.

A presença do lobo é controversa neste país nórdico, onde os animais domésticos e o gado sofrem cada vez mais ataques.

Várias organizações de defesa do Ambiente consideram que esta autorização de caça viola directivas europeias.

A Sociedade sueca de conservação da natureza lançou ontem um apelo à opinião mundial para que “o Governo ponha fim a esta matança”. “É um dia triste para todos aqueles que defendem a natureza”, comentou o seu presidente Mikael Karlsson.

Depois de quase ter desaparecido nos anos 70 do século passado, o lobo foi reintroduzido na Suécia e a sua população tem vindo a aumentar. Em 2005 estima-se existirem 150 indivíduos.

Fonte: Agence France-Presse

Quercus acusa Ikea de querer construir em solos da Reserva Agrícola Nacional

A associação ambientalista Quercus acusou hoje o gigante imobiliário sueco Ikea de querer construir uma nova loja no Algarve em solos classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pede à CCDR/Algarve para “defender o ordenamento do território”.

“A Quercus teve conhecimento que a Ikea Portugal pretende construir uma nova loja no Algarve, tendo a empresa imobiliária (IMO 224 - Investimentos Imobiliários SA.) promovido a compra de cerca de 40 hectares de terrenos, em solos da RAN, no sítio de Alfarrobeira, próximo da Via do Infante”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela associação.

A Quercus considera o “investimento do Grupo Ikea importante para a região” mas apela à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve para que “defenda o ordenamento do território”.

“Apesar do Ikea Portugal ter já entregue um pedido de viabilidade na CCDR do Algarve para terrenos condicionados no concelho de Loulé, a Quercus espera que as entidades públicas competentes não permitam a desafectação dos solos da RAN, nem promovam a alteração do Plano Director Municipal de Loulé para favorecer um interesse privado, sem que tenham sido estudadas alternativas de localização”.

A Quercus sugere ao Grupo para não insistir na construção de infra-estruturas em áreas condicionadas, “quando existem alternativas que deviam ser ponderadas na selecção de locais para investimento”.

A 10 de Dezembro do ano passado, a cadeia sueca anunciou que pretendia abrir uma loja e um centro comercial Inter Ikea em Loulé, um investimento no valor superior a 200 milhões de euros que permitirá criar 3000 postos de trabalho directo.

Fonte: LUSA

Governo investirá 500 milhões de euros na defesa da costa até 2013

A defesa da zona costeira é a prioridade mais imediata na lista dos afazeres de Dulce Pássaro, ministra do Ambiente desde finais de Outubro de 2009. Até 2013 deverão ser investidos 500 milhões de euros, revelou hoje ao “Jornal de Notícias”.

“Quero, no imediato, dedicar mais tempo ao litoral”, declarou a ministra. A tarefa será conseguida através de fundos europeus e nacionais e dos 500 milhões de euros previstos para a execução de um plano de acção que se estende até 2013.

Esta verba “permitirá combater a erosão, defender a orla costeira, requalificá-la e valorizá-la”, explicou.

Tanto mais que, para Dulce Pássaro, “o Ambiente é tudo menos um ministério pobrezinho”. Aliás, a ministra, que veio substituir Francisco Nunes Correia no cargo, está mais preocupada com a “escassez de recursos humanos” do que com os orçamentos.

Dulce Pássaro reconhece que nem tudo tem corrido bem na pasta do Ambiente. “Não estamos especialmente felizes com a questão das suiniculturas” na região de Leiria. De facto, em 2008, as entidades fiscalizadoras abriram 37 processos de contra-ordenação contra as suiniculturas da região do Lis, segundo números do Ministério da Rua do Século. A ministra pede soluções para “responsabilizar quem tem práticas inadequadas”.

Na secção dos assuntos que se arrastam há anos, a co-incineração é “um tema que já está esgotado”. A ministra lembra que o país tem “estruturas adequadas” para tratar aqueles resíduos industriais perigosos que não têm outro destino. Além disso, considera que “não devemos estar a sobrecarregar os nossos industriais ou produtores de resíduos com custos acrescidos pela circunstância de os exportarem”.

Dulce Pássaro mantém-se confiante na alínea dos transvases do rio Tejo em território espanhol. Depois de um encontro com a ministra do Ambiente espanhola, Elena Espinosa, em Dezembro, Dulce Pássaro adianta que “não está previsto nenhum transvase”. De qualquer modo, acrescenta, “nenhum transvase se pode fazer unilateralmente no quadro do direito internacional e comunitário”.

Em meados de Outubro, o diário espanhol “El País” noticiou que o executivo da Extremadura tinha encomendado um estudo, com o acordo do Ministério do Ambiente espanhol, sobre a viabilidade de um transvase a partir do Médio Tejo para os rios Segura e Guadiana. O ministério português disse, então, estar “atento à situação”.

Ainda relativamente a assuntos pendentes com Espanha, a ministra informou que o caso da refinaria Balboa “está parado”. As autoridades portuguesas enviaram para Madrid os seus pareceres. “Aguardamos a evolução”.

Fonte: Publico.pt

Vale Glaciar do Zêzere candidato a «Maravilha Natural de Portugal»

A Câmara Municipal de Manteigas apresentou a candidatura do Vale Glaciar do Zêzere, na Serra da Estrela, à eleição das «7 Maravilhas Naturais de Portugal». Classificado como Rede Natura 2000, o Vale Glaciar nasce na Nave de Santo António e estende-se ao longo de 13 km até Manteigas, o que faz dele um dos mais extensos da Europa.

Em forma de U, possui «belezas geológicas inigualáveis, como as austeras rochas graníticas dos Cântaros Magro, Gordo e Raso (situados a 1928 m de altitude), e reservas biogenéticas de elevado valor natural e paisagístico», adianta a autarquia em comunicado. É também um local de pastorícia, cujas marcas são as levadas e as cortes, locais de abrigo para pastores e rebanhos construídos em granito nas encostas.

A zona, integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, falhou a candidatura a Património Natural da UNESCO, mas a autarquia acredita que tem potencial para esta classificação. A lista dos candidatos inclui cerca de 800 sítios por todo o país e ilhas, sendo que os 21 finalistas (três por cada categoria) terão de ser escolhidos até 7 de Março de 2010 e postos a votação pública até 7 de Setembro. A iniciativa destina-se a eleger os sete monumentos naturais com «um ou mais aspectos de raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais».

Fonte: Ambiente online

domingo, 3 de janeiro de 2010

O ano de 2010 vai ser o da luta pela conservação dos tigres

O ano de 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e é também o ano chinês do tigre. A coincidência é feliz, já que este grande felino está no topo da lista dos dez animais que maiores riscos de extinção correm, segundo uma lista elaborada pelo Fundo para a Conservação da Natureza (WWF, na sigla em inglês), e vai servir de mote para as campanhas para a sua conservação durante todo o ano.

“O tigre vai ter uma importância icónica especial este ano”, disse ao jornal britânico "The Guardian" Diane Walkington, responsável pelo programa das espécies na WWF do Reino Unido. Outros animais nesta lista são os não menos icónicos ursos polares e pandas, mas este ano cedem a posição de ribalta ao tigre.

Das nove subespécies de "Panthera tigris" existentes no mundo, três (de Bali, do Cáspio e de Java) extinguiram-se no último século, e não se avistou nenhum animal de uma quarta subespécie, a dos tigres do Sul da China, nos últimos 25 anos.

Aliás, o último século não foi nada meigo para estes grandes carnívoros: a população de tigres foi reduzida em 95 por cento.

Isto foi resultado, por um lado, da caça normal e do avanço das populações humanas para áreas que antes eram florestas onde os tigres reinavam, mas também da caça furtiva, para obter apenas algumas partes do animal, usadas na medicina tradicional asiática.

Hoje, acredita-se que restem apenas cerca de 3200 tigres em todo o planeta (os de Benguela, Amur, da Indochina, de Sumatra e da Malásia). E, em alguns casos, as alterações climáticas estão a contribuir bastante para pôr em causa a sobrevivência destes grandes gatos, tal como a de outros animais dos ecossistemas sensíveis onde eles habitam. É o caso dos tigres nas zonas húmidas de Sunderbans, no Bangladesh e na Índia.

“Para salvar o tigre, temos de salvar também o seu habitat — onde vivem muitas outras espécies ameaçadas. Por isso, se conseguirmos salvar o tigre, vamos também conseguir salvar muitas outras espécies ao mesmo tempo”, disse Wakington ao "Guardian".

Daí a eleição de 2010 como o ano do tigre. O objectivo é mais do que duplicar a população destes grandes felinos até ao próximo ano chinês do tigre, em 2022.

Fonte: PÚBLICO

On Line: Espécies ameaçadas vão ter dia na Internet

As espécies em perigo de extinção, desde o urso polar à salamandra gigante, passando pelo grande tubarão branco até ao crocodilo de Cuba ou às belugas, vão ter, ao longo deste ano, o seu próprio dia na Internet. A iniciativa é da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa), que pretende traçar um retrato pormenorizado dos 365 animais e plantas em maior risco de desaparecerem. "Os governos têm de tomar medidas sérias para salvar estas espécies ameaçadas. O tempo está a esgotar-se para muitas delas. Há provas científicas que estamos à beira de uma extinção em massa. Este ano, estamos determinados a colocar o assunto, diariamente, na agenda dos políticos", diz Jane Smart, especialistas em biodiversidade da IUCN. Os peritos acreditam que existem 6 a 12 milhões de espécies que são ainda desconhecidas da Ciência.

Alytes cisternasii: Um sapo que leva a família às costas

O sapo-parteiro ibérico não está ameaçado em Portugal, mas em Espanha as populações do sapo-parteiro comum estão já a ser dizimadas pelo fungo 'chytridiomycosis', alerta a bióloga Ana Margarida Carvalho, que diz não conhecer programas específicos de conservação.

Endémico da Península Ibérica, este curioso sapo tem uma particularidade que o distingue da maioria dos outros anfíbios: é o macho que cuida dos ovos durante todo o período de incubação. Depois do acasalamento e das posturas, normalmente de 40 ovos unidos por um cordão, o macho enrola-o em torno das pernas e na parte inferior das costas, transportando-os até aos charcos ou ribeiras onde eclodem.

Estes cuidados parentais chegam a ser redobrados e em certos casos triplicados, uma vez que o mesmo macho pode carregar posturas de duas ou três fêmeas. O que totaliza praticamente 120 ovos. Um esforço titânico, se considerarmos que tem menos de 5 centímetros de comprimento.

A sua presença em Portugal remonta ao período glaciar do Pleistoceno, "há muitos milhares de anos, quando a espécie se refugiou na Península Ibérica", refere Ana Margarida Carvalho, bióloga e Mestre em Biologia da Conservação. No nosso país, distribui-se essencialmente a sul do Tejo; para Norte atinge o extremo este do Parque Natural do Montesinho. "As regiões com maior densidade populacional são o Alentejo e Algarve."

Apesar da grande ameaça global aos anfíbios, esta é uma espécie que parece contrariar a tendência. No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal é considerada como 'Não preocupante', "porque existem indivíduos em abundância', explica Ana Margarida Carvalho. As suas ameaças, acrescenta a bióloga "são as mesmas que afectam os outros anfíbios" - destruição e fragmentação de habitats, principalmente devido à construção de estradas e barragens. "A construção da barragem do Alqueva, por exemplo, representou uma destruição significativa das zonas onde a espécie habitava".

Por outro lado, também as monoculturas florestais exóticas, a poluição e contaminação de rios e ribeiras representam riscos acrescidos para a sobrevivência da espécie, "em especial do Alentejo, onde ainda existem áreas de cultivo extensas. O uso de pesticidas e agro-químicos, acabam por poluir também algumas zonas húmidas, as áreas fundamentais para o sapo-parteiro ibérico desenvolver a sua fase larvar".

A introdução nos nossos rios de espécies exóticas, como o achigã, o perca-sol ou o lagostim-vermelho, "são outro factor de risco". Já em fase adulta, o sapo-parteiro ibérico tem como inimigos naturais, cobras de água e as aves de rapina nocturnas, como mochos e corujas, "mas que acabam por fazer parte da cadeia trófica", diz a bióloga. "Mas uma das potenciais ameaças para o futuro poderá ser o fungo chytridiomycosis, que já afectou populações de sapo-parteiro comum em Espanha", salienta Ana Margarida Carvalho.

Apesar de todos os estudos que têm vindo a ser feitos sobre a espécie, (por ser um endemismo ibérico), "não se conhecem programas específicos de conservação".

Conhecido pelos seus hábitos crepusculares, o sapo-parteiro ibérico sai dos abrigos ao anoitecer, alimenta-se e volta aos refúgios quando o sol nasce. Durante os meses mais quentes não sai dos abrigos, "tem hábitos escavadores e enterra-se com frequência, pois não suporta as temperaturas extremas. Só reaparece com as primeiras chuvas de Outono e apenas tem actividade quando existe 90% a 100% de humidade e a temperatura é de 10 a 15 graus".

O seu canto só pode, por isso, ser ouvido nos meses entre o Outono e a Primavera, altura em que também se reproduz. As fêmeas preferem os machos que emitam as sonorizações mais graves, sinónimo de espécime maior. E quando ameaçado, o sapo-parteiro ibérico emite uma vocalização semelhante à do mocho-de-orelhas para assustar os perseguidores.

Fonte: Diário de Notícias Foto: Rafael Marquez

Há mil novas espécies de insectos no Brasil por descrever

Há pelo menos mil novas espécies de insectos da fauna brasileira em florestas tropicais no país nunca antes vistos pelo Homem, dizem os cientistas. Porém o avanço da monocultura ameaça a sobrevivência desses animais ainda desconhecidos.

Em cinco anos de investigação, um volume de 300 mil exemplares de insectos, entre moscas, mosquitos e besouros, foi recolhido por investigadores da Universidade de São Paulo (USP) em florestas tropicais do interior e do litoral do Brasil.

Dos milhares de insectos reunidos, os cientistas ficaram surpreendidos que uma em cada duas espécies de mosquitos e moscas da floresta Atlântica é nova. "Os números da biodiversidade da América do Sul e Central são muito grandes, comparáveis aos dos países do Sudeste Asiático que são áreas hiperdiversas", afirmou o biólogo Dalton de Souza Amorim.

E a quantidade de espécies a serem descritas pelos cientistas é enorme. "As que já foram descritas representam apenas uma parte do todo. Há uma grande parte que nem foi colectada ainda", explica.

O biólogo defende a necessidade de criar áreas de reservas de florestas do interior do Brasil, uma vez que esta diversidade, cuja importância ecológica se desconhece, está "extremamente ameaçada".

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 2 de janeiro de 2010

Queixa na UE por “incumprimento sistemático” da Lei Comunitária da Água

O porta-voz do movimento proTejo disse à agência Lusa que vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia pelo “incumprimento sistemático e abusivo” da Lei Comunitária da Água, por parte do Estado espanhol.

Paulo Constantino, porta-voz português da associação, que conta com a adesão de meio milhar de cidadãos e de 21 organizações portuguesas e espanholas, afirmou que a proposta espanhola de reposição das águas do rio Tejo é “uma afronta ao ambiente e à política europeia da água” e que recusa “liminarmente” a política de transvases espanhola, considerando que “podem e devem ser implementadas alternativas aos transvases””.

Segundo o representante, as “tensões recentes” entre Portugal e Espanha motivaram uma “falsa esperança” na determinação do Estado português em exigir que a política de transvases espanhola permitisse a ambos os Estados membros alcançar o bom estado das águas em 2015, cumprindo a Directiva Quadro da Água.

“Tal não se verificou”, disse Paulo Constantino, que acrescentou “não haver apresentação de qualquer garantia de que não se repetirão os prejuízos ambientais causados pelo incumprimento dos caudais mínimos ecológicos estabelecidos da Convenção Luso-Espanhola” (Convénio de Albufeira).

O porta-voz do proTejo afirmou que as populações ribeirinhas da bacia do Tejo “não podem ficar impávidas e serenas enquanto o Governo espanhol reparte a água do Tejo pelas regiões autónomas, preparando à porta fechada novos transvases”, como denunciam os movimentos espanhóis em defesa do Tejo.

“O movimento tem o dever de exigir e defender o direito à água em quantidade e qualidade na bacia do Tejo, que garanta a preservação dos ecossistemas ribeirinhos, a sobrevivência das actividades económicas ligadas ao rio, e a vivência das populações ribeirinhas em comunhão com os seus rios, recuperando os laços culturais que as ligavam”, afirmou.

Para o movimento, Portugal “não pode aceitar que o Governo espanhol decida unilateralmente e à margem da Directiva Quadro da Água os transvases e os caudais ambientais da bacia hidrográfica do Tejo”, eventualmente sem considerar os impactos a jusante, quer ao nível ambiental quer ao dos diversos usos da água.

Por isso, o proTejo continuará a defender a intervenção da Comissão Europeia no sentido de avaliar o impacto da política de transvases de Espanha sobre o bom estado das águas da bacia hidrográfica do Tejo e, consequentemente, sobre a capacidade de Espanha e Portugal cumprirem a Directiva Quadro da Água em 2015, à semelhança da avaliação que já efectuou sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

“Sem prejuízo de uma queixa, na forma de carta reivindicativa ibérica, que iremos propor para ratificação em Janeiro aos membros do movimento, para apresentar à Comissão Europeia e, talvez mais tarde, ao Provedor Europeu da Justiça, pelo facto da Comissão Europeia não fiscalizar devidamente a Directiva Quadro da Água”, explicou Paulo Constantino.

Fonte: LUSA

Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo - intervenções para aumento de divulgação

No ano em que se assinalará o 29º aniversário da atribuição da classificação como Reserva da Biosfera, o Paul do Boquilobo, no distrito de Santarém, vai ter um conjunto de intervenções para aumentar a divulgação junto da comunidade.
João Carlos Farinha, director-adjunto do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), disse à Lusa que a gestão desta reserva natural está a trabalhar com os municípios onde se situa o Paul do Boquilobo - Golegã e Torres Novas - para que sejam desenvolvidos projectos ligados à recuperação do espaço envolvente e à criação de percursos de visita.
Um dos projectos, que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal da Golegã, visa criar eco-pistas, isto é, percursos pedestres para permitir a realização de visitas desde o Equuspolis até esta área.
Outro dos projectos é a recuperação do edifício-sede, uma obra que já contou com o interesse de apoio do município de Torres Novas. Neste caso, o objectivo é dotar este edifício de condições para que os visitantes possam usufruir de exposições, de materiais didácticos e de equipamentos que lhes permitam conhecer melhor a biodiversidade desta reserva natural.
Para já, não estão definidos ainda os parâmetros concretos destes projectos, explica João Carlos Farinha, frisando que, no entanto, existe uma abertura dos parceiros do conselho estratégico ”para que estas propostas possam avançar".
O conselho estratégico junta o ICNB, os municípios, os agricultores e associações de regantes, institutos governamentais, organizações não-governamentais, entre outros parceiros.
Uma das ideias que tem estado em cima da mesa é a possibilidade de instalação de câmaras de vídeo na zona da reserva integral para que os visitantes possem observar o que ali existe sem necessidade de entrar no espaço, que permanece “intocável, muito pelo facto de ser propriedade pública" (cerca de 90% dos mais de 800 hectares), sob a gestão do ICNB, salientou à Lusa João Carlos Farinha.
A Reserva Natural do Paul do Boquilobo foi criada em 1980, tendo sido reclassifica como área protegida em 1997 e como Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens em 1999. Em 1981, a UNESCO atribuiu-lhe o estatuto de Reserva da Bioesfera. Esta classificação significa o reconhecimento de uma área em que se consegue conciliar a preservação da biodiversidade com a actividade humana envolvente, neste caso, com a agricultura intensiva que se realiza nos campos em redor da reserva natural.
Este trabalho de conciliação no Paul do Boquilobo tem passado pela sensibilização dos agricultores para o uso mais sustentável dos solos, nomeadamente ao nível da questão dos pesticidas, da criação de muitos furos de água, da limpeza de canais e da sua correcta gestão, assim como da procura de manter os níveis de água na zona de reserva integral.
A poluição do Almonda tem sido um problema, mas João Carlos Farinha diz que os contactos realizados com as autarquias, sobretudo com a de Torres Novas, têm sido úteis para conseguir minimizar o problema.
O Paul do Boquilobo é uma área com cerca de 800 hectares, dos quais 196 são reserva integral onde se pode encontrar uma importante colónia de garças e de outras espécies de aves, sendo o único local em que se reproduz o zarro-comum. Alberga também várias espécies de peixes e mais de uma vintena de espécies de anfíbios e repteis, bem como alguns pequenos mamíferos como a lontra, o toirão ou o rato-de-cabrera.

Fonte: LUSA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Descoberta a origem do cancro que ameaça de extinção diabos-da-Tasmânia

Uma equipa internacional de cientistas diz ter descoberto a origem do cancro que ameaça extinguir os diabos da Tasmânia, animal popularizado pela personagem “Taz” dos Looney Tunes, dentro de 25 a 35 anos, segundo um estudo publicado na revista “Science”.

Os cientistas descobriram que o cancro que, desde 1990, está a dizimar a população desta espécie de mamífero marsupial (Sarcophilus harrisii) tem origem num tipo específico de células. A doença caracteriza-se por tumores no focinho que se podem espalhar para os órgãos internos. É transmitida de animal para animal através das dentadas ou outro contacto físico.

Agora, os cientistas da Universidade Nacional da Austrália, coordenados por Elizabeth Murchison, determinaram que a doença tem origem nas células de Schwann, um tipo de tecido que protege as fibras nervosas.

No âmbito da investigação, através da análise de células retiradas dos tumores, a equipa identificou um marcador genético que poderá vir a ser utilizado para diagnosticar a doença.

Os cientistas acreditam que a sua descoberta pode ajudar a desenvolver os tratamentos adequados. “As nossas conclusões significam um grande avanço na corrida para salvar os animais da extinção”, comentou Elizabeth Murchison, que trabalha com o laboratório norte-americano Cold Spring Harbor.

“Agora que olhámos bem para o perfil genético dos tumores podemos começar a procurar os genes e os processos envolvidos na formação dos tumores”, adiantou Greg Hannon, que também participou no estudo.

Em Maio, o Governo australiano aumentou o grau de protecção à espécie e listou-a como ameaçada devido a esta doença.

Fonte: Publico.pt

Ministra do Ambiente quer envolver todos os cidadãos na preservação das espécies

A ministra do Ambiente pretende aproveitar 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, para sensibilizar o cidadão comum sobre a importância da preservação das espécies na qualidade de vida de cada um.

'Não queremos que continue a ser uma preocupação de elites técnicas, queremos que desça ao cidadão porque temo-nos dado conta que mesmo técnicos de outras áreas olham para a biodiversidade com desconhecimento', disse Dulce Pássaro à agência Lusa.

A ministra planeia, por isso, desenvolver várias acções de sensibilização e divulgação ao longo do ano para 'levar a temática da biodiversidade ao cidadão'.

Portugal vai também acompanhar os trabalhos de duas grandes conferências mundiais sobre o tema, a realizar no Dubai (em Março) e no Japão (no Outono), acrescentou.

Por cá, serão postas em marcha várias iniciativas de alerta para a importância da biodiversidade na qualidade de vida dos cidadãos. 'Sentimos que é uma área relativamente à qual o cidadão não conhece a importância que tem', referiu a ministra.

As áreas protegidas vão ter, cada uma, um guia de biodiversidade, tema que levará à realização de vários workshops, além de um ciclo de conferências que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade realizará em parceria com uma instituição bancária sobre 'Biodiversidade: Economia/Sociedade'.

Em preparação está também um pequeno jornal, mas de grande divulgação, que será distribuído nas áreas de abastecimento de combustível, bem como acções coordenadas com as universidades, adiantou.

O programa ainda não está fechado, mas todas as iniciativas, que incluem várias edições e reedições, visam sublinhar a importância da biodiversidade junto dos vários agentes e actividades humanas, f risou a ministra.

'A perda de biodiversidade a médio e longo prazos vem traduzir-se na perda de qualidade de vida e por vezes temos iniciativas que vêm a traduzir-se na extinção de uma espécie com pouca expressão física', frisou.

Como exemplo, referiu a sobrevivência das orquídeas: 'São polinizadas graças a um pequeno insecto. Se se compromete o habitat desse insecto uma coisa tão bonita como as orquídeas naturais (selvagens) pode pura e simplesmente extinguir-se'.

Isto para dizer que há vários elementos da cadeia de manutenção de várias espécies que 'não podem ser postos em causa'.

'É muito importante contribuirmos todos para a preservação da biodiversidade do planeta', apelou Dulce Pássaro.

Portugal tem quatro sítios classificados pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), três nos Açores - Corvo, Flores e Graciosa - e Paul de Boquilobo, no Ribatejo.

As Berlengas ainda não conseguiram a classificação e a ministra pretende fazer primeiro um ponto de situação sobre este processo para ver 'quais foram os constrangimentos' e se há espaço para investir ou não em novas candidaturas.

O que está no Orograma do Governo é o alargamento da rede de áreas protegidas, mas 'mais para o meio marinho', avançou, justificando: 'As áreas protegidas que temos são essencialmente no espaço terrestre.'

A ministra afirmou que, 'em harmonia com a política comunitária', o Governo português pretende alargar a Rede Natura 2000 ao meio marinho.

A governante admitiu que a classificação de um território nem sempre é bem acolhida, devido às restrições que impõe à actividade humana, mas garante que o processo é muito participado e procura gerar consensos.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

APGVN - Comunicado aos Vigilantes da Natureza!

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) tem denunciado os constantes ataques efectuados ao longo dos anos, pelos sucessivos governos, aos Vigilantes da Natureza, que culminaram na incerteza que se vive neste momento no que diz respeito à continuação da profissão como carreira especial.
O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR) nunca demonstrou interesse em constituir um verdadeiro Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza. Será que os responsáveis pelas diferentes entidades onde existem Vigilantes da Natureza não percebem que ao não apoiarem a profissão estão a destruir as suas próprias instituições, será que não entendem que se não tiverem uma força de fiscalização que pertença ao seu Ministério, não se justifica a existência de tantos serviços no MAOTDR.
Não se compreende que após 30 anos da constituição da profissão como carreira especial de protecção da natureza, o próprio MAOTDR nunca se tenha empenhado em que o seu corpo de fiscalização seja realmente eficaz. Passado tanto tempo ainda não sabem se vale a pena investir na profissão, a sua estratégia de deixar morrer a profissão através da não incorporação de novos elementos não tem tido o resultado esperado. Apesar do abandono e de tantos anos de desinvestimento ainda não conseguiram destruir nos Vigilantes da Natureza o seu espírito de missão e paixão pela profissão. Somos poucos, mas temos a certeza que a nossa profissão é necessária e muito útil para a defesa do ambiente, da conservação da natureza e da biodiversidade. Sabemos que somos necessários e úteis numa sociedade moderna e evoluída cujos responsáveis políticos deveriam ver na profissão a continuidade das suas politicas ambientais no terreno, infelizmente a realidade em vivemos não é a ideal, o que observamos é a aposta numa força de fiscalização militar que utiliza apenas a repressão e não a pedagogia, e o mais flagrante é que pertence a outro Ministério.
Para grande desilusão daqueles que desde a criação da profissão tudo fizeram para que nunca fosse levada a sério (porque o que pretendiam era mão-de-obra barata desqualificada), continuamos a lutar, porque temos um ideal e uma grande paixão pela Natureza. Prova disso temos o “Debate Nacional dos Vigilantes da Natureza” realizado no passado dia 12 de Dezembro, em Castelo Branco, donde saiu um Comunicado de Imprensa a denunciar o abandono de uma profissão que deveria ser encarada como imprescindível na defesa do ambiente. Na sequência do Comunicado de Imprensa recebemos a solicitação de uma reunião do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, tendo ficado a mesma agendada para o dia 7 de Janeiro, das outras entidades com responsabilidades para com os Vigilantes da Natureza até ao momento só obtivemos silêncio.
Para quem necessita de estar permanentemente em contacto com a Natureza não existe profissão no mundo melhor que a nossa!
Merecemos que a nossa profissão seja respeitada pelas instituições que nos regem porque pela sociedade já somos!

Desejo a todos os apaixonados pela Natureza que o ano de 2010 seja o de concretização dos nossos sonhos!


Francisco Correia


Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza,
Apartado 1037 2711-801 Sintra

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Incêndios florestais destroem quase 40 casas na Austrália

Incêndios florestais possivelmente provocados pela queda de linhas de alta tensão destruíram quase 40 casas no leste da Austrália nesta quarta-feira (30), fazendo com que centenas de pessoas fugissem, disseram testemunhas e autoridades. Pelo menos três pessoas ficaram feridas.

Dois grandes focos ficaram fora de controle durante a noite depois de terem sido iniciados à tarde em um distrito rural ao norte da cidade litorânea de Perth, forçando a retirada dos moradores do município de Toodyay e ameaçando uma segunda cidade, Badgingarra, mais ao norte.

Os dois incêndios atingiram um total combinado de mais de 13,4 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas antes que condições climáticas mais favoráveis na quarta-feira ajudassem centenas de bombeiros a contê-los.

O primeiro-ministro do Estado da Austrália Ocidental Colin Barnett declarou estado de desastre natural - liberando fundos de emergência para os sobreviventes - e elogiou os funcionários que combateram as chamas.

"Não há dúvida de que eles salvaram vidas na noite passada", disse Barnett nesta quarta-feira depois de visitar casas queimadas em Toodyay.

O governo estadual informou que pelo menos 37 casas foram destruídas.

Incêndios são comuns em toda a Austrália durante os meses de verão, mas raramente destroem tantas casas.

Em fevereiro passado, o país sofreu os maiores danos causados por incêndios, quando centenas de focos em grandes parte do Estado de Victoria mataram 173 pessoas e destruíram mais de 2.000 casas em um único dia.

Fonte: Folha Online

Noite de ano novo pode ser passada com copos de vidro e a plantar pinheiros de Natal

A noite da passagem de ano não implica necessariamente “excessos ambientais”. A Quercus e a Carbono Verde, consultora de inventário e redução de emissões, aconselham a pôr na mesa copos de vidro em vez de plástico e até a plantar o pinheiro de Natal envasado.

Os ímpetos ecológicos podem começar mesmo na preparação das festas. Fernando Prioste, director da Carbono Verde, sugere a compra de produtos nacionais – com menores emissões de gases com efeito de estufa derivados do transporte - e a “utilização de produtos biológicos, transportados em sacos reutilizáveis, de pano ou papel”. O responsável aconselha ainda a preferência por “produtos vendidos a granel em vez dos embalados, para reduzir a produção de resíduos”.

Os convites podem ser enviados por correio electrónico.

Aqueles que escolheram contar as doze badaladas fora de casa podem “tentar juntar-se no mesmo carro com amigos”, aconselha Susana Fonseca, presidente da Quercus.

Para quem decidir passar a noite em casa é preferível optar por pôr na mesa copos e pratos que depois se lavam e não vão para o caixote do lixo, assim como guardanapos de pano e não de papel.

Susana Fonseca sugere também garrafas de vinho ou de espumante com rolhas de cortiça, e não de plástico, e sumos de fruta ou infusões em vez de refrigerantes.

As casas com lareira podem utilizar produtos naturais, como pinhas e caruma, para acender o lume em vez das acendalhas.

A música “não deverá ser muito ruidosa, para que as pessoas possam falar”.

E quando a festa termina, Fernando Prioste lembra a importância de separar o lixo e colocá-lo no ecoponto. Ou ainda a “inovação” de acabar a noite a plantar o pinheiro de Natal envasado num espaço perto de casa.

Fonte: Publico.pt

Oito linces-ibéricos de Silves vão participar nesta época de reprodução

Oito dos 16 linces-ibéricos do Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, fazem parte do grupo de 54 animais que vão participar nesta época de reprodução desta espécie ameaçada, de acordo com o programa ibérico de conservação.

Os quatro casais – Azahar e Drago, Espiga e Daman, Erica e Enebro, Era e Calabacín – foram escolhidos tendo em conta aspectos genéticos e de “química” entre eles.

Mas desta primeira tentativa não deverão resultar crias porque, segundo explicou Sandra Moutinho, assessora do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), os animais chegaram há pouco tempo a Silves. Azahar, o primeiro lince-ibérico a chegar a Silves, inaugurou o centro a 26 de Outubro; o último grupo – Calabacín e Eón – chegou a 1 de Dezembro.

“Este ano ainda é de instalação e seria prematuro esperar crias já para o próximo ano. Apesar disso, consideramos que devem ser feitos os emparelhamentos, para os animais e para a equipa técnica”.

Para esta temporada reprodutora 2009-2010, de Janeiro a Março, o programa ibérico de conservação ex-situ do lince-ibérico conta com 27 fêmeas com potencial reprodutor, distribuídas pelos centros de Silves, La Olivilla, El Acebuche e Zoo de Jerez de la Frontera.

Segundo Sandra Moutinho, os 16 linces-ibéricos estão a adaptar-se bem ao centro de Silves. “Os técnicos estão a registar todos os comportamentos e não há nada de anormal a registar”, informou.

No entanto, o centro espanhol de El Acebuche anunciou hoje a morte de um lince, Ecológico, nascido na Primavera de 2008, devido a complicações renais. “Depois de três semanas intensivas, durante as quais se fez tudo o que foi possível para recuperar o Ecológico (...), finalmente decidimos que o mais humano seria proceder à sua eutanásia”, segundo um comunicado do programa de conservação.

Em Junho foi-lhe diagnosticado uma doença renal crónica, à semelhança do que acontece com outros exemplares. Desde então vinha sendo medicado e chegou a receber uma transfusão de sangue de linces do Zoobotânico de Jerez de la Frontera. No entanto, nos últimos dias, Eco piorou bastante.

“A equipa de criação em cativeiro está consternada e espera que os resultados da necropsia permitam elucidar novos aspectos sobre os problemas renais que afectam esta espécie, tanto em cativeiro como na natureza”, acrescenta o comunicado.

Fonte: Publico.pt

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Amazónia viveu este ano as piores secas e inundações do último século

Nos últimos seis meses, os rios da Amazónia registaram as secas e inundações mais extremas dos últimos cem anos, segundo o Serviço Geológico do Brasil. Os especialistas relacionam este cenário com as alterações climáticas.

Em Junho, o Rio Negro - o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas - alcançou a marca histórica de 29,7 metros, durante as maiores cheias do último século, revela o estudo, citado pelo jornal “O Globo”.

O mesmo rio, a 4 de Dezembro, registou outra marca importante mas contrária: atingiu uma cota de 15,8 metros, ligeiramente abaixo da cota mínima de segurança, ou seja, dos 16 metros. Segundo o Sistema de Protecção da Amazónia, nos próximos três meses a quantidade de chuvas deverá ser menos de 50 por cento em relação ao esperado. A Defesa Civil já iniciou um plano de emergência para ajudar, pelo menos, 192 mil pessoas, a enfrentar os efeitos da seca.

Até agora, as secas e cheias no Amazonas tinham sido atribuídas ao fenómeno El Niño, que ocorre no Oceano Pacífico e que influencia o clima em várias regiões do planeta. Mas os investigadores da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais no Amazonas (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil adoptaram uma nova explicação: as alterações climáticas.

“O El Niño produz um padrão de inundações e secas em redor do mundo e no Brasil causa secas na Amazónia, inundações no Sul, mas de forma gradual e não tão violenta como ocorreu nos últimos seis meses”, comentou ao jornal “O Globo” o meteorologista Marcondes Gama. “Não tenho dúvidas de que essa variação extrema de chuva e tempo seco tem mais a ver com o aquecimento global”, defendeu.

Um aumento das temperaturas médias globais entre 3ºC e 4ºC representa o ponto a partir do qual parte da floresta da Amazónia corre o risco de entrar em colapso, defense um estudo de investigadores brasileiros e britânicos apresentado na cimeira de Copenhaga (7 a 18 de Dezembro).

Segundo um relatório do Governo brasileiro de 2007, as temperaturas na Amazónia entre 2071 e 2100 deverão aumentar entre 4 e 8ºC num cenário pessimista (altas emissões de gases com efeito de estufa) e os 3 e 5ºC num cenário optimista (baixas emissões).

Fonte: Publico.pt