terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Arquitectura urbana, verdadeira armadilha para algumas espécies de morcegos

São várias as vezes que os Vigilantes da Natureza do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros afectos ao programa “Coabitação e exclusão de morcegos” (ver aqui) são chamados a intervir perante a solicitação de particulares.

Hoje foi mais um dia em que foram contactados para recolher um morcego que já há 2 dias teimava em não sair de uma varanda de um apartamento em Santarém e cuja residente tinha pavor do animal, embora tivesse consciência de se tratar de espécie protegida e querer ajudar com a melhor boa vontade. Dizia-nos que o animal não conseguia voar e que deveria estar ferido ou debilitado.

Quando nos deslocamos ao local, deparámos com uma varanda de 1m de largura (com parede em volta com mais de 1m de altura) forrada a mosaico vidrado e com um aparelho de ar condicionado colocado junto a um dos extremos. Entre o dito aparelho e a parede (sem qualquer aderência), existia uma fresta de cerca de 2 cm.

Tratava-se de um morcego-rabudo (Tadarida teniotis), uma das espécies de morcegos maiores da Europa, que decerto achou confortável o abrigo proporcionado pelo espaço ente o dito aparelho de ar condicionado e a parede. O grande problema que encontrou foi quando pretendeu sair. Sem aderência para conseguir subir em qualquer parede, sem aderência e espaço suficiente no chão da dita varanda, bem como a elevação e estanquicidade das paredes, tentava em vão levantar voo sem qualquer sucesso, tal como uma pessoa a tentar subir um pau de sebo extremamente engordurado.

De facto, ao nos depararmos com a situação, percebemos que alguns detalhes da arquitectura urbana são de facto autênticas armadilhas para algumas espécies de morcegos. Entram, mas dificilmente conseguem sair.



O Morcego-rabudo Tadarida teniotis é uma das espécies de quirópteros menos conhecidas em Portugal, não existindo até à data informação adequada para avaliar o risco de extinção, nomeadamente quanto à redução do tamanho da população e à tendência de declínio. Ver estatuto da espécie segundo o Livro Vermelho do Vertebrados de Portugal.
Esta espécie encontra-se no Anexo BIV da Directiva Habitat, sendo de interesse comunitário, cuja conservação exige protecção rigorosa.





O exemplar, após observação, não mostrando qualquer traumatismo nem sintomas de debilidade, foi libertado ao anoitecer com sucesso.

Nota: Todos os Vigilantes da Natureza que procedem à manipulação de morcegos, têm vacinação anti-rábica em dia. Não é de todo aconselhável manusear um morcego de mãos nuas por quem não está habilitado nem vacinado.

Texto e fotos: Francisco Barros

Golegã quer ligar vila ao Paul do Boquilobo através de ciclovia

A Câmara Municipal da Golegã anunciou que vai lançar um projeto para criar uma ligação, através de uma ciclovia pedagógica, entre a vila, na zona do Equuspolis, e a Reserva Natural do Paul do Boquilobo.

Numa iniciativa que assinalou o Dia Mundial das Zonas Húmidas, e que se realizou na Golegã, o vereador da autarquia, Rui Medina, disse à agência Lusa, que a autarquia está a realizar um estudo prévio para criar uma ciclovia e pedovia com cinco quilómetros de extensão, entre a zona do Equuspolis, na vila, e o limite do concelho já em zona da Reserva do Paul do Boquilobo. O projeto prevê ainda a requalificação de ambas as margens da lagoa de Alverca do Campo, situada na zona do Equuspolis, com a construção de um espaço para ancorar canoas e outras pequenas embarcações e com a criação de uma ponte pedonal que faça a ligação desta zona da vila à zona da lezíria, já em terrenos da reserva natural.

Segundo Rui Medina, o projeto da ciclovia passa por criar um conjunto de percursos temáticos com a identificação das espécies naturais e animais que caracterizam a Reserva do Boquilobo e, desta forma, permitir aos visitantes, não só terem uma infraestrutura de lazer, como também de lhes dar a possibilidade de aprender mais sobre a reserva. “Queremos que a Golegã seja a porta de entrada no Paul do Boquilobo e que possamos potenciar este recurso natural como um produto turístico, aliando à oferta cultural da urbe rural que é a Golegã à oferta também ela cultural que é a riqueza natural desta reserva”, frisou o autarca.

O projeto vai ser candidatado a fundos comunitários do QREN, através da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e está orçado em cerca de 500 a 600 mil euros. O vereador Rui Medina frisou que esta intervenção está a ser coordenada com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, entidade que gere o Paul do Boquilobo.

A directora do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas como Zonas Húmidas, Maria João Burnay, disse à Lusa que é importante ligar a “biologia com a cultura” e frisou que este projeto da Câmara da Golegã demonstra que é importante juntar na mesma área “a gestão patrimonial da cultura de um determinado território com a gestão do património natural, criando sinergias e potenciando a oferta de lazer deste espaço”. A responsável referiu ainda à Lusa que é objetivo da entidade gestora do Paul do Boquilobo melhorar as condições de visitação desta reserva, criando melhores condições do edifício-sede, que permitam conhecer melhores as espécies que habitam esta zona, nomeadamente através da instalação de câmaras que mostrem aos visitantes a zona mais central da reserva. Para este projeto, a directora do Departamento das Zonas Húmidas, diz que já contou com o apoio da Câmara de Torres Novas, concelho onde fica situada a sede da Reserva do Boquilobo.

Fonte: Jornal O Ribatejo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Jornal "Região de Rio Maior" dá destaque ao Dia do Vigilante da Natureza

Ao contrário da generalidade da Comunicação Social de Portugal Continental, o Semanário Regional "Região de Rio Maior", deu destaque de primeira página e reservou uma página central com cobertura da actividade no âmbito da comemoração do Dia do Vigilante da Natureza, realizada no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Cópia integral do artigo publicado (clique na imagem para ampliar):

Número de tigres selvagens na China baixou para menos de 50 animais

Menos de 50 tigres selvagens subsistem na China, advertiu hoje uma organização não governamental de Ambiente, esperando que a chegada do Ano do Tigres não seja o mesmo da extinção da espécie.

Segundo Xie Yan, directora para a China da Sociedade para a Preservação da Vida Selvagem (WCS, grupo com sede nos Estados Unidos), no ano 2000 apenas existiam 15 tigres de Bengala (no Tibete), dez tigres da Indochina (no Sudoeste da China) e 20 tigres da Sibéria (no Nordeste).

O tigre do Sul da China poderá já ter desaparecido. Segundo a WWF (Fundo Mundial da Natureza), nenhum foi avistado desde o final dos anos 70; nos anos 50 deveriam ser quatro mil. O seu rápido desaparecimento é atribuído à caça e à degradação dos habitats.

Se a China proibiu, em 1993, o comércio de ossos de tigre e outros produtos semelhantes, não conseguiu travar a caça ilegal, salientam especialistas em conservação.

Mas “no ano passado, pela primeira vez, recuperei a confiança” nas autoridades, comentou Xie Yan. “A gestão das reservas naturais melhorou e assistimos à sensibilização das comunidades locais. Espero que o Ano do Tigre marque a mudança na preservação destes animais na China”.

A esperança concentra-se no Nordeste, zona limítrofe com a Sibéria onde vivem centenas de tigres.

O jornal “The Guardian” noticia que o Banco Mundial, o Governo chinês e várias organizações não governamentais estão a debater um projecto de milhões de dólares para proteger o tigre Amur.

A China entra no Ano do Tigre com o novo ano lunar, que celebra a 14 de Fevereiro.

A nível mundial deverão existir apenas três mil tigres, contra 20 mil nos anos 80 e cem mil há um século.

Fonte: Publico.pt

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SITE DO ICNB IGNORA O DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA

Os Vigilantes da Natureza, do ICNB, há muito que se habituaram a ser ignorados pelos colegas do Instituto responsáveis pela divulgação das actividades e acontecimentos directa ou indirectamente relacionados com as acções de Conservação da Natureza, em que estes profissionais intervenham. O Dia 2 de Fevereiro, dia consagrado aos Vigilantes da Natureza desde 1990, sempre passou despercebido, tal como todas as actividades e acções desenvolvidas pela Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), os Encontros Nacionais, as Jornadas Técnicas e o Congresso Ibérico nunca mereceram uma única linha no site oficial de um organismo de quem estes profissionais são o rosto no terreno. A APGVN para além de uma associação profissional também é reconhecida legalmente como Organização Não Governamental do Ambiente, todas as suas acções têm como meta a protecção e salvaguarda da Natureza, porque só com profissionais bem equipados e motivados as nossas maravilhosas áreas protegidas poderão perdurar para que as gerações futuras possam usufruir delas. Os responsáveis pela divulgação das actividades no site do ICNB não consideram importante as acções de Conservação da Natureza levadas a cabo pela APGVN em cooperação com entidades regionais, mesmo tendo estas merecido a participação dos Dirigentes máximos da instituição, que reconhecem a importância destas actividades em parceria com os agentes locais, temos como exemplo a plantação e sementeira de carvalhos que se realizou na Serra da Estrela em parceria com a Associação Amigos da Serra da Estrela, a plantação de árvores autóctones realizada no município de Cascais em colaboração com a Agência do Ambiente de Cascais “Cascais Natura” e a recente acção de apadrinhamento de uma cabra serrana do rebanho comunitário de Chãos, que faz parte do projecto de recuperação da Gralha-de-bico-vermelho levada a cabo pela Cooperativa Terra Chã, pela Associação Ambientalista QUERCUS e a operadora de telecomunicações Vodafone.
Há alguns dias atrás, o artigo da jornalista do Expresso, Luísa Schimdt, mereceu destaque no sistema de informação interno do instituto, mas, mais uma vez os Vigilantes da Natureza foram ignorados, os parágrafos do texto que referiam esta classe profissional foram simplesmente retirados. O título de facto não é um bom prenúncio, como diria o companheiro Campeão, “nunca pronunciem a palavra extinção quando se referiram aos Vigilantes da Natureza porque somos uma “raça” de sobreviventes”.
O texto a que me refiro é o seguinte:


GUARDAS DA NATUREZA EM VIAS DE EXTINÇÃO

“O Parque Natural do Douro Internacional não tem actualmente um único vigilante para cuidar dos seus 81.150 hectares. Criado em Maio de 1998, previa contratar sete técnicos e oito vigilantes, mas, ao cabo de uma dúzia de anos, tem só quatro técnicos mal equipados... Este é apenas um exemplo do muito que se passa, ou não se passa, nas nossas áreas (des)protegidas. Três anos depois da reforma do Instituto de Conservação da Natureza, ao qual se acrescentou um 'B' (de Biodiversidade), nada a registar a não ser a fragilização da sua estrutura de funcionamento. O 'B' não trouxe bravura, nem brilho, nem brio às áreas protegidas (AP). Agrupadas agora por tipologias, e não por proximidade territorial, a mesma equipa de gestão anda aos ziguezagues da Serra da Estrela para a de S. Mamede e desta para a da Malcata, para dar só um exemplo... É certo que também há medidas positivas, como o Projecto Lince, resultante de uma contrapartida dos impactos negativos da barragem de Odelouca no Algarve. Mas acabam por ser avulsas e não compensam a precariedade em que vivem as AP, sem funcionários, sem força, sem ânimo. Nem compensam os atentados impunes que continuam: estradas (veja-se a Mata dos Medos, na Arriba Fóssil da Costa de Caparica, ou os IC na Serra da Estrela), projectos PIN e até alguns excessos das eólicas. Nos tempos de António Guterres, as áreas protegidas chegaram a ser consideradas estratégicas. Uma Resolução do Conselho de Ministros de 1998 decretava que as populações nelas residentes deveriam ser alvo prioritário de investimentos que melhorassem a sua qualidade de vida (na saúde, educação, cultura, ciência...) Na altura nada se fez. Que tal ressuscitar esta importante medida e dar-lhe finalmente aplicação no ano da biodiversidade? Só mobilizando as populações locais - antigas ou novas - se conseguirá conservar a natureza... “
Texto publicado na edição do Expresso de 30 de Janeiro de 2010 da autoria de Luisa Schimdt (www.expresso.pt)


Esta consagrada jornalista dá destaque à necessidade de envolver as populações locais na Conservação da Natureza, dando razão ao modo de proceder da APGVN que em todas as suas acções envolve sempre os agentes locais e as suas gentes, afinal, parece que as nossas actividades se enquadram em pleno nos objectivos da salvaguarda da Natureza e da Biodiversidade.


Texto: Francisco Correia
Fotos: Francisco Correia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Donos do Cão de Pastor Alemão pretendem angariar fundos para ajudar desalojados no Haiti

Embora fora da temática dominante deste site, esta iniciativa, pelo seu teor humanitário, não pode passar despercebida e merece toda a divulgação possível.
Trata-se de uma iniciativa de aficcionados do cão de pastor alemão que surgiu após ideias discutidas no fórum http://arcadenoe.sapo.pt/ , mais concretamente aqui: http://arcadenoe.sapo.pt/forum/viewtopic.php?t=76063 e divulgada definitivamente aqui: http://arcadenoe.sapo.pt/forum/viewtopic.php?t=76063

Francisco Barros

Pesquisadores estudam salamandra gigante do Japão

Salamandra hanzaki tem 1,7 metros e foi chamada de 'fóssil vivo'.

Um grupo de pesquisadores e ambientalistas está pesquisando uma espécie de salamandra gigante, com 1,7 metro de comprimento.

Além de seu tamanho, a salamandra Andrias japonicus, conhecida como hanzaki no Japão, chamou a atenção de ambientalistas internacionais e cientistas japoneses pelo seu status de fóssil vivo e pelo fato de não ser atingida por um fungo que está devastando muitas outras espécies de anfíbios no mundo todo.

"O esqueleto desta espécie é quase idêntico ao dos fósseis de 30 milhões de anos atrás", disse Takeyoshi Tochimoto, diretor do Instituto Hanzaki, perto da cidade de Hyogo (sudoeste do Japão).

"Por isso é chamada de 'fóssil vivo'", acrescentou.

"É um 'dinossauro', isto é espantoso", afirmou Claude Gascon, chefe dos programas científicos da entidade ambientalista Conservation International e também um dos líderes do grupo especialista em anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Nós falamos de salamandras que geralmente cabem na palma da sua mão. Esta pode arrancar sua mão."

A salamandra examinada por Gascon está segura, presa em um tanque no centro de visitação da cidade de Maniwa, a 800 km de Tóquio.

Peixes e parentes

Além de ter 1,7 metro de comprimento, a salamandra gigante tem uma pele semelhante ao couro, uma cabeça grande e coberta de estruturas que provavelmente são sensíveis ao movimento e ajudariam a salamandra a capturar peixes.

A salamandra hanzaki tem dois parentes próximos: a salamandra gigante chinesa (A. davidianus), que tem tamanho e forma semelhantes à japonesa e pode se acasalar com elas; e uma bem menor, a Cryptobranchus alleganiensis, do sudeste dos Estados Unidos.

Geralmente as salamandras gigantes ocupam covas em margens de rio. A ocupação é feita em grupos com um macho dominante, várias fêmeas e alguns outros machos.

O macho dominante e as fêmeas liberam na água óvulos e espermatozoides e se movimentam incessantemente para misturar tudo. Os machos não dominantes talvez também liberem espermatozoides, mas o papel deles ainda não está claro.

Quando a água fica mais calma, todos deixam a cova, exceto o macho dominante, que fica para cuidar do ninho e dos filhotes.

Fora da época de reprodução, a vida da salamandra é bem tranquila, vivendo da forma mais discreta possível no rio e capturando tudo o que estiver ao seu alcance para se alimentar.

Criaturas como estas certamente já habitavam o planeta quando os dinossauros ainda existiam, e fósseis da família foram encontrados bem longe da restrita área onde são encontrados atualmente.

"Acredita-se que elas sejam espécies extremamente primitivas, em parte devido ao fato de serem as únicas salamandras com fertilização externa", afirmou Don Church, especialista em salamandras da Conservation International. BBC Brasil

Fonte: BBC

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As estradas e a vida selvagem! Uma ameaça cada vez maior.

Nos últimos anos temos vindo a assistir ao aumento galopante de autoestradas e IC's, junto aos limites do Parque Natural de Sintra - Cascais, são verdadeiras armadilhas para a vida selvagem. Os projectistas destas obras não levaram em linha de conta que a escassos metros existe um Parque Natural, onde ainda sobrevive um dos poucos refúgios da vida selvagem no Distrito de Lisboa. A mortalidade entre as espécies de animais selvagens tem subido de uma forma assustadora, os atropelamentos são uma constante. A última vitima de atropelamento conhecida foi um texugo (espécie propegida por lei), felizmente sobreviveu aos ferimentos e aguarda mais uns dias na companhia dos Vigilantes da Natureza até que seja colocado de novo no lugar onde pertence, na mãe Natureza.


Francisco Correia - APGVN

Confirmada entrada de lince-ibérico em Portugal vindo de Huelva

Um lince-ibérico macho com cinco anos, seguido por telemetria, entrou em Portugal, na zona de Moura-Barrancos, vindo de Huelva na última semana de Janeiro e por cá ficou durante três dias. Esta é uma confirmação rara de que animais desta espécie ameaçada de extinção atravessam a fronteira.

Caribú está a ser seguido por telemetria pelas autoridades espanholas. Mas há cerca de um mês, estas notaram que o sinal que recebiam estava cada vez mais fraco. Desde então têm tentado capturar o lince para trocar as baterias do sistema transmissor que transporta.

Sandra Moutinho, assessora do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), contou ontem ao PÚBLICO que as autoridades espanholas pediram autorização a Portugal para capturarem Caribú. “Enquanto recebemos sinal de que o lince estava deste lado da fronteira, técnicos espanhóis e do ICNB estiveram no terreno à procura de vestígios do animal. Acabámos por encontrar pegadas”, confirmou.

Este lince, entretanto, já regressou a Espanha mas ainda não foi capturado, informou Sandra Moutinho.

“Acreditamos que os animais usam este corredor [entre Espanha e Portugal], entrando em território português”. Desta vez a novidade é que “conseguimos confirmá-lo”.

Caribú, original da Serra Morena, foi libertado na área protegida de Doñana, no Sul de Espanha, no final de 2008. Três meses depois já tinha viajado cerca de 200 quilómetros na província de Huelva. “Os seus movimentos proporcionaram muita e valiosa informação sobre os processos de dispersão deste felino, utilizada para a planificação das reintroduções” que o Governo espanhol tem realizado desde o final de 2009, segundo o site do projecto Life Lince da Junta da Andalucia. “A manutenção do seu colar localizador é vital para continuarmos a segui-lo”.

Estima-se que existam actualmente apenas cerca de 150 linces-ibéricos (Lynx pardinus); em meados do século XIX seriam cem mil espalhados por toda a Península Ibérica. Hoje a espécie vive em Portugal numa situação de "pré-extinção". O colapso das populações de coelhos, a sua principal presa, a caça indiscriminada e a perda de habitat explicam o cenário.

Morreu Garfio, o “patriarca” dos linces nascidos em cativeiro

Mas os esforços de conservação da espécie sofreram um revés com a morte, na tarde de 1 de Fevereiro, de Garfio, o primeiro macho adulto a ingressar no programa ibérico de criação em cativeiro.

O animal, com dez anos de idade, morreu de doença renal crónica “em fase muito avançada” no centro de La Olivilla, na Serra Morena, revela o site do Programa de Criação em Cativeiro.

Garfio foi o pai da primeira ninhada de linces nascidos em cativeiro, em Março de 2005: Brezo, Brezina e Brisa. Foi macho reprodutor nas épocas de criação de 2005 a 2008 e proporcionou ao programa de reprodução um total de onze crias.

“Fez-se tudo o que era possível por este animal, mas as suas funções vitais estavam já seriamente comprometidas”. “Este é um dos dias mais tristes para todos os membros da equipa do programa de Conservação Ex situ”, lê-se no comunicado.

Actualmente, 25 dos 72 animais deste programa têm Insuficiência Renal Crónica e especialistas renais espanhóis e internacionais estão a trabalhar para encontrar um tratamento com sucesso.

Fonte: Publico.pt

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira atribui "louvor" a Vigilantes da Natureza e garante reforço de mais 4 elementos

O Corpo de Vigilantes da Natureza na Madeira será reforçado com quatro novos elementos. A revelação foi feita ontem pelo secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, no Dia Nacional do Vigilante da Natureza assinalado na Região com uma conferência promovida pela Associação de Vigilantes da Natureza.

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais garantiu ontem que recebeu “luz verde” da Secretaria Regional do Plano e Finanças para a contratação de quatro novos vigilantes da Natureza que irão reforçar o corpo composto actualmente por 34 elementos, quando em 2007 eram 37.
Pese embora as restrições financeiras impostas à Região e que implicam um controlo das despesas correntes, Manuel António Correia anunciou que, ainda este ano, será aberto concurso para mais quatro elementos para o Corpo de Vigilantes da Natureza.
«Esta área é crucial e determinante para a Madeira, não só termos de conservação da natureza, mas incluso em termos económicos, porque reforça a imagem e a atractividade da Região, com repercussões na área turística, a nossa principal actividade económica», argumentou.
Por outro lado, Manuel António Correia justificou o reforço de meios humanos em virtude das áreas de jurisdição do Corpo de Vigilantes da Natureza ter aumentado nos últimos anos. «Isto não é um favor, é o reconhecimento pelo vosso excelente desempenho e o reforço das vossas disponibilidades», salientou.
O governante realçou o papel dos vigilantes da natureza, cuja função é feita «com muito empenho, esforço e abnegação e com resultados do seu trabalho, bem acima do horário e das suas obrigações».
Manuel António Correia reconheceu que os vigilantes «sofrem com a ausência, sofrem com as privações», quando passam 15 dias nas Desertas e 21 dias nas Selvagens «às vezes privados de muita coisa».
«Quem está deste lado, às vezes não consegue ter a percepção exacta deste esforço», realçou, dando testemunho do trabalho desenvolvidos pelos 34 vigilantes da natureza da Região Autónoma.
O governante aproveitou a oportunidade para esclarecer que, mesmo num cenário de dificuldades económicas, os projectos de conservação da natureza não acabam, quando terminam os apoios comunitários. «Temos projectos reconhecidos à escala internacional que são uma opção de fundo das instituições e do povo madeirense que vão continuar», garantiu, referindo-se ao lobo marinho, à freira da Madeira, à freira do Bugio e da defesa da floresta laurissilva.
Durante a cerimónia foi entregue ao Corpo dos Vigilantes da Natureza a distinção “Elogio” e aos vigilantes Isamberto Silva e Jaques Manuel da Mata com o prémo “Louvor”.

Temas relacionados:

Projetos conservação da natureza continuarão a ser apoiados na Madeira
O secretário regional do Ambiente da Madeira prometeu hoje que a região continuará a apoiar os projetos de conservação da natureza em curso mesmo quando deixarem de ter financiamento internacional.
Manuel António Correia falava hoje na cerimónia comemorativa do Dia Nacional do Vigilante da Natureza, ocasião em que anunciou que foi autorizado pela secretária regional das Finanças madeirense, "apesar de todos os constrangimentos, a abertura de um concurso para mais quatro elementos" deste corpo de profissionais no arquipélago que é presentemente constituído por 34 pessoas.
O governante salientou que os vários projetos de conservação em curso, casos do lobo-marinho e da freira da Madeira, "não vão acabar quando findarem os financiamentos internacionais e continuarão porque são opções de fundo do povo madeirense".
Manuel António Correia argumentou que para dar continuidade este tipo de trabalho, se for necessário, a Madeira "vai bater a outras portas e suportá-lo com meios próprios".
Realçou que tem sido realizado um "trabalho intenso nestas áreas, mas discreto, que vai ser rentabilizado e valorizado", mencionando que as comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade são uma oportunidade para dar visibilidade a estes projetos que "poderão ter agora atenção redobrada".
Manuel António Correia destacou a importância do reforço do corpo de vigilantes da natureza neste arquipélago, visto que a conservação é "uma área crucial para a região".
Falou destes profissionais como "autênticos amantes da natureza" e elogiou o seu desempenho, esforço, abnegação e os bons resultados do trabalho que desempenham.
Nesta cerimónia foi atribuído um "elogio" coletivo ao corpo de vigilantes madeirenses que "ao longo dos tempos têm sido a face operacional, pela forma com o trabalham unidos" e dois louvores, um a Jacques da Mata pelo seu "trabalho de longevidade" e outro a Luís Amberto Silva por se destaca mundialmente pelos seus conhecimentos técnicos e apoio a inúmeros projetos científicos.
O trabalho desenvolvido pelos vigilantes da natureza esteve hoje em foco numa conferência promovida pela associação destes profissionais na Região.

Madeira está bem na conservação da biodiversidade
A Madeira está a desenvolver um bom trabalho em termos de conservação do património ambiental, contrariando a tendência da perda de biodiversidade.
A garantia foi dada ontem pelo bastonário da Ordem dos Biólogos, Domingos Abreu, durante uma conferência inserida no Dia Nacional do Vigilante da Natureza. «Não há registos, nos últimos anos, de extinções e há um esforço tremendo», realçou, alertando para a necessidade de usar a biodiversidade de forma sustentável.
2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e o fim de um ciclo para o qual foram definidos objectivos, quer ao nível da Convenção da Biodiversidade biológica quer ao nível dos países que compõem a União Europeia.
Foram definidos objectivos muito ambiciosos, nomeadamente o de travar a perda de biodiversidade e esses falharam. «Há mais consciência, motivação e até mobilização, mas não se conseguiu reverter a tendência da perda de biodiversidade, cujo alcançe ultrapassa mil vezes a extinção das espécies», destacou Domingos Abreu.
O investigador e bastonário da Ordem dos Biólogos, advoga a necessidade de encarar os objectivos de outra maneira, visto que a biodiversidade é uma fonte directa de bens e serviços fundamentais para a sobrevivência da espécie humana no planeta. «É preciso manter este afecto que as pessoas têm pela biodiversidade e conservação da natureza, mas ao mesmo tempo transpor esse valor junto do poder de decisão, político, económico ou social», salientou.

Fonte: Jornal da Madeira/LUSA

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vigilantes da Natureza: Dia Nacional assinalado no Funchal e Rio Maior. Associação reclama o triplo dos profissionais para áreas protegidas

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) assinala hoje o Dia Nacional do Vigilante da Natureza com iniciativas no Funchal e em Rio Maior.

No Funchal, os elementos da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira participam numa sessão sobre a importância da profissão na conservação e preservação do património natural onde vão estar alunos do 3.º ciclo do ensino básico.

Em Rio Maior, onde é a sede do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a APGVN vai apoiar o projeto de conservação da gralha-de-bico-vermelho, que está a ser desenvolvido pela associação ambientalista Quercus, em parceria com a Cooperativa Terra Chã e a Vodafone.

O presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), Francisco Correia, reclamou hoje a necessidade de triplicar o número destes profissionais, considerando que só assim é possível uma melhor defesa das áreas protegidas.
"O triplo de vigilantes não era o ideal, mas era muito bom. Pelo menos era o necessário para assegurar, de uma forma mais eficaz, a vigilância e salvaguarda das áreas protegidas", disse à agência Lusa Francisco Correia na data em que se assinala o Dia Nacional do Vigilante da Natureza.
Segundo a APGVN, existem no país 193 vigilantes da natureza em áreas protegidas, estando mais 28 integrados em Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e 31 nas Administrações das Regiões Hidrográficas.
"Há apenas 31 vigilantes para fiscalizar os cursos de água", declarou o dirigente, referindo que o número de vigilantes da natureza tem diminuído desde 1989, situação que demonstra "um desinvestimento dos últimos governos na profissão".
Segundo o presidente da APGVN, "há mais de seis anos que não entra nenhum vigilante da natureza", referindo a este propósito que o Parque Natural do Douro Internacional "não tem nenhum", enquanto o do Tejo Internacional "tem um".
Por outro lado, assiste-se à saída destes profissionais devido a situações de reforma como também ao facto de encontrarem outras carreiras mais atrativas do ponto de vista remuneratório, apontou o responsável.
"Estamos a ver a morte lenta da profissão", resumiu Francisco Correia, lamentando o que chama de "falta de preocupação" nesta matéria da tutela, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.
"Somos muito poucos para as necessidades. O número reduzido não permite a rotatividade nem um trabalho de continuidade", declarou, apontando o crescimento dos "riscos" nas áreas protegidas ou nos cursos de água face a esta situação.
O presidente da APGVN esclareceu que os vigilantes da natureza são "responsáveis pelo trabalho de vigilância, fiscalização, monitorização das espécies e sensibilização dos habitantes e dos visitantes dos parques", advertindo para as consequências se a sua presença se tornar mais escassa.
Francisco Correia apontou a este propósito o aumento da construção clandestina, o despejo de entulho, o corte de espécies, a poluição dos cursos de água ou os incêndios.
"Se não houver ninguém no terreno vai haver mais incêndios", assegurou o dirigente, vigilante da natureza no Parque Natural Sintra-Cascais.
Além de mais elementos e mais meios materiais para os vigilantes da natureza, o presidente da APGVN deseja ainda "a certeza de que a profissão continue como carreira especial da função pública".
"Que, finalmente, seja reconhecida a importância da profissão", frisou.

Fonte: LUSA Fotos: APGVN

PCP pede explicações sobre falta de técnicos e vigilantes no PNDI

O PCP questionou a ministra do Ambiente sobre a carência de técnicos, vigilantes da natureza e equipamentos no Parque Natural do Douro Internacional(PNDI), querendo saber “quantos vão ser recrutados nos concursos anunciados”.

Em pergunta entregue na Assembleia da República, dirigida ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT), o PCP quer obter esclarecimentos sobre “quais as medidas tomadas para dotar o PNDI dos equipamentos necessários” e “quando serão entregues as viaturas de primeira intervenção”.

O PCP quer saber ainda quando prevê o MAOT, “em articulação com o Ministério da Agricultura, fazer alguma proposta de alteração das atuais Intervenções Territoriais Integradas (ITI), manifestamente desadequadas do ponto de vista financeiro”.

Os deputados comunistas, perguntam igualmente se “vai o MAOT propor alguma alteração do actual quadro orgânico das Áreas Protegidas, no sentido de dotar o PNDI (e outros Parques) de um responsável com autonomia, competência e outras atribuições necessárias a um Parque Internacional, e sem que a gestão do lado português fique inferiorizada face ao que se passa do lado espanhol”.

O PCP, realça ainda, citando um artigo de opinião do primeiro diretor do PNDI, Domingos Amaro, no jornal bilingue “Contrabando”, que “há assuntos e problemas específicos de cada área protegida que exigem tomadas de decisão imediatas e que, por isso, não se compadecem com a falta de decisores no local e na hora, muito menos a 250 km de distância”.

Desde Outubro que o PNDI funciona sem qualquer vigilante.

O território do PNDI, criado em Maio de 1998, abrange os municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro, no canhão dos rios Douro e Águeda, que delimitam a fronteira com o “Parque Natural Arribes del Duero” criado em 2002 em território espanhol.

Os dois Parques formam no seu conjunto um dos maiores espaços protegidos da Europa, com uma superfície de 192.605 hectares.

Já em Janeiro, o Bloco de Esquerda e o CDS-PP pediram explicações do Ministério do Ambiente, sobre a situação actual do Parque.

Fonte: LUSA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Madeira: Vigilantes da natureza desempenham "papel único"

Os vigilantes da natureza desempenham na Madeira um "papel único" e o objectivo é que sejam cada vez menos policias e se tornem mais comunicadores e "anfitriões", afirmou hoje o director do Parque Natural da Madeira. Em declarações à Agência Lusa, Paulo Oliveira falava a propósito Dia Nacional do Vigilante da Natureza que se assinala terça-feira com uma conferência no Funchal. Este responsável referiu que a Madeira tem presentemente um corpo de vigilantes composto por 34 elementos e "era bom que tivesse mais cinco, o que permitiria não sobrecarregar os que estão ao serviço". "O trabalho não fica por fazer e tem sido realizado com sucesso, o que acontece é que lhes é exigido mais, o que não aconteceria com um corpo mais alargado", argumenta. Para Paulo Oliveira, os vigilantes da natureza desempenham um papel "único e importante" no arquipélago, sendo responsáveis por ajudar e fiscalizar nas diferentes reservas naturais e áreas protegidas sob a tutela do Parque Natural, casos das Ilhas Selvagens e Desertas, Porto Santo, Garajau, Rocha do Navio, Ponta de São Lourenço. Destaca que são ainda "agentes de conservação da natureza, dando apoio em todas as áreas, como aos investigadores e colaboram nos projectos de conservação, de que são exemplos o lobo-marinho e a Freira da Madeira.

Além disso, dão também apoio logístico nas diferentes reservas, na manutenção dos materiais ali colocados, referiu. "Mas há uma vertente das suas funções que se vai exigir mais no futuro, que é serem comunicadores e anfitriões, um papel fundamental na recepção, explicação e transmissão de valores aos visitantes das zonas protegidas", sublinha. "Pretendemos que sejam cada vez menos polícias e mais comunicadores, porque os vigilantes da natureza têm um papel único na Região e são uma peça complementar e importante no ramo da intervenção, dentro da panóplia das forças e corpos que existem, como a Polícia Florestal", realçou. A conferência que assinala no Funchal a data da constituição do corpo de Vigilantes da Natureza há 22 anos visa "dar a conhecer esta carreira profissional e alertar para a importância que estes representam no mundo da conservação da natureza e da biodiversidade, associado aos problemas que nos afecta a todos nós, as alterações climáticas". Conta com a participação do director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, e do secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia.

Fonte: AGÊNCIA LUSA

Aos Vigilantes da Natureza: Relatório do Debate Nacional de 12 de Dezembro em Castelo Branco

Já está disponível o Relatório do DEBATE NACIONAL DE 12 DE DEZEMBRO EM CASTELO BRANCO, Sobre o tema: “VIGILÂNCIA DA NATUREZA: QUE MISSÃO? QUE CARREIRA(S)? QUE FUTURO?”.

► Download em pdf

“OS VERDES” PREOCUPADOS COM FALTA DE VIGILANTES NO PARQUE NATURAL DOURO INTERNACIONAL

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, sobre a falta de vigilantes no Parque Natural do Douro Internacional.

PERGUNTA:

De acordo com o divulgado pela comunicação social, há três meses que o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), está sem vigilantes da natureza. O único vigilante que fiscalizava os 85 mil hectares daquele espaço protegido, deixou o serviço em Outubro de 2009 e o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ainda não encontrou qualquer substituto.

Aparentemente esta situação é uma das consequências da reestruturação do ICNB e da concentração da gestão das áreas protegidas.

Em 1998, altura em que foi criado, através do Decreto-Lei 8/98, o Parque Natural do Douro Internacional tinha um quadro de pessoal com 8 vigilantes da natureza. Recorde-se que este parque, tem uma extensão de 120 km e uma área de 85 mil hectares.

A presidência do ICNB admitiu, em declarações à comunicação social, que os meios disponíveis actualmente nesta área classificada, são escassos, quer pela ausência de vigilantes da natureza, quer devido às dificuldades logísticas relacionadas com o parque automóvel necessário para a deslocação dos técnicos.

Na última época de incêndios florestais, os técnicos não dispunham de nenhuma viatura de primeira intervenção para poder acudir rapidamente aos fogos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1. Que medidas prevê o Ministério do Ambiente tomar para fazer face à situação de ausência de vigilantes da natureza ao serviço no Parque Natural do Douro Internacional?
2. Que medidas prevê o Ministério tomar para fazer face à dificuldades logísticas que os serviços do Parque Natural do Douro Internacional enfrenta, nomeadamente ao nível de viaturas?

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
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Lisboa, 31 de Janeiro de 2010

Preservação das zonas húmidas é «um trabalho sem fim»

As zonas húmidas são ecossistemas altamente ameaçados em todo o mundo. Para inverter esta situação, o dia 2 de Fevereiro foi designado como o Dia Mundial das Zonas Húmidas pelo Comité Permanente da Convenção de Ramsar, em comemoração da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas em Ramsar (Irão), a 2 de Fevereiro de 1971. Este dia tem vindo a ser comemorado anualmente desde 1996 em diversos países inscritos na Convenção, e em Portugal, desde 1998. A convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países contratantes em todos os continentes.

No entanto, 12 anos depois da assinatura da convenção, ainda existe um longo caminho para preservar as 28 zonas húmidas nacionais (17 no continente e 11 nos Açores).


«Temos sempre trabalho a fazer nesta área. De qualquer modo, as pessoas já estão mais despertas para a necessidade de investir na recuperação das zonas húmidas. Mas este é um trabalho que não tem fim», reconhece Maria João Burnay, directora do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Zonas Húmidas, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), ao AmbienteOnline.


Actualmente, avança a responsável, já todas as zonas húmidas estão dotadas de planos de ordenamento, uma das obrigações decorrentes da ratificação da "Convenção de Ramsar" por Portugal. O mesmo já não sucede em relação aos planos de gestão. Segundo a responsável do ICNB, estão em elaboração os planos de gestão do Sado, Tejo, Sapais de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Concluído está já o plano do Paul de Arzila.


«Os planos de gestão são fundamentais para se gerir no terreno, e com os diferentes parceiros, os objectivos de conservação e desenvolvimento dessas áreas», frisa Maria João Burnay.


Estado das zonas húmidas longe do ideal


Não obstante o trabalho que tem vindo a ser feito, a situação das zonas húmidas nacionais ainda está longe de agradar. António Antunes Dias, ex-director da Reserva Natural do Estuário do Tejo, aponta mesmo, pela negativa, o estado dos estuários do Tejo e do Sado, que continuam «fortemente poluídos». As indústrias pesadas são, segundo o especialista, uma das principais responsáveis por esta situação.


E deixa o alerta: «As zonas húmidas têm de ser geridas de forma anrangente e integrada. As várias entidades que interferem nas mesmas têm de saber o que está em jogo».


ICNB assinala data


As alterações climáticas são, actualmente, outro dos maiores perigos que afectam estas áreas. Talvez por essa razão, o programa de actividades previsto pelo ICNB para celebrar o Dia Mundial das Zonas Húmidas foca a relação entre a biodiversidade nas zonas húmidas e as alterações climáticas.


Este ano as comemorações irão estender-se de 1 a 7 de Fevereiro, realizando-se um evento em cada uma das sete reservas naturais integradas no Departamento de Gestão de Áreas Classificadas Zonas Húmidas.


“Cuidemos das nossas zonas húmidas... uma resposta às alterações climáticas” é o mote escolhido em 2010 para o Dia Mundial das Zonas Húmidas pelo Comité Permanente da Convenção de Ramsar, a entidade responsável pela classificação internacional de zonas húmidas como Sítios Ramsar.


Com as várias iniciativas previstas, o ICNB pretende chamar a atenção para a importância das zonas húmidas e da sua biodiversidade para travar as alterações climáticas. Recorde-se que as zonas húmidas prestam serviços essenciais para os seres humanos, graças à sua função essencial na garantia da qualidade das águas e fonte de alimentos. Mas são ecossistemas vulneráveis às alterações climáticas, em grande parte induzidas pela actividade humana. «A utilização correcta e cuidada das zonas húmidas, conservando os seus ecossistemas e a sua biodiversidade, contribui para que estas desempenhem a suas funções tão importantes para a mitigação das alterações climáticas», salienta fonte daquele organismo.


O programa desenvolvido pelo departamento do ICNB de gestão de áreas classificadas zonas húmidas inclui visitas guiadas para observar fauna e flora e conhecer os ecossistemas das diversas zonas húmidas.

Fonte: Ambiente Online

domingo, 31 de janeiro de 2010

Guerra na Peneda-Gerês para manter gente… e ter eólicas

De um lado, ambientalistas, que querem menos ocupação humana no Gerês, o que inclui o pastoreio, a circulação automóvel ou centrais de energia; do outro, populações e autarcas, que vêem no Plano de Ordenamento do Parque um atentado às suas tradições e um obstáculo ao desenvolvimento.

Peneda-Gerês com Gente. Mais que um chavão, é um desejo de quem reclama voz na gestão do único parque nacional português. Numa altura em que se aguarda a promulgação do novo plano de ordenamento daquela área, temas como eólicas ou exclusão de determinadas zonas ao contacto humano estão a acentuar o conflito.

"Se menos de 7,5% da área do parque é do Estado - e porque foi expropriada há um século - e o resto é privado ou baldio, porque é que querem impor taxas e proibições nos terrenos privados?", começa por questionar o movimento Peneda-Gerês com Gente, o mesmo que levou mil pessoas a protestar em Braga recentemente.

Manuel Dias Branco, dirigente do movimento e presidente da Junta de Freguesia de Cabana Maior, Arcos de Valdevez, apela à "suspensão" da aplicação das novas regras, que estiveram em consulta pública até 2 de Dezembro. "Vai contra coisas ancestrais, usos e costumes dos habitantes e direitos como os de explorar a pedra ou as energias eólicas", sublinhou.

Contra o que dizem ser propostas de "restrições inadmissíveis", lançaram mão de uma recolha de assinaturas para levar o caso à Assembleia da República e travar "a todo o custo" que o plano seja aprovado em Conselho de Ministros. Dizem ainda que a área do parque não é selvagem, conforme "quer fazer crer" o novo documento. "Não podemos permitir que isto possa acontecer! Estamos perante um retrocesso dos direitos que o pós-25 de Abril veio devolver às populações", afirmou, frisando que a proposta de plano "prejudica o próprio parque nacional, o que é um contra-senso".

A suspensão do novo plano - em fase de análise de queixas apresentadas durante a consulta pública - é a reivindicação, antes de um "quase obrigatório", de novo plano, "substancialmente alterado" e desde que as taxas sejam abolidas. "Há uma portaria que determina a cobrança de 200 euros para praticamente tudo, inclusive para que um pequeno agricultor corte mato e tojo na sua propriedade", criticam. Na opinião dos residentes, as taxas são "um absurdo que só vai levar ao desaparecimento da população, ferindo de morte a riqueza e biodiversidade" do PNPG.

Em terras em que o emprego rareia, as eólicas são tema obrigatório. O próprio município de Arcos de Valdevez enviou uma reclamação, durante a consulta pública, para "que se encontre uma solução relativamente ao aproveita- mento do potencial de produção de energia renovável que o Parque comporta". A autarquia, liderada por Francisco Araújo, vai ainda mais longe: "É mais grave quando se verifica que outras áreas protegidas têm essa oportunidade." Apesar do investimento que a instalação de aproveitamento eólico poderia gerar na economia local do parque, a hipótese continua, para já e no âmbito do plano, descartada pela tutela.

"Esta posição é clara e representa um não claro a parques eólicos no PNPG", sustenta Helena Freitas, da Liga da Protecção da Natureza (LPN) [ver entrevista]. Ou seja, segundo o novo plano, serão "interditadas" instalações "de novas infra-estruturas ou equipamentos de produção de energia eléctrica utilizando recursos hídricos ou eólicos". A única excepção são equipamentos de microgeração (cuja potência a entregar à rede pública não exceda os 150 kW). Apesar das críticas da população, Helena Freitas lembra que o PNPG " merecia sem dúvida mais atenção", acrescentando: "Basta ver a atitude e o êxito de políticas distintas no lado espanhol do Parque."

Helena Freitas, Liga para a Protecção da Natureza

População que reside no parque queixa-se de (ainda mais) limitações. Como compatibilizar ambiente e pessoas?

O plano de ordenamento tem exactamente este objectivo: assegurar a conservação dos valores naturais que justificam a consignação do Parque da Pe-neda-Gerês à Conservação e o estatuto de parque nacional que tem, ao mesmo tempo, de se procurar garantir os interesses legítimos das populações que aí vivem.

Mas como responder às preocupações das populações?

Neste caso, julgo que a insatisfação das populações se prende com a instituição de zonas de protecção total, que não permitem algumas actividades que são tidas como tradicionais e não susceptíveis de causar da-no à natureza. Mas não é bem assim, e a avaliação da situação actual do parque, do ponto de vista da sustentabilidade dos seus valores e serviços dos ecossistemas, parece obrigar à limitação de actividades humanas em zonas específicas.

Que propostas apresentaram na consulta pública do plano?

No geral, a LPN considerou positiva a actual proposta de revisão do Plano de Ordenamento do PNPG. Entre outras coisas, no seu parecer, a LPN valorizou a revegetação com espécies nativas, pelo seu valor mas também enquanto estratégia preventiva em relação aos fogos florestais, substituição de espécies exóticas por espécies autóctones, a interdição de algumas actividades como o próprio pastoreio e o trânsito motorizado nas zonas de protecção total.

Faz sentido um PNPG sem pessoas?

Não faz sentido um PNPG sem pessoas, mas pode fazer sentido que algumas áreas do PNPG, que hoje enfrentam maior vulnerabilidade e integram mais valores, sejam consideradas interditadas na sequência da presente avaliação. O êxodo de territórios de matriz rural é generalizado e não se circunscreve ao PNPG.

"Há cada vez menos pessoas por cá…"

Moram e "tentam" trabalhar no parque. São proprietários de terrenos, mas queixam-se de falta de voz nas decisões sobre o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Alguns defendem eólicas para justificar a presença de quem ainda ali reside, mas o parque rejeita. No entretanto, o povo vai partindo. As "limitações" e "imposições" são as justificações.


Em terras de que os mais velhos fogem à procura de emprego, a construção de habitação é uma das dificuldades que, segundo os autarcas da área do PNPG, serão agravadas pelo novo plano. Ou seja, o PNPG prevê colocar sob alçada das câmaras o licenciamento de construção, mas como é obrigatório que os projectos sejam da autoria de arquitectos e não de engenheiros, garantem que representará o dobro da despesa.

Problemas, muitos, com que José Alberto, morador no parque, parece pouco se importar. "Sabe, parti há 35 anos para ser emigrante e isto era uma miséria. Colhíamos 20 quilos para comprar umas sardinhas. Hoje isso mudou, mas não foi muito." Agarrado a uma das "tourinhas", José segue viagem até casa, após mais algumas horas no campo. No fundo, a única rotina por estas bandas. Olha para o topo da montanha e desabafa: "Então não podíamos ter ali umas ventoinhas, daquelas da electricidade, para dar algum dinheiro?" Não, não podem porque o parque não autoriza e assim continuará.

Em pleno centro do Soajo, o DN encontrou Custódia. Passeia ao colo o neto, Noé. "Para já os meus filhos estão por cá. Enquanto há trabalho por perto", diz, assumindo: "Crianças são tão poucas que sabemos quem são. Há uma menina de seis meses e depois é o meu neto." Numa terra em que os cafés e três restaurantes são os principais empregadores, Custódia percebe a realidade. "Não dá para os mais novos terem filhos e continuarem por cá."

Com um total de 5800 hectares de território, Soajo é uma das mais características freguesias do parque. Desta área, 4000 hectares integram o PNPG, mas quase não resta história dos milhares de animais de pastoreio. O último grande pastor tinha 350 cabeças, mas há pouco mais de um ano vendeu--as, devido aos prejuízos dos ataques dos lobos. Hoje, enquanto ainda aguarda por indemnizações do parque, dedica-se à construção civil. Revoltado por tudo o que ficou para trás, recusa mesmo entrevistas: "Ficou muito magoado", atira a esposa.

Fonte: Diário de Notícias

Tartaruga-de-couro perdeu-se ou ficou ferida

Biólogo Mário Diniz lembra que animais destes só dão à costa quando algo corre mal. Ou adoecem ou desorientam-se.

Ferida, desorientada ou doente. São estas as explicações avançadas pelo biólogo Mário Diniz para o aparecimento de uma tartaruga-de-couro na praia da Mina, em Alcobaça. O animal foi encontrado morto na quinta-feira ao final do dia por um pescador, mas as autoridades acreditam que tivesse dado à costa 48 horas antes. Pesa mais de 300 quilos e mede quase dois metros de comprimento.

"Estes aparecimentos no litoral acontecem sempre porque algo correu mal. Ou porque os animais ficam doentes, se magoam ou desorientam. São animais de alto mar, que passam por aqui e depois desviam-se das suas rotas habituais", explicou ao DN Mário Diniz.

À semelhança de golfinhos e baleias, as tartarugas também são, por vezes, apanhadas nas redes de pesca, acabando por morrer. Esta tartaruga-de-couro apresentava traumatismos, mas não tinha vestígios de redes nem de arpões, pelo que se torna mais difícil descobrir a origem da sua morte.

As autoridades locais tentaram apurar o interesse deste animal, acabando por enviá-lo para o Museu Nacional de História Natural, em Lisboa.

Apesar de este episódio ser raro, nos últimos anos (entre 2004 e 2009) foram detectados mais de 70 animais de oito espécies distintas na zona costeira de Alcobaça.

As tartarugas-de-couro têm tendência para se tornar mais raras. Frequentam uma área geográfica vasta, que se estende da Islândia à Nova Zelândia.

Os especialistas acreditam que esta espécie de tartarugas esteja já a sofrer com as alterações climáticas, porque, ao contrário do que seria natural, estão a surgir mais na zona do Atlântico Norte.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quercus critica prioridade dada às grandes obras públicas no Orçamento de Estado

A solução para salvar o país preconizada nesta proposta de Orçamento de Estado 2010 não agrada à Quercus. A associação critica um modelo de desenvolvimento que assenta nas grandes obras públicas. Apesar disso diz que o documento tem “novidades positivas” e “interessantes”.

“O que gostaria era que os erros cometidos em outros anos não se repetissem agora”, disse Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista, ao PÚBLICO. “Gostava que fosse invertida a lógica de querer salvar o país através de grandes obras públicas, pagas por nós”. Francisco Ferreira enumerou o novo aeroporto, algumas das grandes barragens, algumas estradas e a travessia rodoviária da nova ponte sobre o rio Tejo. “Esta não é uma crítica partidária, já a fazemos há muito tempo em relação aos sucessivos Governos”, acrescentou.

O dirigente identificou uma “relação muito profunda” entre a dívida pública e o Ambiente. “Os custos das infra-estruturas que têm fortes impactos no Ambiente passam para as próximas gerações”, notou. “Esses investimentos públicos, com uma mais-valia reduzida para o desenvolvimento sustentável, poderiam ser aplicados em outras direcções”. Nomeadamente para as áreas protegidas. “Já vamos estando cansados de promessas quando continuamos a não ver meios humanos ou materiais para salvar a conservação da natureza”, desabafou. Neste capítulo, o documento prevê o início da revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a promoção da criação de novas áreas protegidas locais, regionais e privadas e o alargamento da rede de áreas marinhas protegidas. O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) apresenta uma taxa de crescimento de 31,5 por cento face ao ano anterior.

Eficiência energética é uma "novidade positiva"

Mas o documento introduz “novidades positivas”, nomeadamente a introdução de preocupações com a eficiência energética e não apenas com as energias renováveis. “É novidade a requalificação da habitação com fins de eficiência energética, o que é positivo, mas introduz-se cláusula de não se poder usufruir de um determinado item mais do que uma vez em cada quatro anos, o que em nosso entender é limitativo no caso das obras de renovação”, entende a associação.

No capítulo da fiscalidade automóvel, Francisco Ferreira diz-se ainda “um pouco céptico em relação aos veículos eléctricos. Não sei se não estaremos a antecipar demasiado os incentivos sem ter uma clara indicação do mercado”.

A Quercus também considera positiva a “aplicação de critério de emissões de CO2 [dióxido de carbono] aos veículos ligeiros de mercadorias e mistos a partir de 2014”, assim como a “passagem do limite de emissões no carro novo de 140 para 130 g/km de CO2 para ter direito ao incentivo de abate”.

Face à estimativa da despesa consolidada do Ministério do Ambiente em 2009, a despesa total prevista para 2010 regista um crescimento de 51,5 por cento.

Fonte: Publico.pt

Autarcas pedem intervenção da ministra do Ambiente na Lagoa de Óbidos

O presidente da câmara das Caldas da Rainha alertou hoje para o perigo de ruptura do exutor submarino da Foz do Arelho e anunciou que vai solicitar a presença da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, na Lagoa de Óbidos.

Numa carta subscrita também por Fernando Horta, presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, o autarca Fernando Costa apela à ministra para se deslocar ao local o quanto antes. “Ou, se não puder vir, que nos receba no ministério, com urgência, para darmos conta da gravidade da situação da Lagoa de Óbidos”.

De acordo com Fernando Costa, “a situação está a agravar-se todos os dias”, já que “cada vez a erosão da margem norte é maior e cada vez a água está mais perto do exutor, da estrada e dos bares”.

A decisão anunciada por Dulce Pássaro, durante o Governo Presente no distrito de Leiria, de que as dragagens na Lagoa de Óbidos iriam arrancar ainda este ano, deixou, na altura, o autarca satisfeito, mas agora este pede ao Governo e ao Instituto da Água (que tutela as intervenções na Lagoa) “mais celeridade”.

“A deslocação da aberta [canal que liga a Lagoa ao mar] para norte tem sido tão galopante que o assunto deve ser resolvido ainda mais rápido do que o que estava programado”, alerta, considerando que “pode demorar 15 dias ou um mês, mas também pode demorar dois dias ou três” para que o mar chegue ao exutor que transporta os esgotos do concelho das Caldas da Rainha.

Se nada for feito, avisa, “está eminente a ruptura” e, dependendo da força das marés, “pode haver uma catástrofe ambiental mais cedo do que se espera”.

Fonte: LUSA

XI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

O FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens organiza, nos dias 8 e 9 de Maio, as XI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental/Educação para a Sustentabilidade, no Hotel Portas do Sol, em Caminha.

"As Jornadas destinam-se a professores, a técnicos de municípios e a todos os profissionais ligados ao Ambiente e à Educação para o Desenvolvimento Sustentável", explicam os organizadores.
Data limite de inscrição: 27 de Abril.

Dia 8 de Maio:

Políticas de apoio à conservação da biodiversidade:
09h30: O papel dos Instrumentos de Ordenamento do Território para Conservação da Natureza e Biodiversidade - Célia Ramos (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - Norte)
10h15: A estratégia e plano de acção Nacionais para a biodiversidade - Perspectivas do ICNB - Tito Rosa (presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade)
11h00: Intervalo para café
11h15: Ano Internacional da Biodiversidade - Isabel Sousa Pinto (CIIMAR-Universidade do Porto)

Investigação e estratégias de conservação da biodiversidade:
12h00: O papel da Investigação na Conservação da Natureza - Nuno Ferrand de Almeida (CIBIO-Universidade do Porto)
12h45: Debate
13h00: Almoço livre
15h00: Serviços dos ecossistemas: o estuário do rio Minho como caso de estudo - Leonor Fidalgo e Luzia Sousa (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto/Museu de História Natural, Universidade do Porto)
15h45: Análise da compatibilidade entre exploração mineira e conservação da natureza – exemplos em Caminha - Carlos A. A. Leal Gomes (Centro de Investigação Geológica – Ordenamento e Valorização de Recursos, Universidade do Minho)
16h30: Intervalo para café
16h45: Centros de Biodiversidade: Micro-Reservas Biológicas - Paulo Lucas/José Paulo Martins (Quercus)
17h30: Plantas invasoras em Portugal; Impactes na Biodiversidade - Elizabete Marchante e Hélia Marchante (Centro de Ecologia Funcional Departamento de Ciências da Vida Universidade de Coimbra e Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade Escola Superior Agrária de Coimbra)
18h15: A háquea, uma invasora lenhosa - Laura Lemos (Autoridade Florestal Nacional)
19h00: Debate

Dia 9 de Maio:

Educação, conservação e participação pública:
09h00: Os processos de participação pública em Portugal - Rosário Oliveira (TERCUD - Centro de Estudos do Território, Cultura e Desenvolvimento. Universidade Lusófona)
09h45: A co-responsabilização na gestão das populações piscícolas do rio Minho internacional - José Carlos Antunes (Aquamuseu do rio Minho)
10h30: Intervalo para café
10h45: A Educação Ambiental como ferramenta para a conservação das espécies e ecossistemas. Reflorestação dos Sistemas Dunares. Controlo de exóticas invasoras. Novo olhar sobre Caminha: observatório para aves, visitas guiadas e caminhadas - Clara Prior (Colégio da Nossa Srª da Apresentação, Vagos); Maria Cristina Paula e Ana Isabel Ramalhada (Escola E.B.2.3 de Caminha e Escolas do 1º ciclo de Caminha); Paula Ramos (Escola E.B.1 de Vilar, Aveiro); Ana Catarina Correia e Luciana Alves Simões (Escola E.B.2.3 de Caminha)
11h45: Educação Ambiental na Área de Paisagem Protegida - Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos - Paulo Pimenta (Área de Paisagem Protegida – Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos)
12h15: Debate
13h00: Almoço convívio com animação cultural (com inscrição)
15h00: Actividades em simultâneo:
Ateliers:
Construção de caixas-ninho e caixas-abrigo para fauna selvagem
Plantas aromáticas (história, identificação e utilizações)
Dunas à Lupa
Visitas guiadas/percursos interpretativos:
Geologia Mineira à volta da Serra d’Arga
Percurso pedestre guiado na Serra de Arga -Floresta Autóctone
Biodiversidade Aquática nas praias
Observação de aves.

Contactos:
Telef: 22.200.24.72

Fax: 22.208.74.55

Email: geral.fapas@sapo.pt

Morada: Fapas - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens - Rua Alexandre Herculano, 371 4º dto - 4000-055 Porto

Fonte: Publico.pt

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Comemorações do Dia Nacional do Vigilante da Natureza na Madeira 2010

A Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira
Tem a honra de convidar Vossa Excelência a estar presente nas comemorações do dia Nacional do Vigilante da Natureza, a realizar no dia 2 de Fevereiro pelas 9:30 no edifício Golden.
Numa pequena sessão com três oradores, vamos realçar a importância do corpo de Vigilantes da Natureza representa para a conservação e preservação do património natural e uma secção de perguntas e respostas com um grupo de alunos do terceiro cíclo. Vica também desde já conviado para o almoço comemorativo do dia nacional do Vigilante da Natureza.



Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira