quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Captura e Cativeiro ilegal de espécies protegidas

A captura e posse de aves selvagens autóctones são actos ilegais, e como tal, devem ser denunciadas às autoridades. Em alguns centros de recuperação, esta é uma das principais causas de ingresso de aves selvagens, principalmente devido ao elevado número de Passeriformes apreendidos pelas autoridades, sendo de destacar a importante actuação do SEPNA/GNR e dos Vigilantes da Natureza das áreas protegidas. No entanto, este problema também ameaça diversas espécies de aves de rapina, sendo de destacar negativamente o elevado número de casos de cativeiro ilegal de Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e Milhafre-preto (Milvus migrans) mas também de outras rapinas mais ameaçadas, como o Açor (Accipiter gentilis) ou o Tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus).

Ver artigo completo aqui

Quénia: início da transferência de milhares de zebras para o Parque de Amboseli

Os Guardas do Serviço Queniano da Fauna (KWS) começaram hoje a espectacular transferência de milhares de zebras de uma reserva na região Oeste do Quénia para o Parque de Amboseli, no Sul.

Em grupos de 20, as zebras são colocadas em camiões que seguem, por estrada, até ao Parque Nacional de Amboseli, 300 quilómetros mais a Sul, perto da fronteira com a Tanzânia.

O KWS (Kenia Wildlife Service) prevê transferir perto de sete mil destes animais durante uma operação que deverá até 28 de Fevereiro. O objectivo é repovoar com caça grossa o parque de Amboseli e evitar que os leões e as hienas ataquem gado das populações mais próximas.

Como consequência da seca que afecta há vários anos o Corno de África, e o Quénia em particular, milhares de zebras e de gnus morreram no ano passado em Amboseli. “Estas mortes em massa criaram um desequilíbrio entre o número de carnívoros e de herbívoros no parque, e uma penúria do alimento habitual de leões e hienas”, explicou o porta-voz do KWS, Paul Udoto.

“Este repovoamento deverá permitir restabelecer o equilíbrio entre as diferentes populações animais e reduzir os ataques de leões e hienas no gado”, acrescentou.

Fonte: Agência France-press

Mértola: Quatro entidades unidas para construir fluviário

O Instituto de Conservação da Natureza, a Câmara de Mértola, o Parque Natural do Vale do Guadiana e a Empresa de Desenvolvimento e Infra--estruturas de Alqueva, vão unir esforço e dinheiro para construir um fluviário na margem direita do Guadiana.

A proposta, que partiu do ICN, foi de imediato agarrada pela autarquia da "Vila Museu", que tem vindo a desenvolver contactos para reunir parceiros e candidatar o projecto ao QREN, por forma a assegurar financiamento.

Segundo Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, o futuro Fluviário do Guadiana "está assente em três áreas: mostra, estudo e pesquisa das espécies piscícolas autóctones do rio, algumas delas protegidas e em vias de extinção, como o saramugo".

A fauna piscícola do rio Guadiana é muito variada, podendo encontrar-se espécies como saboga, corvina, enguia, eiró, robalo, lúcio, barbo, saramugo, lampreia e esturjão, entre outros. Tendo em conta que muitas das espécies são migradoras, o Pulo do Lobo, obstáculo natural situado a uma dezena de quilómetros de Mértola, representa o limite de progressão, para que o trabalho a efectuar no Fluviário seja decisivo para o desenvolvimento do ciclo de vida em água doce.

Lembrando o sucesso que tem tido o Fluviário de Mora, no que diz respeito a visitantes, o autarca de Mértola sublinha que a componente de estudo e pesquisa, é decisiva para salvar algumas espécies". Estudar o processo de vida das várias espécies em espaço fechado e pesquisa "doenças e outras variações" que as possam apresentar, serão dois importantes passos a desenvolver.

O Fluviário, que terá uma área de 300 metros quadrados, está orçado em cerca de 400 mil euros. O financiamento envolve , com participação do ICN, Câmara e EDIA, contando o projecto ainda com verbas comunitárias. O município disponibiliza o terreno para edificar a infra-estrutura. De acordo com Jorge Rosa, a obra deverá arrancar no início do segundo semestre deste ano, sendo de um ano o prazo de execução.

Fonte: Jornal de Notícias

Galardão Rede Climática - Inscrições até 12 de Fevereiro de 2010

Iniciativa que pretende distinguir os Melhores Projectos Portugueses na Área da Energia e Alterações Climáticas, e que têm dado um contributo concreto na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na implementação prática da política comunitária em matéria de energia e alterações climáticas.

Serão atribuídos três Galardões: Ouro, Prata e Bronze em cada uma das seguintes categorias:
- Categoria Autoridade Municipal: podem concorrer nesta categoria projectos desenvolvidos por municípios e/ou por agências municipais de energia;
- Categoria Autoridade Regional: podem concorrer nesta categoria projectos desenvolvidos por associações de municípios, grupo de municípios e/ou agências regionais de energia;
- Categoria Empresas: podem concorrer nesta categoria qualquer empresa privada ou pública;
- Categoria Associações: podem concorrer nesta categoria todas as organizações não-governamentais, nomeadamente as de ambiente, de desenvolvimento e outras;
- Categoria Escolas: os prémios a atribuir nesta categoria decorrem da classificação final das Olimpíadas da Energia e Alterações Climáticas, actualmente a decorrer.

Prazo:
Entrega, até 12 de Fevereiro de 2010 de um resumo do projecto (máximo 2 páginas) e uma apresentação PowerPoint a descrever o mesmo para assessoria@apea.pt

Prémios
Entre outros benefícios os projectos premiados:
- serão convidados a fazer uma comunicação oral e a apresentarem um poster no CLIMA 2010 – II Congresso Nacional sobre Alterações Climáticas / International Congress on Climate Change que decorrerá de 27 a 29 de Maio de 2010 na Exponor em Matosinhos, integrado na AMBINERGIA – Feira do Ambiente, Energia e Sustentabilidade;
- terão direito a um destaque numa das edições da Revista Indústria e Ambiente.
- terão a possibilidade de divulgação do projecto na APEA TV (http://apea.castter.com/) e em diversos outros locais tais como o portal do projecto Eventos e da página de internet e blog da APEA.

Consulte toda a informação em: http://eventos-energiaclima.apea.pt/
www.apea.pt | assessoria@apea.pt | 21 395 58 05
Avenida Infante Santo, nº 32, 3º A, 1350 - 179 Lisboa

Latinoamerica: problemas conservacionistas con murciélagos

DECLARACIÓN DE SARAPIQUI

Los murciélagos proporcionan servicios ecosistémicos cruciales para el ambiente y el bienestar humano, pero requieren de la ayuda urgente de todos los Latinoamericanos

Del 10 al 15 de diciembre de 2009 se reunieron en la Reserva Biológica Tirimbina, Sarapiquí, Costa Rica, 25 expertos de 11 países de Latinoamérica, especializados en el estudio y conservación de los murciélagos y miembros de la Red Latinoamericana para la Conservación de los Murciélagos (RELCOM), con la finalidad de elaborar la Estrategia Latinoamericana para la Conservación de los Murciélagos.

En Latinoamérica existen más de 300 especies de murciélagos, los cuales proveen servicios ecosistémicos vitales para los procesos ecológicos así como el bienestar humano, como el control de muchos insectos plaga, la dispersión de semillas y polinización de plantas ecológica y económicamente valiosas. Pese a estos importantes roles, las poblaciones de murciélagos enfrentan serias amenazas de extinción.

La falta de conocimiento sobre estos animales, la fragmentación de sus hábitats, destrucción de sus refugios, el uso inadecuado de plaguicidas y otras sustancias tóxicas, además de los programas de control de murciélagos vampiro mal aplicados, son los factores más importantes que han causado reducciones drásticas de sus poblaciones y que amenazan con reducir o eliminar los importantes servicios ecosistémicos que proporcionan.

Como especialistas en el estudio y conservación de los murciélagos, nos comprometemos a redoblar esfuerzos y continuar trabajando para documentar su gran importancia ecológica, la necesidad de preservar a este grupo de mamíferos, difundir sus beneficios para el hombre y la naturaleza, y promover acciones concretas para su conservación. Sin embargo, para lograr estos fines requerimos del compromiso y esfuerzo de la sociedad en general y de las autoridades, academia y sociedad organizada en particular. Específicamente,

EXHORTAMOS A LOS GOBIERNOS DE LATINOAMÉRICA A IMPLEMENTAR MEDIDAS URGENTES PARA DETENER LA PÉRDIDA Y DISMINUCIÓN DE LAS POBLACIONES DE MURCIELAGOS EN TODA LA REGIÓN , A TRAVÉS DE LA PROTECCIÓN DE SUS REFUGIOS Y HÁBITATS, RESOLVER APROPIADAMENTE EL CONFLICTO CAUSADO POR LOS MURCIÉLAGOS VAMPIRO, Y VELAR POR EL USO RESPONSABLE DE LOS PLAGUICIDAS.

Reiteramos nuestra disposición para continuar luchando en beneficio de este importante grupo de mamíferos, como lo hemos hecho hasta el presente. Es urgente que las autoridades de toda Latinoamérica se incorporen a estos esfuerzos, por el bien de todos los pobladores de la región. No se trata de proteger especies sólo por protegerlas, sino de cuidar a un conjunto de animales de los que dependen en buena medida nuestro bienestar y los procesos ecológicos que garantizan el funcionamiento de muchos ecosistemas.

Firmado a los 15 días del mes de diciembre de 2009, en la Reserva Biológica Tirimbina, Sarapiquí, Costa Rica.

*NOMBRE*


*INSTITUCIÓN PAIS
*


*
*


M. Mónica Díaz


PIDBA, Univ. Nacional de Tucumán


Argentina


Rubén M. Bárquez


PIDBA, Univ. Nacional de Tucumán


Argentina


Luis Fernando Aguirre


CBG-Univ Mayor San Simón, BIOTA


Bolivia


Isabel Galarza


BIOTA


Bolivia


Isabel Moya


BIOTA


Bolivia


Ludmilla Aguiar


Universidad de Brasilia


Brasil


Ricardo Machado


Universidad de Brasilia


Brasil


Sergio Estrada Villegas


Fundación Chimbilako


Colombia


Bernal Rodríguez Herrera


Reserva Biológica Tirimbina, Univ Costa Rica


Costa Rica


Eugenia Cordero Schmidt


Reserva Biológica Tirimbina, Univ Costa Rica


Costa Rica


Carlos A. Mancina González


Instituto de Ecología y Sistemática, CITMA


Cuba


Lainet García Rivera


Instituto de Ecología y Sistemática, CITMA


Cuba


Rodrigo Medellin


UNAM, BIOCONCIENCIA, A.C.


México


Laura Navarro


BIOCONCIENCIA, A.C.


México


Joaquin Arroyo


BIOCONCIENCIA, A.C.


México


Osiris Gaona


UNAM, BIOCONCIENCIA, A.C.


México


Jose Luis Mena


World Wildlife Fund - Perú


Perú


Sandra Velazco


Mus. Hist Nat. Univ. Nal, Mayor San Marcos


Perú


Armando Rodríguez Durán


Universidad Interamericana


Puerto Rico


Elizabeth Padilla Rodríguez


Universidad Interamericana


Puerto Rico


Germán Botto Nuñez


Museo Nacional de Historia Natural


Uruguay


Ana Laura Rodales


Museo Nacional de Historia Natural


Uruguay


Jafet Nassar


Inst. Venezolano de Investig. Científicas


Venezuela


Ariany García-Rawlins


Inst. Venezolano de Investig. Científicas


Venezuela



Fonte: GUARDAPARQUES

Ilha Australiana Patrimônio da Humanidade será bombardeada 42 tons. de veneno para combate de ratos

Helicóptero lançará 42 toneladas de veneno contra ratos em ilha paradisíaca.
A prefeitura de uma ilha paradisíaca na Austrália anunciou um plano ousado para tentar acabar com uma praga de ratos: o de lançar 42 toneladas de veneno de helicóptero sobre a ilha.

Em entrevista à TV Sky News, Stephen Willi, prefeito da ilha, admitiu que o plano é radical mas "não há outra solução para eliminar os ratos de uma vez por todas". "Esse é um dos lugares mais bonitos do mundo, por isso precisamos de um plano detalhado e de resultado", disse.

A Ilha Lord Howe, a 800 quilômetros da costa de Sydney, está na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Os helicópteros lançarão iscas com veneno sobre as áreas não habitadas - nas habitadas, as iscas serão espalhadas manualmente.

Antes do lançamento de veneno, pássaros nativos serão enjaulados, animais de estimação, como cachorros e gatos, usarão proteção e vacas e galinhas serão transportadas para fora da ilha por um período de cem dias, quando o veneno perderá seu efeito. Além disso, crianças terão que ser supervisionadas de perto pelos pais.

A ilha de Lord Howe, de 57 quilômetros quadrados, abriga 350 residentes permanentes, e está tão isolada do restante da Austrália que algumas espécies nativas não são encontradas em nenhum outro local. Dois terços da área são protegidos e o mar que a rodeia é uma reserva marinha.

Acredita-se que os roedores chegaram em um a barco à ilha em 1918. Desde então, a população se multiplicou e exterminou cinco espécies de aves, segundo informações da WWF Austrália.

Ainda segundo o WWF Austrália, os ratos são uma das maiores ameaças à vida selvagem da ilha.

Projetos similares de erradicação de roedores já foram implantados antes em locais inabitados, mas esta é a primeira vez que um programa do tipo é sugerido em uma local com uma população humana significativa.

A operação está marcada para agosto de 2012, e envolveria dois lançamentos com veneno separados por um período de duas semanas.

(Fonte: G1)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Arquitectura urbana, verdadeira armadilha para algumas espécies de morcegos

São várias as vezes que os Vigilantes da Natureza do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros afectos ao programa “Coabitação e exclusão de morcegos” (ver aqui) são chamados a intervir perante a solicitação de particulares.

Hoje foi mais um dia em que foram contactados para recolher um morcego que já há 2 dias teimava em não sair de uma varanda de um apartamento em Santarém e cuja residente tinha pavor do animal, embora tivesse consciência de se tratar de espécie protegida e querer ajudar com a melhor boa vontade. Dizia-nos que o animal não conseguia voar e que deveria estar ferido ou debilitado.

Quando nos deslocamos ao local, deparámos com uma varanda de 1m de largura (com parede em volta com mais de 1m de altura) forrada a mosaico vidrado e com um aparelho de ar condicionado colocado junto a um dos extremos. Entre o dito aparelho e a parede (sem qualquer aderência), existia uma fresta de cerca de 2 cm.

Tratava-se de um morcego-rabudo (Tadarida teniotis), uma das espécies de morcegos maiores da Europa, que decerto achou confortável o abrigo proporcionado pelo espaço ente o dito aparelho de ar condicionado e a parede. O grande problema que encontrou foi quando pretendeu sair. Sem aderência para conseguir subir em qualquer parede, sem aderência e espaço suficiente no chão da dita varanda, bem como a elevação e estanquicidade das paredes, tentava em vão levantar voo sem qualquer sucesso, tal como uma pessoa a tentar subir um pau de sebo extremamente engordurado.

De facto, ao nos depararmos com a situação, percebemos que alguns detalhes da arquitectura urbana são de facto autênticas armadilhas para algumas espécies de morcegos. Entram, mas dificilmente conseguem sair.



O Morcego-rabudo Tadarida teniotis é uma das espécies de quirópteros menos conhecidas em Portugal, não existindo até à data informação adequada para avaliar o risco de extinção, nomeadamente quanto à redução do tamanho da população e à tendência de declínio. Ver estatuto da espécie segundo o Livro Vermelho do Vertebrados de Portugal.
Esta espécie encontra-se no Anexo BIV da Directiva Habitat, sendo de interesse comunitário, cuja conservação exige protecção rigorosa.





O exemplar, após observação, não mostrando qualquer traumatismo nem sintomas de debilidade, foi libertado ao anoitecer com sucesso.

Nota: Todos os Vigilantes da Natureza que procedem à manipulação de morcegos, têm vacinação anti-rábica em dia. Não é de todo aconselhável manusear um morcego de mãos nuas por quem não está habilitado nem vacinado.

Texto e fotos: Francisco Barros

Golegã quer ligar vila ao Paul do Boquilobo através de ciclovia

A Câmara Municipal da Golegã anunciou que vai lançar um projeto para criar uma ligação, através de uma ciclovia pedagógica, entre a vila, na zona do Equuspolis, e a Reserva Natural do Paul do Boquilobo.

Numa iniciativa que assinalou o Dia Mundial das Zonas Húmidas, e que se realizou na Golegã, o vereador da autarquia, Rui Medina, disse à agência Lusa, que a autarquia está a realizar um estudo prévio para criar uma ciclovia e pedovia com cinco quilómetros de extensão, entre a zona do Equuspolis, na vila, e o limite do concelho já em zona da Reserva do Paul do Boquilobo. O projeto prevê ainda a requalificação de ambas as margens da lagoa de Alverca do Campo, situada na zona do Equuspolis, com a construção de um espaço para ancorar canoas e outras pequenas embarcações e com a criação de uma ponte pedonal que faça a ligação desta zona da vila à zona da lezíria, já em terrenos da reserva natural.

Segundo Rui Medina, o projeto da ciclovia passa por criar um conjunto de percursos temáticos com a identificação das espécies naturais e animais que caracterizam a Reserva do Boquilobo e, desta forma, permitir aos visitantes, não só terem uma infraestrutura de lazer, como também de lhes dar a possibilidade de aprender mais sobre a reserva. “Queremos que a Golegã seja a porta de entrada no Paul do Boquilobo e que possamos potenciar este recurso natural como um produto turístico, aliando à oferta cultural da urbe rural que é a Golegã à oferta também ela cultural que é a riqueza natural desta reserva”, frisou o autarca.

O projeto vai ser candidatado a fundos comunitários do QREN, através da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e está orçado em cerca de 500 a 600 mil euros. O vereador Rui Medina frisou que esta intervenção está a ser coordenada com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, entidade que gere o Paul do Boquilobo.

A directora do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas como Zonas Húmidas, Maria João Burnay, disse à Lusa que é importante ligar a “biologia com a cultura” e frisou que este projeto da Câmara da Golegã demonstra que é importante juntar na mesma área “a gestão patrimonial da cultura de um determinado território com a gestão do património natural, criando sinergias e potenciando a oferta de lazer deste espaço”. A responsável referiu ainda à Lusa que é objetivo da entidade gestora do Paul do Boquilobo melhorar as condições de visitação desta reserva, criando melhores condições do edifício-sede, que permitam conhecer melhores as espécies que habitam esta zona, nomeadamente através da instalação de câmaras que mostrem aos visitantes a zona mais central da reserva. Para este projeto, a directora do Departamento das Zonas Húmidas, diz que já contou com o apoio da Câmara de Torres Novas, concelho onde fica situada a sede da Reserva do Boquilobo.

Fonte: Jornal O Ribatejo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Jornal "Região de Rio Maior" dá destaque ao Dia do Vigilante da Natureza

Ao contrário da generalidade da Comunicação Social de Portugal Continental, o Semanário Regional "Região de Rio Maior", deu destaque de primeira página e reservou uma página central com cobertura da actividade no âmbito da comemoração do Dia do Vigilante da Natureza, realizada no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Cópia integral do artigo publicado (clique na imagem para ampliar):

Número de tigres selvagens na China baixou para menos de 50 animais

Menos de 50 tigres selvagens subsistem na China, advertiu hoje uma organização não governamental de Ambiente, esperando que a chegada do Ano do Tigres não seja o mesmo da extinção da espécie.

Segundo Xie Yan, directora para a China da Sociedade para a Preservação da Vida Selvagem (WCS, grupo com sede nos Estados Unidos), no ano 2000 apenas existiam 15 tigres de Bengala (no Tibete), dez tigres da Indochina (no Sudoeste da China) e 20 tigres da Sibéria (no Nordeste).

O tigre do Sul da China poderá já ter desaparecido. Segundo a WWF (Fundo Mundial da Natureza), nenhum foi avistado desde o final dos anos 70; nos anos 50 deveriam ser quatro mil. O seu rápido desaparecimento é atribuído à caça e à degradação dos habitats.

Se a China proibiu, em 1993, o comércio de ossos de tigre e outros produtos semelhantes, não conseguiu travar a caça ilegal, salientam especialistas em conservação.

Mas “no ano passado, pela primeira vez, recuperei a confiança” nas autoridades, comentou Xie Yan. “A gestão das reservas naturais melhorou e assistimos à sensibilização das comunidades locais. Espero que o Ano do Tigre marque a mudança na preservação destes animais na China”.

A esperança concentra-se no Nordeste, zona limítrofe com a Sibéria onde vivem centenas de tigres.

O jornal “The Guardian” noticia que o Banco Mundial, o Governo chinês e várias organizações não governamentais estão a debater um projecto de milhões de dólares para proteger o tigre Amur.

A China entra no Ano do Tigre com o novo ano lunar, que celebra a 14 de Fevereiro.

A nível mundial deverão existir apenas três mil tigres, contra 20 mil nos anos 80 e cem mil há um século.

Fonte: Publico.pt

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SITE DO ICNB IGNORA O DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA

Os Vigilantes da Natureza, do ICNB, há muito que se habituaram a ser ignorados pelos colegas do Instituto responsáveis pela divulgação das actividades e acontecimentos directa ou indirectamente relacionados com as acções de Conservação da Natureza, em que estes profissionais intervenham. O Dia 2 de Fevereiro, dia consagrado aos Vigilantes da Natureza desde 1990, sempre passou despercebido, tal como todas as actividades e acções desenvolvidas pela Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), os Encontros Nacionais, as Jornadas Técnicas e o Congresso Ibérico nunca mereceram uma única linha no site oficial de um organismo de quem estes profissionais são o rosto no terreno. A APGVN para além de uma associação profissional também é reconhecida legalmente como Organização Não Governamental do Ambiente, todas as suas acções têm como meta a protecção e salvaguarda da Natureza, porque só com profissionais bem equipados e motivados as nossas maravilhosas áreas protegidas poderão perdurar para que as gerações futuras possam usufruir delas. Os responsáveis pela divulgação das actividades no site do ICNB não consideram importante as acções de Conservação da Natureza levadas a cabo pela APGVN em cooperação com entidades regionais, mesmo tendo estas merecido a participação dos Dirigentes máximos da instituição, que reconhecem a importância destas actividades em parceria com os agentes locais, temos como exemplo a plantação e sementeira de carvalhos que se realizou na Serra da Estrela em parceria com a Associação Amigos da Serra da Estrela, a plantação de árvores autóctones realizada no município de Cascais em colaboração com a Agência do Ambiente de Cascais “Cascais Natura” e a recente acção de apadrinhamento de uma cabra serrana do rebanho comunitário de Chãos, que faz parte do projecto de recuperação da Gralha-de-bico-vermelho levada a cabo pela Cooperativa Terra Chã, pela Associação Ambientalista QUERCUS e a operadora de telecomunicações Vodafone.
Há alguns dias atrás, o artigo da jornalista do Expresso, Luísa Schimdt, mereceu destaque no sistema de informação interno do instituto, mas, mais uma vez os Vigilantes da Natureza foram ignorados, os parágrafos do texto que referiam esta classe profissional foram simplesmente retirados. O título de facto não é um bom prenúncio, como diria o companheiro Campeão, “nunca pronunciem a palavra extinção quando se referiram aos Vigilantes da Natureza porque somos uma “raça” de sobreviventes”.
O texto a que me refiro é o seguinte:


GUARDAS DA NATUREZA EM VIAS DE EXTINÇÃO

“O Parque Natural do Douro Internacional não tem actualmente um único vigilante para cuidar dos seus 81.150 hectares. Criado em Maio de 1998, previa contratar sete técnicos e oito vigilantes, mas, ao cabo de uma dúzia de anos, tem só quatro técnicos mal equipados... Este é apenas um exemplo do muito que se passa, ou não se passa, nas nossas áreas (des)protegidas. Três anos depois da reforma do Instituto de Conservação da Natureza, ao qual se acrescentou um 'B' (de Biodiversidade), nada a registar a não ser a fragilização da sua estrutura de funcionamento. O 'B' não trouxe bravura, nem brilho, nem brio às áreas protegidas (AP). Agrupadas agora por tipologias, e não por proximidade territorial, a mesma equipa de gestão anda aos ziguezagues da Serra da Estrela para a de S. Mamede e desta para a da Malcata, para dar só um exemplo... É certo que também há medidas positivas, como o Projecto Lince, resultante de uma contrapartida dos impactos negativos da barragem de Odelouca no Algarve. Mas acabam por ser avulsas e não compensam a precariedade em que vivem as AP, sem funcionários, sem força, sem ânimo. Nem compensam os atentados impunes que continuam: estradas (veja-se a Mata dos Medos, na Arriba Fóssil da Costa de Caparica, ou os IC na Serra da Estrela), projectos PIN e até alguns excessos das eólicas. Nos tempos de António Guterres, as áreas protegidas chegaram a ser consideradas estratégicas. Uma Resolução do Conselho de Ministros de 1998 decretava que as populações nelas residentes deveriam ser alvo prioritário de investimentos que melhorassem a sua qualidade de vida (na saúde, educação, cultura, ciência...) Na altura nada se fez. Que tal ressuscitar esta importante medida e dar-lhe finalmente aplicação no ano da biodiversidade? Só mobilizando as populações locais - antigas ou novas - se conseguirá conservar a natureza... “
Texto publicado na edição do Expresso de 30 de Janeiro de 2010 da autoria de Luisa Schimdt (www.expresso.pt)


Esta consagrada jornalista dá destaque à necessidade de envolver as populações locais na Conservação da Natureza, dando razão ao modo de proceder da APGVN que em todas as suas acções envolve sempre os agentes locais e as suas gentes, afinal, parece que as nossas actividades se enquadram em pleno nos objectivos da salvaguarda da Natureza e da Biodiversidade.


Texto: Francisco Correia
Fotos: Francisco Correia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Donos do Cão de Pastor Alemão pretendem angariar fundos para ajudar desalojados no Haiti

Embora fora da temática dominante deste site, esta iniciativa, pelo seu teor humanitário, não pode passar despercebida e merece toda a divulgação possível.
Trata-se de uma iniciativa de aficcionados do cão de pastor alemão que surgiu após ideias discutidas no fórum http://arcadenoe.sapo.pt/ , mais concretamente aqui: http://arcadenoe.sapo.pt/forum/viewtopic.php?t=76063 e divulgada definitivamente aqui: http://arcadenoe.sapo.pt/forum/viewtopic.php?t=76063

Francisco Barros

Pesquisadores estudam salamandra gigante do Japão

Salamandra hanzaki tem 1,7 metros e foi chamada de 'fóssil vivo'.

Um grupo de pesquisadores e ambientalistas está pesquisando uma espécie de salamandra gigante, com 1,7 metro de comprimento.

Além de seu tamanho, a salamandra Andrias japonicus, conhecida como hanzaki no Japão, chamou a atenção de ambientalistas internacionais e cientistas japoneses pelo seu status de fóssil vivo e pelo fato de não ser atingida por um fungo que está devastando muitas outras espécies de anfíbios no mundo todo.

"O esqueleto desta espécie é quase idêntico ao dos fósseis de 30 milhões de anos atrás", disse Takeyoshi Tochimoto, diretor do Instituto Hanzaki, perto da cidade de Hyogo (sudoeste do Japão).

"Por isso é chamada de 'fóssil vivo'", acrescentou.

"É um 'dinossauro', isto é espantoso", afirmou Claude Gascon, chefe dos programas científicos da entidade ambientalista Conservation International e também um dos líderes do grupo especialista em anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Nós falamos de salamandras que geralmente cabem na palma da sua mão. Esta pode arrancar sua mão."

A salamandra examinada por Gascon está segura, presa em um tanque no centro de visitação da cidade de Maniwa, a 800 km de Tóquio.

Peixes e parentes

Além de ter 1,7 metro de comprimento, a salamandra gigante tem uma pele semelhante ao couro, uma cabeça grande e coberta de estruturas que provavelmente são sensíveis ao movimento e ajudariam a salamandra a capturar peixes.

A salamandra hanzaki tem dois parentes próximos: a salamandra gigante chinesa (A. davidianus), que tem tamanho e forma semelhantes à japonesa e pode se acasalar com elas; e uma bem menor, a Cryptobranchus alleganiensis, do sudeste dos Estados Unidos.

Geralmente as salamandras gigantes ocupam covas em margens de rio. A ocupação é feita em grupos com um macho dominante, várias fêmeas e alguns outros machos.

O macho dominante e as fêmeas liberam na água óvulos e espermatozoides e se movimentam incessantemente para misturar tudo. Os machos não dominantes talvez também liberem espermatozoides, mas o papel deles ainda não está claro.

Quando a água fica mais calma, todos deixam a cova, exceto o macho dominante, que fica para cuidar do ninho e dos filhotes.

Fora da época de reprodução, a vida da salamandra é bem tranquila, vivendo da forma mais discreta possível no rio e capturando tudo o que estiver ao seu alcance para se alimentar.

Criaturas como estas certamente já habitavam o planeta quando os dinossauros ainda existiam, e fósseis da família foram encontrados bem longe da restrita área onde são encontrados atualmente.

"Acredita-se que elas sejam espécies extremamente primitivas, em parte devido ao fato de serem as únicas salamandras com fertilização externa", afirmou Don Church, especialista em salamandras da Conservation International. BBC Brasil

Fonte: BBC

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As estradas e a vida selvagem! Uma ameaça cada vez maior.

Nos últimos anos temos vindo a assistir ao aumento galopante de autoestradas e IC's, junto aos limites do Parque Natural de Sintra - Cascais, são verdadeiras armadilhas para a vida selvagem. Os projectistas destas obras não levaram em linha de conta que a escassos metros existe um Parque Natural, onde ainda sobrevive um dos poucos refúgios da vida selvagem no Distrito de Lisboa. A mortalidade entre as espécies de animais selvagens tem subido de uma forma assustadora, os atropelamentos são uma constante. A última vitima de atropelamento conhecida foi um texugo (espécie propegida por lei), felizmente sobreviveu aos ferimentos e aguarda mais uns dias na companhia dos Vigilantes da Natureza até que seja colocado de novo no lugar onde pertence, na mãe Natureza.


Francisco Correia - APGVN

Confirmada entrada de lince-ibérico em Portugal vindo de Huelva

Um lince-ibérico macho com cinco anos, seguido por telemetria, entrou em Portugal, na zona de Moura-Barrancos, vindo de Huelva na última semana de Janeiro e por cá ficou durante três dias. Esta é uma confirmação rara de que animais desta espécie ameaçada de extinção atravessam a fronteira.

Caribú está a ser seguido por telemetria pelas autoridades espanholas. Mas há cerca de um mês, estas notaram que o sinal que recebiam estava cada vez mais fraco. Desde então têm tentado capturar o lince para trocar as baterias do sistema transmissor que transporta.

Sandra Moutinho, assessora do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), contou ontem ao PÚBLICO que as autoridades espanholas pediram autorização a Portugal para capturarem Caribú. “Enquanto recebemos sinal de que o lince estava deste lado da fronteira, técnicos espanhóis e do ICNB estiveram no terreno à procura de vestígios do animal. Acabámos por encontrar pegadas”, confirmou.

Este lince, entretanto, já regressou a Espanha mas ainda não foi capturado, informou Sandra Moutinho.

“Acreditamos que os animais usam este corredor [entre Espanha e Portugal], entrando em território português”. Desta vez a novidade é que “conseguimos confirmá-lo”.

Caribú, original da Serra Morena, foi libertado na área protegida de Doñana, no Sul de Espanha, no final de 2008. Três meses depois já tinha viajado cerca de 200 quilómetros na província de Huelva. “Os seus movimentos proporcionaram muita e valiosa informação sobre os processos de dispersão deste felino, utilizada para a planificação das reintroduções” que o Governo espanhol tem realizado desde o final de 2009, segundo o site do projecto Life Lince da Junta da Andalucia. “A manutenção do seu colar localizador é vital para continuarmos a segui-lo”.

Estima-se que existam actualmente apenas cerca de 150 linces-ibéricos (Lynx pardinus); em meados do século XIX seriam cem mil espalhados por toda a Península Ibérica. Hoje a espécie vive em Portugal numa situação de "pré-extinção". O colapso das populações de coelhos, a sua principal presa, a caça indiscriminada e a perda de habitat explicam o cenário.

Morreu Garfio, o “patriarca” dos linces nascidos em cativeiro

Mas os esforços de conservação da espécie sofreram um revés com a morte, na tarde de 1 de Fevereiro, de Garfio, o primeiro macho adulto a ingressar no programa ibérico de criação em cativeiro.

O animal, com dez anos de idade, morreu de doença renal crónica “em fase muito avançada” no centro de La Olivilla, na Serra Morena, revela o site do Programa de Criação em Cativeiro.

Garfio foi o pai da primeira ninhada de linces nascidos em cativeiro, em Março de 2005: Brezo, Brezina e Brisa. Foi macho reprodutor nas épocas de criação de 2005 a 2008 e proporcionou ao programa de reprodução um total de onze crias.

“Fez-se tudo o que era possível por este animal, mas as suas funções vitais estavam já seriamente comprometidas”. “Este é um dos dias mais tristes para todos os membros da equipa do programa de Conservação Ex situ”, lê-se no comunicado.

Actualmente, 25 dos 72 animais deste programa têm Insuficiência Renal Crónica e especialistas renais espanhóis e internacionais estão a trabalhar para encontrar um tratamento com sucesso.

Fonte: Publico.pt

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira atribui "louvor" a Vigilantes da Natureza e garante reforço de mais 4 elementos

O Corpo de Vigilantes da Natureza na Madeira será reforçado com quatro novos elementos. A revelação foi feita ontem pelo secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, no Dia Nacional do Vigilante da Natureza assinalado na Região com uma conferência promovida pela Associação de Vigilantes da Natureza.

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais garantiu ontem que recebeu “luz verde” da Secretaria Regional do Plano e Finanças para a contratação de quatro novos vigilantes da Natureza que irão reforçar o corpo composto actualmente por 34 elementos, quando em 2007 eram 37.
Pese embora as restrições financeiras impostas à Região e que implicam um controlo das despesas correntes, Manuel António Correia anunciou que, ainda este ano, será aberto concurso para mais quatro elementos para o Corpo de Vigilantes da Natureza.
«Esta área é crucial e determinante para a Madeira, não só termos de conservação da natureza, mas incluso em termos económicos, porque reforça a imagem e a atractividade da Região, com repercussões na área turística, a nossa principal actividade económica», argumentou.
Por outro lado, Manuel António Correia justificou o reforço de meios humanos em virtude das áreas de jurisdição do Corpo de Vigilantes da Natureza ter aumentado nos últimos anos. «Isto não é um favor, é o reconhecimento pelo vosso excelente desempenho e o reforço das vossas disponibilidades», salientou.
O governante realçou o papel dos vigilantes da natureza, cuja função é feita «com muito empenho, esforço e abnegação e com resultados do seu trabalho, bem acima do horário e das suas obrigações».
Manuel António Correia reconheceu que os vigilantes «sofrem com a ausência, sofrem com as privações», quando passam 15 dias nas Desertas e 21 dias nas Selvagens «às vezes privados de muita coisa».
«Quem está deste lado, às vezes não consegue ter a percepção exacta deste esforço», realçou, dando testemunho do trabalho desenvolvidos pelos 34 vigilantes da natureza da Região Autónoma.
O governante aproveitou a oportunidade para esclarecer que, mesmo num cenário de dificuldades económicas, os projectos de conservação da natureza não acabam, quando terminam os apoios comunitários. «Temos projectos reconhecidos à escala internacional que são uma opção de fundo das instituições e do povo madeirense que vão continuar», garantiu, referindo-se ao lobo marinho, à freira da Madeira, à freira do Bugio e da defesa da floresta laurissilva.
Durante a cerimónia foi entregue ao Corpo dos Vigilantes da Natureza a distinção “Elogio” e aos vigilantes Isamberto Silva e Jaques Manuel da Mata com o prémo “Louvor”.

Temas relacionados:

Projetos conservação da natureza continuarão a ser apoiados na Madeira
O secretário regional do Ambiente da Madeira prometeu hoje que a região continuará a apoiar os projetos de conservação da natureza em curso mesmo quando deixarem de ter financiamento internacional.
Manuel António Correia falava hoje na cerimónia comemorativa do Dia Nacional do Vigilante da Natureza, ocasião em que anunciou que foi autorizado pela secretária regional das Finanças madeirense, "apesar de todos os constrangimentos, a abertura de um concurso para mais quatro elementos" deste corpo de profissionais no arquipélago que é presentemente constituído por 34 pessoas.
O governante salientou que os vários projetos de conservação em curso, casos do lobo-marinho e da freira da Madeira, "não vão acabar quando findarem os financiamentos internacionais e continuarão porque são opções de fundo do povo madeirense".
Manuel António Correia argumentou que para dar continuidade este tipo de trabalho, se for necessário, a Madeira "vai bater a outras portas e suportá-lo com meios próprios".
Realçou que tem sido realizado um "trabalho intenso nestas áreas, mas discreto, que vai ser rentabilizado e valorizado", mencionando que as comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade são uma oportunidade para dar visibilidade a estes projetos que "poderão ter agora atenção redobrada".
Manuel António Correia destacou a importância do reforço do corpo de vigilantes da natureza neste arquipélago, visto que a conservação é "uma área crucial para a região".
Falou destes profissionais como "autênticos amantes da natureza" e elogiou o seu desempenho, esforço, abnegação e os bons resultados do trabalho que desempenham.
Nesta cerimónia foi atribuído um "elogio" coletivo ao corpo de vigilantes madeirenses que "ao longo dos tempos têm sido a face operacional, pela forma com o trabalham unidos" e dois louvores, um a Jacques da Mata pelo seu "trabalho de longevidade" e outro a Luís Amberto Silva por se destaca mundialmente pelos seus conhecimentos técnicos e apoio a inúmeros projetos científicos.
O trabalho desenvolvido pelos vigilantes da natureza esteve hoje em foco numa conferência promovida pela associação destes profissionais na Região.

Madeira está bem na conservação da biodiversidade
A Madeira está a desenvolver um bom trabalho em termos de conservação do património ambiental, contrariando a tendência da perda de biodiversidade.
A garantia foi dada ontem pelo bastonário da Ordem dos Biólogos, Domingos Abreu, durante uma conferência inserida no Dia Nacional do Vigilante da Natureza. «Não há registos, nos últimos anos, de extinções e há um esforço tremendo», realçou, alertando para a necessidade de usar a biodiversidade de forma sustentável.
2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e o fim de um ciclo para o qual foram definidos objectivos, quer ao nível da Convenção da Biodiversidade biológica quer ao nível dos países que compõem a União Europeia.
Foram definidos objectivos muito ambiciosos, nomeadamente o de travar a perda de biodiversidade e esses falharam. «Há mais consciência, motivação e até mobilização, mas não se conseguiu reverter a tendência da perda de biodiversidade, cujo alcançe ultrapassa mil vezes a extinção das espécies», destacou Domingos Abreu.
O investigador e bastonário da Ordem dos Biólogos, advoga a necessidade de encarar os objectivos de outra maneira, visto que a biodiversidade é uma fonte directa de bens e serviços fundamentais para a sobrevivência da espécie humana no planeta. «É preciso manter este afecto que as pessoas têm pela biodiversidade e conservação da natureza, mas ao mesmo tempo transpor esse valor junto do poder de decisão, político, económico ou social», salientou.

Fonte: Jornal da Madeira/LUSA

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vigilantes da Natureza: Dia Nacional assinalado no Funchal e Rio Maior. Associação reclama o triplo dos profissionais para áreas protegidas

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) assinala hoje o Dia Nacional do Vigilante da Natureza com iniciativas no Funchal e em Rio Maior.

No Funchal, os elementos da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira participam numa sessão sobre a importância da profissão na conservação e preservação do património natural onde vão estar alunos do 3.º ciclo do ensino básico.

Em Rio Maior, onde é a sede do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a APGVN vai apoiar o projeto de conservação da gralha-de-bico-vermelho, que está a ser desenvolvido pela associação ambientalista Quercus, em parceria com a Cooperativa Terra Chã e a Vodafone.

O presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), Francisco Correia, reclamou hoje a necessidade de triplicar o número destes profissionais, considerando que só assim é possível uma melhor defesa das áreas protegidas.
"O triplo de vigilantes não era o ideal, mas era muito bom. Pelo menos era o necessário para assegurar, de uma forma mais eficaz, a vigilância e salvaguarda das áreas protegidas", disse à agência Lusa Francisco Correia na data em que se assinala o Dia Nacional do Vigilante da Natureza.
Segundo a APGVN, existem no país 193 vigilantes da natureza em áreas protegidas, estando mais 28 integrados em Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e 31 nas Administrações das Regiões Hidrográficas.
"Há apenas 31 vigilantes para fiscalizar os cursos de água", declarou o dirigente, referindo que o número de vigilantes da natureza tem diminuído desde 1989, situação que demonstra "um desinvestimento dos últimos governos na profissão".
Segundo o presidente da APGVN, "há mais de seis anos que não entra nenhum vigilante da natureza", referindo a este propósito que o Parque Natural do Douro Internacional "não tem nenhum", enquanto o do Tejo Internacional "tem um".
Por outro lado, assiste-se à saída destes profissionais devido a situações de reforma como também ao facto de encontrarem outras carreiras mais atrativas do ponto de vista remuneratório, apontou o responsável.
"Estamos a ver a morte lenta da profissão", resumiu Francisco Correia, lamentando o que chama de "falta de preocupação" nesta matéria da tutela, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.
"Somos muito poucos para as necessidades. O número reduzido não permite a rotatividade nem um trabalho de continuidade", declarou, apontando o crescimento dos "riscos" nas áreas protegidas ou nos cursos de água face a esta situação.
O presidente da APGVN esclareceu que os vigilantes da natureza são "responsáveis pelo trabalho de vigilância, fiscalização, monitorização das espécies e sensibilização dos habitantes e dos visitantes dos parques", advertindo para as consequências se a sua presença se tornar mais escassa.
Francisco Correia apontou a este propósito o aumento da construção clandestina, o despejo de entulho, o corte de espécies, a poluição dos cursos de água ou os incêndios.
"Se não houver ninguém no terreno vai haver mais incêndios", assegurou o dirigente, vigilante da natureza no Parque Natural Sintra-Cascais.
Além de mais elementos e mais meios materiais para os vigilantes da natureza, o presidente da APGVN deseja ainda "a certeza de que a profissão continue como carreira especial da função pública".
"Que, finalmente, seja reconhecida a importância da profissão", frisou.

Fonte: LUSA Fotos: APGVN

PCP pede explicações sobre falta de técnicos e vigilantes no PNDI

O PCP questionou a ministra do Ambiente sobre a carência de técnicos, vigilantes da natureza e equipamentos no Parque Natural do Douro Internacional(PNDI), querendo saber “quantos vão ser recrutados nos concursos anunciados”.

Em pergunta entregue na Assembleia da República, dirigida ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT), o PCP quer obter esclarecimentos sobre “quais as medidas tomadas para dotar o PNDI dos equipamentos necessários” e “quando serão entregues as viaturas de primeira intervenção”.

O PCP quer saber ainda quando prevê o MAOT, “em articulação com o Ministério da Agricultura, fazer alguma proposta de alteração das atuais Intervenções Territoriais Integradas (ITI), manifestamente desadequadas do ponto de vista financeiro”.

Os deputados comunistas, perguntam igualmente se “vai o MAOT propor alguma alteração do actual quadro orgânico das Áreas Protegidas, no sentido de dotar o PNDI (e outros Parques) de um responsável com autonomia, competência e outras atribuições necessárias a um Parque Internacional, e sem que a gestão do lado português fique inferiorizada face ao que se passa do lado espanhol”.

O PCP, realça ainda, citando um artigo de opinião do primeiro diretor do PNDI, Domingos Amaro, no jornal bilingue “Contrabando”, que “há assuntos e problemas específicos de cada área protegida que exigem tomadas de decisão imediatas e que, por isso, não se compadecem com a falta de decisores no local e na hora, muito menos a 250 km de distância”.

Desde Outubro que o PNDI funciona sem qualquer vigilante.

O território do PNDI, criado em Maio de 1998, abrange os municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro, no canhão dos rios Douro e Águeda, que delimitam a fronteira com o “Parque Natural Arribes del Duero” criado em 2002 em território espanhol.

Os dois Parques formam no seu conjunto um dos maiores espaços protegidos da Europa, com uma superfície de 192.605 hectares.

Já em Janeiro, o Bloco de Esquerda e o CDS-PP pediram explicações do Ministério do Ambiente, sobre a situação actual do Parque.

Fonte: LUSA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Madeira: Vigilantes da natureza desempenham "papel único"

Os vigilantes da natureza desempenham na Madeira um "papel único" e o objectivo é que sejam cada vez menos policias e se tornem mais comunicadores e "anfitriões", afirmou hoje o director do Parque Natural da Madeira. Em declarações à Agência Lusa, Paulo Oliveira falava a propósito Dia Nacional do Vigilante da Natureza que se assinala terça-feira com uma conferência no Funchal. Este responsável referiu que a Madeira tem presentemente um corpo de vigilantes composto por 34 elementos e "era bom que tivesse mais cinco, o que permitiria não sobrecarregar os que estão ao serviço". "O trabalho não fica por fazer e tem sido realizado com sucesso, o que acontece é que lhes é exigido mais, o que não aconteceria com um corpo mais alargado", argumenta. Para Paulo Oliveira, os vigilantes da natureza desempenham um papel "único e importante" no arquipélago, sendo responsáveis por ajudar e fiscalizar nas diferentes reservas naturais e áreas protegidas sob a tutela do Parque Natural, casos das Ilhas Selvagens e Desertas, Porto Santo, Garajau, Rocha do Navio, Ponta de São Lourenço. Destaca que são ainda "agentes de conservação da natureza, dando apoio em todas as áreas, como aos investigadores e colaboram nos projectos de conservação, de que são exemplos o lobo-marinho e a Freira da Madeira.

Além disso, dão também apoio logístico nas diferentes reservas, na manutenção dos materiais ali colocados, referiu. "Mas há uma vertente das suas funções que se vai exigir mais no futuro, que é serem comunicadores e anfitriões, um papel fundamental na recepção, explicação e transmissão de valores aos visitantes das zonas protegidas", sublinha. "Pretendemos que sejam cada vez menos polícias e mais comunicadores, porque os vigilantes da natureza têm um papel único na Região e são uma peça complementar e importante no ramo da intervenção, dentro da panóplia das forças e corpos que existem, como a Polícia Florestal", realçou. A conferência que assinala no Funchal a data da constituição do corpo de Vigilantes da Natureza há 22 anos visa "dar a conhecer esta carreira profissional e alertar para a importância que estes representam no mundo da conservação da natureza e da biodiversidade, associado aos problemas que nos afecta a todos nós, as alterações climáticas". Conta com a participação do director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, e do secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia.

Fonte: AGÊNCIA LUSA

Aos Vigilantes da Natureza: Relatório do Debate Nacional de 12 de Dezembro em Castelo Branco

Já está disponível o Relatório do DEBATE NACIONAL DE 12 DE DEZEMBRO EM CASTELO BRANCO, Sobre o tema: “VIGILÂNCIA DA NATUREZA: QUE MISSÃO? QUE CARREIRA(S)? QUE FUTURO?”.

► Download em pdf

“OS VERDES” PREOCUPADOS COM FALTA DE VIGILANTES NO PARQUE NATURAL DOURO INTERNACIONAL

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, sobre a falta de vigilantes no Parque Natural do Douro Internacional.

PERGUNTA:

De acordo com o divulgado pela comunicação social, há três meses que o Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), está sem vigilantes da natureza. O único vigilante que fiscalizava os 85 mil hectares daquele espaço protegido, deixou o serviço em Outubro de 2009 e o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ainda não encontrou qualquer substituto.

Aparentemente esta situação é uma das consequências da reestruturação do ICNB e da concentração da gestão das áreas protegidas.

Em 1998, altura em que foi criado, através do Decreto-Lei 8/98, o Parque Natural do Douro Internacional tinha um quadro de pessoal com 8 vigilantes da natureza. Recorde-se que este parque, tem uma extensão de 120 km e uma área de 85 mil hectares.

A presidência do ICNB admitiu, em declarações à comunicação social, que os meios disponíveis actualmente nesta área classificada, são escassos, quer pela ausência de vigilantes da natureza, quer devido às dificuldades logísticas relacionadas com o parque automóvel necessário para a deslocação dos técnicos.

Na última época de incêndios florestais, os técnicos não dispunham de nenhuma viatura de primeira intervenção para poder acudir rapidamente aos fogos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1. Que medidas prevê o Ministério do Ambiente tomar para fazer face à situação de ausência de vigilantes da natureza ao serviço no Parque Natural do Douro Internacional?
2. Que medidas prevê o Ministério tomar para fazer face à dificuldades logísticas que os serviços do Parque Natural do Douro Internacional enfrenta, nomeadamente ao nível de viaturas?

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
http://www.osverdes.pt/

Lisboa, 31 de Janeiro de 2010

Preservação das zonas húmidas é «um trabalho sem fim»

As zonas húmidas são ecossistemas altamente ameaçados em todo o mundo. Para inverter esta situação, o dia 2 de Fevereiro foi designado como o Dia Mundial das Zonas Húmidas pelo Comité Permanente da Convenção de Ramsar, em comemoração da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas em Ramsar (Irão), a 2 de Fevereiro de 1971. Este dia tem vindo a ser comemorado anualmente desde 1996 em diversos países inscritos na Convenção, e em Portugal, desde 1998. A convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países contratantes em todos os continentes.

No entanto, 12 anos depois da assinatura da convenção, ainda existe um longo caminho para preservar as 28 zonas húmidas nacionais (17 no continente e 11 nos Açores).


«Temos sempre trabalho a fazer nesta área. De qualquer modo, as pessoas já estão mais despertas para a necessidade de investir na recuperação das zonas húmidas. Mas este é um trabalho que não tem fim», reconhece Maria João Burnay, directora do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Zonas Húmidas, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), ao AmbienteOnline.


Actualmente, avança a responsável, já todas as zonas húmidas estão dotadas de planos de ordenamento, uma das obrigações decorrentes da ratificação da "Convenção de Ramsar" por Portugal. O mesmo já não sucede em relação aos planos de gestão. Segundo a responsável do ICNB, estão em elaboração os planos de gestão do Sado, Tejo, Sapais de Castro Marim e Vila Real de Santo António. Concluído está já o plano do Paul de Arzila.


«Os planos de gestão são fundamentais para se gerir no terreno, e com os diferentes parceiros, os objectivos de conservação e desenvolvimento dessas áreas», frisa Maria João Burnay.


Estado das zonas húmidas longe do ideal


Não obstante o trabalho que tem vindo a ser feito, a situação das zonas húmidas nacionais ainda está longe de agradar. António Antunes Dias, ex-director da Reserva Natural do Estuário do Tejo, aponta mesmo, pela negativa, o estado dos estuários do Tejo e do Sado, que continuam «fortemente poluídos». As indústrias pesadas são, segundo o especialista, uma das principais responsáveis por esta situação.


E deixa o alerta: «As zonas húmidas têm de ser geridas de forma anrangente e integrada. As várias entidades que interferem nas mesmas têm de saber o que está em jogo».


ICNB assinala data


As alterações climáticas são, actualmente, outro dos maiores perigos que afectam estas áreas. Talvez por essa razão, o programa de actividades previsto pelo ICNB para celebrar o Dia Mundial das Zonas Húmidas foca a relação entre a biodiversidade nas zonas húmidas e as alterações climáticas.


Este ano as comemorações irão estender-se de 1 a 7 de Fevereiro, realizando-se um evento em cada uma das sete reservas naturais integradas no Departamento de Gestão de Áreas Classificadas Zonas Húmidas.


“Cuidemos das nossas zonas húmidas... uma resposta às alterações climáticas” é o mote escolhido em 2010 para o Dia Mundial das Zonas Húmidas pelo Comité Permanente da Convenção de Ramsar, a entidade responsável pela classificação internacional de zonas húmidas como Sítios Ramsar.


Com as várias iniciativas previstas, o ICNB pretende chamar a atenção para a importância das zonas húmidas e da sua biodiversidade para travar as alterações climáticas. Recorde-se que as zonas húmidas prestam serviços essenciais para os seres humanos, graças à sua função essencial na garantia da qualidade das águas e fonte de alimentos. Mas são ecossistemas vulneráveis às alterações climáticas, em grande parte induzidas pela actividade humana. «A utilização correcta e cuidada das zonas húmidas, conservando os seus ecossistemas e a sua biodiversidade, contribui para que estas desempenhem a suas funções tão importantes para a mitigação das alterações climáticas», salienta fonte daquele organismo.


O programa desenvolvido pelo departamento do ICNB de gestão de áreas classificadas zonas húmidas inclui visitas guiadas para observar fauna e flora e conhecer os ecossistemas das diversas zonas húmidas.

Fonte: Ambiente Online