sábado, 6 de março de 2010

Cerca de 200 voluntários limparam a Mata do Buçaco

Cerca de 200 voluntários participaram esta manhã numa acção de limpeza da Mata do Buçaco, onde no último sábado o temporal derrubou dezenas de árvores de grande porte, algumas delas centenárias.

Munidos de motosserras, machados, roçadoras, tractores e veículos de carga, os participantes responderam ao repto da Fundação Mata do Buçaco e limparam uma área de aproximadamente dois hectares, removendo as árvores e cortando espécies infestantes.

António Jorge Franco, presidente da Fundação, disse que a “resposta das pessoas ao desafio lançado foi muito positivo”, contando-se entre os participantes escuteiros, bombeiros, elementos da Cruz Vermelha, funcionários da autarquia da Mealhada e muitos cidadãos anónimos.

“Sentimos que as pessoas estão cada vez mais viradas para o voluntariado e dispostas a sacrificar uma manhã de sábado para virem ajudar a limpar a Mata do Buçaco”, salientou.

O presidente da Fundação Mata do Buçaco explicou que a limpeza incidiu “na abertura dos caminhos onde houve queda de árvores e na zona junto à Fonte Fria, que tem muitas infestantes (acácias)”.

”Se formos todos é mais fácil”

Entre jovens e adultos participantes na iniciativa, encontrava-se o presidente da Junta de Freguesia de Pampilhosa do Botão, Vítor Matos, de 64 anos, que ajudou nos trabalhos de corte e remoção das árvores tombadas.

“Esta é uma luta de todos pelo património do concelho que temos de preservar. Se formos todos é mais fácil conseguir algo de visível e nós estamos aqui para ajudar”, afirmou o autarca, que trouxe consigo um grupo de 40 escuteiros e mais três pessoas.

Os mais novos também apreciaram a acção de limpeza que, segundo David Encarnação, de 11 anos, dos Escuteiros de Casal Comba (Mealhada), “deu para brincar, trabalhar e aprender que a floresta é para manter sempre limpa”.

O lado sentimental e as raízes familiares levaram Joana Neves, de 26 anos, do Luso, a participar. “O meu bisavô foi guarda-florestal, o meu avô era bombeiro da mata e eu e a minha família crescemos aqui”, recordou a jovem, considerando que “a mata está a cair num poço quase sem fundo e é necessário que todas as pessoas ajudem” na sua recuperação.

Conceição Santos, de 50 anos, veio de Coimbra juntamente com o marido para ajudar à limpeza depois de ter sido informada da iniciativa por amigos.

“Gostamos da preservação da natureza e atrevemo-nos a vir até aqui para apoiar esta iniciativa e para usufruir deste dia com sol, chuva e vento e estas pessoas encantadoras”, sublinhou.

Salientando a necessidade da “jóia da coroa” do concelho ser preservada, o vereador José Calhoa, da Câmara da Mealhada, considerou que “só com jornadas de voluntariado e a força de vontade de toda esta gente que aqui anda é que podemos efectivamente limpar a mata e preservá-la”.

A Mata do Buçaco é um espaço com quase quatro séculos, todo murado, que ocupa uma área da ordem dos 105 hectares, em plena Serra do Buçaco.

Entre as suas atracções figuram o “famoso cedro do Buçaco”, o Palace Hotel, tido como “um dos mais belos e sumptuosos hotéis de charme do mundo”, e uma via-sacra única no mundo com 20 representações da Paixão de Cristo.

Criada em Maio de 2009, a Fundação Mata do Buçaco tem por objectivo gerir de forma integrada o património florestal, histórico, cultural e religioso.

Fonte: LUSA

RTVE - Homenagem a Félix Rodriguez de la Fuente

Apenas uma referência ao grande Homem que serviu de inspiração a muitos dos que, agora, se dedicam à conservação da natureza Ibérica, neste ano em que se contam 30 anos após a sua trágica morte.


Para mais informação consultar a web-page da RTVE que lhe dedica uma semana de programação:

www.rtve.es/felix

Programación especial en todos los canales de la corporación RTVE
Semana de homenaje a Félix Rodríguez de la Fuente
a.. RTVE.es emite todos los reportajes e incorpora piezas exclusivas
b.. Encuentro digital con su hija Odile el jueves a las 13.00h.
c.. Radio 5 rescata las grabaciones de Félix Rodríguez de la Fuente para RNE
RTVE.es 05.03.2010 - 17:39h
La semana del 8 al 14 de marzo, RTVE, se vuelca con Félix Rodríguez de la Fuente para conmemorar los 30 años de su trágica muerte.

Todos los documentales de 'El Hombre y la Tierra' están disponibles en internet. RTVE.es ha creado una web específica para la ocasión, www.rtve.es/felix, donde los seguidores podrán disfrutar cuando y donde quieran de los reportajes que Félix Rodríguez de la Fuente creó para TVE y RNE.

Aterro sanitário rebentou no Algarve e começou a despejar lixo para ribeira

O aterro sanitário do Sotavento algarvio transbordou, atirando com os lixiviados e os resíduos sólidos para os afluentes da ribeira do Vascão, que desagua no rio Guadiana.

Nos últimos dois dias, maquinaria pesada tem procurado tapar com terra o lixo e os plásticos espalhados pela linha de água, no concelho de Loulé. Adérito Cavaco, da Associação de Defesa da Serra do Caldeirão, fala em crime ambiental. "Até posso compreender o acidente - rompimento do talude -, mas é imperdoável a forma como se tenta esconder a realidade", observa. Só nos últimos dois meses choveu tanto como na maior parte dos últimos anos, o que ajuda a perceber o que aconteceu.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR), João Faria, diz que foram "dadas instruções à empresa concessionária, a Algar, para juntar o lixo em montes, para posteriormente ser retirado, juntamente com a terra, da linha de água". Para segunda-feira está prevista a deslocação de técnicos deste serviço e da Administração da Região Hidrográfica do Algarve ao local, Cortelha, para accionar "um plano especial de monitorização", dadas as consequências que o acidente pode vir a ter nos aquíferos, na flora e na fauna. O aterro sanitário entrou em funcionamento em 2000, tendo esgotado a capacidade da primeira célula em 2008, altura em que entrou em actividade a segunda, programada para durar mais dez anos.

Há cerca de um mês já o Bloco de Esquerda tinha levantado a suspeita de que a infra-estrutura não estaria a funcionar de forma correcta. "Tem funcionado ao longo dos anos com grandes deficiências", escreveram os bloquistas, num requerimento dirigido ao Ministério do Ambiente. E perguntavam se tinha este aterro, que serve metade da região algarvia, sido fiscalizado, e quais os resultados dessas fiscalizações. Às dúvidas suscitadas, a CCDR respondeu que existe uma comissão de acompanhamento, presidida pela Câmara de Loulé, que já se reuniu 58 vezes. Entre Julho de 2002 e Março de 2005, os encontros destinados a avaliar o processo de laboração tinham periodicidade mensal, reduzida a seguir para bimensal, quando o funcionamento da infra-estrutura entrou em velocidade de cruzeiro.

Zona protegida

O aterro está situado numa zona classificada de sítio de Rede Natura 2000, mas a sensibilidade ambiental do lugar não pesou na decisão política de o instalar neste local. "A serra recebe o lixo que o litoral produz, que não quis ao pé da porta", observou Adérito Cavaco, lembrando que esta infra-estrutura "veio acentuar a desertificação do interior". A promessa, feita há uma dezena de anos, de colocar esgotos nessas localidades da serra do Caldeirão - Barranco do Velho, Vale Maria Dias e Cortelha - ainda está por cumprir. A construção da variante norte à cidade de Loulé, garantida pela administração central para minimizar os impactos da deslocação dos camiões do lixo, está em curso. Mas o projecto ficou a meio da distância prevista. Falta completar a ligação da cidade à estrada de São Brás de Alportel.

Fonte: Publico.pt

Pegadas de elefantes extintos descobertas no Alentejo

Uma equipa de investigação paleontológica descobriu no litoral alentejano os primeiros vestígios conhecidos na Europa do comportamento social do elefante-antigo, tendo encontrado trilhos de pegadas destes animais de grande porte extintos há mais de 30 mil anos.

A descoberta foi feita por uma equipa científica do Geopark Naturtejo, coordenada pelo paleontólogo Carlos Neto Carvalho. Durante o estudo, a equipa de investigadores descobriu "um conjunto de pegadas de grandes e pequenos mamíferos, entre as quais as de um elefante que existiu na Europa, o Elephas antiguus", explicou Carlos Neto de Carvalho.

"É um elefante próximo do elefante asiático e que se extinguiu há pouco mais de 30 mil anos do continente europeu", explicou o especialista. Estes trilhos de pegadas permitem aos investigadores conhecer mais sobre a anatomia destes animais.

Fonte: Diário de Notícias

Ministra do Ambiente vai participar na iniciativa "Limpar Portugal"

A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, vai participar no dia 20 em acções da iniciativa Limpar Portugal, que receberá também apoio logístico e técnico de várias entidades geridas pela tutela, disse à Lusa a governante.

Segundo Dulce Pássaro, também responsável pelo Ordenamento do Território, o projecto destinado a reunir num só dia milhares de pessoas na limpeza de florestas e zonas verdes é “uma iniciativa louvável” com carácter pedagógico e um forte efeito de sensibilização de pessoas de diferentes idades e níveis de formação.

“Já temos no país infraestruturas de tratamento licenciadas para termos resíduos bem geridos, não haveria razão para termos deposições inadequadas. Isto permitirá tornar mais evidente a inadequabilidade deste tipo de práticas, mais pessoas estarão atentas no futuro”, defendeu.

A ministra adiantou que a Agência Portuguesa do Ambiente organizou os contactos com várias entidades para facilitar o envio de materiais para reciclagem e que as omissões de coordenação e desenvolvimento regional se disponibilizaram para acompanhar os voluntários em visitas aos locais de deposição de lixo e avaliar tecnicamente as condições de remoção.

Também o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade se ofereceu para “orientar os participantes, ajudar no transporte de resíduos e fazer vigilância prévia relativamente aos locais assinalados”.

Já os sistemas multimunicipais de gestão de resíduos urbanos, cujo principal accionista é a Empresa Geral de Fomento (tutelada pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território), vão disponibilizar infraestruturas e equipamentos para receberem o lixo recolhido “sem custos”.

“Eu própria me envolverei e o secretário de Estado do Ambiente [Humberto Rosa]. Vou também convidar mais organismos do ministério, mesmo os que não trabalham directamente na gestão de resíduos”, explicou Dulce Pássaro.

Inspirada num projecto desenvolvido na Estónia em 2008, o Limpar Portugal foi lançado com o objectivo de reunir num só dia 100 000 voluntários para recolher o lixo de florestas e zonas verdes de todo o país.

A organização espera, contudo, ultrapassar este número de participantes e receber a associação de mais autarquias.

A identificação dos pontos que requerem limpeza e a definição das actividades está a ser organizada pelos vários grupos que se estão a organizar localmente.

Fonte: LUSA

CURSO PARA FORMARTE COMO GUÍA EN ECOTURISMO

A.C.U.O. abre las inscripciones para este importante y único curso para formarte como Guía en Ecoturismo.

Desde el 6 de abril y hasta noviembre inclusive, todos los martes de 18:30 a 21:30 hs. y un sábado al mes de 9 hs. a 17 hs.

El curso se desarrollará en el Colegio Seminario de Montevideo en Soriano 1472 y está abierto para todo público.

Los cupos son limitados y se reserva el lugar con el pago de la matrícula que es de $ 1.500 pesos.

Se adjunta programa del curso que consta de 4 módulos de dos meses cada uno y más de 15 días de salidas de campo.

Algunos datos Interesantes:

Opción semi-presencial con asistencia solo un sábado al mes y a las salidas de campo, el resto del material se trabaja mediante foros en internet (Ideal para alumnos del interior del país o de Montevideo con poca disponibilidad horaria).

Participan múltiples docentes; universitarios, profesores de I.P.A., Guardaparques, Ing. Agrónomos, técnicos, etc.

Durante el curso el alumno contará con todo el material didáctico y el material necesario para las salidas de campo: binoculares, telescopios, G.P.S., guías de campo, etc.).

El alumno inscripto podrá tener la posibilidad de acceder a la biblioteca de A.C.U.O.con más de 1.000 ejemplares de temas de naturaleza y ecoturismo a su disposición.

Se realizará un mínimo de 15 días de salidas de campo que abarcaran prácticamente todos los ambientes del Uruguay, el costo de las salidas está incluído en la mensualidad que se abona en el curso.

Los inscriptos en el curso tendrán descuentos especiales en la compra de libros de naturaleza y en otras actividades de ACUO.

Evaluación po rmódulos y presentación de un proyecto al finalizar el curso.

INFORMES E INSCRIPCIONES: ACUO: Web: www.avesacuo.com - E-mail acuo@adinet.com.uy

Tel. 02 - 508 64 98. o En el Primer Centro de la Ecología: Tel. 02 - 409 73 41. T. Narvaja 1612.


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Guarda Parques: Algunos pensamientos... , por Marcelo Segalerba

Estimados,

En estos días hemos venido intercambiando algunas interesantes ideas con algunos de ustedes. Y en lo personal creo que las ideas al final tienen que dar paso a la acción concreta, orientarlas, o por lo menos intentarlo. De otra forma, no sirven para mucho.

Una cuestión que hemos venido conversando profundamente ha sido la falta de trabajo de muchos de la colectividad.

Observen por favor, que ya no estamos hablando si las condiciones de trabajo son penosas, denigrantes o insuficientes. Si dan o no, para sustentar al guarda y a su grupo familiar.

Estamos hablando de la carencia de un derecho básico de cualquier persona, de una forma digna de subsistencia, de una necesidad preocupante. Mucho más si hay que mantener una familia. Quienes se hayan quedado sin la fuente de subsistencia alguna vez, saben exactamente lo que se siente y a lo que me refiero.

En tal sentido, hoy existen infinidades de ejemplos de colegas en el colectivo, que se encuentran en esa difícil situación. Y para que la atención sea al colectivo y no a lo particular, no entrare en detalles de casos concretos.

Por otra parte, hemos observado como se han venido realizando llamados para ocupar posiciones en la Conservación de Áreas Protegidas, y estos sistemáticamente han desestimado las recomendaciones internacionales (muchas de la FIG, UICN, CDB, etc.), han desestimado experiencia anterior, estudios, amor por la camisa y formas legales de realizar esas convocatorias públicas.
Triste e injustamente, estos llamados se han venido convirtiendo en NICHOS DE POLÍTICOS Y SUS ASESORES, de formas de bajar los indices de desocupación del país (sin importar si se coloca a la persona correcta para el cargo), ha venido siendo una forma de desviar recursos, de pagar favores personales, de redistribuir gente de otros colectivos sin proximidad al nuestro y otras yerbas peores. Ejemplos negativos sobran en esta área.

Ahora. A cuantos de nosotros eso nos pesa en las noches o en el día?. Quienes al menos nos hemos preocupado tan solo un poco?
Continuaremos viendo como el colectivo es atropellado una y otra vez, sin que nadie se pare y diga se acabo, esto no va mas????????...Donde esta la mínima dignidad y respeto por la profesión que hemos escogido y por el amigo y colega Guarda?

Sepan que nadie en este planeta esta al margen de esta situación y a cualquiera le puede pasar en cualquier momento de su vida.

Hoy ya no es una fatalidad, un error, o una injusticia quedarse sin trabajo en la Conservación.

RESULTA QUE HOY LOS GUARDAS SON PERSEGUIDOS Y PENALIZADOS FUERTEMENTE, POR DECIR LA VERDAD, POR NEGARSE A LA CORRUPCIÓN Y LOS CORRUPTOS, POR HACER LAS COSAS BIEN, POR TRABAJAR POR LA NATURALEZA Y LA GENTE, POR NO PERDER SUS CONVICCIONES, Y EN DEFINITIVA POR NO VENDERSE AL BAJO PRECIO DE LA NECESIDAD, ANTE LAS SUCIAS MANOS DE AQUELLOS QUE MANIPULAN LA CONSERVACIÓN EN VARIOS PAÍSES, REGIONES E INSTITUCIONES.

PREGUNTO DE NUEVO: DONDE ESTAMOS NOSOTROS?? A DONDE ESTÁN LAS ASOCIACIONES, LA FEDERACIÓN, LA CAPACIDAD QUE CADA UNO DE NOSOTROS TIENE PARA SENTIR INDIGNACIÓN??

HAY QUE HACER ALGO EFECTIVO POR LOS GUARDAS, SUS FAMILIAS, LA NATURALEZA Y LA PROFESIÓN. QUE NO SEAN SOLO CONGRESOS CADA 3 AÑOS.
Los congresos SIEMPRE SON muy importantes, pero son simplemente un medio, un instrumento, un paso en un largo camino...., pero hace falta más.

Donde están las políticas sectoriales de fondo, siendo difundidas, aplicadas, defendidas, monitoreadas y corregidas??'

EN LO PERSONAL ME DUELE MUCHO VER A MIS AMIGOS Y COLEGAS SIN TRABAJO, PENANDO POR LAS INJUSTICIAS, TRANSITANDO VIDAS TERRIBLES EN LO PROFESIONAL, PERSONAL Y FAMILIAR.

PERDIENDO SU CALIDAD DE VIDA Y SALUD PAULATINA Y SILENCIOSAMENTE. PERO INEXORABLEMENTE.

Y POR ESTO Y POR MUCHO MAS NO ME CALLARE JAMAS. Y SE QUE SOMOS MUCHOS EN ESTA LINEA, Y ESO ES LO BUENO Y ESPERANZADOR.

ADVIERTO QUE NO DEBEREMOS CAER Y TRANSFORMARNOS EN LO QUE MUCHOS INTERESES OSCUROS A LA CONSERVACIÓN Y A LA VIDA PRETENDEN: EL DESINTERÉS POR EL PRÓJIMO, LA VIDA Y POR NOSOTROS MISMOS.

EN CONSECUENCIA, (Y AGUARDANDO COMPARTIR ALGUNAS DISCUSIONES CON USTEDES), LES PRESENTO ALGUNAS PROPUESTAS DE ACCIONES A REALIZAR: (SI ES POSIBLE A CORTO PLAZO). PENSANDO EN LOS AMIGOS QUE NO TIENEN PARA COMER O PARA MANTENER A SUS FAMILIAS.

1- GENERAR UNA BOLSA DE TRABAJO (DONDE TODOS COOPEREMOS PRESENTANDO LLAMADOS EN LA CONSERVACION). EN TAL SENTIDO, UTILICEMOS LOS ESPACIOS QUE TENEMOS (GUARDAPARQUES@googlegroups.com, EL BOLETIN DE DANIEL, LA RED ESPAÑOLA, LA PORTUGUESA, LA AUSTRALIANA, LA FINA LINEA VERDE, LA PAGINA DE LA IRF, DE LAS ASOCIACIONES).

2- REALIZAR UN COMUNICADO INTERNACIONAL OFICIAL VIA FIG, ASOCIACIONES Y GREMIOS. PARA GOBIERNOS, ESTADOS, DEPARTAMENTOS, MUNICIPALIDADES E INSTITUCIONES. COMENTANDO QUE ESTAREMOS MONITOREANDO A NIVEL MUNDIAL ESTOS ASPECTOS RELATIVOS A CONTRATACIÓN, OPRESIÓN DE GUARDAS, TRABAJO INSALUBRE Y CORRUPCIÓN.

3- DIFUNDIR RESOLUCIONES O CONTRATACIONES DUDOSAS A NIVEL GENERAL. GENERAR EL CONOCIMIENTO PUBLICO, EL INTERCAMBIO, LA INDIGNACIÓN Y LA DENUNCIA. LUEGO LA JUSTICIA DEBERÁ HACER SU PARTE.

4- ARTICULAR DENUNCIAS FORMALES EN LOS DISTINTOS PAÍSES POR MEDIO DE LAS INSTITUCIONES LOCALES DE REPRESENTACIÓN DE GUARDAS. ESTAS DEBEN LLEGAR A LOS ÓRGANOS COMPETENTES DE FORMA EFECTIVA.

5- TENER UN CANAL ABIERTO EN LA FIG E INSTITUCIONES LOCALES, PARA ORIENTAR LOS PROCESOS DE LLAMADOS DE PERSONAL PARA ÁREAS PROTEGIDAS. SI ES POSIBLE EXIGIR Y PARTICIPAR ACTIVAMENTE DE LOS PROCESOS Y DE LAS AUDITORIAS.

6- QUE LA FIG Y LAS ASOCIACIONES PROVEAN UN SERVICIO PROFESIONAL (ABOGADO LABORAL) PARA AUXILIAR A MIEMBROS SOLICITANTES.

7- QUE LA FIG Y LAS ASOCIACIONES DESARROLLEN UN CUERPO PROFESIONAL AUDITOR INTERNACIONAL SOBRE CONDICIONES DE TRABAJO DE LOS GUARDAS. DONDE SE REALIZEN AUDITORIAS, INFORMES PUBLICOS Y SE REALIZE UN RANKING DE LOS PAISES E INSTITUCIONES QUE TRATAN A SUS GUARDAS DE LA MEJOR Y PEOR MANERA. ANTE ESTO, ENVIAR INFORMES A NACIONES UNIDAS, LA ORGANIZACION MUNDIAL DE TRABAJO, UICN, CDB, PRENSA INTERNACIONAL Y OTRAS.

8- TENER ESTAS Y OTRAS DIRECTRICES PLASMADAS EN LA PAGINA WEB DE LA FIG Y DE LAS ASOCIACIONES, PARA LIBRE Y ESPONTANEA CONSULTA DE TODOS.


FINALMENTE, ME GUSTARÍA DESPEDIRME DE USTEDES RECORDANDO A LOS AMIGOS QUE HAN SIDO DESPOJADOS DE SUS FUENTES DE SUBSISTENCIA, DE SU INTEGRIDAD, DE LAS CONDICIONES MÍNIMAS Y DIGNAS DE VIDA.

RECORDAR, A AQUELLOS QUE NO CONSIGUEN VIVIR DE LO QUE AMAN, POR MAS QUE DESESPERADAMENTE LO INTENTEN A DIARIO.

TAMBIÉN RECORDAR AQUELLOS GUARDAS Y SUS FAMILIAS QUE HAN SIDO TAN AFECTADOS CON LOS TRÁGICOS ACONTECIMIENTOS NATURALES, COMO ES EL CASO DE CHILE.

GRAN Y FRATERNAL ABRAZO A LA DISTANCIA DESDE BRASIL,

MARCELO


RECUERDEN:

"SI QUEREMOS TENER ÁREAS PROTEGIDAS, VALORES Y UNA OPCIÓN DE VIDA FUTURA, PROTEJAMOS HOY AL GUARDA Y SU PROFESIÓN"

sexta-feira, 5 de março de 2010

Baleia-de-barbas deu à costa na praia de Quarteira

Uma baleia-de-barbas com cerca de sete metros de comprimento deu à costa esta madrugada na praia de Quarteira, informou a Junta de Freguesia. As causas da morte do animal ainda não são conhecidas.

José Coelho Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, disse ao PÚBLICO que de momento estão a decorrer as operações de remoção do animal do areal.

Este é um fenómeno que, “felizmente não é normal” para aquela zona algarvia. “Por aqui aparecem mais golfinhos, isso é mais normal”.

O autarca acrescentou que foram accionados os meios necessários, nomeadamente a Protecção Civil, Marinha, Junta de Freguesia e elementos da Salubridade da câmara municipal de Loulé.

A baleia será depositada em aterro.

Fonte: Publico.pt

Nemátodo "continua a avançar de forma descontrolada" dizem proprietários

O presidente da Federação Nacional das Associações de Produtores Florestais (FNAPF), Vasco Campos, garante que o nemátodo do pinheiro “continua a avançar de forma descontrolada”, por falta de medidas, contudo o Ministério está optimista.

“O combate do nemátodo [doença do pinheiro] está parado. A Autoridade Florestal Nacional (AFN) protocolou com as associações (de produtores) uma série de medidas de combate da doença do pinheiro-bravo, mas esse protocolo acabou em 31 de Dezembro”, declarou Vasco Campos à agência Lusa.

O nemátodo da madeira do pinheiro é uma doença causada por um verme microscópico transportado por um insecto que contamina as árvores por onde passa, afectando sobretudo a copa e os ramos



Vasco Campos, que é também presidente da Caule - Associação Florestal da Beira Serra, avança que o pinheiro-bravo “está mesmo em risco de desaparecer na região Centro”.

Também o coordenador da Associação dos Baldios e dos Produtores Florestais do Centro (SEBALDIC), Isménio de Oliveira, denuncia a “falta de informação verdadeira sobre a realidade” e de uma análise real no terreno.

“Há uma falta de informação do Ministério da Agricultura sobre a verdadeira situação, sabemos que aumentou a área do pinheiro com doença, há concelhos como Arganil e Castanheira de Pêra onde há mais pinheiros mortos do que há três meses atrás, não sabemos porquê”, criticou.

Isménio de Oliveira lamenta que, neste momento, “não esteja a funcionar, no terreno, o plano de combate do nemátodo”.

“Estamos num interregno, o que é mau porque é nesta fase que se pode abater as árvores, entre Abril e Outubro é quando o insecto vector propaga a doença”, disse.

Segundo o presidente da FNAPF e da Caule, “o que está a ser feito é residual”.

Contactado pela Lusa, fonte do Ministério da Agricultura confirma que estão no terreno “acções de prospecção e eliminação de árvores com sintomas de declínio”, por organizações de produtores florestais que “não tinham desenvolvido todas as acções protocoladas e dispunham de saldos de protocolo (verbas por aplicar)”.

“O que é preciso é renovar o protocolo e avançar, de novo, para o terreno em força, porque continuamos com um problema muito grave de nemátodo, que não está controlado”, contrapõe Vasco Campos.

Para o Ministério da Agricultura, “os resultados obtidos até ao momento são optimistas quanto às perspectivas de contenção da expansão da doença do Nemátodo da Madeira do Pinheiro na região Centro”, onde “estima que tenham sido eliminadas cerca de 1,9 milhões de árvores”.

“Desde Outubro até à presente data, a AFN deu continuidade à execução das acções de prospeção e eliminação de árvores com sintomas de declínio” e “até ao final de Abril está prevista a continuidade das acções de corte das árvores com sintomas”, garante o Ministério.

O combate do nemátodo envolve vários grupos de investigação, através de estudos financiados pela AFN.

Burocracias dificultam candidaturas a medidas de combate

A Caule, denunciou hoje as “enormes dificuldades” das entidades gestoras das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) em se candidatar a medidas de combate do nemátodo, pelas burocracias impostas.

“Estamos a perder dinheiro da União Europeia, as ZIF estão com tremendas dificuldades em se candidatar ao Proder (Programa de Desenvolvimento Rural), porque vêm fazer exigências impraticáveis”, declarou à Agência Lusa o presidente da Caule, Vasco Campos.

O também presidente da FNAPF critica a exigência de um “inventário da propriedade que compõe a ZIF, parcela a parcela”, coisa que, disse, as entidades gestoras “não têm capacidade e deveria ser o Estado a fazer”.

“Uma ZIF com dez mil proprietários é uma coisa banal”, frisou, acrescentando que a CAULE gere 12 ZIF que congregam cerca de sete mil proprietários dos concelhos de Seia, Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Penacova e Santa Comba Dão.

Há um mês, a Caule fez chegar as suas preocupações ao ministro da Agricultura, numa carta que enviou também aos grupos parlamentares.

Na missiva, a Caule pede uma “definição clara” das competências das entidades gestoras das ZIF, por considerar que aí reside “parte do problema do acesso aos apoios” do Proder.

“Verifica-se uma total incompreensão da realidade fundiária, por parte da Autoridade Florestal Nacional (AFN), ao exigir (…) uma identificação nominal de todos os proprietários, e, através do registo matricial das Finanças ou do Registo Predial da Conservatória, de todos os prédios rústicos das ZIF em questão”, critica a associação.

Se a situação não for “rapidamente desbloqueada”, avisa, “será o descrédito total das ZIF, assumindo a sua inutilidade, transformando-se em estruturas administrativas vazias de competências e de poderes sem ação no terreno”.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Agricultura esclarece que “não é exigido um inventário da totalidade das parcelas que constituem as ZIF” mas “existe a obrigatoriedade de identificar e caracterizar todas as parcelas onde se pretendem efectuar acções de controlo do nemátodo”.

“O problema do nemátodo não se esgota nas parcelas que conseguimos identificar, se um dos apoios é para a prospecção (da doença) como é que querem que se faça o trabalho antes”, questionou Vasco Campos, sublinhando que para a criação de uma ZIF basta a adesão de “metade dos proprietários” abrangidos.

No esclarecimento enviado à Lusa, o Ministério da Agricultura informa que a Autoridade de Gestão do Proder e a AFN “estão a trabalhar no sentido da simplificação das questões relacionadas com a comprovação da titularidade, para efeitos de apresentação de candidaturas das ZIF”.

Fonte: LUSA

quinta-feira, 4 de março de 2010

Autarcas do Alto Tâmega querem debater “graves problemas” com Mini. do Ambiente

A Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT) solicitou hoje uma audiência com carácter de urgência à ministra do Ambiente a fim de alertar para os “graves problemas” decorrentes da construção de quatro barragens, disse o autarca de Vila Pouca de Aguiar.

Domingos Dias é presidente em Vila Pouca de Aguiar, um dos concelhos mais afectados pela cascata do Alto Tâmega, já que vai ser atingido pela albufeira de três das quatro barragens previstas.

A “cascata” do Alto Tâmega, adjudicada à espanhola Iberdrola, prevê a construção de quatro barragens: a do Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes).

Especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) apresentaram ontem aos seis autarcas da AMAT - que junta as câmaras de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar - as suas conclusões sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das barragens do Alto Tâmega.

Os autarcas não gostaram do que ouviram porque, segundo Domingos Dias, são apontadas algumas lacunas e, por isso mesmo, querem ser recebidos pela ministra do Ambiente, a quem solicitaram ontem uma audiência com carácter de urgência.

“O objectivo é, em conjunto, analisarmos os pormenores do EIA. Debatermos o efeito das barragens na qualidade da água, na fauna ou na flora, nomeadamente no que diz respeito ao lobo ibérico, à lontra ou toupeira de água, ou até nas alterações climáticas que poderão ocorrer”, salientou.

O autarca referiu ainda que a Iberdrola fez o EIA individualmente para cada barragem, mas considera que os impactos têm que ser analisados no seu conjunto.

Domingos Dias afirmou ainda que os concelhos só vão beneficiar com as barragens durante o período de construção, devido à movimentação que vão criar os cerca de 3500 trabalhadores previstos. “Quanto ao que vem a seguir está tudo muito nebuloso e no ar. Essa parte tem que ser devidamente esclarecida”, referiu. O autarca vai mais longe e diz que não antevê mais valias, pelo menos “para as gerações futuras”.

No decorrer da elaboração do EIA destes empreendimentos foi descoberta uma importante população de bivalves com elevado estatuto conservacionista no rio Beça. Em sequência destes “fortes constrangimentos de ordem ambiental” na área de implantação da albufeira de Padroselos, o EIA revela um “possível cenário alternativo do projecto”, que passa pela exclusão desta barragem aumentando a potência prevista para Gouvães. Se for aumentada a cota em Gouvães, segundo o autarca, serão aumentados ainda mais os problemas para Vila Pouca de Aguiar.

Além da eliminação de grande parte dos terrenos agrícolas das localidades de Carrazedo do Alvão e Gouvães, Domingos Dias defende que é preciso fazer uma avaliação de solos e de contaminação de águas e saber em que estado ficará a Rede Natura.

O EIA vai estar em discussão pública até 14 de Abril.

Fonte: Publico.pt

Nova Portaria do ICNB termina com taxas das actividades desportivas em AP

O novo regulamento de taxas a cobrar pelos serviços prestados pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) exclui o pagamento das autorizações para a maioria das actividades desportivas e visitação das áreas naturais protegidas. O documento, que entra em vigor amanhã, vem substituir uma portaria de Outubro, que motivou protestos por parte de montanhistas.

A portaria, hoje publicada em Diário da República, excluiu o pagamento de taxas devidas pelo acesso e visita a áreas classificadas e isenta os pedidos de autorização para a realização de actividades de lazer e educação ambiental apresentados por estabelecimentos de ensino e por pessoas colectivas de utilidade pública. As únicas actividades desportivas que continuam a pagar uma taxa de 200 euros pela sua autorização são as de competição.

Festivais de música e outros espectáculos e feiras têm também de pagar uma taxa ao ICNB, mas o regulamento isenta as actividades recreativas ou culturais relacionadas com romarias, procissões, festas populares e festejos locais.

Este documento substitui uma portaria de Outubro que estabelecia as taxas a pagar por serviços prestados pelo ICNB, que foi suspensa em Dezembro, por um período de três meses, depois de vários protestos de montanhistas e praticantes de desportos de montanha, com especial incidência no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O novo regulamento altera os critérios de cálculo do valor da taxa, eliminando grande parte das variáveis ao valor a aplicar existentes na anterior portaria. São também clarificados quais os actos e actividades sujeitos ao pagamento de taxas, desde logo através de isenções aos pedidos relativos às actividades agrícolas, florestais e de pastoreio cuja área de intervenção seja inferior a um hectare. Também os pedidos de autorização para a realização de trabalhos de investigação científica e de monitorização com interesse para a conservação da natureza e da biodiversidade são isentados do pagamento de taxas.

Fonte: LUSA

>>Ver portaria

Ministério do Ambiente iniciou adjudicação para limpeza e remoção de casas na Fuzeta

O Ministério do Ambiente já iniciou o processo de adjudicação para os trabalhos de limpeza e remoção de construções na ilha da Fuzeta, onde o mau tempo já destruiu metade das casas, disse à Lusa fonte do ministério.

O anúncio surge poucas semanas depois de a secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades ter revelado que seriam antecipadas para final de Março as demolições das edificações existentes na ilha.

As intervenções na ilha, situada entre Olhão e Tavira, incluem ainda o reforço do cordão dunar e da nova barra, entretanto aberta pela natureza.

Segundo fonte do gabinete da ministra do Ambiente, estão em curso os procedimentos para a adjudicação das intervenções de requalificação e salvaguarda da ilha da Fuzeta, a mais afectada pelas tempestades deste Inverno.

A força do mar já destruiu este Inverno na ilha da Fuzeta metade das casas que tinham sido sinalizadas para serem demolidas ao abrigo do programa Polis Litoral Ria Formosa, antecipando as intervenções previstas.

Os deputados socialistas eleitos por Faro estiveram reunidos terça-feira com a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, para se inteirarem das acções previstas pelo programa, que defendem que deverão ser faseadas.

Em comunicado, Miguel Freitas e Jamila Madeira dizem que a ministra do Ambiente manifestou "firmeza" em avançar com o Programa Polis e "sensibilidade" para que se encontrem soluções que equilibrem os diversos interesses no quadro do actual Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).

"A intervenção na Ilha da Fuzeta tem de avançar rapidamente, tendo em conta o impacto das derrocadas na preservação dos ecossistemas e nas actividades económicas que representam a subsistência de muitas famílias locais", frisam os deputados.

De acordo com os dois deputados socialistas eleitos pelo círculo de Faro, o princípio da intervenção na Ria Formosa não deve ser "demolir por demolir", mas sim "investir para qualificar e preservar a economia local".

Miguel Freitas e Jamila Madeira defendem por isso uma "acção equilibrada", baseada em "critérios compreensivos e claros" que defendam a salvaguarda da zona costeira, dos valores naturais e das actividades económicas.

Os deputados do PS eleitos pelo Algarve vão agora iniciar um conjunto de reuniões com as associações de moradores das ilhas-barreira localizadas na Ria Formosa para discutir possíveis cenários e apresentar propostas concretas ao Ministério do Ambiente.

Fonte: LUSA

Descobrir o interior desertificado de burro, cavalo, bicicleta ou a pé pela Via Algarviana

Atravessar o interior algarvio desde o Cabo de S. Vicente até Alcoutim em cima de um burro e dormir em antigas escolas primárias é uma das aventuras da 3.ª Grande Travessia da Via Algarviana, evento que arranca dia 20 de Março.

As inscrições para participar na travessia pelo interior algarvio estão esgotadas na versão de bicicleta e a pé, mas ainda é possível participar na caminhada em cima do dorso de um cavalo ou de um burro, explicou João Ministro da associação Almargem, organizadora do evento ecoturístico.

Vão ser 14 dias de caminhada em plena serra algarvia. O percurso vai iniciar-se no Cabo de S. Vicente, junto a Sagres, no concelho de Vila do Bispo, e vai terminar em Alcoutim, explicou João Ministro.

O passeio, que termina dia 2 de Abril, está a ter muita procura, nomeadamente de estrangeiros e imigrantes. “Houve uma grande procura, porque esta via está a tornar-se muito popular. Temos belgas, alemães, austríacos, espanhóis, holandeses, israelitas e portugueses, obviamente”, enumerou o ambientalista.

A Travessia da Via Algarviana é “uma iniciativa promocional do interior algarvio e do seu potencial turístico” que serve principalmente para revelar as aldeias algarvias e as suas actividades culturais, mas também todo o património natural e museológico existente, esclareceu a Almargem, salientando o apoio que todas as autarquias algarvias estão a dar ao evento.

O grupo que vai fazer a caminhada integral e contínua da Via Algarviana vai demorar 14 dias, mas o percurso pode ser feito num menor espaço de tempo de bicicleta todo o terreno, que demora cinco dias, de cavalo ou de burro. Nas últimas duas versões o passeio demora nove dias e onze dias, respectivamente.

O alojamento é gratuito e assegurado pela organização. Segundo João Ministro, os participantes podem pernoitar em antigas escolas primárias ou Casas do Povo, uma oportunidade para conhecer património antigo português, observou, mas opcional.

A alimentação é por conta dos participantes e quem optar por participar na iniciativa a cavalo ou de burro de carga tem de pagar uma inscrição para assegurar o trabalho do guia turístico.

A travessia a cavalo é de 25 de Março a 2 de Abril e a de burro de 23 de Março a 2 de Abril.

Os preços de participação variam entre os 7,5 euros (caminhada) e os 16 euros (cavalo), mas as inscrições para a versão BTT e a pé estão esgotadas, havendo mesmo pessoas em lista de espera, alertou a Almargem.

A Via Algarviana é um projecto nascido em 1995, fruto da conjugação de esforço da Associação Almargem e Algarve Walkers, cujo objectivo foi implementar uma rota pedestre entre o Baixo Guadiana e Sagres para promover o ecoturismo, combate à sazonalidade e à desertificação do interior do Algarve.

Fonte: LUSA

quarta-feira, 3 de março de 2010

Agendada manifestação contra barragens no Tâmega

A Quercus, em conjunto com outras entidades de defesa do Ambiente, agendou para 13 de Março uma manifestação, em Amarante, contra a construção de cinco barragens na sub-bacia do rio Tâmega. Em causa está, de acordo com a associação, o perigo de destruição da biodiversidade da região.

O Governo, através do Programa Nacional de Barragens, projectou a construção de mais dez barragens em Portugal, cinco das quais no Tâmega. O presidente do núcleo do Porto da Quercus, Ricardo Marques, entende que esta é uma decisão irresponsável e imponderada, face à existência de formas mais económicas de produção de energia, que não põem em risco o meio ambiente. O responsável pelo núcleo defende que, após a conclusão do programa, o aumento de produção de energia no país, em cerca de três por cento, não justifica "o investimento nem os danos ambientais". Acrescenta que centenas de hectares da reserva agrícola da região poderão ficar submersos. Nesse sentido, diz não aceitar o argumento, por parte do Governo, de que esta medida trará novos postos de trabalho, já que, em contraponto, o sector agrícola será directamente afectado.

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega abriu uma petição on-line contra a construção da barragem do Fridão, em Amarante, já subscrita por 2230 pessoas. De acordo com o manifesto do movimento, a barragem projectada para esta localidade, "uma construção betonada erigida em pleno leito fluvial", terá 110 metros de altura, "superior à cota de assentamento do núcleo histórico de Amarante".

No sentido de obter um comentário, o PÚBLICO contactou o Ministério do Ambiente, que, até à hora do fecho desta edição, não respondeu.

Fonte: Publico.pt

Curso de Iniciação ao Birdwatching - Estarreja, 10 e 11 de Abril de 2010

No fim-de-semana de 10 e 11 de Abril, o BioRia promove um Curso de Iniciação ao Birdwatching. A Birds & Nature Tours organiza, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), um curso destinado a interessados com pouca ou nenhuma experiência (nível iniciados).

A parte prática decorrerá nos Percursos do BioRia e nas Salinas de Aveiro e a parte teórica no Centro de Interpretação Ambiental em Salreu. A carga horária é de 16 horas. Com o objectivo de obter um elevado nível de aprendizagem e de participação, os cursos são limitados a 20 participantes.

Local: Centro de Interpretação Ambiental de Salreu / Percurso BioRia e Salinas de Aveiro
Formador: João Jara
Carga horária: 16 horas (10 horas parte prática / 6 horas parte teórica)
Inscrições: email booking@birds.pt | tel 913 299 990
Programa: http://www.birds.pt/pdfs/curso_ini_salreu_10_e_11_abril_2010.pdf


10 Abril

08h30 Encontro no Centro de Interpretação Ambiental de Salreu [Breve enquadramento das actividades a desenvolver; Regras gerais de observação; Material de observação]
09h30 Saída para a parte prática [Local a visitar: Percurso BioRia]
12h30 Almoço
14h00 Continuação da parte prática [Local a visitar: Percurso BioRia]
15h30 Parte teórica [Locais e periodos de observação; Fenologia das Espécies; Migrações; O que é uma Ave; Topografia de uma Ave; Plumagem e Padrões de Muda; Critérios de identificação]
16h45 Intervalo
17h00 Principais espécies [Aves aquáticas, Rapinas, Passeriformes]
18h15 Final

11 Abril

08h30 Encontro no Centro de Interpretação Ambiental de Salreu [a partir deste local, um autocarro do Município de Estarreja transportará os participantes para o local da parte prática. Local a visitar: Salinas de Aveiro]
12h30 Almoço
14h00 Continuação da parte prática [Local a visitar: Salinas de Aveiro]
15h30 Parte teórica [Principais espécies: Patos, Limícolas e Gaivotas]
16h45 Intervalo
17h00 Revisão e identificação das espécies observadas
18h15 Final

Indicações
* Para chegar ao Centro de Interpretação Ambiental de Salreu: seguindo a Estrada Nacional 109 que atravessa o Concelho de Estarreja e a freguesia de Salreu, seguir as indicações “Percurso de Salreu - BioRia” (coordenadas GPS: 40°43'56"N, 8°34'4"W).


Cursos de Birdwatching

A Birds & Nature organiza cursos de birdwatching. Estes cursos destinam-se a interessados com diferentes níveis de experiência e de interesses e incluem temas como a iniciação ao birdwatching, a identificação de grupos específicos de aves, a identificação de aves de determinadas áreas geográficas e assuntos como a fotografia ou a ilustração de aves.

Relativamente a este programa de cursos, a Birds & Nature estabeleceu um contrato de parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), entidade pública que tutela as áreas protegidas de Portugal. Ao abrigo deste acordo, o ICNB co-organiza e divulga os cursos de birdwatching da Birds & Nature, reconhecendo assim o interesse deste programa como forma de dar a conhecer o património natural das áreas protegidas portuguesas.

Os cursos compreendem uma parte prática e uma parte teórica; esta última, no entanto, incide essencialmente em aspectos como o trabalho de identificação com fotografias e o treino de audição de cantos e vocalizações. Cada curso tem geralmente uma duração de 2 dias, decorrendo habitualmente durante um fim-de-semana.

Este curso de birdwatchig é a segunda edição e uma aposta forte do BioRia dado o potencial que a região onde os percursos estão inseridos.

No próximo fim de semana o BioRia vai estar representado através da Região de Turismo do Centro na “Extremadura Birdwatching Fair”- Feira Internacional de Turismo ornitológico de 26 a 28 de Fervereiro.

Fonte: http://www.cm-estarreja.pt/

Quercus vê na instalação de loja da Decathlon ameaça ao montado de sobro

A instalação de uma loja da Decathlon em Setúbal, projecto que em Fevereiro obteve estatuto de Imprescindível Utilidade Pública, representa mais uma ameaça ao montado de sobro, denuncia hoje a Quercus.

Hoje termina a consulta do acompanhamento público relativo ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projecto. A Quercus vem hoje sublinhar que deu parecer negativo ao Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução.

“Durante todo o período de acompanhamento público, a informação sobre o projecto não esteve disponível” no site da CCDR-LVT, “facto que pode ter condicionado a participação” pública, denuncia a associação em comunicado.

Em causa está a instalação da loja da Decathlon no Vale de Ana Gomes, freguesia de S. Sebastião e fora da área urbana de Setúbal. No local existe “uma linha de água que não deve ser afectada, zonas de espaço verde de protecção e um povoamento de sobreiros em bom estado de conservação”. Apesar disso, lembra a associação, o Governo emitiu um despacho com uma Declaração de Imprescindível Utilidade Pública, a 5 de Fevereiro, “para favorecer a viabilização do abate de sobreiros deste projecto, eminentemente privado, violando manifestamente a legislação de protecção do sobreiro, constituindo mais um processo escandaloso”. Segundo a Autoridade Florestal Nacional estarão em causa 231 sobreiros para abate.

No entanto, critica a Quercus, não foram “avaliadas alternativas à sua localização, situação inaceitável”, e as minimizações ou compensações dos impactos são insuficientes, no seu entender.

Outra crítica é o facto de o projecto não estar em conformidade com o Plano Director Municipal (PDM) de Setúbal.

Fonte: Publico.pt

Presidente da República concede alto patrocínio à iniciativa Limpar Portugal

A iniciativa "Limpar Portugal", destinada a promover uma mega operação de limpeza do país no dia 20, recebeu hoje o alto patrocínio do Presidente da República, disse à Lusa um dos coordenadores do projecto.

Após uma audiência com Cavaco Silva, em Belém, Paulo Torres referiu que a organização se sentiu "honrada" com o encontro e por ver as suas expectativas correspondidas.

"O apoio que pedimos foi que participe como voluntário e que nos dê o seu apoio institucional, o que nos foi concedido. O Presidente teve a amabilidade de nos conceder o alto patrocínio", afirmou.

"Este apoio poderá abrir-nos muitas portas e gerar outros apoios, a nível de divulgação e de meios", acrescentou.

Quanto à eventual presença do chefe de Estado numa acção de limpeza, Paulo Torres adiantou que Cavaco Silva se disponibilizou de imediato para participar com a esposa caso a sua agenda o permita.

Inspirada num projecto desenvolvido na Estónia em 2008, o "Limpar Portugal" foi lançado com o objectivo de reunir num só dia 100.000 voluntários para recolher o lixo de florestas e zonas verdes de todo o país.

A organização espera, contudo, ultrapassar este número de participantes e receber a associação de mais autarquias.

Até ao momento, estão já ligadas à iniciativa 145 câmaras e mais de 1000 freguesias.

A identificação dos pontos que requerem limpeza e a definição das actividades está a ser organizada pelos vários grupos que se estão a organizar localmente.

As informações sobre o projecto estão disponíveis na Internet (http://www.limparportugal.org/).

Fonte: LUSA

Poluição: Herbicida torna rãs machos em fêmeas

A atrazina, um dos herbicidas mais comuns na agricultura, no mundo, afecta as rãs machos, induzindo a feminização de um em cada dez destes animais. A descoberta foi feita por investigadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e publicada online na revista Preceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com os dados da equipa coordenada pelo biólogo Tyrone B. Hayes, 75 por cento dos machos ficam quimicamente castrados devido ao efeito da atrazina, o que os impede de se reproduzirem.

"As rãs machos não produzem testosterona e por isso não têm nada do que a testosterona implica, incluindo o esperma. Em alguns casos, a sua fertilidade não é mais do que dez por cento do normal", explicou o coordenador dos estudo, citado pela Science Daily.

A conclusão do cientista é clara: "Num ambiente em que têm de competir com animais da mesma espécie não expostos [àquele químico] eles não têm hipóteses de se reproduzir."

Por outro lado, dez por cento dos machos expostos à atrazina tornam-se fêmeas, algo que não ocorre naturalmente nos anfíbios, e estas podem acasalar com machos. Mas como são geneticamente machos, a descendência é composta apenas por machos.

O estudo foi feito em laboratório, mas existem evidências de que o mesmo efeito ocorre com as rãs no ambiente natural quando em contacto com a atrazina.

Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 2 de março de 2010

Livro: Conservación privada y comunitaria en los países amazónicos

Este libro presenta un estudio sobre la conservación privada y comunitaria en los países amazónicos. Tiene el doble propósito de informar sobre lo que viene pasando en la región, así como buscar elementos comunes y oportunidades que permitan mejorar la articulación entre los propietarios individuales y comunitarios que apuestan por planes de vida sostenibles basados en el buen uso de la tierra y las organizaciones y personas que trabajan en estos países impulsando estrategias de conservación.

En este sentido, el libro contiene una sistematización de las distintas herramientas legales e incentivos diseñados e implementados para promover y dar seguridad jurídica a las iniciativas de conservación privadas y comunitarias en Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, Guyana, Guayana Francesa, Peru, Surinam y Venezuela. El libro presenta reportes de la situación actual de las estrategias de conservación privadas y comunitarias en cada uno de estos países y un análisis comparativo, este último disponible en español e inglés. 
Bruno Monteferri y Diego Coll

Mais informação e download do livro em: http://www.actualidadambiental.pe/?p=4307

Boletim GUARDAPARQUES nº 96 - Edição de Março de 2010




Já está disponível o Boletim "Áreas Naturais Protegidas ... e GuardaParques" nº 96 de Março de 2010, com a edição de Daniel Paz Barreto. Muita informação relacionada com a comunidade mundial de Vigilantes da Natureza, sobretudo da América Latina.

Download (pdf)

Formigas do deserto orientam-se com mapas de odores

Insectos usam as duas antenas para cheirar em estéreo.

Vêem, mas acima de tudo cheiram. E por causa disso conseguem produzir um sofisticado mapa de odores do local onde se encontram para regressarem direitinhas ao ninho. Se assim não fosse, as formigas do deserto da espécie Cataglyphis fortis perder-se-iam irremediavelmente.

A descoberta é de uma equipa de investigadores do Instituto Max Planck em Jena, na Alemanha, que estudou e treinou formigas daquela espécie no deserto da Tunísia para perceber a sua estratégia de orientação naquela paisagem desolada. O artigo foi publicado na Frontiers in Zoology.

Markus Knaden, Kathrin Steck e Bill Hansson seguiram a pista das formigas no deserto e verificaram que elas saem todos os dias do ninho para procurar alimento. Afastam-se no máximo cerca de cem metros e quando encontram o que querem regressam imediatamente a casa.

Os investigadores identificaram por cromatografia as assinaturas químicas dos odores que as formigas utilizam para se orientarem de regresso ao ninho, através do deserto - cada micro-habitat tem uma assinatura específica que as formigas conseguem reconhecer.

Em seguida, a equipa treinou formigas para estas reconhecerem odores associados à entrada do seus ninhos e fizeram experiências para testar a sua capacidade de reconhecimento daqueles odores específicos, no meio de outros, colocando-as em lugares desconhecidos para elas. E as formigas foram direitinhas ao local com o odor ao qual tinha sido associado o seu ninho durante a fase de aprendizagem.

"Conseguiram aprender a reconhecer os odores e a orientar-se no terreno", explicou o cientista Markus Knaden, citado pela BBC News.

O segredo das formigas é que elas reconhecem os cheiros com as duas antenas e não com uma apenas. Ou seja, elas cheiram em estéreo, como acontece também com os ratos.

Para Markus Knaden, é uma estratégia de sobrevivência numa região extrema. "O deserto hostil parece exigir uma capacidade de orientação que combine qualquer pista disponível", afirmou à BBC News. A equipa quer estudar a seguir a relação entre o odor e a visão no contexto desta estratégia.

Fonte: Diário de Notícias

Comissão Europeia autoriza cultivo de batata transgénica

A Comissão Europeia anunciou hoje que autorizou o cultivo de uma espécie de batata geneticamente modificada, produzida pelo grupo alemão BASF. Esta é a primeira luz verde deste tipo dos últimos 12 anos na União Europeia, onde os transgénicos ainda suscitam acesa controvérsia.

A batata Amflora é um tubérculo concebido pela BASF destinado ao uso industrial, como a produção de papel, e à alimentação animal. Esta autorização põe fim a um processo que começou em Janeiro de 2003 na Suécia.

Além disso, Bruxelas também aceitou a comercialização, mas não o cultivo, de três variedades de milho transgénicas do grupo Monsanto, derivadas do MON 863 - MON863xMON810, MON863xNK603 e MON863xMON810xNK603 - segundo um comunicado do executivo europeu.

Estas autorizações são válidas por dez anos.

“Depois de uma vasta e profunda análise aos pedidos existentes sobre transgénicos, tornou-se claro para mim que não existem questões científicas que exijam mais estudo. Todas as questões científicas, especialmente as relativas à segurança, foram totalmente levadas em conta”, comentou o comissário europeu para a Saúde e Consumo, John Dalli. O comissário lembrou que estas decisões se basearam nos estudos da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar.

Paralelamente a estas autorizações, a Comissão Europeia lançou hoje uma reflexão sobre como combinar um sistema de autorização, baseado na ciência, com a liberdade dos Estados membros para decidir se querem ou não cultivar OGM.

Itália critica decisão de Bruxelas

O ministro italiano da Agricultura foi dos primeiros a criticar a decisão tomada por Bruxelas e apelou aos outros países europeus para fazerem uma "frente comum" contra os OGM.

"Somos contra a decisão assumida hoje pela Comissão Europeia de autorizar o cultivo de uma batata geneticamente modificada", declarou Luca Zaia, em comunicado.

"Romper com a prudência que tem sido respeitada desde 1998 é um acto que arrisca modificar profundamente o sector primário europeu. Mais. Não nos reconhecemos nesta decisão e voltamos a insistir que não permitiremos que ela ponha em causa a soberania dos Estados membros na matéria", acrescentou.

O Governo italiano vai avaliar qual a possibilidade de promover uma frente comum de todos os países que se queiram unir para "defender a saúde dos cidadãos e os agricultores", salientou.

Ecologistas europeus dizem-se "chocados"

Os ecologistas no Parlamento Europeu dizem-se "chocados" com a autorização dada por Bruxelas.

"Estou chocado por ver que o comissário para a Saúde e protecção dos consumidores, John Dalli, precisou apenas de algumas semanas nas suas novas funções para mostrar um apoio assim tão flagrante aos interesses industriais", considerou o eurodeputado dos Grupo dos Verdes, Martin Häusling.

"Existem sérias preocupações quanto ao gene" da batata Amflora "que é resistente aos antibióticos", acrescentou, lembrando que se mantêm "as dúvidas sobre as possíveis consequências sobre a saúde humana e o ambiente".

A luz verde de Bruxelas é, "no melhor dos casos inútil e no pior, perigosa", considerou.

"Esta decisão de retomar as autorizações de disseminação de OGM no Ambiente, abandonando o debate sobre os seus riscos, é inaceitável", disse a liberal francesa Corinne Lepage, vice-presidente da Comissão de Ambiente no Parlamento Europeu.

A decisão "constitui uma verdadeira declaração de guerra contra os cidadãos europeus, maioritariamente contrários aos cultivos OGM, da parte de (José Manuel) Barroso", o presidente da Comissão, acrescentou.

A organização Amigos da Terra também denunciou estas autorizações. "É um dia mau para os cidadãos europeus e para o Ambiente", disse em comunicado.

Fonte: LUSA, Publico.pt