domingo, 27 de fevereiro de 2011

Contenção não é para todos! MAOT despreza o seu Corpo de Fiscalização!


    A Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Álvaro Pássaro, entregou uma viatura todo-o-terreno e uma embarcação à GNR, numa cerimónia que decorreu na Câmara Municipal de Almeirim.


Quando se impede os Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s) e das Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH’s) de desempenharem as suas funções de vigilância e fiscalização alegando a contenção de custos como motivo para permanecerem nas sedes dos serviços a que pertencem e depois se investem verbas avultadas noutras instituições, é algo difícil de entender.

Os Vigilantes da Natureza estão proibidos de efectuarem a missão para que foram criados em 1975, como serviço especializado na conservação da natureza, esta atitude do MAOT é mais uma demonstração do desconhecimento por parte da Senhora Ministra da importância para a preservação do Ambiente dos profissionais que tutela.

A cedência desta embarcação e viatura todo o terreno a uma entidade que pertence a outro Ministério em detrimento dos Vigilantes da Natureza, representa um investimento superior a cem mil euros.

É bom não esquecer que aos Vigilantes da Natureza é negado o direito ao exercício da sua profissão ao serem impedidos de fiscalizarem as áreas sobre sua jurisdição. É com grande tristeza e revolta que vemos o investimento que é feito ao longo dos anos numa instituição de outro Ministério contrariando o que é pratica corrente nos países que vêm na Conservação da Natureza um sinónimo de desenvolvimento e que têm nos Vigilantes da Natureza o garante da Defesa do Ambiente.



APGVN

Curso de Formação de Agentes “Medioambientales” e Insp. do Ambiente


    Pelo segundo ano consecutivo o Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, foi convidado por Eduardo Shallcrass Navalón da “Dirección General de Medio Ambiente, Gobierno de Cantabria, España”, a fazer uma apresentação sobre os Vigilantes da Natureza em Portugal no Curso de Formação intitulado de “INTRODUCCIÓN A LA LABOR INSPECTORA DE LA ADMINISTRACIÓN EN MATERIA DE MEDIO AMBIENTE: COMPETENCIAS Y EXPERIENCIAS”.


A prelecção realizou-se, no dia 14 de Fevereiro de 2011, no Centro de Estudos da Região de Cantábria, na Concha de Villaescusa, nos arredores da cidade de Santander.

Transmitiu-se aos formandos a história da profissão. Profissão que é constituída por homens e mulheres dedicados e persistentes que nunca renunciam à defesa do ambiente apesar das parcas condições que lhes são disponibilizadas para o exercício da função. A imagem de abnegação e de coragem dos Vigilantes da Natureza que desempenham as suas funções no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s), Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH’s) e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, foi salientada e destacada.

Os formandos demonstraram bastante interesse em conhecer o desempenho e as funções dos seus companheiros do país vizinho, que se encontram tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Fica o agradecimento ao Eduardo Shallcrass Navalón e a José Carlos Jerez Montero, “Catedrático de Lengua y Literatura y experto en linguística”, pelo apoio, pela simpatia e amizade.



Francisco Correia, APGVN

Eduardo Shallcrass Navalón a entrada do CEARC


Eduardo Shallcrass Navalón e José Carlos Jerez Montero

Comemorações do Dia Nacional do Vigilante da Natureza - Madeira

  
    Os Vigilantes da Natureza da Madeira comemoraram esse nobre dia, com a realização de uma reunião, onde debateram o futuro da carreira, almoço de confraternização e um “Madeira de honra” com uma conferência de imprensa, nas instalações da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Boa Nova, Funchal


Na reunião, o VN, Nelson Pereira, em representação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, apresentou as propostas que consta para a negociação entre o Governo e a APGNV. A intenção foi informar os VN a situação da carreira e do ponto de negociação existente entra as partes, para que estes durante um determinado período analisem a proposta da APGVN, apresentem soluções que visem melhorar a proposta inicial. No entanto e de imediato a assembleia de VN da Madeira decidiu por unanimidade apoiar a proposta e dar voto de confiança APGVN nas negociações com o Governo, levantando algumas questões que pensam ser pertinentes; aposentação, horário de trabalho, trabalho ao fim-de-semana e extraordinário, subsídio de penosidade, ajudas de custo, avaliação profissional e um seguro de trabalho específico. Foi decidido a marcação de uma nova reunião entre os Vigilantes da Natureza da Madeira, após as jornadas técnicas de âmbito nacional a realizar em Gaia, para apresentação das novas propostas ou alterações a realizar, que se enquadre nas funções do VN da Madeira. De acordo com informações prestadas pela Secretaria Regional, esta aguarda a resolução da carreira a nível nacional, para posteriormente aplicar com as devidas alterações, se as houver, na Região Autónoma da Madeira, ficando o Secretário Regional empenhado em defender a carreira dos VN.

O almoço de confraternização decorreu com a presença do Secretário Regional do Ambiente e Recurso Naturais, Dr. Manuel António, Direcção do Serviço do Parque Natural da Madeira, técnicos, restantes funcionários e de todos os Vigilantes da Natureza que se apresentavam na Ilha da Madeira. Do almoço seguiu-se para um “Madeira de honra”, para convidados e a imprensa local, onde foi apresentada uma conferência, com as intervenções do Secretário Regional e o Presidente da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira. O Secretário abordou e reforçou a importância das actividades dos VN no Arquipélago da Madeira, a forma como se dedicam ao trabalho e o esforço que fazem para se prestarem a estar várias semanas isolados das famílias, contribuindo não só na defesa do Património natural, como na soberania do território nacional, em alusão às estadias nas Ilhas Selvagens. O Presidente da Associação, abordou a importância de uma breve resolução para a carreira dos VN, da importância na entrada de novos VN, quatro, de um resumo das actividades do ano transacto, destacando o trabalho realizado após a intempérie de 20 de Fevereiro, no apoio ao combate ao fogo florestal de Agosto e posteriormente na recuperação dos habitats, com especial incidência na recuperação do habitat da Freira da Madeira Pterodroma madeira. Neste espaço onde decorreu a conferência estavam exposto vários expositores com referência para a flora e fauna madeirense e uma exposição fotográfica efectuada por VN, de momentos únicos do nosso património natural, conseguidas, só para quem anda neste mundo da natureza plena e claro, das suas actividades como VN.

Referência para o grau de importância que a imprensa da Região demonstrou em acompanhar esse dia comemorativo e a importância que esta dá a este corpo de fiscalização e vigilância do património natural e cultural.

Um dia marcante para os Vigilantes da Natureza, um dia marcante para a conservação da natureza, sem estes, esta estaria muito mais vulnerável, um dia marcante para a recuperação e estabilização do planeta. “Agir local, pensar global”. A nossa acção local vai reflectir e ter efeitos globais. Os decisores políticos têm de ter essa noção da representação do corpo de Vigilantes da Natureza nos dias de hoje e terão a grande responsabilidade de apoiar e fortalecer a carreira profissional com objectivo global. São pequenos paços, para a gigantesca causa que estes representam.

Funchal, 4 de Fevereiro de 2010

Vigilante da Natureza

Nelson Pereira

La UICN y la FIG (IRF) premian la labor de Héctor Caymaris



    La UICN y la FIG (IRF) premian la labor del Jefe de los Guardaparques en Laguna Rocha (Uruguay)


Héctor Caymaris, Guardaparques uruguayo responsable de la vigilancia del Paisaje Protegido Laguna Rocha, ha sido distinguido con el Premio Young Conservationist Award (Premio a los Jóvenes Conservacionistas) por su entrega en la protección de ese Espacio Protegido en Uruguay especialmente en su lucha contra la acción de los furtivos.

En la actualidad, Héctor coordina un equipo de cuatro Guardaparques permanentes que ejercen el control y la vigilancia, es el referente para el trabajo de campo de las investigaciones científicas, organiza jornadas de educación ambiental en escuelas y liceos.

Héctor Caymaris fue seleccionado por la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza y la Federación Internacional de Guardaparques por su trabajo excepcional siendo el único Guarda en el Parque durante años, en el que tuvo que enfrentarse con frecuencia a cazadores furtivos sin recibir en algunas ocasiones ni siquiera un mínimo salario.

El premio será entregado en una conferencia que se celebrará en Nueva Orleans, Estados Unidos, el 10 de marzo

En la imagen, el Guardaparques Héctor Caymaris. Foto: Anibal Parera

Fonte: Guardabosques

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - 4 a 6 de Março de 2011


Companheiros!

Em anexo segue a Ficha de Inscrição e o Programa do Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza.

Apelamos à participação de todos os companheiros neste evento que será de extrema importância para a nossa profissão. Neste período em que a nossa Associação se encontra em negociações com o Governo para a definição e melhoria da nossa carreira, é importante a participação activa de todos. Estarão presentes no evento o Secretário de Estado do Ambiente e o Secretário de Estado da Administração Pública.

Download do programa

Download da ficha de inscrição

Agradecemos a divulgação por todos os companheiros!

Com os melhores cumprimentos,

APGVN

domingo, 13 de fevereiro de 2011

«Vigilantes da Natureza» por, Antonieta Guerreiro, Deputada pelo PSD à AR


    Para a maioria dos meus concidadãos o dia 2 de Fevereiro foi um dia igual a tantos outros, exceptuando, para quem esta data tem algum significado especial. Poucos se terão apercebido de que nesse dia se comemorou o Dia Nacional do Vigilante da Natureza. A actividade de vigilante da natureza foi instituída em 1975, aquando da criação dos Parques das Reservas Naturais, enquanto parte integrante de um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza.


Os vigilantes da natureza, tutelados pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, desenvolvem a sua actividade em articulação com o ICNB, com as CCDR, com as ARH’s e com as Regiões Autónomas. Têm por missão, para além da vigilância, fiscalizar e monitorizar áreas protegidas e recursos naturais ao nível da conservação da natureza, do património natural e do domínio hídrico. Segundo a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, existem, actualmente, 238 vigilantes da natureza, dos quais: 121 ICNB; 27 nas CCDR’s e 30 nas ARH’s. Na Região Autónoma da Madeira existem 35 vigilantes da Natureza e na Região Autónoma dos Açores exercem funções 25 profissionais, no caso destes últimos tutelados pelos Governos Regionais.

Em Portugal o número de vigilantes é insuficiente e a prová-lo está o facto de não haver um único vigilante da natureza nas CCDR’s Algarve e Norte, o mesmo acontecendo com a ARH Norte. No Algarve, a ARH tem um vigilante da natureza. A título comparativo, a Espanha tem mais de 6000 profissionais a exercerem esta actividade. No resto da União Europeia, mais do que a sensibilização e monitorização, os chamados “Park Ranger” têm autonomia própria e desenvolvem uma actividade prestigiada e respeitada pela população, enquanto nós por cá, tratamo-los como o parente pobre da protecção da natureza. Mais uma vez é fácil comprovar – basta ver que os sistemas de comunicação dos vários elementos que aparecem no teatro de fogo nem sempre são compatíveis entre si. Se o leitor tiver oportunidade de conversar um pouco com um guarda-florestal perceberá que na maioria das vezes os únicos contactos profícuos que se estabelecem, são, os contactos pessoais e informais entre agentes das várias forças militares e paramilitares.

Quando se pensa em combater os incêndios é importante, não só, começar a fazê-lo no Inverno, mas também, lembrarmo-nos de que são os vigilantes da natureza que estão na primeira linha da defesa do Ambiente.

Nos próximos dias 4,5 e 6 de Março, terá lugar no Parque Biológico de Gaia, o XVI Congresso dos Guardas e Vigilantes da Natureza. Este é um momento importante para reflectir sobre a importância do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza para a protecção do nosso património natural é que por vezes a solução está mesmo à nossa frente e não é preciso inventar muito!

Artigo de Opinião de Antonieta Guerreiro - Deputada pelo PSD à AR, publicado no Jornal “O Algarve”.

Tres peruanos fueron galardonados por sus labores de conservación


    Recibieron el premio Carlos Ponce del Prado 2010 por sus labores en defensa de nuestro medio ambiente y biodiversidad

    El Ministerio del Ambiente, la Fundación Blue Moon, Conservación Internacional y Profonanpe entregaron anoche el premio para la conservación Carlos Ponce del Prado 2010 a tres conservacionistas. Los peruanos distinguidos son Justo Jallo en la categoría Guardaparque Destacado, César Ascorra en la de Artífice de la Conservación, y César Ipenza en la de Joven Profesional Destacado. El premio fue creado en reconocimiento al ilustre conservacionista peruano Carlos Ponce del Prado, ingeniero que dedicó su vida a la conservación de la diversidad biológica del Perú y del mundo. Justo Jallo Quispe, de la comunidad de Huerta Huaraya, ha sido reconocido gracias a los 32 años de trabajo en la Reserva Nacional del Titicaca.

César Ipenza, de Villa Rica, es especialista en derecho ambiental, ha publicado libros sobre temas vitales para la promoción de políticas ambientales en el país, es asesor del Ministerio del Ambiente y uno de los responsables del trabajo del Minam con relación a la minería internacional en Madre de Dios.

César Ascorra es biólogo. En 1987, un viaje al Manu cambió su vida e inició su peregrinaje por las selvas de Pasco, Ucayali, Loreto y Madre de Dios.



Fonte: Guardaparques

Foto: Ernesto Arias

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Paulo Lawson o orgulho dos Vigilantes da Natureza

   
    Para além de ser um excelente Vigilante da Natureza, Paulo Lawson é um dos maiores cantores da sua geração, foi finalista do concurso “Chuva de Estrelas” onde encantou Portugal com as suas electrizantes actuações. Foi vocalista de grupos de Rock e de música tradicional portuguesa, abraçando neste momento um novo projecto com o grande músico e compositor Rogério Amorim. Encontrámos no youtube o primeiro videoclip desta sua nova aventura musical.


Parabéns companheiro!

Esperamos por novos sucessos!

Consultem no You Tube o video com o titulo:

In Visible Connections - The Child (with tears in her eyes)




APGVN

Amazônia tem 135 quilômetros quadrados de área desmatada em dois meses


    O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou, nos meses de novembro e dezembro do ano passado, um total de 135 quilômetros quadrados (km²) de área desmatada na Amazônia. Os dados têm como base imagens feitas por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


 O sistema registra áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, e também áreas classificadas como de degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

 O Deter funciona desde 2004 como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento e detecta apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Os resultados são enviados quinzenalmente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.



Fonte: Paula Laboissière - Agência Brasil

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Los portugueses celebran el Día del Vigilante de la Naturaleza


    El 2 de febrero se celebró el día de los Vigilantes de la Naturaleza, que se establecieron en 1975 como un organismo especialista en la preservación del Medio Ambiente y Conservación de la Naturaleza en Portugal. Con ellos mantienen unas excelentes relaciones los Agentes Forestales y Medioambientales de España.


Los Vigilantes de la Naturaleza, dentro de sus ámbitos de acción (CCDR de ICNB, ARH y comunidades autónomas), las funciones de vigilancia, supervisión y vigilancia del medio ambiente y los recursos naturales, en particular en el contexto de los recursos hídricos, el patrimonio conservación de la naturaleza y la naturaleza.

En este momento hay 238 vigilantes de la naturaleza, 121 en el Instituto de Conservación de la Naturaleza y Biodiversidad (ICNB), 27 en las Comisiones De Coordinación Regional y Desarrollo (CCDR) y 30 Administraciones de las Regiones Hidrográficas (ARH), que realizan funciones de supervisión del Ministerio de Medio Ambiente y Ordenación del Territorio. En la Comunidad Autónoma Madeira hay 35 observadores de la naturaleza y de la Región Autónoma de

Azores 25 profesionales que realizan funciones que son supervisados por los gobiernos Regionales.

Texto publicado no site agentesforestales.es

Condenado por envenenar 16 buitres que Agentes Medioambientales localizaron


      
    Condenado por envenenar 16 buitres que Agentes Medioambientales localizaron en Burgos
   En 2008 y tras una ejemplar tarea de inspección, Agentes Medioambientales de Burgos localizaron en el interior de una finca los cadáveres de dieciséis buitres envenados. A finales de enero se conocía la sentencia condenatoria al encargado de la ganadería La Cabañuela, en Hontomín (Burgos).


El juzgado condenó en primera instancia al ganadero a 2.000 euros de multa y a una indemnización de algo más de 19.000 euros. La Audiencia Provincial de Burgos ratificó la sentencia el pasado octubre (aunque se ha conocido en 2011), contra la que ya no cabe ningún recurso.

Fonte: Agentes Forestales

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Em 2 de Fevereiro comemora-se o DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA.

   
Os Vigilantes da Natureza foram instituídos em 1975 como um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza.

Os Vigilantes da Natureza asseguram, nas respectivas áreas de actuação (ICNB, CCDR’s, ARH’s e Regiões Autónomas), as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza.

Actualmente existem 238 Vigilantes da Natureza, 121 no Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), 27 nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e 30 nas Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH), que exercem funções tuteladas pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. Na Região Autónoma da Madeira existem 35 Vigilantes da Natureza e na Região Autónoma dos Açores exercem funções 25 profissionais, tutelados pelos Governos Regionais.

Os 121 Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza têm a seu cargo a vigilância e fiscalização de 2007567,26 hectares de áreas com estatuto de protecção da natureza, temos ainda que incluir nestes territórios a fiscalizar os cerca de 2 milhões de hectares de área referente à monitorização de prejuízos atribuídos ao lobo.

Os 27 Vigilantes da Natureza das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e os 30 das Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH’s) exercem as suas funções nas 5 Regiões Administrativas que abrangem todo o território nacional continental e nas 5 Regiões Hidrográficas. Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira os Vigilantes da Natureza exercem as suas funções dando execução prática ao objectivo de preservação e defesa do património natural.

O número de Vigilantes da Natureza em Portugal é notoriamente insuficiente, podemos indicar como exemplo os 6000 profissionais que exercem a actividade na vizinha Espanha e com tendência a aumentar.

Neste dia de reflexão seria importante para a APGVN que se discutisse a diferente situação existente entre os Vigilantes da Natureza em Portugal e os seus restantes colegas da União Europeia. Na maioria dos países da União Europeia a profissão de Vigilante da Natureza (Park Ranger) é tida como uma actividade prestigiada e respeitada, enquanto que no nosso país é vista como o parente pobre da defesa do ambiente. Os Vigilantes da Natureza que estão na primeira linha da defesa do ambiente foram relegados para segundo plano, contrariamente ao que acontece na União Europeia e mesmo a nível mundial, a aposta na defesa do ambiente tem como factor principal a constituição de Corpos Nacionais de Vigilantes da Natureza, enquanto que em Portugal esta medida tarda em ser implementada.



APGVN

Vigilantes da Natureza da Madeira comemoram dia nacional - 2 de Fevereiro


   Os Vigilante da Natureza assinalam, no dia 2 de Fevereiro, o seu dia nacional. Na Região, a data será comemorada, na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, com uma conferência de imprensa , no final da qual será servido um 'Madeira de honra' para os convidados. Está prevista a presença do secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, e do director do Serviço do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira.


No átrio de entrada da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior Funchal, vai estar exposto um leque de exposições do património natural regional. "Nesse dia os profissionais congratulam-se de ter cumprido o seu dever, de ter estado sempre disponíveis para a conservação do nosso património natural, sempre disponíveis para prestar a melhor informação, sempre disponíveis para estar junto das populações", lê-se na nota de imprensa.

"2010, foi um ano marcado por vários fenómenos naturais, muito destes foram autênticas catástrofes, originando perdas de vidas humanas e graves danos ao equilíbrio da natureza. A Madeira não fugiu a esses acontecimentos, a 20 de Fevereiro sentimos na pele os efeitos devastadores da mãe natureza provocada pela humanidade e já em Agosto a natureza foi assaltada pelo homem no incêndio florestal que devastou grande parte da nossa serra, nestes momentos o corpo de Vigilantes da Natureza esteve ao nível das suas responsabilidades, intervindo de acordo com as capacidades físicas e materiais, desenvolvendo um trabalho de auxílio, de apoio, de cooperação e de restauro, tal como à posterior na recuperação dos habitats."

Para além desse contributo, sublinha a Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira, o o corpo de vigilantes "executou várias tarefas em outros tantos projectos de recuperação e protecção das espécies endémicas de acordo com os planos preparados e desenvolvidos pelos Serviços do Parque Natural da Madeira". No contexto da informação e educação ambiental e de acordo com as directrizes do SPNM, que apostou fortemente nesse sector das nossas competências, realizou-se um trabalho marcante, do qual pensamos ter sido bem sucedido.

Durante a manhã do dia 2 de Fevereiro, os vigilantes da Natureza da Madeira vão estar reunidos para analisar as propostas do Governo da República e da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) para a constituição da nova carreira e apresentar o seu contributo de acordo com as especificidades da Região."

Uma profissão ainda jovem, mas com grande peso e responsabilidade, contribuindo para a protecção e conservação da natureza, a nível local, mas com pensamento global, requer um esforço nacional na aposta desta categoria profissional. Neste sentido a Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira, associa-se em apoio à Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, na contribuição que possa dar para a resolução na estruturação da nova carreira profissional, que a Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro, assim o exige."

Fonte: DN Madeira

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Aprovado Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano

   
Resolução do Conselho de Ministro que aprova o Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (POPNSACV).


    Esta Resolução procede à revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (POPNSACV), passando a ter em consideração a experiência acumulada com a sua aplicação, bem como o avanço do conhecimento científico sobre os valores naturais, paisagísticos e culturais em presença e a evolução do quadro legal de ordenamento das áreas protegidas.

Assim, pretende-se, em primeiro lugar, assegurar o desenvolvimento de uma correcta estratégia de conservação e gestão, que permita a concretização dos objectivos que presidiram à sua classificação como «parque natural».

Em segundo lugar, corresponder aos imperativos de conservação dos habitats naturais e da fauna e flora selvagens protegidas.

Em terceiro lugar, promover a conservação, a gestão e o controlo das espécies de aves protegidas, bem como dos respectivos habitats e das espécies de aves migratórias de ocorrência regular no território em causa.

Em quarto lugar, estabelecer uma regulação da ocupação do solo que promova a protecção e valorização dos valores naturais e, simultaneamente, o desenvolvimento das actividades humanas conducentes a um desenvolvimento sustentável e à melhoria da qualidade de vida das populações, tendo em conta os instrumentos de gestão territorial convergentes na área do Parque Natural.

Em quinto lugar, introduzir no Plano de Ordenamento as medidas de ordenamento e gestão relativas à área marinha sob jurisdição do Parque Natural.



Fonte: Comunicado do Conselho de Ministros de 27 de Janeiro de 2011

Aprovado Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda Gerês


    Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (POPNPG).


    Esta Resolução aprova a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (POPNPG), tendo em consideração a experiência acumulada ao longo da sua aplicação, bem como o avanço do conhecimento científico sobre os valores naturais, paisagísticos e culturais em presença e a evolução do quadro legal de ordenamento das áreas protegidas, no qual se destaca o Plano Sectorial da Rede Natura 2000, cujas orientações de gestão importa consagrar.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, criado em 1971, foi a primeira área protegida do nosso País e é a única com o estatuto de parque nacional, reconhecido internacionalmente com idêntica qualificação, desde a sua criação, por parte da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), devido à riqueza do seu património natural e cultural.

A revisão deste plano de ordenamento tem também como objectivo a mais eficaz salvaguarda dos recursos e valores naturais existentes e assegurar a compatibilização entre a protecção destes recursos e as actividades humanas desenvolvidas nas áreas em causa.

Assim, em primeiro lugar, introduzem-se regimes de diferenciação positiva dos residentes no Parque. Passa a ser permitido aos residentes, mesmo em áreas de protecção total, o pastoreio tradicional, práticas tradicionais de apicultura, de roça de mato, de corte e apanha de lenha e de recolha de frutos e cogumelos silvestres, bem como a circulação e a visitação.

Em segundo lugar, o Plano consagra uma melhor definição das áreas sujeitas a regimes de protecção e das áreas que, por integrarem perímetros urbanos, a eles não estão sujeitas.

Em terceiro lugar, é aumentado o regime de protecção das áreas de mais elevada relevância ambiental, através, nomeadamente, de um melhor e mais abrangente zonamento das áreas de protecção total.

Em quarto lugar, são simplificados os procedimentos de autorização e de emissão de parecer pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, em especial dos procedimentos de controlo prévio das operações urbanísticas.

Finalmente, são melhoradas as condições de visita da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e as condições de acolhimento dos visitantes através, nomeadamente, da regulação das Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês, concebidas como estruturas-âncora na gestão e dinamização da visitação no território envolvente.

Fonte: Comunicado do Conselho de Ministros de 27 de Janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mensagem para os Companheiros Vigilantes da Natureza do ICNB!


    A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) leva ao conhecimento dos Vigilantes da Natureza que desempenham funções no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), que fez tudo o que lhe competia para que a reunião de trabalho proposta pelo Presidente do ICNB com os Vigilantes da Natureza se realiza-se na data prevista e anunciada, ou seja, em 10 de Janeiro de 2011. A reunião foi adiada para 31 de Janeiro de 2011, pelo Presidente do ICNB. Aproxima-se a nova data proposta e até ao momento nada nos foi comunicado sobre o assunto. Lamentamos a situação e informamos que a APGVN não tem qualquer responsabilidade na organização da agendada reunião.




APGVN

3 Protectores de los Gorilas muertos en emboscada - Parque Nacional Virunga


    Una patrulla de vigilancia cae en una emboscada y mueren 3 Guardaparques. También junto a ellos, perecen 5 soldados del Ejército Nacional del Congo que estaban prestando apoyo a la misión.

Hubieron disparos pesados producidos por una banda desconocida, con el lanzamiento de un tiro de Bazuca que impactó en la camioneta donde se desplazaban las victimas (a solo 1 km de la entrada del Parque Nacional Virunga).

Guardaparques asesinados:
1. Agustín Shamukungu

2. Yalala Bateterana

3. Magombani (Conductor)
Adaptado del comunicado del Guardaparque Jobogo Mirindi desde el Parque Nacional de Virunga - Congo.


A patrol team of rangers has fallen into an ambush and 3 rangers died. Also 5 soldier from Congo National Army working in a joint patrol died too in the ambush.
Heavy shots occurred by an unknown gang, launching a rocket on the pick up, at 1 km at the Virunga National Park entrance.

Fallen Rangers Names:

1. Augustin Shamukungu

2. Yalala Bateterana

3. Magombani (Driver)

We are deeply saddened to announce the death of eight of our colleagues in a violent attack on one of our vehicles at 6am this morning. 3 were rangers and 5 were soldiers with whom we were working. The vehicle was deploying the men along a road that goes through the centre of the park, so that the public can travel safely through this area that has been very insecure as a result of the presence of illegal armed groups. The attack took place just next to the site where a UN peace keeper was killed last year.


All the signs indicate that the assailants were from an FDLR unit that is camped in the park. We’ve had reports of over 700 FDLR combatants coming into the park in recent days. They are extremely hostile towards ICCN ever since we started to stop the forest destruction for charcoal, an illegal industry from which they were making significant revenue.

I am in Rwindi with Rodrigue. The eight rangers will be buried at Mai ya Moto, our burial site where we honor those who have died in our efforts to protect the park. Our thoughts are with the families of the deceased and with the wounded in hospital.

Fonte: Guardaparques

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza irá realizar-se em Março!


     A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) vai realizar o XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e as X Jornadas Técnicas, entre os dias 4 e 6 de Março de 2011, no Parque Biológico de Gaia. O tema principal deste evento será: “O PAPEL DOS VIGILANTES DA NATUREZA NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL E CULTURAL”.


Os objectivos gerais deste Encontro Nacional centram-se na difusão do trabalho dos Vigilantes da Natureza em prol da conservação da natureza e da diversidade biológica do país, para benefício das actuais e futuras gerações. Tem também como finalidade encontrar soluções criativas e inovadoras que proporcionem o melhoramento da sua acção no terreno, nomeadamente na aquisição de conhecimentos que possibilitem a valorização do seu papel como agentes educadores na área do património natural e cultural.

Contamos com a participação de todos os que, tal como nós, amam a NATUREZA.

APGVN

Parque Natural do Douro Internacional permanece sem Vigilantes da Natureza

  
       Douro Internacional obrigado a reduzir monitorização de espécies e educação ambiental.


A falta de Vigilantes da Natureza no Parque Natural do Douro Internacional está a obrigar a área protegida a reduzir a monitorização de espécies e habitats, bem como as acções de educação ambiental. O ICNB espera colocar dois Vigilantes da Natureza no parque “dentro de pouco tempo”.

Considerado um santuário para a avifauna da Península Ibérica, este parque natural, criado em 1998 e com mais de 85 mil hectares, está sem Vigilantes da Natureza desde Outubro de 2009. De momento tem sete funcionários (quatro técnicos e três administrativos).

Onde a falta de Vigilantes da Natureza está a ser mais sentida é nos trabalhos técnicos e de educação ambiental. De acordo com o ICNB, foram “fortemente reduzidas” as acções de monitorização de habitats e de espécies – na qual os Vigilantes da Natureza tinham um papel muito importante – e as acções de educação ambiental.

Segundo o gabinete de assessoria do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), a vigilância e fiscalização do parque natural estão a ser garantidas pelo Sepna, serviço de protecção da natureza da GNR. Além disso, o instituto está a deslocar equipas de Vigilantes da Natureza dos parques naturais do Alvão e Montesinho, cada uma responsável por uma semana por mês no Douro Internacional.

Inicialmente estavam previstos oito Vigilantes da Natureza para a área protegida. Mas esse número nunca chegou a ser atingido. 2002 foi o ano em que a área protegida teve mais Vigilantes da Natureza, chegando a ter seis funcionários durante meio ano. Desde então, o número tem vindo a diminuir, chegando aos dois Vigilantes da Natureza em 2009.

ICNB espera colocar dois Vigilantes da Natureza na área protegida

Esta terça-feira numa visita a Alfândega da Fé, o presidente do ICNB, Tito Rosa, confirmou que o parque está a funcionar sem Vigilantes da Natureza. “Os últimos dois (vigilantes) que lá estavam saíram, um porque se reformou e outro pediu licença sem vencimento”.

A situação deverá ser resolvida “dentro de pouco tempo”, disse, citado pela agência Lusa. Tito Rosa espera colocar no Douro Internacional um dos Vigilantes da Natureza existente no recrutamento do concurso aberto a nível nacional e um segundo por transferência.

A ausência de Vigilantes da Natureza é um problema que foi denunciado há mais de um ano, a 14 de Janeiro de 2010, pelo Bloco de Esquerda e CDS-PP, partidos que pediram explicações ao Ministério do Ambiente. Depois, em Outubro de 2010, foi a vez dos presidentes de Câmara de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo. Estes escreveram uma carta à ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, a denunciar a falta de recursos humanos no parque.

Ministra lembrou que conservação da natureza é uma das prioridades do ministério.

A 10 de Novembro, a ministra do Ambiente disse nas comissões de Orçamento e Finanças e do Ambiente que a conservação da natureza se mantém na lista de prioridades do ministério. Para tentar resolver o problema de falta de técnicos, Dulce Pássaro revelou, então, que pretende “dotar o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade de mais meios de transporte, de dispositivos de prevenção de fogos em primeira linha e reforçar os quadros de pessoal”. “Vamos esforçar-nos por dotar algumas áreas com mais pessoas”, como é o caso dos Vigilantes da Natureza. Actualmente existem concursos abertos para cinco pessoas mas a ministra concede que “poderão vir a ser abertos mais”.

Actualmente, existe um total de 28 vigilantes para as áreas protegidas da responsabilidade do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte, num total de mais de 300 mil hectares – Parque Nacional Peneda-Gerês, Parque Natural do Alvão, Parque Natural do Douro Internacional, Parque Natural do Litoral Norte e Parque Natural de Montesinho.



Fonte: Público/ Helena Geraldes

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Falta de Vigilantes da Natureza deixa Parques Naturais sem fiscalização

 
 
     A falta de vigilantes da natureza está a deixar sem fiscalização muitos milhares de hectares de
áreas protegidas. No Parque Natural do Douro Internacional não há um único vigilante, diz ao DN o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), Francisco Correia. No Tejo Internacional há apenas um. E o patrulhamento dos 74 mil hectares do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está entregue a sete profissionais, 24 horas por dia.


Classificado há dez anos como área protegida devido à sua riqueza natural, paisagística e patrimonial, o Parque Natural do Tejo Internacional tem um único vigilante da natureza. É ele que está encarregado de "patrulhar" 26 484 hectares. Do lado espanhol, que ocupa uma área idêntica, há 23 profissionais.

Ouvido na Comissão Parlamentar de Ambiente, na sequência de um requerimento do PSD, o presidente do Instituto da Conservação, Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, não escondeu a dimensão do problema: "Reconhecemos o défice de vigilantes, que são a nossa peça fundamental." Segundo Tito Rosa, o ICNB solicitou ao Ministério do Ambiente a abertura de um concurso público para a contratação de cinco vigilantes, o que poderá "esbarrar" nas medidas de contenção orçamental que congelaram as admissões na função pública. "É também assim que se reflecte a contenção na despesa pública."

Mesmo que a contratação avance, o número de profissionais continuaria a ser reduzido face à extensão das áreas protegidas. "Actualmente temos 102 vigilantes da natureza. Se o ICNB contratasse o dobro, continuaria a ser difícil fazer um trabalho de fiscalização eficaz em todo o País", assegura o presidente da APGVN. "As pessoas têm-se reformado, têm saído, e há uma restrição nas admissões que não se sente na PSP ou na GNR. A segurança é muito importante. Mas a protecção da natureza também o deveria ser."

Além da fiscalização das construções ilegais, é aos vigilantes da natureza que compete impedir o abate ilegal de árvores, controlar as actividades de caça e pesca, monitorizar algumas espécies protegidas. "Em muitos locais não há sequer possibilidade de fazer turnos. Noutros, existe pouca fiscalização sobretudo nos períodos mais críticos, durante a madrugada e ao final da tarde, quando ocorrem as principais infracções como caça ilegal ou despejo de entulhos", explica Francisco Correia.



Fonte: Diário de Notícias/Luís Maneta

Baleias procuram mar dos Açores para comer, "Explosão de produção"

   

"Explosão de produção" nos mares dos Açores de organismos de que as baleias se alimentam poderá explicar a passagem de um elevado número de cetáceos pelas ilhas na Primavera e no Verão.

A Universidade dos Açores tem em desenvolvimento um programa de telemetria por satélite de grandes baleias, para obter informação sobre o papel que o arquipélago desempenha na ecologia de três espécies que frequentam as suas águas: a baleia-azul, a baleia--comum e a baleia-sardinheira.

Num artigo publicado no portal Naturlink, Rui Prieto, investigador responsável pelo programa, sublinha que as baleias são muitas vezes vistas a alimentar-se durante a sua passagem pelas ilhas, que ocorre principalmente na Primavera e no Verão. Um dos organismos que na Primavera regista uma "explosão de produção" nos mares do arquipélago é o krill do Atlântico Norte, "um crustáceo altamente calórico que poderá ser uma importante fonte de energia para as baleias durante a sua migração".

Segundo Rui Prieto, "outra possibilidade intrigante" pode estar relacionada com a hipótese de os montes submarinos do arquipélago "servirem como marcos no meio do oceano". "A maneira como as baleias conseguem navegar de e para áreas de alimentação não foi desvendada, mas a presença de estruturas que possam servir de marcos poderá ser importante nessa navegação", alega.



Fonte: Diário de Notícias






  

Tribute to "Mtwazi's Daughter" - Joan Stafford (nee Potter)


     In Loving Memory & Tribute to Joan Stafford (nee Potter) born on 7 January 1923 at Naboomspruit in the Transvaal - died in Westville, Durban 27 Nov. 2010.


As the year 2010 ended, the Zululand conservation community who had the honor of knowing Joan and the Potter family of Hilltop-Hluhluwe, paused and reflected in a sad but celebratory note of the life of "Mtwazi's Daughter" - Joan Stafford, the daughter of Capt.Harold Potter and his wife Irene, sister to her late brother Peter Potter and mother of Judy & Bruce. Her father was the legendary Zululand Conservator (1929-1950) who pioneered the creation of Hilltop camp in the Hluhluwe Game Reserve during the dark period of the fight for the survival of Zululand's game reserves. Peter her brother was to succeed their father as Conservator of what had now become a proud Zululand wildlife empire, first under the control of the Natal Parks Board, whose work we all cherish to this day which created this irreplaceable Heritage and Legacy which hopefully will remain so for many decades to follow, it's all of our responsibilities to ensure this is achieved.

Joan as a young girl was schooled by a home-governess, thus growing up in the midst of the tumultous era of the "Game Sanctuaries Under Siege" witnessing the grim scenario inherited by Captain Potter when he took over as the Zululand Conservator in 1929, whilst the next twenty years would become a tough uphill challenge, during which time the reserves became dismal killing fields, all in the frantic effort to halt the nagana cattle disease, infected by the dreaded tsetse fly. Under this cloud of extermination of the wild animals placed under his protection, no one could have had a tougher task.Yet he was to succeed in saving the regions last remnant population of Black Rhino, as well as the much applauded rescue of the White Rhino from extinction.

Following in the footsteps of his predecessors, Vaughan Kirby (1911-1928) and Roden Symons (1928-1929), who had hastily left his position after only one year to join a Kalahari Expedition as ornithologist and hunter, Capt Potter soon settled in and made his mark by moving the Conservator’s headquarters from Nongoma to Hluhluwe, at which is today the site of Hilltop camp, and which was to become home to the "Potters", in a house rebuilt today as the "Mtwazi Lodge".



 
    The only known photograph of Joan with her parents and brother. (Caption R to L) - Irene & Harold Potter, Aunt Helen Kelly (Irene's sister-in-law), Joan (centre), the Kelly cousins, Derek Charter & Peter Potter (circa 1933-1935)


The sad news that Joan had passed away after a long illness, mercifully with no suffering, was a great spirtual loss for me as we had become close kindred spirits & "cyber-pen pals" per the kind assistance of her daughter Judy MacKinnon, which resulted in unearthing a rare insight into that pioneer game ranger era of the 1930's during the establishment of Hilltop camp in Hluhluwe, as well as schooling, life and work in the Zululand game reserves.

About Joan & Judy - Joan Stafford (Judy MacMillan is her daughter) came into my life about four years ago at the suggestion of her nephew Derek Potter, ex NPB deputy OIC before moving on in the new era in 1998 to the Kruger/Mozambique Trans Frontier project. Joan, although aging & ill was quite perky and enjoyed the many wildlife photgraphs I sent her, including those of her father in his fight to create & maintain the Zululand game reserves. For years I've had everybody digging for historical photos for my book - as above a 1935/6 pic of her (centre) with Capt Potter wearing his landmark hat plus family.



     This is a 1942 photograph of Hilltop camp - Capt.Potter is standing on the left with a pet young impala - I was six years old and met him each annual holiday thereafter enroute to St.Lucia - the Capt & my Dad enjoyed sundowners together, however I never met Joan who was away at boarding school.

Some wonderful old photos were unearthed BUT most important is that for nearly eighteen months, she would tell me stories in answer to my questions, via Judy for her new friend Tim in Canada - Judy being a teacher with a knowledge of shorthand would return home and transcribe dozens of invaluable snippets & short tales of those childhood memories about the rare experience of life in the Hluhluwe Game Reserve during an era which to date has been ignored and largely forgotten - her memories enrich that era in my book project - "The History of Zululand's Lions & Game Reserves - I'm truly blessed to have forged that wonderful cyberspace friendship, albeit in her twilight years. I'll miss her !!

As a result of getting more material from her than can be used in my book, the plan, together with Judy & family is to publish hopefully later this year a booklet - "Mtwazi's Daughter" - Memories of the early days in Hluhluwe or the Diary of Joan Stafford or similar !!

Sharing some memorable moments in Joan's life at Hilltop !!


     In 1972 the Natal Parks Board opened the Mtwazi Lodge , Joan seen here with her mother Irene and beloved brother Peter, the then Conservator of Zululand following in his late father's footsteps.

     A Poignant Final Farewell to Mtwazi & Hilltop during her last visit in 2008 with Judy and Bruce. One parting moment with a bushbuck beneath the fig tree under which she played as a young girl, enjoying the company of this special antelope in the Hilltop forest.




    Like all those who were priviledged to have known her, I'm truly blessed to have shared that wonderful cyberspace kindred friendship, albeit in Joan's twilight years. I'll miss her !!


Rest in Peace dear Joan - lala gahle !!

Tim Condon