quinta-feira, 17 de março de 2011

Comunicação do Doutor Nuno Oliveira no Encontro Nacional Vigilantes Natureza


    XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - 4 a 6 de Março de 2011




   ÁREAS PROTEGIDAS: POR QUEM?

   Nuno Gomes Oliveira

   Reserva Natural Local do Estuário do Douro

     estuariododouro@parquebiologico.pt



    A criação de áreas protegidas, coutadas ou tapadas, para efeitos de produção (floresta e caça) teve início na Idade Média. Mas a criação de áreas protegidas tendo como objectivo a conservação da natureza remonta, em Portugal, a 1957, quando é criada a Reserva Ornitológica de Mindelo.

Catorze anos mais tarde, em Maio de 1971, é criado à pressa o Parque Nacional da Peneda-Gerês, para Portugal não ficar mal visto na Conferência de Estocolmo de 1972, conferência que seria o primeiro fórum mundial sobre ambiente, promovido pela ONU. Em Agosto desse ano é instituída a Reserva Botânica do Cambarinho, que visava a proteção do Rododendro e em Outubro do mesmo ano a Reserva Botânica da Mata dos Medos, na Costa da Caparica; “medos”, diga-se, que nada tinha a ver com receios, mas sim com “medos” e “médões” ou seja, dunas.

Virado um ciclo da História, com Abril de 1974, surge uma série de novas áreas protegidas, algumas que não passaram do Diário da República, como os Parques Naturais da Ria de Aveiro e o do Centro (Decretos nº 20 e 21/75), que se devem ao Arq. Ribeiro Teles, ou a Reserva Natural da Barrinha de Esmoriz (Portaria nº 896/84).

Outras áreas protegidas, mais afortunadas, lá foram vendo alguma concretização no terreno, pelo menos escapando o seu território a outros usos mas, sempre, sem desempenharem cabal e completamente a sua missão de conservação dos habitats, espécies e paisagens, não por falta de vontade e empenho dos seus quadros, mas sim por falta de meios e de vontade dos decisores de desenvolverem uma verdadeira política nacional de conservação da natureza.

Sorriram-se-nos os olhos nos curtos consulados do Engº Carlos Pimenta como Secretário de Estado do Ambiente, de Junho de 1983 a Junho do ano seguinte e, novamente, de Novembro de 1985 a Julho de 1987.

Mas foi Sol de pouca dura; do final dos anos 80, do século passado, para cá, a política nacional de conservação da natureza entrou num processo de declínio e descrédito, simbolizado na Reserva Natural da Serra da Malcata, criada em 1981 expressamente para proteger o Lince-ibérico, então ali existente, e que, duas décadas depois, de lá desapareceria mas, repito, não por incúria dos homens do terreno, mas por incúria dos decisores.

Nos anos 70 e 80 a conservação da natureza ainda era uma área de actuação com algum prestigio; na produção do quadro legislativo que lhe haveria de servir de suporte surge, em 1975, a criação dos Vigilantes da Natureza, anunciado como um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza, como corolário lógico e necessário da criação de áreas protegidas.

De facto não pode haver Áreas Protegidas, nem conservação da natureza, sem a presença regular, no terreno, de guardas e Vigilantes da Natureza; eles são, em todo o Mundo, a alma dos parques e reservas.

Há 200 anos, em 1815, José Bonifácio de Andrada e Silva, o primeiro ecologista português e pai da moderna silvicultura, ao apresentar o seu projeto de consolidação das areias entre a Barrinha de Esmoriz e S. Pedro de Moel, escrevia, a propósito dos guardas que haveriam de ser responsáveis por essa ação: “julgo muito conveniente que devam residir no centro dos seus bosques, ou pelo menos dentro do distrito.”

No que toca às áreas florestais, assim foi, de facto, durante dois séculos, com a presença e residência dos Guardas-Florestais nos seus cantões, até que subitamente, sem explicações, sem lógica e sem alternativa, o Decreto-Lei nº 254/2009 acabou com eles, não os substituindo por nada. Seria uma vingança da II República sobre um “produto” da Monarquia?

Por coincidência, ou não, nas últimas épocas de caça aumentou significativamente o número de aves feridas a tiro, mesmo de espécies protegidas por Lei, que deram entrada no Centro de Recuperação do Parque Biológico de Gaia.

Não queremos tirar conclusões apressadas, mas o fenómeno pode ter alguma relação com a extinção da Polícia Florestal. De facto, os caçadores menos conscientes podem, agora, actuar com grande impunidade e estão a fazê-lo!

Não está em causa o facto da fiscalização ter passado a ser competência do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza da GNR), mas sim o modelo aprovado; não se previnem incêndios nem se combatem caçadores furtivos com esporádicas surtidas de moto ou jeep, por mais dedicação que se tenha.



É necessário conhecer profundamente o terreno, ter lá vivido longos anos, estar lá 24 horas, conhecer barrancos, montes e pessoas. O erro de acabar com as casas de guarda florestal disseminadas pelo território ficará no história das asneiras deste país, que se diz florestal.

Como parolos deslumbrados por falsas ideias de gestão moderna, temos a tendência atávica de copiar dos outros países apenas as asneiras; nunca copiamos a parte boa. Ficaremos para a história, como o único país da Europa, talvez do Mundo, sem guarda florestais e de caça.

É verdade que o novo Código Florestal fala em “guardas de recursos florestais”, no seu artº. 18º, que viria a ser regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 9/2009 de 9 de Janeiro; só que estes guardas apenas podem prestar serviço em entidades privadas gestoras ou concessionárias de zonas de caça ou de pesca; onde não se caça, ou o que é público, não merecem ter guardas.

A nossa vizinha Espanha, embora tenha criado, por força do artigo 12 da Lei Orgânica 2/1986 de 13 de Março (Lei das Forças e Corpos de Segurança), o SEPRONA (Serviço de Protecção da Natureza, da Guarda Civil), não deixou de ter guardas específicos de caça e guardas florestais.

A Lei espanhola 1/1970, de 4 de abril, (Lei da caça), determina, no seu artº 40º: “As autoridades e os seus agentes, e em particular... a Guarda do Serviço de Pesca Continental, Caça e Parques Nacionais, a Guarda Florestal do Estado, a Guarda do Património Florestal do Estado, os Guardas dos Reservas e Refúgios Nacionais de Caça.... farão observar o que se prevê nesta Lei, denunciando todas as infracções que cheguem ao seu conhecimento.”

A França, nos termos do “Código Rural” (Lei nº 2002-92 de 22/01/2002), mantém os “Gardes Champêtre” e “Gardes Chasse”, nos seguintes termos (Art.º L221-8): “Todos os Guardas da Caça dependentes da Administração Nacional da Caça ou das federações de caçadores estão sujeitos a um estatuto nacional.”

O “Código Florestal” francês prevê, ainda, os guardas florestais (agente técnico florestal), com missão de polícia florestal, integrados no Office National des forêts, os quais exercem “a sua missão sobre uma circunscrição territorial com cerca de 1.000 hectares, designada “triage” [cantão]”.

Os ingleses tem os “Wildlife Rangers” dependentes da “Comissão Florestal” (Lei Florestal de 1967) e os “Gamekeepers” integrados na “Organização Nacional dos Guardas de Caça” (Lei Rural e da Caça de 1981).

Talvez por esta diferença, mesmo ao lado do Parque Biológico, em terrenos onde a caça não é permitida, ouvem-se frequentemente tiros de alguém que vai abatendo, paulatina e impunemente, tudo o que voa ou mexe, nomeadamente Garças-reais, Açores e Pombos-torcazes, Esquilos e Coelhos que por ali andam devido à protecção assegurada pelo Parque Biológico.

Não podemos confundir as atribuições da GNR (Sepna) e da PSP (BriPa), com as funções específicas e especializadas dos Guardas-Florestais e dos Vigilantes da Natureza que, para além da missão de vigilância tem, essencialmente, tarefas de manutenção das matas, os primeiros, e das áreas protegidas e da biodiversidade, os segundos.

O trabalho da GNR, da PSP e da Polícia Marítima é necessário e meritório, tem tido resultados muitos interessantes, mas não vamos esperar que sejam as Polícias a plantar matas, fazer o seguimento de pegadas de animais, colaborar em projetos de investigação científica, guiar visitas ou desenvolver ações de Educação Ambiental; não é, nem deve ser, a sua missão.Segundo recentes notícias, o ICNB tem 121 Vigilantes da Natureza, para guardarem e conservarem as 34 Áreas Protegidas, as 39 ZPEs (Zonas de Proteção Especial) e os 60 SICs (Sítios de Importância Comunitária) num total (segundo referências na internet, não confirmadas) de mais de 2 milhões de hectares ou seja, mais de 16.500 ha em média por Vigilante, quase a área do Parque Natural da Ria Formosa!

Sei, dos tempos em que estive ligado à Mata Nacional de S. Jacinto, depois (1979) Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, o que era vigiar perto de 700 ha e 4 km de frente para uma estrada, particularmente num Domingo de Verão com, apenas, um Guarda-florestal.

Na vizinha Espanha havia, em 2005, segundo o Ministério do Ambiente espanhol, 986 ha de área protegida por vigilante, no Parque Nacional de Doñana (55 vigilantes), cerca de 2.500 ha por vigilante, nos Picos da Europa e 4.800 ha por vigilante na Serra Nevada, mas devemos atender ao facto de estes parques nacionais, pelas suas características orográficas e grandes dimensões, terem grande parte do seu território naturalmente inacessível.

Atendendo à pequena dimensão e fácil acessibilidade da maioria das Áreas Protegidas portuguesas, a média da área a conservar por Vigilante da Natureza não deveria nunca ultrapassar os 3000 ha, o que quer dizer que devíamos ter cerca de 670 destes profissionais que, mesmo assim, não teriam mãos a medir.

Isto, em média, pois para as áreas mais pequenas deveria ser muito menor o rácio território/vigilante.

Mas não chegará, só, aumentar o número de Vigilantes da Natureza para termos melhores resultados: importa dotá-los de efectiva autoridade e meios de trabalho adequados que, claramente, hoje não tem.

Outro problema que se levanta, e ainda bem, com a promulgação do novo Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de Julho) é a necessidade de vigilância nas novas Áreas Protegidas Locais e Regionais que obriga a uma urgente atualização do Decreto-Lei n.º 470/99 de 6 de Novembro, permitindo às Áreas Protegidas Locais contratarem Vigilantes da Natureza, por conta do seu orçamento, mas sob o poder tutelar do ICNB.

Foi um passo importantíssimo criar esta nova figura jurídica de Área Protegida Local o que, no caso de Vila Nova de Gaia, permitiu concretizar o anseio de mais de duas décadas de proteger o Estuário do Douro, a primeira Reserva Natural Local criada em Portugal.

Por isso felicitamos o Ministério do Ambiente, e em particular o ICNB, como felicitamos a CCDRN e o QREN que nos alocaram os meios financeiros necessários para instalar a Reserva Natural Local; mas, agora, quem a vigia e protege efetivamente?

A Polícia Marítima e a BriPa da PSP do Porto tem sido incansáveis, é verdade, mas tem muito mais missões a desempenhar num vasto território e não podem estar todo o tempo no Estuário do Douro, um espaço com enorme potencial para a avifauna, mas que se encontra sujeito a inúmeras e constantes pressões que só a presença de vigilantes a tempo inteiro permite controlar.

A conservação da natureza e a proteção das áreas protegidas não se faz – era bom que assim fosse – com regulamentos e campanhas de sensibilização, da mesma maneira que não se faz cumprir o Código da Estrada sem as polícias.

Por mais sensibilização que se faça, há sempre energúmenos que nada respeitam e que só se combatem pela força musculada da autoridade.

Criar Áreas Protegidas e não as dotar dos necessários vigilantes é “fogo-de-vista” é deitar dinheiro fora!

Mas perguntar-me-ão como, em tempos de crises e de “PECs”, se arranja o financiamento necessário à cobertura destes custos?

É simples: um Vigilante da Natureza em início de carreira ganha pouco, cerca de € 650; contratando para a função alguém em situação de desemprego, teremos que descontar ao valor que o Estado já gastava com o subsídio de desemprego, pelo que o aumento de custos é de, apenas, € 175 por mês, por Vigilante.

Assim, se fossem contratados os cerca de 548 Vigilantes da Natureza que, nas nossas subjetivas contas, estão em falta, teria o País um aumento de custos anuais com salários de 1.400 mil Euros (menos de metade do vencimento do administrador da TAP) facilmente recuperáveis pelos menores danos causados ao património, pela diminuição de fogos florestais, pelo combate ao desemprego, pelo produto das coimas e por um desempenho de maior qualidade na conservação da natureza e da biodiversidade.

Seria um contributo inestimável para a dinamização e animação das Áreas Protegidas, com um consequente aumento de visitação e, logo um contributo enorme para o desenvolvimento local.

Feitas as contas, Portugal ficava largamente a ganhar!

Vigilantes da Natureza no Parque Natural do Litoral Norte


Um pequeno vídeo que mostra o dia-a-dia dos Vigilantes da Natureza no Parque Natural do Litoral Norte e as acções por eles desenvolvidas.

Segunda viagem a São Paulo – Cananéia: matando saudades!

Por Rayssa Barros:

No dia 28 de julho deste ano (2010) tive a oportunidade de realizar mais um sonho: retornar a São Paulo e visitar alguns amigos que lá deixei.
Viajar para mim é sempre sinônimo de muita aventura e emoção, no qual começo a curtir a viagem desde o momento do vôo.
Foram aproximadamente sete horas de viagem até chegar ao aeroporto de Congonhas. A cidade vista do alto é surpreendente: uma verdadeira selva de pedra, repleta de prédios de todas as formas, tamanhos e
alturas. Mais uma vez, ao descer da aeronave, fui surpreendida com o frio da capital, cerca de 10 graus ou menos.

Ler mais (.pdf)

domingo, 13 de março de 2011

Falta fiscalização nas áreas protegidas. Vigilantes da Natureza precisam-se.


Na foto: Vigilante da Natureza Nelson Pereira e a Jornalista Eliana Macedo

        Número de guardas que zelam por fiscalização dos espaços verdes aquém do necessário.


       Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer face às necessidades do território, disse, à Lusa, o Presidente da associação de profissionais do sector. “É difícil fazer um trabalho sério com tão pouca gente”, afirmou Francisco Correia, no final do XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, que reuniu entre sexta-feira e ontem, no Parque Biológico de Gaia, cerca de 60 profissionais.

Francisco Correia realçou que foi o próprio director do Parque Biológico de Gaia, Nuno Oliveira, que defendeu no encontro a necessidade de admitir mais “cerca de 500 Vigilantes da Natureza”. “Se compararmos com o que existe em Espanha, segundo dados do ano passado, havia seis mil Vigilantes da Natureza. Assim se vê como os governos olham para o ambiente. Em Portugal, olha-se muito mal”, salientou.

O Corpo Nacional de Agentes da Natureza conta com 230 guardas e vigilantes, a nível nacional dos quais 170 se encontram em Portugal Continental, 25 nos Açores e 35 na Madeira. A tendência é para diminuição deste número porque, conforme explica o presidente da Associação Nacional de Guardas e Vigilantes da Natureza, “não há abertura de novos concursos para a carreira e os profissionais que existem vão-se reformando e a renovação não é assegurada”.

Nelson Pereira tem 47 anos e trabalha como Vigilante da Natureza há 23 anos, cinco dos quais no Parque Nacional da Madeira. Para o Vigilante, “o número tem vindo a diminuir unicamente pela falta de percepção da importância da protecção da Natureza para o país, não só na base da defesa do património natural, mas também do turismo” e não se deve ao desinteresse dos jovens pela profissão, Nelson Pereira fala do exemplo do concurso da Madeira, o qual recebeu 150 candidaturas, para seleccionar quatro vigilantes.

José Carvalho tem 55 anos e trabalha na Reserva Natural do Estuário do Tejo, há 21 anos. “Fomos com a expectativa de combater as irregularidades que existiam na conservação da Natureza, em Portugal e, todos estes anos depois, continuamos à espera de meios e condições para podermos desenvolver com qualidade a profissão”, conta, “Muitas vezes, somos confrontados com situações em que temos que agarrar numa viatura e os meios não estão operacionais, ou por falta de condições do material, ou por falta de combustível, ou por falta de vontade dos políticos nesse sentido”, acrescenta.

As principais funções dos agentes passam pela protecção da Natureza, através da actuação face a infracções, como cortes de árvores, lixo e resíduos de grandes indústrias, prevenção de incêndios, monitorização de espécies e preservação de bacias hidrográficas. A actuação divide-se por áreas de montanha, de estuário e de interior.

A lei define que os Vigilantes da Natureza “asseguram, nas respectivas áreas de actuação, as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais.



Eliana Macedo, Jornal de Notícias

Florestas precisam de mais 500 Vigilantes da Natureza


    Poucos Vigilantes da Natureza


    Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer frente às necessidades do território. O alerta é do Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, que critica a falta de recursos no sector, que impede os profissionais de fazerem um “trabalho sério com tão pouca gente”, censura Francisco Correia.



Comparação com Espanha

Só em Espanha existiam o ano passado 6 mil Vigilantes da Natureza segundo os dados revelados pelo dirigente da Associação, que usa o exemplo do país vizinho para criticar o Governo Português. Francisco Correia denunciou ainda que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade tem 121 Vigilantes da Natureza, estando os restantes ao serviço das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, das Regiões Autónomas e das Administrações das Regiões Hidrográficas.



Madeira

O arquipélago da Madeira é o único caso que a Associação aponta como um “exemplo equilibrado” entre número de Vigilantes da Natureza e área a vigiar – 35 contratados e mais 4 em admissão.



Missão

Conhecidos fundamentalmente por vigiarem zonas de risco de fogos florestais, os Vigilantes da Natureza desempenham também funções de fiscalização de focos de poluição, cortes de árvores, captura e tráfico de espécies, monitorização e primeiros socorros a animais, bem como acções de educação ambiental nas escolas.


KC

Jornal i

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nota justificativa para a criação da Carreira Especial de Inspecção


Na sequência do XVI Encontro Nacional coloca-se para conhecimento e recolha de comentários e sugestões, visando o apoio à próxima reunião de negociações prevista para 23 de Março. É de máxima importância que todos reflictam sobre as questões da Carreira de Vigilantes da Natureza e façam chegar rapidamente ás vossas ideias e críticas ao mail da APGVN.

>> Download da Nota justificativa para a criação da Carreira Especial de Inspecção (.pdf)

terça-feira, 8 de março de 2011

Portugal precisa de triplicar número de Vigilantes da Natureza

   
    Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer face às necessidades do território, disse hoje à agência Lusa o presidente da associação de profissionais do setor.


“É difícil fazer um trabalho sério com tão pouca gente”, afirmou Francisco Correia, no final do XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, que reuniu entre sexta-feira e hoje no Parque Biológico de Gaia cerca de 60 profissionais.

Francisco Correia realçou que foi o próprio diretor do Parque Biológico de Gaia, Nuno Oliveira, que defendeu no encontro a necessidade de admitir mais “cerca de 500 Vigilantes da Natureza”.

“Se compararmos com o que existe em Espanha, segundo dados do ano passado, havia seis mil Vigilantes da Natureza. Assim se vê como os governos olham para o ambiente. Em Portugal, olha-se muito mal”, salientou.

Francisco Correia realçou que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade tem apenas 121 Vigilantes da Natureza, estando os restantes ao serviço das comissões de coordenação regional, das regiões autónomas e das administrações regionais hidrográficas.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), só no arquipélago da Madeira é que existe um número “equilibrado” de Vigilantes da Natureza (35, mais quatro em admissão), o que já não acontece nos Açores (cerca de 30 para as nove ilhas).

“Nas regiões autónomas, os Vigilantes da Natureza têm uniformes condignos. No continente, o uniforme nunca está completo”, afirmou, acrescentando que também há falhas no equipamento, nomeadamente viaturas e barcos.

Conhecidos fundamentalmente por vigiarem zonas de risco de fogos florestais, os Vigilantes da Natureza desempenham também funções de fiscalização de focos de poluição, cortes de árvores, captura e tráfico de espécies, monitorização e primeiros socorros a animais e ações de educação ambiental nas escolas.

“Fiscalizamos tudo o que esteja relacionado com o ambiente”, salientou Francisco Correia.

A lei define que os Vigilantes da Natureza “asseguram, nas respetivas áreas de atuação, as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza”.

Fonte: Correio do Minho

Urgent- 40,000 hectares of National Park to be cleared!


    Hi all Thin Green Line Supporters,

You can help save 40,000 hectares of the rare and declared Virachey National Park, Cambodia due for clearance this week.

Please cut and paste the message below in italics and send to the King Of Cambodia and Prime Minister of Cambodia via the Environment Minister at:

cabinet@norodomsihamoni.org

moe-cabinet@camnet.com.kh

Also please forward this message to all of your contacts. This is urgent as logging is due to commence any day now. So Please act now!

Don't forget to put your name in at the bottom too.



To the King and Prime Minister of Cambodia,

I have a deep respect for Cambodia's people, its culture and natural environment.

I have been made aware that some sections of the Cambodian Government have approved for 40,294 hectares of the protected Virachey National Park to be cleared for proposed rubber plantations.

The Park was Declared by the King Of Cambodia in 1993, and further endorsed and declared by ASEAN in 2003.

It is home to many indigenous people who rely on its clean water and healthy ecosystem, as well as numerous significant plant and animal species, including tigers.

It has the potential to be a great eco-tourism destination, and with help will be.

In addition, the forest is now highly valuable as a carbon storage asset to Cambodia under the UN's REDD scheme.

If senior Government members and/or yourself the King of Cambodia, can prevent this illegal clearance, and resource the park and its rangers to protect Virachey NP, I will actively support work to promote Cambodia and its parks as a viable eco-tourist destination.

We hope we can work with the Cambodian government to protect one of its great natural assets and help the Cambodian people with revenue generated from sustainable long-term, eco- and cultural tourism projects.

On the other hand if this environmental destruction goes ahead, it will be a large blight on the face of Cambodia, and I will do all in my power to ensure it is seen far and wide, by my contacts and connections and the international community, who will then consider other destinations for their eco tourism and Environmental Grants funding.

I am sending this email to the UN, IUCN and all the major environmental organisations so they are aware of the impending clearance of a protected area.

I have learnt this clearance is to begin in matter of days, but I understand that not all of the senior Cambodian Government nor you the King Of Cambodia may be aware of this, and I implore those in power to take control of this situation, and prevent the clearance of the Highly Significant Conservation Reserve of Cambodia.

This decision is in your hands your Royal Highness and Mr Prime Minister - I hope it is one that leads to a legacy of strong leadership on environmental and cultural protection and prosperous future for the natural environment and people of Cambodia, and a great eco tourism destination for the rest of the world to admire.

Yours Sincerely



Place your name here



I thank you so much in anticipation of your assistance in this very importnat issue.

Sean Willmore

Director

The Thin Green Line Foundation

sean@thingreenline.info

www.thingreenline.org.au

terça-feira, 1 de março de 2011

XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - Programa actualizado!


Caros colegas,
Fica aqui o Programa actualizado do XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e X Jornadas Técnicas, que irá decorrer no Parque Biológico de Gaia entre o dia 4 e 6 de Março de 2011.





XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e X Jornadas Técnicas

Parque Biológico de Gaia



PROGRAMA



“O PAPEL DOS VIGILANTES DA NATUREZA NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL E CULTURAL”.





4 de Março



15:00 Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

18:30 Recepção dos participantes do Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza

19:00 Porto de Honra pelos 20 anos da APGVN

19:30 Inauguração da Exposição “Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo.”

20:00 Jantar de Boas Vindas



5 de Março



10:00 Sessão de Abertura com a presença de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado do Ambiente Doutor Humberto Rosa, Sua Excelência o Senhor Presidente do ICNB Engenheiro Tito Rosa, Sua Excelência a Senhora Vereadora da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia Engenheira Mercês Ferreira e Sua Excelência o Senhor Administrador do Parque Biológico de Gaia Doutor Nuno Oliveira.



10:30 Nuno Oliveira, Administrador do Parque Biológico de Gaia, Áreas Protegidas: Por quem?



10:55 João Cardoso de Melo, Gestor da Agência Municipal do Ambiente Cascais Natura, “Uma estratégia para a Visitação e Interpretação do Parque Natural de Sintra-Cascais”.



11:20 Pausa para café



11:30 Sérgio Henriques, Curador Adjunto Colecção Aracnídeos, Museu Nacional de História Natural, “A importância dos Vigilantes da Natureza na monitorização e conservação da aracnofauna portuguesa”.



11:55 Maria João Ramos Pereira, Investigadora, “Morcegos: diversidade e conservação”.



12:20 Debate



13:00 Almoço



15:00 José Dantas, Chefe de Divisão de Vigilância e Controlo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, "O Vigilante da Natureza actual e futuro - Uma perspectiva da CCDR Algarve".


15:25 Belarmino Moreira, 2.º Comandante Local da Polícia Marítima



15:50 Pausa para café



16:00 Fernando Pereira, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, “A paisagem da pedra”.



16:25 Nelson Pereira e João Paulo Matos, Parque Natural da Madeira, “Freira da Madeira, Recuperação do habitat após fogo florestal de Agosto de 2010”.



16:50 António Frazão e Francisco Barros, Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, “Vigilantes da Natureza do PNSAC e a Preservação do Património Natural e Cultural”.



17:15 Debate



17:25 Pausa para café



17:35 João Martins e Francisco Correia, APGVN, “Apresentação da proposta de carreira especial”.



18:00 Debate



18: 30 Sessão de Encerramento



19:30 Jantar



6 de Março



10:00 Visita às Caves do Douro com prova de vinhos, “Caves CROFT”



11:30 Visita ao Parque Biológico de Gaia



13:30 Almoço

>> Download do programa em pdf



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Contenção não é para todos! MAOT despreza o seu Corpo de Fiscalização!


    A Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Álvaro Pássaro, entregou uma viatura todo-o-terreno e uma embarcação à GNR, numa cerimónia que decorreu na Câmara Municipal de Almeirim.


Quando se impede os Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s) e das Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH’s) de desempenharem as suas funções de vigilância e fiscalização alegando a contenção de custos como motivo para permanecerem nas sedes dos serviços a que pertencem e depois se investem verbas avultadas noutras instituições, é algo difícil de entender.

Os Vigilantes da Natureza estão proibidos de efectuarem a missão para que foram criados em 1975, como serviço especializado na conservação da natureza, esta atitude do MAOT é mais uma demonstração do desconhecimento por parte da Senhora Ministra da importância para a preservação do Ambiente dos profissionais que tutela.

A cedência desta embarcação e viatura todo o terreno a uma entidade que pertence a outro Ministério em detrimento dos Vigilantes da Natureza, representa um investimento superior a cem mil euros.

É bom não esquecer que aos Vigilantes da Natureza é negado o direito ao exercício da sua profissão ao serem impedidos de fiscalizarem as áreas sobre sua jurisdição. É com grande tristeza e revolta que vemos o investimento que é feito ao longo dos anos numa instituição de outro Ministério contrariando o que é pratica corrente nos países que vêm na Conservação da Natureza um sinónimo de desenvolvimento e que têm nos Vigilantes da Natureza o garante da Defesa do Ambiente.



APGVN

Curso de Formação de Agentes “Medioambientales” e Insp. do Ambiente


    Pelo segundo ano consecutivo o Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, foi convidado por Eduardo Shallcrass Navalón da “Dirección General de Medio Ambiente, Gobierno de Cantabria, España”, a fazer uma apresentação sobre os Vigilantes da Natureza em Portugal no Curso de Formação intitulado de “INTRODUCCIÓN A LA LABOR INSPECTORA DE LA ADMINISTRACIÓN EN MATERIA DE MEDIO AMBIENTE: COMPETENCIAS Y EXPERIENCIAS”.


A prelecção realizou-se, no dia 14 de Fevereiro de 2011, no Centro de Estudos da Região de Cantábria, na Concha de Villaescusa, nos arredores da cidade de Santander.

Transmitiu-se aos formandos a história da profissão. Profissão que é constituída por homens e mulheres dedicados e persistentes que nunca renunciam à defesa do ambiente apesar das parcas condições que lhes são disponibilizadas para o exercício da função. A imagem de abnegação e de coragem dos Vigilantes da Natureza que desempenham as suas funções no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s), Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH’s) e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, foi salientada e destacada.

Os formandos demonstraram bastante interesse em conhecer o desempenho e as funções dos seus companheiros do país vizinho, que se encontram tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Fica o agradecimento ao Eduardo Shallcrass Navalón e a José Carlos Jerez Montero, “Catedrático de Lengua y Literatura y experto en linguística”, pelo apoio, pela simpatia e amizade.



Francisco Correia, APGVN

Eduardo Shallcrass Navalón a entrada do CEARC


Eduardo Shallcrass Navalón e José Carlos Jerez Montero

Comemorações do Dia Nacional do Vigilante da Natureza - Madeira

  
    Os Vigilantes da Natureza da Madeira comemoraram esse nobre dia, com a realização de uma reunião, onde debateram o futuro da carreira, almoço de confraternização e um “Madeira de honra” com uma conferência de imprensa, nas instalações da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Boa Nova, Funchal


Na reunião, o VN, Nelson Pereira, em representação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, apresentou as propostas que consta para a negociação entre o Governo e a APGNV. A intenção foi informar os VN a situação da carreira e do ponto de negociação existente entra as partes, para que estes durante um determinado período analisem a proposta da APGVN, apresentem soluções que visem melhorar a proposta inicial. No entanto e de imediato a assembleia de VN da Madeira decidiu por unanimidade apoiar a proposta e dar voto de confiança APGVN nas negociações com o Governo, levantando algumas questões que pensam ser pertinentes; aposentação, horário de trabalho, trabalho ao fim-de-semana e extraordinário, subsídio de penosidade, ajudas de custo, avaliação profissional e um seguro de trabalho específico. Foi decidido a marcação de uma nova reunião entre os Vigilantes da Natureza da Madeira, após as jornadas técnicas de âmbito nacional a realizar em Gaia, para apresentação das novas propostas ou alterações a realizar, que se enquadre nas funções do VN da Madeira. De acordo com informações prestadas pela Secretaria Regional, esta aguarda a resolução da carreira a nível nacional, para posteriormente aplicar com as devidas alterações, se as houver, na Região Autónoma da Madeira, ficando o Secretário Regional empenhado em defender a carreira dos VN.

O almoço de confraternização decorreu com a presença do Secretário Regional do Ambiente e Recurso Naturais, Dr. Manuel António, Direcção do Serviço do Parque Natural da Madeira, técnicos, restantes funcionários e de todos os Vigilantes da Natureza que se apresentavam na Ilha da Madeira. Do almoço seguiu-se para um “Madeira de honra”, para convidados e a imprensa local, onde foi apresentada uma conferência, com as intervenções do Secretário Regional e o Presidente da Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira. O Secretário abordou e reforçou a importância das actividades dos VN no Arquipélago da Madeira, a forma como se dedicam ao trabalho e o esforço que fazem para se prestarem a estar várias semanas isolados das famílias, contribuindo não só na defesa do Património natural, como na soberania do território nacional, em alusão às estadias nas Ilhas Selvagens. O Presidente da Associação, abordou a importância de uma breve resolução para a carreira dos VN, da importância na entrada de novos VN, quatro, de um resumo das actividades do ano transacto, destacando o trabalho realizado após a intempérie de 20 de Fevereiro, no apoio ao combate ao fogo florestal de Agosto e posteriormente na recuperação dos habitats, com especial incidência na recuperação do habitat da Freira da Madeira Pterodroma madeira. Neste espaço onde decorreu a conferência estavam exposto vários expositores com referência para a flora e fauna madeirense e uma exposição fotográfica efectuada por VN, de momentos únicos do nosso património natural, conseguidas, só para quem anda neste mundo da natureza plena e claro, das suas actividades como VN.

Referência para o grau de importância que a imprensa da Região demonstrou em acompanhar esse dia comemorativo e a importância que esta dá a este corpo de fiscalização e vigilância do património natural e cultural.

Um dia marcante para os Vigilantes da Natureza, um dia marcante para a conservação da natureza, sem estes, esta estaria muito mais vulnerável, um dia marcante para a recuperação e estabilização do planeta. “Agir local, pensar global”. A nossa acção local vai reflectir e ter efeitos globais. Os decisores políticos têm de ter essa noção da representação do corpo de Vigilantes da Natureza nos dias de hoje e terão a grande responsabilidade de apoiar e fortalecer a carreira profissional com objectivo global. São pequenos paços, para a gigantesca causa que estes representam.

Funchal, 4 de Fevereiro de 2010

Vigilante da Natureza

Nelson Pereira

La UICN y la FIG (IRF) premian la labor de Héctor Caymaris



    La UICN y la FIG (IRF) premian la labor del Jefe de los Guardaparques en Laguna Rocha (Uruguay)


Héctor Caymaris, Guardaparques uruguayo responsable de la vigilancia del Paisaje Protegido Laguna Rocha, ha sido distinguido con el Premio Young Conservationist Award (Premio a los Jóvenes Conservacionistas) por su entrega en la protección de ese Espacio Protegido en Uruguay especialmente en su lucha contra la acción de los furtivos.

En la actualidad, Héctor coordina un equipo de cuatro Guardaparques permanentes que ejercen el control y la vigilancia, es el referente para el trabajo de campo de las investigaciones científicas, organiza jornadas de educación ambiental en escuelas y liceos.

Héctor Caymaris fue seleccionado por la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza y la Federación Internacional de Guardaparques por su trabajo excepcional siendo el único Guarda en el Parque durante años, en el que tuvo que enfrentarse con frecuencia a cazadores furtivos sin recibir en algunas ocasiones ni siquiera un mínimo salario.

El premio será entregado en una conferencia que se celebrará en Nueva Orleans, Estados Unidos, el 10 de marzo

En la imagen, el Guardaparques Héctor Caymaris. Foto: Anibal Parera

Fonte: Guardabosques

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - 4 a 6 de Março de 2011


Companheiros!

Em anexo segue a Ficha de Inscrição e o Programa do Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza.

Apelamos à participação de todos os companheiros neste evento que será de extrema importância para a nossa profissão. Neste período em que a nossa Associação se encontra em negociações com o Governo para a definição e melhoria da nossa carreira, é importante a participação activa de todos. Estarão presentes no evento o Secretário de Estado do Ambiente e o Secretário de Estado da Administração Pública.

Download do programa

Download da ficha de inscrição

Agradecemos a divulgação por todos os companheiros!

Com os melhores cumprimentos,

APGVN

domingo, 13 de fevereiro de 2011

«Vigilantes da Natureza» por, Antonieta Guerreiro, Deputada pelo PSD à AR


    Para a maioria dos meus concidadãos o dia 2 de Fevereiro foi um dia igual a tantos outros, exceptuando, para quem esta data tem algum significado especial. Poucos se terão apercebido de que nesse dia se comemorou o Dia Nacional do Vigilante da Natureza. A actividade de vigilante da natureza foi instituída em 1975, aquando da criação dos Parques das Reservas Naturais, enquanto parte integrante de um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza.


Os vigilantes da natureza, tutelados pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, desenvolvem a sua actividade em articulação com o ICNB, com as CCDR, com as ARH’s e com as Regiões Autónomas. Têm por missão, para além da vigilância, fiscalizar e monitorizar áreas protegidas e recursos naturais ao nível da conservação da natureza, do património natural e do domínio hídrico. Segundo a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, existem, actualmente, 238 vigilantes da natureza, dos quais: 121 ICNB; 27 nas CCDR’s e 30 nas ARH’s. Na Região Autónoma da Madeira existem 35 vigilantes da Natureza e na Região Autónoma dos Açores exercem funções 25 profissionais, no caso destes últimos tutelados pelos Governos Regionais.

Em Portugal o número de vigilantes é insuficiente e a prová-lo está o facto de não haver um único vigilante da natureza nas CCDR’s Algarve e Norte, o mesmo acontecendo com a ARH Norte. No Algarve, a ARH tem um vigilante da natureza. A título comparativo, a Espanha tem mais de 6000 profissionais a exercerem esta actividade. No resto da União Europeia, mais do que a sensibilização e monitorização, os chamados “Park Ranger” têm autonomia própria e desenvolvem uma actividade prestigiada e respeitada pela população, enquanto nós por cá, tratamo-los como o parente pobre da protecção da natureza. Mais uma vez é fácil comprovar – basta ver que os sistemas de comunicação dos vários elementos que aparecem no teatro de fogo nem sempre são compatíveis entre si. Se o leitor tiver oportunidade de conversar um pouco com um guarda-florestal perceberá que na maioria das vezes os únicos contactos profícuos que se estabelecem, são, os contactos pessoais e informais entre agentes das várias forças militares e paramilitares.

Quando se pensa em combater os incêndios é importante, não só, começar a fazê-lo no Inverno, mas também, lembrarmo-nos de que são os vigilantes da natureza que estão na primeira linha da defesa do Ambiente.

Nos próximos dias 4,5 e 6 de Março, terá lugar no Parque Biológico de Gaia, o XVI Congresso dos Guardas e Vigilantes da Natureza. Este é um momento importante para reflectir sobre a importância do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza para a protecção do nosso património natural é que por vezes a solução está mesmo à nossa frente e não é preciso inventar muito!

Artigo de Opinião de Antonieta Guerreiro - Deputada pelo PSD à AR, publicado no Jornal “O Algarve”.

Tres peruanos fueron galardonados por sus labores de conservación


    Recibieron el premio Carlos Ponce del Prado 2010 por sus labores en defensa de nuestro medio ambiente y biodiversidad

    El Ministerio del Ambiente, la Fundación Blue Moon, Conservación Internacional y Profonanpe entregaron anoche el premio para la conservación Carlos Ponce del Prado 2010 a tres conservacionistas. Los peruanos distinguidos son Justo Jallo en la categoría Guardaparque Destacado, César Ascorra en la de Artífice de la Conservación, y César Ipenza en la de Joven Profesional Destacado. El premio fue creado en reconocimiento al ilustre conservacionista peruano Carlos Ponce del Prado, ingeniero que dedicó su vida a la conservación de la diversidad biológica del Perú y del mundo. Justo Jallo Quispe, de la comunidad de Huerta Huaraya, ha sido reconocido gracias a los 32 años de trabajo en la Reserva Nacional del Titicaca.

César Ipenza, de Villa Rica, es especialista en derecho ambiental, ha publicado libros sobre temas vitales para la promoción de políticas ambientales en el país, es asesor del Ministerio del Ambiente y uno de los responsables del trabajo del Minam con relación a la minería internacional en Madre de Dios.

César Ascorra es biólogo. En 1987, un viaje al Manu cambió su vida e inició su peregrinaje por las selvas de Pasco, Ucayali, Loreto y Madre de Dios.



Fonte: Guardaparques

Foto: Ernesto Arias

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Paulo Lawson o orgulho dos Vigilantes da Natureza

   
    Para além de ser um excelente Vigilante da Natureza, Paulo Lawson é um dos maiores cantores da sua geração, foi finalista do concurso “Chuva de Estrelas” onde encantou Portugal com as suas electrizantes actuações. Foi vocalista de grupos de Rock e de música tradicional portuguesa, abraçando neste momento um novo projecto com o grande músico e compositor Rogério Amorim. Encontrámos no youtube o primeiro videoclip desta sua nova aventura musical.


Parabéns companheiro!

Esperamos por novos sucessos!

Consultem no You Tube o video com o titulo:

In Visible Connections - The Child (with tears in her eyes)




APGVN

Amazônia tem 135 quilômetros quadrados de área desmatada em dois meses


    O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou, nos meses de novembro e dezembro do ano passado, um total de 135 quilômetros quadrados (km²) de área desmatada na Amazônia. Os dados têm como base imagens feitas por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


 O sistema registra áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, e também áreas classificadas como de degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

 O Deter funciona desde 2004 como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento e detecta apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Os resultados são enviados quinzenalmente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por fiscalizar as áreas de alerta.



Fonte: Paula Laboissière - Agência Brasil

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Los portugueses celebran el Día del Vigilante de la Naturaleza


    El 2 de febrero se celebró el día de los Vigilantes de la Naturaleza, que se establecieron en 1975 como un organismo especialista en la preservación del Medio Ambiente y Conservación de la Naturaleza en Portugal. Con ellos mantienen unas excelentes relaciones los Agentes Forestales y Medioambientales de España.


Los Vigilantes de la Naturaleza, dentro de sus ámbitos de acción (CCDR de ICNB, ARH y comunidades autónomas), las funciones de vigilancia, supervisión y vigilancia del medio ambiente y los recursos naturales, en particular en el contexto de los recursos hídricos, el patrimonio conservación de la naturaleza y la naturaleza.

En este momento hay 238 vigilantes de la naturaleza, 121 en el Instituto de Conservación de la Naturaleza y Biodiversidad (ICNB), 27 en las Comisiones De Coordinación Regional y Desarrollo (CCDR) y 30 Administraciones de las Regiones Hidrográficas (ARH), que realizan funciones de supervisión del Ministerio de Medio Ambiente y Ordenación del Territorio. En la Comunidad Autónoma Madeira hay 35 observadores de la naturaleza y de la Región Autónoma de

Azores 25 profesionales que realizan funciones que son supervisados por los gobiernos Regionales.

Texto publicado no site agentesforestales.es

Condenado por envenenar 16 buitres que Agentes Medioambientales localizaron


      
    Condenado por envenenar 16 buitres que Agentes Medioambientales localizaron en Burgos
   En 2008 y tras una ejemplar tarea de inspección, Agentes Medioambientales de Burgos localizaron en el interior de una finca los cadáveres de dieciséis buitres envenados. A finales de enero se conocía la sentencia condenatoria al encargado de la ganadería La Cabañuela, en Hontomín (Burgos).


El juzgado condenó en primera instancia al ganadero a 2.000 euros de multa y a una indemnización de algo más de 19.000 euros. La Audiencia Provincial de Burgos ratificó la sentencia el pasado octubre (aunque se ha conocido en 2011), contra la que ya no cabe ningún recurso.

Fonte: Agentes Forestales

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Em 2 de Fevereiro comemora-se o DIA NACIONAL DO VIGILANTE DA NATUREZA.

   
Os Vigilantes da Natureza foram instituídos em 1975 como um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza.

Os Vigilantes da Natureza asseguram, nas respectivas áreas de actuação (ICNB, CCDR’s, ARH’s e Regiões Autónomas), as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza.

Actualmente existem 238 Vigilantes da Natureza, 121 no Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), 27 nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e 30 nas Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH), que exercem funções tuteladas pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. Na Região Autónoma da Madeira existem 35 Vigilantes da Natureza e na Região Autónoma dos Açores exercem funções 25 profissionais, tutelados pelos Governos Regionais.

Os 121 Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza têm a seu cargo a vigilância e fiscalização de 2007567,26 hectares de áreas com estatuto de protecção da natureza, temos ainda que incluir nestes territórios a fiscalizar os cerca de 2 milhões de hectares de área referente à monitorização de prejuízos atribuídos ao lobo.

Os 27 Vigilantes da Natureza das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e os 30 das Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH’s) exercem as suas funções nas 5 Regiões Administrativas que abrangem todo o território nacional continental e nas 5 Regiões Hidrográficas. Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira os Vigilantes da Natureza exercem as suas funções dando execução prática ao objectivo de preservação e defesa do património natural.

O número de Vigilantes da Natureza em Portugal é notoriamente insuficiente, podemos indicar como exemplo os 6000 profissionais que exercem a actividade na vizinha Espanha e com tendência a aumentar.

Neste dia de reflexão seria importante para a APGVN que se discutisse a diferente situação existente entre os Vigilantes da Natureza em Portugal e os seus restantes colegas da União Europeia. Na maioria dos países da União Europeia a profissão de Vigilante da Natureza (Park Ranger) é tida como uma actividade prestigiada e respeitada, enquanto que no nosso país é vista como o parente pobre da defesa do ambiente. Os Vigilantes da Natureza que estão na primeira linha da defesa do ambiente foram relegados para segundo plano, contrariamente ao que acontece na União Europeia e mesmo a nível mundial, a aposta na defesa do ambiente tem como factor principal a constituição de Corpos Nacionais de Vigilantes da Natureza, enquanto que em Portugal esta medida tarda em ser implementada.



APGVN

Vigilantes da Natureza da Madeira comemoram dia nacional - 2 de Fevereiro


   Os Vigilante da Natureza assinalam, no dia 2 de Fevereiro, o seu dia nacional. Na Região, a data será comemorada, na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, com uma conferência de imprensa , no final da qual será servido um 'Madeira de honra' para os convidados. Está prevista a presença do secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, e do director do Serviço do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira.


No átrio de entrada da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior Funchal, vai estar exposto um leque de exposições do património natural regional. "Nesse dia os profissionais congratulam-se de ter cumprido o seu dever, de ter estado sempre disponíveis para a conservação do nosso património natural, sempre disponíveis para prestar a melhor informação, sempre disponíveis para estar junto das populações", lê-se na nota de imprensa.

"2010, foi um ano marcado por vários fenómenos naturais, muito destes foram autênticas catástrofes, originando perdas de vidas humanas e graves danos ao equilíbrio da natureza. A Madeira não fugiu a esses acontecimentos, a 20 de Fevereiro sentimos na pele os efeitos devastadores da mãe natureza provocada pela humanidade e já em Agosto a natureza foi assaltada pelo homem no incêndio florestal que devastou grande parte da nossa serra, nestes momentos o corpo de Vigilantes da Natureza esteve ao nível das suas responsabilidades, intervindo de acordo com as capacidades físicas e materiais, desenvolvendo um trabalho de auxílio, de apoio, de cooperação e de restauro, tal como à posterior na recuperação dos habitats."

Para além desse contributo, sublinha a Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira, o o corpo de vigilantes "executou várias tarefas em outros tantos projectos de recuperação e protecção das espécies endémicas de acordo com os planos preparados e desenvolvidos pelos Serviços do Parque Natural da Madeira". No contexto da informação e educação ambiental e de acordo com as directrizes do SPNM, que apostou fortemente nesse sector das nossas competências, realizou-se um trabalho marcante, do qual pensamos ter sido bem sucedido.

Durante a manhã do dia 2 de Fevereiro, os vigilantes da Natureza da Madeira vão estar reunidos para analisar as propostas do Governo da República e da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) para a constituição da nova carreira e apresentar o seu contributo de acordo com as especificidades da Região."

Uma profissão ainda jovem, mas com grande peso e responsabilidade, contribuindo para a protecção e conservação da natureza, a nível local, mas com pensamento global, requer um esforço nacional na aposta desta categoria profissional. Neste sentido a Associação de Vigilantes da Natureza da Madeira, associa-se em apoio à Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, na contribuição que possa dar para a resolução na estruturação da nova carreira profissional, que a Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro, assim o exige."

Fonte: DN Madeira