quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como se guardam 74 mil hectares de área protegida em Montesinho

   
Cerca de 20 por cento da superfície do país são áreas protegidas. Mas, sem ser no papel, quem as protege de verdade? Alexandre e António, vigilantes da natureza, entre pastores e veados, contam como se cuida dos 74 mil hectares do Parque Natural de Montesinho. Em mais um dia no “escritório”.


A carrinha branca dos vigilantes do Parque Natural de Montesinho entra aos solavancos na aldeia de Vilarinho, praticamente deserta na manhã de Inverno. António Vilela vai ao volante. Alexandre Ferreira segue ao lado e consulta a folha das missões que têm para o dia. Vivem nesta região transmontana há mais de 40 anos; são vigilantes da natureza há 23.

O pastor Jaime Maçaira, de 62 anos, surge de uma esquina na rua principal e António Vilela pára a carrinha. É mesmo com ele que os dois vigilantes querem falar no primeiro dia de uma nova missão no parque: procurar vestígios de lince-ibérico, o felino mais ameaçado do planeta.

“Ainda bem que o encontrámos”, cumprimenta Alexandre, fardado de verde, com um aperto de mão. “ Hoje viemos com uma missão específica. Disseram-nos que andavam para aqui uns animais que poderiam ser linces, do tipo gato grande. Viu alguma coisa?”, perguntou António, com os olhos franzidos por causa da luz do Sol. “Não sendo uns esquilozitos... não, não tenho visto. Ando por aí todos os dias mas nada me chamou a atenção.” Na mão esquerda segura uns óculos de ver ao perto e uma agenda de contactos castanha. A mulher espreita à varanda do primeiro andar da casa do pastor, entre a roupa estendida na corda a secar, para ver o que se passa. Vivem em Vilarinho, aldeia com 400 habitantes, dentro do parque natural que, segundo o último Censo à população, tinha 7600 habitantes; em 1960 chegou a ter mais de 20 mil. “Hoje há poucos rebanhos. É um emprego que não é para todos, preferem ir trabalhar para a cidade. Eu fiquei por cá”, explica.

António e Alexandre, dois dos seis vigilantes da natureza de Montesinho, também quiseram ficar. António, 45 anos, cresceu na aldeia de Mofreita, a poucos quilómetros de Vilarinho, e hoje vive em Bragança. Alexandre, 47 anos, nasceu e ainda vive na aldeia de Gimonde. Ambas as povoações estão dentro dos mais de 74 mil hectares do Parque Natural, nos concelhos de Bragança e Vinhais.

“Não se pode controlar tudo numa área tão grande”, admite António Vilela. “Mas ainda não sentimos a falta de vigilantes como em outras áreas protegidas.” Ali não muito longe, o Parque Natural do Douro Internacional está há mais de um ano sem vigilantes, à espera de um concurso nacional para a abertura de cinco vagas. Existem no país cerca de 120 vigilantes.

”Não saímos para o terreno para gastar gasóleo”

As coisas têm mudado nos últimos tempos, com uma gestão de recursos mais rigorosa. “As nossas saídas estão marcadas em escalas mensais, associadas a missões, com objectivos e resultados esperados. E cada vigilante apresenta um relatório semanal”, explica Alexandre. “Acho que assim faz mais sentido. Não é só irmos para o terreno gastar gasóleo.”

Em Montesinho, os seis vigilantes distribuem-se em missões de vigilância e sensibilização, fiscalização, apoio técnico a projectos do parque e vistoria de prejuízos de lobo. Os vigilantes percorrem as estradas e trilhos da área protegida para vigiar o corte de carvalhos, incêndios florestais e construções mas também para fiscalizar a pesca, a caça e a prática de desportos da natureza e raides todo-o-terreno. São também os vigilantes quem entrega os cães de gado transmontano aos pastores – no âmbito de um projecto para evitar ataques de lobo aos rebanhos -, que monitorizam alcateias de lobo-ibérico e participam nos censos do veado e gato-bravo, que removem laços e armadilhas nas serras e encaminham aves feridas para o Hospital de Veterinária de Vila Real. “Temos de preservar o que há de bom no parque”, disse Alexandre.

Durante este ano, o Parque Natural tem uma missão especial: cartografar e identificar locais com indícios do lince-ibérico, depois de terem chegado relatos à sede da área protegida, em Bragança. “Temos a suspeita da ocorrência de lince em Montesinho. Várias pessoas, em sítios diferentes, descreveram o animal tal e qual. Mas de concreto não temos nada”, explica António, já de novo ao volante da carrinha que avança devagar pelas ruas de Vilarinho. “Vamos falar com as populações e fazer trajectos à procura de indícios em zonas com nenhuma intervenção humana e perto dos locais onde as pessoas dizem ter visto lince.”

Depois de Vilarinho, os vigilantes seguem para os trilhos de terra batida das serras de Montesinho e Coroa, com poças de água, buracos e restos de neve.

Uma vez no coração da serra, os vigilantes param para procurar vestígios de lince. Em vez disso encontram pegadas de veado, corço, javali e gineta e excrementos de lobo. De cócoras a avaliar estas marcas, o telemóvel de Alexandre toca. É um telefonema da sede a dar conta da denúncia de um possível ataque de lobo. Segundo explica o vigilante, o pastor tem 48 horas para comunicar o ataque ao parque e este tem cinco dias para fazer a vistoria. “No local fazemos o reconhecimento do terreno e dos vestígios na área em volta dos sinais do ataque. Observamos o animal que foi morto e os sinais do ataque ou como a pessoa pensa que foi; 80 por cento não sabe. Depois o relatório é analisado por um técnico do parque e é dada a decisão ao proprietário”. Se ficar provado que o ataque foi mesmo de lobo, o parque paga pelas ovelhas mortas.

No entanto, não é o lobo que causa mais prejuízos, mas sim o veado e o javali, contam os vigilantes, já na carrinha a serpentear as estradas estreitas da serra. “ As pessoas estão pelos cabelos” porque os veados destroem castanheiros e os campos cultivados com centeio, diz António que, em 23 anos de vigilante, só viu lobos três vezes. Do lado direito da estrada, um campo tem uma vedação com calças de ganga e camisas penduradas, estratégia para afugentar os animais. “A quem o solicitar, o parque fornece redes eléctricas para os veados não passarem”, conta Alexandre. Este vigilante sabe do que fala. “Também tenho algumas terras com castanheiros e tive de as vedar por causa dos veados. Os problemas das pessoas são os nossos.” Talvez por isso, os vigilantes tenham “mais sensibilidade para certos assuntos e costumes”, opina António.

Um vigilante da natureza não pode ter medo

À medida que o dia avança, as estradas passam de aldeia em aldeia, por entre castanheiros, carvalhos e amieiros. António e Alexandre acenam a todos por quantos passam. E todos lhe devolvem a saudação. Além de conhecerem o território melhor que ninguém – asseguram que nunca se perderam em Montesinho – conhecem “quase toda a gente”. “Aqui moram os meus pais”, informa António ao passar por uma povoação. “Esta é a aldeia da minha mulher”, diz Alexandre, uns quilómetros adiante.

“As pessoas têm que viver aqui. Por isso, a nossa prioridade é a sensibilização, tentar esclarecer as coisas que se podem ou não fazer. Por vezes há boatos de que o parque não deixa fazer isto e aquilo, ou que andamos a soltar veados. Primeiro clarificamos. Mas quando há reincidentes, temos de passar um auto de notícia”, explica Alexandre. Ambos consideram que se relacionam bem com as populações do parque. “Quando muito, as pessoas ficam chateadas com as leis, não connosco. Sabem que estamos a fazer o nosso trabalho”.

Mas as caras sérias são uma coisa; as ameaças de morte, outra bem diferente. Ambos recordam o que sentiram quando foram ameaçados por um grupo de homens que estava a abrir um caminho onde não podiam. “Ameaçaram-nos que nos iam deitar pela ravina, para o rio. É preciso saber lidar com as pessoas e acalmá-las. E não ter medo de algumas situações. É isso que faz um bom vigilante.”

Já António José Preto gosta das visitas dos vigilantes. Mora em Rio de Onor, considerada a última aldeia comunitária do país e é o presidente da Junta de Freguesia da aldeia onde moram 55 pessoas encostada à fronteira com Espanha. “Aqui o Parque de Montesinho foi sempre bem visto. Mas antigamente os vigilantes passavam cá mais vezes. Hoje já não têm a mesma actividade”, lamenta António José Preto, à porta do pequeno café da Associação Cultural e Recreativa de Rio de Onor, aberto para tentar reunir algum dinheiro para as festas da aldeia. “Dantes, o parque ajudava a recuperar as casas. Hoje já não pode”. E encolhe os ombros. Os tempos não estão fáceis. “A agricultura já não compensa, as pessoas que aqui vivem estão velhas e não têm dinheiro para manter a aldeia como gostaríamos.”

Atrás do balcão do café, o cunhado, Mariano Preto, enche um copinho de vinho tinto que empurra para as mãos de um cliente. “Há dois meses ficámos sem o rebanho comunitário”, conta. “Estamos muito velhos para isso. Agora há três rebanhos com algumas ovelhas. A única coisa comunitária que se vai mantendo são as hortas. Ainda combinamos todos para semear no mesmo dia.”

O vigilante António ouve as queixas. “Gostávamos de ajudar as pessoas das aldeias. Já houve tempos em que nos pediram para irmos a Bragança pagar-lhes as contas da luz e da água. E nós fomos. Agora já não.”

Ainda assim, os vigilantes continuam a ajudar, a pôr as coisas no lugar. António recolhe uma garrafa de cerveja e uma lata de sumo de ananás, vazias, atiradas para a berma da estrada. Uns quilómetros mais à frente, os dois enchem a parte de trás da carrinha com pneus velhos atirados para uma valeta.

Pelo caminho, escolhem locais elevados para observar, de binóculos. “Aquele entulho já estava ali? Temos de anotar para depois virmos cá limpar aquilo”.

“Este é um trabalho compensador”, comenta Alexandre quando a carrinha é estacionada em frente à sede do parque natural, em Bragança, no final de um dia de trabalho. Foram percorridos 142 quilómetros. Só “gostávamos de ser reconhecidos por aquilo que sabemos fazer”.

Helena Geraldes, Público

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=634391151666875000&z=3

Chifres de rinoceronte do século XVIII roubados da Universidade de Coimbra

   
   Dois chifres de rinoceronte do século XVIII foram roubados esta semana do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Por trás do furto estará um gangue internacional que actua no mercado negro, onde estes chifres chegam aos 80 mil euros.


O assalto aconteceu na secção de zoologia cerca das 17h00, numa altura em que a galeria de exposição estava fechada, segundo uma nota daquele museu.

“Estamos em crer que se trate de um gangue internacional que tem estado a fazer roubos em vários museus”, contou Paulo Gama Mota, director do Museu de Ciência, esta tarde ao PÚBLICO. Os roubos de chifres de rinoceronte em museus começaram a acontecer nos últimos anos na África do Sul, tendo os mais recentes ocorrido este ano, num antiquário no Essex, Reino Unido (Fevereiro) e no Museu de História Natural de Rouen (Março), França.

“Estes furtos para o mercado negro têm uma oportunidade de venda na Ásia”. Estes chifres podem atingir os 80 mil euros no mercado negro, sendo adquiridos para serem transformados em afrodisíacos. Mas, lembra o Museu de Coimbra, “estes chifres estão carregados de produtos tóxicos para a sua conservação, sendo venenosos para consumo”.

O roubo já está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Os rinocerontes africanos estão à beira da extinção.


Helena Geraldes, Público

terça-feira, 26 de abril de 2011

Litoral Alentejano: Parceria público-privada cria rota de 300 quilómetros pedestres


    Uma nova rota com cerca de 300 quilómetros de percursos pedestres ao longo da costa alentejana e vicentina está a ser promovida numa parceria público-privada, com o objectivo de potenciar o turismo independente da sazonalidade.


A "Rota Vicentina" percorre 300 quilómetros entre Santiago do Cacém e Vila do Bispo, criando dois percursos, um "histórico", que passa por várias localidades, e outro que aproveita trilhos pedonais de pescadores, atravessando todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina.

A ideia de criar a "Rota Vicentina", surgiu, segundo recordou a coordenadora do projecto, Marta Cabral, da "necessidade dos empresários terem uma base de turismo de natureza para oferecer aos seus clientes fora da época alta".

"Isto é uma zona ainda muito sazonal e esta é uma estrutura pública que se torna essencial para cativar outro tipo de turismo", acrescentou, explicando que já havia "grupos estrangeiros a fazer caminhadas", contudo, não podiam "fazê-lo de forma autónoma, porque os percursos não estão marcados".

Uma vez que a intenção é aproveitar caminhos de terra já existentes, o projecto, que "arrancou formalmente em Março", visa sobretudo "definir trilhos" e "assinalar percursos", bem como "fazer um levantamento das intervenções físicas que possam vir a ser necessárias, como algumas pequenas pontes ou cordas".

O investimento de 540 mil euros, comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), destina-se sobretudo à sensibilização das comunidades locais, bem como a uma campanha internacional, já que o projecto quer incentivar a visita de turistas estrangeiros.

"Aquilo que estamos a oferecer às pessoas é uma possibilidade de usufruir do território ao ritmo da caminhada, poder ir parando num café, conversando com as pessoas com quem se cruzam, poder dormir num local numa noite e noutro noutra e interagir com as pessoas que aqui vivem", explicou.

A parceria, que engloba, entre outras entidades, a Associação de Turismo do Baixo Alentejo Casas Brancas, a Associação Almargem, os municípios, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, quer envolver ainda mais organismos locais.



Fonte: CorreioAlentejo

ZWF ALERT - Kosi Bay over-fishing resources alarm!!


    The Kosi Bay Estuary depicting the numerous fish kraals (Photo- Paul Dutton)
ZWF-NETWORK COMMENT :: This is yet another example of the excessive onslaught on the natural resources of Zululand by mainly eco-ignorant Tribal Communities – this time the fragile Kosi Bay Estuary is under severe pressure from what has developed from traditional subsistence fish kraal capture into an illegal commercial fishery, even with the support and blessing of the KZN MEC who last year applauded the awarding of a SA Government Woman of the Year Prize to someone who is technically a poacher !! Refer both stories story below --




Fish kraals win prize for mother

Witness 31 Aug 2010 -- Thobani Ngqulunga



THE Agriculture, Forestry and Fisheries Department held a national Female Entrepreneur of the Year Competition at Jeffrey’s Bay in the Eastern Cape, and KwaZulu-Natal scooped the award of the best Subsistence Producer in the Fisheries category. The national event was preceded by provincial competitions and saw women from all nine provinces battling it out for the first prize in all categories.

Female entrepreneur Dolie Patricia Mthembu was honoured as the best Subsistence Producer in the Fisheries category. She walked away with a certificate, an award and R120 000 prize money on top of the R50 000 that she received during the provincial leg of the competition. Mthembu (41) is a single mother of five from KwaNgwanase on the border of South Africa and Mozambique. She makes a living selling the fish she catches to hawkers, retailers and the local community. According to a statement, she practices a rare but environmentally friendly fishing method that uses kraal traps built on the beach ( TC NB - this is incorrect - the kraals are in the Estuary), locally known as izimvambi, to capture fish.

An elated Mthembu plans to use her prize money to develop her business, building more fish traps and paying for her children’s education. The Department of Agriculture, Environmental Affairs and Rural Development congratulated Mthembu on her win. The department’s MEC Lydia Johnson said the department will work very closely with Mthembu and assist her in her future endeavours.

ZWF Comment on above article -- . An investigation by the ZWF revealed that the lady in question is not even a "trapper" as stated, as they are mainly all men, but simply someone who buys fish from trappers and resells them at a profit.



The traps can in no way be described as "environmentally friendly" as they are now using nylon ropes & netting and gum poles to increase efficiency, and their catches appear to be well above sustainable limits. The fishing method is not legal as the kraal fishermen have steadfastly refused to "accept" the Marine Living Resources Act and the authorities cannot manage them as they are completely illegal.



The kraals are all inside Kosi Mouth as it would, fortunately, be impossible for them to be built in the open ocean.



Fishing in the Kosi Bay lakes system at present seems completely oversubscribed with serious concern about falling stocks and overfishing. Illegal netting is also a very serious concern as well as the export of fish by vehicle from the region to attain better prices in places as far afield as Durban.



Conservationists are stunned that people like her suddenly get massive prizes for basically breaking the law! This is of course all part of the ANC Government’s “people-before-environment” (instead of with) misguided ideology which threatens all Zululand’s wildlife reserves, battling for survival of being plundered by an unsustainable population growth – the Ndumo Game Reserve illegally removed Mbangweni fence (still missing after three years) & increased rhino & general & dog poaching, give testament to this massive challenge.



The number of fish traps have increased dramatically from historical subsistence fishing levels to today’s illegal commercial fishery. An added problem is that they are now using nylon rope and netting but cannot be prosecuted because the traps are illegal.



It is the same situation as with fishing where the size and bag limits only apply to people with licenses. The law states that no one with a fishing license may keep above the bag limit or under the size limit so if you have no license they can only be prosecuted for fishing without a license. Last November the authorities finally convicted a woman netter who was caught with 1 600 metres of nets and over 200 fish BUT all that she could be charged for was fishing without a license.



On the other hand if tourist anglers, with a recreational license exceeded the bag limit by ten fish, they would be liable for a heavy fine !!.



No wonder there are alarm bells ringing but most likely on deaf inept Politicians ears !!



Tim Condon



Kosi fishing resources alarm

Zululand Observer STORY: 09/04/11 by Megan Erasmus

The number of fish being removed from the Kosi Bay lakes is beginning to reach dangerous levels and conservationists fear little is being done to prevent this. One recent visitor to Kosi wrote a disturbing letter, detailing how he and his friends witnessed the plunder of this most beautiful natural resource. ‘We were anchored within 10 metres of a kraal on a lake, and noticed that the kraal was constructed of materials such as bamboo and polyester twine, instead of the traditional sticks, poles, brush and plaited bark ropes.’ From this kraal, the party allege to have witnessed the removal of over 70 large fish, most of which were classified as Red Status by the South African Sustainable Seafood Initiative (SASSI). These fish were then taken back to shore, where the catchers reportedly sold them to waiting buyers.

Oceanographic Research Institution (ORI) senior scientist and spokesperson, Bruce Mann, confirms that both ORI and Ezemvelo KZN Wildlife have for many years tried to monitor the recreational fishing industry in the bay through the use of the catch card system. ‘However, it has become clear over the past few years that the stocks of some fish species have substantially declined, and the recreational fishing industry is not at fault. ‘There has been a rapid increase in the number of fish kraals, as well as the increased effectiveness given that more modern materials are being used. ‘This is actively depleting the supply of fish in the lakes. ‘Furthermore, the situation seems to have changed from that of being a subsistence or artisanal effort to a commercial effort.’



Open access

Andrew Zaloumis, CEO of the iSimangaliso Wetland Park Authority, commented that both iSimangaliso and Ezemvelo are continually working towards the reduction of unauthorised fishing, but because Kosi Bay is an open access system, it is difficult to manage. ‘We are partnered in our work against such illegal and unauthorised activities, and the changes to the materials being used in the construction of these kraals is of concern and is being investigated. ‘Neither Ezemvelo nor the iSimangaliso Authority are soft on transgressors and both organisations will take whatever legal steps are necessary’, says Zaloumis, ‘but there will always be those who push the boundaries of what is acceptable.’

Fish kraals have been used in Kosi for over 700 years by traditional communities, and these catches have been permitted to be sold, but this is all within reasonable limits. ‘What was witnessed here however, is clearly beyond such limits’, says Zaloumis. Both iSimangaliso and Ezemvelo appeal to the public to report incidents such as these to the Ezemvelo Conservation Manager based at Kosi on 079 9156699 as soon as they are witnessed so that suitable action can be taken. Ends

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

OCDE dá nota positiva à política ambiental portuguesa da última década

Hoje temos água de melhor qualidade, menos emissões poluentes e deixámos de ter lixeiras. A OCDE deu hoje nota positiva à política ambiental da última década mas avisou que não é suficiente. A solução, num cenário de crise económica, é “fazer mais com menos”.


“A mensagem é globalmente positiva”, comentou esta manhã em Lisboa Simon Upton, director de Ambiente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), na apresentação do seu 3º relatório sobre o estado do Ambiente em Portugal, depois das análises de 1993 e 2001.



Entre o que de melhor o país fez na última década, disse o responsável, está a melhoria da qualidade da água, a redução das emissões poluentes e o investimento nas energias renováveis.



O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, salientou a reforma de vários organismos – como a criação das Administrações Regionais Hidrográficas e reorganização do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade -, a reforma legislativa em várias áreas e os progressos na gestão dos recursos hídricos e dos resíduos, especialmente os industriais perigosos.



Ainda assim, há “desafios que ainda não foram resolvidos”. Segundo Simon Upton, a produção de lixo não parou de aumentar e o país continua a perder biodiversidade. O planeamento para a zona costeira, “um dos maiores bens naturais do país”, tem fraca implementação e vê-se confrontado com uma pesada pressão urbana.



Além disso, a organização lembra que o país ainda não atingiu a meta de 90 por cento da população servida por estações de tratamento de águas residuais. Em 2008, essa percentagem era ainda de 78 por cento.



Por isso, a OCDE apresentou 28 recomendações, entre as quais a promoção de turismo sustentável, a adopção de instrumentos económicos na linha do princípio poluidor-pagador e maior eficiência energética. Na verdade, Simon Upton considera que é neste campo que Portugal tem mais “espaço de manobra” para fazer melhor.



”Fazer mais com menos”



Perante um contexto de crise económica, os desafios a curto prazo terão de ser solucionados com a política “fazer mais com menos”. Para tal, a OCDE defende uma reforma do sistema tributário a fim de aproveitar e “reciclar” os fundos conseguidos através de taxas em determinados sectores, como na água ou resíduos. Em cima da mesa poderão vir a estar, segundo Humberto Rosa, taxas sobre a construção costeira ou mais-valias nos projectos de conversão de solos urbanos em rurais.



Na apresentação do relatório, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, afirmou que “há muito trabalho de articulação entre as Finanças e o Ambiente, que tem funcionado bem e veio para ficar”. O responsável defendeu que se deve “continuar o trabalho” desenvolvido nos últimos anos através de novas bases tributáveis, nas áreas da energia, do sector automóvel e da biodiversidade, por exemplo.



A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse estar satisfeita com a avaliação da OCDE, que considerou “muito positiva”. A responsável defendeu que “Portugal venceu desafios e teve a capacidade de captar fundos comunitários”. Daqui para a frente quer mais “crescimento verde”, maior investimento na mobilidade e maior eficiência energética e a aplicação de taxas “para orientar usos” de recursos.



Por seu lado, Susana Fonseca, responsável da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, considerou que esta avaliação da OCDE é um “trabalho importante e interessante”, ainda que tenha algumas críticas a apontar. “Penso que no relatório não está bem reflectido o potencial da biodiversidade enquanto ferramenta para o futuro. Num documento com esta dimensão, é relativamente reduzido o espaço dedicado a esta temática”.

Fonte: Helena Geraldes/Público

Agentes Medioambientales denuncian en Toledo el incumplimiento de acuerdos


    120 Agentes de Castilla y La Mancha, convocados por el sindicato Comisiones Obreras, se manifestaron en Toledo contra el incumplimiento de diversos acuerdos existentes con la Consejería de Agricultura y Medio Ambiente. Los manifestantes han pedido que no se destruya empleo público y se mejoren las condiciones de trabajo, como la implantación de la Segunda Actividad.


    El coordinador regional de agentes de la FSC-CCOO, Ángel Cortijo, ha denunciado que se han perdido sólo este año, 35 plazas de Agentes Medioambientales. La segunda actividad, que permita retirar a los funcionarios de mayor edad o con condiciones físicas desfavorables de la intervención en incendios u otras acciones arriesgadas, han sido otro de los motivos de la manifestación. No se trata, han insistido, de peticiones salariales. La semana próxima se esperan nuevas reuniones con el Consejero. Esta es la tercera manifestación en los últimos seis meses sin que se hayan obtenido resultados.

Fonte: Guardabosques

domingo, 10 de abril de 2011

“Oportunidade para ornitólogos no Amazonas Peruano” Divulguem!


    Dear all,




    We are looking for a skilled ornithologist to help with bird point count surveys at Los Amigos Research Station, on the Madre de Dios. The project will run for 2-3 months between July and October; dates to be confirmed. All fees will be covered and there may be a small salary depending on levels of experience. Some mist-netting could be involved as there will also be a mist-netting team present, but the main skill required will be the ability to identify birds of the Peruvian Amazon, particularly by voice.

A list of the birds of Los Amigos can be found through a link on this page: http://www.zoo.ox.ac.uk/egi/research/studysites.htm (just above the Los Amigos map).

Please send a cv to me if you are interested in helping out.

Saludos

Joe


Dr Joseph Tobias


Edward Grey Institute

Department of Zoology, Oxford University

South Parks Road

Oxford, OX1 3PS

United Kingdom

tel. +44 (0)1865 271244

Nasceu mais uma cria de lince em Silves e está bem de saúde


    Ainda não tem nome mas já se aguenta bem nas patas e tem um apetite voraz. Esta cria nasceu a 24 de Março e, de momento, é a única no centro de reprodução do lince-ibérico em Silves. Em Espanha há hoje 19 crias saudáveis, número que deixa antever um ano recorde nos esforços para salvar esta espécie da extinção.


Fruta vai fazer dois anos esta segunda-feira e já foi mãe. É a terceira fêmea que este ano deu à luz no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI). Biznaga e Fresa perderam as suas quatro crias. De momento, Azahar - o primeiro lince que chegou a Silves, a 26 de Outubro de 2009 - é a única com gravidez confirmada.

A cria de Fruta e Fresco, casal formado a 24 de Novembro do ano passado, tem “ritmos de aleitamento e actividades normais”, informou Sandra Moutinho, assessora de imprensa do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). “Já começou a desprender as orelhas, a perder a ‘borra’ (pelagem neonatal) e mostra crescente coordenação de movimentos, já se aguentando nos seus próprios pés”.

Apesar de ser uma fêmea primeiriça e juvenil, Fruta – que chegou a Silves há apenas cinco meses, vinda do centro espanhol de El Acebuche, Doñana - “tem um cuidado extremo com a amamentação”, contou ao PÚBLICO. “Fruta acorda a cria de hora em hora para mamar quando está na caixa-ninho, e nunca sai mais de 2h40 da parideira”, acrescentou. “A actividade da cria é maior quando a Fruta demora mais a voltar ao ninho, o que é demonstrativo da saúde da cria e do comportamento adequado da Fruta. Sempre que a Fruta sai da caixa-ninho, a cria adormece e fica tranquila, sinal de que mamou e está satisfeita”.

Por estes dias, em plena época de cria, todos os cinco centros da rede ibérica de reprodução em cativeiro estão ao rubro. Iñigo Sanchez, coordenador do programa espanhol Ex-situ, revelou ao PÚBLICO esta quarta-feira que existem 19 crias vivas nos centros espanhóis. E esperam-se mais partos, incluindo em Silves. “Este número é magnífico, dado que supera em muito o recorde do programa, registado em 2009 quando tivemos 17 crias”, contou o responsável.

A morte de quatro crias no Centro da Herdade das Santinhas, em Silves, “não faz deste um ano mau”, salientou Iñigo Sanchez. “É preciso lembrar que este centro abriu há apenas ano e meio e que recebeu animais jovens e sem experiência reprodutora. O facto de todas as [oito] parelhas do centro terem copulado nesta temporada é um grande êxito e indicam que os animais se sentem bem lá”, comentou.

Ainda assim, é cedo para celebrar. Para a nova cria em Silves, sem irmãos, a fase mais crítica vai até aos 30 dias de idade. Durante este período, o animal “tem de desenvolver imunidade e aumentar uma percentagem significativa do seu peso diariamente”.

Para ajudar a que nada corra mal, é preciso “que o ambiente seja o mais tranquilo possível e que os animais se sintam confiantes”, explicaram os responsáveis do Centro. Há que “manter uma rotina mínima previsível e minimizar todas as tarefas extraordinárias”. Durante a época de cria, “intensifica-se a vigilância, medem-se comportamentos e as equipas preparam-se para potenciais intervenções”, de acordo com o protocolo definido.

A época de reprodução só é dada como terminada quando se der o desmame bem-sucedido de todas as crias nascidas e quando se ultrapassar a fase de luta entre crias da mesma ninhada.

A reprodução em cativeiro é uma solução de fim de linha para salvar uma espécie em extinção. O lince-ibérico Lynx pardinus, com pouco mais de 250 animais a viver em liberdade no planeta, tem o perfil perfeito. Ainda assim, o esforço não se fica por aqui. Em Espanha e Portugal procura-se recuperar o habitat para uma futura reintrodução de lince. Em Espanha já começaram a ser devolvidos animais à liberdade.

Fonte: Helena Geraldes/Jornal Público
Foto: Jornal Público

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agentes de Medio Ambiente realizan el levantamiento de un cadáver de lince


    A finales de 2010 fue hallado el cadáver de un lince ibérico en el núcleo reproductivo de Sierra Morena. El ejemplar, un macho de unos 4 años de edad, radiomarcado con collar, fue localizado por técnicos del Proyecto Life de Recuperación de las Poblaciones de Lince Ibérico al dar el receptor “señal de muerte”, procediéndose al levantamiento del cadáver por parte de los Agentes de Medio Ambiente de la zona.


El animal presentaba signos de desnutrición y ya había sido observado días antes por los técnicos de campo confirmando que estaba muy delgado. No se observaron signos de envenenamiento o heridas que hicieran pensar que no se trataba de una muerte natural. Las causas de la muerte han sido determinadas en el Centro de Análisis y Diagnóstico (CAD) de Málaga, concluyendo el informe tras los análisis realizados, que la causa de la muerte ha sido una insuficiencia respiratoria grave por infección bacteriana (pasteurelosis) con un fallo multiorgánico posterior.

En la zona de Sierra Morena se encuentra la población reproductora más grande de esta especie que, junto con la de Doñana, conforman los dos únicos núcleos reproductivos de lince ibérico en el mundo. Ambas poblaciones están creciendo y asentándose en nuevos territorios en zonas cercanas.

PIE DE FOTO: Agentes de Medio Ambiente procediendo al levantamiento del cadáver del lince hallado muerto. Autor de la fotografía: Proyecto LIFE. Junta de Andalucía

El cambio climático: ¿Discurso o realidad preocupante?¿Cuál es la situación real?


    El enfoque de la discusión sobre el cambio climático está basado en los esquemas de los mercados de carbono, un enfoque mercantilista fundamentalmente equivocado. James Hansen, uno de los más destacados expertos en cambio climático en el mundo, lo compara con la lucha contra la esclavitud o el nazismo: No se puede negociar la reducción de la esclavitud en un 40 o 50%. Este destacado científico es el luchador más intrépido en contra del camino habitual en el tratamiento del cambio climático, lo que él califica de climate change business as usual.


El discurso de la mitigación

El Acuerdo de la XV Conferencia de las Partes (COP 15) de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (CMCC), llevado a cabo en Copenhague en diciembre del 2009, reconoce oficialmente por primera vez la necesidad de reducir a 2 grados centígrados el aumento de la temperatura de la Tierra. Pero no habla de la obligación de reducir emisiones para lograr este objetivo.

En las COP 15 de Copenhague y 16 de Cancún 2010, la comunidad internacional discutió un acuerdo vinculante que debería reemplazar en el año 2012 al Protocolo de Kioto. Un tratado que –como se puede leer y escuchar en todas partes– tiene su enfoque en la mitigación del cambio climático. ¿Será cierto esto? Lamentablemente los hechos dicen todo lo contrario: el contenido de dióxido de carbono en la atmósfera nunca creció más rápido y amenazantemente que después de la firma del Protocolo de Kioto en 1997. En vez de la mitigación del cambio climático tenemos que hablar del discurso retórico de la mitigación.

¿Cuál es la situación real?

El contenido promedio de dióxido de carbono en la atmósfera de la Tierra alcanzó en el 2010 un nuevo récord de 389 partes por millón (ppm). Durante los últimos 800 mil años hasta el comienzo de la Revolución Industrial, los niveles de gases de efecto invernadero en la atmósfera nunca excedieron las 280 ppm de dióxido de carbono y las 750 partes por billón (ppb) de metano. Hoy en día los valores para estos gases están completamente fuera de los rangos naturales: los niveles de dióxido de carbono están un tercio más alto que a inicios de la Revolución Industrial y los niveles de metano se duplicaron a más de 1700 ppb. El incremento más rápido, en este registro histórico de los últimos 800 mil años en núcleos de hielo de perforación, fue de unos 30 ppm de dióxido de carbono en la atmósfera en mil años. En nuestra era de combustibles fósiles, los seres humanos añadimos esta cantidad a la atmósfera en los últimos diecisiete años. Y con esto estamos empujando considerablemente al sistema de la Tierra fuera de sus límites normales de operación.

¿Cuál es la fuerza destructiva?

La corriente principal de las discusiones sobre el cambio climático está incrustada en el paradigma de un crecimiento económico sin fin, basado en recursos inagotables. Enlazado con la creencia fatal de que el hombre tiene la capacidad de encontrar soluciones técnicas para el cambio climático, las cuales le permitirían continuar con el consumo desmedido y la destrucción de la naturaleza actuales. El capitalismo desenfrenado se basa en una suposición no descrita y no declarada: A pesar del calentamiento global, el planeta continuará operando en gran parte como lo hizo desde el final de la última época glacial, y el calentamiento perturbará, pero no desbaratará el sistema. ¿Será correcta esta suposición?

El mito de la adaptación

El nuevo entendimiento del sistema climático y de los puntos de inflexión tiene que hacernos repensar la capacidad de adaptación al cambio climático. La idea de la adaptación está basada en la infalibilidad del modelo imperante de crecimiento económico. La suposición es que los cambios causados por el calentamiento global serán suaves, predecibles y manejables. Pero la historia de la Tierra nos enseña lo contrario: el cambio climático normal es abrupto e impredecible. Siguiendo el modelo económico actual, es una falacia pensar que podremos estabilizar el clima y limitar el calentamiento del planeta a 2 grados centígrados de temperatura global. De igual manera nos engañamos si decimos que nos resultará fácil de adaptarnos al cambio climático. Estamos por desencadenar un calentamiento desenfrenado con consecuencias inimaginables para nuestra sobrevivencia en la Tierra.

No se puede encarar el cambio climático como un nuevo negocio del capitalismo, es un asunto de sobrevivencia de la Tierra y de la humanidad –un asunto que no admite concesiones. Es hora que cambiemos el rumbo de nuestro actuar. Dejémonos guiar por lo que el forestal-ecólogo norteamericano Aldo Leopold dijo en los años 30 del siglo pasado: “Una cosa es correcta cuando tiende a preservar la integridad, la estabilidad y la belleza de la comunidad biótica. No lo es, si tiende a lo contrario”.


Joerg Elbers, Oficial Senior de Áreas Protegidas, UICN-Sur, joerg.elbers@iucn.org

Fotografia: Roberto Ariano

domingo, 27 de março de 2011

Ministra lança ao rio Alcabrichel peixes criados em viveiros


    A ministra do Ambiente disse hoje que é necessário combater a extinção de espécies ao associar-se à ação de repovoamento no rio Alcabrichel, Torres Vedras, da Boga do Oeste que esteve a ser reproduzida em viveiros por estar ameaçada.


    “Não podemos compactuar com situações que voltem a pôr em causa a presença do ruivaco [também conhecido por Boga do Oeste] nos rios do Oeste”, afirmou à agência Lusa a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.

A governante reconheceu que o modelo de desenvolvimento nacional “desajustado nos últimos anos levou a que esta espécie ficasse em estado crítico e em risco de extinção”, disse, sublinhando a necessidade de ter em conta a preservação das espécies nos atuais e futuros modelos de desenvolvimento.

O projeto de repovoamento da Boga do Oeste, com a intervenção da associação ambientalista Quercus, de privados e do Centro de Biociências do Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA), foi iniciado há cerca de dois anos com a recolha de exemplares, a realização de ações de limpeza das margens do rio e com a reprodução em cativeiro da Boga do Oeste.

As margens do rio foram limpas e consolidadas e as canas substituídas por árvores características destas zonas ribeirinhas, como é o caso dos choupos, para permitir a circulação e uma maior oxigenação da água, combatendo assim a elevada mortandade dos peixes, causada não só pela poluição como também pela falta de limpeza.

A Boga do Oeste, considerada pelos cientistas como uma das cinco espécies em vias de extinção, esteve nos últimos dois anos a ser reproduzida na Estação Aquícola de Campelo (Figueiró dos Vinhos) do Centro de Biociências, tendo sido reproduzidos na ordem dos 200 a 600 dos 87 exemplares inicialmente recolhidos.

As condições foram criadas para permitir lançar agora ao rio meio milhar de peixes que vão começar a reproduzir-se e a fazer o repovoamento do rio.

A Boga do Oeste, que habita há cinco milhões de anos o rio Alcabrichel, um dos três rios portugueses onde a espécie está confinada, começou a desaparecer devido a problemas de poluição das águas, causada pela descarga de águas residuais sem tratamento.

Além disso, o escasso caudal de água nestes rios, durante o verão, cria problemas de sobrevivência para os próprios peixes.

Após este primeiro repovoamento, o projeto vai continuar com ações regulares de monitorização das águas para aferir o grau de reprodução ou de mortandade dos peixes, em função das condições naturais existentes.

Fonte: Lusa

Un Agente de Medio Ambiente, Premio Nacional de Formación Profesional


    El ministro de Educación, Ángel Gabilondo, ha entregado en Madrid los galardones, entre otros, al Agente de Medio Ambiente de Ronda, José Montes Rincón, bien conocido en el gremio forestal por su alto grado de profesionalidad.


    Los Premios Nacionales de Bachillerato y de Formación Profesional de Grado Superior correspondientes al curso 2008/09 han distinguido a siete alumnos andaluces, que ha recibido en Madrid este reconocimiento de manos del ministro de Educación, Ángel Gabilondo. Los premios, dotados con 1.200 euros, conllevan también la concesión de un diploma acreditativo y la anotación de la distinción en su expediente académico.

Respecto a los Premios Nacionales de Formación Profesional de Grado Superior, el Ministerio ha distinguido a un total de 26 alumnos de todo el territorio nacional. Cuatro de estos galardones han recaído en jóvenes andaluces; concretamente, a José Montes Rincón, estudiante de la familia profesional Agraria en el IES Hozgarganta de Jimena de la Frontera (Cádiz); Héctor Fiel Martín, de la familia profesional de Informática y Comunicaciones en el IES Bezmiliana de Rincón de la Victoria (Málaga); Eva Sánchez Hernández, de Instalación y mantenimiento en el IES Alhamilla de Almería; y Germán Navarro Egea, alumno de Sanidad en el IES Santa Bárbara de Málaga. Todos ellos obtuvieron una nota media superior al 8,5 en sus estudios.

Fonte: Guardabosques

segunda-feira, 21 de março de 2011

Llamado de interés para eventual misión de apoyo a Parques Nacionales Japoneses


    Dear IRF Oceania,


   The IRF President Deanne Adams has just sent the attached letter of support to the National Parks division in Japan.

    As a pre-emptive move towards responding to a request for concrete support, I am putting a call out for expressions of interest in volunteering to help with recovery within the protected areas of Japan. Please spread the word amongst our members and colleagues.

Interested individuals, please respond with the following information (dot points are sufficient):

- Availability – short or long stays, immediate or further down the track

- Relevant skills and experience – for overall recovery response and/or protected area specific recovery

- Language? Valid passport?

- Opportunity for or likelihood of release from current employer (and anything which might assist you to obtain approval, eg letter of support or invitation etc)

- Capacity for financial independence or sponsorship required

- Anything else which describes your availability and constraints for volunteering in Japan

Also, if someone is unable to assist by travelling to Japan but would like to assist by coordinating the gathering of this information and/or potential facilitation of an active response from Oceania, PLEASE LET ME KNOW!

Regards,


Tegan Burton

Regional Representative – Oceania

International Ranger Federation

reefer@netspace.net.au

domingo, 20 de março de 2011

Queda de Helicóptero provoca seis mortos na Brigada de Combate a Incêndios


   Dos días de luto en Aragón por la muerte de seis forestales al estrellarse un helicóptero en Teruel


    Helicóptero antiincendios siniestrado.  El presidente del Gobierno de Aragón, Marcelino Iglesias, ha decretado dos días de luto oficial en la Comunidad autónoma tras el fallecimiento de seis trabajadores al estrellarse un helicóptero en la provincia de Teruel, que iba a sofocar un incendio en el municipio turolense de Villel.

El luto oficial comienza a las 00.00 horas del domingo, 20 de marzo, y concluirá a las 24.00 horas del lunes, 21 de marzo. De esta manera, el Gobierno de Aragón ha suspendido todos los actos programados para este domingo en señal de duelo.

Asimismo, el presidente de Aragón ha visitado al único superviviente del accidente, Ángel A.C., de 39 años y residente en Ladruñán-Castellote, que está ingresado en la Unidad de Cuidados Intensivos del Hospital Obispo Polanco de Teruel, aunque no se teme por su vida.

Todos los fallecidos residían en la provincia turolense, salvo el piloto, que vivían en Manresa (Barcelona). En el helicóptero viajaban el piloto, un agente de protección de la naturaleza y cinco miembros de la cuadrilla helitransportada del Alcorisa.

Accidente en Villel

Seis trabajadores del servicio de extinción de incendios del Gobierno de Aragón han muerto y otro ha resultado herido al estrellarse el helicóptero en el que viajaban a apagar un conato de incendio en la zona de Villel, en Teruel, han informado fuentes del Ejecutivo aragonés.

El suceso ha ocurrido hacia las 13.30 del mediodía, entre los núcleos turolenses de Villastar y Cubla. Se dirigían a realizar trabajos de extinción en un incendio declarado entre Villel y Cascante del Río.

De momento se desconocen las causas del suceso. Hacia allí se han dirigido los helicópteros del 112 de Teruel y Zaragoza. También se han activado las unidades de psicólogos del Centro de Emergencias del 112 para atender a familiares y compañeros.

En paralelo, el operativo de extinción de incendios del Gobierno de Aragón trabaja en la extinción del incendio al que se dirigía la cuadrilla.

En el helicóptero viajaba una brigada antiincendios aerotransportada que había partido de la base de Alcorisa (Teruel) y se ha estrellado en el término municipal de Villel.

Los restos del aparato han sido descubiertos en torno a las 14.45 por un helicóptero de la Guardia Civil que había salido en su búsqueda al recibir un aviso del Departamento de Medio Ambiente del Gobierno de Aragón tras perder el contacto con el aparato siniestrado, según fuentes del Instituto Armado.

El único superviviente del helicóptero siniestrado es miembro de la cuadrilla helitransportada con base en Alcorisa y no se teme por su vida. Está ingresado en la UCI del Hospital Obispo Polanco de Teruel y sufre varios traumatismos.

El resto de ocupantes del helicóptero eran un piloto, un agente de protección de la naturaleza y cuatro miembros de la cuadrilla helitransportada del Alcorisa, todos ellos fallecidos y cuyos cuerpos acaban de ser excarcelados y trasladados al depósito de cadáveres del cementerio de Teruel.

Recuperados los cuerpos de todas las víctimas

Los cuerpos de las víctimas del accidente han sido ya rescatados.

Javier Artajo, director general de Interior del Gobierno de Aragón, ha explicado que ya están trasladados los cadáveres rescatados hasta el depósito de Teruel.

Por otra parte, ha dicho que se desconocen las causas del siniestro, que se produjo en torno a las 13.30, y que en la última comunicación que tuvieron con el aparato les comunicaron que ya veían la columna de humo del incendio que iban a apagar.

Artajo ha destacado que en estos momentos "no hay ninguna hipótesis" sobre las causas del accidente y ha confirmado que las condiciones meteorológicas eran buenas. "No sabemos con seguridad" lo que ha pasado, ha reconocido.

Según afirman desde el Gobierno de Aragón, "el piloto del helicóptero estrellado tenía amplia experiencia en extinción de incendios, con más 1.600 horas de vuelo".

El director General de Protección Forestal, Alberto Contreras, ha indicado que el superviviente es uno de los bomberos, y que las víctimas son cuatro de sus compañeros, el piloto del helicóptero y un agente de protección de la naturaleza que les acompañaba.

En estos momentos, dos helicópteros, dos hidroaviones, camiones cisterna y otros vehículos, juntos a varias brigadas de tierra, trabajan en la extinción del fuego que ha quemado entre 80 y 90 hectáreas.

Alberto Contreras ha indicado que esperan tener controlado totalmente el incendio esta noche.

Hasta Teruel se ha trasladado el presidente del Gobierno de Aragón, Marcelino Iglesias, quien ha recibido las condolencias de los Reyes de España, de los Príncipes y del presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero.

Iglesias ha suspendido su agenda oficial y se encuentra en Teruel para dar el pésame a las familias de las víctimas y visitar al único superviviente de este siniestro, que está ingresado en el hospital Obispo Polanco con fracturas, aunque no se teme por su vida.

Este es el accidente más grave protagonizado por una brigada antiincendios en Aragón, donde cuenta con varios aparatos para combatir los incendios forestales.
 
Fonte: HERALDO.ES/AGENCIAS

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mais um Guardaparque assassinado no Parque Nacional Virunga-Congo

    On 6th March illegal boats were detected on Lake Edward which is in Virunga National Park on the border between Democratic Republic of Congo & Uganda . A speed boat with a patrol of rangers from Ishango, DRC tried to intercept the boat. As they approached, Mai Mai militia opened fire on the rangers. They continued with the operation, intercepted the boat, and arrested 3 people and one boat was seized. One ranger was seriously wounded in the attack. Ranger Paluku Mayani Vianney was hit in the stomach and the bullet lodged in his liver. He was flown to Nyankundi hospital in Beni where he was operated on in an attempt to remove the bullet. Although initial medical reports indicated he had stabilized, tragically he collapsed and died on 13th March. He was buried in Mutsora, his home community


Mayani is the seventh ranger to have died this year in the efforts of the DRC Rangers to protect Virunga National Park.



From: Roger Cole

Comunicação do Doutor Nuno Oliveira no Encontro Nacional Vigilantes Natureza


    XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - 4 a 6 de Março de 2011




   ÁREAS PROTEGIDAS: POR QUEM?

   Nuno Gomes Oliveira

   Reserva Natural Local do Estuário do Douro

     estuariododouro@parquebiologico.pt



    A criação de áreas protegidas, coutadas ou tapadas, para efeitos de produção (floresta e caça) teve início na Idade Média. Mas a criação de áreas protegidas tendo como objectivo a conservação da natureza remonta, em Portugal, a 1957, quando é criada a Reserva Ornitológica de Mindelo.

Catorze anos mais tarde, em Maio de 1971, é criado à pressa o Parque Nacional da Peneda-Gerês, para Portugal não ficar mal visto na Conferência de Estocolmo de 1972, conferência que seria o primeiro fórum mundial sobre ambiente, promovido pela ONU. Em Agosto desse ano é instituída a Reserva Botânica do Cambarinho, que visava a proteção do Rododendro e em Outubro do mesmo ano a Reserva Botânica da Mata dos Medos, na Costa da Caparica; “medos”, diga-se, que nada tinha a ver com receios, mas sim com “medos” e “médões” ou seja, dunas.

Virado um ciclo da História, com Abril de 1974, surge uma série de novas áreas protegidas, algumas que não passaram do Diário da República, como os Parques Naturais da Ria de Aveiro e o do Centro (Decretos nº 20 e 21/75), que se devem ao Arq. Ribeiro Teles, ou a Reserva Natural da Barrinha de Esmoriz (Portaria nº 896/84).

Outras áreas protegidas, mais afortunadas, lá foram vendo alguma concretização no terreno, pelo menos escapando o seu território a outros usos mas, sempre, sem desempenharem cabal e completamente a sua missão de conservação dos habitats, espécies e paisagens, não por falta de vontade e empenho dos seus quadros, mas sim por falta de meios e de vontade dos decisores de desenvolverem uma verdadeira política nacional de conservação da natureza.

Sorriram-se-nos os olhos nos curtos consulados do Engº Carlos Pimenta como Secretário de Estado do Ambiente, de Junho de 1983 a Junho do ano seguinte e, novamente, de Novembro de 1985 a Julho de 1987.

Mas foi Sol de pouca dura; do final dos anos 80, do século passado, para cá, a política nacional de conservação da natureza entrou num processo de declínio e descrédito, simbolizado na Reserva Natural da Serra da Malcata, criada em 1981 expressamente para proteger o Lince-ibérico, então ali existente, e que, duas décadas depois, de lá desapareceria mas, repito, não por incúria dos homens do terreno, mas por incúria dos decisores.

Nos anos 70 e 80 a conservação da natureza ainda era uma área de actuação com algum prestigio; na produção do quadro legislativo que lhe haveria de servir de suporte surge, em 1975, a criação dos Vigilantes da Natureza, anunciado como um Corpo Especializado na Preservação do Ambiente e Conservação da Natureza, como corolário lógico e necessário da criação de áreas protegidas.

De facto não pode haver Áreas Protegidas, nem conservação da natureza, sem a presença regular, no terreno, de guardas e Vigilantes da Natureza; eles são, em todo o Mundo, a alma dos parques e reservas.

Há 200 anos, em 1815, José Bonifácio de Andrada e Silva, o primeiro ecologista português e pai da moderna silvicultura, ao apresentar o seu projeto de consolidação das areias entre a Barrinha de Esmoriz e S. Pedro de Moel, escrevia, a propósito dos guardas que haveriam de ser responsáveis por essa ação: “julgo muito conveniente que devam residir no centro dos seus bosques, ou pelo menos dentro do distrito.”

No que toca às áreas florestais, assim foi, de facto, durante dois séculos, com a presença e residência dos Guardas-Florestais nos seus cantões, até que subitamente, sem explicações, sem lógica e sem alternativa, o Decreto-Lei nº 254/2009 acabou com eles, não os substituindo por nada. Seria uma vingança da II República sobre um “produto” da Monarquia?

Por coincidência, ou não, nas últimas épocas de caça aumentou significativamente o número de aves feridas a tiro, mesmo de espécies protegidas por Lei, que deram entrada no Centro de Recuperação do Parque Biológico de Gaia.

Não queremos tirar conclusões apressadas, mas o fenómeno pode ter alguma relação com a extinção da Polícia Florestal. De facto, os caçadores menos conscientes podem, agora, actuar com grande impunidade e estão a fazê-lo!

Não está em causa o facto da fiscalização ter passado a ser competência do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza da GNR), mas sim o modelo aprovado; não se previnem incêndios nem se combatem caçadores furtivos com esporádicas surtidas de moto ou jeep, por mais dedicação que se tenha.



É necessário conhecer profundamente o terreno, ter lá vivido longos anos, estar lá 24 horas, conhecer barrancos, montes e pessoas. O erro de acabar com as casas de guarda florestal disseminadas pelo território ficará no história das asneiras deste país, que se diz florestal.

Como parolos deslumbrados por falsas ideias de gestão moderna, temos a tendência atávica de copiar dos outros países apenas as asneiras; nunca copiamos a parte boa. Ficaremos para a história, como o único país da Europa, talvez do Mundo, sem guarda florestais e de caça.

É verdade que o novo Código Florestal fala em “guardas de recursos florestais”, no seu artº. 18º, que viria a ser regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 9/2009 de 9 de Janeiro; só que estes guardas apenas podem prestar serviço em entidades privadas gestoras ou concessionárias de zonas de caça ou de pesca; onde não se caça, ou o que é público, não merecem ter guardas.

A nossa vizinha Espanha, embora tenha criado, por força do artigo 12 da Lei Orgânica 2/1986 de 13 de Março (Lei das Forças e Corpos de Segurança), o SEPRONA (Serviço de Protecção da Natureza, da Guarda Civil), não deixou de ter guardas específicos de caça e guardas florestais.

A Lei espanhola 1/1970, de 4 de abril, (Lei da caça), determina, no seu artº 40º: “As autoridades e os seus agentes, e em particular... a Guarda do Serviço de Pesca Continental, Caça e Parques Nacionais, a Guarda Florestal do Estado, a Guarda do Património Florestal do Estado, os Guardas dos Reservas e Refúgios Nacionais de Caça.... farão observar o que se prevê nesta Lei, denunciando todas as infracções que cheguem ao seu conhecimento.”

A França, nos termos do “Código Rural” (Lei nº 2002-92 de 22/01/2002), mantém os “Gardes Champêtre” e “Gardes Chasse”, nos seguintes termos (Art.º L221-8): “Todos os Guardas da Caça dependentes da Administração Nacional da Caça ou das federações de caçadores estão sujeitos a um estatuto nacional.”

O “Código Florestal” francês prevê, ainda, os guardas florestais (agente técnico florestal), com missão de polícia florestal, integrados no Office National des forêts, os quais exercem “a sua missão sobre uma circunscrição territorial com cerca de 1.000 hectares, designada “triage” [cantão]”.

Os ingleses tem os “Wildlife Rangers” dependentes da “Comissão Florestal” (Lei Florestal de 1967) e os “Gamekeepers” integrados na “Organização Nacional dos Guardas de Caça” (Lei Rural e da Caça de 1981).

Talvez por esta diferença, mesmo ao lado do Parque Biológico, em terrenos onde a caça não é permitida, ouvem-se frequentemente tiros de alguém que vai abatendo, paulatina e impunemente, tudo o que voa ou mexe, nomeadamente Garças-reais, Açores e Pombos-torcazes, Esquilos e Coelhos que por ali andam devido à protecção assegurada pelo Parque Biológico.

Não podemos confundir as atribuições da GNR (Sepna) e da PSP (BriPa), com as funções específicas e especializadas dos Guardas-Florestais e dos Vigilantes da Natureza que, para além da missão de vigilância tem, essencialmente, tarefas de manutenção das matas, os primeiros, e das áreas protegidas e da biodiversidade, os segundos.

O trabalho da GNR, da PSP e da Polícia Marítima é necessário e meritório, tem tido resultados muitos interessantes, mas não vamos esperar que sejam as Polícias a plantar matas, fazer o seguimento de pegadas de animais, colaborar em projetos de investigação científica, guiar visitas ou desenvolver ações de Educação Ambiental; não é, nem deve ser, a sua missão.Segundo recentes notícias, o ICNB tem 121 Vigilantes da Natureza, para guardarem e conservarem as 34 Áreas Protegidas, as 39 ZPEs (Zonas de Proteção Especial) e os 60 SICs (Sítios de Importância Comunitária) num total (segundo referências na internet, não confirmadas) de mais de 2 milhões de hectares ou seja, mais de 16.500 ha em média por Vigilante, quase a área do Parque Natural da Ria Formosa!

Sei, dos tempos em que estive ligado à Mata Nacional de S. Jacinto, depois (1979) Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, o que era vigiar perto de 700 ha e 4 km de frente para uma estrada, particularmente num Domingo de Verão com, apenas, um Guarda-florestal.

Na vizinha Espanha havia, em 2005, segundo o Ministério do Ambiente espanhol, 986 ha de área protegida por vigilante, no Parque Nacional de Doñana (55 vigilantes), cerca de 2.500 ha por vigilante, nos Picos da Europa e 4.800 ha por vigilante na Serra Nevada, mas devemos atender ao facto de estes parques nacionais, pelas suas características orográficas e grandes dimensões, terem grande parte do seu território naturalmente inacessível.

Atendendo à pequena dimensão e fácil acessibilidade da maioria das Áreas Protegidas portuguesas, a média da área a conservar por Vigilante da Natureza não deveria nunca ultrapassar os 3000 ha, o que quer dizer que devíamos ter cerca de 670 destes profissionais que, mesmo assim, não teriam mãos a medir.

Isto, em média, pois para as áreas mais pequenas deveria ser muito menor o rácio território/vigilante.

Mas não chegará, só, aumentar o número de Vigilantes da Natureza para termos melhores resultados: importa dotá-los de efectiva autoridade e meios de trabalho adequados que, claramente, hoje não tem.

Outro problema que se levanta, e ainda bem, com a promulgação do novo Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de Julho) é a necessidade de vigilância nas novas Áreas Protegidas Locais e Regionais que obriga a uma urgente atualização do Decreto-Lei n.º 470/99 de 6 de Novembro, permitindo às Áreas Protegidas Locais contratarem Vigilantes da Natureza, por conta do seu orçamento, mas sob o poder tutelar do ICNB.

Foi um passo importantíssimo criar esta nova figura jurídica de Área Protegida Local o que, no caso de Vila Nova de Gaia, permitiu concretizar o anseio de mais de duas décadas de proteger o Estuário do Douro, a primeira Reserva Natural Local criada em Portugal.

Por isso felicitamos o Ministério do Ambiente, e em particular o ICNB, como felicitamos a CCDRN e o QREN que nos alocaram os meios financeiros necessários para instalar a Reserva Natural Local; mas, agora, quem a vigia e protege efetivamente?

A Polícia Marítima e a BriPa da PSP do Porto tem sido incansáveis, é verdade, mas tem muito mais missões a desempenhar num vasto território e não podem estar todo o tempo no Estuário do Douro, um espaço com enorme potencial para a avifauna, mas que se encontra sujeito a inúmeras e constantes pressões que só a presença de vigilantes a tempo inteiro permite controlar.

A conservação da natureza e a proteção das áreas protegidas não se faz – era bom que assim fosse – com regulamentos e campanhas de sensibilização, da mesma maneira que não se faz cumprir o Código da Estrada sem as polícias.

Por mais sensibilização que se faça, há sempre energúmenos que nada respeitam e que só se combatem pela força musculada da autoridade.

Criar Áreas Protegidas e não as dotar dos necessários vigilantes é “fogo-de-vista” é deitar dinheiro fora!

Mas perguntar-me-ão como, em tempos de crises e de “PECs”, se arranja o financiamento necessário à cobertura destes custos?

É simples: um Vigilante da Natureza em início de carreira ganha pouco, cerca de € 650; contratando para a função alguém em situação de desemprego, teremos que descontar ao valor que o Estado já gastava com o subsídio de desemprego, pelo que o aumento de custos é de, apenas, € 175 por mês, por Vigilante.

Assim, se fossem contratados os cerca de 548 Vigilantes da Natureza que, nas nossas subjetivas contas, estão em falta, teria o País um aumento de custos anuais com salários de 1.400 mil Euros (menos de metade do vencimento do administrador da TAP) facilmente recuperáveis pelos menores danos causados ao património, pela diminuição de fogos florestais, pelo combate ao desemprego, pelo produto das coimas e por um desempenho de maior qualidade na conservação da natureza e da biodiversidade.

Seria um contributo inestimável para a dinamização e animação das Áreas Protegidas, com um consequente aumento de visitação e, logo um contributo enorme para o desenvolvimento local.

Feitas as contas, Portugal ficava largamente a ganhar!

Vigilantes da Natureza no Parque Natural do Litoral Norte


Um pequeno vídeo que mostra o dia-a-dia dos Vigilantes da Natureza no Parque Natural do Litoral Norte e as acções por eles desenvolvidas.

Segunda viagem a São Paulo – Cananéia: matando saudades!

Por Rayssa Barros:

No dia 28 de julho deste ano (2010) tive a oportunidade de realizar mais um sonho: retornar a São Paulo e visitar alguns amigos que lá deixei.
Viajar para mim é sempre sinônimo de muita aventura e emoção, no qual começo a curtir a viagem desde o momento do vôo.
Foram aproximadamente sete horas de viagem até chegar ao aeroporto de Congonhas. A cidade vista do alto é surpreendente: uma verdadeira selva de pedra, repleta de prédios de todas as formas, tamanhos e
alturas. Mais uma vez, ao descer da aeronave, fui surpreendida com o frio da capital, cerca de 10 graus ou menos.

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domingo, 13 de março de 2011

Falta fiscalização nas áreas protegidas. Vigilantes da Natureza precisam-se.


Na foto: Vigilante da Natureza Nelson Pereira e a Jornalista Eliana Macedo

        Número de guardas que zelam por fiscalização dos espaços verdes aquém do necessário.


       Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer face às necessidades do território, disse, à Lusa, o Presidente da associação de profissionais do sector. “É difícil fazer um trabalho sério com tão pouca gente”, afirmou Francisco Correia, no final do XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, que reuniu entre sexta-feira e ontem, no Parque Biológico de Gaia, cerca de 60 profissionais.

Francisco Correia realçou que foi o próprio director do Parque Biológico de Gaia, Nuno Oliveira, que defendeu no encontro a necessidade de admitir mais “cerca de 500 Vigilantes da Natureza”. “Se compararmos com o que existe em Espanha, segundo dados do ano passado, havia seis mil Vigilantes da Natureza. Assim se vê como os governos olham para o ambiente. Em Portugal, olha-se muito mal”, salientou.

O Corpo Nacional de Agentes da Natureza conta com 230 guardas e vigilantes, a nível nacional dos quais 170 se encontram em Portugal Continental, 25 nos Açores e 35 na Madeira. A tendência é para diminuição deste número porque, conforme explica o presidente da Associação Nacional de Guardas e Vigilantes da Natureza, “não há abertura de novos concursos para a carreira e os profissionais que existem vão-se reformando e a renovação não é assegurada”.

Nelson Pereira tem 47 anos e trabalha como Vigilante da Natureza há 23 anos, cinco dos quais no Parque Nacional da Madeira. Para o Vigilante, “o número tem vindo a diminuir unicamente pela falta de percepção da importância da protecção da Natureza para o país, não só na base da defesa do património natural, mas também do turismo” e não se deve ao desinteresse dos jovens pela profissão, Nelson Pereira fala do exemplo do concurso da Madeira, o qual recebeu 150 candidaturas, para seleccionar quatro vigilantes.

José Carvalho tem 55 anos e trabalha na Reserva Natural do Estuário do Tejo, há 21 anos. “Fomos com a expectativa de combater as irregularidades que existiam na conservação da Natureza, em Portugal e, todos estes anos depois, continuamos à espera de meios e condições para podermos desenvolver com qualidade a profissão”, conta, “Muitas vezes, somos confrontados com situações em que temos que agarrar numa viatura e os meios não estão operacionais, ou por falta de condições do material, ou por falta de combustível, ou por falta de vontade dos políticos nesse sentido”, acrescenta.

As principais funções dos agentes passam pela protecção da Natureza, através da actuação face a infracções, como cortes de árvores, lixo e resíduos de grandes indústrias, prevenção de incêndios, monitorização de espécies e preservação de bacias hidrográficas. A actuação divide-se por áreas de montanha, de estuário e de interior.

A lei define que os Vigilantes da Natureza “asseguram, nas respectivas áreas de actuação, as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais.



Eliana Macedo, Jornal de Notícias

Florestas precisam de mais 500 Vigilantes da Natureza


    Poucos Vigilantes da Natureza


    Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer frente às necessidades do território. O alerta é do Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, que critica a falta de recursos no sector, que impede os profissionais de fazerem um “trabalho sério com tão pouca gente”, censura Francisco Correia.



Comparação com Espanha

Só em Espanha existiam o ano passado 6 mil Vigilantes da Natureza segundo os dados revelados pelo dirigente da Associação, que usa o exemplo do país vizinho para criticar o Governo Português. Francisco Correia denunciou ainda que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade tem 121 Vigilantes da Natureza, estando os restantes ao serviço das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, das Regiões Autónomas e das Administrações das Regiões Hidrográficas.



Madeira

O arquipélago da Madeira é o único caso que a Associação aponta como um “exemplo equilibrado” entre número de Vigilantes da Natureza e área a vigiar – 35 contratados e mais 4 em admissão.



Missão

Conhecidos fundamentalmente por vigiarem zonas de risco de fogos florestais, os Vigilantes da Natureza desempenham também funções de fiscalização de focos de poluição, cortes de árvores, captura e tráfico de espécies, monitorização e primeiros socorros a animais, bem como acções de educação ambiental nas escolas.


KC

Jornal i

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nota justificativa para a criação da Carreira Especial de Inspecção


Na sequência do XVI Encontro Nacional coloca-se para conhecimento e recolha de comentários e sugestões, visando o apoio à próxima reunião de negociações prevista para 23 de Março. É de máxima importância que todos reflictam sobre as questões da Carreira de Vigilantes da Natureza e façam chegar rapidamente ás vossas ideias e críticas ao mail da APGVN.

>> Download da Nota justificativa para a criação da Carreira Especial de Inspecção (.pdf)

terça-feira, 8 de março de 2011

Portugal precisa de triplicar número de Vigilantes da Natureza

   
    Portugal tem 230 Vigilantes da Natureza no continente e regiões autónomas, mas precisa de mais 500 para fazer face às necessidades do território, disse hoje à agência Lusa o presidente da associação de profissionais do setor.


“É difícil fazer um trabalho sério com tão pouca gente”, afirmou Francisco Correia, no final do XVI Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, que reuniu entre sexta-feira e hoje no Parque Biológico de Gaia cerca de 60 profissionais.

Francisco Correia realçou que foi o próprio diretor do Parque Biológico de Gaia, Nuno Oliveira, que defendeu no encontro a necessidade de admitir mais “cerca de 500 Vigilantes da Natureza”.

“Se compararmos com o que existe em Espanha, segundo dados do ano passado, havia seis mil Vigilantes da Natureza. Assim se vê como os governos olham para o ambiente. Em Portugal, olha-se muito mal”, salientou.

Francisco Correia realçou que o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade tem apenas 121 Vigilantes da Natureza, estando os restantes ao serviço das comissões de coordenação regional, das regiões autónomas e das administrações regionais hidrográficas.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), só no arquipélago da Madeira é que existe um número “equilibrado” de Vigilantes da Natureza (35, mais quatro em admissão), o que já não acontece nos Açores (cerca de 30 para as nove ilhas).

“Nas regiões autónomas, os Vigilantes da Natureza têm uniformes condignos. No continente, o uniforme nunca está completo”, afirmou, acrescentando que também há falhas no equipamento, nomeadamente viaturas e barcos.

Conhecidos fundamentalmente por vigiarem zonas de risco de fogos florestais, os Vigilantes da Natureza desempenham também funções de fiscalização de focos de poluição, cortes de árvores, captura e tráfico de espécies, monitorização e primeiros socorros a animais e ações de educação ambiental nas escolas.

“Fiscalizamos tudo o que esteja relacionado com o ambiente”, salientou Francisco Correia.

A lei define que os Vigilantes da Natureza “asseguram, nas respetivas áreas de atuação, as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza”.

Fonte: Correio do Minho