quarta-feira, 18 de maio de 2011

Parque eólico de Barão de S. João pára 180 horas


    Junto a aldeia de Barão de São João, no barlavento algarvio, um parque eólico foi pioneiro na estratégia de conciliação entre produção de energia e respeito pela avifauna local. Em plena rota europeia de aves com estatuto protegido, o funcionamento do parque eólico só foi autorizado porque a promotora E.ON se uniu à consultora ambiental Strix para desenvolverem uma aplicação pioneira a nível mundial. A tecnologia, assente em dois radares e na aplicação informática da Strix, permite que os aerogeradores sejam “avisados” da presença de aves, com a consequente paragem das pás.




O parque foi inaugurado no ano passado e, por isso, 2010 tornou-se a “prova-de-fogo” no funcionamento da tecnologia. Os resultados, apresentados recentemente no relatório anual da Strix a que o AmbienteOnline teve acesso, ficaram acima das expectativas iniciais da consultora. Tanto a nível ambiental, como nos impactes na produção eléctrica do parque.

O documento dá conta de que, no período de monitorização de aves migradoras, os aerogeradores pararam em 36 dias (33 por cento do total), o que se traduz em 140 horas de paragem total ou parcial dos aerogeradores, um valor abaixo das 150 horas anuais previstas pela Strix. Em termos de paragens totais, as pás do parque de Barão de São João imobilizaram-se durante 80 horas, distribuídas em 27 dos dias de monitorização.

O director executivo da Strix, Miguel Repas, adianta ainda que não houve mortalidade monitorizada de aves migradoras no parque eólico. O feito representa uma vitória para a empresa, que conseguiu comprovar que a tecnologia pode contribuir na resolução dos conflitos ambientais entre biodiversidade e infra-estruturas de enegia renovável. Mesmo assim, esta vitória não deixa de ter um gosto a “esforço inglório”. «Por vezes, algumas aves que vemos passar por aqui, depois de desligarmos as torres eólicas, acabam por colidir no parque eólico mais próximo», lamenta o responsável.

Isto porque os parques eólicos vizinhos nesta região algarvia, entre Lagos e Sagres, não são obrigados a implementar estas medidas de minimização do impacte ambiental das infra-estruturas, o que acaba por comprometer os esforços do parque de Barão de São João. O próprio Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) está sensibilizado para a importância de um programa regional que possa englobar todos os parques vizinhos sob um mesmo sistema de radares. Segundo a Strix, têm sido promovidos esforços junto dos vários promotores dos parques eólicos da região para que se chegue a um acordo quanto a um programa deste tipo.

O olho cego do radar e o discernimento humano



A tecnologia de radares do parque de Barão de São João, instalada a dois quilómetros do parque durante os três meses em que há presença de aves migratórias, é complementada pelo olho humano. Além da aplicação desenvolvida totalmente pela Strix, que permite diagnosticar os alertas do radar e despistar “falsos positivos”, são nove os ornitólogos da Strix em postos de observação que determinam o risco real de

uma colisão de aves com as pás do aerogeradores. Desta forma, evitam-se paragens desnecessárias do parque e os consequentes custos para o promotor.

Em paralelo com o sistema de paragem das pás, o parque eólico possui também dispositivos BDF (Bird Deflector Device) nas linhas eléctricas de alta tensão. As estruturas helicoidais instaladas permitem que as linhas eléctricas se tornem mais visíveis para as aves, com uma maior noção do espaço atravessado.

Foto: Nadine Pires/Strix

Autor / Fonte

Marisa Figueiredo

Ibama chama agentes de todo o Brasil para a Amazónia


    A explosão no desmatamento na Amazônia fez o Ibama suspender todas as suas operações de fiscalização no país para concentrar esforços na contenção da derrubada.


O governo acredita que o pulo nos índices de desmate é resultado da perspectiva de afrouxamento da legislação com o novo Código Florestal.

A determinação do Ibama foi baixada na segunda-feira, num memorando às superintendências de todo o país.

O documento, obtido pela Folha, determina que todas as operações de fiscalização do PNAPA (o plano anual de operação do Ibama) que não tenham relação com o combate ao desmatamento na Amazônia sejam suspensas. Para 2011, o programa tinha 1.300 operações previstas.

"Não adianta combater o tráfico de animais, por exemplo, se o habitat deles foi para o saco", diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl. "Foi a decisão mais lógica. Temos de estancar a hemorragia em Mato Grosso."

Agentes dos Estados também estão sendo deslocados em massa para a Amazônia. Segundo Trennepohl, há cerca de 520 homens na região agora. O número deve crescer, já que só do Rio Grande do Sul, nesta semana, serão deslocados mais 60 agentes.

O governo foi surpreendido pela retomada da devastação, principalmente em Mato Grosso. Dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a serem divulgados na semana que vem, sugerem um repique sem precedentes desde o final de 2007, quando o governo baixou o embargo de crédito aos desmatadores (gênese da polêmica atual sobre o Código Florestal).



PULO DO GATO

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, recusou-se a fornecer o dado, alegando que ele ainda está sob verificação. "O gato subiu no telhado. Falta ver o tamanho do pulo".

A expectativa em relação à mudança no código, em discussão no plenário da Câmara, é considerada pela área ambiental do governo um dos principais fatores por trás da aceleração da derrubada.

Como já é tradição na Amazônia, o setor produtivo se antecipa a decisões do poder público e derruba a floresta.

Neste ano, em MT, o objetivo do desmatamento seria criar "áreas consolidadas" antes da aprovação do código para ganhar anistia.

Parlamentares ruralistas e entidades do setor têm vendido à base que o novo código permitiria a manutenção de áreas rurais consolidadas e abriria a possibilidade de consolidar o uso de áreas de preservação permanente.

A retomada do preço das commodities no mercado internacional e a anistia ao desmatamento concedida pela recém-aprovada lei de zoneamento do Estado também são apontadas como causas possíveis do repique.

Segundo Trennepohl, a devastação tem se concentrado na região produtora de grãos do Estado, e o desmate é sobretudo para agricultura.



Fonte: GUARDAPARQUES

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade


    20 de Maio

    20h00
Comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade no Ano Internacional do Morcego 2011/2012
   Local: Jardins e Palácio de Monserrate

   
Fascinantes inspiradores de mitos e superstições os morcegos são, na realidade, peças fundamentais do complexo puzzle que é o ecossistema. Provavelmente não poderíamos viver sem eles pois prestam-nos um serviço inestimável como reguladores de importantes serviços ambientais, discretamente prestados pela calada da noite.


Venha conhecer a diversidade de espécies de morcegos que povoam a serra de Sintra, onde vivem e que hábitos têm, nas Noites de Morcegos em Monserrate.

Terremoto en la Región de Murcia, donde se edita la Revista Guardabosques


    Como todos sabréis un terremoto con víctimas afectó ayer a la Región de Murcia, donde se Edita la Revista Guardabosques. Hoy estamos ocupados en esta tragedia. Agentes Medioambientales también están ayudando a las víctimas con Retenistas, bomberos y los CFS.


Hoy esa es necesariamente la noticia. Esperamos ofrecer más datos de la intervención de nuestros Agentes, que tienen entre sus funciones las de colaborar en tareas de protección civil interviniendo activamente ayudando a las víctimas de catástrofes naturales.

Fonte: Guardabosques

terça-feira, 10 de maio de 2011

Quatro tartarugas encontradas mortas em praia de Faro


    Quatro tartarugas foram encontradas mortas na segunda-feira junto à praia da Barrinha, em Faro, num incidente que deverá ter sido provocado pelo aquecimento do mar, revelou o comandante da Zona Marítima do Sul.


O comandante Marques Ferreira explicou que, “com o tempo de levante, a água do mar aqueceu para os 19 graus centígrados, levando os animais a aproximarem-se da costa e a entrarem na zona onde operam embarcações de pesca, que deverão ter estado na origem da sua morte”.

O comandante da capitania de Faro adiantou ainda que os cadáveres das tartarugas foram analisados pela bióloga Ana Marçal, da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem Safe Sea, recolhidos pela Polícia Marítima e depois entregues à Câmara de Faro.

A aproximação de tartarugas da costa devido ao aquecimento da água do mar já se tinha verificado no Algarve no verão passado, tendo provocado ente Julho e Agosto a morte de 35 tartarugas devido à pesca ou náutica de recreio, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Na ocasião, o ICNB informou que vários animais tinham sido observados por especialistas e registavam lesões exteriores, habituais no arrojamento de tartarugas em zonas com actividade pesqueira, por os animais se deixarem prender nas redes de pesca.

O ICNB adiantou que em Julho e Agosto deram à costa no Sotavento algarvio 35 tartarugas mortas em consequência de arrojamentos, quase todas da espécie mais comum em Portugal (tartaruga-boba, Caretta caretta), um número considerado "atípico" e quase nove vezes superior ao registado no mesmo período de em anos anteriores em todo o Algarve.

Fonte: Lusa

O Lobo está prestes a ser removido da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas -EUA


    O US Fish and Wildlife service anunciou que vai eliminar o lobo-cincento da Endangered Species Act nos Estados do Norte das Montanhas Rochosas, propondo que o mesmo aconteça com a região Ocidental dos Grandes Lagos, o que justifica afirmando que a espécie já recuperou, o que não é, no entanto, consensual.


O lobo-cinzento, Canis lupus, foi em tempos a espécie com uma distribuição mais ampla no mundo, que englobava deste o Ocidente Europeu ao México e Estados Unidos, sendo o lobo ibérico, Canis lupus signatus, uma das mais de 30 subespécies reconhecidas na actualidade.

Na América do Norte, o lobo constitui um símbolo da Vida Selvagem, onde, à semelhança do que aconteceu noutras partes da sua distribuição, sempre despertou positivas, de admiração, mas sobretudo, negativas, causando medo no que toca à população em geral e revolta por parte dos criadores de gado cujos animais eram alvo de ataques.

Levado até à extinção em toda a sua área de ocorrência no sul dos EUA até meados dos anos 1930 – a excepção foi o Norte da região do Grandes Lagos - devido à perseguição humana, o declínio da espécie foi travado nos anos 70 devido em parte, à atribuição de um estatuto de protecção à espécie.

Com efeito o lobo-cinzento foi, em conjunto com o lobo-vermelho, uma das primeiras espécies a tornar-se protegida ao abrigo da Endangered Species Act, que prevê a elaboração programas de recuperação das espécies listadas como ameaçadas.

O projecto de recuperação mais famoso, que é considerado um exemplo bem-sucedido, foi aquele levado a cabo no Parque de Yellowstone que através de acções de reintrodução, permitiu o regresso do lobo-cinzento a uma área onde tinha deixado de ocorrer nos anos 1930.

Agora, e por considerar que o lobo-cinzento já recuperou nas regiões do Norte das Montanhas Rochosas e do Ocidente dos Grandes Lagos, o US Fish and Wildlife Service, anunciou removerá a espécie do Endangered Species Act na primeira região propondo que o mesmo aconteça com a segunda.

Este anúncio, surge na sequência da aprovação, no mês passado no Congresso de uma alteração ao orçamento anual que previa a eliminação dos lobos da região do Norte das Montanhas Rochosas da mesma lista.

No entanto, o sucesso da recuperação do lobo está longe de ser consensual, pelo que a decisão do US Fish and Wildlife Service está a ser muito contestada.

Segundo Noah Greenwald, do Center for Biological Diversity “As autoridades estão a declarar vitória mas os lobos-cinzentos ainda sobrevivem apenas em 5% da sua distribuição original e, mesmo nesses sítios existe uma ameaça real de perseguição. Remover a protecção é prematuro e impedirá a recuperação, a longo-prazo, da espécie nos Estados Unidos”

A proposta do US Fish and Wildlife Service estabeleceu também a remoção do lobo-cinzento da lista de 29 estados da parte Oriental dos Estados Unidos, baseando-se no facto de se ter recentemente concluído que o lobo que aí ocorre não é afinal uma subespécie de lobo-cinzento mas sim uma espécie distinta.

Isto implicará que qualquer lobo que aí entre proveniente do Canadá ou da região dos Grandes Lagos, possa ser imediatamente morto, explica o Center for Biological Diversity em comunicado.

Por outro lado, a pretigiada revista Scientific American afirma que todos os Estados em que o lobo será removido têm estado à espera que isso acontecesse para diminuir as populações da espécie.

Fontes: www.scientificamerican.com e www.biologicaldiversity.org

Filipa Alves

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nature - to die for? Proteger a los protectores


    • ¿Cómo podemos proteger a quienes trabajan en primera línea para la conservación de la naturaleza?

     • Exprese su opinión

http://www.iucn.org/es/

http://www.iucn.org/knowledge/news/focus/natural_born_heroes/?7206#comments


    Nature - to die for?

As the battle between poachers and park rangers escalates, what's needed to protect the people who put their lives on the line for nature? Olivia Pasini investigates for World Conservation Debates.

Two AK-47 rifles and 30 rounds of ammunition; one ranger shot in the shoulder; three suspected poachers and five elephants killed: just another day for the Kenya Wildlife Service, in a nation where more rangers have been killed since the beginning of 2011 than in the same period of any other year. Further west, in the Democratic Republic of Congo (DRC), at least 12 rangers are murdered each year protecting gorillas, reflecting a worrying increasing global trend in ranger deaths.

These figures beg the question: why be a ranger? In most parts of the world where poaching is rife, it is clearly a highly dangerous occupation.

In the opinion of Sean Willmore, Director of The Thin Green Line Foundation that keeps track of rangers killed throughout the world and supports the families left behind, rangers undertake their often perilous jobs because they are passionate about their work and their colleagues, and also develop a strong sense of ownership for their park. “Another reason that is undervalued is integrity,” he stresses. “In many of the poorer countries, being a ranger is a well-respected job that communities look up to and individuals aspire to.”

Yet since many rangers get low, if any, wages, the temptation to lose some of that integrity may be strong. According to the International Fund for Animal Welfare, ivory can be sold in China for around US$ 1,700/kg, whilst one endangered hyacinth macaw can fetch around US$ 10,000. Assuming a ranger earns US$ 50 a month, an average ten-kilo tusk comes in at US$ 17,000, or 340 times that monthly salary.

A poacher’s world

However, nowadays most of the poaching happens on a totally different playing field. The bulk of the problem is no longer ‘subsistence poaching’ of the kind where bushmeat is occasionally consumed by local families or an illegal wildlife product smuggled out of the park. It has shifted into the realms of international crime where highly-organised networks use helicopters, night-vision equipment, veterinary tranquilizers and silencers.

With such a shift, it is no wonder that poaching is escalating at an alarming rate, despite the bravery of rangers and the measures in place to support their work. IUCN reports that organized crime syndicates have killed more than 800 African rhinos in the past three years, just for their horns, with the most serious poaching upsurge in South Africa, Zimbabwe and Kenya, the last places where rhino conservation has maintained or increased rhino population sizes.

It is estimated that smuggling of wild animals has grown into a US$ 9.78 billion a year criminal industry, exceeded only by the drugs and arms trades. “Environmental crime is big business,” says INTERPOL. “It is currently one of the most profitable forms of criminal activity taking place throughout the world, with billions of dollars being made every year.”

Balancing investments

With such levels of illicit profit coming from parks, how does the investment into protecting such areas, their wildlife and their rangers, compare?

From a monetary point of view, funds put towards combating wildlife crime pale in comparison with the revenue made by criminals. For instance, INTERPOL's annual budget for wildlife protection is US$ 300,000—the equivalent of about nine elephants if you count only their tusks.

Yet modest investments can yield huge returns. Even with limited funds, INTERPOL achieves significant success. In November 2010, a worldwide reptiles and amphibians operation resulted in arrests and the seizure of animals and products worth more than US$ 35 million.

For John Scanlon, Secretary General of the Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES), significant international financing and efforts are targeted towards planning for the future, without enough attention being paid to dealing with what is happening right now. “Some of the funds that are earmarked for future scenarios should be channelled into acting today, otherwise there might not be that much biodiversity left to shield from climate induced changes for instance,” he stresses.

Beyond cash, the international community has been investing in better structures to counter crime. INTERPOL established the Environmental Crime Committee in 1992, whilst the International Consortium on Combating Wildlife Crime (ICCWC), which brings together CITES, INTERPOL, the UN Office on Drugs and Crime, the World Bank and the World Customs Organization, was launched in November 2010. On the ground, rangers are also coordinating their efforts through the International Ranger Federation (IRF) which operates across the globe. Through the IRF rangers can share their successes and failures, and promote information and technology transfer from countries in which protected areas enjoy broad public and government support to countries in which they have little backing.

National differences

International efforts are being backed by national action, and some nations are doing better than others. Countries such as Tanzania, Mexico, Colombia and Peru are doing well at preserving their wildlife. Costa Rica, which has built an entire economy on its natural assets, works hard to preserve them, providing exceptional support on the ground and speedy enforcement procedures for those breaking the law.

However, nations such as the DRC, Indonesia, Cambodia, Malaysia and Russia are yet to realise the true value of their parks and are faring far worse. On a positive note, in countries like Uganda, where tourists are willing to pay US$ 500 to spend one hour with gorillas in the wild, the message that wildlife is worth protecting is slowly gaining traction.

A ranger's wish-list

The IRF underscores that as well as outside help, such as that offered by the ICCWC, numerous items feature on the ranger’s wish-list to make their jobs more effective. These range from basic measures such as decent salaries, uniforms, phones and GPS equipment to training; government recognition and support; ensuring rangers have the legal power to stop poachers; higher fines and prison sentences for criminals; public awareness campaigns (both within the countries that house the parks and in nations where the demand for illegal goods comes from); and collaboration.

On the issue of collaboration, TRAFFIC, the wildlife trade monitoring network, explains how teamwork at different levels resulted in the illegal trade in souvenirs made from critically endangered Hawksbill Turtles falling by 99%.

Back at the grassroots, Sean Willmore stresses the need to remember those at the forefront of conservation. “Rangers are the canaries in the coal mine,” he says. “We are fighting a losing battle at the moment, but I have hope that rangers will be recognised as the missing piece of the conservation jigsaw puzzle and get the support they desperately need before their numbers dwindle further.”

Raising the bar

Whilst it’s clear there is no one-size-fits-all solution to the problems facing rangers, there is an obvious need for continued efforts on all fronts to ensure our national parks and reserves are no longer plundered. With so many people willing to literally put their lives on the line for conservation, it’s time the international community and national governments raised the stakes in ‘protecting the protectors’.


Rankings for international crime markets, according to Global Financial Integrity (February 2011).

1. Drugs US$ 320 billion

2. Counterfeiting US$ 250 billion

3. Human trafficking US$ 31.6 billion

4. Oil US$ 10.8 billion

5. Wildlife US$ 7.8 to US$ 10 billion

6. Timber US$ 7 billion

7. Fish US$ 4.2 to US$ 9.5 billion


http://www.iucn.org/es/

http://www.iucn.org/knowledge/news/focus/natural_born_heroes/?7206#comments

Las agentes forestales en el programa “Igual-es-Ellas…se mueven”


    En el programa “Igual-es-Ellas…se mueven”. Por tierra, mar y aire” se entrevista a una de las pocas agentes forestales de la comunidad de Madrid.


http://www.agentesforestales.org/noticias/videos/545-las-agentes-forestales-programa-iguales-ellas-se-mueven.html

    http://www.rtve.es/alacarta/videos/igual-es/igual-es-ellas-se-mueven-por-tierra-mar-y-aire/1069357/








La Junta deberá pagar 170.000 euros a 14 agentes medioambientales


    La Junta de Castilla y León tendrá que abonar unos 12.000 euros a cada uno de los 14 agentes medioambientales de Palencia, tras la sentencia del Juzgado de lo Contencioso-Administrativo que obliga al pago del mismo complemento específico desde el 2005 a estos agentes que a los forestales.


De esta manera, la Junta deberá pagar en su conjunto cerca de 170.000 euros a los agentes medioambientales para dar así cumplimientos a la sentencia, según han indicado fuentes del sindicato CSIF, sindicato que acudió a los tribunales.

El sindicato presentó en 2009 una reclamación en nombre de estos catorce agentes medioambientales al considerar que pertenecen a una categoría superior a los forestales, aunque percibían un complemento salarial inferior.

El Contencioso-Administrativo de Palencia les ha dado ahora la razón, por lo que la Junta deberá abonar el pago correspondiente con cuatro años de retroactividad, puesto que la reclamación se remonta al 2005.

Además, la administración regional deberá hacer frente a una mayor tasa puesto que CSIF solicitará además los complementos correspondiente a los años 2009 y 2010.

La sentencia, según señala la organización sindical, es firme al no caber contra ella recurso de apelación.

Desde el sindicato indican que esta reclamación se había presentado en otras provincias como Segovia o Salamanca, pero hasta ahora nunca un Juzgado les había dado la razón y había considerado que las tareas que desarrollan los medioambientales y los forestales son equivalente y por tanto deben percibir el mismo complemento específico.

Las sentencias de lo Contencioso, tal y como han explicado desde el sindicato, no pueden ser alegadas en otros procesos judiciales, aunque sí puede dar la oportunidad a todos los agentes medioambientales que se encuentren en la misma situación a animarse a presentar idéntica reclamación.

En el conjunto de Castilla y León realizan su labor casi un millar de agentes medioambientales.

Fonte: El Mundo

En menos de una semana reconocen segunda área de conservacíon privada


    El Ministerio del Ambiente, a través del Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SERNANP, reconoció una nueva área natural protegida de administración privada. Se llama Qosqoccahuarina y es la 31 ACP del país y la novena en la región Cusco.


Las 1827 hectáreas que alberga el ACP son de propiedad de la Comunidad Campesina de Rumira Sondormayo, ubicada en el distrito de Ollantaytambo, provincia de Urubamba, y tienen como objetivo conservar la biodiversidad de la zona, priorizando la protección de los nevados, los bosques nativos de Polylepis y los pastizales que se encuentran en la parte alta de la micro cuenca de Patacancha, siendo esta la única fuente de abastecimiento de agua para el consumo humano y agropecuario. En ese sentido, gracias a la declaración de Qosqoccahuarina como ACP, se incentivará el estudio y desarrollo de sistemas de manejo, almacenamiento y canalización de aguas, previendo los impactos futuros del calentamiento global.

Por otro lado, por un periodo de diez años, la ACP comenzará priorizando la conservación y uso racional de sus recursos naturales renovables; creará conciencia ambiental en los visitantes y pobladores locales; promoverá la investigación científica; y fomentará el desarrollo del turismo como una actividad sostenible para el beneficio económico de la comunidad.

La vida tras sus aguas

La ACP Qosqoccahuarina alberga una gran cantidad de especies de flora que a su vez brindan diferentes tipos de servicios ambientales. Entre ellas se destaca la queñua, debido a su importancia para la comunidad se priorizará el control de su tala y quema desarrollando programas de forestación y reforestación con plantas nativas de la zona.

Asimismo, los bosques que conserva el área son hábitat de numerosas aves silvestres endémicas, en peligro crítico o casi amenazadas. También es posible encontrar mamíferos como el gato andino, la taruca, el puma, el zorro andino, entre otros.

El ACP pretende conservar también las costumbres y tradiciones del poblador andino, que gracias a la zona en la que vive, es heredero de una rica agrobiodiversidad que le puede permitir mantener en una misma parcela más de 50 variedades de papa, numerosas variedades de maíz, más de 10 variedades de quinua, raíces frutales y otros tubérculos.

Fonte: Antonio Tovar Narváez

Foto: ECOAN

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Situación de incertidubre de los Agentes de Medio Ambiente en Andalucía


    La situación por la que atraviesa (y sobre todo en la que queda) el colectivo de Agentes de Medio Ambiente en la comunidad andaluza tras la aprobación de la Ley 1/2011de 17 de febrero de Reordenación del Sector Público de Andalucía, deja entrever aspectos que hacen temer a los agentes por su futuro.


Lo que en un principio era una función pública con personal funcionario, independiente y seleccionado mediante oposiciones para la custodia del medio ambiente, pasa a ser una Agencia Pública Empresarial, “Agencia del Medio Ambiente y Agua de Andalucía”, con personal laboral procedente entre otros del personal de la empresa EGMASA. La función de dicha agencia no es otra que la de gestionarlo todo, todo lo que se le pueda adscribir mediante decreto. Es una situación parecida a la que teníamos con EGMASA, pero que da más poder a la agencia en todos los sentidos, yendo claramente en contra del personal funcionario fagocitando sus puestos, funciones, medios y presupuestos.

Se crítica la nueva Ley, porque no se entiende que pasen a ser fijos de la Junta de Andalucía personal que no ha superado ningún tipo de pruebas con publicidad, igualdad y mérito, y que se reduzca la oferta pública de empleo mientras crece una administración paralela sin la debida selección.

Los Agentes de Medio Ambiente

Aún seguimos en la brecha los que amamos esta profesión, quedan muchas cosas por clarificar en tanto y en cuanto se aprueban los estatutos de las agencias. A día de hoy continuamos como podemos haciendo nuestras funciones, luchando por permanecer en la conservación de la naturaleza de forma independiente y profesional. No queremos perder funciones históricas ni la identidad de nuestro colectivo. Trabajamos con más ganas que medios, con más autoformación que formación impartida por la administración y con la esperanza en cuatro párrafos de esta ley que dicen “Las funciones que impliquen ejercicio de autoridad serán ejercidas por personal funcionario”, o en el plan de inspecciones publicado en el Boja para el año 2011.

Regulación de Sector público sí, pero no es lo que se ha hecho, se ha regulado una administración paralela con muchas incógnitas y se ha dejado a la verdadera administración en el olvido, con más restricciones, menos plazas, menos funciones y acusados de fascistas por defender los derechos de una función pública libre. Los Agentes de Medio Ambiente seguimos en el abandono más absoluto. Pasan los lustros sin que nadie se preocupe por regular este colectivo con un potencial tan grande, todo es provisional, todo son rumores, todo son recortes, “a ver si este año…”, y mientras tanto “¡Andalucía imparable!.”

El futuro

Lo cierto es que para la administración somos muy incómodos al no estar sujetos a los dictámenes del partido y contar con algo tan peligroso como la independencia de unos profesionales que pueden actuar y llevar ante la justicia casos embarazosos para el partido en el gobierno.

Ante todo esto me pregunto, ¿cómo hemos llegado a esto?, ¿quiénes son los responsables?, ¿reaccionaremos ante esta forma de hacer las cosas? El futuro está por escribirse.

Fernando Ríos Gálvez

Agente de Medio Ambiente

Registration for EUROPARC 2011 now open!


    The registration for the EUROPARC annual conference this year opened on May 2nd. The conference is entitled ‘Quality Counts – Benefits for Nature and People’ and it will take place from 21st – 25th September in the Swabian Alb Biosphere Reserve in Southern Germany.


The preparations for this year’s conference are currently into the last phase and our conference organisers are becoming increasingly busy arranging the registration and putting the finishing touches to the programm. As well as the registration form you can now see the detailed programme on the conference website www.europarc.org including excursion and workshop discriptions.

A plethora of great key note speakers and presenters have already confirmed their attendance. Prof Klaus Töpfer, Prof Beate Jessel, Prof Miranda Schreurs, representatives from the EU, Prof Fritz Brickwedde, Olaf Tschimpke, Eberhard Brandes and other national and international representatives. In addition, experienced moderator Klaus Liedtke (former chief editor of the National Geographic) will be moderating the event.

As well as these great key note speakers the conference offers participants the opportunity to take part in workshops covering an array of themes around the topic of the conference ‘Quality Counts’, excursions that will show you the best parts of the biosphere reserve, evening events, the EUROPARC General Assembly including the council elections, and exhibitions. Whilst enjoying these possibilities you will also have time to make new contacts or even refresh old ones with colleagues working in the field of protected area management from all over Europe.

We also hope that you will join us for the celebrations of the 20th anniversary of EUROPARC Germany on the third evening. Here we present you with a buffet, which will boast products from across Germany, supplied by the German National Natural Landscapes.

We hope to see you all soon in Bad Urrach. Please visit the conference website for more information and to register for the event. Questions regarding the organisation of the conference should be directed to info@europarc2011.com.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Primeiro atlas dos morcegos de Portugal vai mapear colónias de 25 espécies


   Setenta voluntários aceitaram o desafio e vão mapear a distribuição das 25 espécies de morcegos do país, procurando estes animais em grutas, árvores ou mesmo dentro de caixas de estores ou em sótãos. Dentro de dois anos e meio, ficará pronto o primeiro Atlas dos morcegos de Portugal continental.


“Temos informação muito detalhada e completa das espécies cavernícolas, mas não de muitas outras, como as arborícolas e as ubíquas (as que vivem dentro de caixas de estores ou em sótãos)”, explicou hoje Ana Rainho, bióloga do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

A construção do Atlas dos Morcegos de Portugal pretende “criar um mapa da distribuição de cada espécie”, disse ao PÚBLICO. Os responsáveis querem estudar todas as colónias cavernícolas (não só as mais ameaçadas, como acontece de momento) e recolher dados sobre as espécies que não têm informação suficiente para serem classificadas.

Os 70 voluntários já receberam formação sobre como identificar morcegos pela sua morfologia e acústica. Agora, preparam-se para começar a trabalhar. “Serão dois anos de trabalho de campo. Em 2013 deveremos estar a editar o documento final” que funcionará como “uma fotografia das populações de morcegos num dado período, que possa vir a ser comparado com outros no futuro”, explicou a investigadora e coordenadora do projecto.

A iniciativa ambiciona ainda reunir as pessoas que já trabalham com morcegos, especialmente nas empresas de estudos de impactos ambientais, mas também aquelas que apenas gostam destes animais.

Ana Rainho identifica uma mudança de atitude das populações em relação aos morcegos. “Quando comecei a trabalhar havia muitas situações negativas, de colónias arrasadas, morcegos queimados com maçaricos e pneus a arder nas grutas para eles saírem”, lembra. “Agora recebo mais histórias positivas, de pessoas a ligar para dizer que encontraram um morcego caído nas escadas, que o puseram numa caixinha e lhe deram água”.

A investigadora salientou que os morcegos são “úteis para o homem, especialmente no controlo de pragas”. Normalmente, “um indivíduo come mais de metade do seu peso em insectos numa noite, o que se considerarmos uma colónia com milhares de indivíduos dá milhões de insectos”.

Actualmente existem em Portugal continental 25 espécies de morcegos, três das quais em perigo de extinção (Morcego-de-ferradura-mediterrânico, o Morcego-de-ferradura-mourisco e o Morcego-rato-pequeno). A maior colónia identificada no país, em São Mamede, é de morcego-peluche e terá vinte mil indivíduos.

A construção do atlas acontece durante o Ano do Morcego 2011-2012, lançado oficialmente a 2 de Março numa gruta do Alviela. A iniciativa – do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e do Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus – deverá mostrar “como são fantásticos” os morcegos, principalmente, às “pessoas que nunca os viram ou se viram que pensam que são todos iguais”, disse, então, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

A comunidade científica mundial conhece actualmente 1200 espécies de morcegos – que totalizam cerca de um quinto de todos os mamíferos -, metade das quais está ameaçada de extinção.

Fonte: Helena Geraldes/Público

Foto: Enric Vives-Rubio/arquivo

Land Rover apresenta projeto da Biosphere Expeditions no Brasil

  
Pelo quarto ano consecutivo, a Land Rover Brasil apoia o programa internacional de conservação ambiental da ONG Biosphere Expeditions, que, no País, pesquisa a ocorrência da onça-pintada e outros felinos. Em parceria com o Projeto Puma, a expedição adentra a floresta na região de Guaratuba, na Serra do Mar paranaense, para medir a integridade ambiental desse ecossistema por meio da ocorrência de espécies indicadoras como são as onças e as jaguatiricas, cujo habitat exige a mínima interferência humana.


“É uma parceria sólida esta que a Land Rover mantém globalmente com a Biosphere Expeditions. A iniciativa permite que qualquer interessado no assunto participe das atividades como voluntário nas pesquisas em campo”, informa Flávio Padovan, diretor-presidente da Jaguar Land Rover Brasil. Segundo o executivo, os veículos cedidos pela Land Rover para o grupo durante o tempo de pesquisa no local possibilita chegar a áreas remotas e de muito difícil acesso, que de outra maneira poderia impedir a ação.

O Projeto Puma existe no Brasil há mais de quatro anos em parceria com a Biosphere Expeditions, que atuam no chamado Corredor do Tigre ─ uma referência à necessidade de um corredor ecológico protegido, e ao nome empregado pelos primeiros colonizadores para a onça-pintada. Entretanto, outros animais como pacas, antas, gambás, tatus, cervos e várias espécies de aves também são estudados. Neste ano, as pesquisas acontecerão de 15 a 27 de Maio.

Marcelo Mazzolli é o cientista da expedição no Brasil. Ele é professor doutor em Ecologia e supervisor de pesquisas da Biosphere Expeditions em outras parte do mundo. Mazzolli é também diretor do Projeto Puma e coordenador do curso de Pós-Graduação de Desenvolvimento Sustentável e Manejo Ambiental da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), em Lages, SC, além de ser membro do Grupo de Especialistas em Felinos da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

“No último ano, foi possível registrar vários animais, entre eles a jaguatirica e o puma. O último registro de onça-pintada que obtivemos foi em 2008, um indício de raridade. Esse tipo de registro científico nos permite avaliar a área de ocorrência dos felinos na região da Serra do Mar paranaense e das presas das quais dependem”, explica Mazzolli. O pesquisador avisa, entretanto, que apesar de os registros da onça-pintada serem esporádicos não significa que o habitat estudado não seja importante para sua conservação. “A Serra do Mar é o maior refúgio dessa espécie na Mata Atlântica, e mesmo assim poucos indivíduos ainda persistem. Nós trazemos essas informações em primeira mão, para que sejam tomadas medidas imediatas para reverter esta situação de declínio populacional”, relata.

Ainda assim, comparada com outras áreas próximas ao local de estudo, são encontradas várias espécies raras que atestam tratar-se de um dos melhores remanescentes da Serra do Mar no Paraná. De acordo com os cientistas esse é um dos poucos locais onde as antas são registradas facilmente, além de grupos de porcos-do-mato e da jacutinga, ave endêmica da Mata Atlântica que, como as outras espécies citadas, desapareceu de grandes extensões de sua distribuição original e encontra-se atualmente isolada em poucas áreas da floresta.

O projeto comunica seus resultados ao órgão ambiental estadual (Instituto Ambiental do Paraná, IAP) e federal (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBIO), além de registrá-los em publicações científicas e congressos internacionais, auxiliando a subsidiar planos concretos de conservação. “Pudemos localizar pela primeira vez, por exemplo, conexões entre cadeias de montanhas próximas e o Parque Nacional Saint Hilaire/Lange, que merecem especial atenção de proteção para manter a continuidade do habitat da onça-pintada e de outras espécies que exigem grandes áreas para sobreviver. Sem estas conexões, a onça-pintada desaparece imediatamente”, relata o professor Mazzolli.

Para a Land Rover trata-se de uma vitória o fato de o grupo ter localizado pontos críticos para conservação de espécies tão raras, e trabalharem intensamente para protegê-las. “Ficamos muito satisfeitos com um retorno positivo como esse e com certeza nos anima a permanecer com a parceria”, conta Padovan.

O grupo de cientistas da Biosphere Expeditions, em parceria com a Land Rover, avança também com atividades anuais em lugares como Omã, Austrália, Açores, Namíbia, Honduras, entre outros.

Notas aos editores:

• O programa de parcerias da Land Rover faz parte de ações integradas sobre sustentabilidade e ações humanitárias que chamamos de Nosso Planeta. Para mais informações, por favor, acesse: www.landrover.com/ourplanet

• A Land Rover é uma empresa comprometida em se pronunciar sobre as questões que envolvem as mudanças climáticas. Desde Setembro de 2006, o CO2 gerado por todas as etapas que envolvem a produção de seus veículos, bem como as emissões dos automóveis da marca comercializados no Reino Unido é compensado por meio de uma parceria com a Climate Care, instituição referência em programas de compensação de carbono.

• A iniciativa global entre a Land Rover e a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho apoia dois programas extensivos da Cruz Vermelha na China e em Serra Leoa e proporciona ajuda adicional para programas da entidade em países como Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Holanda, África do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e nos Estados Unidos. No Brasil, após as recentes enchentes e deslizamentos que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro, a Land Rover mobilizou seus funcionários, fornecedores, concessionários e clientes a ajudarem os trabalhos da Cruz Vermelha Brasileira, com a criação de pontos de arrecadação de roupas e alimentos e com o transporte e distribuição dos donativos até as comunidades mais remotas e afetadas pela tragédia. O vídeo do link a seguir mostra alguns momentos desta ação: http://www.youtube.com/landrover#p/a/f/0/XdHaZ4We3Zw



Fonte: Fernando Moraes

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como se guardam 74 mil hectares de área protegida em Montesinho

   
Cerca de 20 por cento da superfície do país são áreas protegidas. Mas, sem ser no papel, quem as protege de verdade? Alexandre e António, vigilantes da natureza, entre pastores e veados, contam como se cuida dos 74 mil hectares do Parque Natural de Montesinho. Em mais um dia no “escritório”.


A carrinha branca dos vigilantes do Parque Natural de Montesinho entra aos solavancos na aldeia de Vilarinho, praticamente deserta na manhã de Inverno. António Vilela vai ao volante. Alexandre Ferreira segue ao lado e consulta a folha das missões que têm para o dia. Vivem nesta região transmontana há mais de 40 anos; são vigilantes da natureza há 23.

O pastor Jaime Maçaira, de 62 anos, surge de uma esquina na rua principal e António Vilela pára a carrinha. É mesmo com ele que os dois vigilantes querem falar no primeiro dia de uma nova missão no parque: procurar vestígios de lince-ibérico, o felino mais ameaçado do planeta.

“Ainda bem que o encontrámos”, cumprimenta Alexandre, fardado de verde, com um aperto de mão. “ Hoje viemos com uma missão específica. Disseram-nos que andavam para aqui uns animais que poderiam ser linces, do tipo gato grande. Viu alguma coisa?”, perguntou António, com os olhos franzidos por causa da luz do Sol. “Não sendo uns esquilozitos... não, não tenho visto. Ando por aí todos os dias mas nada me chamou a atenção.” Na mão esquerda segura uns óculos de ver ao perto e uma agenda de contactos castanha. A mulher espreita à varanda do primeiro andar da casa do pastor, entre a roupa estendida na corda a secar, para ver o que se passa. Vivem em Vilarinho, aldeia com 400 habitantes, dentro do parque natural que, segundo o último Censo à população, tinha 7600 habitantes; em 1960 chegou a ter mais de 20 mil. “Hoje há poucos rebanhos. É um emprego que não é para todos, preferem ir trabalhar para a cidade. Eu fiquei por cá”, explica.

António e Alexandre, dois dos seis vigilantes da natureza de Montesinho, também quiseram ficar. António, 45 anos, cresceu na aldeia de Mofreita, a poucos quilómetros de Vilarinho, e hoje vive em Bragança. Alexandre, 47 anos, nasceu e ainda vive na aldeia de Gimonde. Ambas as povoações estão dentro dos mais de 74 mil hectares do Parque Natural, nos concelhos de Bragança e Vinhais.

“Não se pode controlar tudo numa área tão grande”, admite António Vilela. “Mas ainda não sentimos a falta de vigilantes como em outras áreas protegidas.” Ali não muito longe, o Parque Natural do Douro Internacional está há mais de um ano sem vigilantes, à espera de um concurso nacional para a abertura de cinco vagas. Existem no país cerca de 120 vigilantes.

”Não saímos para o terreno para gastar gasóleo”

As coisas têm mudado nos últimos tempos, com uma gestão de recursos mais rigorosa. “As nossas saídas estão marcadas em escalas mensais, associadas a missões, com objectivos e resultados esperados. E cada vigilante apresenta um relatório semanal”, explica Alexandre. “Acho que assim faz mais sentido. Não é só irmos para o terreno gastar gasóleo.”

Em Montesinho, os seis vigilantes distribuem-se em missões de vigilância e sensibilização, fiscalização, apoio técnico a projectos do parque e vistoria de prejuízos de lobo. Os vigilantes percorrem as estradas e trilhos da área protegida para vigiar o corte de carvalhos, incêndios florestais e construções mas também para fiscalizar a pesca, a caça e a prática de desportos da natureza e raides todo-o-terreno. São também os vigilantes quem entrega os cães de gado transmontano aos pastores – no âmbito de um projecto para evitar ataques de lobo aos rebanhos -, que monitorizam alcateias de lobo-ibérico e participam nos censos do veado e gato-bravo, que removem laços e armadilhas nas serras e encaminham aves feridas para o Hospital de Veterinária de Vila Real. “Temos de preservar o que há de bom no parque”, disse Alexandre.

Durante este ano, o Parque Natural tem uma missão especial: cartografar e identificar locais com indícios do lince-ibérico, depois de terem chegado relatos à sede da área protegida, em Bragança. “Temos a suspeita da ocorrência de lince em Montesinho. Várias pessoas, em sítios diferentes, descreveram o animal tal e qual. Mas de concreto não temos nada”, explica António, já de novo ao volante da carrinha que avança devagar pelas ruas de Vilarinho. “Vamos falar com as populações e fazer trajectos à procura de indícios em zonas com nenhuma intervenção humana e perto dos locais onde as pessoas dizem ter visto lince.”

Depois de Vilarinho, os vigilantes seguem para os trilhos de terra batida das serras de Montesinho e Coroa, com poças de água, buracos e restos de neve.

Uma vez no coração da serra, os vigilantes param para procurar vestígios de lince. Em vez disso encontram pegadas de veado, corço, javali e gineta e excrementos de lobo. De cócoras a avaliar estas marcas, o telemóvel de Alexandre toca. É um telefonema da sede a dar conta da denúncia de um possível ataque de lobo. Segundo explica o vigilante, o pastor tem 48 horas para comunicar o ataque ao parque e este tem cinco dias para fazer a vistoria. “No local fazemos o reconhecimento do terreno e dos vestígios na área em volta dos sinais do ataque. Observamos o animal que foi morto e os sinais do ataque ou como a pessoa pensa que foi; 80 por cento não sabe. Depois o relatório é analisado por um técnico do parque e é dada a decisão ao proprietário”. Se ficar provado que o ataque foi mesmo de lobo, o parque paga pelas ovelhas mortas.

No entanto, não é o lobo que causa mais prejuízos, mas sim o veado e o javali, contam os vigilantes, já na carrinha a serpentear as estradas estreitas da serra. “ As pessoas estão pelos cabelos” porque os veados destroem castanheiros e os campos cultivados com centeio, diz António que, em 23 anos de vigilante, só viu lobos três vezes. Do lado direito da estrada, um campo tem uma vedação com calças de ganga e camisas penduradas, estratégia para afugentar os animais. “A quem o solicitar, o parque fornece redes eléctricas para os veados não passarem”, conta Alexandre. Este vigilante sabe do que fala. “Também tenho algumas terras com castanheiros e tive de as vedar por causa dos veados. Os problemas das pessoas são os nossos.” Talvez por isso, os vigilantes tenham “mais sensibilidade para certos assuntos e costumes”, opina António.

Um vigilante da natureza não pode ter medo

À medida que o dia avança, as estradas passam de aldeia em aldeia, por entre castanheiros, carvalhos e amieiros. António e Alexandre acenam a todos por quantos passam. E todos lhe devolvem a saudação. Além de conhecerem o território melhor que ninguém – asseguram que nunca se perderam em Montesinho – conhecem “quase toda a gente”. “Aqui moram os meus pais”, informa António ao passar por uma povoação. “Esta é a aldeia da minha mulher”, diz Alexandre, uns quilómetros adiante.

“As pessoas têm que viver aqui. Por isso, a nossa prioridade é a sensibilização, tentar esclarecer as coisas que se podem ou não fazer. Por vezes há boatos de que o parque não deixa fazer isto e aquilo, ou que andamos a soltar veados. Primeiro clarificamos. Mas quando há reincidentes, temos de passar um auto de notícia”, explica Alexandre. Ambos consideram que se relacionam bem com as populações do parque. “Quando muito, as pessoas ficam chateadas com as leis, não connosco. Sabem que estamos a fazer o nosso trabalho”.

Mas as caras sérias são uma coisa; as ameaças de morte, outra bem diferente. Ambos recordam o que sentiram quando foram ameaçados por um grupo de homens que estava a abrir um caminho onde não podiam. “Ameaçaram-nos que nos iam deitar pela ravina, para o rio. É preciso saber lidar com as pessoas e acalmá-las. E não ter medo de algumas situações. É isso que faz um bom vigilante.”

Já António José Preto gosta das visitas dos vigilantes. Mora em Rio de Onor, considerada a última aldeia comunitária do país e é o presidente da Junta de Freguesia da aldeia onde moram 55 pessoas encostada à fronteira com Espanha. “Aqui o Parque de Montesinho foi sempre bem visto. Mas antigamente os vigilantes passavam cá mais vezes. Hoje já não têm a mesma actividade”, lamenta António José Preto, à porta do pequeno café da Associação Cultural e Recreativa de Rio de Onor, aberto para tentar reunir algum dinheiro para as festas da aldeia. “Dantes, o parque ajudava a recuperar as casas. Hoje já não pode”. E encolhe os ombros. Os tempos não estão fáceis. “A agricultura já não compensa, as pessoas que aqui vivem estão velhas e não têm dinheiro para manter a aldeia como gostaríamos.”

Atrás do balcão do café, o cunhado, Mariano Preto, enche um copinho de vinho tinto que empurra para as mãos de um cliente. “Há dois meses ficámos sem o rebanho comunitário”, conta. “Estamos muito velhos para isso. Agora há três rebanhos com algumas ovelhas. A única coisa comunitária que se vai mantendo são as hortas. Ainda combinamos todos para semear no mesmo dia.”

O vigilante António ouve as queixas. “Gostávamos de ajudar as pessoas das aldeias. Já houve tempos em que nos pediram para irmos a Bragança pagar-lhes as contas da luz e da água. E nós fomos. Agora já não.”

Ainda assim, os vigilantes continuam a ajudar, a pôr as coisas no lugar. António recolhe uma garrafa de cerveja e uma lata de sumo de ananás, vazias, atiradas para a berma da estrada. Uns quilómetros mais à frente, os dois enchem a parte de trás da carrinha com pneus velhos atirados para uma valeta.

Pelo caminho, escolhem locais elevados para observar, de binóculos. “Aquele entulho já estava ali? Temos de anotar para depois virmos cá limpar aquilo”.

“Este é um trabalho compensador”, comenta Alexandre quando a carrinha é estacionada em frente à sede do parque natural, em Bragança, no final de um dia de trabalho. Foram percorridos 142 quilómetros. Só “gostávamos de ser reconhecidos por aquilo que sabemos fazer”.

Helena Geraldes, Público

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=634391151666875000&z=3

Chifres de rinoceronte do século XVIII roubados da Universidade de Coimbra

   
   Dois chifres de rinoceronte do século XVIII foram roubados esta semana do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Por trás do furto estará um gangue internacional que actua no mercado negro, onde estes chifres chegam aos 80 mil euros.


O assalto aconteceu na secção de zoologia cerca das 17h00, numa altura em que a galeria de exposição estava fechada, segundo uma nota daquele museu.

“Estamos em crer que se trate de um gangue internacional que tem estado a fazer roubos em vários museus”, contou Paulo Gama Mota, director do Museu de Ciência, esta tarde ao PÚBLICO. Os roubos de chifres de rinoceronte em museus começaram a acontecer nos últimos anos na África do Sul, tendo os mais recentes ocorrido este ano, num antiquário no Essex, Reino Unido (Fevereiro) e no Museu de História Natural de Rouen (Março), França.

“Estes furtos para o mercado negro têm uma oportunidade de venda na Ásia”. Estes chifres podem atingir os 80 mil euros no mercado negro, sendo adquiridos para serem transformados em afrodisíacos. Mas, lembra o Museu de Coimbra, “estes chifres estão carregados de produtos tóxicos para a sua conservação, sendo venenosos para consumo”.

O roubo já está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Os rinocerontes africanos estão à beira da extinção.


Helena Geraldes, Público

terça-feira, 26 de abril de 2011

Litoral Alentejano: Parceria público-privada cria rota de 300 quilómetros pedestres


    Uma nova rota com cerca de 300 quilómetros de percursos pedestres ao longo da costa alentejana e vicentina está a ser promovida numa parceria público-privada, com o objectivo de potenciar o turismo independente da sazonalidade.


A "Rota Vicentina" percorre 300 quilómetros entre Santiago do Cacém e Vila do Bispo, criando dois percursos, um "histórico", que passa por várias localidades, e outro que aproveita trilhos pedonais de pescadores, atravessando todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina.

A ideia de criar a "Rota Vicentina", surgiu, segundo recordou a coordenadora do projecto, Marta Cabral, da "necessidade dos empresários terem uma base de turismo de natureza para oferecer aos seus clientes fora da época alta".

"Isto é uma zona ainda muito sazonal e esta é uma estrutura pública que se torna essencial para cativar outro tipo de turismo", acrescentou, explicando que já havia "grupos estrangeiros a fazer caminhadas", contudo, não podiam "fazê-lo de forma autónoma, porque os percursos não estão marcados".

Uma vez que a intenção é aproveitar caminhos de terra já existentes, o projecto, que "arrancou formalmente em Março", visa sobretudo "definir trilhos" e "assinalar percursos", bem como "fazer um levantamento das intervenções físicas que possam vir a ser necessárias, como algumas pequenas pontes ou cordas".

O investimento de 540 mil euros, comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), destina-se sobretudo à sensibilização das comunidades locais, bem como a uma campanha internacional, já que o projecto quer incentivar a visita de turistas estrangeiros.

"Aquilo que estamos a oferecer às pessoas é uma possibilidade de usufruir do território ao ritmo da caminhada, poder ir parando num café, conversando com as pessoas com quem se cruzam, poder dormir num local numa noite e noutro noutra e interagir com as pessoas que aqui vivem", explicou.

A parceria, que engloba, entre outras entidades, a Associação de Turismo do Baixo Alentejo Casas Brancas, a Associação Almargem, os municípios, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, quer envolver ainda mais organismos locais.



Fonte: CorreioAlentejo

ZWF ALERT - Kosi Bay over-fishing resources alarm!!


    The Kosi Bay Estuary depicting the numerous fish kraals (Photo- Paul Dutton)
ZWF-NETWORK COMMENT :: This is yet another example of the excessive onslaught on the natural resources of Zululand by mainly eco-ignorant Tribal Communities – this time the fragile Kosi Bay Estuary is under severe pressure from what has developed from traditional subsistence fish kraal capture into an illegal commercial fishery, even with the support and blessing of the KZN MEC who last year applauded the awarding of a SA Government Woman of the Year Prize to someone who is technically a poacher !! Refer both stories story below --




Fish kraals win prize for mother

Witness 31 Aug 2010 -- Thobani Ngqulunga



THE Agriculture, Forestry and Fisheries Department held a national Female Entrepreneur of the Year Competition at Jeffrey’s Bay in the Eastern Cape, and KwaZulu-Natal scooped the award of the best Subsistence Producer in the Fisheries category. The national event was preceded by provincial competitions and saw women from all nine provinces battling it out for the first prize in all categories.

Female entrepreneur Dolie Patricia Mthembu was honoured as the best Subsistence Producer in the Fisheries category. She walked away with a certificate, an award and R120 000 prize money on top of the R50 000 that she received during the provincial leg of the competition. Mthembu (41) is a single mother of five from KwaNgwanase on the border of South Africa and Mozambique. She makes a living selling the fish she catches to hawkers, retailers and the local community. According to a statement, she practices a rare but environmentally friendly fishing method that uses kraal traps built on the beach ( TC NB - this is incorrect - the kraals are in the Estuary), locally known as izimvambi, to capture fish.

An elated Mthembu plans to use her prize money to develop her business, building more fish traps and paying for her children’s education. The Department of Agriculture, Environmental Affairs and Rural Development congratulated Mthembu on her win. The department’s MEC Lydia Johnson said the department will work very closely with Mthembu and assist her in her future endeavours.

ZWF Comment on above article -- . An investigation by the ZWF revealed that the lady in question is not even a "trapper" as stated, as they are mainly all men, but simply someone who buys fish from trappers and resells them at a profit.



The traps can in no way be described as "environmentally friendly" as they are now using nylon ropes & netting and gum poles to increase efficiency, and their catches appear to be well above sustainable limits. The fishing method is not legal as the kraal fishermen have steadfastly refused to "accept" the Marine Living Resources Act and the authorities cannot manage them as they are completely illegal.



The kraals are all inside Kosi Mouth as it would, fortunately, be impossible for them to be built in the open ocean.



Fishing in the Kosi Bay lakes system at present seems completely oversubscribed with serious concern about falling stocks and overfishing. Illegal netting is also a very serious concern as well as the export of fish by vehicle from the region to attain better prices in places as far afield as Durban.



Conservationists are stunned that people like her suddenly get massive prizes for basically breaking the law! This is of course all part of the ANC Government’s “people-before-environment” (instead of with) misguided ideology which threatens all Zululand’s wildlife reserves, battling for survival of being plundered by an unsustainable population growth – the Ndumo Game Reserve illegally removed Mbangweni fence (still missing after three years) & increased rhino & general & dog poaching, give testament to this massive challenge.



The number of fish traps have increased dramatically from historical subsistence fishing levels to today’s illegal commercial fishery. An added problem is that they are now using nylon rope and netting but cannot be prosecuted because the traps are illegal.



It is the same situation as with fishing where the size and bag limits only apply to people with licenses. The law states that no one with a fishing license may keep above the bag limit or under the size limit so if you have no license they can only be prosecuted for fishing without a license. Last November the authorities finally convicted a woman netter who was caught with 1 600 metres of nets and over 200 fish BUT all that she could be charged for was fishing without a license.



On the other hand if tourist anglers, with a recreational license exceeded the bag limit by ten fish, they would be liable for a heavy fine !!.



No wonder there are alarm bells ringing but most likely on deaf inept Politicians ears !!



Tim Condon



Kosi fishing resources alarm

Zululand Observer STORY: 09/04/11 by Megan Erasmus

The number of fish being removed from the Kosi Bay lakes is beginning to reach dangerous levels and conservationists fear little is being done to prevent this. One recent visitor to Kosi wrote a disturbing letter, detailing how he and his friends witnessed the plunder of this most beautiful natural resource. ‘We were anchored within 10 metres of a kraal on a lake, and noticed that the kraal was constructed of materials such as bamboo and polyester twine, instead of the traditional sticks, poles, brush and plaited bark ropes.’ From this kraal, the party allege to have witnessed the removal of over 70 large fish, most of which were classified as Red Status by the South African Sustainable Seafood Initiative (SASSI). These fish were then taken back to shore, where the catchers reportedly sold them to waiting buyers.

Oceanographic Research Institution (ORI) senior scientist and spokesperson, Bruce Mann, confirms that both ORI and Ezemvelo KZN Wildlife have for many years tried to monitor the recreational fishing industry in the bay through the use of the catch card system. ‘However, it has become clear over the past few years that the stocks of some fish species have substantially declined, and the recreational fishing industry is not at fault. ‘There has been a rapid increase in the number of fish kraals, as well as the increased effectiveness given that more modern materials are being used. ‘This is actively depleting the supply of fish in the lakes. ‘Furthermore, the situation seems to have changed from that of being a subsistence or artisanal effort to a commercial effort.’



Open access

Andrew Zaloumis, CEO of the iSimangaliso Wetland Park Authority, commented that both iSimangaliso and Ezemvelo are continually working towards the reduction of unauthorised fishing, but because Kosi Bay is an open access system, it is difficult to manage. ‘We are partnered in our work against such illegal and unauthorised activities, and the changes to the materials being used in the construction of these kraals is of concern and is being investigated. ‘Neither Ezemvelo nor the iSimangaliso Authority are soft on transgressors and both organisations will take whatever legal steps are necessary’, says Zaloumis, ‘but there will always be those who push the boundaries of what is acceptable.’

Fish kraals have been used in Kosi for over 700 years by traditional communities, and these catches have been permitted to be sold, but this is all within reasonable limits. ‘What was witnessed here however, is clearly beyond such limits’, says Zaloumis. Both iSimangaliso and Ezemvelo appeal to the public to report incidents such as these to the Ezemvelo Conservation Manager based at Kosi on 079 9156699 as soon as they are witnessed so that suitable action can be taken. Ends

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

OCDE dá nota positiva à política ambiental portuguesa da última década

Hoje temos água de melhor qualidade, menos emissões poluentes e deixámos de ter lixeiras. A OCDE deu hoje nota positiva à política ambiental da última década mas avisou que não é suficiente. A solução, num cenário de crise económica, é “fazer mais com menos”.


“A mensagem é globalmente positiva”, comentou esta manhã em Lisboa Simon Upton, director de Ambiente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), na apresentação do seu 3º relatório sobre o estado do Ambiente em Portugal, depois das análises de 1993 e 2001.



Entre o que de melhor o país fez na última década, disse o responsável, está a melhoria da qualidade da água, a redução das emissões poluentes e o investimento nas energias renováveis.



O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, salientou a reforma de vários organismos – como a criação das Administrações Regionais Hidrográficas e reorganização do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade -, a reforma legislativa em várias áreas e os progressos na gestão dos recursos hídricos e dos resíduos, especialmente os industriais perigosos.



Ainda assim, há “desafios que ainda não foram resolvidos”. Segundo Simon Upton, a produção de lixo não parou de aumentar e o país continua a perder biodiversidade. O planeamento para a zona costeira, “um dos maiores bens naturais do país”, tem fraca implementação e vê-se confrontado com uma pesada pressão urbana.



Além disso, a organização lembra que o país ainda não atingiu a meta de 90 por cento da população servida por estações de tratamento de águas residuais. Em 2008, essa percentagem era ainda de 78 por cento.



Por isso, a OCDE apresentou 28 recomendações, entre as quais a promoção de turismo sustentável, a adopção de instrumentos económicos na linha do princípio poluidor-pagador e maior eficiência energética. Na verdade, Simon Upton considera que é neste campo que Portugal tem mais “espaço de manobra” para fazer melhor.



”Fazer mais com menos”



Perante um contexto de crise económica, os desafios a curto prazo terão de ser solucionados com a política “fazer mais com menos”. Para tal, a OCDE defende uma reforma do sistema tributário a fim de aproveitar e “reciclar” os fundos conseguidos através de taxas em determinados sectores, como na água ou resíduos. Em cima da mesa poderão vir a estar, segundo Humberto Rosa, taxas sobre a construção costeira ou mais-valias nos projectos de conversão de solos urbanos em rurais.



Na apresentação do relatório, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, afirmou que “há muito trabalho de articulação entre as Finanças e o Ambiente, que tem funcionado bem e veio para ficar”. O responsável defendeu que se deve “continuar o trabalho” desenvolvido nos últimos anos através de novas bases tributáveis, nas áreas da energia, do sector automóvel e da biodiversidade, por exemplo.



A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse estar satisfeita com a avaliação da OCDE, que considerou “muito positiva”. A responsável defendeu que “Portugal venceu desafios e teve a capacidade de captar fundos comunitários”. Daqui para a frente quer mais “crescimento verde”, maior investimento na mobilidade e maior eficiência energética e a aplicação de taxas “para orientar usos” de recursos.



Por seu lado, Susana Fonseca, responsável da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, considerou que esta avaliação da OCDE é um “trabalho importante e interessante”, ainda que tenha algumas críticas a apontar. “Penso que no relatório não está bem reflectido o potencial da biodiversidade enquanto ferramenta para o futuro. Num documento com esta dimensão, é relativamente reduzido o espaço dedicado a esta temática”.

Fonte: Helena Geraldes/Público

Agentes Medioambientales denuncian en Toledo el incumplimiento de acuerdos


    120 Agentes de Castilla y La Mancha, convocados por el sindicato Comisiones Obreras, se manifestaron en Toledo contra el incumplimiento de diversos acuerdos existentes con la Consejería de Agricultura y Medio Ambiente. Los manifestantes han pedido que no se destruya empleo público y se mejoren las condiciones de trabajo, como la implantación de la Segunda Actividad.


    El coordinador regional de agentes de la FSC-CCOO, Ángel Cortijo, ha denunciado que se han perdido sólo este año, 35 plazas de Agentes Medioambientales. La segunda actividad, que permita retirar a los funcionarios de mayor edad o con condiciones físicas desfavorables de la intervención en incendios u otras acciones arriesgadas, han sido otro de los motivos de la manifestación. No se trata, han insistido, de peticiones salariales. La semana próxima se esperan nuevas reuniones con el Consejero. Esta es la tercera manifestación en los últimos seis meses sin que se hayan obtenido resultados.

Fonte: Guardabosques

domingo, 10 de abril de 2011

“Oportunidade para ornitólogos no Amazonas Peruano” Divulguem!


    Dear all,




    We are looking for a skilled ornithologist to help with bird point count surveys at Los Amigos Research Station, on the Madre de Dios. The project will run for 2-3 months between July and October; dates to be confirmed. All fees will be covered and there may be a small salary depending on levels of experience. Some mist-netting could be involved as there will also be a mist-netting team present, but the main skill required will be the ability to identify birds of the Peruvian Amazon, particularly by voice.

A list of the birds of Los Amigos can be found through a link on this page: http://www.zoo.ox.ac.uk/egi/research/studysites.htm (just above the Los Amigos map).

Please send a cv to me if you are interested in helping out.

Saludos

Joe


Dr Joseph Tobias


Edward Grey Institute

Department of Zoology, Oxford University

South Parks Road

Oxford, OX1 3PS

United Kingdom

tel. +44 (0)1865 271244

Nasceu mais uma cria de lince em Silves e está bem de saúde


    Ainda não tem nome mas já se aguenta bem nas patas e tem um apetite voraz. Esta cria nasceu a 24 de Março e, de momento, é a única no centro de reprodução do lince-ibérico em Silves. Em Espanha há hoje 19 crias saudáveis, número que deixa antever um ano recorde nos esforços para salvar esta espécie da extinção.


Fruta vai fazer dois anos esta segunda-feira e já foi mãe. É a terceira fêmea que este ano deu à luz no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI). Biznaga e Fresa perderam as suas quatro crias. De momento, Azahar - o primeiro lince que chegou a Silves, a 26 de Outubro de 2009 - é a única com gravidez confirmada.

A cria de Fruta e Fresco, casal formado a 24 de Novembro do ano passado, tem “ritmos de aleitamento e actividades normais”, informou Sandra Moutinho, assessora de imprensa do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). “Já começou a desprender as orelhas, a perder a ‘borra’ (pelagem neonatal) e mostra crescente coordenação de movimentos, já se aguentando nos seus próprios pés”.

Apesar de ser uma fêmea primeiriça e juvenil, Fruta – que chegou a Silves há apenas cinco meses, vinda do centro espanhol de El Acebuche, Doñana - “tem um cuidado extremo com a amamentação”, contou ao PÚBLICO. “Fruta acorda a cria de hora em hora para mamar quando está na caixa-ninho, e nunca sai mais de 2h40 da parideira”, acrescentou. “A actividade da cria é maior quando a Fruta demora mais a voltar ao ninho, o que é demonstrativo da saúde da cria e do comportamento adequado da Fruta. Sempre que a Fruta sai da caixa-ninho, a cria adormece e fica tranquila, sinal de que mamou e está satisfeita”.

Por estes dias, em plena época de cria, todos os cinco centros da rede ibérica de reprodução em cativeiro estão ao rubro. Iñigo Sanchez, coordenador do programa espanhol Ex-situ, revelou ao PÚBLICO esta quarta-feira que existem 19 crias vivas nos centros espanhóis. E esperam-se mais partos, incluindo em Silves. “Este número é magnífico, dado que supera em muito o recorde do programa, registado em 2009 quando tivemos 17 crias”, contou o responsável.

A morte de quatro crias no Centro da Herdade das Santinhas, em Silves, “não faz deste um ano mau”, salientou Iñigo Sanchez. “É preciso lembrar que este centro abriu há apenas ano e meio e que recebeu animais jovens e sem experiência reprodutora. O facto de todas as [oito] parelhas do centro terem copulado nesta temporada é um grande êxito e indicam que os animais se sentem bem lá”, comentou.

Ainda assim, é cedo para celebrar. Para a nova cria em Silves, sem irmãos, a fase mais crítica vai até aos 30 dias de idade. Durante este período, o animal “tem de desenvolver imunidade e aumentar uma percentagem significativa do seu peso diariamente”.

Para ajudar a que nada corra mal, é preciso “que o ambiente seja o mais tranquilo possível e que os animais se sintam confiantes”, explicaram os responsáveis do Centro. Há que “manter uma rotina mínima previsível e minimizar todas as tarefas extraordinárias”. Durante a época de cria, “intensifica-se a vigilância, medem-se comportamentos e as equipas preparam-se para potenciais intervenções”, de acordo com o protocolo definido.

A época de reprodução só é dada como terminada quando se der o desmame bem-sucedido de todas as crias nascidas e quando se ultrapassar a fase de luta entre crias da mesma ninhada.

A reprodução em cativeiro é uma solução de fim de linha para salvar uma espécie em extinção. O lince-ibérico Lynx pardinus, com pouco mais de 250 animais a viver em liberdade no planeta, tem o perfil perfeito. Ainda assim, o esforço não se fica por aqui. Em Espanha e Portugal procura-se recuperar o habitat para uma futura reintrodução de lince. Em Espanha já começaram a ser devolvidos animais à liberdade.

Fonte: Helena Geraldes/Jornal Público
Foto: Jornal Público