terça-feira, 13 de março de 2012

Apanhar sementes para reflorestação é uma ocupação lucrativa no Brasil


    O Governo brasileiro, que em tempos encorajou a desmatação de vastas zonas do interior do país para criar terrenos agrícolas, exige agora que a floresta original seja replantada. E, com esta política, criou um nicho de emprego.
Apanhar sementes das espécies nativas passou a ser uma actividade interessante: em seis meses, pode-se ganhar perto de 14.500 euros. Muitos dos que agora estão a ajudar a salvar a floresta passaram os anos anteriores a trabalhar para quem a mandava destruir.

A CNN foi encontrar Santino Sena numa zona pantanosa, vagueando com água pelo joelho e recolhendo as sementes que vogam à tona. A associação sem fins lucrativos Instituto Sócio-Ambiental (ISA) estima que haja cerca de 300 pessoas envolvidas nesta tarefa, incluindo famílias índias e antigos madeireiros ilegais.

O ISA definiu uma lista de 210 espécies vegetais nativas que podem ser usadas na reflorestação e os recolectores, como Santino, aprenderam a diferenciá-las. Depois de as apanharem, entregam-nas em armazéns, onde ficam guardadas em câmaras frigoríficas à espera de compradores - que, normalmente, não demoram muito a aparecer.

“Dantes, tínhamos de andar atrás dos agricultores a pedir terras para os nossos projectos-piloto”, explicou à CNN o coordenador do ISA, Nicola Costa. “Agora é ao contrário. Os agricultores é que nos procuram.” Esta inversão de comportamentos fica, em grande parte, a dever-se à decisão das autoridades brasileiras de condicionar a concessão de empréstimos e acesso a mercados ao cumprimento de metas de reflorestação.

De repente, voltar a plantar espécies nativas no seu cenário natural passou a ser um bom negócio. “Muitas destas sementes vão para terras que eu próprio ajudei a limpar”, constata Santino Sena. E essas terras desmatadas abriram caminho à erosão e à seca, potenciaram a contaminação do solo e das linhas de água com fertilizantes. Os grupos indígenas do Parque Xingu foram os primeiros a pedir ajuda – segundo eles, indica Ianukula Kaiabisuia, coordenador do parque, “o simples acto de nadar no rio causava-lhes irritações na pele”.

O maior esforço de reflorestação está a ser concentrado nas margens dos rios. Mas a CNN encontrou um agricultor, Amândio Micolino, que assumiu o desafio de replantar a floresta nativa numa porção significativa do seu rancho de 400 hectares. “Quero deixar alguma coisa às gerações futuras, quero que percebam como as coisas eram há 50 ou 100 anos.”

Ele ainda é uma excepção. O Brasil tornou-se numa potência agrícola mundial virando costas ao ambiente e a situação só agora começou a inverter-se. Graças, também, ao labor dos recolectores de sementes, como Santino: “Não desisto deste trabalho nem por nada! Sabe muito bem sentir que estou a criar qualquer coisa.”
Fonte: Luís Francisco/Público

População de lince-ibérico na Andaluzia perto de quadruplicar


    População de lince-ibérico na Andaluzia passou de 94 para 312 animais em nove anos

    Na Andaluzia, a população de lince-ibérico, o felino mais ameaçado do planeta, mais do que triplicou nos últimos nove anos, existindo hoje 312 animais, revela o censo de 2011 realizado pelas autoridades espanholas.
O censo do lince-ibérico (Lynx pardinus) de 2011 registou um aumento de 13% em relação aos 275 linces registados no ano anterior e um aumento de 231% em relação aos 94 animais detectados em 2002, segundo dados citados pela agência Europa Press.

De momento existem na Andaluzia as populações de Andújar-Cardeña, Guadalmellato, Guarrizas e Doñana-Aljarafe e em todas elas o número de animais aumentou. As autoridades destacam o caso da população de Doñana-Aljarafe, onde o número de exemplares duplicou nos últimos anos, passando dos 41 linces de 2002 para 88 em 2011. Esta população “poderá estar a sair da sua crítica situação”, acreditam os especialistas, segundo os quais existe um novo núcleo populacional, na província de Sevilha, onde vivem 14 animais.

Além do número de indivíduos, as autoridades andaluzas revelam que também aumentou o número de fêmeas (em idade reprodutiva e com território), exemplares dos quais depende em grande medida o potencial reprodutor da espécie em liberdade. Em 2011 existiam 76 destas fêmeas, acima das 27 registadas em 2002. No ano passado foram detectadas 86 crias de lince em liberdade.

A Junta de Andaluzia já está a reintroduzir linces na região de Guadalmellato e Guarrizas e assinou protocolos de colaboração com 169 proprietários e sociedades de caçadores que permitem gerir os habitats em 180.840 hectares de terrenos.

O projecto Iberlince (de 1 de Setembro de 2011 a 31 de Agosto de 2016) - orçado em 34 milhões de euros e com financiamento do programa Life+ - quer aumentar o número das duas populações reprodutoras do planeta para 70 fêmeas na Serra Morena e 25 em Doñana. Além disso, o projecto, proposto pela Junta de Andaluzia, quer estabelecer quatro novas populações de lince, com cinco fêmeas cada uma, em locais onde a espécie já existiu.

“Este projecto pretende recuperar a distribuição histórica do lince-ibérico nas regiões da Andaluzia, Castela-La Mancha, Estremadura espanhola e em Portugal”, segundo o resumo do projecto. O objectivo é identificar áreas com recursos naturais suficientes para a posterior reintrodução da espécie. Portugal, através do Instituto para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), vai responsabilizar-se por acções no valor de 3,6 milhões de euros a que corresponde uma comparticipação nacional de 1,4 milhões.
Fonte: Helena Geraldes/Público

sexta-feira, 9 de março de 2012

Brasil: Manifestação no Amapá pede veto ao novo Código Florestal


    O Monumento do Marco Zero foi palco do Ato Público contra o novo Código Florestal. A manifestação que teve destaque em todo País, repudiou a votação do substantivo do Código que estava marcada para a última terça-feira, na Câmara de Deputados, em Brasília.

A iniciativa dos Amapaenses reuniu secretários de Estado, políticos, servidores, estudantes e a sociedade civil em geral que debateram os problemas que podem ser acarretados com a aprovação do código.
De acordo com diretora Presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Ana Euler, o Ato mostrou que o povo do Amapá tem voz e sem dúvida terá vez, principalmente em defesa das florestas.
“Ter um código florestal desta forma que está sendo discutido é um retrocesso. O Amapá necessita desse veto para manter nossas florestas em pé”, alertou Ana Euler.

O Vereador de Macapá, Washington Picanço, também esteve presente no Ato em demonstração de apoio. “É necessário que lutemos pelos nossos interesses, o Amapá não pode permitir que destruam com nosso bem maior, nossas florestas. Este código deve ser revisto em respeito a nossa população”, ressaltou o Vereador.

Representantes do Gabinete do Governador Camilo Capiberibe; da Deputada Federal, Janete Capiberibe; do Senador, João Alberto Capiberibe; da Deputada Estadual, Cristina Almeida e do Senador, Randolfe Rodrigues também estiveram presentes no Ato, pedindo veto ao substitutivo do Código.
Mesmo com o adiamento da votação do Novo Código Florestal os Amapaenses continuam engajados na luta para ver suprimido o parágrafo que prejudica o Amapá de forma direta.

O parágrafo alvo de discussão permitirá reduzir a área de Reserva Legal nas propriedades rurais da Amazônia (para até 50%, quando o Estado tiver Zoneamento Ecológico-Econômico aprovado, e mais de 65% do seu território, ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio público, devidamente regularizadas, e terras indígenas homologadas).

Como o Amapá é o único Estado da Federação nessa condição, entende-se que pelo menos 250 mil hectares de florestas poderão ser suprimidos do território amapaense se for mantido esse dispositivo, que foi incluído pelo Senado Federal no artigo 13 do Projeto de Lei nº 1.876/99.

A reivindicação liderada pelos Amapaenses reforça o compromisso do Estado com a promoção de um modelo de desenvolvimento que apresente inovações capazes de alavancar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, seja harmonioso com a conservação da biodiversidade, inclusão social e manutenção das condições naturais da floresta amazônica.

Texto e fotos: SECOM/GEA


O Dia da MULHER é todos os Dias! Comentários: PATRICIA DEL RÍO


    PATRICIA DEL RÍO: EN EL DÍA DE LA MUJER. Compartimos plenamente los comentarios de Patricia del Río; los que quieren hacer del Día de la Mujer una jornada más de ventas y comercio loco, como cuando les toca patrocinar el Día de la Amistad o el de la Navidad, deberían leer este texto furibundo de la combativa periodista peruana.
Hoy no celebres el día de la mujer para que te regalen rosas y te digan que eres linda; hoy debes enfurecerte, porque solo en el mes de enero se registraron 3500 denuncias de violencia sexual y familiar contra la mujer.
Hoy no debes reclamar palabra bonitas y piropos melosos, hoy te toca mandar por fin a la mierda a ese sujeto que todos los días te espera ansioso en la esquina para largarte una cochinada.
Hoy no busques que te cedan el asiento en el micro, o se levante un caballero en el metropolitano, hoy haz valer tu derecho a ir de pie sin que te metan la mano o se soben contra tu cuerpo.
Hoy no le agradezcas a tu jefe el ramo de rosas que dejó en tu escritorio, hoy infórmale que te quejarás ante recursos humanos o el Ministerio de Trabajo si persiste con su acoso y sus piropos groseros.
Hoy no busques ponerte esa falda que te disimula el rollo o esa blusa que te hace ver más sexy para evitar que algún amigo, enamorado o hermano se burle de tu peso o de tu aspecto; hoy quiérete como eres y no te sientas esclava de la mirada ajena.
Hoy no le leas a tus niñas los cuentos de Blancanieves o la Cenicienta donde el Príncipe siempre salva a la doncella; hoy ábrele una cuenta en el banco y empieza a ahorrar dinero para que siga estudios superiores y sea independiente.
Hoy no permitas que te halaguen por tu condición de madre abnegada que se luce manejando una casa, un trabajo y un matrimonio; hoy hazle saber a tu marido que no te interesa ser la mujer maravilla y que necesitas que se involucre más en las tareas del hogar.

Hoy no abraces el peluche gigante que llegó con chocolates y el enorme cartel de “perdóname”, hoy deja por fin a ese imbécil que cree que tu cara es el mejor espacio para desahogar sus frustraciones.
Hoy no participes sonriente del brindis en la oficina en el que te dirán lo valiosa que eres para la empresa, hoy exige que te paguen lo mismo que todos esos hombres que realizan labores similares a las tuyas y tienen el doble de sueldo.
Hoy no esperes con ansias que tu esposo te regale esa operación de tetas o esa aplicación de botox que te hará ver tan regia como tus amigas de la playa; hoy es un buen día para mirarte al espejo, sentirte orgullosa de lo que eres y defender tu derecho a envejecer como cualquier ser humano.
Hoy jueves 8 de marzo, que se celebra el día de la mujer, no permitas que te traten como doncella o como un ser frágil o como una minoría.
Hoy ni se te ocurra celebrar los derechos que hemos alcanzado. Hoy es el día en que a ti, a mí a todas nos toca recordarle al mundo que no somos especiales, ni maravillosas ni excepcionales.
Somos mujeres, nada más, seres comunes y corrientes que seguiremos peleando por movernos en este mundo con la misma tranquilidad y las mismas oportunidades de los hombres. Todavía nos falta… pero ahí vamos, avanzando.

Fuente: Diario "El Comercio" (Lima) Peru.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Alvão: Ritual de sobrevivência com milhões de anos


    Voluntários vão ajudar sapos e salamandras do Alvão a atravessar a estrada

    É um ritual de sobrevivência com milhões de anos aquele que, nesta altura, leva os anfíbios a sair da hibernação e a procurar zonas de água para reprodução. No Alvão, há uma estrada no seu caminho. Dezenas de voluntários vão torná-la menos ameaçadora.
Nos dias 9 e 10 de Março, dezenas de cidadãos de Vila Real vão construir um muro com 40 centímetros de altura, dos dois lados da estrada nacional EN313 – que liga Vila Real a Lamas de Olo –, num troço de 1400 metros. “Esta estrada já tem uma série de passagens hidráulicas por baixo da estrada. Aquilo que vamos fazer é construir um murete que conduza os anfíbios até essas passagens, para diminuir a mortalidade acidental por atropelamento, que no ano passado foi muito elevada”, disse ao PÚBLICO Carlos Lima da Divisão de Planeamento da Câmara Municipal de Vila Real. A iniciativa “Salvemos os Sapos” já tem confirmadas 50 pessoas para sexta-feira mas as inscrições ainda estão abertas.

“Nesta altura do ano, havia voluntários a transportar manualmente os animais de um lado para o outro da estrada. Mas isso não funcionava”, comentou. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) monitorizou aquele troço da EN313 e concluiu que a mortalidade acidental por atropelamento é “muito elevada”, acrescentou Carlos Lima. Especialmente para o sapo-comum (Bufo bufo), o sapo-corredor (Bufo calamita) e a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), esta última espécie endémica da Península Ibérica e classificada como Vulnerável pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

Agora será construído no troço mais sensível da estrada um murete de betão, coberto com pedras locais para melhor integração na paisagem. Mas esta intervenção já está em contagem decrescente. “Não temos muito tempo”, disse Carlos Lima, que lembrou que os animais estão prestes a começar a migração de zonas mais elevadas, e secas, onde passaram o Inverno, em hibernação, até aos charcos temporários e turfeiras perto da barragem do Alvão para se reproduzirem.

A iniciativa surge no âmbito do projecto SeivaCorgo – uma das vertentes do Programa da Biodiversidade de Vila Real – e conta com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e Parque Natural do Alvão e com o co-financiamento do Programa Operacional Regional do Norte (ON2).

O Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal, de 2010, lista 17 espécies de anfíbios, espécies especialmente sensíveis às alterações climáticas e às perturbações nos padrões de precipitação. Carlos Lima informou que, por enquanto, a seca que afecta todo o território de Portugal Continental, ainda não está a ter efeitos nas populações de anfíbios daquele concelho. “Na última saída de campo que fizemos, os charcos temporários estavam, pelo menos, húmidos. E a barragem do Alvão tem níveis de água assinaláveis”, constatou.
Fonte: Helena Geraldes/Público

Curso de Manejo de Areas Protegidas, Colorado, EEUU


   Debido a algunos problemas no previstos con el sistema de aplicar en línea para el XXII Curso de Manejo de Areas Protegidas de la Universidad Estatal de Colorado, hemos extendido el periodo de tiempo para aplicar hasta el lunes 12 de marzo a las 5 p.m. hora de Colorado.  

Crystal Brindle
Asistente del Curso

Center for Protected Area Management and Training

Human Dimensions of Natural Resources
Warner College of Natural Resources
Colorado State University
1480 Campus Delivery
Fort Collins, Colorado, USA
80523-1480

(970) 491-6395
Fax: (970) 491-2255
areasprotegidas@colostate.edu

http://welcome.warnercnr.colostate.edu/cpam-home/index.php
 
FORMULARIO DE SOLICITUD DE ADMISIÓN
XXII Curso Corto Manejo de Áreas Silvestres Protegidas
11 de julio al 12 de agosto de 2012
Fecha límite para recibir solicitudes completas: 2 de marzo de 2012
FAVOR DE LLENAR A MÁQUINA, SALVAR EN WORD Y SOMETER UNA COPIA EN WORD O PDF

INFORMACIÓN BÁSICA COMO FIGURA EN EL PASAPORTE O CÉDULA

Nombre(s) __________________________________________ _________________________________________

Apellido(s) ___________________________  ___________________________ Estado Civil                            

Idiomas que habla                                                                                                                                

Fecha de nacimiento                               Ciudad y país donde nació                                                     

Nacionalidad que usará para viajar  __________________________  Pasaporte # ____________________________

¿Tiene visa para EE.UU.?    _____                  No tengo     _____            No necesito visa      _____

¿Si ya tiene visa, que tipo de visa es?   ____ J-1   ____ B-1   ____  otro   Fecha de vencimiento _________________

¿Alguna vez le ha sido negada la visa para los EE.UU.?  No _____         _____    ¿Por qué? __________________

Institución donde trabaja _________________________________________________________________________

Posición actual                                                                                                                                     

Teléfono                                                                         Fax                                                               

Correo electrónico                                                                                                                               

Nombre de supervisor(a)                                                                                                                     

Dirección de trabajo                                                                                                                            

                                                                                                                                                           

Dirección de domicilio                                                                                                                         

                                                                                                                                                           

Teléfonos: Oficina ______________________ Domicilio ___________________ Celular _____________________

Fax __________________________ Correo electrónico ________________________________________________

¿Ha aplicado para el curso en años anteriores?   ____ Si   ____ No.  Si la respuesta es sí, en que años ____________

CONTACTO EN CASO DE EMERGENCIA

Nombre                                                                               Relación a Ud.   __________________________________

Dirección                                                                                                                                             

Correo electrónico                                                                                                                               

Teléfono 1                                   Teléfono 2 ______________________Fax                                     


HISTORIA MÉDICA PERSONAL

Estatura (ms)                     Peso (kg) ________  Alergias                                                                    

¿Hay condiciones personales especiales que podrían afectar su participación en el curso?                     

                                                                                                                                                           

¿Está Ud. usando algún medicamento?                ¿Cuáles?                                                                   

                                                                                                                                                           

INSTITUCIÓN PATROCINADORA     El financiamiento es:  Asegurado     ________           Potencial ________

Si es potencial, ¿cuándo espera saber con certeza?                                                                              

Institución patrocinadora 1:                                                                                                                  

Teléfono                                                                         Fax                                                               

Correo electrónico                                                                                                                               

Contacto principal                                                                                                                               

Institución patrocinadora 2:                                                                                                                  

Teléfono                                                                         Fax                                                               

Correo electrónico                                                                                                                               

Contacto principal                                                                                                                               

FAVOR DE INDICAR LA FORMA DE PAGO

Transferencia Bancaria               Tarjeta Crédito _____ Otro (cuál) ________________  Aun no estoy seguro     _____

Yo,  (nombre en letra de molde) ___________________________________________________ he leído, entiendo y acepto los riesgos y demandas físicas que este curso requiere y acepto la responsabilidad que esto conlleva.

Firma                                                                                        Fecha                                                 

La única forma de aplicar es en línea.  Una vez que Ud. indica su interés en aplicar al curso en la página http://warnercnr.colostate.edu/cpam-course-sp/  le será enviado instrucciones para poder aplicar.  Favor de mandar los documentos de solicitud (1. este formulario, 2. su curriculum vitae, 3. una breve descripción—máximo una página—de sus intereses y porque desea participar en este curso, 4. una carta oficial de su institución autorizando su asistencia, 5. Si tiene pasaporte válido hasta por lo menos el 15 de agosto de 2013, una copia escaneada de las paginas con su foto e información personal de su pasaporte y 6. Si lo posee, copia de su visa valida a EE.UU.) Los documentos deben ser enviados  en Microsoft Word o preferiblemente en formato pdf.


The Center for Protected Area Management and Training
Attn: Jim Barborak
Department of HDNR – 1480
Colorado State University
Fort Collins, CO 80523-1480   USA
Tel:  (970) 491-2117
Fax: (970) 491-2255
              areasprotegidas@colostate.edu

              


*Nota final: ¿Donde encontró la información sobre este curso?   _________________________________________

 

terça-feira, 6 de março de 2012

Nicarágua cria força de eco-soldados para impedir a destruição das florestas

    Nicarágua cria força de eco-soldados para mitigar os efeitos das Alterações Climáticas

O Batalhão Ecológico tem como missão impedir a destruição das florestas essencial para garantir a precipitação necessária à segurança num país onde a agricultura tem um importante papel e que, além do mais, pretende diminuir a dependência energética no petróleo através da construção da maior central hidroelétrica da América Central.
A Nicarágua é um país rico em reservas naturais e outras zonas com florestas densas que, no entanto, têm vindo a ser paulatinamente destruídas, como tem acontecido noutros países dos continentes americano, africano e asiático. Com efeito, desde 1983 que a área florestada do país diminuiu de 63% para 40% devido à procura de matéria-prima por parte da indústria madeireira, agravada pela ação de agricultores e criadores de gado.
Se nada for feito, prevê-se que apenas 25% do país permanecerá florestado em 2030. O governo considera-o uma grave ameaça à segurança nacional, uma vez que as florestas são essenciais para mitigar os efeitos das Alterações Climáticas, que devido ao aumento de 3ºC da temperatura nos últimos 50 anos e à alteração dos níveis de precipitação, já resultaram na perda de 200 milhões de dólares anuais desde 2006 em cultivos agrícolas.
A subida das temperaturas e a alteração dos padrões de precipitação têm forçado os produtores de café a transferir os seus cultivos para zonas de maior altitude, algo que não pode continuar indefinidamente.
Para garantir que as projeções oficiais quanto à desflorestação e as suas consequências económicas não se concretizam, o governo criou uma força armada para combater o flagelo da destruição das florestas.
O Batalhão Ecológico é constituído por 580 homens que zelam pela preservação das florestas como estratégia para reduzir o impacto das Alterações Climáticas e que, para além das armas, também recorrem às pás, participando naquele que é um esforço nacional de replantação.
O combate à desflorestação é também essencial para a concretização dos objetivos do governo em matéria de produção de energia. Com efeito, a Nicarágua pretende diminuir a sua dependência no petróleo através da construção de um grande empreendimento hidroelétrico que dará resposta a 50% das necessidades de eletricidade do país.
Segundo Col Nestor Lopez, o responsável pelas operações civis do Batalhão Ecológico “O governo da Nicarágua está a procurar alterar a matriz da sua reserva energética, e para tal necessitamos de preservar e conservar as nossas reservas naturais para que tenhamos a água necessária para o funcionamento daquela que será a maior central hidroelétrica da América Centram, Tumarin”, acrescentando de seguida “Mas se não tivermos florestas, não poderemos produzir a chuva necessária para tornar este projeto sustentável. Não podemos ter uma central hidroelétrica no deserto”.

Fonte: Filipa Alves

segunda-feira, 5 de março de 2012

«Zoo» de células pode salvar espécies de extinção

   Segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, produzida pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN), 61.900 espécies correm risco de extinção. Mas o trabalho de uma cientista israelita, orientada por americanos, pode mudar essa realidade com o uso de células estaminais.
A pesquisa de Inbal Friedrich Ben-Nun foi feita sob orientação de Jeanne Loring, professor do Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia, e Oliver Ryder, coordenador de pesquisas genéticas do Jardim Zoológico de San Diego. Ele é responsável pelo «Frozen Zoo», um banco criogénico de células de mais de 800 tipos de animais.
A partir de amostras da pele desses animais, Ben-Nun conseguiu cultivar células estaminais pluripotentes, ou seja, capazes de se diferenciar em diferentes tipos de células. A ideia é que, a partir delas, seja possível recriar óvulos e espermatozóides de animais em extinção e gerar crias.
Ao cultivar células do rinoceronte branco, espécie em extinção (há apenas sete animais espalhados pelo mundo), os cientistas mostraram que é possível desenvolver células de animais mais desenvolvidos. Até então, os cientistas só tinham conseguido cultivar células estaminais de ratos.
O estudo também foi realizado com células do primata drill e, de acordo com Ben-Nun, esse é o início de um zoo de células estaminais. O estudo foi publicado na Nature Methods.
O próximo passo é conseguir recursos financeiros para prosseguir com as pesquisas, criar espermatozóides e óvulos a partir dessas células e testar a fertilização in vitro.
Fonte: DiárioDigital


Vigilantes da Natureza vão monitorizar espécies de morcegos nos Açores

   Governo lança projeto para monitorizar espécies de morcego existentes no arquipélago

   O Governo dos Açores inicia este mês um projeto de inventariação e monitorização das espécies de morcegos existentes no arquipélago, que se encontram entre as menos conhecidas e as mais ameaçadas em Portugal.


Nos Açores, estão registadas quatro espécies de morcegos, a mais emblemática é o Morcego-dos-Açores (Nyctalus azoreum), que é a única espécie de mamíferos endémica da região.

Apesar de estarem registadas quatro espécies, os especialistas admitem que atualmente apenas existam no arquipélago populações de duas, o Morcego-dos-Açores e o Morcego-da-Madeira (Pipistrellus maderensis), o que indicia a regressão e a vulnerabilidade destas espécies.

"O acompanhamento destas populações é fundamental para reverter uma eventual situação de decréscimo populacional de morcegos nas ilhas dos Açores", refere a Secretaria Regional do Ambiente, numa nota divulgada através do gabinete de comunicação do executivo.

Nesse sentido, considera que "dada a sua vulnerabilidade e as lacunas existentes no conhecimento de fatores essenciais para a conservação destas espécies, é importante a realização de censos que forneçam informações sobre o estado, a tendência das populações e os potenciais fatores de ameaça".

O projeto envolve a formação de Vigilantes da Natureza para os dotar com os conhecimentos necessários para identificar as espécies através das características morfológicas e de vocalização, estando previsto para abril o início de uma campanha de censos para permitir um melhor acompanhamento das populações de morcegos existentes nas áreas protegidas do arquipélago.

A iniciativa do executivo regional insere-se nas celebrações do Ano Internacional do Morcego, promovido pela Convenção sobre a Conservação das Espécies Migradoras Pertencentes à Fauna Selvagem e pelo Acordo sobre a Conservação dos Morcegos Europeus, que visa promover a conservação, investigação e divulgação das cerca de 1.200 espécies de morcegos existentes no planeta, das quais metade estão ameaçadas de extinção.

Fonte: LUSA



Universidade do Minho: Há 326 sítios com interesse científico em Portugal

Alguns «apresentam risco de destruição, devido à ausência de políticas adequadas de gestão»
Portugal já tem o seu primeiro inventário geológico, um projeto coordenado pela Universidade do Minho (UMinho) e que permitiu a identificação de 326 sítios com interesse científico «fundamental» para o conhecimento do país.

«Havia já um levantamento feito ao nível da fauna e da flora, mas era fundamental classificar locais de valor abiótico, com interesse científico, revelando a importância de ser gerido e preservado pelas autoridades nacionais que tratam da conservação da natureza», explica o coordenador do projeto à Lusa.

Segundo José Brilha, do Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da UMinho, o levantamento daqueles sítios teve em conta não só o valor científico dos locais, mas também a vulnerabilidade do património.

Sublinha ainda que «alguns apresentam risco de destruição, devido à ausência de políticas adequadas de gestão».

A lista geral inclui, por exemplo, o granito de Lavadores (Gaia), o fojo das Pombas (Valongo), os blocos erráticos de Valdevez (Gerês), as minas da Borralha (Montalegre), os fósseis da Pedreira do Valério (Arouca) e o inselberg de Monsanto (Idanha-a-Nova).

«Há locais que não devem ser destruídos, pois são importantes testemunhos científicos dos acontecimentos-chave que marcaram a história do planeta, nomeadamente do território português», enfatiza José Brilha.

Por isso, o estudo deverá agora conhecer uma fase de validação junto do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, para que este organismo passe a gerir também este património natural.

A investigação vai dar origem a um livro que pretende dar a conhecer ao grande público a riqueza geológica nacional.

«A partir de agora, Portugal tem os instrumentos necessários para implementar uma política de geoconservação, com base neste conjunto de locais que correspondem às ocorrências da geodiversidade com valor científico», afirma José Brilha.

Paralelamente, é objetivo dos investigadores cruzar informação com Espanha, para definir um inventário à escala ibérica.

Numa fase posterior, tentar-se-á articular, nomeadamente com a França e Itália, a inventariação do sul da Europa, visando num médio prazo classificar geologicamente a Europa.

«Em Portugal, tínhamos um ligeiro atraso neste campo, mas agora estamos em condições de comparar o nosso património geológico com o dos outros países. Aliás, para a sua área geográfica, Portugal é dos países europeus com maior geodiversidade», acrescenta José Brilha.

Este projeto envolveu mais de 70 cientistas de universidades e associações e teve apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Fonte: TVI
Foto: Francisco Correia



Daniel Oliveira: O problema não é o despesismo do Estado


     Vi, esta semana, um noticiário da televisão generalista. Notícias avulsas. Um carro do Instituto de Conservação da Natureza parado à porta de sede local enquanto o Parque de Montesinho ardia e os bombeiros se espantavam pela ausência no terreno dos técnicos do ICN. Razão possível avançada pelo jornalista: poupança na gasolina. Milhares perdidos para poupar umas centenas. Alteração no funcionamento dos hospitais de Tomar e Torres Novas faz com que muitos pacientes fiquem a mais de cinquenta quilómetros de urgências diferenciadas. Risco de falta de medicamentos por não pagamento de dívida a uma empresa da indústria farmacêutica. Redução de despesas no transporte de doentes. Encerramento de dezenas de tribunais deixa ainda mais isolados concelhos do interior. Redução do montante do subsídio de desemprego e da duração da prestação só está à espera da luz verde do Presidente da República. O Instituto de Emprego e Formação Profissional vai passar responsabilidades, na colocação de desempregados, para empresas de trabalho temporário, os negreiros da modernidade.
É a imagem de um Estado em esvaziamento e de um País que, pouco a pouco, vai ficando paralisado, como se peças fundamentais para o funcionamento de uma máquina fossem faltando sem que ninguém as subsitua. É por necessidade, dirão muitos. O Estado andou a gastar o que não tinha, repetirão. Como na Grécia, concluirão.
Até à crise financeira global de 2008, Portugal tinha, em 2007, uma dívida pública inferior, em percentagem do PIB, à Alemanha e à zona euro: Portugal com 62,7%; Alemanha com 64,9%; zona euro com 66,2%. Foram os juros e a perda de receitas com a crise económica, e não um súbito despesismo público, que mudaram esta realidade.
Mas vamos aos números atuais de três países em dificuldade. A dívida pública grega corresponde a 42% do total da sua dívida. A metade restante divide-se pelos bancos (17%), empresas não financeiras (23%) e proprietários de casa (17%). Bem diferente da estrutura da dívida espanhola e portuguesa. A dívida pública corresponde a 13% do total da dívida espanhola e a 15% da portuguesa. A dos bancos corresponde a 39% e 30% da dívida espanhola e portuguesa, respetivamente. E as dívidas por compra de casa correspondem a 17% da dívida espanhola e a 23% da dívida portuguesa. Se olharmos apenas para a dívida externa o padrão repete-se. O Estado grego é responsável por 55% da dívida externa do país, o espanhol e o português por 17% e 26%, respectivamente. Mais um dado interessante: 48% da dívida externa portuguesa e espanhola e 41% da grega é a bancos alemães e franceses. Ou seja, são nossos credores, não são nossos amigos.
É com base nestes números, e não na repetição até à náusea de mitos urbanos sobre o despesismo do Estado, que deveríamos discutir a nossa situação e procurar soluções. É estranho que, perante estes factos, a grande prioridade do governo seja continuar a emagrecer o Estado. A nossa prioridade é o crescimento económico e a poupança privada. A outra é aumentar as exportações. Tudo para garantir liquidez na nossa economia. Por fim, garantir um mais eficaz mercado de arrendamento que obrigue menos gente a comprar casa. O governo fez a lei das rendas mas falta a parte do Estado, que tem de ser um agente ativo neste mercado.
O que estamos a fazer é cortar num dos fatores com menor responsabilidade na nossa dívida. O resultado, como se tem visto, é o oposto ao pretendido, porque as contas do Estado não são independentes da economia. E, com isso, estamos a criar condições para piorar a nossa saúde económica, impedindo o crescimento e a poupança e agravando todas as variáveis responsáveis pelo nosso endividamento externo.
Poderá dizer-se que nos sobra muito pouca margem de manobra perante as imposições externas e que sem uma solução em Berlim e em Bruxelas dificilmente poderemos ter uma política expansionista, que é aquilo que realmente precisamos. Não me parece que ser mais troikista que a troika corresponda a aceitar apenas uma limitação imposta por outros. Mas o que não vale mesmo a pena é continuar a insistir numa mentira sobre as origens das nossas dificuldades. Porque quando o fazem percebemos que o problema de quem nos governa não é a dificuldade em lidar com variantes que não controla. É mesmo um preconceito ideológico mais forte do que a clareza dos números.


Fonte: Expresso

Conservação do lince e abutre-preto ganha 5000 hectares no Alentejo


    O lince-ibérico e o abutre-preto, duas das espécies mais ameaçadas de Portugal, ganharam 5000 hectares de refúgio no Baixo Alentejo, no âmbito de uma parceria para a sua conservação assinada na Herdade da Contenda.
Com mais de 5000 hectares, a Herdade da Contenda – gerida pela Câmara Municipal de Moura – vai ser alvo de uma série de medidas para “melhorar as condições de sobrevivência, alimentação e reprodução do lince-ibérico e do abutre-preto”, explicou Eduardo Santos, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e coordenador do projecto LIFE - Natureza “Habitat Lince Abutre”, iniciado em Janeiro de 2010.

O protocolo de parceria foi assinado em Dezembro e, nos próximos cinco anos, serão instalados ninhos artificiais de abutre-preto e um campo de alimentação para esta ave necrófaga, e implementadas medidas de melhoria do habitat para o coelho-bravo, presa do lince-ibérico (Lynx pardinus) e do abutre-preto (Aegypius monachus).

“A Contenda é um espaço muito especial”, contou ao PÚBLICO Eduardo Santos. “É considerada, há muito tempo, uma das melhores áreas de habitat para o lince-ibérico e para o abutre-preto. Está bem conservada e tem uma área geográfica com muito boa dimensão”, acrescentou.

Eduardo Santos lembrou que, na Contenda "são observados regularmente, em média, 20 abutres-pretos. A zona é usada por estas aves como área de alimentação e alguns já foram vistos a pernoitar no perímetro da herdade". Esta está localizada a 20 quilómetros de uma colónia de abutre-preto em Espanha com 100 casais. Além disso está próxima da Serra Morena, habitat de lince-ibérico.

Ainda assim, há trabalho a fazer, como conseguir que a população de coelho-bravo aumente. “De momento não existem grandes populações de coelho-bravo mas há um núcleo que tem potencial para crescer”, considerou.

A Contenda tem áreas de pinhal, montado e sobreiral e uma zona de caça nacional. "Dentro de poucos anos poderemos esperar ter abutres-pretos a nidificar na Contenda", disse Eduardo Santos.

O projecto LIFE Natureza “Promoção do Habitat do Lince-ibérico e do Abutre-preto no Sudeste de Portugal” é co-financiado a 75% pelo Programa LIFE da Comissão Europeia e tem um orçamento global de cerca de 2,6 milhões de euros. O Projecto, com duração de 4 anos, de Janeiro de 2010 a Dezembro de 2013, será implementado nas regiões de Mourão, Moura e Barrancos, do Vale do Guadiana e da Serra do Caldeirão, nas áreas da Rede Natura 2000 aí existentes.

Até ao momento, e além da Herdade da Contenda, o projecto já estabeleceu protocolos com propriedades privadas, totalizando cerca de 7000 hectares, com o objectivo de “promover a conservação da paisagem natural que serve de habitat” àquelas duas espécies Criticamente em Perigo, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

Em Portugal, actualmente não se conhecem populações reprodutoras de lince-ibérico e em Espanha estima-se que existam apenas 200 indivíduos em duas populações. Quanto ao abutre-preto, depois de se ter extinguido como reprodutor nos anos 70, em 2010, quatro casais voltaram a nidificar em Portugal, na região do Tejo Internacional.

Fonte: Helena Geraldes/Público