sábado, 17 de agosto de 2013

Quatro fogos activos, três em Parques Naturais


    Em Portugal continental estão activos quatro incêndios, três em zonas de Parque Natural, nos distritos de Vila Real, Guarda e Santarém, enquanto o incêndio em Picão, no distrito de Viseu está "dominado", informou a Protecção Civil às 17:35.


No Parque Natural da Serra das Estrela, as chamas que lavram em zona  de mato desde as 00:39 em Loriga, no concelho de Seia, estão a ser combatidas  por 39 operacionais com o apoio de 11 viaturas e um helicóptero bombardeiro.
Segundo a página da Protecção Civil na Internet, este incêndio está "a  progredir lentamente em escarpa", lavrando numa zona inacessível a meios  aéreos e terrestres". 
Em Mondim de Basto, no Parque Natural do Alvão, 66 operacionais apoiados  por 17 veículos combatem as chamas que tiveram início às 00:05 de hoje e  segundo a mesma fonte, às 17:35, o incêndio estava activo com três frentes.
Em Vale da Serra, no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, no  distrito de Santarém, as chamas ardem desde 15:30 numa frente, estando a  ser combatidas por 80 operacionais apoiados por 20 veículos e dois helicóptero,   um de ataque inicial e outro bombardeiro.  
O incêndio que se desenvolve numa frente em Vilas de Pedro, no concelho  de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria está a ser combatido por 119  operacionais, apoiados por 31 veículos e dois helicópteros de ataque inicial,  segundo a mesma fonte. 
O incêndio que lavara desde as 13:51 em Picão, no concelho de Castro  D’aire, é dado como "dominado". O combate às chamas envolve 73 operacionais  com o apoio de 16 veículos e e dois helicóptero, um de ataque inicial e  outro bombardeiro.  
Fonte: SIC


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

El cuerpo de bomberos más eficiente de la naturaleza


    El ganado ecológico, el cuerpo de bomberos más eficiente de la naturaleza

   Limpio, desbrozado y en perfecto estado de prevención para afrontar un verano libre de llamas; así mantienen la falda norte de la Sierra de Guadarrama, una de las comunidades de ganadería ecológica más notables de España, cuya existencia en estas laderas constituye una garantía frente a los incendios. El valle que descansa bajo la majestuosa silueta de las cumbres guadarrameñas popularmente conocidas como "La mujer muerta" está bien custodiado por rebaños de vacas "felices y sin estrés" como las Fernando Mantecas, sexta generación de una familia de ganaderos de la cercana localidad segoviana de La Losa. Sus más de trescientas vacas, de la raza autóctona Avileña-Negra Ibérica, nacen, viven junto a sus padres y mueren, en los bosques y pastos mejor conservados del Sistema Central, que por sus valores naturales han recibido la declaración de Lugar de Interés Comunitario (LIC) y Zona de Especial Protección para las Aves (ZEPA) de la Sierra de Guadarrama.

El buen estado de estos montes ha hecho de ellos uno de los privilegiados enclaves por donde todavía hoy campea la más majestuosa de las rapaces de la península ibérica: el águila imperial.

"El buitre negro, el águila calzada, el milano real y la chova piquirroja son otras de las especies más emblemáticas de esta zona de altísimos valores naturales a cuyo mantenimiento han contribuido las comunidades de ganaderos ecológicos", señala Carlos Bravo, un histórico ecologista que durante años ha defendido estos territorios de la especulación inmobiliaria a través de la ONG local Centaurea.

La misma rutina que desde hace siglos

Se trata de un ganado que se alimenta exclusivamente de lo mismo que lo hacían sus antepasados hace varios siglos: del rico pasto de estos valles generosamente regados por las aguas de los arroyos y riachuelos que se forman con las aguas del deshielo de las cumbres glaciares de Guadarrama.

Cuando otros empresarios optaron por las hormonas para el engorde y los abonos de síntesis para hacer crecer el prado de forma artificial, ganaderos como Mantecas decidieron dejar hacer a la sabia naturaleza, y que el pasto natural continuase siendo el único y mejor alimento de sus vacas, y sus vacas el mejor abono para los prados.

Bajo la supervisión del Consejo Agrario Ecológico de Castilla y León, su empresa sacrifica entre dos y tres cabezas de ganado a la semana en su sala de despiece ecológica situada en La Losa.
Allí se envasa por piezas al vacío y se transporta en frío a puntos de venta en toda España, la mayoría de ellos fijos en Madrid, Andalucía y Levante.

Bravo, actual responsable de la Asociación Salvia, que promueve el desarrollo sostenible, es uno de sus consumidores habituales y explica que, frente a la carne del ganado convencional, la de vacas ecológicas "es mucho más tierna, porque proviene de un animal que no ha estado sometido a ningún tipo de estrés".

"Y, por supuesto, mucho más saludable en tanto que no estás ingiriendo ningún tipo de hormona, antibiótico o sustancia que se le haya dado al animal, estás comiéndote una vaca que vivido feliz y en libertad en el campo", subraya Mantecas.

Frente a quienes apuestan por lo fácil, este ganadero defiende "un modelo de producción que respete el medio ambiente, la calidad y la protección del consumidor".

Por eso a Mantecas y a sus vacas "felices" no le asustaron en ningún momento la declaración por parte de las administraciones de figuras de protección como la de parque natural, red natura y, en breve, la de un parque nacional en sus inmediaciones.

Y es que, está convencido de que "no hay nada que pueda generar más parque natural, limpiarlo y mantenerlo mejor que un rebaño de vacas como este".

"Este modelo de ganado siempre va a existir en los espacios naturales protegidos, porque garantiza la fertilidad de sus suelos, y porque si no estuvieran estas vacas se quemarían", concluye.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vigilantes da Natureza fiscalizam pesca no Rio Mira


   No passado dia 18 de Julho, os Vigilantes da Natureza do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, realizaram em conjunto com a Unidade de Controlo Costeiro da GNR, uma operação de fiscalização à pesca ilegal no estuário do rio Mira.
Da operação resultou a identificação de 2 indivíduos em situação irregular, bem como a apreensão de 4 redes de pesca, cerca de 18 kg de ostras e mais de 30 kg de peixe.


MS/APGVN


terça-feira, 30 de julho de 2013

BRASIL EM LUTA NO DIA MUNDIAL DO GUARDA-PARQUE


Dia 31 de Julho comemora-se o dia Internacional do Guarda-parque, e neste próximo dia 31 de Julho de 2013 (quarta feira), faremos uma grande atividade de mobilização e protestos, a fim de marcar esta importante data, que homenageia os agentes da nobre categoria de funcional de Guarda-parques. Conforme o e-mail, que segue anexo no final deste, verifica-se que a chefia da DUC, determinou aos gestores da UCs, que liberem os Guarda-parques, para participarem da Assembléia Geral de Fundação da AGP-RS, mas como neste dia, estaremos em atividade sindical de protesto, desde a primeira hora da manhã, já estará garantida automaticamente a legalidade do direito de estar liberado do dia de trabalho, através do atestado do SINDSEPE/RS, pela participação em atividade sindical!
Será importante que todos venham com a camiseta verde, que compramos do Alexandre, mas os que só têm a preta vistam a essa mesmo, pois precisamos nos caracterizar, a fim de demonstrar ao governo do estado, que nós tivemos de comprar com o nosso próprio salário! Por favor, venham todos com a camiseta, mesmo que esteja frio, podem vestir por cima da roupa, já a gandola e a jaqueta do uniforme antigo eu acho que descaracteriza, melhor é só a camiseta, ok...
Aqueles que estão nas UCs, localizadas fora da região metropolitana de Porto Alegre, podem vir antes, dia 30 e dormirem no alojamento do Delta, a fim de evitar correrias e atrasos. Favor combinar com o Alexandre e a Adriana, certo! 
Programação para o dia 31 de Julho de 2013. 
DIA INTERNACIONAL DO GUARDA-PARQUE!
Manhã 
As atividades serão as seguintes:
8h 30min. - Concentração na frente da Casa civil (calçada da praça da matriz), para instalação da tenda e colocação de faixas e a bandeira do SINDSEPE/RS.
9h - Inicio do protesto de reivindicação, com o foco de exigir o Porte de Arma aos Guarda-parques da SEMA-RS e Plano de Carreira com Isonomia, no modelo que é defendido por nosso sindicato.
Obs.: Faremos um apitaço infernal, até sermos recebidos pelo Governo, com protesto durante e depois até as 15h, vamos exigir que o processo da minuta do projeto de decreto, do porte de arma para os Guarda-parques, que esta no DEFAP/SEMA, retorne imediatamente com seu prosseguimento para a Casa civil!
Tragam apitos e todas as suas cornetas potentes que tiverem, para usarmos nesta atividade de mobilização da categoria, vamos mostrar a nossa força, união e coragem para lutarmos por nossos objetivos no serviço público, em pró do meio ambiente.
12h - Almoço na praça 
13h 30min. – Recomeço do protesto de reivindicação, afú... Com todo o gás!!!
15h - Encerramento do protesto.
Obs.: Neste momento (15h), peço que todos se dirijam imediatamente ao Plenarinho da Assembléia Legislativa, para darmos o inicio de nossas atividades de Fundação da Associação dos Guarda-parques do Rio Grande do Sul - AGP-RS. Faremos a Assembléia Geral de Fundação, com a leitura das alterações do estatuto (segue anexo), em conjunto com os Guarda-parques da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, que integrarão a composição de membros da diretoria da AGP-RS.
Cronograma: As 15h 15min - 1ª chamada; 15h 30min - 2ª chamada e inicio da leitura e aprovação do estatuto; 16h - formação e definição da diretoria; 16h 30min - leitura e aprovação da ata; 16h 45min - assuntos Gerais; 17h - Convidamos todos para se dirigirem a sala do Espaço de Convergência, no térreo da Assembléia Legislativa, para a comemorarmos juntos a data de 31 de julho! Dia Internacional do Guarda-parque!
Encerramento 19h.
Sem mais para o momento, aproveito o ensejo para renovar votos de elevada estima e consideração.
Obrigado pela atenção dispensada, esperançoso despeço-me cordialmente.
Um forte abraço a todos! E vamos para a luta, pois os que lutam unidos vencem juntos! 

Att,
Luciano Menezes
Presidente da AGP-RS
Técnico em Meio Ambiente
CREA-RS - 193156
Cel.: (51) 9699-7721 - 8401-6549
         (51) 9201-1900 - 8120-2790

Associação dos Guarda-parques 
 do Rio Grande do Sul - 
 AGP-RS


DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA 31 DE JULHO


     No dia 31 de Julho de 2013, DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA, irão realizar-se actividades de educação ambiental no percurso pedestre do Pisão de Cima no Parque Natural de Sintra-Cascais.
Esta acção é uma homenagem aos Vigilantes da Natureza de todo o Mundo!
Participarão nesta actividade crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos.


APGVN

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O regresso do lobo-marinho, a foca mais rara do mundo


    O regresso do lobo-marinho

    É a única foca portuguesa e o sucesso da sua recuperação valeu ao Parque Natural da Madeira o Prémio BES Biodiversidade.

O lobo-marinho é a foca mais rara do mundo e encontra-se entre as espécies mais ameaçadas de extinção, sendo a única existente em Portugal. Quando os portugueses chegaram à Madeira há mais de 500 anos, começou a entrar em declínio devido à caça e à pesca, de tal modo que no século XX a população ficou reduzida a oito indivíduos nas Ilhas Desertas.

Foi um alerta para o Parque Natural da Madeira (PNM) que resolveu lançar um projeto de longo prazo para recuperar e conservar a espécie. "Demos os primeiros passos em 1988, quando percebemos que o lobo-marinho estava em declínio acelerado", conta o diretor do PNM, Paulo Oliveira. "Apostámos na proteção do habitat e na criação da Reserva Natural das Ilhas Desertas, com a construção de infraestruturas de apoio e um sistema de vigilância permanente, onde mantemos três Vigilantes da Natureza em turnos de 15 dias, com rendições asseguradas pela Marinha Portuguesa".

Os resultados estão à vista: a população de lobos-marinhos passou de oito para 40 indivíduos. Foi o sucesso deste projeto - denominado "Lobo-marinho - uma espécie em recuperação na Madeira" - que levou o PNM a ganhar a quinta edição do Prémio BES Biodiversidade, uma iniciativa do BES em parceria com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto e o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
Apesar do sucesso, os biólogos são cautelosos e continuam a considerar a espécie ameaçada, porque existem apenas 300 indivíduos em todo o mundo e a população existente na Madeira é a única que está a crescer. Há fatores que explicam o que aconteceu, e outros ainda em análise, mas a diminuição das pressões da atividade piscatória deu certamente uma ajuda preciosa à recuperação da foca portuguesa.
Técnicas não intrusivas

Em todo o caso, há um conjunto de técnicas não intrusivas inovadoras utilizadas pelo PNM "que mais tarde serviram de base às metodologias usadas por instituições de países europeus e africanos na conservação do lobo-marinho no Mediterrâneo e no Atlântico", revela Paulo Oliveira. São técnicas baseadas na forte proteção do habitat, no seguimento da população à distância em postos de observação, na fotoidentificação à distância e no reconhecimento das grutas usadas pelo lobo-marinho para se reproduzir e descansar, de modo a definir o tipo de proteção.
Há também um fator-chave para o êxito do projeto: o envolvimento da população da Madeira - nomeadamente das comunidades piscatórias e das escolas - "que passou a adotar o lobo-marinho quase como a sua mascote", constata o diretor do Parque Natural.

Além disso, as empresas de turismo marítimo, as marinas e as praias com bandeira azul têm fichas de registo para a identificação da espécie sempre que é avistada, que depois são enviadas para o PNM. Os biólogos suspeitam que o lobo-marinho se esteja a expandir para a própria ilha da Madeira, precisamente devido aos avistamentos registados nos últimos anos.

Com os 75 mil euros do prémio, a equipa liderada por Paulo Oliveira pretende melhorar o sistema de monitorização da população de lobos-marinhos e aumentar a cooperação internacional, nomeadamente com o grupo de cientistas espanhóis que está a trabalhar na Mauritânia.



Fonte. Expresso

quinta-feira, 18 de julho de 2013

OS CUSTOS DA VIAGEM DE CAVACO ÀS SELVAGENS


    FNSTFPS: Nota à Comunicação Social

    OS CUSTOS DA VIAGEM DE CAVACO ÀS SELVAGENS
COLIDEM COM OS SACRIFÍCIOS IMPOSTOS À PROTECÇÃO DA NATUREZA

Os anunciados custos da visita do Presidente da República às ilhas Selvagens colidem declaradamente com os sacrifícios que há largo tempo estão a ser impostos aos serviços de protecção da natureza e do ambiente, nacionais e regionais que levam à existência de uma vigilância, fiscalização e monitorização deficientes.

Os cortes orçamentais impostos pelos sucessivos governos do PS e PSD/CDS, fazem com que oInstituto da Conservação da Natureza e das Florestas e os serviços regionais de protecção da natureza e do ambiente das Regiões Autónomas passem por dificuldades financeiras que limitam a sua capacidade operativa, no cumprimento das suas competências.

Deste modo, as áreas protegidas nacionais, onde se integram os parques, reservas e sítios da Rede Natura 2000, têm falta de pessoal, nomeadamente vigilantes da natureza, os meios financeiros para permitir a acção normal dos mesmos são cada vez menos e faltam meios de transporte adequados para a vigilância e fiscalização.

A título de exemplo, o Parque Natural do Tejo Internacional, com mais de 26 mil hectares de área, conta apenas com dois vigilantes da natureza.

Paradoxalmente, o ICNF está a indicar para a requalificação profissional/despedimentos, vigilantes da natureza, quando o défice de efectivos é gritante.

Cavaco Silva, enquanto presidente da República, tem assumido uma posição solidária com o Governo, no que toca à “necessidade”de adopção de políticas de contenção da despesa pública, como forma de cumprimento dos acordos com a tróika. Contudo, não se coíbe de impor custos à Administração Pública, numa visita desnecessária às ilhas Selvagens, por muito importante que seja
o significado do 50º aniversário da primeira expedição àquele arquipélago.

O Mar, segundo Cavaco Silva, é um desígnio nacional. Mas enquanto primeiro-ministro não se privou de conduzir uma política de destruição da nossa frota de pesca.

O valor correspondente aos custos desta viagem às Selvagens, por certo seriam um contributo importante para minorar os problemas financeiros com que se defrontam as áreas protegidas.

Lisboa, 17 de Julho de 2013

O Gabinete de Informação da FNSTFPS
Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Costa Rica: Guardaparques, una lucha contra los oreros


    Guardianes de Corcovado lidian con la escasez de armas y personal para hacer su trabajo
    Guardaparques, una lucha contra los oreros y el propio sistema
Corcovado. Caía apenas la noche del domingo 19 de mayo cuando el sonido de los miles de insectos que colman el Parque Nacional Corcovado se rompió con el estruendo de 14 detonaciones de dinamita.
En el improvisado campamento levantado en medio de la nada en las entrañas del parque, seis oficiales de la Fuerza Pública y tres guardaparques dejaron lo que hacían para mirar hacia la inmensa oscuridad, en un esfuerzo por ubicar de dónde salían las explosiones.
Unos decían que había que ir a inspeccionar el área; otros se opusieron debido al riesgo que eso significaba. En lo único en que todos estaban de acuerdo era que aquellos estallidos solo podían tratarse de la extracción ilegal de oro.
A la mañana siguiente, hicieron la inspección y notaron los daños. A unos 300 metros del campamento, una ladera yacía en el río. Era material listo para ser lavado como parte de la meticulosa búsqueda del preciado metal.
Aquella noche –relataron algunos– pocos conciliaron el sueño. El ambiente estaba “pesado”.
Todo eso ocurrió en una de las zonas del parque con más actividad de extracción ilegal de oro, donde los funcionarios estatales deben lidiar también con pésimas condiciones para hacer los patrullajes.
El gato y el ratón. Ni la noche del 19 de mayo ni la mañana del 20 hubo contacto entre los cuidadores y los oreros, pero no siempre ha sido así.
Los guardaparques relatan que algunos de ellos, o sus compañeros, han tenido que enfrentarse cuerpo a cuerpo con los oreros por la resistencia al arresto.
Eliécer Villalta, funcionario del Ministerio de Ambiente y Energía (Minae) y uno de los que coordina los operativos contra la orería en la zona, explicó que ya ha habido altercados con armas de fuego.
“A un compañero un orero le llegó por detrás y le apuntó con una pistola en la cabeza, puso el dedo sobre el gatillo, pero el arma no le funcionó. Luego, con otros guardaparques, se pudo detener a esa persona”, contó Villalta.
¿Qué pasó tras la detención? “Llevamos a ese orero a la Fiscalía y la pena que le impusieron fue no acercarse al parque y donar unos árboles (...). A ese mismo que intentó matar a un compañero, tuvimos que recibirle los arbolitos”, dijo.
Para ese momento, no había ocurrido en Limón la muerte del ambientalista Jairo Mora , pero tras una consulta, admiten sentir miedo de que les pase lo mismo.
Recursos. Además de la exposición directa al peligro, la mayoría de guadaparques de Corcovado no están armados, pese a que el perfil del puesto así lo establece.
Desde inicios de este año, las autoridades del Minae se llevaron 23 armas para cambiarlas, unas por están mal inscritas y otras porque estaban en mal estado. Hasta la semana pasada, seguían sin armas.
Andar desarmados hace que la detención de oreros se complique pues los guardaparques dicen que pierden autoridad. Eso ocurrió en abril en el Operativo Oro Verde, donde se detuvo a 16 personas y otras escaparon.
Casos así acaban en los tribunales, pero lo cierto es que en tres años, de 60 denuncias solo una llegó a juicio.
La única mejoría ha sido que, desde junio, el Juzgado de Flagrancia de Corredores comenzó a considerar la orería como un delito y sentenció a dos oreros a tres meses de cárcel, aunque dos quedaron libres por falta de antecedentes.
Esto y la presencia de 250 hombres sacando oro hace pensar a los guardaparques que las detonaciones de dinamita, como la del 19 de mayo, están lejos de desaparecer.
Fonte: La Nación\ Luis Edo. Díaz

terça-feira, 16 de julho de 2013

Madeira: Chefe de Estado visita as Ilhas Selvagens


    Cavaco Silva é o terceiro chefe de Estado a visitar as Ilhas Selvagens mas quer ficar para a história como o primeiro a destacar o seu valor económico.

Mais do que reafirmar a soberania portuguesa - tal como tinham feito Mário Soares e Jorge Sampaio - o atual Presidente da República visita esta semana o subarquipélago das Selvagens pela sua importância económica.

São as Selvagens que conferem a Portugal a maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia (1,6 milhões de quilómetros quadrados), potenciando além do mais a dimensão de mais 2,15 milhões de quilómetros da plataforma continental, cuja jurisdição Lisboa espera ver reconhecida pelas Nações Unidas entre 2014 e 2015.
Embora no passado Espanha tenha contestado a jurisdição portuguesa sobre este subarquipélago, que engloba para além da Grande e Pequena Selvagem ainda 16 ilhéus e distam efetivamente mais da Madeira do que das Canárias, o objetivo primordial da visita não passa por reafirmar a nossa soberania.

A visita assinala o 50.º aniversário da primeira expedição científica às ilhas, realizada pelo ornitólogo de origem inglesa Paul Alexander Zino, e que conduziu ao estabelecimento nas Selvagens da mais antiga reserva natural do país (1971).
Destacando a importância desta vertente da proteção da natureza associada à investigação científica, a visita presidencial coincide com a presença no local do navio hidrográfico "Gago Coutinho", que está a concluir o levantamento da biodiversidade das Selvagens, iniciado em 2011 no âmbito do programa M@rbis, com o robô submarino ROV. Uma demonstração do seu trabalho será feita durante a estada de Cavaco nas ilhas.

É neste contexto que o Presidente quer chamar a atenção para o facto de como a geoestratégia, a geografia e a investigação podem e devem integrar a chamada "equação da resolução económica da crise", tal como disse ao Expresso um especialista.
Potencial económico

Cavaco quer pois destacar o significado potencial para a economia da investigação científica, realçando a importância da preservação do ambiente, e ligando--a à geografia e à importância da geoestratégia. É, mais uma vez, o apelo do Presidente a que o país olhe para o mar e concentre nele a sua investigação. Já há hoje em Portugal mais de 50 centros de investigação ligados ao mar mas a sua produção é ainda pequena.
Tal como dizia ironicamente um perito, hoje, "a soberania portuguesa está mais ligada ao braço do ROV do que a uma fragata", pois a capacidade científica é fundamental para o aumento da competitividade. "Mostrar que Portugal tem tecnologia capaz de explorar as riquezas da plataforma que Portugal ambiciona é fundamental para a nossa credibilidade", sublinhava.

Cavaco Silva tem frisado insistentemente a importância da economia do mar e algo tem avançado. Diz sobretudo respeito ao desenvolvimento portuário (potenciado pela crise, já que as exportações estão a fazer-se mais por via marítima) e na fileira do pescado e da sua transformação, que já vale 1,2 mil milhões do PIB. A sua exportação alcança quase 900 milhões de euros, quase tanto como as hortícolas, e muito mais do que o vinho.

Fonte: Expresso/Luísa Meireles, com Marta Caires e Carlos Abreu



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Comemore o Dia Internacional do Guarda-Parque com a ABG!

   
    O Dia Internacional do Guarda-Parque é celebrado anualmente no dia 31 de julho.
A Associação Brasileira de Guarda-Parques quer conhecer e divulgar o trabalho dos Guarda-Parques de cada canto do Brasil ou mesmo do mundo.
Estamos convidando todos os protetores da natureza para enviar uma foto mostrando seu trabalho.
Para participar, você deve enviar uma foto sua ou da sua equipe em seu local de trabalho, com um cartaz ou papel escrito em português "Dia Internacional do Guarda-Parque" ou em inglês, "World Ranger Day". Pedimos isso para evitar publicar fotos sem o consentimento do autor e dos envolvidos.
Envie a foto até o dia 28/07 para abguardaparques@gmail.com com o Assunto "Dia Internacional do Guarda-Parque" e  uma pequena descrição com nomes dos guardas e localização (Nome da UC/Local de trabalho e Cidade/Estado).
No dia 31, publicaremos todas as fotos enviadas que estão de acordo com as normas acima citadas.
Contamos com a participação de todos!

http://abguardaparques.blogspot.com.br/2013/07/comemore-o-dia-internacional-do-guarda.html

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sintra: Campo de Trabalhos da ribeira da Samarra


DESCRIÇÃO
O Campo de Trabalhos da ribeira da Samarra (CT) é um programa desenvolvido em parceria entre a Junta de Freguesia de São João das Lampas, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento de Sintra. Tem como objectivo estimular a participação dos jovens em programas de voluntariado concebidos para a intervenção directa na preservação de espaços naturais, dos seus habitats e espécies e no património cultural, promovendo o diálogo e a troca de experiências entre os jovens e a comunidade local. O Campo de Trabalhos assenta numa componente formativa através de uma aprendizagem teórico-prática não formal e na realização de trabalhos de campo.
TRABALHOS DE CAMPO
-        os trabalhos de restauro fluvial incluem:
-        controlo de espécies florísticas invasoras;
-        construção de estruturas biofísicas;
-        plantação de espécies vegetais aquáticas;
-        manutenção de sistemas tradicionais de gestão da água;
-        colheita de sementes de espécies autóctones;
-        monitorização de fauna;
-        captura e anilhagem de aves;
ACÇÕES DE FORMAÇÃO
Introdução à anilhagem científica de aves passeriformes (Teórico-práctica). Formador, Dr. Vitor Ferreira Encarnação – Coordenador da Central Nacional de Anilhagem, ICNF.
A comunidade piscícola da ribeira da Samarra (Teórico-práctica). Formadora, Dr.ª Carla Sousa Santos – Investigadora da Unidade de Investigação em Eco-etologia (ISPA).
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
-        idade mínima de 18 anos completos e máxima de 30 anos à data da inscrição;
-        participar integralmente nos trabalhos de campo e nas acções de formação identificadas no programa;
-        assegurar as despesas de viagem de ida e volta do Campo de Trabalho;
-        informar a organização do campo caso tenha algum problema de saúde;
-        assegurar todos os materiais e objectos pessoais necessários para a estadia durante o campo;
-        estar disponível para alojamento em modo de acampamento com utilização de casas-de-banho-secas e banhos frios;
CUSTO DE INSCRIÇÃO
Taxa de inscrição de 70 euros/10 dias  (inclui o alojamento, a formação, a alimentação e o seguro de acidentes pessoais dos participantes).
VAGAS
Os CT realizar-se-ão com um máximo de 20 participantes e com o mínimo de 10 inscrições;  as inscrições estão abertas até 05 de Agosto de 2013.
INSCRIÇÃO
A ficha de inscrição em anexo pode ser enviada para a Junta de Freguesia de São João das Lampas, para os contactos indicados.
O pagamento pode ser efectuado através de transferência bancária, com posterior envio de comprovativo de transferência por correio para a morada ou e-mail indicados.
NIB: 0036 0104 9910 0005 2062 0
CONTACTOS
Junta de Freguesia
de São João das Lampas
Av. Central, 16, 2705-737
S. João das Lampas
Tel: (+351) 219 608 860/9
Fax: (+351) 219 612 452

geral@jflampas.pt
http://www.facebook.com/JFLampas

ESCLARECIMENTOS
ICNF – Parque Natural de Sintra-Cascais
Largo Fernando Formigal de Morais, nº 1,
2710-564 SINTRA 
Tel.: (351) 219 247 200
Fax: (351) 219 247 227

pnsc@icnf.pt
http://www.facebook.com/ribeira da
samarra
CANCELAMENTO
Caso não se obtenha o número mínimo de inscrições para a realização do CT, os inscritos serão notificados e reembolsados.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Índios sul-americanos formados como parabiólogos

Está em curso um programa de formação de índios sul-americanos do Gran Chaco como "parabiólogos". O objetivo é dar um modo de subsistência alternativa à safra de cana-de-açúcar aos nativos e torná-los partícipes da conservação da segunda maior área selvagem da América do Sul.
“Estas pessoas fazem parte do ambiente natural; elas pertencem a esta terra. Se elas não forem envolvidas, não vejo como podemos conseguir conservar a biodiversidade desta área a longo prazo”, revela Erika Cuéllar, impulsionadora do projeto, ao diário britânico The Guardian.

O Gran Chaco é uma vastidão de um milhão de quilómetros quadrados de floresta seca e matos baixos que se estende por uma área que abrange parte dos territórios da Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai.

Trata-se de um ecossistema com grandes flutuações de temperatura sazonais e em que a água é escassa, mas que é constituído por 3.400 espécies de plantas, 500 de aves e 150 de mamíferos, de que são exemplo o jaguar, o puma ou papa-formigas gigante.

Este éden está em perigo, ameaçado pela expansão das quintas de criação de gado, plantações de cana-de-açúcar e soja, e pelo tráfico de drogas. Mesmo a área mais bem preservada, dentro das fronteiras bolivianas e abrangida pelo Parque Nacional de Kaa lya del Gran Chaco (Bolívia) está a ser destruída pela instalação de um gasoduto e pelas operações militares de combate ao narcotráfico.
O programa de 400 horas dirigido por Erica Cuéllar forma jovens índios Guarani, Ayoreo e Chiquitano como "parabiólogos" (termo usado pela própria Erika Cuéllar), tornando-os aptos a realizar tarefas que vão desde a elaboração de projetos à recolha de dados e apresentação de resultados.

“[Os indígenas] são as melhores pessoas para nos dizer o que está a acontecer no Chaco”, considera Erika Cuéllar, bióloga de ascendência Guarani que se doutorou em Oxford. “Eu quero dar-lhes a opção de permanecer na área que conhecem”.

A formação permite-lhes participar nos projetos de conservação levados a cabo na área auferindo um salário mensal de 3.500 bolivianos, ganhando o seu sustento ao mesmo tempo em que participam na conservação da biodiversidade que suporta as suas comunidades, que caçam de forma sustentável.

 “Como um Guaraní indígena, ser um parabiólogo ajudou-me a proteger a minha comunidade”, refere Jorge Segundo, líder da povoação e o "parabiólogo" mais experiente do grupo de 17 técnicos.

O mérito do projeto já foi reconhecido a nível internacional, tendo Erika Cuéllar sido distinguida com o Rolex Award for Enterprise em 2012.

Fonte: Filipa Alves