segunda-feira, 18 de novembro de 2013

2013 Melbourne Award winners Sean Willmore

Contribution to sustainability by an individual:
Sean Willmore
Sean Willmore works to protect the people who protect wildlife. Early in his career as a park ranger he was inspired to establish the Thin Green Line Foundation after hearing other park rangers’ talk about being shot, tortured or maimed by poachers, drug lords and illegal loggers in their countries.
This experience prompted Sean to re-mortgage his house and spend a year travelling to 23 countries making a short film documenting the work of rangers and the dangers they face.
The Thin Green Line was shown in 35 countries in 2007 and Sean formed the Thin Green Line Foundation soon after to support rangers and their widows and finance other projects in their communities. The Thin Green Line Foundation also presents World Ranger Day in Melbourne every year.
As the current president of the International Ranger Federation, Sean inspires young Melburnians through school visits and storytelling in his ‘ranger in danger’ series to promote the work rangers do around the world to protect our wildlife.
“We won in the Melbourne Awards. Thanks to everyone who supports The thin green line foundation, and me personally so that we can help protect natures protectors...”, our park rangers their families and communities. Thanks to our donors, ambassadors, school children, musicians and artists, and all who support us to put this important piece of the puzzle In place:)

Informe do presidente da FIG, julho a outubro de 2013

Enquanto escrevo isso na Europa, após o Encontro Anual da Associação Francesa de Guarda-Parques, percebo que muitos guarda-parques estão enfrentando desafios de todas as formas e tamanhos. Desde falta de segurança e más condições de trabalho em muitas regiões até o enfretamento de caçadores armados na África, Ásia e América Latina, todas estas questões são igualmente válidas. O que estou, no entanto, é cada vez mais otimista sobre a capacidade da família de guarda-parques e nossa crescente base de apoio para ajudar uns aos outros em tempos de necessidade e amizade, e para superar, ou pelo menos descobrir os desafios que temos. Nossa recente homenagem e comemoração do Dia Mundial do Guarda-Parque é apenas um exemplo. Por meio do quadro de honra em memória e do momento de recordação honramos aqueles que perderam suas vidas no cumprimento do dever. Isso fortalece a nossa determinação de evitar que essa tragédia ocorra no futuro e também de auxiliar as famílias deixadas, caso isso ocorra. O Dia Mundial do Guarda-Parque faz homenagem aos guarda-parques falecidos, no entanto, ele tem a dupla finalidade de também celebrar o bom trabalho que guarda-parques estão fazendo pela conservação e as comunidades ao redor do mundo. Este ano vimos um aumento da participação do setor de guarda-parques e também de nossa crescente base de apoio.
Muitas outras organizações e indivíduos juntaram-se aos guarda-parques para marcar este dia. Do Cazaquistão à Costa Rica e da Austrália ao Quênia, nós honramos este dia. Até mesmo recebemos uma carta de agradecimento e bons desejos de Sua Alteza Real, o Príncipe William, o duque de Cambridge, e uma mensagem de vídeo de nossa Embaixadora, Dra. Jane Goodall, para os guarda-parques do mundo.
Tendo participado do Congresso Europarcs e viajado pela Europa, estou feliz em dizer que temos agora em andamento o desenvolvimento de uma série de novas associações. Lago Baikal, na Rússia, Sérvia, Hungria e Letônia, todos estão interessados em se juntar sob a bandeira da FIG, e a Eslováquia em renovar sua associação. Temos também as associações com potencialidade de surgir no Cazaquistão, Quênia e Uganda. Para todas as novas associações que pretendem se constituir, será dado um auxílio de 500 dólares do parceiro da FIG, The Thin Green Line Foundation - TGLF. Então, se você deseja formar uma associação ou ajudar outra área a ser criada, entre em contato.
Tendo-me reunido até o momento nesta visita com guarda-parques húngaros, eslovacos, sérvios, russos, letões e franceses, estou muito empolgado com a ideia da FIG de encaminhamento de projetos de irmandade entre as associações. Muitas associações já estão colocando isso em prática, como PAWA na Austrália, com o Brasil. E daqui para frente: por exemplo, a “Garde Nature de France” (associação francesa) está interessada em ajudar alguns países e regiões africanas de língua francesa para começar suas associações e ajudar com projetos nessas regiões. Húngaros podem unir-se com a Eslováquia e a Sérvia. Uma Associação Australiana com uma nova Associação de Guarda-Parques do Timor. Há muitas opções e oportunidades interessantes para associações existentes adicionar novas dimensões a suas associações e formalizar seu trabalho entre associações. Você vai ouvir mais sobre isso em breve e espero que todos participem com o entusiasmo que vemos quando guarda-parques reúnem-se ao redor do mundo.
Também existe uma grande oportunidade com o 3º Congresso Europeu que será sediado na Croácia em Maio de 2014 e para o Congresso Mundial de Parques, em Sydney, em novembro de 2014. O planejamento está em andamento para ambos os eventos. Esperamos ver um grande contingente na Croácia, e o CMP em Sydney apresenta-se como uma grande oportunidade para Guarda-parques, nossas histórias e nossas soluções para estar na frente e no centro do pensamento de conservação global. Eu encorajo todos vocês a pensar sobre como você pode participar, direta ou indiretamente nisso. Nós estaremos convocando para submissões de trabalhos e também para solicitações para aqueles que podem precisar de apoio ao congresso. Mas por favor, se você pode oferecer auxílio diretamente ou por meio de contatos para ajudar a financiar o comparecimento e apresentações de guarda-parques nesses eventos, por favor, entre em contato. A FIG é tão forte quanto seus membros e sua ativa participação.
Desde o último boletim, como presidente, tive o prazer de representar você e suas questões as suas Altezas Reais: Príncipe William e Príncipe Charles. Ambos estão muito interessados em ver que eles podem ajudar e eu vou me reunir em breve novamente com os representantes no Reino Unido para ver o que pode ser possível com o seu apoio e ou envolvimento.
Além disso, reuni-me informalmente com a Diretora-Geral da IUCN, Julia Marton Lefevre, e com o Ministro da Hungria. Logo estarei encontrando-me com guarda-parques alemães, suíços, tchecos e austríacos, bem como guarda-parques croatas e seu ministro.
Sobre as doações, através da TGLF, Wayne Lotter, vice-presidente da FIG, ajudou a entregar os seguintes:
$10 mil dólares em equipamentos para patrulha de guarda-parques na Sumatra, Indonésia;
$10 mil dólares para a reconstrução de casas destruídas por caçadores para guarda-parques na Zâmbia;
Entrega de 250 mosquiteiros, ponchos de chuva e sacos de dormir para guarda-parques do Massai, no Big Life do Quênia; Apoiar as viúvas de guarda-parques na Argentina, Paraguai, Tailândia e em breve nas Filipinas;
E em breve, um curso de primeiros socorros e o fornecimento de kits de primeiros socorros, será experimentado no Quênia, Tanzânia e Uganda, com mais a seguir. Deixe-nos saber o que a sua associação precisa para seus guarda-parques ou no que você pode ser capaz de ajudar outros guarda-parques em necessidade.
Em breve a The Thin Green Line Foundation terá também o status de caridade nos Estados Unidos e Reino Unido, dando novas vias de apoio para guarda-parques e seus membros da FIG.
Através da parceria entre TGLF e FIG, visamos equipar e treinar muito mais guarda-parques ao longo dos próximos 12 meses. Sabemos que há muito trabalho a ser feito, mas passo a passo, estamos fazendo progressos com a sua ativa participação e ajuda.
Meu agradecimento vai também para o comitê executivo da FIG e todos os que doam seu tempo, e para o nosso novo Editor do Boletim e Assistente Executivo Voluntário Nicola Potger.
Então, com renovado vigor e otimismo, o comitê executivo da FIG e eu estamos ansiosos para trabalhar com você, representando e apoiando o excelente trabalho que todos vocês fazem diariamente.
Ainda assim, para mim, não há trabalho mais ilustre do que trabalhar para a proteção da Natureza, e dentro disso, nada mais honroso do que o trabalho do Guarda-parque na linha de frente da conservação.

Atenciosamente

Sean Willmore
Presidente da FIG & Membro da Associação de Guarda-Parques de Victoria
president@internationalrangers.org

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Prótese de Lego devolve capacidade de andar a tartaruga



Quando foi encontrada, a tartaruga Schildi tinha uma infecção tão perigosa que os veterinários tiveram de lhe amputar a pata para ela sobreviver. No entanto, e como vem já acontecendo com vários animais com as patas amputadas, responsáveis pelo Bird Consulting International, em Baden, Alemanha, não a deixaram ficar assim.
De acordo com o Grist, a solução encontrada até é bem simples: uma prótese feita com uma roda de Lego. Sim, o clássico brinquedo infantil (e não só).
“A prótese de Lego significará uma tartaruga, provavelmente, mais lenta. Mas, na verdade, a que velocidade precisa de ir uma tartaruga?”, questiona o agregador.
A peça de Lego foi colada à sua carapaça inferior e, depois de alguma renitência, a tartaruga Schildi acabou por se adaptar na perfeição.
A peça foi desenhada por médicos da Bird Consulting International e teve como inspiração os brinquedos da filha de um dos responsáveis da ONG. De acordo com os profissionais, Schildi precisará de mudar a sua nova pata uma vez por ano, por isso é provável que o próximo material seja desenhado à medida – talvez esta nova pesquisa permita que outros animais possam ser ajudados.
Fonte: greensavers

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pastagens contra as alterações climáticas vencem concurso europeu



Projecto português de pastagens contra as alterações climáticas vence concurso europeu
Pastagens Semeadas Biodiversas consideradas a melhor solução apresentada no concurso Um mundo que me agrada.
Projecto das pastagens envolve mais de mil agricultores portugueses
O grande vencedor do concurso europeu Um mundo que me agrada, para a melhor solução contra as alterações climáticas, é um projecto português: considerou-se que Pastagens Semeadas Biodiversas preconiza uma solução inovadora para a redução das emissões de dióxido de carbono, a erosão dos solos e os riscos de incêndios florestais, aumentando ao mesmo tempo a produtividade das pastagens.
Anunciado esta quinta-feira à noite em Copenhaga (Dinamarca) pela Comissão Europeia, na cerimónia de entrega dos prémios Sustainia, o prémio distingue um projecto promovido pela Terraprima, empresa de serviços ambientais portuguesa, e envolve mais de 1000 agricultores portugueses. Sustentada por três projectos financiados pelo Fundo Português do Carbono, a Terraprima fez, desde 2008, contratos com estes agricultores, pagando-lhes pelos serviços de captura de carbono feita pelas pastagens biodiversas.
Estas pastagens são formadas por 20 variedades diferentes de plantas. A pastagem acaba por se adaptar ao tipo de solo onde é plantada. Os agricultores têm de comprar estas sementes e, posteriormente, têm o apoio técnico da Terraprima durante o projecto.
Além de capturarem mais carbono, estas pastagens enriquecem o solo de matéria orgânica, protegem contra a seca e são mais nutritivas para os animais que se alimentam delas, evitando que os agricultores tenham de comprar mais alimento, que normalmente  é produzido de uma forma intensiva.
“Estou muito contente pelo reconhecimento deste projecto”, disse ao PÚBLICO Tiago Domingos, director da Terraprima e professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Lisboa. “É o reconhecimento do meu trabalho, de toda a equipa da Terraprima, dos agricultores e do Estado português”, defende, acrescentando que este prémio dá visibilidade ao projecto a nível internacional e “pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países”.
A produção de pastagens biodiversas começou por ser uma ideia australiana. Mas na década de 1960 David Crespo, engenheiro agrícola, começou a apurá-la, estudando, durante décadas, as melhores sementes para o solo português. Em 1990, fundou a empresa Fertiprado.
Na última década, a Terraprima olhou para estas pastagens e foi estudar os seus benefícios. Foi assim que descobriu que, usando adequadamente esta técnica, era possível criar pastagens mais nutritivas, solos mais ricos e capturar mais dióxido de carbono da atmosfera. Hoje, estas pastagens crescem em 50.000 hectares de terreno português, principalmente no Alentejo, onde as pastagens estão associadas ao regime de montado.
“Este projecto é o exemplo perfeito de como uma solução prática contra as alterações climáticas pode também poupar dinheiro, criar emprego e gerar crescimento”, disse a comissária europeia para a Acção Climática, Connie Hedegaard. “O facto de o concurso Um mundo que me agrada ter atraído tantos projectos inovadores de toda a União Europeia é muito encorajador. Há que desenvolver mais estas soluções para construirmos um mundo que nos agrada com um clima de que gostamos”, acrescentou a comissária.
O concurso pretendeu recolher ideias criativas oriundas de toda a Europa sobre inovações com baixo teor de emissões de carbono. Foram apresentados 269 projectos, votados depois pelos cidadãos e, no final, os melhores foram apresentados ao comité dos prémios Sustainia. O concurso faz parte da campanha de sensibilização pública da Comissão Europeia Um mundo que me agrada com um clima de que gosto, que promove soluções para as alterações climáticas.  
Agora, o projecto português irá gravar um vídeo profissional, recebendo apoio para a sua promoção nos meios de comunicação social europeus, refere um comunicado da Comissão Europeia.
“Portugal é capaz de ter uma ideia que funciona e inova”, sublinhou por sua vez Humberto Rosa, ex-secretário de estado do Ambiente e actual director do programa de adaptação e de tecnologia de baixo carbono, que pertence à Direcção Geral para a Acção Climática na Comissão Europeia. “Neste caso concreto, inova no ambiente.” Humberto Rosa fez parte do júri europeu do concurso.
Havia dois outros projectos a competir com as pastagens semeadas biodiversas. Um belga, que promove a redução das emissões de carbono nos aeroportos, e o terceiro, polaco, que incide na redução da energia gasta nas casas.
Fonte/Foto: Nicolau Ferreira/Público

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

COMUNICADO DE IMPRENSA Perseguição ilegal ao lobo-ibérico



COMUNICADO DE IMPRENSA

Perseguição ilegal ao lobo-ibérico
Perante a situação de ameaça da espécie, organizações exigem mais protecção, mais fiscalização e punições exemplares
O recente caso do abate da loba “Bragadinha” dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês reflecte a impunidade com que se está a matar ilegalmente o lobo-ibérico em Portugal. As organizações subscritoras juntam-se num apelo público à acção contundente em relação aos crimes contra esta espécie ameaçada e protegida na legislação nacional e internacional.
  A fêmea adulta “Bragadinha” foi encontrada morta a 30 de Outubro de 2013 e os resultados da sua necrópsia foram claros: abatida a tiro de caçadeira e simultaneamente atacada por uma matilha de cães. Este episódio, ocorrido dentro da Zona de Caça Associativa da Gavieira, Arcos de Valdevez, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, é o quinto abate ilegal de lobo-ibérico de entre os 15 lobos seguidos por telemetria no Alto Minho. Esta fêmea era uma jovem reprodutora da alcateia existente na área, tendo tido a sua primeira ninhada em Maio deste ano.
O Sistema de Monitorização dos Lobos Mortos, implementado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), indica que para os 80 registos de mortes de lobos identificados entre 1999 e 2011, 71% tiveram como causa a acção humana, muitas das vezes em circunstâncias de perseguição ilegal, como por exemplo o tiro, laço e veneno. Dados do CIBIO, obtidos por telemetria no Noroeste de Portugal, revelam que anualmente 45% dos lobos da zona são mortos por acção humana e de forma ilegal. Esta mortandade é insustentável e levará, se não for travada, ao rápido desaparecimento dos 300 exemplares que ainda sobrevivem em Portugal.
Na mesma zona de caça onde foi abatida a loba “Bragadinha”, no ano passado deu-se a morte a tiro de um lobo adulto durante uma batida ao javali. O indivíduo responsável pelo crime foi apenas punido com uma multa de 300€, um valor que se considera irrisório e sem qualquer efeito dissuasor.
O lobo, pelo seu estatuto de protecção, não é espécie cinegética em Portugal e estes abates ilegais com arma de fogo, que nada têm a ver com a caça e com a exploração sustentada dos recursos cinegéticos, não podem continuar a ocorrer. Por esta razão urge sensibilizar e dialogar com as Organizações do Sector da Caça, envolvendo todas as partes no esforço de conservação do lobo, erradicando tais actos criminosos e encontrando formas de mitigação das motivações que estão na sua base.
As organizações subscritoras deste comunicado exigem às autoridades competentes, nomeadamente ao ICNF, ao SEPNA/GNR e em especial ao Ministério Público, uma acção urgente e contundente no que diz respeito a estes casos:
 - Os ataques dos lobos a animais domésticos, que constituem uma das principais motivações para a perseguição ilegal a este carnívoro, deverão ser minimizados através da eficaz vigilância do gado e indemnizados atempadamente ao abrigo da Lei de Protecção do Lobo-Ibérico;
- Tem de haver um reforço dos meios de fiscalização (existem no total apenas 15 Vigilantes da Natureza no Parque Nacional da Peneda-Gerês, menos de metade do que seria necessário, e sem as armas necessárias para a fiscalização);
- Os processos-crime têm de ser julgados exemplarmente – a aplicação de sentenças ligeiras nestes casos é um autêntico incentivo à prossecução da ilegalidade e do crime impune, consumando-se um extermínio que aproxima cada vez mais o lobo-ibérico da extinção.
 As organizações subscritoras deste apelo compreendem e reconhecem o complexo conflito entre o Homem e a Natureza, em particular o lobo, mas insistem na utilização plena das ferramentas desenvolvidas para mitigar as consequências desta realidade. O reforço destes instrumentos é crucial para a conservação a longo prazo desta e de outras espécies protegidas.
Às autoridades públicas competentes cabe promover todas as iniciativas necessárias para inverter a tendência perversa, que conduz à destruição do nosso património natural e cultural. O lobo-ibérico é o expoente máximo da biodiversidade da região, sendo a Peneda-Gerês o único parque nacional do país, razão pela qual é absolutamente inaceitável que se possam reproduzir em anos sucessivos situações de ilegalidade impune como esta.
 Lisboa, 8 de Novembro de 2013
Para mais informações:João Camargo (963367363)Helena Rio-Maior (965749092)

As organizações subscritoras:
ALDEIA – Acção Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação, Ambiente
ANPC – Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade
APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
ASCEL – Asociación para la Conservación y Estudio del Lobo Iberico
Associação Transumância e Natureza
CARNIVORA – Núcleo de Estudos de Carnívoros e seus Ecossistemas
FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
Grupo Lobo – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema
LPN – Liga para a Protecção da Natureza
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Encerrados serviços da Reserva Natural do Paul do Boquilobo na Golegã


Vigilantes da Natureza passam a estar domiciliados no Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios
Os serviços de apoio à Reserva do Paul do Boquilobo passaram a funcionar no Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios, no Bairro, concelho de Ourém. Até 1 de Setembro os serviços administrativos e o apoio aos Vigilantes da Natureza funcionavam numa sala cedida pela Câmara da Golegã no edifício Equuspolis. Os Vigilantes da Natureza passam a estar concentrados também na localidade de Bairro. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) afirmou a O MIRANTE que as razões incidem na “gestão de recursos humanos e de segurança”.
“Não está em causa o encerramento da área protegida, mas apenas uma mudança de instalações de um serviço de apoio administrativo”, clarificou o ICNF, garantindo que os técnicos superiores e os Vigilantes da Natureza que garantem a gestão, monitorização e fiscalização desta área protegida continuarão a desempenhar as suas tarefas com a mesma regularidade.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara da Golegã, Veiga Maltez, lamenta o sucedido, mas respeita a decisão. “A Golegã só tinha a beneficiar com a existência de um ponto de atendimento e de informação da Reserva Natural do Paul do Boquilobo, que se pretendia que fosse uma porta de entrada e interesse nas vertentes turística e cultural para os visitantes”, afirmou.
A autarquia foi informada desta decisão no dia 28 de Agosto, através de uma carta assinada pela directora do ICNF de Lisboa e Vale do Tejo, Maria Jesus Fernandes, onde é argumentado que a decisão recai na “reorganização e racionalização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e designadamente do Departamento de Conservação da Natureza de Lisboa e Vale do Tejo”, lê-se.
O presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), Francisco Correia, confirmou a O MIRANTE que os cinco vigilantes responsáveis pela área desta reserva natural foram notificados para no dia 1 de Setembro se apresentarem junto ao Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios.
A Reserva Natural do Paul do Boquilobo fica situada nas margens do rio Almonda, afluente do Tejo, e pertence à rede de Reservas da Biosfera da Organização das Nações Unidas Para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Que considerou como uma das três centenas de reservas no mundo representativas dos principais ecossistemas da Biosfera. O Paul do Boquilobo evidencia-se ainda por albergar um dos maiores garçais da Península Ibérica.
Fonte: O MIRANTE

ROTA DOS PASTORES, 9 novembro 2013, Chãos * 10,00 horas



No âmbito do projetos da conservação da Gralha-de-bico-vermelho, a Cooperativa Terra Chã” vai levar a efeito mais uma Rota dos Pastores, esta com um caracter muito particular, pois será a rota dos apadrinhamentos e visita aos abrigos tradicionais de pastores e pias de água na serra dos candeeiros, recuperados pela Cooperativa Terra Chã no corrente Ano.
Agradecemos a vossa presença e a divulgação da mesma.
Com os melhores cumprimentos,
 António Frazão Telemóvel: (+ 351)967224406
Dirigente Cooperativa Terra Chã, C.R.L.RNAAT nº 2/2011
Largo do Centro Cultural de Chãos, 12040-018 Alcobertas
Telf.: (+351)243405292
Fax: (+351)243405321
ROTA DOS PASTORES
9 novembro 2013, Chãos * 10,00 horas

ROTA DO APADRINHAMENTO

Um passeio com o rebanho comunitário “Terra Chã” e os pastores, com visita à recuperação dos abrigos dos pastores e às pias de água da Serra dos Candeeiros.
Depois do projecto de “Conservação e preservação dos habitats da Gralha-de-Bico- Vermelho” (2008-2012), Terra Chã continua a planear a acção do rebanho, visando a conservação da natureza e da biodiversidade, contribuindo para a revitalização das tradições, a promoção dos produtos locais e a dinamização da economia local.

Nesta rota acolhemos as pessoas e entidades que apadrinharam ou desejam apadrinhar uma cabra. Também se mostrará a recuperação dos abrigos de pastores e das pias de água (ITI Serra dos Candeeiros).

CARACTERÍSTICAS:
Percurso: Circular (início/fim no Centro Cultural de Chãos)
Distância: aprox. 7 km
Duração: 5/6 horas
Caminhos: caminhos rurais e de montanha
Nível de dificuldade: Médio
RECOMENDAÇÕES PARA UMA BOA CAMINHADA:
- Calçado confortável
- Roupa adequada às condições climatéricas
- Boa disposição …
INSCRIÇÃO:
- 30,00 € /pessoa
- gratuito: crianças até 12 anos
INCLUI:
- Pífaro e diploma de pastor
- Sacola de pastor com merenda/almoço tradicional de pastor e navalha
- Lanche (filhoses, café d’avó, requeijão com mel e chá)
- Seguro de acidentes pessoal
- Certificado de apadrinhamento

CONTACTO:
Cooperativa “Terra Chã”, CRL
Largo do Centro Cultural, nº1
2040-018 Alcobertas
Tlm: (António Frazão) 967 722 406
Inscrições e informações:
http://www.cooperativaterracha.pt
RNAAT: 2/2011

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

AVAAZ.ORG: Un millón contra la caza de leones

¡Ganamos el caso! Un tribunal de Sudáfrica acaba de sentenciar que el gobierno vulneró nuestro derecho a la libertad de expresión cuando bajaron los anuncios en los que pedíamos protección para los leones en el aeropuerto sudafricano. Ahora somos noticia en todos los medios. Aprovechemos este impulso y lleguemos al millón de apoyos para proteger a los leones.

Cientos de leones sudafricanos están siendo sacrificados para fabricar dudosas pócimas sexuales para hombres. Pero podemos detener este cruel comercio si exponemos al gobierno donde más les duele: en la industria turística.

La prohibición internacional a la venta de huesos de tigre ha provocado que los comerciantes busquen una nueva presa: los majestuosos leones. En Sudáfrica, los leones son criados en terribles condiciones de cautiverio para suplir la caza por encargo de turistas que pagan miles de dólares por esto. Ahora, reputados expertos informan que los huesos de león que sacan de esas granjas depredadoras son exportados y utilizados para medicinas falsas y bebedizos en Asia -- es un negocio redondo. Este comercio está creciendo tanto que los expertos temen que, al seguir subiendo los precios, incluso los leones salvajes – de los que tan solo quedan 20.000 en África – se vean amenazados por la caza furtiva.

Si podemos mostrarle al Presidente Zuma que este brutal comercio está dañando la imagen de Sudáfrica como destino turístico, él podría prohibir el comercio de huesos de león. Avaaz está lanzando una potente campaña publicitaria en aeropuertos, webs turísticas y revistas, pero necesitamos un millón de voces para darle fuerza.

A Jacob Zuma, Presidente de Sudáfrica:
Como ciudadanos comprometidos de todo el mundo y con gran respeto hacia Sudáfrica y su magnífico patrimonio ambiental, le pedimos que prohiba el cruel e insensato tráfico de huesos y órganos de león, que está patrocinando una industria que podría llevar los leones a su extinción. Esperamos poder visitar Sudáfrica y apoyar su industria turística, y nos gustaría recomendarla a nuestros amigos como destino de vacaciones. Le pedimos que elimine la mancha del tráfico de leones de la reputación internacional de su país y nos ayude a apoyarlo con la conciencia limpia.

Fonte: AVAAZ.ORG
http://www.avaaz.org/es/stop_lion_slaughter_for_sex_aides_rb/?bzVnecb&v=30910

Brasil: Emenda pretende conceder porte de arma a guarda-parques

O porte de arma funcional aos guarda-parques de órgãos ambientais foi proposto através de uma Emenda de Plenário ao Projeto de Lei n° 6565/2013, apresentada pelo Deputado Federal Onyx Lorenzoni no dia 22 de outubro.

Originalmente, o Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, limitava concessão de porte funcional aos agentes e guardas penitenciários. A referida proposição de Emenda de Plenário n° 01 - EMP 1/2013, visa autorizar os integrantes do quadro efetivo de agentes e guardas prisionais e servidores públicos do cargo de Guarda-parques dos órgãos ambientais o porte de arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição.

Segundo o deputado, "os servidores públicos do cargo de guarda-parques dos órgãos ambientais, em razão das necessidades inerentes ao desempenho de suas atividades, destinada a coibir danos ao meio ambiente, caça, pesca e exploração florestal irregular, em áreas de risco e de difícil acesso, igualmente encontra-se sujeitos a risco de vida e integridade física que justifica igual tratamento pelo ordenamento jurídico, o que a presente emenda busca contemplar".

Esta iniciativa é o desdobramento de um encontro que Guarda-parques tiveram em Porto Alegre-RS no final do ano passado, através de uma agenda construída pelo Guarda-parque William Bitencourt, em conjunto com os Guarda-parques Luciano Menezes e Alexandre Gomes, servidores da SEMA-RS e membros da Associação de Guarda-parques do Rio Grande do Sul (AGP-RS).

Posteriormente, os representantes da Associação Brasileira de Guarda-parques (ABG), João Carlos Batista, e da AGP-RS,  Luciano Menezes, estiveram no Congresso Nacional para cumprir agendas e articulações junto aos Deputados Federais, tratando de temas referentes às propostas de concessão de porte de arma e da regulamentação da profissão no Brasil aos servidores Guarda-parques.

Fonte. Marcelo Segalerba

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Governo procura nova direcção para o ICNF

Governo procura nova direcção para o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas
Actual presidente foi nomeada por Assunção Cristas em Fevereiro de 2012, em regime de substituição, após a demissão em bloco da presidência do ICNB.
O secretário de Estado das Florestas, Francisco Gomes da Silva, ordenou a abertura de um concurso para preencher o cargo de presidente do conselho directivo do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), actualmente ocupado por Paula Sarmento, bem como toda a equipa da direcção.
Paula Sarmento tinha sido nomeada pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, em Fevereiro de 2012 para presidir ao novo organismo que resultou da fusão do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) com a Autoridade Florestal Nacional. A lei orgânica do ICNF só foi publicada em Junho do ano passado mas a nomeação da direcção teve de ocorrer antes, na sequência do pedido de demissão em bloco apresentado pelos três membros da presidência do ICNB, alegadamente por motivos de ordem “estritamente pessoal”.
“A equipa directiva foi nomeada em regime de substituição” e a lei determina que “os titulares dos cargos de direcção superior sejam recrutados por procedimento concursal”, justifica fonte do gabinete de Francisco Gomes da Silva, questionado pelo PÚBLICO sobre este novo concurso. “É um procedimento normal e deverá ocorrer para toda a equipa directiva”, acrescentou, sem responder se Paula Sarmento continuará no instituto.

Governo procura alguém com formação na área
O procedimento, lançado pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública, está aberto desde 9 de Outubro e as candidaturas podem ser submetidas até à próxima terça-feira. Por ser “urgente” e “de interesse nacional”, o procedimento não prevê a audição de potenciais interessados.
O Governo procura alguém com formação, por ordem de preferência, em engenharia agrícola, agronómica, silvícola ou florestal, biologia, engenharia do ambiente, arquitectura paisagística, e por fim gestão. Será determinante a experiência profissional em áreas como floresta e conservação da natureza e biodiversidade, planeamento florestal, gestão e coordenação de fundos, prevenção de incêndios, fitossanidade florestal, caça e pesca de águas interiores, planeamento e ordenamento do território.
O contrato terá duração de cinco anos, renovável, e a remuneração é de 3734 euros, aos quais acrescem 778 euros para cobrir despesas de representação.
O novo presidente do ICNF terá nas mãos tarefas como a revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza – que já deveria estar pronta desde 2011 – bem como dos planos de ordenamento de áreas protegidas e da Estratégia Nacional para as Florestas. Outra missão é assegurar que todas as áreas florestais do Estado dispõem de Plano de Gestão Florestal e promover a avaliação externa do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Fonte: Marisa Soares/Público

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"LOS ECOSISTEMAS NO ESTÁN PARA SERVIRNOS, ESTÁN PARA FUNCIONAR"

El documentalista chino-estadounidense, John D. Liu, se encuentra de visita en el Perú y aprovechamos para conversar con él sobre su trabajo en restauración ecológica en su recorrido por diversos países.
Liu viaja de país en país llevando su mensaje a distintos actores en distintas partes del mundo, buscando generar conciencia de la importancia de encontrar una armonía entre las actividades humanas y los sistemas naturales.
 
¿Qué es la Restauración Ecológica?
Con los tiempos históricos, los seres humanos han alterado el planeta. Varias cosas reducen la biodiversidad, reducen la cantidad de biomasa y han alterado la fertilidad en el suelo.
Se han alterado los sistemas naturales. La Restauración Ecológica es restaurar los sistemas de la tierra.

¿Por qué es tan importante?
Bueno, porque estamos frente al cambio climático y nos enfrentamos a la pérdida de biodiversidad. Estamos frente a perturbaciones hidrológicas; tenemos siete mil millones de personas y estamos añadiendo mil millones de personas aproximadamente cada doce años. Si seguimos como vamos ahora las futuras generaciones de la humanidad están en peligro.

¿Qué es el Environmental Ecology Media Project?
El Proyecto de Medios de Educación Ambiental comenzó en China para ayudar al pueblo chino a comprender más acerca de sus sistemas naturales. Vimos que en China el desarrollo económico, el desarrollo industrial y el desarrollo urbano iban muy rápido. Pero la gente realmente no sabe mucho sobre sustancias tóxicas o sobre los sistemas naturales, así que decidimos que sería una buena idea utilizar los medios de comunicación para comunicar estos temas al mayor número de personas.

¿Qué opinión tienes sobre el Servicio por Pagos Ecosistémicos?
Diferencio entre la función ecológica y los servicios ecológicos. Creo que la función ecológica es la manera en que el trabajo natural de los sistemas, mientras que servicios de los ecosistemas está más centrado en las personas. Los ecosistemas no están ahí para servirnos  están allí para funcionar  y tenemos que entender eso. Así que si tenemos ecosistemas funcionales tendremos servicios de ecosistemas, pero si queremos servicios de los ecosistemas y creemos que los ecosistemas están allí para nosotros, podemos destruirlos como lo hemos venido haciendo.

Qué tareas hay por hacer para revertir esta degradación del medio ambiente y estos cambios generados por las alteraciones del clima
Es importante entender que no hay nada malo con la tierra, que la gente es el problema, las personas son las que tienen que cambiar. Lo que hemos estado trabajando es la formación en investigación además de centros de innovación para la restauración ecológica. Con esto buscamos que todas las personas puedan estudiar y se puedan entrenar y aprender en cómo restaurar los ecosistemas y así generar innovación. Que la gente pueda hacer nuevos cambios en la forma en que viven y lo que aprenden.


Esta entrevista fue posible, gracias a la Alianza de aprendizaje Perú y al Proyecto IssAndes/CIP

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Guarda-parques participam de curso da FAB para situações de calamidade

 BRASIL: Aulas com aeronaves vão auxiliar em ações de busca e resgate. Rebio Araras em Petrópolis, RJ, destaca a excelência do curso.
Quatorze guarda-parques da Reserva Biológica de Araras, com sede em Petrópolis , Região Serrana do Rio, participam nesta quarta (16) e quinta-feira (17) de um curso de operações com aeronaves promovido pela Força Aérea Brasileira (FAB). A capacitação tem o objetivo de melhorar o desempenho dos agentes em ações que incluem resgates em situações de risco, como enchentes, queimadas, buscas e salvamentos.

A instrução ocorre na Base Aérea dos Afonsos, onde se situa o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação, Esquadrão Puma da FAB. Para o chefe da Rebio Araras, o geógrafo Ricardo Ganem, “a capacitação é extremamente importante, pois grande parte das ações hoje utilizam aeronaves. Isso ficou ainda mais evidente depois da tregédia de janeiro de 2011. O transporte aéreo, muitas vezes, é o único que permite a realização de resgates e de transporte de alimentos e equipamentos”, ressalta Ricardo.

Nesta quarta-feira, os 14 guarda-parques receberam as orientações teóricas. Na quinta, será a vez do treinamento prático com helicóptero. “A aeronave é um H-34 Super Puma”, explica o chefe da Rebio Araras, acrescentando que a instituição que é ligada ao Instituto estadual do Ambiente (Inea), tem uma aeronave à disposição para ações de busca e salvamento em áreas remotas. “Ela fica na sede da Polícia Militar, que nos dá apoio”, acrescenta.
Fonte: Marcelo Segalerba / G1

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Os Masai e o incerto futuro da conservação por Marc Dourojeanni

Os Masai e o incerto futuro da conservação por Marc Dourojeanni
...O que acontece dentro das áreas protegidas
    Nesse quadro geral, as áreas protegidas são o único refúgio mais ou menos seguro da fauna, que sustenta o turismo, a principal fonte de divisas de ambas as nações. Mas, elas não estão imunes às mudanças e, pelo contrário, apesar das tremendas pressões externas mencionadas, sofrem de graves problemas internos. Alguns desses problemas são semelhantes em ambos os lados da fronteira, mas, outros, são diferentes. O problema comum é o mau manejo ou a falta de manejo do turismo o que é particularmente notório em Masai Mara. Nessa reserva os veículos de turismo não respeitam nada e não têm ninguém para fazer cumprir as regras. Usando o rádio ou os telefones celulares, os motoristas-guias empreendem verdadeiras corridas para mostrar os melhores espetáculos aos seus passageiros, já que disso podem depender as normalmente avultadas gorjetas. Assim, ao redor das passagens dos gnus pelo rio ou ao redor de leopardos ou leões, principalmente se algum deles está caçando, podem se acumular dezenas de veículos na mais absoluta desordem. Deste jeito, as trilhas dos veículos motorizados se multiplicam e ocasionam evidentes danos à vegetação natural. A poeira levantada e o barulho de motores e de gente tiram grande parte do desfrute de observar a natureza em ação. Nos parques da Tanzânia a situação é muito mais controlada e é raro ver carros fora das trilhas oficiais. Mas, não deixa de acontecer.

As autoridades Masai não controlam o turismo que é caótico e um perigo para as pessoas e para o futuro da área protegida.

A administração de Masai Mara é, na atualidade, inteiramente Masai, e isso é parte do problema. Relações pessoais e obrigações tribais desrespeitam a lei e, na verdade, a única medida que os guardas tomam é cobrar ingresso e aplicar multas, principalmente aos seus desafetos.  Em três dias de visita, apenas uma vez foi visto um veículo dos guarda parques. Já na Tanzânia, onde a administração é do governo nacional, eles são mais presentes e, por exemplo, após duras batalhas, conseguiram recuperar áreas ao oeste do Parque Nacional Serengueti que os caçadores regionais haviam ocupado. Os caçadores, que não são Masais, já mataram vários guardas, usando inclusive flechas envenenadas. Agora, os funcionários do Parque nesse setor ocupam uma série de fortes com altas muralhas, a partir dos quais fazem o controle da área.

Um problema que é comum a ambos os países, embora sempre com vantagens para a Tanzânia, é o destino das enormes somas de dinheiro que são cobradas aos visitantes. É óbvio que elas não são investidas nas áreas protegidas que, excetuando os guardas, carecem de quase tudo. A corrupção alcança, em ambos os países, níveis estratosféricos. Nisso, é enorme a diferença destes parques com a dos sul-africanos, que oferecem excelentes serviços e que desenvolvem uma alta qualidade de manejo.

A falta de manejo se constata inclusive no Serengeti, onde se sabe que os próprios funcionários do Parque queimam propositadamente enormes extensões de savana, apenas para garantir o retorno dos gnus, que por sua vez garantem a renda do turismo. A esses incêndios intencionais se somam os que provocam vizinhos e caçadores e os que são de origem natural. O resultado é calamitoso.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

3rd European Ranger Seminar, National Park Brijuni - Croatia

International Ranger Federation and Croatian Ranger Association
with the support of Ministry of Environmental and Nature Protection of Croatia organize the 3rd European Ranger Seminar in 13th – 17th May 2014 in National Park Brijuni - Croatia

During the seminar several issues will be discussed on working groups:

§ Education and interpretation
§ Communication
§ Developing of international projects for experience exchanging and training programs between rangers
§ Management of biodiversity monitoring from the perspective of rangers
§ Junior Ranger Project developed by Europarc Federation and other national projects

Practical activities in the field will take place in two days of the meeting.

The final program and the costs of the seminar will be announced in November 2013.

More details and information can be obtained at:

Branko Štivić - croatian.ranger@gmail.com Tel: +385 (99) 707 707 9

Florin Halastauan - florin_hombre@yahoo.com

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Equador autoriza exploração de petróleo em reserva natural da Amazónia

O Congresso do Equador autorizou na quinta-feira perfurações para explorar petróleo no parque nacional de Yasuní, na Amazónia. A reserva natural possui uma das maiores biodiversidades do planeta e abriga a maior reserva de petróleo do país.
A decisão não surpreende – em agosto passado, o presidente Rafael Correa havia dado como fracassada uma iniciativa lançada em 2007 e que buscava o aporte financeiro de nações ricas para evitar a exploração. Em troca o Equador receberia 3,6 bilhões de dólares, o equivalente à metade dos lucros calculados com a venda do petróleo. O país, que queria financiar projectos sociais e de infra-estrutura com o dinheiro, conseguiu apenas uma pequena parte do montante.
Desde o fracasso da iniciativa, o presidente equatoriano vem minimizando o impacto ambiental das perfurações, declarando que elas afectarão apenas um centésimo do total da bacia de Yasuní. O parque tem uma superfície de 10 mil quilómetros quadrados. Correa também disse ter condicionado a exploração ao cumprimento de padrões que minimizem o impacto ambiental e aos povos ancestrais que vivem na região.
 Fonte: Marcelo Segalerba\Terra

domingo, 6 de outubro de 2013

Fortaleciendo capacidades en turismo sostenible en áreas protegidas


El turismo es una actividad económica que, planificada e implementada de manera cuidadosa, tiene la capacidad de contribuir a la conservación de los ecosistemas y al mantenimiento de los servicios ambientales que estos generan y, al mismo tiempo, puede aportar al bienestar de las poblaciones locales y a la sostenibilidad financiera de las áreas protegidas. 
Contar con herramientas de gestión  así como con personas capacitadas para mejorar el manejo  y conservación de las áreas protegidas, al tiempo que se potencia el desarrollo del turismo sostenible, se vuelve indispensable para el manejo de estas zonas.
Es por ello que, bajo la Iniciativa para la Conservación de la Amazonía Andina – financiada por USAID- Rainforest Alliance realizó un taller para que jefes de área, técnicos y guardaparques de las reservas de Cuyabeno, Limoncocha y Yasuní,  fortalezcan sus conocimientos en turismo sostenible. También aprendieron cómo aplicar la ficha de evaluación ambiental para agencias de viaje y establecimientos turísticos, una herramienta generada en conjunto con el Ministerio del Ambiente y Turismo, que regula el desempeño de estas empresas y permite conocer el nivel de cumplimiento y  situación en que se encuentran.
Es indispensable que los funcionarios encargados de manejar las áreas protegidas comprendan el beneficio de  la ficha ambiental y su uso, pues sus resultados brindan información oportuna y veraz de la situación de cada empresa con lo que se puede realizar una evaluación y proponer un plan de acción para solventar las debilidades detectadas, y de esta forma contribuir de forma efectiva a mejorar la calidad de los servicios bajo principios de sostenibilidad” comenta Verónica Muñoz, gerente de turismo sostenible de Rainforest Alliance.
A través de la comprensión de los estándares e indicadores de los Criterios Globales de Turismo Sostenible, así como de la herramienta de verificación de Rainforest Alliance, se entrenó a cerca de 20 personas para que mejoren su desempeño y con ello logren atraer un número creciente de viajeros responsables. De esta manera, se cumplirá la meta de hacer del turismo una alternativa efectiva de apoyo a la conservación y al desarrollo socioeconómico en estas áreas protegidas.
Mediante una metodología que estimula el trabajo en equipo, genera espacios de discusión, planificación,  toma de decisiones y de reflexión sobre las buenas prácticas de turismo sostenible a nivel  empresarial, sociocultural y ambiental,  estas personas cuentan ahora con los conocimientos para apoyar el desarrollo sostenible de esta actividad, desde sus distintas funciones dentro del manejo de las áreas protegidas. Lo anterior sin obviar  la experiencia propia de los participantes  y las  particularidades de sus áreas de trabajo.
El taller se realizó en la Reserva de Producción de Fauna Cuyabeno - en Jamú Lodge. Durante el taller  se discutió acerca de  cada uno de los ámbitos, principios, criterios e indicadores del turismo sostenible.  Además, se  contó con el aporte de exposiciones de las experiencias en turismo que se desarrollan en otras áreas protegidas  como es el caso del Parque Nacional Cajas.
Los temas tratados en este taller son de mucho interés para nosotros como guardaparques ya que nos permite comprender mejor las implicaciones del turismo sostenible. El tema que nos dieron a conocer es muy importante para nosotros como guardaparques y es recomendable hacer una reunión con ustedes y las comunidades para establecer más a fondo la herramienta de turismo sostenible”, comentó uno de los participantes.
Contar con herramientas y capacidades para una gestión sostenible de las  áreas protegidas contribuye a que estas jueguen un rol importante en el desarrollo turístico del país en general, ya sea porque son el motivo principal de la visita al país, o por complementar la oferta que ofrece el Ecuador. 

Autor: Rainforest Alliance
País: Ecuador

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Colombia: Increíble encuentro con una osa y su osezno

  
Increíble encuentro con una osa y su osezno en el Parque Chingaza

En un encuentro mágico se convirtió el momento que vivieron Luis Guillermo Linares (coordinador de manejo de fauna silvestre del Parque Chingaza), Cristian Zuluaga Castrillón y Andrés Díaz Castro (Guardaparques Voluntarios), al estar frente a frente a una osa con su osezno cerca de la quebrada Babilonia en pleno Parque Nacional Chingaza.
El personal del Parque había tenido reportes de la presencia de un oso andino en inmediaciones del bosque de encenillos y cucharos que rodean la quebrada Babilonia, afluente del río Chuza, lo que motivó una visita al lugar, con el fin de registrar rastros de su actividad como comederos, huellas y rascaderos.  Además para instalar cámaras-trampa y obtener un registro fotográfico.

Fonte: Hector Velasquez Lema

http://youtu.be/KrgqlvOkph4