quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reserva do Paul do Boquilobo com gestão tripartida

A Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo passou a ter uma gestão tripartida, que junta a Câmara Municipal da Golegã, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a organização não-governamental ambiental Ongatejo.

Rui Medinas, presidente da Câmara da Golegã, disse à agência Lusa que a gestão da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo deixa de ficar exclusivamente na esfera do ICNF, que mantém a responsabilidade pela conservação da avifauna, para passar a ser partilhada, assumindo o município um papel “mais interveniente”. O município procurará “dinamizar de uma forma sustentável um recurso único no sector do turismo de natureza”, disse o autarca.

O novo modelo de gestão da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo, a primeira das sete criadas em Portugal no âmbito do programa O Homem e a Biosfera (MaB), da UNESCO, ficou definido no protocolo assinado no final de um seminário que assinalou os 34 anos da reserva e que decorreu ao longo de segunda-feira, 23 de Junho, no Equuspolis, na Golegã.

Mário Antunes, da Ongatejo, disse à Lusa que o objectivo é aliar o esforço de conservação da biodiversidade à investigação e conhecimento e a actividades conexas, como o turismo da natureza, sendo as entidades agora envolvidas responsáveis pela elaboração do plano de gestão e do plano de actividades.

Até aqui, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) era responsável pela gestão da Reserva Natural e da Reserva da Biosfera, esta “sob a chancela da UNESCO, obrigando a regras que não se sobrepõem às regras nacionais”, afirmou.

Rui Medinas adiantou que é também criado um órgão consultivo, que funcionará como “fórum de acompanhamento, reflexão e fiscalização do órgão de gestão” e que integrará outros parceiros, como o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), enquanto representante da academia, juntas de freguesia, outras organizações não-governamentais e empresas, nomeadamente dos sectores do alojamento e da restauração.

Situado junto do rio Almonda, nas imediações da Golegã, o Paul do Boquilobo possui dois maciços de salgueiros, num dos quais está instalada a maior colónia de garças da Península Ibérica, constituindo o outro habitat potencial de expansão ou recurso para aquela colónia.

Da reserva faz ainda parte uma zona permanentemente alagada na margem direita do rio com grande densidade de vegetação aquática, constituindo importantíssimo local de nidificação da fauna aquática, e uma extensa zona de caniçal de grande valor para a fauna paleártica invernante em Portugal, com especial referência para os patos, realça o ICNF.

Fonte: O Mirante

terça-feira, 17 de junho de 2014

Vigilante da Natureza João Correia no Seminário Europeu de Park Rangers



No seguimento da minha participação no 3º Seminário de Treino de Rangers Europeus (European Ranger training seminar), que decorreu na ilha de Brijuni, no Brijuni National Park, na Croácia, entre 13 e 17 de Maio de 2014, sob o lema “Connecting Rangers across Europe – new beginnings, apresento de seguida uma descrição do evento:
1.       O Parque Nacional de Brijuni tem 3.395 ha. 
2.       O seminário contou com a presença de cerca de 118 participantes, de 20 países europeus (Roménia, Suíça, Inglaterra, Dinamarca, Finlândia, Croácia, Monte Negro, Islândia, Alemanha, França, Eslovénia, Portugal, Hungria, Polónia, Noruega, Itália, Escócia, República Checa, Espanha e Sérvia).
3.       O seminário foi organizado pela Associação de Rangers Croatas (Croatian Ranger Association) em colaboração com a IRF (International Ranger Federation), com o apoio do Governo Croata, em concreto do Ministério do Ambiente e da Conservação da Natureza.
4.        Os acontecimentos que dominaram o evento foram (Programa em anexo):
v  No 1º dia (13 de Maio)
Ø  Realizou-se a cerimónia de abertura do Seminário, com a presença das seguintes individualidades: o Secretário de Estado do Ministério do Ambiente e da Conservação da Natureza, o Sr. Nenad Strizrep, o Director do Parque Nacional de Brijuni, o Sr. Sandro Dujmovic, o Presidente da IRF, o Sr. Sean Willmore, o Presidente da Associação Croata de Rangers, o Sr. Branko Stivic, e o Delegado Europeu da IRF, o Sr. Florin Halastauan, que proferiram as boas-vindas a todos os participantes.
 
No 2º dia (14 de Maio)
Ø  Durante a manhã decorreram as seguintes apresentações: “As Áreas Protegidas Croatas”, “A implementação da Rede Natura 2000 na Croácia” e o “Projecto de criação da imagem de marca das Áreas Protegidas Croatas”, este último relativo ao estabelecimento de uma simbologia específica para as Áreas Protegidas, para os uniformes dos rangers e para os veículos.
Ø  Posteriormente realizaram-se quatro palestras subordinadas aos temas: a) Junior Ranger Programs; b) Ranger communications network development; c) Twin projects; e d) Training rangers programs in Europe. Na continuação desta actividade decorreu, da parte da tarde, a análise e a discussão dos temas, divididos por grupos de trabalho. 

Ø  O representante de Portugal, o Vigilante da Natureza João Correia, participou no grupo de trabalho relativo ao tema “Training rangers programs in Europe”. Neste grupo de trabalho foi apresentado o “Ranger Training – The 6 Losehill Principles”, sendo estes: 1) Consciência das normas internacionais/nacionais e da ética ambiental; 2) Boas capacidades de comunicação; 3) Compreensão das relações entre a paisagem, a biodiversidade e a cultura, e dos conflitos entre estes; 4) Conhecimento e capacidade de lidar com segurança dos visitantes e com situações de emergências; 5) Capacidade de analisar, monitorar e apresentar relatórios dos recursos naturais; e 6) Conhecimento dos habitats e da sua gestão.
Ø  Durante a sessão a Associação de Rangers Checos fez a apresentação dos seus métodos de treino e deu-se início ao debate, com a Escócia, a Alemanha, a Eslovénia, a Noruega e a Roménia, a fazerem um resumo do seu sistema de ingresso e de formação de rangers. Também foi discutido a eventual implementação de um Manual do Ranger Europeu.
Ø  Do debate conclui-se que é essencial a criação de um programa de formação continua em trabalho (on-the-job training) para todos os Rangers, com recurso ao conhecimento internos, quer dos serviços (técnicos), quer de outros rangers. Esta formação é mais adequada e é também a menos dispendiosa, o recurso à formação externa (off-the-job training) é essencialmente aconselhada para a aprendizagem de técnicas específicas, sendo também a que apresenta custos mais elevados. Assim, o plano de formação dos rangers deverá ser precedido de uma avaliação das suas necessidades e ser realizado de acordo com estas, tendo sempre em conta a melhor gestão dos recursos. Também se conclui a necessidade de realização de um Manual do Ranger Europeu, a implementar com o apoio da IRF. Por último, concluiu-se que a implementação de um sistema de formação ao nível Europeu é um projecto de difícil, mas enriquecedor, devido à diversidade de culturas e de línguas existentes no espaço Europeu.
 
Ø  Após o fecho dos grupos de trabalhos realizou-se uma visita à ilha de Brijuni, de comboio, nomeadamente aos locais mais emblemáticos, durante a qual foi feita uma breve apresentação histórica da ilha.
Ø  Para finalizar efectuou-se uma visita à exposição fotográfica dedicada à figura do presidente Josip Broz Tito, que utilizou aquela ilha como residência oficial de verão.
 
v  No 3º dia (15 de Maio)
Ø   Realizou-se uma saída de campo (field work shops) ao Parque Nacional de Risnjak (lince em croata), dedicada ao tema dos grandes carnívoros europeus (urso, lobo e lince). O Parque Nacional de Risnjak tem 6350 ha.   
Ø  Durante a saída de campo foi realizada uma palestra pelo Prof. Duro Huber, da School of Veterinary Medicine of the University of Zagreb, sobre os planos de gestão para os grandes carnívoros, na Croácia, seguida da demonstração das técnicas de captura e imobilização daquelas espécies.
 
Ø  Durante esta acção foi realizada a biometria de um cadáver recente de um urso, com 6 meses, que foi atropelado por um comboio. Em paralelo, e por grupos, decorreu a actividade de localização de um colar transmissor recorrendo à técnica da telemetria.
 
Ø  O resto do dia foi preenchido com a realização de um trilho pelo Parque Nacional, onde foi possível testemunhar a enorme destruição causada na floresta (árvores tombadas e partidas) por um inverno impar, em que uma forte queda de neve seguida de ventos fortes, provocou a queda e a quebra de árvores.
 
Ø  A realização do trilho foi interrompida a meio para assistir à manufactura de tabuas de madeira em bruto (wooden shingles) para a cobertura de telhados e exteriores das casas típicas da região. A técnica utilizada recorre á separação manual dos troncos de madeira.
 

v  No último dia (16 de Maio)
Ø  Realizou-se a cerimónia oficial de encerramento do seminário, com a presença das altas individualidades presente na cerimónia de abertura, onde o Presidente da IRF chamou a atenção para as datas dos futuros eventos importantes (Key Dates) para os rangers a nível mundial.

Ø  De seguida ocorreu uma viagem de barco ao arquipélago de Brijuni, com uma visita à segunda maior ilha, a ilha de Mali Brijun. Aí visitamos uma fortificação militar do império austro-húngaro, que por vezes é utilizada para a realização de peças de teatro.
 
Ø  Para finalizar o evento realizou-se um jogo de futebol entre os rangers Croatas versus os rangers dos outros países. Sendo de salientar que a confraternização e a troca de experiência foi uma constante durante todo o seminário.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Séminaire Européen: Gardes Nature de France en Crotie



4 Gardes de GNF ont participé au 3ème Séminaire Européen des Gardes

Du 12 au 17 mai 2014, les écogardes du Parc naturel régional Scarpe-Escaut ont participé au 3ème Séminaire européen des Gardes qui s’est déroulé dans le Parc National Brijuni, en Croatie. Membres de l’Association des Gardes d’Espaces Naturels Protégés de France ou Gardes Nature de France depuis sa création en 2010, les écogardes ont pu représenter, avec Johann Cerisier, Garde dans le Parc National de Port-Cros, la délégation française lors de ces quelques jours. Ils ont ainsi rejoint plus de 120 Gardes provenant de 23 pays européens (Angleterre, Ecosse, Islande, Danemark, Suède, Finlande, Espagne, Suisse, Allemagne, Italie, Croatie, Slovénie, Slovaquie, République Tchèque, Portugal, Bosnie, Serbie, Hongrie, France, Roumanie, Pologne, Norvège et l’Australie, patrie du Président de l’International Ranger Federation, Sean Willmore).

Avec pour thème principal « Créer des liens entre les Gardes à travers l’Europe – Nouveaux Départs », ce séminaire se devait d’être riche en contacts, relations, échanges et ce fut le cas notamment grâce à plusieurs ateliers et deux excursions thématiques. Les programmes de formations de « Junior Ranger », la formation des Gardes en Europe, la communication auprès des différents publics et les projets de jumelage/échanges, tels étaient sujets qui ont fait l’objet de petits groupes de travail à la fois ludiques et constructifs. Quant aux visites de terrain, outre le Parc National de Brijuni, archipel sur lequel se déroulait le séminaire, les gardes de la délégation française ont eu la possibilité de se rendre dans le Parc National Risnjak : région montagneuse et boisée à la croisée de différentes influences climatiques où dominent les grands carnivores tels que le Lynx, l’Ours ou le Loup, et le Parc naturel Učka dominé par un massif montagneux fortement boisé, des formations géologiques, laissant de vastes espaces ouverts pour les grands rapaces comme le Faucon pèlerin, l’Aigle royal ou encore le Vautour fauve. A Risjnak, la problématique abordée était la coopération avec les habitants notamment en termes d’identification, d’inventaire et de transmission d’informations sur les grands carnivores. L’excursion à Učka était centrée sur les programmes d’éducation à l’environnement et les missions des Rangers notamment en relation avec les équipes de police et de sauvetage.

Les ateliers ont également été instructifs et sources de motivation. En introduction du groupe de travail portant sur les « Junior Ranger Programs », les écogardes ont pu présenter à l’ensemble des Gardes présents leur Programme de Formation des Ecogardes Juniors en projetant le film réalisé dans le cadre du programme européen INTERREG IVB W.E.C.A.N. Programme qui a également été détaillé plus tard auprès des participants à l’atelier. Dans celui portant sur les projets de jumelage, les représentants de Gardes Nature de France ont pu aborder les échanges qu’ils ont avec les Rangers de Sierra Leone et comment ils les ont accompagnés dans la création de leur association. Les échanges entre Gardes et plus largement entre associations nationales sont importants pour la reconnaissance, la compréhension et la valorisation du métier de Garde dans le monde. Au sein d’une même association ou entre associations nationales, visites, ateliers, projets communs, tels sont les priorités pour les années qui viennent. Le dernier atelier auquel les écogardes ont participé portait sur la formation des Gardes en Europe. Cette problématique a fait l’objet de débats et de discussions compte tenu de la diversité des territoires et des missions de chacun. L’autre difficulté de cette thématique réside dans le procédé de formation et notamment dans la désignation du formateur : Garde de la même structure, d’une autre structure, organisme privé ou publique, etc.

Au-delà des temps officiels de travail, les moments informels restent aussi riches et constructifs. C’est lors de ces instants que les gardes peuvent discuter de leurs missions respectives, de leurs conditions de travail, des spécificités de leurs territoires, des équipements et infrastructures, etc. Ainsi, les Gardes français ont eu la possibilité de largement échanger avec entre autres, leurs homologues suisses, hongrois, anglais, islandais, espagnols, italien ou encore allemands. Une certitude demeure : quel que soit le territoire, les statuts, les missions, les uniformes, les Gardes sont tous convaincus que le travail qu’ils effectuent au quotidien est d’une importance capitale et qu’ils partagent tous la même passion pour le maintien, la protection, la préservation des milieux naturels, des écosystèmes, de l’Environnement.

Enfin, les écogardes ont insisté sur la visibilité et la représentation du Parc naturel régional Scarpe-Escaut lors du Séminaire. L’uniforme accompagné des écussons a été porté tous les jours. Des bâches de présentation du territoire et des missions des écogardes et du Programme de Formation des Ecogardes Juniors ont été installées pendant la totalité du séminaire. Pour terminer, le film présenté lors de l’introduction à l’atelier sur les « Junior Ranger Programs » a été très apprécié compte tenu des remarques qui ont été faites. En effet, même si les écogardes juniors étaient à l’honneur, la première partie du film présente le programme W.E.C.AN., les territoires concernés et les échanges entre Rangers et Ecogardes.

Fonte : Julien Cordier/Gardes Nature de France

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Projecto LIFE + MED-WOLF - Acções de Formação

No âmbito do projecto Life Med-Wolf, o Grupo Lobo tem organizado acções de formação destinadas a técnicos e Vigilantes da Natureza do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Em Março realizou-se uma acção de formação sobre a “Avaliação de prejuízos de lobo”, no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta acção contou com a participação de dois veterinários experientes nesta área, o Dr. Nuno Santos e o Dr. Simone Angelucci (Parque Nacional da Majella, Itália). A sessão foi dividida numa parte teórica onde foram abordados aspectos relacionados com a identificação do predador responsável pelo ataque e uma parte prática que inclui o exame de carcaças de animais recolhidos em “prejuízos de lobo”.
Durante o mês de Abril, o Grupo Lobo realizou uma acção de formação sobre “detecção de venenos e furtivismo”.  Entre os vários oradores convidados, esteve presente o Biólogo Jesus Valladolid que apresentou o projecto “Perros contra el veneno” (uso de cães na detecção de venenos). Esta apresentação incluiu uma demonstração prática da actuação dos cães.
Durante a semana de 28 de Abril a 2 de Maio, foram realizadas diversas acções de fiscalização na área do projecto Med-Wolf, com a colaboração de Jesus Valladolid e dos Vigilantes da Natureza do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Fonte: Grupo Lobo

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

Especialistas em educação ambiental visitam “Trilho” de Escola em Sintra

De 24 a 31 de Maio de 2104 um conjunto de especialistas em educação ambiental estará em Portugal em visita às Eco-Escolas no âmbito de um projecto apoiado pelo Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas. O “Trilho à Descoberta da Natureza” da Escola D. Fernando II (Sintra) será visitado no dia 27 de Maio.
O “Trilho à Descoberta da Natureza” é um projecto singular no panorama escolar nacional, contando como parceiros com o Parque Natural de Sintra-Cascais e a Câmara Municipal de Sintra.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Portugal: Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

Homenagem ao Doutor Nuno Gomes Oliveira

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageou o Doutor Nuno Gomes Oliveira no XVII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza – XI Jornadas Técnicas, realizadas nos dias 4 e 5 de Maio de 2014, em Rio Maior.
O texto que serviu de suporte à homenagem foi o seguinte:

Excelentíssimo Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira
Excelentíssimos Senhores

É com imensa honra e enorme satisfação que, neste momento, diante de uma plateia composta por defensores da natureza, que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza homenageia o Doutor Nuno Gomes Oliveira, que devota a sua vida às causas ambientais.

A sua dedicação à defesa da Natureza, sempre se pautou pela coragem, persistência, saber e muito trabalho.

As suas opiniões são respeitadas e ecoam por todo o País, incitando à prática da preservação e protecção de áreas importantes para a conservação da natureza.
Ao longo dos anos temos acompanhado o fruto do seu trabalho, que tem tido reflexos na educação e sensibilização ambiental de muitos Portugueses.
Gestor e Cientista brilhante, possuidor de cultura vasta, profunda e diversificada, acompanhada sempre, de imensa humildade, sem dúvida uma das marcas mais características de sua inolvidável personalidade.

Dono de uma vida intensa, realiza as suas inúmeras actividades com coragem, altivez e responsabilidade, trabalhando e lutando pelas ideias e teses em que acredita.

Nuno Fernando da Ascenção Gomes Oliveira, nasceu em Vila Nova de Gaia (Porto, Portugal), tem o curso de Ecologia Humana e a licenciatura em Biologia (Universidade de Bordéus), é Mestre em Ecologia Humana (Universidade de Évora) e Doutorado em Biologia – Ramo Ecologia (Universidade de Coimbra).

Foi colaborador do Núcleo de Estudos Ornitológicos da Faculdade de Ciências do Porto (1971/74) e fundador do Núcleo Português de Estudo e Protecção da Vida Selvagem (1974).

Em 1981 elaborou, a pedido da Câmara Municipal de Valongo, um primeiro estudo para classificação das Serras de S. Justa, Pias e Castiçal e, em 1990, igualmente a pedido da Câmara Municipal de Valongo, foi elaborado um novo projecto.

Foi autor do projecto “Parque Biológico de Gaia”, equipamento pelo qual é responsável desde 1983.

Foi autor dos projectos do “Parque de Dunas da Aguda”, “Parque Biológico de Vinhais”, do “Parque Botânico do Castelo“, “Parque Municipal da Lavandeira” e “Parque do Conde das Devesas”, entre outros.

Desenvolveu trabalhos em várias áreas protegidas, em Portugal e no estrangeiro, e foi autor da proposta de criação da "Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto" (1971) e da “Reserva Natural Local do Estuário do Douro” (2008).

Colaborou com a Comissão Nacional do Ambiente, o Serviço Nacional de Participação das Populações, o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, o Serviço de Caça, o Instituto de Conservação da Natureza e o Instituto de Promoção Ambiental, e com várias Autarquias, e foi bolseiro da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e do Comité de Desafios da Sociedade Moderna, da NATO.

Em 1990 recebeu o Prémio Nacional de Conservação da Natureza e do Património Histórico-Natural, atribuído pelas Secretarias de Estado do Ambiente, Juventude e Energia.

 Em 1995 recebeu o “Prémio 25 pessoas - 25 anos de Conservação da Natureza - Quercus 10º Aniversário”.

Em 2000 recebeu uma Menção Honrosa conferida pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, por “se distinguir na sua acção como amigo do ambiente”.

É autor de dezenas de publicações, filmes e palestras, de que se destacam os livros “Introdução ao estudo e observação das Aves” (1979), Áreas de importância natural da região do Porto – Memória para o futuro (2008), Ecoturismo e Conservação da Natureza (2009), José Bonifácio de Andrada e Silva, o primeiro ecologista de Portugal e do Brasil (2011), Ensaio sobre as Camélias e o Parque da Quinta do Conde das Devesas (2013) e Parque Biológico de Gaia, 1983-2013 (2013).

Foi administrador (2000/2005) e presidente (2005/2010) da empresa municipal Parque Biológico de Gaia, EEM e vice-presidente da Águas e Parque Biológico de Gaia, EEM (2011/2013).

Presentemente é Director do Parque Biológico de Gaia, administrador não-executivo da Simdouro, Saneamento do Grande Porto, SA (Grupo Águas de Portugal), e vogal da Direcção da Associação Portuguesa de Camélias.

O Doutor Nuno Gomes Oliveira conseguiu, com inegável mestria, unir o conhecimento, adquirido nas Universidades e no terreno, com a arte de tornar esse conhecimento popular e acessível, através das suas obras literárias e áreas protegidas que criou.

Termino com a citação de Albert Einstein:

“Não se deve ir atrás de objectivos fáceis.
É preciso buscar o que só pode ser alcançado
por meio dos maiores esforços.”

Muito Obrigado! Senhor Doutor Nuno Gomes Oliveira

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Discovering nature’s trail -D. Fernando II School, Sintra,

WDA Portugal | Discovering nature’s trail -D. Fernando II School, Sintra,
World Days of action
D. Fernando II School, sited in Sintra, has inside itself a small wood, usually called “the school wood” by its students, teachers and staff. Overwhelmed by the richness of fauna, flora and fossils found in this small place, we developed a project called “Trilho à descoberta da natureza” (Discovering nature’s trail) – to build a nature’s interpretative pathway.
This project has the students as its main target public, but it also intends to embrace all the educative community, and in a later step, to involve the local community, as its educational and patrimonial interest is recognized by the Sintra /Cascais Natural Park specialists and by the Sintra City Hall experts in the field, who have supported us in this project.
On the 22nd April 2014, this interpretative trail will be inaugurated. This is our way to celebrate the Earth Day, and also to show our interest in the preservation of the natural environment and in Earth’s sustainability.
There will be a large number of events at school this day:  a tree planting activity, land art and aromatic plants workshops, a bird banding session, an ornithological conference, a geological and paleontological conference and also water saving awareness games.
As it is indeed a very enjoyable place to visit anytime, we are most pleased to welcome all those willing to meet us in all those willing to meet us in our very special pathway.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dia da Terra vê nascer Vigilantes da Natureza Juniores

No Dia da Terra, data em que se inaugurou o Trilho “À Descoberta da Natureza” na Escola B 2,3 D. Fernando II em Sintra, 35 alunos receberam o Diploma de “Vigilante da Natureza Júnior”.

A maioria esmagadora das crianças que frequenta a Escola D. Fernando II vive em áreas urbanas. O contacto com a natureza escasseia, locais como a Mata da Escola são muito raros no meio escolar nacional, não podemos dar-nos ao luxo de o ignorar. A comunidade escolar tem agora a oportunidade de num espaço tão pequeno conseguir compreender que o ser humano partilha o planeta com muitos outros seres vivos e que faz parte de uma enorme teia de vida. Os alunos ao estudarem estas formas de vida e o modo como actuam umas sobre as outras entenderão melhor a importância de preservar a Natureza de que todos dependemos.

A ideia de criar um trilho de interpretação ambiental na escola foi um desafio lançado pela Professora Paula Sequeira da Escola Básica 2,3 D. Fernando II ao Parque Natural de Sintra-Cascais e à Câmara Municipal de Sintra.

Constitui um dos objectivos prioritários do Departamento da Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo - Parque Natural de Sintra-Cascais a promoção da educação ambiental, a divulgação e o reconhecimento dos valores naturais, enquadrando-se este desafio inédito nos princípios estabelecidos na sua área de intervenção.

A ideia de que a interpretação ambiental está associada exclusivamente ao meio rural ou natural não foi limitativo no estabelecimento de um trilho dentro da escola. Esta ideia original teve na imaginação criadora dos professores, alunos, técnicos da Câmara Municipal de Sintra e do Parque Natural e Sintra-Cascais a força motora para o êxito do projecto.

Este trilho agora traçado irá contribuir para o enriquecimento do processo de aprendizagem, pretende estimular o desenvolvimento de processos educativos activos e fomentar a participação da comunidade escolar no conhecimento e valorização do ambiente que os rodeia.

O trilho agora executado tem potencial para o desenvolvimento de actividades de educação ambiental.

Os trilhos são essenciais para que possamos desfrutar da Natureza sem a destruir. Todos os que os usamos devemos entender quanto frágeis são e quanto se deve trabalhar na sua planificação, no seu desenho e na sua manutenção.

O trilho da Escola D. Fernando II destina-se a ser usufruído pelos alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Permitirá entrar em estreito contacto com a Natureza e aprender com as aulas práticas que o local proporcionará.

O trilho pode ter um ou vários temas definidos, em que se pretende conduzir os alunos através de espaços e informações que ajudem a elaborar um raciocínio específico, sendo deste modo, definido antecipadamente a sua finalidade e a sua compreensão. Terá como meta a percepção do meio, da fauna, da flora e da geologia.

Projecto: Vigilantes da Natureza Juniores do Trilho “À descoberta da Natureza”.

Entre as actividades programadas para o trilho, realizou-se formação para os Vigilantes da Natureza Juniores, que são os alunos com incumbências de protecção do percurso pedestre e de sensibilização dos colegas para os valores existentes.

No Dia da Terra foram realizadas actividades de educação ambiental, interpretação do trilho, jogos educativos, anilhagem de aves e o reconhecimento como Vigilante da Natureza Júnior, através da atribuição de diploma e da distribuição de boné e T-shirt com a indicação de Vigilante da Natureza Júnior.

Para proteger a Natureza é preciso conhecer, estudar, classificar.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

PORTUGAL: XVII ENCONTRO NACIONAL DE VIGILANTES DA NATUREZA


XVII ENCONTRO NACIONAL - XI JORNADAS TÉCNICAS

VIGILANTES DA NATUREZA - BIODIVERSIDADE

Rio Maior

PROGRAMA

4 Maio (Domingo)

9:00h Visita ao PNSAC
            Locais a visitar: Potes Mouros e Olho D’Água (Alcobertas), Pegadas de Dinossáurios (Vale de Meios), Terra das Ervanárias (Vale da Trave), Casa da Amieira-Hotel Rural (Amiais de Cima), Quinta da Escola (Serra de Santo António), Fórnea (Percurso Pedestre), Lagoa Grande do Arrimal.
18:30h Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

5 Maio (Segunda-feira)

09:30h Abertura do secretariado
10:00h Sessão de Abertura
              Intervenções das entidades convidadas
10:30h/12:30h Palestras
              Moderadora: Dra. Maria Helena Cachucho
              Vigilantes da Natureza
              Dr. José Campeão Ribeiro
              Doutora Helena Ceia
12:30h/13:45h Almoço no Restaurante da Cooperativa “Terra Chã” – Chãos
14:00h/16:00h Palestras
              Moderadora: Dra. Maria Helena Cachucho
              Doutor Nuno Oliveira
              Professora Doutora Helena Freitas
              Doutor João Camargo
              Doutor Pedro Monterroso


domingo, 13 de abril de 2014

England: Rangers mark 60 years service to the Peaks

Rangers are celebrating 60 years of service to the national park this weekend where it all started.
The Ranger Service will be celebrating its 60th anniversary over the Easter weekend with walks, veteran rangers in 1950s gear and a display of memorabilia.
A family walk will take place on Good Friday in Edale, where the service was born in 1954.
The walk will start at Edale Visitor Centre at 11am, guided by retired Edale ranger Gordon Miller, volunteer ranger for more than 50 years Ian Milne, and area ranger Sheila McHale.
They will follow the original path of the first rangers, who were then called wardens, up to Grindsbrook Meadows.
Area ranger Sheila McHale, who has worked at Edale for 22 years and has co-ordinated the celebrations, said: “We’re proud of what we’ve achieved since April 1954, but we also want to look forward – we hope some of the youngsters may be inspired to become rangers of the future.”
People can also follow their own self–guided walks using leaflets from the visitor centre delineating the wardens’ original patrols.
A display at the visitor centre will include badges, photographs and awards won by the rangers over the years.
It will be taken round to other visitor centres in coming months.
Some of the rangers will be kitted out in uniforms of the past.
Sheila added: “The first rangers wore tweed suits, stout boots and thick woolly socks, which looked very different from the modern red fleeces and light grey trousers we wear today.”
The Peak District’s was the first ranger service in the UK and it has grown from a few wardens to the team of 300 rangers who man the countryside today, most of whom are fully–trained and work on a volunteer basis.
As well as patrolling moorland, rangers lead guided walks, carry out footpath repairs and conservation work and help increase people’s understanding of the national park.
Pictured above are Ian Milne, Sheila McHale and Gordon Miller showing off some of the rangers’ uniforms from over the last 60 years.
Also pictured above is Tom Tomlinson, the first head warden for the Peak District National Park, with his team in 1954.
The creation of the Ranger Service came three years after the Peak District became the country’s first ever national park in 1951.
For further information on the Ranger Service, including how to get involved, visit www.peakdistrict.gov.uk/looking-after/rangers
To comment on this story online, visit www.matlockmercury.co.uk

segunda-feira, 31 de março de 2014

Nova espécie de gato bravo descoberta no Nepal

Investigadores que estudavam as populações de leopardo das neves, nos Himalaias, no Nepal, anunciaram a descoberta acidental de uma nova espécie de gato, até então desconhecida.
O pequeno felino tem aproximadamente o tamanho de um gato doméstico e foi apanhado em várias armadilhas fotográficas, entre 3.900 e 4.500 metros acima do nível do mar, durante 11 ocasiões entre 2012 e 2013. O gato foi descoberto à noite, quando rondava a montanha em busca de alimento.
“As câmaras automáticas instaladas para a monitorização de leopardos de neve rastrearam uma nova espécie de gato”, referiu Shrestha Bikram, coordenador do programa Snow Leopard Conservancy.
“Ainda não tem nome em nepalês, mas é um animal complemente novo para o país. Comparado com fotos de espécies similares encontradas noutras partes do mundo, em princípio trata-se de um gato-de-Pallas”, referiu o coordenador do projecto ao The Dodo.
Outras subespécies do gato de Pallas podem ser encontradas na Ásia central e encontram-se todas listadas da Lista Vermelha da IUCN como espécies ameaçadas.
Os conservacionistas, encorajados por estas descobertas, referem que “esta pode ser apenas a ponta do iceberg”. “Outras áreas do Nepal podem ter gatos-de-Pallas”, disse Shrestha Bikram, acrescentando que é necessário um estudo aprofundado sobre esta nova espécie.
Fonte: Green Savers

segunda-feira, 24 de março de 2014

Baião: Rios Ovil e Teixeira repovoados com trutas

Os rios Ovil e Teixeira ganharam mais de 6000 novos habitantes no dia 19 de Março. São trutas "truta fário" (Salmo trutta L.) e foram trazidas para os cursos de água baionenses por um técnico do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas após um contacto estabelecido pela Câmara Municipal de Baião.

Esta acção de repovoamento dos rios insere-se na estratégia de preservação da fauna e da flora concelhias que tem sido seguida pela autarquia baionense.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira explicou que esta é mais uma das medidas da autarquia para promover o equilíbrio ambiental do concelho que se orgulha do seu lema "Baião Vida Natural". "Somos o concelho do distrito do Porto com maior percentagem de áreas verdes no seu território e temos vindo a desenvolver medidas no âmbito da sensibilização ambiental, da reflorestação e da eficiência energética, mas também da qualificação do território no âmbito da recolha e tratamento de resíduos sólidos e do saneamento", observou Paulo Pereira, acompanhado pelo vereador do Urbanismo e Ambiente, Henrique Gaspar. Para o autarca é importante que Baião seja um concelho com mais qualidade de vida para os baionenses e mais atractivo para os visitantes.

No rio Ovil os repovoamentos foram feitos nos lugares de Outoreça e na zona de Lazer da Fraga do Rio, ambos situados na freguesia de Campelo e Ovil. No rio Teixeira a ação decorreu em Várzea (Teixeira e Teixeiró) e em Arufe (Loivos da Ribeira e Tresouras).

Nas acções participaram o Agrupamento de Escolas de Vale de Ovil, a associação Ecosimbioses, as freguesias de Campelo e Ovil e de Loivos da Ribeira e Tresouras e a Associação de Caçadores e Pescadores de Ovil e Loivos do Monte.
TRAZER VIDA AOS RIOS DE BAIÃO

Esta actividade surge no seguimento de dois outros repovoamentos com trutas realizados no concelho de Baião em 2010 e em 2011. Na primeira destas ocasiões foram colocados nos rios Ovil e Teixeira cerca de 3000 ovos de truta fário. Já em 2011, por iniciativa do Agrupamento de Escolas de Vale de Ovil, efectuou-se outro repovoamento, desta vez apenas no Ovil, tendo sido ali colocados 3500 espécimes.

Fonte: Notícias de Resende

Europa reconhece Desertas como área protegida

Diploma Europeu para Áreas Protegidas foi atribuído, esta manhã, por peritos do Conselho da Europa.
Peritos do Conselho da Europa aprovaram hoje a candidatura das Ilhas Desertas, território conhecido por ser o habitat da reserva de lobos-marinhos, no arquipélago da Madeira, ao Diploma Europeu para Áreas Protegidas.
Os peritos reconheceram a importância do trabalho desenvolvido na Reserva Natural das Ilhas Desertas há quase 26 anos. Na reunião de peritos do Diploma Europeu para as Áreas Protegidas, que decorre em Estrasburgo, foi anunciada a atribuição daquele galardão às Ilhas Desertas.
Em Portugal, a única reserva com esta distinção é a das ilhas Selvagens, também na Região Autónoma da Madeira.
A candidatura desta reserva natural foi apresentada em Novembro de 2011, pelo Parque Natural da Madeira (PNM), sendo um galardão atribuído por um prazo de cinco anos.
Presentemente existem 70 áreas protegidas na Europa, em território de 26 países diferentes.
Portugal passa a ter duas Áreas Protegidas reconhecidas pelo Conselho da Europa, ambas na Madeira. À Reserva Natural das Ilhas Selvagens, junta-se agora a Reserva Natural das Ilhas Desertas.
As Ilhas Desertas constituem um subarquipélago do arquipélago da Madeira, de origem vulcânica, situadas a sudeste da Ilha da Madeira. Constituem Reserva Natural classificada também como reserva biogenética pelo Conselho da Europa.
Fazem parte das Ilhas Desertas o Ilhéu Chão, a Deserta Grande e o Bugio.
Desde o século XIV, que estas ilhas já eram conhecidas por Desertas. Contudo só foram exploradas após as primeiras viagens de reconhecimento de João Gonçalves Zarco em 1420/1421.
Tentou-se ali estabelecer uma colónia portuguesa por diversas vezes, sempre sem qualquer sucesso, dadas as condições agrestes e a secura daquelas ilhas.
As ilhas foram propriedade privada de duas famílias inglesas da Madeira entre 1894 e 1971 (tal como foram as Ilhas Selvagens), tendo sido compradas então pelo Estado português e convertidas em reserva natural.
A Reserva Natural das Ilhas Desertas regista, em média, mais de três mil visitas por ano, e tem conseguido reunir várias distinções, entre as quais a classificação de ‘Reserva Biogenética’, galardão que foi também atribuído pelo Conselho da Europa.
O património natural da Madeira tem sido reconhecido no plano nacional e internacional e a mais recente distinção foi o ‘Prémio LIDE Preservar Mar 2013’ que distinguiu as “Áreas Marinhas Protegidas da Madeira”. Mas a Floresta Laurissilva é o expoente máximo protegido.
Nas ilhas Desertas, o mais conhecido projecto é o de protecção da colónia dos lobos-marinhos que permitiu, nos últimos anos, aumentar a população daquela espécie, considerada a foca mais rara do mundo e classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como em “Perigo Crítico”, não existindo mais do que 500 animais em todo o mundo.
Nas Ilhas Desertas, em 1988, existiam apenas entre seis a oito espécimes, tendo presentemente o PNM identificados entre 30 a 40 focas distribuídas pelas Ilhas Desertas e Ilha da Madeira.
Paulo Oliveira, director do Serviço do PNM está presente na reunião de hoje em Bruxelas.
O galardão agora reconhecido consolida a importância das Desertas enquanto pólo de atracção turística. O turismo de natureza é, na Madeira, cada vez mais um produto altamente diferenciador.
A Reserva Natural das Ilhas Desertas está já na rota dos principais operadores marítimo-turísticos da Madeira.
Fonte: Sol

sexta-feira, 21 de março de 2014

Aos Vigilantes da Natureza das AP´s, CCDR’s e APA

AOS VIGILANTES DA NATUREZA
DAS ÁREAS PROTEGIDAS E DAS CCDR’s
É PRECISO DEFENDER A CARREIRA!
A carreira de Vigilante da Natureza de há muito que vem a sofrer um processo de degradação por força de diversas circunstâncias de que destacamos o manifesto desinteresse, dos sucessivos ministérios que a têm tutelado, pelas funções exercidas pelos trabalhadores que as integram. A isto, somam-se as políticas de cortes orçamentais na Administração Pública que levaram a uma situação de pauperização dos serviços, mormente, das áreas protegidas, das áreas de bacia hidrográfica e das CCDR’s.
Depois de o MAOTDR ter abandonado a carreira de Vigilante da Natureza, chegando ao ponto de um dos seus secretários de estado, em 2010, admitir à nossa Federação, que a carreira era para extinguir, passou-se à fase da integração no MAMAOT, onde foi criado, por fusão, o ICNF e foram integradas as CCDR’s, onde nada de novo houve relativamente aos Vigilantes da Natureza.
Agora, estamos numa nova fase, com a recriação de um Ministério do Ambiente (MAOTE) que tutela em conjunto com o MAM, o ICNF e as áreas protegidas. Por seu lado, as CCDR’s, passaram a estar organicamente integradas na Presidência do Conselho de Ministros, com uma tutela dupla dos Ministros, Adjunto e do Desenvolvimento Regional e do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia embora as questões relacionadas com o ambiente,protecção conservação da natureza e ordenamento do território, dependam só do segundo.
É, neste quadro complexo, que os Vigilantes da Natureza, actualmente em funções nas áreas protegidas e nas CCDR’s, exigem a manutenção da sua carreira, a que, naturalmente, deverá estar associada a sua dignificação.
Por isso, a nossa Federação solicitou já por mais de uma vez, ao Ministro do Ambiente, e do Ordenamento do Território e Energia (MAOTE) uma reunião, com vista à discussão deste problema.
Face à ausência de resposta, foi enviado um ofício ao MAOTE, em 12/03, em que foi dado o prazo até ao próximo dia 21, para marcar a reunião que pretendemos, sem o que a Federação convocará uma Vigília de Vigilantes da Natureza para a porta do MAOTE, a realizar no dia 28 de Março.
Já esperámos tempo que baste sem que houvesse qualquer solução para os diversos problemas com que têm sido confrontados os Vigilantes da Natureza:
A degradação da carreira, a falta de regulamentação dos horários de trabalho e das escalas de serviço, a falta de pessoal na mesma carreira, a degradação das condições de trabalho, entre as quais, os uniformes, os meios de transporte, as instalações, a ausência de formação profissional, a ausência de equipamentos e envelhecimento do pouco existente.
Agora é preciso passar à acção, pelo que chegou a hora de lutar
NO PRÓXIMO DIA 28, A PARTIR DAS 11.00 HORAS, TODOS À VIGÍLIA!
(JUNTO AO MAOTE, NA RUA DE O SÉCULO)
Coimbra, Março de 2014
A Direção Nacional da FNSTFPS