quarta-feira, 5 de maio de 2010

Costa do Golfo do México fortificada para receber maré negra

A cada dia que passa aumenta a ansiedade na costa do Golfo, perante a chegada da maré negra. Há pessoas que dizem ver e cheirar o petróleo onde ele ainda não existe. Até agora, à excepção de pequenas ilhas barreira, a poluição ainda não chegou a terra.

No espaço de duas semanas, a região tornou-se num local fortificado. Ergueram-se barreiras flutuantes, escavadoras criaram muros de areia e membros do Exército entraram no mar e, com água pela cintura, instalaram vedações na esperança de evitar a chegada da poluição.

Dennis Clark, morador da ilha Dauphin, Alabama, acompanha os trabalhos. “Estou impressionado porque não há muita conversa sobre o que vamos fazer, o que esperamos fazer ou o que poderemos vir a fazer. A verdade é que nós já estamos a fazer”, disse ao Washington Post.

“A situação está a agravar-se”, contou à televisão WWLTV, filial da CBS para Nova Orleães, Frank Besson, dono de uma empresa de transporte marítimo. “Há pessoas a cancelar as viagens, pensando que temos petróleo nas praias, quando ainda não chegou à foz do Mississípi”.

Também há pescadores revoltados por não puderem sair para o mar, pelo menos durante dez dias. Alguns dizem que vão continuar a pescar até que alguém os prenda.

Stephanie Owensby trabalha num bar na praia de Perdido Key, ilha barreira entre Pensacola e Alabama. “É muito triste porque cresci aqui, vendo as areias brancas. Agora, quando venho à praia vejo muitas pessoas a olhar para o mar e a chorar”, contou à televisão.

Cúpula de 98 toneladas é a maior esperança

Pela primeira vez em 16 dias, a BP conseguiu estancar uma das três fugas na origem da maré negra. A 1500 metros de profundidade, robôs operados remotamente cortaram a parte final do tubo que ligava o poço à plataforma e taparam-no com uma válvula.

A má notícia é que esta era a mais pequena das fugas e não influencia a quantidade de petróleo libertado, à razão de 800 mil litros diários. “O derrame vai continuar ao mesmo nível", disse Brandon Blackwell, da Guarda Costeira. Mas "trabalhar com duas fugas será ligeiramente mais fácil".

A atenção da BP concentra-se agora na colocação de uma cúpula com 98 toneladas em cima da fuga maior. A estrutura vai permitir recuperar o petróleo e orientá-lo para o navio “Entreprise”. A BP contava instalar ontem a cúpula numa embarcação para a levar até ao local onde estava a plataforma petrolífera. Mas também aqui há más notícias. Esta técnica – considerada a maior esperança no combate à maré negra - nunca foi tentada a tão grande profundidade, devido à elevada pressão da água. “Não sabemos ao certo se vai funcionar”, confessou o porta-voz da BP, Bill Salvin, ao New York Times. “O que sabemos é que esta é a nossa melhor hipótese de conter o petróleo e isso é muito importante para nós”.

Anteontem numa reunião à porta-fechada, a BP admitiu a membros do Congresso americano que o poço petrolífero poderá libertar até 60 mil barris por dia, dez vezes mais do que hoje.

Fonte: Publico.pt

Efeito do CO2 em excesso nas plantas aumenta temperatura


As árvores e as outras plantas ajudam a manter o planeta numa temperatura fresca, mas o aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera poderão inverter o funcionamento deste sistema de ar condicionado natural, segundo os resultados de um estudo do Carnegie Institution for Science, dos Estados Unidos.
Os dados da equipa norte-americana mostram que em algumas regiões uma quarta parte do aumento da temperatura devido ao CO2 em excesso na atmosfera tem a ver com o impacto directo desse CO2 na vegetação. Os autores sublinham por isso a importância de incluir as plantas nos seus modelos de previsão climática.
As plantas produzem gotículas de água através de poros nas folhas, o que tem um efeito refrescante em si próprias e no ambiente em que se inserem. Quando os níveis de dióxido de carbono são altos, estes poros retraem-se e isso leva a que menos água seja libertada pela planta, permitindo o aumento da temperatura ambiente.

Fonte:Diário de Notícias

Maré negra nos E.U.A. pode vir a afectar peixe português


As espécies de peixes afectadas pela maré negra no Golfo do México podem vir parar à mesa do consumidor português, mesmo que a captura não seja feita directamente no local, alertou ontem a presidente da Quercus. "As espécies que existem nos oceanos podem ser afectadas pelas marés negras de duas formas: podem morrer ou ser contaminadas", sendo que, no segundo caso, não está excluída a hipótese de "virem parar ao nosso prato", assinalou Susana Fonseca. Segundo a responsável, se a área atingida for de captura de pescado para Portugal, "a poluição pode chegar até nós mais directamente", mas, mesmo que não o seja, o risco não está excluído.

Fonte: Diário de Notícias

CE envia advertência final por ameaça à protecção da natureza em Odemira

A Comissão Europeia enviou hoje uma advertência final a Portugal por causa da “inadequação de uma avaliação do impacto de um empreendimento turístico” em Odemira, em Rede Natura 2000.

Bruxelas considera que esta é uma “deficiência na protecção da natureza” e uma “infracção da legislação”. Em causa está o empreendimento de Montinho da Ribeira, no concelho de Odemira, Freguesia de S. Salvador, frente à aldeia de Algoceira.

“O empreendimento situar-se-á num sítio protegido pela Directiva Habitats e na vizinhança de uma zona especial de conservação de aves selvagens (sítios da Costa Sudoeste), salienta a Comissão Europeia em comunicado.

O projecto inclui 332 vivendas, 40 apartamentos e um hotel, dois campos de golfe, entre outras infra-estruturas. Nas proximidades estão previstos ainda quatro outros empreendimentos.

“A avaliação do impacto efectuada pelas autoridades portuguesas não foi adequada, pois subavaliou o impacto sobre várias espécies e habitats e não avaliou os impactos cumulativos sobre outros projectos previstos”, justifica Bruxelas.

O processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) começou a 21 de Maio de 2007 e terminou a 5 de Maio de 2008, recebendo um parecer “favorável condicionado”.

Apesar de tudo, a avaliação reconheceu que o projecto terá “provavelmente um impacto significativo sobre várias espécies de aves selvagens protegidas e diversos habitats protegidos”.

Segundo o estudo de impacto ambiental relativo ao projecto, ocorrem na zona várias espécies ameaçadas em Portugal, como a víbora cornuda, cágado-de-carapaça-estriada, cobra de capuz, a cegonha-negra, peneireiro-cinzento e o gato-bravo.

“Os sítios da Rede Natura 2000 protegem habitats vulneráveis, o que por sua vez contribui para proteger as plantas e animais que neles vivem”, salientou Janez Potocnik, comissário europeu responsável pelo Ambiente, a propósito desta advertência. “Os Estados-membros devem cumprir a legislação da UE, protegendo esses sítios e salvaguardando a preciosa biodiversidade da Europa”, acrescentou.

Agora, Portugal dispõe de um prazo de dois meses para responder à chamada de atenção de Bruxelas. A Comissão decidirá então se o processo deverá ser remetido para o Tribunal de Justiça Europeu.

Fonte: Publico.pt

Vinte toneladas de rolhas de cortiça foram recicladas no ano passado


Ao longo de 2009 foram recicladas 20 toneladas de rolhas de cortiça, no âmbito do programa Green Cork, da Quercus. Este ano serão colocados mais pontos de recolha, em todo o país.

As rolhas de cortiça são depositadas em cerca de 150 pontos de recolha. Depois são transportadas para o único centro de reciclagem autorizado para este fim em Portugal, do Grupo Amorim, onde são trituradas e transformadas em nova matéria-prima.

Pedro Sousa, da Quercus, explicou que as rolhas recicladas têm utilizações muito diversas, desde “a produção de revestimentos, isolamentos térmicos e acústicos até à produção de peças automóveis, indústria de calçado ou indústria aeronáutica”.

Grande parte da cortiça obtida através da reciclagem destina-se à exportação.

Depois de um esforço para expandir a rede de pontos de recolha, o número passou de cerca de 30 no ano passado para os actuais cerca de 150, nos hipermercados Continente, supermercados Modelo e nos centros comerciais Dolce Vita, distribuídos pelo país.

Quantidade de rolhas recolhidas deverá aumentar 50 por cento este ano

O objectivo para 2010 é “tentar obter mais 50 por cento que no ano passado”, para o que já foi lançada uma nova campanha de sensibilização, explicando “a importância da rolha como vedante sustentável e com qualidade extrema”, disse Pedro Sousa.

O responsável da Quercus salientou a adesão de escolas que “desenvolvem acções de recolha de rolhas e de sensibilização da comunidade local” e de cerca de 60 autarquias, promovendo a recolha selectiva e disponibilizando contentores específicos.

Entre os objectivos do Green Cork está a protecção do montado de sobro, “um dos ecossistemas mais ricos da Europa e o único verdadeiramente original em Portugal”. “Todo o dinheiro obtido com a matéria-prima das rolhas que entram no reciclador é doado à Quercus para reflorestar o país com espécies autóctones”, nomeadamente o sobreiro, Quercus suber, realçou Pedro Sousa.

Apoiar esta actividade económica, que “é sustentável”, é outra das metas, assim como a absorção de dióxido de carbono (CO2) pelo montado de sobro. A Quercus estima que este ecossistema consiga absorver anualmente 4,8 milhões de toneladas de CO2.

Os sobreiros estão protegidos em Portugal por legislação específica que proíbe o seu abate e substituição por outras espécies.

Fonte: LUSA

Nasceu o primeiro abutre-preto na Catalunha depois de mais de um século

O projecto de reintrodução do abutre-preto (Aegypius monachus) na Catalunha já está a dar resultados. As autoridades espanholas anunciaram o nascimento da primeira cria naquela zona no espaço de mais de um século.

Segundo o jornal “El Mundo”, trata-se da primeira cria registada na Catalunha desde que a espécie se extinguiu naquela região.

A ave, que nasceu a 25 de Abril na Reserva Nacional de Boumort, é filha de dois exemplares reintroduzidos há três anos.

Actualmente, a área alvo do projecto de reintrodução, que começou em 2007, acolhe três casais estáveis. Mas apenas um conseguiu completar com êxito o ciclo reprodutor.

O abutre-preto – a maior ave de Espanha - foi declarado a Ave do Ano pela Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO) e pela Birdlife. Estima-se que existam em todo o país cerca de dois mil casais.

Em Portugal, a espécie tem uma população extremamente reduzida e, por isso, o Livro Vermelho dos Vertebrados classificou-a como Criticamente em Perigo. O abutre-preto ocorre numa “estreita faixa na zona fronteiriça do Alentejo e Beira Baixa”, segundo o Livro Vermelho. As maiores ameaças à espécie são o envenenamento e a alteração do habitat.

Fonte: Publico.pt

Depois de 15 dias de esforços, maré negra continua a aproximar-se da costa


O alarme soou a 20 de Abril, com uma explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México. Quinze dias depois, a maré negra continua a aproximar-se da costa de quatro estados norte-americanos: Luisiana, Mississípi, Alabama e Florida.

Há quatro dias que os pescadores de espadarte e atum não saem para o mar, devido a uma proibição que se deverá manter, pelo menos, por dez dias. Kimberly Chauvin e o marido pescam ao longo da costa do Luisiana há 20 anos mas dizem que nunca viram nada assim. “É assustador saber que não temos controlo e que a nossa sobrevivência está nas mãos de outras pessoas”, desabafou Chauvin à ABC News. “Tudo o que podemos fazer é rezar e tentar ir para o mar e limpar aquilo”.

A BP tem estabelecido protocolos com os pescadores para que, mediante um pagamento, ajudem com os seus barcos na luta contra a maré negra. São muitos os que já aceitaram fazê-lo, desesperados por meios alternativos de subsistência. “Vamos descarregar o nosso barco do peixe que capturámos e carregá-lo com equipamento da BP e fazer o nosso trabalho”, contou Chavin. A maioria do petróleo ainda não chegou à costa. Mas será uma questão de tempo.

Sonny Middleton, morador de Dog River, no Alabama, não confia na BP nem no Governo federal para o proteger. “São 38 famílias que aqui vivem. Temos casas, restaurantes, marinas e portos. Ontem de manhã reunimo-nos todos e decidimos deitar mãos à obra”, contou à CNN. “Já tivemos incêndios, furacões e tornados e nunca fizemos isto. E porquê agora? Porque esta é a nossa sobrevivência”. Aquela pequena comunidade está já a instalar dezenas de metros de barreiras flutuantes. “Se o petróleo chegar à costa... já não vou conseguir vê-la de novo limpa no tempo que me resta de vida”, disse Middleton à televisão.

BP começou a perfurar outros poços para tentar conter fuga de petróleo no Golfo do México

A companhia petrolífera britânica BP, que explorava a plataforma Deepwater Horizon, anunciou hoje que já começou a perfurar outros poços para tentar recuperar o petróleo que está a ser libertado para o Golfo do México.

A perfuração de outros poços, a meia milha do poço responsável pela maré negra, começou a 2 de Maio, precisou a BP. “Esta é uma outra fase no nosso trabalho para conter, de forma permanente, a fuga de petróleo”, explicou o director-geral Tony Hayward, em comunicado. Esta operação deverá demorar três meses.

Além disso, a companhia revelou que foram conseguidos “progressos rápidos” na construção da cúpula de confinamento, estrutura com 70 toneladas que será colocada em cima da fuga, no fundo do mar. Esta será a primeira de três cúpulas que serão instaladas sobre as fugas, para permitir recuperar o petróleo e bombeá-lo para o navio “Enterprise”, à superfície.

Se as condições meteorológicas o permitirem, a primeira cúpula deverá começar a ser instalada “em pouco mais de uma semana”, estima a BP.

No combate à maré negra, a companhia realizou uma segunda injecção de produtos dispersantes a fim de reduzir o impacto ambiental do petróleo que está a ser libertado. Esta nova técnica consiste em injectar dispersante no petróleo assim que entra em contacto com a água, mesmo antes de chegar à superfície.

A BP estima que o custo dos trabalhos para conter esta mancha negra chegue a mais de seis milhões de dólares por dia. “O custo aumenta à medida que os esforços se intensificam. Ainda é muito cedo para definir o custo total do acidente”, salientou o grupo em comunicado.

Ontem, a companhia anunciou que vai desbloquear 25 milhões de dólares para os estados norte-americanos afectados pela poluição.

A maré negra, que se estende por mais de 200 quilómetros de comprimento e 110 quilómetros de largura, ameaça os estados do Alabama, Luisiana, Mississípi e Florida. Durante três dias, ventos fortes e um mar alteroso dificultaram o trabalho das equipas que tentaram conter o avanço da maré negra. Actualmente, 200 navios estão no mar, dezenas de quilómetros de barreiras flutuantes foram colocados à superfície das águas e quatro milhões de litros de água e petróleo já foram recuperados, precisa a BP.

As autoridades esperam abrir uma segunda base aérea para fazer descolar aviões encarregados de distribuir produtos químicos dispersantes sobre a mancha negra.

Califórnia retira apoio a nova plataforma petrolífera depois de maré negra

Depois da maré negra, o governador da Califórnia anunciou ontem que vai retirar o seu apoio à construção de uma nova plataforma petrolífera. As dúvidas sobre a segurança destas estruturas levaram os EUA a criar uma comissão específica.

Ao que parece, Arnold Schwarzenegger já não está tão certo quanto às condições de segurança das plataformas de extracção de petróleo ao largo da costa. Segundo a BBC, no ano passado, o governador republicano defendeu a expansão da exploração petrolífera ao largo da costa da Califórnia a fim de ganhar receitas e ajudar a tapar o défice orçamental do estado.

Mas, depois de ver as imagens da catástrofe que começou a 20 de Abril na plataforma explorada pela BP, o governador perguntou a si próprio: “por que razão queremos nós correr esse tipo de risco?”.

“Vejo na televisão aves cobertas de petróleo, os pescadores parados, a mancha negra a destruir o nosso precioso ecossistema. Isso não vai acontecer aqui na Califórnia e é por isso que retiro o meu apoio ao projecto T-Ridge”, disse o governador em conferência de imprensa, citado pelo jornal “San Francisco Chronicle”.

A 20 de Abril, a plataforma Deepwater Horizon explodiu no Golfo do México. Dois dias depois afundou-se, originando uma maré negra que se dirige para a costa do Luisiana.

EUA criam comissão sobre segurança nas plataformas petrolíferas

O acidente ocorrido na plataforma da BP já levou as autoridades norte-americanas a criar uma comissão responsável por avaliar a segurança das operações a bordo das plataformas petrolíferas e para reforçar o controlo que é feito aos equipamentos.

"Devemos tomar medidas energéticas para avaliar a segurança dos outros locais de extracção de petróleo e de gás, reforçar a nossa monitorização das práticas do sector e examinar atentamente todas as questões que se levantaram por causa deste desastre", disse o secretário do Interior, Ken Salazar, ao anunciar ontem a criação da comissão, designada "Outer Continental Shelf Safety Board".

A primeira missão desta nova comissão será acompanhar as investigações sobre o acidente na plataforma que estão a ser realizadas pelas Guardas Costeiras e outras agências governamentais.

BP garante que vai pagar todos os custos da maré negra

A BP, empresa que explorava a plataforma Deepwater Horizon – que se afundou no Golfo do México a 22 de Abril -, garantiu hoje que vai pagar todos os custos da maré negra, incluindo a limpeza e as indemnizações aos lesados.

“A BP assume a responsabilidade em responder ao derrame de petróleo da Deepwater Horizon. Vamos limpá-lo”, garantiu a companhia britânica em comunicado, depois de o Presidente Barack Obama ter apontado o dedo ao grupo.

A empresa vai pagar “todos os custos de limpeza necessários e apropriados”, assim como todos os pedidos “legítimos e objectivos” de indemnização por perdas ou danos causados pela maré negra.

Enquanto isso, a BP diz estar a fazer “absolutamente tudo” o que pode para “eliminar a fuga na fonte e conter o impacto ambiental da maré negra”.

Hoje, a companhia espera conseguir instalar uma válvula que permita fechar uma das três fugas, a fim de conseguir estancar algum combustível. Mas a maior das fugas não poderá ser estancada desta forma, afirma a BP ao "New York Times". Para resolver essa fuga, a companhia pretende colocar, dentro de seis ou oito dias, uma cúpula a fim de confinar o petróleo que é libertado e para depois o bombear para os navios à superfície. A terceira fuga deverá também receber uma outra cúpula, dois ou quatro dias depois da colocação da primeira.

Actualmente, mais de 2500 pessoas estão envolvidas nos esforços de limpeza, incluindo elementos da BP, agências federais, estatais e locais, organizações e empresas.

A agência de meteorologia norte-americana NOAA informou que a mancha negra se está a dirigir para as costas do Alabama e Florida, incluindo as ilhas Chandeleur, ao largo da ponta mais a Sul do Luisiana.

BIÓLOGOS BUSCAN ASISTENTE DE CAMPO


Mi esposa (Dra. Barbara Tiddi) y yo (Dr. Brandon Wheeler) somos biólogos que estudian la ecología comportamental de los primates. Yo soy del EEUU y Barbara es de Italia. Trabajábamos en Iguazu desde 2003.

Necesitamos un/a asistente de campo para un estudio comportamental con los monos caí (Cebus apella), que llevaré a cabo en el Parque Nacional Iguazú, Misiones, Argentina, desde 20 de mayo al 1 de septembre 2010. Preferencia será dada al asistentes que podrían trabajar por todos los 3 meses y media.

El trabajo consistirá principalmente en realizar seguimientos de un grupo de monos caí en sus desplazamientos diarios por la selva, tomar datos de comportamiento individuales, y colectar muestras fecales para análisis hormonal. También hacemos experimentos como playback de vocalizaciones y con plataformas de alimentación. Para saber un poco mas de los experimentos y del proyecto, podrían bajar mis papers de mi website: http://sites.google.com/site/bcwheeler43/. Específicamente, el objetivo del proyecto este año es analizar la relacion entre vocalizaciones engañosas y estados hormonales (vean el paper "monkeys crying wolf").

Los asistentes pasarán al menos 6-8 horas por día en el campo. Tienen que estar preparados para trabajar desde muy temprano (un poco antes de la salida del sol) y a veces en condiciones incómodas (mucha lluvia y mosquitos). Trabajarán 25 días por mes.

Este proyecto cubrirá los gastos de transporte (por tierra, dentro de Argentina), alojamiento y comida y un poco extra (muy poco!).

Se ofrece la posibilidad de tomar datos para una tesina de grado con los grupos de estudio.

Los interesados le deben enviar

* su CV,
* una carta de intención que explique las razones por las que le interesa participar de este proyecto,
* los datos de un referente: nombre, e-mail y cargo o dedicación, en caso de que sea necesario pedirle una referencia (no enviar carta de referencia),

a la dirección: bcwheeler43@gmail.com o batiddi@gmail.com, poniendo como asunto del mensaje: Proyecto Mono Caí.

(*) Información adicional:
El proyecto "Mono Caí" empezó en 1991 y de forma ininterrumpida se estudiaron muchos aspectos de la socio-biología y ecología de estos primates en el Parque Nacional Iguazú, entre ellos: el uso del espacio, los mapas mentales, patrones de acicalamiento, la comunicación vocal: llamados de comida y llamados de alarma, estrategias de vigilancia, la dispersión de semillas, y algunos comportamientos cooperativos: cuidados a los infantes, entre otros.

Los asistentes también se encargarán de ingresar en la computadora los datos que registren en el campo.

Los asistentes estarán alojados en el CIES (Centro de Investigaciones Ecológicas Subtropicales) del Parque Nacional Iguazú. Este centro está ubicado a unos 400m de las cataratas y en uno de los bordes del área de acción de uno de los grupos de monos con los que trabajamos. La ciudad de Puerto Iguazú está a 17 km del parque y hay colectivos cada media hora (desde las 6:30 a las 20:00) que pasan por la puerta del CIES.

En http://www.parquesnacionales.gov.ar/03_ap/15_iguazu_PN/ciesweb.htm encontrarán más información sobre el CIES y el Parque.

Saludos,
Dr. Brandon Wheeler


Brandon Wheeler, Ph.D.Research Assistant
ProfessorDepartment of Anthropology
Stony Brook University Stony Brook, NY 11794-4364
E-mail: bcwheeler43@gmail.com
http://sites.google.com/site/bcwheeler43/

Blog de la Asociacion Uruguaya de Guardaparques


Hola Compañeros

les cuento que la Asociacion Uruguaya de Guardaparques está
inaugurando su blog, en el esperamos volcar la informacion sobre los
avances que tenga la institucion, asi como el incipiente SNAP de
Uruguay, que esta dando sus primeros pasos...



saludos para todos

Ramiro Pereira-Garbero

Planes maestros de las Areas Protegidas del Perú


Planes maestros de las Areas Protegidas del Perú (Página del SERNANP)

http://www.sernanp.gob.pe/sernanp/bplanesmaestros.jsp

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Antárctida: Perfurar gelo para prever o futuro

Sedimentos recolhidos nas calotes da Antárctida vão servir para compreender as mudanças climáticas.

No início do ano, uma equipa de cientistas esteve na Antárctida a recolher sedimentos no gelo com um método idêntico ao usado para extrair petróleo. Ao perfurar várias camadas de gelo, foram retirados materiais que vão agora ser estudados. A esperança é que seja possível entender as rápidas mudanças climáticas verificadas naquela zona do globo.

A preocupação com o aquecimento global não se centra apenas no presente. Compreender o comportamento das camadas de gelo será fundamental para a criação de métodos que permitam prever o clima no futuro. Actualmente são estas camadas que funcionam como espelhos, reflectindo o sol, influenciando as temperaturas e o nível dos oceanos, consoante são mais finas ou mais espessas.

Só há 400 mil anos é que a Antárctida se tornou gelada. A história geológica dos gelos da Antárctida revela não apenas a descida abrupta das temperaturas como a da concentração de dióxido de carbono. E num curto intervalo de tempo tudo se transformou em gelo. Porque é que isto aconteceu é a pergunta a que esta equipa de cientistas espera agora responder. "Podemos ler estes sedimentos como se fossem um livro de história. E este recua 53 milhões de anos, oferecendo um arquivo sem precedentes de como as camadas de gelo se formaram e interferiram nas mudanças climáticas e dos oceanos", explicou Henk Brinkhuis, da Universidade de Utreque, na Holanda, e que foi um dos líderes da expedição, citado pela Science Daily.

Pela frente os cientistas têm muitos anos de trabalho. Os sedimentos e microfósseis recolhidos vão permitir explicar como é que a Antárctida passou de uma zona quente a um local coberto de gelo. "Medir parâmetros como a idade, temperatura e a concentração de dióxido de carbono vai contribuir para o aumento de precisão dos modelos [de previsão do clima]. Quanto mais pormenores conseguirmos, melhores serão os modelos", salientou.

A extracção geológica nos gelos da Antárctida durou dois meses. Mesmo com os icebergues, nevoeiros e fortes ventos, a equipa da Wilkes Land Glacial History Expedition conseguiu perfurar até aos dois mil metros de profundidade. Os resultados da expedição vão completar os obtidos nas investigações realizadas nos últimos 40 anos.

Fonte: Diário de Notícias

Maré negra: Obama fala numa catástrofe “talvez sem precedentes”

O Presidente Barack Obama disse ontem que a maré negra, que já chegou ao Luisiana, é uma catástrofe “talvez sem precedentes”. A cúpula de confinamento deverá ser colocada no fundo do mar dentro de seis ou oito dias, segundo a BP.

“Penso que os americanos já se deram conta, especialmente as pessoas que vivem aqui, que estamos a ser confrontados com uma catástrofe ecológica que talvez não tenha precedentes”, declarou Obama em Venice, uma das comunidades costeiras mais ameaçadas pela maré negra causada pela explosão de uma plataforma petrolífera a 20 de Abril.

“Enquanto Presidente dos Estados Unidos, não pouparei esforços para responder a esta crise”, prometeu, salientando que esta catástrofe deverá a “prolongar-se por muito tempo” e a “ameaçar os meios de subsistência de milhares de americanos”.

Obama defendeu a sua administração, criticada pela lentidão na sua reacção. “O Governo federal lançou e coordenou uma intervenção onde todos os agentes estão envolvidos, sem descanso, desde o primeiro dia”.

O Presidente apontou o dedo ao grupo britânico BP, que explorava a plataforma Deepwater Horizon, estrutura localizada a 70 quilómetros do litoral da Luisiana. Todos os dias, as fugas na plataforma, que se afundou a 22 de Abril, libertam no mar cerca de 800 mil litros de petróleo. “As coisas devem ficar bem claras: a BP é a responsável por esta fuga. A BP vai pagar por isso”, disse aos jornalistas.

Cúpula de confinamento deverá ser colocada dentro de seis a oito dias

A companhia britânica trabalha em três frentes para tentar conter a fuga. Seis robôs submarinos tentam fechar a válvula de segurança dos poços, que pesa 450 toneladas. Além disso, começou a furar os poços de emergência para reduzir a pressão e injectar um produto para selar, definitivamente, as fugas. A primeira operação fracassou e a segunda poderá levar três meses.

A terceira coisa que a BP está a fazer é fabricar uma enorme cúpula de confinamento, com 70 toneladas, para colocar no fundo do mar a tapar a saída dos poços. Ontem, o presidente da BP americana, Lamar McKay, disse que a estrutura está “quase terminada” e que deverá “ser colocada, sem dúvidas, dentro de seis ou oito dias”.

Enquanto isso, o tempo passa. No pior dos cenários, os poços podem libertar até 16 milhões de litros por dia, advertiu à CNN o almirante Thad Allen, coordenador das operações.

McKay informou que o acidente na plataforma se deveu a uma “peça de equipamento defeituosa” mas acrescentou que os responsáveis da BP desconhecem a razão deste mau funcionamento.

Mau tempo dificulta trabalhos no mar

Ventos fortes e um mar alteroso condicionam o trabalho dos navios que tentam conter a mancha negra que já se estende por mais de 200 quilómetros de comprimento. Os aviões que deveriam libertar produtos químicos dispersantes não têm ordens para levantar voo.

As últimas previsões da agência de meteorologia NOAA indicavam que o petróleo está prestes a chegar às ilhas da Chandeleur, uma região desabitada mas que serve de refúgio natural para pelicanos, gaivotas e patos.

Ontem, as autoridades americanas impuseram uma interdição à pesca durante um mínimo de dez dias na zona afectada pela maré negra. Esta zona situa-se “entre as águas do estado do Luisiana, o delta do Mississípi, e as águas da baía de Pensacola, na Florida”.

Fonte: Publico.pt

domingo, 2 de maio de 2010

Projeto de preservação do lobo ibérico vence prémio BES Biodiversidade 2010

Desenvolver um programa de pesquisa que permita monitorar a população portuguesa de lobos, os fatores atuantes sobre ela e a evolução da situação na região transfronteiriça do centro de Portugal – que tem as condições necessárias à preservação -, é um dos objetivos do projeto “Conservar o Lobo em Portugal – Da teoria à prática”, que acaba de ganhar o Prêmio BES Biodiversidade 2010, no valor de €75 mil.

As prioridades do projeto do Grupo Lobo – apoiado pelo Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – vão para três áreas: promoção de medidas práticas de conservação da espécie, pesquisa e educação ambiental. O lado prático está contemplado no programa Cão de Gado que desenvolve a pesquisa e o uso de métodos de prevenção de prejuízos causados pelo lobo ibérico no gado.

Liderado por Francisco Fonseca, pesquisador do Centro de Biologia Animal da mesma Faculdade de Ciências, o programa promove a utilização de raças nacionais de cães de gado e de vedações elétricas como forma de reduzir esses prejuízos e tem sido referenciado a nível internacional como um caso de sucesso. Assim, já foram colocados 220 cães das raças Castro Laboreiro e Serra da Estrela de pelo curto – também ameaçadas de extinção -, tendo resultado numa diminuição dos prejuízos em cerca de 74% dos casos.

Quanto ao programa de educação ambiental, foi lançado o Pacote Pedagógico sobre o Lobo (Wolf Kit), que pretende sensibilizar os alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico para a problemática da conservação do lobo ibérico, assim como constituir uma ferramenta auxiliar para o ensino e aprendizagem dos temas associados à biodiversidade, em especial às espécies ameaçadas.

“É muito gratificante ver o meu trabalho e o do Grupo Lobo, que tem 25 anos de existência, ser reconhecido por este prêmio, que nos vai abrir novas perspectivas na proteção do lobo ibérico”, afirmou Francisco Fonseca. O pesquisador acrescentou que “os projetos já desenvolvidos permitiram estancar a regressão da espécie em Portugal”.

Calcula-se que sobrevivam na Península Ibérica cerca de 2 mil lobos, dos quais 300 em Portugal. O declínio já era visível no início do século passado e os estudos até agora realizados indicam que a população continua em declínio, estando confinada a algumas regiões do Norte e Centro do país, especificamente junto à fronteira com Espanha.

As causas deste declínio estão relacionadas com a perseguição direta movida por caçadores e pastores e com o extermínio de suas presas selvagens como o veado e o corço. Certas práticas agrícolas e florestais também têm ajudado, porque provocam a fragmentação e a destruição dos seus habitats.

Fonte: Expresso

Quercus diz que plano da Costa Alentejana é um avanço mas insuficiente

A associação ambientalista Quercus considerou hoje que a proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é insuficiente, por permitir regimes de excepção dentro do Perímetro de Rega do rio Mira (PRM).

Numa nota, a Quercus refere que a proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, que esteve em discussão pública até à passada sexta-feira, "representa um avanço positivo” face às pressões dos agentes económicos e outros agentes locais.

Entre os pontos considerados positivos está a integração no plano “de regulamentação que tem a ver com a faixa marinha adjacente à área terrestre deste Parque Natural”. No entanto, sublinha que "muitas outras" áreas de alto valor ecológico incluídas no plano deveriam ser classificadas como sendo de “protecção total”, mesmo que, quando necessário, isso implique a sua aquisição ou expropriação.

A Quercus destaca sobretudo que "numa vasta área abrangida pelo PRM, que corresponde a mais de 20 por cento do Parque Natural, vigora uma espécie de regime de excepção onde o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) vê a sua intervenção limitada". Esta situação é, para os ambientalistas, “de todo inaceitável" porque defendem que o ICBN deveria ter "um papel mais efectivo nesta área".

"Estão em causa infra-estruturas agrícolas, estufas, utilização de adubos e pesticidas, a qualidade da água e solos e mesmo a possibilidade de projectos urbanístico/turísticos se desenvolverem em áreas com habitats importantes, nomeadamente no que toca às lagoas temporárias, que têm vindo a ser sucessivamente drenadas, lavradas e destruídas ao longo dos últimos anos", afirma a associação.

Os ambientalistas defendem que dentro deste perímetro "se deverá avançar tendencialmente para a reconversão das práticas agrícolas intensivas para práticas compatíveis com a conservação da natureza e da biodiversidade". Consideram também que em todo o parque deveriam ser limitadas "as habitações dispersas fora dos perímetros urbanos” e ainda que “alguns grandes empreendimentos possam ser contidos ou redimensionados".

"Muitas áreas, como a que envolve a Vila de Sagres, em parte classificada como Reserva Biogenética do Conselho da Europa, têm sofrido uma descaracterização contínua, vítimas de inúmeras pressões urbanísticas, pisoteio e circulação desregrada de veículos que vão destruindo os valores naturais aí existentes", exemplificam.

Fonte: LUSA

Competencia Internacional de Arte, Manos Jóvenes Juntas por la Biodiversidad


Holas,

Tal vez les interesa para sus hijos o hermanos menores...
Un abrazo

Loyola Escamilo Boggio
Coordinadora de Proyectos
ProNaturaleza
Doña Juana 137, Urb. Los Rosales, Santiago de Surco
Cel. (51) (1) 997505919
Telf. (51)(1) 271-2662 / 271-2621 / 271-2607 (anexo 223)
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Ministério do Ambiente dá “luz verde” para barragem do Fridão



O Ministério do Ambiente emitiu ontem a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem do Fridão, segundo fonte da tutela.

A barragem, a ser construída pela EDP, num investimento de 242 milhões de euros, está inserida no plano nacional com elevado potencial hidroeléctrico, sendo a terceira a receber o parecer, depois do Alvito e Foz Tua.

A DIA impõe a cota mais baixa em avaliação (NPA 160) e diversas medidas ao nível dos recursos hídricos, tendo em vista a salvaguarda da qualidade da água, explicou a mesma fonte.

Ao nível do património, a DIA prevê também medidas de compensação patrimonial, como a transladação conjunta da Capela do Senhor da Ponte e da Ponte medieval de Vilar de Viando.

O aproveitamento hidroeléctrico do Fridão terá uma capacidade instalada de 160 megawatts. Entretanto, no final de Março, foi recomendado um novo período de consulta pública para a barragem de Fridão pelo Bloco de Esquerda, em comissão parlamentar, sob o argumento que as populações "não tiveram toda a informação necessária" para que a consulta pública do estudo de impacte ambiental, concluída a 15 de Fevereiro, decorresse com toda a transparência e rigor.

Da parte do PS, o deputado Marcos Sá considerou a proposta do BE "alarmista" e criadora de um "papão" injustificado, lembrando que o processo de consulta pública decorreu "com normalidade".

O empreendimento afecta os concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto. A comissão de acompanhamento da barragem, da Assembleia Municipal de Amarante, defende que o estudo de impacte ambiental foi "inconclusivo e mal elaborado" e acredita que um "estudo realista" evidenciará a inviabilidade da obra.

Fonte: LUSA

Diminuição do gelo oceânico nos pólos faz subir nível do mar

A diminuição do gelo oceânico nos pólos está a fazer subir o nível do mar, afirmam os cientistas. Por enquanto, essa subida ainda é muito pequena - 49 mícrons ao ano, o que equivale à espessura de um cabelo. No entanto, se a tendência de degelo continuar, o nível dos oceanos deverá aumentar a um ritmo maior também.

A conclusão é de um estudo cujos resultados foram publicados na sexta-feira na revista científica Geophysical Research Letters.

Segundo a equipa liderada por Andrew Shepherd, da universidade de Leeds, este factor deve ser equacionado, no futuro, na avaliação da subida do nível dos oceanos.

Fonte: DN

Os oceanos são mais ricos do que se pensa, diz estudo


Um novo estudo de cientistas de duas universidades americanas (NOAA e Texas-Corpus Christi), publicado na revista Oceanography, afirma que os ecossistemas de montanhas submarinhas ocupam uma superfície de 28,8 milhões de quilómetros quadrados, área superior à da América do Sul.

As montanhas submarinas proporcionam habitats com enorme biodiversidade, mas pensava-se que a sua dimensão era menor. Estes pontos de abundância de vida são a base de zonas onde os cientistas encontraram novas espécies. Estas áreas têm também enorme potencial económico.

Os investigadores estudaram e mapearam 200 montanhas submarinas e tiraram amostras em mais 100. No entanto, usando técnicas de altimetria por satélite e modelos estatísticos, os cientistas estimam que existam mais de 45 mil montanhas submarinas no planeta, o que torna estes ecossistemas num dos mais banais do mundo. Estudos anteriores colocavam o número de montanhas submarinas em 30 mil.

Estas descobertas têm enormes implicações para a biologia, mas igualmente na futura exploração económica dos oceanos. Em torno de arquipélagos estas estruturas são comuns.

Fonte: Diário de Notícias

À procura dos 7 paraísos naturais que o Homem estragou

A mão humana conseguiu destruir o que outrora foram algumas das maravilhas naturais portuguesas. Pelo menos é o que diz a iniciativa 7 Ex-Maravilhas de Portugal, que quer descobri-las e chamar a atenção dos portugueses. Conheça catorze delas e aproveite para sugerir e votar no site oficial.

A praia da Cruz Quebrada, em Oeiras, foi um local privilegiado para a aristocracia portuguesa passar os seus momentos de lazer. Mas agora o cenário é desolador, com o areal poluído e água imprópria para banhos e pesca. Situações destas levaram a que um grupo de cidadãos decidisse eleger as 7 Ex-Maravilhas de Portugal: locais que a natureza criou belos e que a mão humana tornou em horrendos.

"A ideia surgiu da necessidade de um grupo de pessoas ligadas ao ambiente de assinalar a existência de lugares da natureza em Portugal que, no passado, já foram bonitos, e que hoje em dia são feios, encontrando-se alguns deles já irremediavelmente destruídos", explicou ao DN Pedro Quartín Graça, do comissariado desta iniciativa. Casos como Tróia, as construções da Costa de Caparica ou até o rio Trancão são bastante mediáticos.

O processo de votação já está disponível no site http://7exmaravilhas.net/, em que já existem 14 exemplos de aberrações. "Todas as pessoas podem sugerir uma ex-maravilha enviando fotos e vídeos da sua proposta, de preferência com um texto explicativo", acrescenta. Depois serão analisadas as propostas, sendo o critério apenas ao nível da solidez da candidatura - se é uma paisagem natural e se o grau de ameaça sobre ela existe ou existiu e é real.

A fase de candidatura dura até ao dia 13 de Julho. As treze candidaturas mais votadas até esse dia poderão ser escolhidas até 7 de Setembro, data em que serão anunciadas as vencedoras. Depois, "será dada a devida divulgação pública junto da população e espera-se que haja uma reflexão das autoridades e dos próprios portugueses", termina.

Fonte: Diário de Notícias

Gaivina-dos-pauis (Chlidonias hybrida), desaparecida há 50 anos no Açores


A gaivina-dos-pauis apareceu numa lagoa açoriana, onde não era vista havia meio século, confirmou a importância da zona para a biodiversidade do arquipélago. Em Portugal, esta ave de zonas húmidas encontra-se sob ameaça grave devido à destruição dos seus 'habitats'.

Em meados de Março foi avistado um exemplar da gaivina-dos-pauis (Chlidonias hybrida) na lagoa do Negro, ilha Terceira. De acordo com os especialistas, a ave permaneceu no local pelo menos três semanas, o que reforça a hipótese de ter circulado por outras zonas húmidas do arquipélago. O episódio até podia passar despercebido, não fosse o facto de há 50 anos não se avistar nos Açores uma gaivina-dos-pauis...

Segundo Eduardo Dias, investigador da Universidade dos Açores, "a lagoa do Negro serviu como zona de resguardo, alimentação e protecção durante um tempo". O que permitiu depois à ave retomar a sua rota original. O episódio da gaivina-dos-pauis acabou por ser um contributo "mais para a salvação da espécie".

Mais do que tudo, esta presença veio reforçar a importância dos Açores "como plataforma no meio do Atlântico, para espécies que estão perdidas ou em viagem e param para descansar ou se alimentar". E não foi a primeira vez que apareceram espécies de outras zonas, como a águia-americana na ilha das Flores. "Existem provas da passagem de cerca de 300 espécies só nos últimos 50 anos."

A gaivina é conhecida pelo voo rasante que faz junto dos pauis para encontrar alimento, ou seja, insectos ou peixes que estejam à superfície da água. Distingue-se das suas congéneres pela associação a zonas húmidas, já que as outras gaivinas são de zonas salgadas e marítimas. Originária do Mediterrâneo e Ásia Menor, onde pode ser observada com relativa frequência, existe também em Portugal continental. Contudo, apesar de alguns zonas de distribuição confirmadas no centro e sul do país, o seu carácter de nidificação irregular torna difícil estimar o número exacto de indivíduos. Os dados do Livro Vermelhos dos Vertebrados apontam para um valor que não ultrapassa os 250 indivíduos. Apesar de não existirem grandes evidências sobre o declínio da espécie, está classificada em Portugal com o estatuto de Criticamente em Perigo. Não só pelo reduzido sucesso na reprodução, como pela crença que a população portuguesa depende também da imigração de outras gaivinas-dos-pauis.

Entre as principais ameaças inclui-se a drenagem de zonas húmidas, o habitat favorável por excelência à sua nidificação, a regularização intensiva e desajustada dos rios e outros cursos de água, que aniquila a vegetação flutuante onde a gaivina-dos-pauis faz os ninhos; ou o aumento da presença humana junto das colónias de nidificação. Por outro lado, a instalação de linhas de transporte de energia em zonas que cruzem as rotas de migração provocam algumas mortes. Um cenário que se repete com a instalação de parques eólicos.

Para que possa ser protegida é, antes de mais, essencial proteger as zonas húmidas, manter os cursos de água e vegetação associada. E podem ser criadas zonas de nidificação artificial, para atrair aves reprodutoras. Uma medida com grande sucesso em Itália, depois da colonização de habitats artificiais, como arrozais e aquaculturas. Entre as medidas de orientação do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade está também assinalada a melhoria de fiscalização sobre a perturbação, a proibição de instalação de linhas de transporte de energia nas zonas de maior importância para a espécie ou a introdução de sinais anti-colisão nas já existentes.

"Vários ornitólogos acreditam que, com as condições ecológicas necessárias do meio selvagem, as gaivinas-dos-pauis poderiam passar de visitantes casuais a nidificantes nos Açores." Mas para que isso possa acontecer é essencial que sejam renaturalizadas diversas zonas das ilhas.

Fonte: Diário de Notícias

Biólogos espanhois alertam: Preservar melhor a águia-de-bonelli


Biólogos espanhóis alertam para a necessidade de protecção de territórios de caça da espécie na sua estratégia de conservação.

Emblemática da região mediterrânica, incluindo o território português, a águia-de-Bonelli está classificada como "em perigo" na Europa, mas os resultados de um estudo realizado nos últimos anos na Universidade de Barcelona, em Espanha, poderão ajudar a concretizar medidas mais eficazes de conservação da espécie a partir de agora.

Os dados do estudo caracterizam em detalhe as necessidades territoriais da espécie e os seus padrões comportamentais, de forma que se torna possível definir novas estratégias de conservação que levem estes novos conhecimentos em conta.

No estudo publicado na revista The Ibis, a equipa do Grupo de Biologia da Conservação da Universidade de Barcelona, coordenado pelo biólogo Joan Real, os investigadores explicam que as águias-de-bonelli utilizam muito frequentemente zonas de grande valor biológico para a sua alimentação, mas que não estão em geral protegidas por medidas especiais, dada sua grande distância das zona de nidificação destas aves de grande porte.

"A abordagem clássica de protecção apenas das áreas de nidificação da espécie não é suficiente [para uma estratégia eficaz de protecção]", explicou Joan Real, citado pela Science Daily, sublinhando que "também é necessário proteger as áreas distantes dos ninhos que são ideais como territórios de caça e que são cruciais para a sobrevivência dos indivíduos".

A equipa de Barcelona monitorizou 18 águias-de- -bonelli em várias regiões da Catalunha, entre 2006 e 2008, para poder chegar a estas conclusões.

As maiores populações desta espécie na Europa residem precisamente em Espanha e Portugal e no Sul de França.

Fonte: Diário de Notícias   Foto: Paulo Ferreira

sábado, 1 de maio de 2010

Setúbal: “A Ostra Portuguesa – recuperação de um património”


O programa “A Ostra Portuguesa – recuperação de um património”, que pretende salvaguardar a biodiversidade e promover a identidade cultural e gastronómica da região, é iniciado dia 3, com a realização de um colóquio, em Setúbal.

“Ostras de Setúbal: Ciência, Património e Cultura” é o tema da primeira iniciativa do programa, organizado em parceria entre o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Reserva Natural do Estuário do Sado e Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio de diversas entidades privadas.

O colóquio, a realizar na Estalagem do Sado, é iniciado pelas 15h00, com uma intervenção de Carlos Sousa Reis, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que disserta sobre “As ostras – Um recurso potencial”.

“Ensaios para a recuperação da ostra portuguesa”, por Fernanda Pessoa, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, às 15h45, e “O potencial socioeconómico das ostras portuguesas”, por Paulo Anacleto, da empresa Sapalsado, às 16h30, são outras palestras programadas.

A última intervenção do colóquio, moderado por Pedro Castro Henriques, do ICNB, é subordinada à temática “A exploração ostreicola no estuário do Sado nos anos 60 e princípios de 70 – Um recuar nas memórias”, pelo biólogo Antunes Dias, às 17h00, seguindo-se um período de debate.

Antes do colóquio, pelas 14h45, no mesmo local, é também apresentado o documentário “Ostra portuguesa – Um património a preservar”.

Uma sessão de confecção de pratos ao vivo, com o chefe António Alexandre, e a exposição “As ostras de Setúbal – Um rosário de memórias”, produzida pelo Museu do Trabalho Michel Giacometti, fazem também parte da programação da iniciativa.

O programa “A Ostra Portuguesa – recuperação de um património” inclui, em Maio, Junho e Julho, vários workshops, orientados pelo chefe António Alexandre, na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal e em diversas unidades hoteleiras da região, nos quais são transmitidos conhecimentos técnicos para manuseamento e confecção de ostras.

A 12 de Setembro, na Herdade da Mourisca, realiza-se uma feira de ostras, iniciativa que inclui colóquios, exposições, venda e degustação de ostras, passeios e actividades culturais e desportivas.

Fonte: http://www.distritonline.pt/