domingo, 9 de maio de 2010

Bocados de petróleo começaram a chegar às praias do Alabama

As autoridades locais anunciaram hoje que começaram a dar às praias de areia branca da ilha Dauphin, no Alabama, bocados de petróleo do tamanho de bolas de golfe.

Hoje foi colocada ao longo das praias uma longa barreira de materiais que fazem lembrar pompons, para tentar conter a poluição. As autoridades recolheram amostras para tentar perceber se se trata de petróleo libertado do poço petrolífero da plataforma Deepwater Horizon.

No Luisiana, a paróquia de Lafourche declarou hoje estado de emergência e vedou o acesso do público à praia de Fourchon. “Decidimos que a nossa melhor opção é usar as praias como barreira natural para proteger as nossas zonas húmidas do petróleo”, disse a responsável daquela paróquia, Charlotte Randolph, citada pelo jornal local “Times-Picayune”. “É muito mais fácil limpar o petróleo das praias do que nos pauis”, acrescentou.

Hoje, vários camiões de areia foram descarregados no porto de Fourchon para que esta seja colocada em grandes sacos de areia. Depois, a Guarda Costeira vai lançá-los, de helicóptero, em cinco zonas ao longo da costa. Nos últimos anos, as tempestades tropicais e furacões ajudaram à erosão da zona litoral, deixando uma abertura directa para as zonas húmidas.

O Departamento de Pescas e Vida Selvagem do Luisiana informou hoje que vai alargar a zona onde a pesca está proibida, afectando a região a oeste do rio Mississípi, como medida de precaução, em resposta à maré negra.

Nas praias ao longo do Golfo do México, cidadãos estão a responder ao desafio de limparem os areais de lixo, para ajudar os esforços de limpeza.

Luisiana e ecologistas preocupados com utilização de dispersantes químicos

As autoridades do Luisiana e ecologistas dizem-se preocupadas com o impacto dos produtos químicos que a BP está a utilizar para dispersar a maré negra no Golfo do México.

Ontem, responsáveis dos serviços de saúde, qualidade do Ambiente e pescas do Luisiana pediram ao director-executivo da BP, Tony Hayward, informações sobre o uso dos químicos. “Estamos gravemente preocupados com a falta de informação sobre o uso dos dispersantes para lutar contra a maré negra no Golfo do México e qual o impacto desses produtos nas populações, qualidade das águas e do ar, bem como nas pescas e vegetação costeira”, escreveram numa carta comum.

O dispersante usado é o Corexist, fabricado pela NALCO Energy Servisses, empresa sediada no Texas. No seu site, a empresa explica que este produto contém um baixo nível de substâncias químicas nocivas, que apresentam riscos de irritação para os olhos e pele.

A BP e a Guarda Costeira têm vindo a usar estes químicos, à superfície e no fundo do mar, para tentar desesperadamente conter a maré negra. Segundo um estudo da organização não lucrativa de informação ProPublica, citado pela revista online Grist, a BP já terá comprado um terço do stock mundial daqueles químicos.

Associações ecologistas já têm vindo a alertar para esta chuva de químicos misteriosos sobre as águas do Golfo. Por exemplo, a National Wildlife Federation (NWF), a maior organização privada Americana de defesa da natureza, quer saber onde vão acabar aqueles químicos.

“Estes produtos são concebidos para reduzir o petróleo em pequenas partículas, sem o fazer desaparecer, mas tornando-o mais facilmente biodegradável”, explicou Bob Perciasepe, da Agência americana de Protecção do Ambiente (EPA).

O que é certo é que esta quinta-feira, a EPA suspendeu a utilização dos dispersantes em profundidade, junto à fuga, para dar tempo de obter os resultados de análises que determinem o impacto dos químicos no ecossistema.

A utilização de dispersantes é apenas uma das faces da luta contra a maré negra. Mas a maior esperança era uma cúpula colocada sobre a fuga, a 1500 metros de profundidade. Anteontem, a BP viu-se obrigada a retirar a estrutura do local devido à formação de cristais semelhantes ao gelo. A companhia deu uma margem de dois dias para tentar encontrar uma solução.

Congresso norte-americano prepara-se para série de audições sobre maré negra

A maré negra no Golfo do México está a inundar o Congresso norte-americano com perguntas. A instituição está a preparar uma série de audições para compreender as causas e avaliar responsabilidades pelo acidente.


Pela primeira vez desde a explosão, a 20 de Abril, da plataforma Deepwater Horizon, explorada pelo gigante petrolífero britânico, um responsável da BP América, Lamar McKay, vai responder terça-feira às perguntas dos senadores na comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado.

No centro dos debates estará o dispositivo “anti-explosão” da plataforma que, manifestamente, não funcionou. O aparelho foi fabricado pela Cameron International, empresa sediada em Houston.

Os senadores vão levar as suas dúvidas sobre aquele dispositivo a uma outra audição, prevista para quarta-feira, na comissão de supervisão e inquérito da Câmara dos Representantes. Esta deverá analisar a “pertinência das medidas de segurança”.

“É preciso saber quem fabricou os dispositivos de segurança, quem fez a sua manutenção e de quem é a responsabilidade”, disse esta semana à CNN o senador Bill Nelson, da Florida, um dos estados que poderá sentir as consequências da maré negra.

Além das companhias privadas implicadas – entre as quais a BP e a Transocean, proprietária da plataforma – os senadores vão ater-se ainda sobre o papel da administração norte-americana na supervisão da segurança nas plataformas petrolíferas offshore. É aqui que entra uma pequena agência da secretaria dos Assuntos Internos, o Serviço de Gestão Mineral (MMS, sigla em inglês), responsável pela gestão dos recursos mineiros e petrolíferos norte-americanos.

Para a semana, Ken Salazar, secretário dos Assuntos Internos, - estrutura da qual depende a MMS - deveria prestar esclarecimentos aos senadores mas a sua audição foi adiada porque vai visitar a região do Golfo do México.

Esta quinta-feira, foi apresentado um projecto de lei a fim de criar uma comissão independente para investigar as causas e o impacto da explosão na plataforma, que fez onze mortos e causou a maré negra. Um outro documento foi apresentado esta semana ao Congresso para aumentar o limite das indemnizações a pagar pelas companhias petrolíferas dos 75 milhões actuais para dez mil milhões de dólares.

A empresa proprietária da plataforma, Transocean, informou que vai disponibilizar 200 milhões de dólares para fazer face aos custos previsíveis da catástrofe.


Fonte: Publico.pt

Gambusia holbrooki: O inimigo dos mosquitos


Foi introduzida na Europa no início do séc. XX para combater os mosquitos portadores da malária. O sucessso da gambúsia foi tal que rapidamente se transformou numa praga, quase tão irritante como os insectos que vinha exterminar.

Há pragas e pragas. Uma das famosas pragas do Egipto foi a dos mosquitos. E, se há mosquito que é mesmo uma praga, é o que transmite a malária, que ainda hoje é o flagelo de grande parte da população mundial. No início do século XX descobriu-se que os maléficos mosquitos eram controlados por um dos seus inimigos naturais: uns minúsculos peixinhos que adoravam comer as suas larvas, o chamado peixe-mosquito. A espécie gambúsia.

O peixe-mosquito passou a ser importado da Carolina do Norte para Itália, em 1921. Contudo, durante a viagem detectou-se uma grande mortalidade de peixes e daí uma escala em Espanha para aclimatação. O que foi feito com sucesso. A aclimatação aconteceu na região de Cáceres e a gambúsia rapidamente se multiplicou, alastrou à bacia do Tejo e daí a todos os rios, lagos, pateiras, pântanos, pauis, lagoas e charcos portugueses. Foi também criada nas lagoas de Mira, tendo sido introduzida em áreas de arrozal e outras onde as larvas do mosquito se desenvolvem.

Espécie invasora, foi transportada para um ecossistema que não era o seu de origem e rapidamente explodiu o seu efectivo populacional. "A gambúsia adapta-se muito bem a ambientes extremamente hostis e condições agrestes como temperaturas elevadas e água pouco oxigenada", explica Pedro Raposo de Almeida, professor na Universidade de Évora e investigador no Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências de Lisboa
O peixe-mosquito é quase um fantasma, de tão pequeno e imperceptível. Para os mais distraídos pode ser confundido com a fêmea do guppy. Mas, apesar do seu ridículo tamanho, é de uma voracidade espantosa, não se limitando à gastronomia mosquiteira.

"Como é muito voraz, tudo o que na prática for possível de ser comido, eles comem. São canibais, capazes de predar a própria descendência", conta Pedro Almeida. A sua fome permanente coloca em desequilíbrio os ecossitemas onde se introduz, provocando mesmo o desaparecimento de outros predadores naturais de mosquito.

A gambúsia tem uma estratégia de reprodução elaborada: atinge a maturidade sexual ao fim de quatro a seis semanas, podendo reproduzir-se quatro vezes num ano. Os ovos são fecundados no ventre materno e as suas crias nascem não completamente desenvolvidas, mas já com alguma autonomia. "Já conseguem alimentar-se, nadar e, por isso, fugir de potenciais predadores. Um peixinho acabado de nascer já é capaz de comer larvas", refere Pedro Raposo de Almeida. A gambúsia tem assim uma enorme possibilidade de sobrevivência.

Não tendo interesse económico, não é capturada pelo homem. E o controlo das populações não é viável porque a sua pequenez e o seu ritmo reprodutivo não permitem a utilização de meios mecânicos para limpar os meios húmidos que habitam. "São muito difíceis de controlar. O melhor é aprendermos a viver com eles", afirma o investigador do Instituto de Oceanografia.

Vistos de fora parecem uns amores, mas são extremamente agressivos. O nome peixe-mosquito parece poético, mas advém não só da sua alimentação, como também do facto de ser quase tão irritante como estes insectos.

Fonte: Diário de Notícias

Zoomarine: Tartarugas libertadas são seguidas 'online'


O percurso de três tartarugas libertadas do cativeiro pode ser seguido em tempo real. A iniciativa é do Zoomarine, Albufeira.

A Calantha, a Tartaruga e a Cat foram devolvidas à Natureza em Setembro passado, no Algarve, ao abrigo do projecto pioneiro Regresso adiado, que visa estudar o seu comportamento no meio selvagem e padrões migratórios.

Cada uma levou consigo um transmissor de satélite, que permite localizá-las e saber a que velocidade nadam, uma anilha e um microchip, revelou Élio Vicente, do Zoomarine, acrescentando que o sinal se deverá manter por mais um ano.

"O transmissor só funciona fora de água, altura em que localiza os satélites", explica o biólogo, sublinhando que os sinais são depois emitidos para um sistema internacional, o que permite criar mapas, disponíveis online.

Durante estes nove meses os percursos foram completamente distintos: a Calantha está no meio do oceano Atlântico na direcção do golfo do México, a Tartaruga na Mauritânia e a Cat foi directa para o Brasil.

As duas primeiras têm já cerca de 40 anos e viveram praticamente toda a vida em cativeiro: uma no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, e outra num aquário municipal no Funchal. A terceira foi confiscada no aeroporto.

Os seus destinos acabaram por se cruzar no Porto de Abrigo do Zoomarine, local onde Calantha e Tartaruga passaram quatro anos e onde Cat, que chegou a Portugal dentro de uma mochila, viveu durante nove anos.

A Cat, a mais jovem, amputada de uma das barbatanas devido à mordedura de um tubarão, foi a que acabou por surpreender mais a equipa de biólogos.

"Atravessou o Atlântico quase sem hesitar, em linha recta até ao Brasil", contou Élio Vicente, director de Ciência e Educação do Zoomarine, que diz que em 175 dias a Cat nadou 8000 quilómetros, quase o dobro das outras duas.

Há cerca de duas semanas que o transmissor de satélite que levou acoplado à carapaça deixou de dar sinal, o que está a intrigar os biólogos, que não sabem se o dispositivo caiu ou se a tartaruga morreu.

O certo é que, para Élio Vicente, está provado que é possível devolver animais que estiveram tanto tempo em cativeiro à natureza, meio onde aparentemente estão a comportar-se como se nunca de lá tivessem saído.

A Calantha, a tartaruga mais velha e também mais pesada, com 130 quilogramas, deverá alcançar as Caraíbas dentro de seis meses.

Quanto aos percursos seguidos por cada uma das tartarugas - animais que podem chegar aos 120 anos -, sabe-se apenas que supostamente as fêmeas acabam sempre por regressar às suas praias de origem, local que deverão escolher para desovar.

O Zoomarine quer fazer o mesmo com outros animais devolvidos ao meio selvagem, mas o que está a dificultar a operação são os elevados custos inerentes, já que o projecto representou um investimento de mais de 15 mil euros.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 8 de maio de 2010

Mariza e Pauleta embaixadores das 7 Maravilhas Naturais

Escolha das duas figuras de topo deveu-se à sua ligação com a natureza e ao facto de se encaixarem nos ideais do projecto

O ex-futebolista açoriano Pauleta e a cantora Mariza foram ontem apresentados como os embaixadores das Sete Maravilhas Naturais de Portugal, no interior de um dos poucos vulcões subterrâneos visitáveis do mundo. O Algar do Carvão, situado na ilha Terceira, é um dos 21 finalistas a concurso.

Uma cerimónia rápida devido às condições climatéricas adversas e ao estado de humidade próprio da cavidade vulcânica, mas que ainda assim transpirou charme, reforçado pela presença das duas personalidades que levam o nome de Portugal além-fronteiras.

Mas porquê Pauleta e Mariza? Luís Segadães, presidente da New 7 Wonders Portugal, explica que procuraram "duas figuras de topo da sociedade portuguesa que representassem muito bem os ideais deste projecto e que, de alguma maneira, tivessem uma relação natural com a natureza". "O Pauleta é açoriano e sabe bem o que é lidar com prados lindos, lagoas espectaculares, golfinhos e baleias, a Mariza, apesar de mais urbana, é moçambicana, visita muito o país e entende muito bem o que é a preservação da natureza." No fundo, foi também uma forma de fundir duas das grandes paixões do País: o futebol e a música.

Pauleta e Mariza revelaram orgulho em participar neste projecto para que, como frisou a diva do fado, "a beleza de Portugal seja conhecida não só no País, mas mundialmente. Se a magia do fado ajudar nisso, então contem comigo".

Para Pauleta, o trabalho como embaixador, decorrente do estatuto dos Açores de Região Europeia do Ano 2010, é tão natural como ter uma bola nos pés. Sobretudo, porque sempre se habituou "a ver e a preservar a natureza", preocupação que em seu entender "devia ser de todos". E é esse o objectivo do projecto: sublinhar a importância da divulgação e preservação do património natural português.

O Secretário Regional da Economia, anfitrião do evento, enfatizou a aposta do Governo açoriano em políticas que promovam o património natural, gerando "desenvolvimento para os Açores". Vasco Cordeiro lembrou que os Açores foram recentemente considerados como o segundo melhor local do mundo para a prática do turismo sustentável pela Revista Nacional Geographic Traveler.

Há 21 candidatos que vão competir na final das Sete Maravilhas Naturais, que serão conhecidas a 11 de Setembro junto à lagoa das Sete Cidades, em São Miguel. Cinco são dos Açores: a paisagem vulcânica da ilha do Pico (categoria Grandes Relevos); o Algar do Carvão, na Terceira; e furna do Enxofre, na Graciosa (Grutas e Cavernas); a lagoa das Sete Cidades, em São Miguel (Zonas Aquáticas Não Marinhas), e a lagoa do Fogo, em São Miguel (Zonas Protegidas).

Fonte: Diário de Notícias

Sustentabilidade: 'Roadshow' pelo ambiente em Oeiras

Baixar o consumo de energia, reciclar e reduzir a utilização de resíduos, preservar a biodiversidade e os recursos hídricos, facilitar a mobilidade e promover atitudes solidárias. É este o objectivo do Green Projects Awards Roadshow - mostra sobre desenvolvimento sustentável - que decorre até domingo, no Jardim Municipal de Oeiras

Esta iniciativa do Grupo GCI, que conta com o apoio do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, do Ministério da Economia e Inovação, da Quercus, será a oportunidade para as comunidades verem de perto o que está a ser feito nas áreas da energia, mobilidade, água, biodiversidade, resíduos e responsabilidade social, através de workshops, conferências, exposições e, igualmente, participando em diversas iniciativas locais. Existe ainda um mercado biológico onde o visitante pode adquirir produtos hortícolas, frutas, cereais diversos, feijões, frutos secos, ovos, leite, leguminosas secas, especiarias, ervas aromáticas, bolos tradicionais portugueses, biscoitos, mel e outros derivados, garantindo assim uma alimentação com produtos sem pesticidas ou adubos químicos, saudáveis para o consumidor.

O Roadshow e o mercado de trocas funcionam entre o meio- -dia e as oito da noite. Já o mercado biológico acontece apenas hoje, das nove às duas da tarde.

Fonte: Diário de Notícias

“Os Verdes” questionam dois ministérios sobre abate de plátanos em Azeitão


O partido ecologista “Os Verdes” entregou na Assembleia da República um pedido de esclarecimentos aos ministérios do Ambiente e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre o abate de plátanos centenários em Azeitão, foi hoje revelado.

O partido, pela voz do deputado José Luís Ferreira, quer saber se os ministérios e se o Parque Natural da Arrábida tinham, ou não, conhecimento do abate de cerca de 20 árvores, pela Estradas de Portugal (EP), na Estrada Nacional 10 e dentro do Parque Natural da Arrábida.

Segundo explica a EP, o abate surgiu na sequência de um acidente de viação a 5 de Março do ano passado, provocado pela queda de um ramo de um dos plátanos. A empresa refere uma carta enviada pela Protecção Civil Municipal, assinada pelo comandante dos Bombeiros Sapadores, onde era solicitada uma "avaliação conducente ao desbaste, ou eventualmente, ao abate dos plátanos".

Mas a população local não encontra motivos para o abate das árvores e, segundo o vereador responsável pelos Espaços Verdes da Câmara de Setúbal, a EP teve uma intervenção excessiva, conta o partido, em comunicado. Apenas um plátano estaria doente e a poda seria suficiente para garantir a segurança rodoviária.

O partido quer agora saber se a EP elaborou algum relatório técnico que sustente o estado de fragilidade das árvores e se estão previstos outros abates naquela estrada. Além disso, pede esclarecimentos sobre a não articulação do abate com a Junta de Freguesia de S. Lourenço e com a Câmara de Setúbal.

A câmara pediu uma reunião de urgência à EP, mas pondera avançar com uma queixa. A presidente da Junta de Freguesia de São Lourenço apresentou já queixa na GNR.

Fonte: Publico.pt

Reserva natural encerrada ao público por causa da maré negra


As autoridades norte-americanas encerraram ontem ao público a reserva natural Breton National Wildlife Refuge, ao largo do Luisiana, para facilitar os trabalhos de limpeza da maré negra.

“O encerramento da reserva natural é importante para manter a segurança do público, minimizar a perturbação das colónias de aves marinhas que lá nidificam e permitir que as equipas responsáveis pelas operações de limpeza (...) possam trabalhar com segurança e eficácia”, segundo um comunicado do organismo americano responsável pela preservação da fauna (US Fish and Wildlife Service).

Ontem, pela primeira vez, as autoridades norte-americanas anunciaram oficialmente a chegada da maré negra, causada pela explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, a 22 de Abril. A primeira região afectada pela poluição é o arquipélago de ilhas-barreira Chandeleur, ao largo do Luisiana.

A reserva natural de Breton, que alberga um número incalculável de aves, é uma das mais antigas dos Estados Unidos. Criada em 1904, estende-se ao longo de mais de 2800 hectares.

Maré negra ameaça natureza já fragilizada

A maré negra do Golfo do México afecta, sobretudo, regiões muito sensíveis, já atingidas por furacões, poluição, sobre-exploração pesqueira e alterações climáticas. Estas são ameaças que limitam a capacidade da natureza de ultrapassar um novo problema.

“O tempo o dirá, mas o que sabemos é que os ecossistemas em boa saúde resistem melhor às ameaças”, comentou Christopher Mann, um dos responsáveis do programa marinho do Pew Environment Group, com sede em Washington.

“Com a subida do nível dos oceanos e a erosão, os pauis estão a desaparecer aos poucos. Estima-se que o delta do Mississípi esteja a perder, diariamente, uma superfície o equivalente a um campo de futebol”, disse Mann.

O especialista lembrou que foram abertos “canais para facilitar as operações da indústria petrolífera que não só promovem a erosão como também facilitam hoje a entrada do petróleo no interior dos pauis”.

Depois da passagem do furacão Katrina, em 2005, a vegetação ainda não recuperou o suficiente para conseguir desempenhar o seu papel de barreira natural de protecção destas zonas húmidas.

Além disso, o Mississipi, que atravessa praticamente os Estados Unidos de Norte a Sul, drena até ao delta a poluição das terras por onde passa, submetidas a uma agricultura intensiva. Os resíduos de pesticidas acabam no delta, ao ponto de criarem “zonas mortas”, segundo Mann.

Perigo invisível no fundo do mar

Ainda que vasto, o Golfo do México sofre com os efeitos da sobre-exploração pesqueira. Na Primavera, este é um local importante de concentração de baleias e atuns do Atlântico que lá se reproduzem.

“As pessoas preocupam-se com as costas, mas os impactos também são graves no oceano”, salienta Lisa Speer, directora do Programa Oceanos no National Resources Defense Council.

“Muitas criaturas vivem no fundo do mar, longe das câmaras. Ovos e larvas são particularmente vulneráveis: 20 anos depois da maré negra do Exxon Valdez (no Alasca), os salmões ainda não recuperaram”.

A opção da BP em utilizar dispersantes na maré negra é criticada por muitos. “Estamos a acrescentar uma poluição a outra. Só que o petróleo não desaparece, afunda-se e fica acumulado nos sedimentos durante décadas”, alerta Sue Lieberman, directora-adjunta do Pew.

“A vida marinha vai tornar-se numa sanduíche tóxica”, comentou Mann. “Um fundo do mar desabitado e águas de superfícies mergulhadas em petróleo”.

Explosão na plataforma petrolífera terá sido causada por bolha de metano

A explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril, foi causada por uma bolha de metano que se escapou do poço e disparou para cima, através da coluna de perfuração, revela um inquérito interno da BP às causas do acidente no Golfo do México.

Ao longo de uma subida de 1500 metros, o gás foi ganhando força e destruiu vários dispositivos de segurança, antes de explodir, de acordo com os relatos dos funcionários daquela plataforma que sobreviveram à explosão. Estes testemunhos são, até agora, o relato mais detalhado do que terá acontecido a 20 de Abril. Apesar disso, a investigação não está concluída e ainda não se pode avançar com a causa oficial do acidente. Morreram onze pessoas e cinco mil barris de petróleo são libertados diariamente para as águas do Golfo do México.

Parte das entrevistas aos funcionários da plataforma foram descritas à agência Associated Press (AP) por Robert Bea, da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos e consultor da BP na análise de riscos nos anos 90. Robert Bea recebeu a informação de amigos que procuravam a sua opinião, explicou o site da televisão CBS.

Na altura, o poço estava a ser convertido de um poço de exploração para um poço de produção. Bea acredita que os trabalhadores estavam a testar uma forma de selar o poço com cimento, na sua base. Depois reduziram a pressão na coluna de perfuração e tentaram fazer uma segunda selagem. Mas uma reacção química causada pelo cimento criou calor e uma bolha de gás que se foi intensificando. “A bolha tornou-se como um canhão a disparar gás”, disse Bea à AP, citado pela CBS. Na plataforma, a primeira coisa que os funcionários viram foi água do mar disparada da coluna de perfuração, atingindo 80 metros de altitude. Depois, o gás chegou à superfície, seguido do petróleo.

A BP prefere não comentar estas informações.

Cúpula de confinamento já está no fundo do mar

Já está no fundo do mar, a 1500 metros de profundidade a cúpula com 98 toneladas e 12 metros de altura que deverá colmatar uma das duas fugas na origem da maré negra. A operação, na mais completa escuridão e com uma pressão elevada, teve a ajuda de sensores, câmaras vídeo e robôs submarinos.

Agora, a BP tem que esperar 12 horas para que a estrutura estabilize. Depois vai instalar uma coluna que ligará o poço a um navio à superfície, a fim de canalizar até 85 por cento do petróleo que está a ser libertado.

Ontem foram realizados quatro incêndios controlados da mancha negra. Mas hoje, e depois de vários dias de acalmia, os ventos intensificaram-se, impedindo a utilização desta técnica. Ainda assim, as operações no mar não foram suspensas. Cerca de 200 barcos colocaram 240 mil metros de barreiras flutuantes e usaram um milhão de litros de químicos dispersantes para fragmentar a poluição.

Fonte: Publico.pt

Oposição quer travar subestação eléctrica no Parque Monsanto


A Assembleia da República aprovou ontem, com os votos favoráveis de toda a oposição, um projecto de resolução do Bloco de Esquerda (BE) que recomenda ao Governo que não permita a instalação de uma subestação eléctrica no Parque de Monsanto e que promova os devidos procedimentos de Avaliação de Impacte Ambiental dessa infra-estrutura.

No projecto, que teve os votos contra do PS, o BE defende ainda a revogação da resolução do Conselho de Ministros que determinou a suspensão parcial do Plano Director Municipal de Lisboa, por forma a que a câmara pudesse autorizar a construção da subestação. A resolução aprovada recomenda também ao Governo que revogue o despacho do Ministério da Economia que declarou a utilidade pública da transferência do terreno domínio municipal para a REN.

"Ao longo dos anos", constatam os deputados do BE, Monsanto "foi sendo sujeito a diversas intervenções que contribuíram para o retalhar em espaços descontínuos e também reduzir o seu perímetro".

O partido considera que a subestação eléctrica, a construir pela REN numa área de 5305 metros quadrados que a Câmara de Lisboa lhe transmitiu este ano por 115 mil euros, a título de expropriação amigável, com os votos contra da oposição, é a mais recente das "várias ameaças que atentam contra o equilíbrio ecológico e usufruto de qualidades pelas populações do parque".

Sendo assim, o BE considera "inadmissível" aquilo que diz ser "uma cedência cega aos interesses da REN", mais ainda por não ter sido realizada qualquer Avaliação de Impacte Ambiental. Nesse sentido, o projecto de resolução recomenda ao Governo que promova esse procedimento "para se estudarem e analisarem localizações alternativas".

O provedor de Justiça já criticou também o projecto, considerando que teria sido necessário "obter do Conselho de Ministros a desafectação ao regime florestal que vigora para o Parque de Monsanto, desde 1938", não bastando a suspensão parcial do Plano Director Municipal.

Fonte: Publico.pt

Arderam mais de 86 mil hectares de floresta em 2009


Mais de 86 mil hectares de floresta e mato arderam em 2009, um valor superior em quase 69 mil hectares ao do ano anterior, o que representa um aumento de quase cinco vezes mais área destruída do que em 2008.

Segundo dados da Autoridade Florestal Nacional (AFN), publicados ontem, no site do organismo, houve 26.339 ocorrências de incêndio no ano passado. Das mais de 26 mil ocorrências, 22 por cento correspondem a incêndios florestais, ou seja, onde a área ardida foi igual ou superior a um hectare, e 78 por cento a fogachos, onde as chamas destruíram uma área inferior a um hectare. Quanto ao total de área ardida, o relatório da AFN revela que 72 por cento (61.923 hectares) correspondeu a mato.

“O número total de ocorrências em 2009 aumentou 5,6 por cento face à média do último decénio. Contudo, 2009 registou um valor inferior de área ardida média em 42 por cento, correspondendo as percentagens indicadas a um aumento de 1402 ocorrências e uma diminuição de 62.436 hectares face à média decenal”, lê-se no documento.

Comparativamente a 2008, a AFN indica ter havido um aumento no número de ocorrências bem como de área ardida já que nesse ano os incêndios florestais consumiram 17.244 hectares contra os 86.016 hectares de 2009, o que representa um acréscimo de 68 772 hectares consumidos.

No mesmo relatório pode ler-se que, “em 2009, foi possível cumprir, novamente, a meta inscrita no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra incêndios”, uma vez que esse plano estipula uma “área ardida anual inferior a 100 mil hectares”.

Os distritos da Guarda, Vila Real e Braga contabilizaram, no seu todo, mais de 50 por cento da área ardida registada em 2009, sendo que o incêndio de maiores dimensões ocorreu no concelho do Sabugal, na Guarda, no final do mês de Agosto, onde foi consumida uma área total de 7080 hectares.

Fonte: LUSA

Quemaron campamento de guardaparques (San Martín - Perú)


Malestar y preocupación ha causado el incendio perpetrado al campamento que sirve para ejercer el control del Bosque de Protección Alto Mayo, ubicado en el caserío Naciente del Río Negro, por personas inescrupulosas que están en desacuerdo con el control del medio ambiente.

Así informa, el presidente del Comité de Gestión del Bosque de Protección, Segundo Calle Castillo. Los hechos sucedieron aproximadamente a las tres de la mañana del miércoles 5 de mayo.

Fue enfático al señalar, que tras este atentado estaría el alcalde del distrito de Vista Alegre, Godofredo Frías, ya que en las asambleas sostenidas el 18 de marzo y 26 de abril pasado, amenazó que ellos continuarán con los trabajos de construcción de la carretera que irregularmente favoreció la anterior jefatura del Bosque y la Municipalidad de Vista Alegre.

En las asambleas, Calle Castillo indicó que ellos trataron de ayudar a la autoridad indicada para que se implemente lo ordenado por la sentencia del Poder Judicial, que dispone se realice un estudio de compatibilidad entre los usos de la carretera así como, los objetivos de creación del área e implementar, ejecutar y financiar un plan de mitigación en la zona por los daños causados por la construcción de la carretera, previa evaluación y aprobación por el INRENA, disposiciones que no se cumplieron.

El próximo 20 de mayo, se realizará una asamblea entre las autoridades del Gobierno Regional de San Martín y Amazonas, en la que se estará tratando los problemas que actualmente existen y quiebran las buenas relaciones entre autoridades y comunidad. (Aníbal Bardales).

Fuente: http://www.diariovoces.com.pe/index.php?ide=13701&flag=1

Cidades italianas recorrem a morcegos como alternativa aos insecticidas

A Universidade de Florença, em Itália, lançou uma campanha intitulada “Um Morcego Amigo”, cujo objectivo é envolver a população na conservação deste animal, assim como integrá-lo num sistema biológico para eliminar mosquitos, em alternativa a insecticidas.

Grande parte das cidades italianas aderiu a esta iniciativa, pelo que estão a colocar em vários locais públicos caixas de madeira que servem de refúgio para que os morcegos - considerados excelentes predadores de insectos – possam hibernar e reproduzir-se.
Esta campanha pretende ainda trazer de volta às cidades estes mamíferos voadores que, devido à poluição do ar e à falta de locais para se instalarem, foram desaparecendo destes meios urbanos, sendo que a quantidade de mosquitos foi aumentando gradualmente.

A campanha iniciada em 2006 na cidade de Fiesole, na região da Toscana, já foi alargada a todo o país. Foram distribuídas mais de oito mil caixas - Bat Box- com compartimentos diferenciados, visto que as fêmeas preferem a parte mais quente, que fica em cima, e os machos, que gostam mais de frio, ficam na parte baixa.














Várias «Bat Box» foram instaladas de norte a sul de Itália.

Estes refúgios, que podem albergar até 30 morcegos, são colocados em árvores ou no exterior de prédios, a quatro metros de altura.De forma a atrair os morcegos, os caixas foram envelhecidas e têm paredes ásperas com cortes que possibilitam que os morcegos fiquem pendurados de cabeça para baixo.

Passados quatro anos desde o início deste projecto, já foi verificado um aumento da população de morcegos nas cidades que aderiram à iniciativa, embora a colonização seja demorada e só tenha chegado aos 40 por cento.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Estados Unidos da América: Maré negra já chegou ao Luisiana

Dezoito dias depois do acidente na plataforma no Golfo do México, e pela primeira vez, a Guarda Costeira anunciou oficialmente que o petróleo chegou a terra, a uma ilha ao largo do Luisiana.

Segundo testemunhas que sobrevoaram a zona, manchas de petróleo começaram a dar à costa das ilhas Chandeleur.

“As equipas confirmaram que já há petróleo na ilha Freemason” (ilhas Chandeleur), disse Connie Terrell, da Guarda Costeira.

Várias aves foram avistadas a mergulhar em águas oleosas, de cor acastanhada, e alforrecas mortas começaram a dar à praias das ilhas barreira, conta a estação de televisão WWLTV, filial da CBS para Nova Orleães.

Aves petroleadas, incluindo pelicanos, foram encontradas nas praias de Chandeleur, informou Jeff Dauzat, do Departamento da Qualidade Ambiental do Luisiana.

Segundo o jornal "Los Angeles Times", equipas de resgate e limpeza foram já enviadas para as ilhas Chandeleur, que fazem parte do Refúgio nacional de vida selvagem de Breton, criado em 1904.

Estima-se que mais de 9,5 milhões de litros de petróleo já terão sido libertados nas águas desde o início da catástrofe, ou seja, um quarto do petróleo vertido pelo “Exxon Valdez” em 1989, no Alasca.

Entretanto, uma comissão de seis pessoas - incluindo representantes da Guarda Costeira - vai começar a investigar o acidente com a plataforma na próxima semana.

BP começa a descer cúpula para tentar colmatar a maior fuga

A cúpula gigante destinada a colmatar a fuga que está na origem da maré negra no Golfo do México começou hoje a ser colocada no fundo do mar.

A cúpula de betão e aço com 12 metros de altura começou a ser descida por uma grua ontem às 22h00 locais (03h00 de hoje em Lisboa), no local exacto onde a plataforma Deepwater Horizon se afundou, a 22 de Abril. Segundo Michael De Nyse, responsável da Guarda Costeira, a estrutura de confinamento, com 98 toneladas, deverá demorar dez horas a chegar ao fundo do mar, a 1500 metros de profundidade.

A BP, companhia que explorava a plataforma, espera que o dispositivo de cobertura – construído em Port Fourchon (Luisiana) - esteja “operacional” até segunda-feira. Até lá ainda terá de ser montado um tubo de aço que ligue o contentor ao navio “Enterprise” que está à superfície. A ideia é que até 85 por cento do petróleo que está a ser libertado seja depois canalizado até àquele navio.

Esta técnica – considerada a maior esperança no combate à maré negra - nunca foi tentada a tão grande profundidade, devido à elevada pressão da água. “Não sabemos ao certo se vai funcionar”, confessou o porta-voz da BP, Bill Salvin, ao New York Times. “O que sabemos é que esta é a nossa melhor hipótese de conter o petróleo e isso é muito importante para nós”.

No pior dos cenários, a colocação da estrutura poderá agravar a fuga e multiplicar por 12 a quantidade de petróleo libertado para o mar, actualmente a uma razão de 800 mil litros por dia, adverte a BP.

Se a cúpula funcionar e cumprir os objectivos, poderá ser utilizada uma segunda cúpula que já está a ser construída, para colmatar a segunda fuga, mais pequena.


 BP conseguiu tapar uma das três fugas no Golfo do México

O grupo petrolífero BP conseguiu hoje colmatar a mais pequena das três fugas que estão na origem da maré negra no Golfo do México, anunciaram os responsáveis. Mas este avanço terá pouca influência na quantidade de petróleo a ser libertado.

"A BP conseguiu tapar uma das três fugas, de onde já não sai combustível. Continuamos a trabalhar nas outras duas fugas", disse Brandon Blackwell, da Guarda Costeira.

"Acreditamos que o derrame vai continuar ao mesmo nível, mesmo que agora só existam duas fugas", acrescentou. "Trabalhar com duas fugas será ligeiramente mais fácil do que com três. Estamos a fazer progressos".

O grupo petrolífero que explorava a plataforma Deepwater Horizon que se afundou a 22 de Abril tentava há vários dias colmatar aquela fuga com a ajuda de uma válvula. Mas esta técnica não poderá ser utilizada para as outras duas fugas.

A BP estima que 800 mil litros de petróleo se estejam a libertar diariamente do poço de extracção de petróleo. A maré negra tem 200 quilómetros de comprimento e 110 de largura.

Fonte: Publico.pt

ONU preocupada com diminuição do número de aves migratórias


O número de aves migradoras, consideradas indicadores da biodiversidade mundial, está a diminuir significativamente em todo o planeta, devido à perda de habitats, alerta hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).

Esta diminuição, causada por mudanças ambientais, está a acontecer “em todos os principais corredores de migração que as aves utilizam para percorrer milhares de quilómetros entre os locais de nidificação e aqueles onde passam o Inverno”, explica o PNUA, em comunicado, no Dia Mundial das Aves Migratórias.

Actualmente, 41 por cento das 522 populações de aves aquáticas migratórias que percorrem itinerários que ligam a África e a Eurásia estão a registar diminuições. Além disso, o número de aves canoras migratórias que utilizam os mesmos corredores também está a diminuir.

“O número de aves das florestas boreais do Hemisfério Norte que migram do Norte do Canadá para a América do Sul apresenta uma diminuição acentuada porque estas aves estão a perder os locais de nidificação nas florestas”, informa o PNUA.

"As aves migratórias são das criaturas mais extraordinárias do planeta e, em muitos países, a observação de aves é uma actividade de lazer e turismo economicamente importante", disse Achim Steiner, Director Executivo do PNUA.

"Mas as aves migratórias são mais do que isso. A sua dependência de habitats e ecossistemas saudáveis significa que são importantes indicadores que permitem determinar se a comunidade internacional está verdadeiramente a tentar corrigir o declínio e erosão do património natural do planeta".

“A colaboração internacional é a única maneira que temos para conservar as aves migradoras quando atravessam os seus corredores de migração”, disse Marco Lambertini, director executivo da federação Birdlife International, da qual a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea) faz parte. Esta federação reúne mais de cem organizações nacionais em todos os continentes.

O Dia Mundial, subordinado ao tema "Aves Migratórias – Embaixadoras da Biodiversidade", será assinalado no fim-de-semana de 10 e 11 de Maio com concertos, filmes e outros eventos públicos destinados a dar destaque à ameaça crescente a que estão sujeitas as aves migratórias e a biodiversidade mundial.

Fonte: Publico.pt

Cuatro Nuevas Áreas de Conservación Privada en el Perú

El Servicio Nacional de Áreas Protegidas por el Estado - SERNANP viene trabajando en el fortalecimiento de las áreas de conservación privadas (ACP), una oportunidad para aquellas comunidades o propietarios privados que desean iniciar negocios bajo un enfoque de responsabilidad social y ambiental que promueve la conservación de un espacio natural a través de actividades como el ecoturismo, el aprovechamiento sostenible de recursos naturales y el pago por servicios ambientales.

Este jueves 6 de mayo, a las 3 pm, cuatro iniciativas de ACP serán reconocidas en una ceremonia en el Ministerio del Ambiente – MINAM, contando con la participación del ministro Antonio Brack Egg y destacadas personalidades. Cuatro ejemplos que confirman un cambio de visión en la sociedad civil, que hoy entiende la importancia de la conservación del patrimonio natural y cultural de su región o localidad, encontrando además en ellos una oportunidad de desarrollo. Más aún cuando hablamos de un país de gran megadiversidad como el Perú.

Así, en San Martín nos encontramos con Tambo Ilusión, la primera Área de Conservación Privada de esta región, que se encuentra ubicada en el Valle del Huallaga Central, en el distrito de La Banda de Shilcayo, colindante con el área de conservación regional (ACR) Cordillera Escalera, lo cual permite conformar un corredor de conservación. Esta área de conservación privada cuenta con una diversidad biológica forestal conformada por especies como Moena blanca, Renaco, Aguaje, Yacu shimbillo, Atadijo, Amasisa, y variedad de fauna silvestre como Añuje, Carachupa, Sacha cuy, Garza tigre, Garza estriada, Ranita verde/negra, reptiles pequeños y serpientes como Jergón, Shushupe, Mantona, e insectos como mariposas y polinizadores como avispas y abejas.


En Cusco, encontramos a las otras tres ACP recién reconocidas por el SERNANP: Sele Tecse – Lares Ayllu, manejada por la comunidad campesina Lares Ayllu Talana, que cuenta con 974,22 ha.; Choquechaca, cuyo objetivo es la conservación de los recursos naturales de la comunidad campesina Ollanta en la provincia de Urubamba, y que cuenta con 2 076,54 ha.; y Mantanay, que abarca 365,57 ha., ubicada en los bosques de Polylepis de la Cordillera del Vilcanota, con ecosistemas que contienen una fauna y flora única, caracterizadas por altos niveles de endemismo.









































La iniciativa de conservación privada constituye una estrategia para promover y reforzar la participación ciudadana y el compromiso voluntario de la sociedad civil por participar directamente en la conservación de nuestra biodiversidad y nuestro patrimonio ecológico, cultural e histórico.

No falten.

Boletim "GUARDAPARQUES" nº 98, Edição de Maio de 2010


Já está disponível o Boletim "Áreas Naturais Protegidas ... e GuardaParques" nº 98 de Maio de 2010, com a edição de Daniel Paz Barreto. Muita informação relacionada com a comunidade mundial de Vigilantes da Natureza.


Cascais e Sintra desistiram da bandeira azul como protesto

As câmaras de Cascais e de Sintra não candidataram quaisquer das suas praias costeiras à bandeira azul, como forma de protesto contra a falta de investimentos da administração central no litoral.

"Não reconhecemos a nenhuma outra entidade maior capacidade ou idoneidade para garantir a qualidade das praias", explica Carlos Carreiras, vice-presidente em Cascais, explicando que o seu município "desistiu da bandeira azul, enquanto o Estado não assumir os seus compromissos e fizer os investimentos necessários para assegurar a qualidade balnear". Carlos Carreiras recusa que o município esteja sujeito à avaliação de uma entidade privada por um conjunto de critérios que não são da sua responsabilidade, como a educação ambiental, qualidade da água e segurança.

"Ao longo de todo o ano, Cascais zela pela limpeza e desinfecção dos seus areais sem qualquer apoio", sublinha ainda a autarquia, num comunicado em que garante que, mesmo sem a bandeira, as praias de Cascais "gozam de uma qualidade invejável e constante e que está longe de se cingir à época balnear" - este ano entre 15 de Maio e 15 de Setembro.

Também a Câmara de Sintra, em comunicado, revela não existirem condições para concorrer à bandeira azul, "enquanto a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo não resolver os graves problemas que se registam ao longo do litoral sintrense, por exemplo a instabilidade das arribas e a reorganização e requalificação dos apoios de praia". E salienta que "está totalmente garantida a qualidade das águas e das areias de todas as praias", que continuarão a ser alvo de análises.

A ARH do Tejo responde que Sintra não entregou os relatórios de actividades nas praias galardoadas em 2009, o que impedia que tivessem a bandeira este ano. Estão em curso estudos para os planos de praia e a ARH quer mais empenho da autarquia.

240 praias com bandeira

O símbolo de qualidade atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa vai contemplar 240 praias, contra 226 no ano passado. O saldo foi positivo apesar de as cheias na Madeira terem impedido a candidatura de algumas praias e de três concelhos do continente não terem concorrido: Sintra, Cascais e Figueiró dos Vinhos. "Apesar de tudo, houve um aumento de 14 zonas balneares, o que é bom", afirma José Archer, presidente da Associação Bandeira Azul. Com Ricardo Garcia

Fonte: Publico.pt

Praias com bandeira azul sobem para 240 este ano

Portugal vai ter mais 14 zonas balneares a hastearem este ano a bandeira azul. O símbolo de qualidade atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa vai contemplar 240 praias, contra 226 no ano passado. O galardão será visto também em 15 marinas, uma a menos do que em 2009.

O saldo foi positivo apesar das cheias na Madeira terem impedido a candidatura de algumas praias e de três concelhos do Continente não terem sequer submetido nenhuma candidatura – Sintra, Cascais e Figueiró dos Vinhos. “Apesar de tudo, houve um aumento de 14 zonas balneares, o que é bom”, afirma José Archer, presidente da Associação Bandeira Azul.

A região Norte terá 56 bandeiras azuis, mais 13 do que em 2009. A região Centro ganha mais uma praia premiada, hasteando 19 bandeiras. No Alentejo, serão 23 (duas a mais do que em 2009), e no Algarve, 69 (15 a mais). Nos Açores, mantém-se em 28 o número de bandeiras azuis.

As maiores baixas sentiram-se na região do Tejo, onde três concelhos não se candidataram este ano – Sintra, Cascais e Figueiró dos Vinhos. Além disso, mais três praias perderam o galardão. Com isso, haverá 30 bandeiras azuis na região, menos 11 do que no ano passado.

A Madeira foi prejudicada pelas cheias de Fevereiro, mas ainda assim tem 16 praias galardoadas – cinco a menos do que em 2009.

Fonte: Publico.pt

Plátanos centenários foram abatidos em Azeitão


A Estradas de Portugal (EP) abateu uma dezena de plátanos centenários existentes na EN10, em Azeitão, Setúbal, sem dar conhecimento nem à autarquia nem à direcção do Parque Natural da Arrábida.

A EP justifica a iniciativa com uma carta enviada pela Protecção Civil Municipal, assinada pelo comandante dos Bombeiros Sapadores, onde era solicitada uma "avaliação conducente ao desbaste, ou eventualmente, ao abate dos plátanos". O documento surgiu após a queda de algumas pernadas de árvores durante os últimos temporais e perante a possibilidade de alguns poderem constituir risco para quem circula na via pública.

Rui Higino, vereador responsável pelos espaços verdes em Setúbal, tem "sérias dúvidas em relação à legitimidade do abate, uma vez que apenas uma árvore estaria doente". Além disso, não existe "qualquer relatório técnico que sustente o estado de fragilidade mecânica das árvores". O autarca explica ainda que o procedimento normal no município não passa pelo abate directo. "Há que fazer primeiro um inventário fitossanitário e uma avaliação visual das árvores. Só depois de analisar os resultados, e em falta de alternativas, se faz o abate, faseado e com vista à replantação". A câmara pediu uma reunião de urgência à EP, mas pondera avançar com uma queixa. A presidente da Junta de Freguesia de São Lourenço apresentou já queixa na GNR.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dia Internacional da Biodiversidade no Parque Natural do Vale do Guadiana


Inaugura no próximo dia 22 de Maio a exposição “Rabiscos e Pinceladas da Biodiversidade”.

No âmbito do projecto “Educação Ambiental e Cidadania – Um Plano Integrado para o Vale do Guadiana”, a Associação de Defesa do Património de Mértola em parceria com o Parque Natural do Vale do Guadiana pretende assinalar o Dia da Biodiversidade com a inauguração de uma exposição que contemplará os trabalhos de desenho e pintura desenvolvidos pelos alunos do 10ºB e 11º C e os trabalhos de pintura das maquetes de Lince-ibérico dos alunos do 1º Ciclo e dos Jardins-de-Infância do Agrupamento de Escolas de Mértola que estará patente na sala de exposições da Casa do Lanternim (Sede do PNVG) até ao dia 22 de Junho.

O Centro Europe Direct do Baixo Alentejo junta-se a esta iniciativa, no âmbito do Ciclo de actividades “A Biodiversidade é o Arco-íris da vida, nos dias 22 deixa a Terra mais colorida”, com o lançamento de dois concursos para os trabalhos que estarão presentes na exposição. As votações para “Melhor Desenho” e “Melhor Lince” estarão abertas ao público entre os dias 30 de Abril e 17 de Maio no site: http://www.europedirect.adpmweb.org/ e no dia 7 de Maio no Largo Vasco da Gama (em frente à sede da ADPM).

Valorize os trabalhos das nossas crianças e jovens votando…

Os prémios dos vencedores serão entregues no dia 22 de Maio na sede da ADPM.

Ver Programa

“DIA ABERTO” - Parque Natural do Douro Internacional – 11 de Maio

Integrado nas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade promovidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, decorrerá no próximo dia 11 de Maio no Parque Natural do Douro Internacional - instalações da Junta de Freguesia de Almofala e percurso pedestre de Santo André das Arribas - um “Dia Aberto” subordinado ao tema “Agricultura e Biodiversidade".

Dia Aberto no Parque Natural do Douro Internacional



“Agricultura e Biodiversidade".

Sessão de abertura nas instalações da Junta de Freguesia de Almofala - Figueira de Castelo Rodrigo e percurso pedestre até Santo André das Arribas.

tel: 279 340 030 e-mail: pndi@icnb.pt.

“DIA ABERTO” - Parque Nacional da Peneda-Gerês – 7 de Maio



Integrado nas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, promovidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, o Parque Nacional da Peneda-Gerês promove um “Dia Aberto” subordinado ao tema “Serviços da Biodiversidade” que decorrerá no próximo dia 7 de Maio de 2010. Nesse dia, para além de um ciclo de conferências terá lugar um passeio comentado na Mata de Albergaria, classificada como Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa (“Matas de Palheiros/Albergaria”), importante carvalhal que guarda espécies características da flora e fauna do Gerês bem como um troço de Via Romana com vários marcos miliários.

Programa

Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro, Lugar do Vidoeiro, 99, Caldas do Gerês.

0945h: Sessão de abertura pelo Dr. Lagido Domingos, Director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte;

10.00h: A biodiversidade e os serviços dos ecossistemas de Portugal, Prof. Doutor Henrique Miguel Pereira, Centro de Biologia Ambiental - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa;

10.30h: “Avaliação e monitorização dos ecossistemas e dos seus serviços às escalas regional e local”, Prof. Doutor João Honrado, CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos - Universidade do Porto;

11.00h: “As Intervenções Territoriais Integradas um contributo para preservação da Biodiversidade”, Eng.ª Alda Brás, Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho.

11.30h: Debate

À tarde, caso as circunstâncias meteorológicas o permitam, realizar-se-á um percurso pedestre na Mata de Albergaria (duração: 3h; aconselha-se o uso de calçado e roupa adequados) orientado pelos Prof. Doutor Henrique Miguel Pereira e Prof. Doutor João Honrado.

informações e confirmação de presenças: telef. 253 203 484

Exposição - "A gralha-de-bico-vermelho": até 31 de Julho de 2010

Início:04.05.2010


Fim:31.07.2010

Local: Centro de Informação e Interpretação do Parque Natural do Alvão em Vila Real

Entidade: Parque Natural do Alvão

Decorre de 4 de Maio até 31 de Julho de 2010, no Centro de Informação e Interpretação do Parque Natural do Alvão em Vila Real, a exposição “A Gralha-de-bico-vermelho, conhecer para conservar uma espécie ameaçada”.

Com esta iniciativa, inserida no Projecto de Educação Ambiental “Descobrir o Alvão”, pretende-se também comemorar o Ano Internacional da Biodiversidade e desta forma alertar e sensibilizar o público para uma espécie selvagem, que habita na nossa região e se encontra em perigo.

Para além dos conteúdos científicos e pedagógicos, a exploração das questões relacionadas com a dieta alimentar, é feita através da observação à lupa binocular, de excrementos da espécie e de alguns dos insectos de que se alimenta.

Estima-se que em Portugal não existam mais de 1000 indivíduos desta espécie, distribuídos por áreas tão diversas como Alvão, Gerês, Douro Internacional, Aire e Candeeiros, Estrela e Sudoeste Alentejano. O abandono agrícola e do pastoreio extensivo, e a agricultura intensiva são apontadas como as principais causas de ameaça, em virtude desta espécie se alimentar fundamentalmente de insectos e outros invertebrados do solo (e.g.:escaravelhos, gafanhotos, lagartas e larvas), complementada com material vegetal, como sementes e grãos, durante o período Invernal. (psrn2000, 2006).

Será também exibido um documentário sobre a espécie, produzido pelo LEA/ CITAB/UTAD.

O Parque Natural do Alvão, promotor desta iniciativa, contou com o apoio do Centro Comercial Serra Shopping da Covilhã e do Laboratório de Ecologia Aplicada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (LEA/UTAD), que se responsabilizou pelos conteúdos técnicos e científicos da exposição.

Venha conhecer a Gralha-de-bico-vermelho!

Marcações para grupos: 259 302830