terça-feira, 11 de setembro de 2012

Quercus denuncia abate de centenas de sobreiros em Parque Natural


    A associação ambientalista Quercus denunciou nesta segunda-feira o “abate ilegal de centenas de sobreiros” no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, no concelho de Odemira.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Quercus diz que foi alertada para o abate ilegal de centenas de sobreiros, a decorrer há várias semanas, na Herdade do Leonardo, numa área de cerca de 120 hectares, junto a Troviscais, no concelho de Odemira (Beja).

A associação indica que esta propriedade está localizada no interior do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em área de protecção parcial Tipo II e também integra o Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 - Costa Sudoeste.

Após receber a denúncia, a Quercus diz ter alertado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), já que, “apesar de alegadamente a situação ser do conhecimento destas entidades, o abate prosseguia sem que fosse apreendida a maquinaria utilizada na acção”.
A associação ambientalista salienta que já confirmou no local “o abate do arvoredo”, tendo constatado “a existência de vários sobreiros verdes cintados pelo proprietário, que serviam de indicação para o prestador de serviço efectuar o corte, mesmo sem qualquer autorização legal”.

“Não obstante termos conhecimento da existência de uma autorização para abate de 120 sobreiros secos, verificámos que foram abatidos, pelo menos, cerca de 300 sobreiros verdes sem qualquer autorização e também diversos carvalhos portugueses”, escreve a Quercus.

Segundo a associação ambientalista, estava no local “um semirreboque carregado de troncos de sobreiros, com folhagem verde, que não foi preventivamente apreendido pelas autoridades conforme o disposto na legislação”.

Advertindo que se trata de uma situação “muito grave” e que “evidencia o descontrole da actividade de comércio de lenhas”, a Quercus exige “a actuação imediata das entidades competentes para repor a legalidade”. Neste caso, os ambientalistas da Quercus defendem que deve haver “uma especial atenção” quanto a uma “eventual atribuição de apoios públicos a projectos agro-florestais a decorrer na Herdade do Leonardo”.

Para a associação, “este atentado” revela “a falta de fiscalização efectiva para impedir os abates da floresta protegida” e a “incapacidade do Estado para travar algumas acções ilegais que, infelizmente, ainda se continuam a verificar em território nacional”.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Amigos da Serra da Estrela defendem reflorestação depois de incêndios


    A Associação dos Amigos da Serra da Estrela (ASE), com sede em Manteigas, está preocupada com a erosão dos solos ardidos no concelho de Seia e mostrou-se disponível para colaborar em campanhas de reflorestação daquela zona serrana.
Segundo a associação, 5000 hectares de mato, pinhal, acácias, carvalhos, castanheiros e terrenos agrícolas arderam num incêndio que começou pelas 21h10 de domingo, junto a Carragozela, e que foi dominado às 23h34 de terça-feira. Parte dela está integrada no Parque Natural da Serra da Estrela. O presidente da associação, José Maria Saraiva, disse que não foram destruídas zonas “de valores naturais relevantes”.

Agora, a preocupação é com a erosão dos solos ardidos, especialmente em zonas de declive acentuado - vales do rio Alva - defendendo a realização imediata de acções de “estabilização” e de reflorestação. “O ideal seria, nas zonas mais íngremes, apostar imediatamente na retirada do material ardido e colocá-lo na perpendicular à encosta, de tal forma que a chuva não arrastasse o solo”, defendeu. Esta medida, disse, “evitaria que os solos e as cinzas fossem arrastados para o rio Alva” ficando o terreno “também já preparado para qualquer campanha de reflorestação” a realizar no futuro.

Reflorestar com espécies autóctones

José Maria Saraiva referiu que a associação está “disponível para colaborar” em acções de reflorestação das zonas atingidas pelo fogo. “Estamos disponíveis para colaborar com qualquer entidade no sentido de criar dinâmicas e mobilizar escolas para a reflorestação e sementeira de espécies autóctones, especialmente castanheiros, carvalhos e medronheiros”, declarou.

O dirigente defende que “deve começar-se já a trabalhar na sementeira”, considerando que a mesma não deve ficar “para o ano que vem, porque sendo feita já este ano, a taxa de sucesso é muito maior”.

A Associação Distrital de Agricultores da Guarda (ADAG) também defende a reflorestação das áreas ardidas no concelho de Seia e apela à ministra da Agricultura “que olhe mais para os pequenos agricultores”. “A associação vai fazer um levantamento dos prejuízos e só depois de fazer o ponto de situação é que se poderá pronunciar mais em concreto”, disse o presidente da ADAG, António Machado.

Fonte: LUSA

Uruguay: Contratación de Guardaparque, Parque Nacional Esteros de Farrapos

Llamado Nº 0306/2012
Guardaparque - MVOTMA - Dirección Nacional de Medio Ambiente.

Información General

Tipo de Vínculo:
Contrato Temporal de Derecho Público

Denominación del puesto:
N/A

Período de postulación:
27/08/2012 - 10/09/2012

Tipo de Tarea:
Asistente/Auxiliar

Estado:
Abierto

Retribución:
$ 19.695 ( diecinueve mil seiscientos noventa y cinco pesos uruguayos) nominales, a valores de enero de 2012, y beneficios de acuerdo a la norma que regula este tipo de contratos y ajustes salariales en fecha y porcentaje similar al que se otorgue a los funcionarios de la Administración Central correspondiente al tipo y nivel del puesto.

Carga horaria:
40 horas semanales.

Lugar de desempeño:
Departamento de Río Negro - Parque Nacional Esteros de Farrapos e Islas del Río Uruguay, con base de operaciones en San Javier.

Tiempo de contratación:
El contrato será por 3 años y podrá ser prorrogable por única vez por el mismo plazo, siempre que subsistan las necesidades del servicio que lo motivaron y que el rendimiento haya sido satisfactorio a criterio de la autoridad correspondiente o hasta que se efectivicen las designaciones en los puestos de trabajo resultantes de la reestructura organizativa y de puestos de trabajo del Inciso. La contratación no otorgará derechos ni expectativa jurídicamente invocables para acceder a un cargo presupuestal.



Organismos y Cantidad de puestos

Dirección Nacional de Medio Ambiente       1 Puestos



Otras condiciones de trabajo

Tipo Otros Nivel IV.
Residencia en San Javier (Río Negro).


Requisitos excluyentes

- Enseñanza Secundaria completa.

- Cursos de capacitación para Guardaparques (Por ejemplo: cursos en el exterior o a nivel nacional SEPAE – Vida Silvestre – cursos de nivelación de GP Probides) u otros.

- Manejo de herramientas informáticas (Office, Internet, GPS, etc).


Documentación Básica

Cédula de Identidad
Certificado de Postulación
Documentación que acredite manejo de herramientas informáticas
Documentación probatoria de Formación excluyente



Incompatibilidades

Al momento de la suscripción del contrato, el postulante deberá firmar una declaración jurada sobre:
a) inexistencia de otros vínculos con la Administración Pública tales como:
1) el ejercicio de actividades simultáneas en un cargo o función publica remunerada, excepto las del personal docente cuando no exista coincidencia total o parcial de los horarios establecidos para el cumplimiento de sus funciones, y las del personal médico;
2) contratos de servicios personales administrados por organismos internacionales;
3) contrato temporal de derecho público a ser ejecutado en forma simultanea;
4) el goce de una pasividad o retiro de quien haya sido funcionario publico;
5) la condición de haberse acogido a regimenes de retiro incentivado en la Administración Publica;
6) la percepción de subsidios por haber ocupado cargos políticos, de confianza o electivos;
7) la vinculación con el organismo contratante, ya sea en régimen de dependencia o bajo cualquier otra modalidad;
b) ausencia de previa destitución como consecuencia de la comisión de falta administrativa grave mediante decisión firme, o incumplimiento de sus obligaciones, sea en condición de funcionario publico o bajo cualquier otra modalidad de vinculación (Art. 4 Ley N°. 18.172).


Medios de Postulación

www.uruguayconcursa.gub.uy


Etapas del proceso

1- Instalación del Tribunal
2- Preselección
3- Méritos y Antecedentes
4- Evaluación Psicotécnica
5- Entrevista con Tribunal
6- Fallo final




Documentos


Bases
Resolución


Postularse


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A barragem que venceu lobos e uma paisagem protegida

    Depois de vários chumbos nos Estudos de Impacte Ambiental, a Barragem de Veiguinhas, Bragança, teve o "sim" do Governo. E há quem fale em atentado ambiental

Olhando para o vale encaixado de Veiguinhas, onde em breve poderá ser construída a nova barragem para abastecimento de água a Bragança, dificilmente se adivinha o elevado valor ambiental que preserva.

"A importância natural de um ecossistema nem sempre se vê", alerta José Castro, professor no Instituto Politécnico de Bragança, doutorado em Ciências da Paisagem. É ele o nosso guia até ao local que, de há 15 anos a esta parte, aparece na imprensa sempre que a falta de água no concelho vem à tona.

Desde 1997 que a Câmara Municipal de Bragança (CMB) tenta construir aqui uma barragem, com a qual pensa resolver todos os problemas de falta de água à população do concelho (na cidade, nunca faltou).

Até março deste ano altura em que o atual secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso Paulo (com cargos em três empresas ligadas às Águas de Portugal no currículo), deu parecer favorável ao projeto, a história de Veiguinhas chegava a ser monótona, de tão repetitiva.

Houve quatro Estudos de Impacte Ambiental chumbados e outros tantos não chegaram sequer à fase final do processo, por não cumprirem os requisitos. Num daqueles estudos, o de 2005, Veiguinhas mereceu apreciação desfavorável, mas o então secretário de Estado do Ambiente de Durão Barroso, Jorge Moreira da Silva, dava o aval a outra solução apresentada a captação de água na vizinha albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros. Com uma decisão que a CMB não seguiu, mas que as vozes que se opõem à construção da barragem não esquecem. Já lá iremos...

Por agora, diga-se que a luz verde do Governo à barragem não pôs um ponto final na polémica. Nas instâncias políticas e judiciais, tudo parece divergir do sossego absoluto que às dez da manhã de uma sexta-feira se respira em Veiguinhas.

A Quercus interpôs, em junho, uma providência cautelar tentando impedir que as obras avancem, sem antes ser julgada a Ação Judicial com que tenta anular a Declaração de Impacte Ambiental favorável. Entretanto, no fim de julho, o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, entregou ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela uma declaração em que alega interesse público na construção da barragem, tentando assim retirar efeito à referida Providência.


COINCIDÊNCIAS... Mas, afinal, o que é que Veiguinhas tem que não se vê? "Neste local, o grande valor é a dimensão do terreno não perturbado.

Torna-se um corredor importantíssimo para o lobo ibérico", explica José Castro, olhando em volta uma natureza praticamente virgem de "pegadas" humanas. Se Veiguinhas avançar, prossegue, o lobo não será a única espécie ameaçada a ver o seu habitat alterado: "A toupeira de água vive sobretudo em rios secundários e terciários, sobre os quais a barragem será construída ", lembra o professor.

O Parque Natural de Montesinho (PNM) estende-se ao longo de 75 mil hectares.

No centro de toda a polémica está precisamente um dos locais mais protegidos de todo o perímetro. O Plano de Ordenamento do Parque classifica-o como "área non aedificandi"; a fauna e os habitats prioritários são protegidos por legislação comunitária e nacional.

João Branco, da Quercus, não entende o que mudou para que o projeto seja agora aprovado: "Os lobos, os veados, as toupeiras de água continuam lá, tal como o resto da fauna e flora protegidas". Para ele e para a Associação Nacional da Conservação da Natureza, que representa, há interesses escondidos. Branco prefere usar a ironia e falar em "coincidências". Refere-se ao facto de o novo empreendimento ir "permitir desviar água do rio Sabor para a barragem de Serra Serrada" e, com isso, "aumentar a produção de energia elétrica " da barragem já existente.

O ambientalista estranha o "discurso de dramatização" do Presidente da CMB: "Se a questão da falta de água é tão urgente porque não realizou a solução (do Azibo) apontada logo em 2005?", deixa no ar.


ESTUDOS INSUFICIENTES? Jorge Nunes, o autarca, defende-se. "O Azibo era uma solução inviável. Implicava um investimento inicial de 30 milhões de euros e grandes gastos energéticos de origem fóssil (por ter de se recorrer a um sistema de bombagem), que fariam subir a faturas de eletricidade. Além de que iria impor condicionantes ao fornecimento de água a Macedo e Mirandela, que já são abastecidas por essa albufeira", diz. Veiguinhas "ficará por 10 milhões de euros". [O EIA, porém, situa a diferença entre as duas opções em apenas 12 por cento].

E quanto à produção de energia elétrica? "O projeto é estritamente dedicado ao abastecimento público de água", afiança o autarca. E desvaloriza os ganhos com Serra Serrada: "Não têm expressão". Fazendo contas de cabeça, estima que no último ano tenham rendido 250 a 300 mil euros aos cofres municipais. Para Veiguinhas ser rentável a esse nível, "ter-se-iam de construir mais condutas", avança.

Já o ex-presidente das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD) que, durante nove anos (a partir de 2000) acompanhou de perto o processo, tem opinião diferente. Alexandre Chaves considera que a nova barragem vai aportar "valores significativos à CMB, com benefício também para a ATMAD".

Em entrevista telefónica à VISÃO, fala no assunto com naturalidade: "Se existe já um sistema montado, por que não aproveitar a água de Veiguinhas para produzir também energia elétrica?", interroga.

O ex-dirigente não tem, porém, dúvidas de que esse é o "grande problema do projeto e dos chumbos". Havendo "necessidade de abastecer água a Bragança, o que fazia confusão ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) era que ao longo do percurso essa água pudesse produzir energia".

Em resposta às questões enviadas pela VISÃO, o ICNB limitou-se a enviar um excerto do Parecer da Comissão de Avaliação (CA) do projeto. Tal como em todas as vezes anteriores, desta, o organismo voltou a opor-se ao projeto. Não subscreveu a Declaração de Impacte Ambiental favorável, por considerar que os estudos realizados mostravam "evidências" quanto à "existência de soluções técnicas viáveis fora da Área Classificada de Montesinho".

Perante estas declarações, o gabinete do secretário de Estado do Ambiente, escreve à VISÃO que "foram analisadas todas as alternativas à data consideradas tecnicamente viáveis". Sobre outras alternativas eventuais, refere os "custos" e a "não garantia de armazenamento em situação de estio prolongado".

Nas conclusões do tal parecer, a Comissão de Avaliação é inequívoca. A concretização do projeto escreve terá "impactes negativos, significativos e irreversíveis nos sistemas ecológicos do território afetado ". E a visão do ICNB é corroborada: "Poderão existir outras alternativas viáveis para o reforço de abastecimento de água a Bragança e que carecem de uma análise estratégica e integrada dos recursos hídricos disponíveis na região."


UM ENTERRO SEM GENTE... Já aposentado, António Morais, um técnico superior do ICNB, aceitou comentar o caso à VISÃO. Tal como a Quercus, também ele acha "estranho" o aval político dado ao projeto. Quando lhe perguntamos se vê ligação entre o caso Veiguinhas e a perda de força do Instituto onde trabalhou (que a tutela anexou recentemente às Florestas), diz "parecer óbvia a necessária articulação entre os vários setores e entidades competentes que intervêm no território, para que não se permita a subversão de objetivos e interesses por parte de alguns". Para Alexandre Chaves, o Instituto "morreu sem ninguém ir ao enterro". O ex-presidente das ATMAD acha que "tem de haver um organismo que faça a pedagogia dos valores da natureza com as comunidades, mas nunca contra elas". "Estranho", julga, não é a aprovação de Veiguinhas, mas sim "os chumbos constantes". Na ótica do ex-dirigente, o verdadeiro "valor ambiental" é aquele que Veiguinhas permitirá "um sistema que preserva as águas subterrâneas para a agricultura e cria um sistema de origem sustentada que garante a quantidade e a qualidade das águas às comunidades".

Mas Luís Filipe Fernandes, geólogo, especializado em Hidrogeologia, que fez o doutoramento sobre o Aquífero de Cova de Lua, discorda. Na fase de consulta pública, o também professor no Instituto Politécnico de Bragança contestou o projeto por achar que a barragem não deveria ser construída sem que antes fossem feitos estudos para averiguar as potencialidades de Cova da Lua. O aquífero seria integrado no sistema hidroelétrico já existente como alternativa complementar.

A alternativa que o engenheiro civil Moreno Ferreira sugeriu era outra. Ainda no ativo, apesar dos 90 anos de idade, o engenheiro com escritório em Lisboa, mas origens em Bragança, sugeriu o alteamento do paredão da barragem de Serra Serrada em seis metros: "Permitiria duplicar 100% a reserva de água e resolvia todos os problemas", assegura. "Implica custos menores e menor tempo de execução".

A única desvantagem é que "não garantiria a mesma produção de energia elétrica".

A solução, garante o engenheiro, foi testada por si com sucesso, num caso semelhante na Serra da Estrela onde, há mais de 30 anos, aumentou a capacidade de armazenamento da barragem de Cova de Viriato.

O Governo não aceita esta hipótese por provocar "problemas em termos de estanquidade e estabilidade" e porque "ficava dependente de afluências próprias".

O engenheiro Moreno Ferreira refuta terminantemente as duas afirmações: "São falsas e impróprias de engenheiros", considera.

O tom de voz é de revolta, pelo que diz ser um "atentado contra um parque único na Europa, privando as gerações futuras de conhecer um valioso património ambiental e ecológico".

Fonte: Visão/ Joana Fillol

Custos das espécies exóticas discutidos em conferência internacional

Os custos dos animais e plantas exóticas invasoras, considerados a terceira causa de extinção de espécies, serão discutidos no Congresso Mundial da Conservação, que se realiza de 6 a 15 de Setembro em Jeju, na Coreia do Sul.
Líderes governamentais, empresários e responsáveis de organizações civis e das Nações Unidas estarão reunidos num congresso organizado pela União Mundial de Conservação da Natureza (UICN), que acontece a cada quatro anos, e que pretende “melhorar a forma como gerimos o nosso ambiente natural para o desenvolvimento humano, social e económico”, segundo a organização. O primeiro congresso foi realizado em 1948 em Fontainebleau, nos arredores de Paris. As espécies exóticas invasoras são um dos temas em cima da mesa.

“As espécies invasoras têm um grande impacto no mundo. Em alguns países é mesmo astronómico”, disse Dave Richardson, director do Centro de Excelência em Biologia Invasiva da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul. Por exemplo, o lagostim-do-Louisiana (Procambarus clarkii) contribuiu para a quase extinção do lagostim-de-patas-brancas (Austropotamobius pallipes), espécie autóctone em Portugal. O lagostim-do-Louisiana, mais robusto e resiliente, transmite doenças à espécie portuguesa e compete por alimento e espaço. Além disso, tolera intervalos de temperatura mais amplos e condições críticas de oxigénio dissolvido e disponibilidade de água, explica o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Actualmente, para o lagostim-de-patas-brancas – que se alimenta de insectos aquáticos e das suas larvas, de peixes mortos e de vegetação - a extinção é uma realidade irremediável, acrescenta.

Mas o lagostim-do-Louisiana está longe de ser a única espécie exótica invasora. Na Europa, o projecto Daisie (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe) – um inventário das espécies invasoras do continente - registou, no final de Agosto, 11.595 “espécies estrangeiras”. Um milhar de espécies marinhas, 2400 invertebrados e mais de 6600 plantas terrestres figuram no inventariado europeu, sendo que a lista não pára de crescer, com o desenvolvimento das trocas comerciais e das viagens intercontinentais.

“Será muito difícil parar a internacionalização da natureza”, previne Jean-Philippe Siblet, director do departamento de património natural do Museu de História Natural de Paris, admitindo, no entanto, ser possível que os ecossistemas afectados possam adaptar-se sem que isso signifique um desequilíbrio fatal.

Um estudo daquela entidade, realizado em 2001, estimou que os custos globais dos danos causados por estas espécies podem ultrapassar os 1,1 mil milhões de euros.

Com a tomada de consciência do perigo, os Estados e regiões começam a organizar o combate, mas a cooperação internacional esbarra muitas vezes na falta de tratados e convenções que definam um caminho, alertou Dave Richardson.

O Congresso a realizar em Jeju terá cinco grandes temas: clima, alimentação, desenvolvimento, pessoas e gestão da natureza e valorização e conservação da natureza.

Fonte: LUSA

As aves também sofrem com a morte dos seus familiares?


    Uma equipa de cientistas descobriu uma espécie de ave que altera significativamente o seu comportamento na presença de aves mortas. Não é a primeira vez que se observa este comportamento no reino animal contudo, abre novamente a questão sobre o sofrimento dos animais perante a morte.

Uma equipa da Universidade da Califórnia observou uma alteração radical no comportamento de aves da espécie Aphelocoma californica, quando estão na presença de um membro da sua espécie morto. Esta ave é comum no oeste dos Estados Unidos.

No momento em que se apercebem que a ave está morta, cercam-na e emitem sinais de alarme. “Usam essa morte como um indicador de um risco existente na área e comunicam-no ao resto das aves”, explicou Teresa Iglesias, líder do estudo, ao jornal espanhol El Mundo.

Apesar do estudo provar que estas aves estão conscientes da morte, não confirma “que estes animais sofrem emocionalmente por essas mortes”, sublinhou Iglesias.

Para observar a reação das espécies foram criados vários cenários com troncos de madeira colorida, aves mortas e simulações de predadores. As aves foram indiferentes aos objetos de madeira contudo, quando observavam uma ave morta, alteravam o seu comportamento, enviando sinais de alarme para outras aves.

Os outros pássaros atendiam ao chamamento e também rodeavam o cadáver durante todo o dia.

"Seria presunçoso pensar que somos os únicos que sofrem com a morte de um parente”, referiu Iglesias. Na Zâmbia, foi registado o caso de uma girafa que se recusou a deixar o corpo da sua cria durante quatro dias.

 Também os elefantes e chimpanzés mostram sofrimento perante o falecimento dos seus familiares.


Fonte: www.elmundo.es / Isabel Palma

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Abatido lobo alvo de investigação científica nos Picos de Europa

    Um lobo ibérico que estava a ser monitorizado, no âmbito de uma investigação científica, foi abatido no Parque Nacional dos Picos de Europa, em Espanha, em caçadas autorizadas pela área protegida. Os ambientalistas rotulam como “disparate e aberração” o facto de a administração pagar 125.000 euros para estudar estes animais e admitir o seu abate.
No dia 1 de Agosto, a direcção do Parque Nacional dos Picos de Europa adoptou uma medida que autoriza os guardas da área protegida a fazerem duas caçadas anuais e a abater seis lobos, para controlar a população destes animais. Até ao momento, as autoridades informam que foram abatidos dois destes predadores.

Isto levou ao acontecimento do dia 21 de Agosto. Após uma caçada, os guardas do parque inspeccionaram os cadáveres dos animais e identificaram Marley, um lobo bem conhecido pelos cientistas. Há dois anos fez parte de um projecto de monitorização da população do lobo ibérico no parque. Marley tinha sido marcado com um colar transmissor para os investigadores conseguirem seguir a sua posição por satélite, o que representou um investimento de 125.000 euros.

Fontes familiarizadas com o estudo declaram ao jornal El País, que a bateria do colar de Marley já se tinha esgotado no ano passado. O dispositivo deveria ter-se desprendido do animal automaticamente quando as baterias acabaram, no entanto, isto não se sucedeu. Os guardas do parque, ao inspecionarem o corpo do animal, encontraram o dispositivo, o que permitiu a sua identificação.

A caçada ao lobo foi justificada pelo parque com a “evolução dos danos causados ao gado” dentro no parque. Porém, a Associação para a Conservação e Estudo do Lobo Ibérico (Ascel) reclama que o parque ainda não quantificou os tais danos ou publicou quaisquer dados sobre a população de lobos. “É bizarro e grotesco abater seis lobos num parque nacional, depois de ter usado dinheiros públicos para estudá-los”, disse Alberto Fernández, ao El País

Fonte: Fábio Monteiro/Público
Foto: Rafael Marchante

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Aquário Vasco da Gama vence Prémio Ambiente


    Aquário Vasco da Gama vence Prémio Defesa Nacional e Ambiente 2011

    Um projecto de reprodução em cativeiro do ruivaco-do-oeste, uma espécie em vias de extinção existente apenas em Portugal, valeu ao Aquário Vasco da Gama, em Lisboa, o Prémio Defesa Nacional e Ambiente 2011, anunciou nesta quinta-feira a Marinha Portuguesa.
Designado ‘Conservação ex-situ de organismos fluviais --- reprodução em cativeiro e reintrodução do ruivaco-do-oeste, o projecto permitiu reintroduzir no habitat natural 400 “exemplares desta espécie, em vias de extinção, que é um peixe de água doce que só existe em Portugal”, informa a Marinha em comunicado.

A reprodução em cativeiro foi realizada no Aquário Vasco da Gama, em Algés (concelho de Oeiras), em tanques no exterior que “simularam as condições naturais de ambiente e alimentação”, tendo os ruivacos sido, em Abril do ano passado, libertados no rio Alcabrichel, “onde tinham sido capturados os progenitores”.

Considerado pelo júri “um contributo exemplar para a preservação da biodiversidade e integração das preocupações ambientais na actividade militar”, o projecto foi escolhido por unanimidade.

A “atribuição do prémio Defesa Nacional e Ambiente 2011 reveste-se de especial importância para todos os que servem no Aquário Vasco da Gama pelo reconhecimento de um trabalho que requer rigor, conhecimento e dedicação, constituindo-se como um estímulo para um cada vez maior contributo em prol da conservação da biodiversidade do património natural português”, afirma o director do equipamento, o capitão-de-mar-e-guerra José Jaime Gonçalves Ribeiro, citado no comunicado.

O Prémio Defesa Nacional e Ambiente destina-se a galardoar a unidade, estabelecimento ou órgão das Forças Armadas que, de acordo com os princípios da Defesa Nacional, melhor contributo preste, em Portugal, para a qualidade do ambiente, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável, através da utilização eficiente dos recursos naturais, da promoção de boas práticas de gestão de ordenamento do território e da protecção e valorização do património natural e paisagístico e da biodiversidade.

Fonte: LUSA
Foto: Daniel Rocha

Tribute to Magqubu Ntombela - King Zwelithini unveils Memorial


    ZWF ENVIRO-FOCUS - Tribute to Magqubu Ntombela - King Zwelithini unveils Memorial

Magqubu Ntombela - Legendary Game Guard, Wilderness Trails O/C, Wildlife & Zulu Historian

Dear Tim, I don’t know whether you have heard but on the Friday the 3rd August Magqubu Ntombela was honoured by the King , the Premier, MEC in charge of the environment , Dr Buthelezi , Dr Bandile Mkhize, and about 3000 Zulu’s at eMacibini, Magqubu’s Muzi ( Homestead) and on the local sports field.

As you know Magqubu served wildlife conservation from 1914 – 1993   I worked with him for nearly 40 years and he had a profound influence on my life as well as many others who came into contact with him.  As a sergeant of the guards during my time he had many encounters with poaching gangs, and showed extraordinary bravery. In Vaughn Kirby’s time he again showed extraordinary bravery.  In Captain Potter’s time he was head of the Guards and was so trusted that he used to take the pay for the guards at Mkuze and Ndumo, and he walked there and back.

In operation Rhino he was indispensable because of his uncanny tracking abilities and on the wilderness trails both with the Natal Parks Board and the Wilderness Leadership School he played an extremely important part, in not only interpreting the landscape the animals and the birds and the plants,  but also the Zulu history.   He could not read nor write but he had learnt from his forefathers and his grandfather was an induna in King Shaka’s army. 

In my book Zululand Wilderness Shadow and Soul, I describe  how in the words of Kipling I was able to say “ You are a better man than I am Magqubu” 

The king spoke very highly of him and said that he was an example to the modern youth and how he had played an important part in Operation Rhino.  The premier Zweli Mkhize said that Magqubu transcended race and also praised him  for a lifetime of dedication to wildlife conservation.

Dr Buthelezi spoke of Magqubu’s appearance at the first World Wilderness Conference in Johannesburg in 1977 and this was the first time that a black game ranger had appeared on the same platform as many notables amongst them the Environment Minister of Canada , Mr Edmund deRothschild the banker, Mr Ray Arnett, Secretary of the Interior to the United States Government a cabinet post, Magqubu spoke about the seasons of the year to an enraptured audience and Maurice MacKenzie a noted Zulu linguist did the translations

Dr Bandile Mkhize also spoke about Magqubu being an example to the modern generation of Field Rangers. 

The King also condemned the current rhino poaching scourge and said it was encumbered upon all those present to do everything they could to stop the poaching to ensure that children of future generations also had the opportunity of seeing this great remnant of historic age.

The King unveiled a plinth in honour of Magqubu . I would be very grateful if you could circulate his story to your wildlife E forum . Warm Regards, Ian. 

Moyra Collyer ( on behalf of Ian Player)
PA to Ian Player
Sec Magqubu Ntombela Foundation
P O Box 53260
Yellowwood Park 4011

Unveiling of memorial of Magqubu Ntombela

(Photo copyright - Province of KwaZulu-Natal Online Media Library)

The Zulu monarch King Goodwill Zwelithini kaBhekuzulu (left), KwaZulu-Natal Premier Dr Zweli Mkhize &  Chief Minister Prince Mangosuthu Buthelezi, MP (right) paid homage to a man dubbed the pioneer of nature conversation in the province, Magqubu Ntombela. They were joined by world renowned nature conservationist Dr Ian Player and Tabete Nomadiphu Ntombela - Magqubu's wife - at the unveiling of a monument to his memory in Emachibini in Mtubatuba. Tabete, a descendent of King Dingiswayo, is estimated to be over 100 years...

Zulu monarch King Goodwill Zwelithini kaBhekuzulu and KwaZulu-Natal Premier Dr Zweli Mkhize today paid homage to a man dubbed the pioneer of nature conversation in the province, Magqubu Ntombela.

Dr Mkhize and the King were joined by world renowned nature conservationist Dr Ian Player and Tabete Nomadiphu Ntombela - Magqubu's wife - at the unveiling of a monument to his memory in Emachibini in Mtubatuba. Tabete, a descendent of King Dingiswayo, is estimated to be over 100 years...
"This is a testament to Ntombela's dedication to saving the environment, and without his contributions, some of our animals would have been long extinct," said Isilo.

He said the community should pick up where he left off and fight against the rhino poaching which is threatening to wipe out the rhino population.

"You cannot stand by the sidelines and say you cannot get involved when you know very well who the poachers are because they live among you. It is your responsibility to alert the law enforcement agencies so that we can ensure a sustainable future for our environment," said Isilo.

Dr Mkhize said Ntombels story is very inspirational because it shows how much can be achieved when individuals dedicate themselves to fighting for those who cannot speak for themselves.

Magqubu was born in 1900 in the Ongeni area in Zululand - married to Tabete, a descendent of King Dingiswayo. He is credited for dedicating his entire life towards the conservation of nature and wild animals from 1914 until 1993.

In one of his books, Dr Player, who shared friendship with Magqubu for 40-years describes him as his guide and mentor. He notes that the successful and pioneering work carried out in Operation Rhino in the early 1960's was as a result of Magqubu's dedication.

"Magqubu knew the ways of animals so well that he could think as they did....His skill was far more than just powers of observation. He was in the animal's mind - I sensed an understanding between himself and the hunted buffalo that I would never be able to achieve. You cannot measure his practical and philosophical contributions to conservation.




MY FRIEND MAGQUBU – by Ian PlayerDuring my 40 years’ involvement with conservation I have met many remarkable people ranging from princes to scientists and political leaders. But my beloved friend, mentor and wilderness guide Magqubu Ntombela was unique. He taught me the real meaning of hlonipha (respect) and ubuntu (compassion).
Through the most patient instruction he introduced me to a new cosmology. We worked together capturing rhino; he was with me as I crept up and fired the dart gun from very close range. On long patrols fighting poaching gangs and talking to recalcitrant law-breakers Magqubu was always at my side.
Coming as he did from a long line of warriors, he was afraid of nothing. His grandfather had served Shaka Zulu and his father fought in Cetshwayo’s Zulu army at the great battle of Isandlwana in 1879 with the Ngobamakosi regiment. Our early friendship grew out of that war because my grandfather in the Natal Hussars fought at Inyezane on the same day as Magqubu’s father was fighting at Isandlwana. Together in 1987 we made a pilgrimage to Brecon to the headquarters of the Royal Regiment of Wales, where we were entertained by the colonel and his officers.Magqubu, born in a humble kraal on the green Ongeni hills between Hluhluwe and iMfolozi game reserves, quickly won the hearts of the soldiers. He captivated them with his stories. He spoke only Zulu, but no greater communicator through mime and imitation ever lived.
For two days Magqubu made headlines in the major newspapers in Britain. We went to America to attend the Fourth World Wilderness Congress, where he spoke to more than one thousand people.

Read more ….http://ianplayer.com/?page_id=164 

“Natalia” Obituary - Qumbu Magqubu Ntombela (c.J900-J993) Qumbu Magqubu Ntombela died at his home near the entrance gate of Umfolozi Game Reserve on 21 October 1993 after a short illness. A mostremarkable man has gone from the complex scene of wilderness and wildlife· conservation. His knowledge of trees, birds, animals, the wild, and the oral history of the Zulus and their relationship to the land was phenomenal by any standards. Born about 1900 in the aftermath of the Anglo-Boer War with its violent upheavals, Magqubu remembered his mother carrying him to the waggon track leading from Nongoma to Somkele and pointing out King Dinuzulu being taken to Grey town for trial, accused of fomenting the Zulu or Bambatha rebellion. It was a sight that haunted Magqubu and he would describe in detail the uniforms of the troops who made the arrest, and the expression on the face of the king. Magqubu grew up on the green hills of Ongeni that lie midway betweenUmfolozi and Hluhluwe Game Reserves. ----- Read complete Obituary by Ian Player @ http://natalia.org.za/Files/23-24/Natalia%20v23-24%20obituaries%20Ntombela.pdf  More about the life of Magqubu @ https://www.google.ca/#hl=en&sclient=psy-ab&q=Magqubu+Ntombela&oq=Magqubu+Ntombela&gs_l=hp.12..0j0i30.870.4819.1.11676.9.0.0.9.9.0.0.0..0.0...0.0...1c.ZC1n1xmyTw4&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=c3950eafb5883e18&biw=909&bih=832
 Enjoy !! 50/50 TV Feature - Journey Within Dr Ian Player Part 2 - we meet Magubu Ntombela imitating a rhino !! http://www.youtube.com/watch?v=FoXSvslomd0&feature=share 


A conservationist celebrated: Ian Player is a conservation icon and in this special insert, he shares his feelings with 50|50 viewers on the interconnectedness between man and nature that have dominated his thinking as a leading light in the world of conservation. JOURNEY WITHIN is a phrase Ian uses frequently in relation to man's encounter with the wilderness and is exactly what he does as he talks to our cameras about the most important influences that have helped shape his response to the natural world. We revisit his early days in Lake St Lucia, Ndumo and Imfolozi where he developed a deep love for wilderness areas, we meet Magqubu Ntombela from whom he learnt so much, chat about Laurens van der Post who in turn was influenced by the teachings of psychologist Carl Gustav Jung -- two people Ian looks up to. Walking through the wilderness for Ian is a reawakening of the senses when every sight, smell, sound takes on a new dimension. He says it is a time for introspection, for communicating with nature in a way primitive man must have done eons ago. "I have taken people into the wilderness of Africa....the natural world of Africa and without saying a word, just looking at the natural world, it's as if they have had a religious experience."


ZWF Enviro-Focus Tribute

The Zululand Game Guard Policing Force.

For half a century these proud Zulu policing units were the bulwark standing between the slaughter and survival of the remnants of wild game. Above is a rare photograph of Ranger E.D.Lightening with the Umfolozi Game Reserve Game Guard detachment distinguished by their impressive great coats, hats and smart metal armbands.(1929). Sitting next to Ranger Lightening is Sgt. Mali Mdhletse with Magubu Ntombela seated on the ground nearest the tree - (The History of the Zululand Game Reserves by Tim Condon - Photograph from a Lightening Family Album by courtesy Peter Hitchins)

The many wildlife lovers & conservationists who were privileged, proud & honored to have either known, worked with, or were enraptured on a wilderness trail by the inspirational Magqubu Ntombela, share in paying homage to his profound life which has affected us all, and made an indelible mark for conservation on the Zulu people. The 3000 attending the unveiling ceremony are testament to his deserved stature within the community.

King Zwelithini and the KZN-Natal Government are to be congratulated for their recognition of his influence & contribution to the conservation achievements of the Hluhluwe/iMfolozi Park, the saviour sanctuary of the white rhino within the Wilderness area between the Black & White iMfolozi rivers, in what was in the early 1800’s King Shaka’s protected royal hunting ground.

Indeed as was said at the ceremony, "This is a testament to Ntombela's dedication to saving the environment, and without his contributions, some of our animals would have been long extinct, the community should pick up where he left off and fight against the rhino poaching which is threatening to wipe out the rhino population. You cannot stand by the sidelines and say you cannot get involved when you know very well who the poachers are because they live among you. It is your responsibility to alert the law enforcement agencies so that we can ensure a sustainable future for our environment."

The legacy of Magqubu Ntombela is very much alive and sets a powerful example to the new generation field staff, his influence transcending global conservation boundaries. As a final tribute is it not too much to call for the ultimate protection of the iMfolozi Wilderness Area as a Zulu Heritage site, a proud testament to those Zulu people, Magqubu’s colleagues, for their role in protecting this priceless wildlife region, only made possible by their dedication and tenacity. The legislation awaits promulgation. 

 As Ian Player so aptly describes  how in the words of Kipling he was able to say “ You are a better man than I am Magqubu” 

We bow our heads in respect of your uncanny wisdom and guidance !!

Bayette Magqubu !! Siya Bonga !!                                ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~     


Please forward this tribute to interested wildlife conservationists !!

ZWF ENVIRO-FOCUS 2050 & RHINO WAR NEWS                 
Compiled & distributed for your information by the timconwild secretariat                                               timconwild conservation       ~~~

RHINO SURVIVAL 2050 - EXTINCTION IS NOT AN OPTION ~~~ 


 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cientistas dizem que conseguem diminuir a intensidade dos furacões


    De acordo com um artigo publicado na «Atmospheric Science Letters», um grupo de investigadores propõe pulverizar nuvens (cloud seeding) para diminuir a temperatura superficial do mar onde se formam os furacões. Os cálculos realizados baseiam-se no modelo de clima HadGEM1 e sugerem que a técnica possa reduzir o poder dos furacões.
O método assenta na relação entre a temperatura à superfície do mar e a energia associada com o potencial destrutivo dos furacões. A ideia é pulverizar as nuvens Stratocumulus marinhas (que cobrem uma quarta parte dos oceanos do mundo) para evitar a formação dos furacões, ao invés de se pulverizar as nuvens da tempestade ou do furacão directamente.
Nas últimas três décadas, tem-se verificado um aumento de intensidade dos furacões no Atlântico Norte, na Índia e no Oceano Pacífico. Para contornar esta situação, os cientistas pretendem utilizar uma técnica conhecida como Marine Cloud Brightening (MCB). Cujo objectivo é pulverizar com veículos não tripulados gotas de água do mar, uma boa parte das quais se transformaria em nuvens, aumentando a humidade e, por conseguinte, a reflectividade. Deste modo, a luz é reflectida de volta ao espaço o que reduz a temperatura da superfície marinha.
Alan Gadian, da Universidade de Leeds, afirma que se se aumentar a quantidade de luz solar que é reflectida pelas nuvens acima da região onde se desenvolvem os furacões, haverá menos energia para os alimentar.
Um dos inconvenientes desta prática é o possível impacto que causará em termos de precipitação nas regiões vizinhas. A pulverização no Atlântico poderá, no entanto, reduzir significativamente as precipitações na bacia do Amazonas, assim como noutros lugares.

Fonte: SOL

4.ª ObservaNatura prepara-se para o(a) receber


    A ObservaNatura está de volta ao estuário do Sado, no fim de semana de 13 e 14 de outubro. O cenário repete-se nesta 4.ª edição da feira, que ocupará durante dois dias o Moinho de Maré da Mourisca e a herdade envolvente. 

A ObservaNatura realiza-se anualmente desde 2009. É, atualmente, a única feira em Portugal dedicada ao Turismo Ornitológico, uma modalidade do turismo de natureza focada na atividade de observação de aves, direta ou com recurso a binóculos ou telescópios de campo. Inclui também a fotografia, a pintura e a ilustração da Natureza.

O crescente interesse pelos recursos turísticos naturais, e em particular pelas aves, poderá traduzir-se numa importante vantagem para a conservação da natureza e da biodiversidade, na medida em que a vivência do lugar e a observação das aves in loco sensibiliza o visitante para o valor dos recursos relacionados, direta ou indiretamente, com as espécies observadas e com os seus habitats. Por outro lado, esta modalidade de turismo, potencialmente sustentável nas áreas protegidas, traz um contributo significativo para as comunidades locais que, deste modo, se envolvem de forma responsável com os valores naturais em presença, ao mesmo tempo que proporcionam uma experiência de alta qualidade aos visitantes.

O vasto programa da feira “ObservaNatura” propõe workshops, mini-cursos, passeios pela Reserva Natural do Estuário do Sado, por terra e no rio para observação de aves, ateliês e sessões de anilhagem. É a oportunidade para o encontro entre as empresas de turismo de natureza, as organizações não governamentais, as editoras e empresas de material ótico e os turistas ornitológicos, em torno dos valores da biodiversidade. Garças, colhereiros e flamingos são algumas das espécies que podem ser observadas nesta altura do ano.

Com entrada livre, esta Feira organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) /  Reserva Natural do Estuário do Sado e pela Troia-Natura, conta com vários parceiros, entre eles o Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Setúbal, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, a Associação Baia de Setúbal e a Birds & Nature.

Ainda durante a Feira da Observanatura 2012 será promovida, em parceria entre o ICNF, o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa, uma fam trip para operadores holandeses, espanhóis, ingleses e belgas.

Os operadores internacionais estarão presentes na feira na manhã do dia 13 para uma ação de speedtrading, bolsa de contactos e de negociação com os agentes de animação portugueses inscritos.

Fonte: ICNF

Silencio en los Centros de Defensa Forestal por los fallecidos en Torremanzanas


    A las 14.00 del lunes día 20 se llevó a cabo un minuto de silencio en todas las Bases y Centros de Defensa contra el Fuego en la Región de Murcia. Por iniciativa de la Consejería de Presidencia, todos los componentes de Brigadas Forestales.......
..... terrestres y helitransportadas, Brigadas de Intervención Rápida, Vigilantes de incendios, Técnicos y Agentes Medioambientales, así como personal de los Centros de Coordinación de Defensa y Lucha contra los incendios forestales, han guardado frente a sus Bases un minuto de silencio. 

El acto ha tenido lugar en memoria del Agente Medioambiental Ernesto Aparicio y del Brigadista Emilio Abargues, fallecidos en acto de servicio cuando participaban en las labores de extinción del incendio de Torremanzanas (Alicante), que arrasó más de 600 hectáreas de pinar.

Dos Agentes Medioambientales se desplazaron el pasado viernes al multitudinario funeral del Agente Medioambiental que tuvo lugar en Ibi (Alicante) en representación de la Dirección General de Medio Ambiente, y en cuyo acto, el Ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, depositó sobre el féretro la medalla de oro con distintivo rojo al Mérito de la Protección Civil.

Fonte: Guardabosques

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Áreas Protegidas na Amazónia Brasileira: avanços e desafios


    Áreas Protegidas são instrumentos eficazes para resguardar a integridade dos ecossistemas, a biodiversidade e os serviços ambientais associados. Em dezembro de 2010, essas áreas cobriam 2.197.485 quilômetros quadrados (km²) da Amazônia Legal, ou 43,9% da região. Desse total, as Unidades de Conservação correspondiam a 22,2% do território amazônico enquanto as Terras Indígenas homologadas, declaradas e identificadas abrangiam 21,7% da mesma região.
Apesar dos avanços notáveis na criação de Áreas Protegidas, ainda há muitos desafios para garantir sua consolidação e a proteção socioambiental efetiva. No caso das Unidades de Conservação, a metade (50%) não possui plano de manejo aprovado e grande parte (45%) não conta com conselho gestor. Além disso, o número de funcionários alocados nessas Unidades é muito reduzido, com a média de apenas 1 pessoa para cada 1.871,7 km².
Em uma década – entre 1998 e 2009 – o desmatamento em Áreas Protegidas alcançou 12.204 km², o que corresponde a 47,4% do desmatamento acumulado até 2009 dentro de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Ademais, uma vasta rede de estradas ilegais avança sobre as Áreas Protegidas, especialmente sobre as Unidades de Conservação de Uso Sustentável, onde há 17,7 km de estradas a cada 1.000 km² sob proteção. Boa parte dessas vias está associada à exploração madeireira ilegal.
Para o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Instituto Socioambiental (ISA), a consolidação das Áreas Protegidas deveria ocorrer por meio da: 1) coibição dos usos e ocupações irregulares; 2) ampliação das fontes de financiamento e mecanismos de transferência efetiva dos recursos financeiros a essas áreas; 3) garantia de proteção legal, evitando medidas de desafetação indevidas; 4) aprimoramento da gestão pública, alocando mais gestores qualificados para atuação direta em campo, elaborando os instrumentos de gestão pertinentes e realizando sua implementação de forma participativa; 5) fortalecimento dos conselhos gestores nas Unidades de Conservação e participação da população nas Terras Indígenas; 6) consolidação de verdadeiros planos de gestão territorial para as áreas protegidas; 7) conclusão do processo de reconhecimento das Terras Indígenas.
Este documento resume a situação das Áreas Protegidas na Amazônia e analisa indicadores e dados relacionados à criação de Unidades de Conservação e Terras Indígenas, com ênfase na sua gestão e nas ameaças a que estão submetidas. Nosso objetivo é também salientar a importância de se assegurar a integridade das Áreas Protegidas, de modo a conservar seus ecossistemas e proteger sua sociodiversidade.




Fonte: Marcelo Segalerba/Guardaparques

domingo, 26 de agosto de 2012

Nueva especie de abeja solitaria para Colombia


    Recientemente se identificó una nueva especie de abeja solitaria para Colombia, llamada Centris ceratops, denominación que se debe a que este insecto presenta un cuerno peculiar en su rostro. La especie pertenece a un grupo exclusivo de América y el Caribe. El hallazgo se produjo en un estudio que estuvo a cargo de Danny Vélez (investigador del Instituto Humboldt y estudiante de la Universidad Nacional de Colombia) y Felipe Vivallo (Universidad Federal de Rio de Janeiro). En este estudio examinaron los ejemplares provenientes de todo el país, y que se encuentran presentes en el Laboratorio de Estudios sobre Abejas Silvestres de la Universidad Nacional en Bogotá (Labun).

 Aunque se sabe muy poco sobre la biología de esta nueva especie, se cree que, al igual que varias especies cercanas, debe hacer sus nidos en agujeros que ya existen en madera. La función del cuerno aún no es clara, pero se especula que le puede servir como medio de defensa contra sus enemigos naturales.

 Las abejas son solitarias
La mayoría de las personas considera que la abeja de la miel (Apis melifera) es un  organismo social, pero la realidad dista de este referente, ya que menos del 0,5% de las especies conocidas de abejas en el mundo forma parte  de comunidades sociales.

 Las abejas, no solo la de la miel, contribuyen en gran medida en la polinización, un servicio clave para los ecosistemas naturales y los agroecosistemas pues un tercio de los alimentos que se consumen existen gracias a la polinización. Hasta hoy han sido descritas cerca de 18.000 especies de estos insectos en el mundo pero se calcula que podría haber alrededor de 20.000. Para Colombia el número de especies no está definido. Sin embargo, la última aproximación (2003) totalizó 466 especies de abejas reportadas para nuestro país.

Fonte: Humboldt/Luis Antonio Tovar Narvaez

sábado, 25 de agosto de 2012

Faça a sua parte, ou pelo menos, tome consciência da situação.


   O vídeo do link abaixo (3:55) mostra uma ilha em pleno oceano Pacífico, a 2.000 km de qualquer costa.
Esta ilha é desabitada, não há senão pássaros, no entanto... Vejam o que se passa!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Perú: Premio Carlos Ponce del Prao 2012 - Luis Nizama


    Luis Nizama, de Reserva Nacional Lachay: Guardaparque Destacado - Premio Carlos Ponce del Prao 2012

    La fundación Blue Moon, Conservación Internacional y PROFONANPE entregaron la noche de ayer los galardones del Premio para la Conservación “Carlos Ponce del Prado 2012”, el cual tiene por objetivo reconocer a personas que trabajan activamente en el campo de la conservación de la biodiversidad de nuestro país. La ceremonia de premiación contó con la presencia del Ministro del Ambiente, Manuel Pulgar-Vidal, y el Jefe del Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SERNANP, Pedro Gamboa.

Los ganadores del 2012 son tres destacados conservacionistas quienes desde sus respectivos campos de acción, vienen dedicando sus talentos y esfuerzo en resguardo del patrimonio natural del Perú. Los galardonados para las categorías del premio son, en Artífice de la Conservación, Luis Alfaro; en Guardaparque Destacado, Luis Nizama; y en Joven Profesional Destacado, Diego García, quienes recibieron un incentivo económico en efectivo de 5,000 y 2,500 dólares, respectivamente.

Luis Nizama Paredes – Guardaparque Destacado

Luis Nizama Paredes tiene 32 años de experiencia trabajando en la conservación de la Reserva Nacional de Lachay, donde empezó desempeñándose como obrero forestal y desde el año 1983 pasó a ser guardaparque oficial. Fue reconocido como uno de los guardaparques más antiguos en el 2003 por PROFONANPE y ha colaborado activamente en la logística para el desarrollo de capacitaciones a otros guardaparques. Además, ha apoyado a otras ANP como la Reserva Nacional de Paracas, Santuario Nacional Los Manglares de Tumbes, la Zona Reservada Lomas de Ancón, el Santuario Histórico de Chacamarca, el Santuario Nacional de Huayllay, el Parque Nacional Huascarán y la Reserva Nacional de Tumbes. Viene desarrollando funciones de contrl y vigilancia, monitoreo biológico, control del sobrepastoreo, educación ambiental y participación activa en proyectos de investigación de universidades nacionales y extranjeras.


Diego García Olaechea -  Joven Profesional Destacado

Siempre mostró interés por la conservación e investigación de la fauna silvestre amenazada de su región. En el 2003, junto con otros compañeros, inició estudios de las poblaciones de aves y mamíferos marinos en Isla Foca (Piura). Con su trabajo presentado en el 2008, durante el VI Congreso Nacional de Ornitología, Isla Foca es reconocida como Área de Importancia para la Conservación de Aves, identificada por BirdLife International como globalmente importante para la conservación de especies de aves y sus hábitats. El año 2010, en coordinación con el Gobierno Regional de Piura, preparan un Expediente Técnico justificatorio para el Ministerio del Ambiente, a través del SERNNAP, reconozca a Isla Foca como una Zona Reservada. Ese mismo año obtuvo una beca completa del Servicio Nacional de Parques de Estados Unidos, en el programa de monitoreo de aves del Klamath Bird Observatory. Trabajó monitoreando 14 estaciones de anillamiento de aves entre el sur de Oregon y el norte de California, obteniendo los certificados de Anillador y Entrenador de Anillador, otorgados por el North American Banding Council. Desde el 2009 hasta la actualidad se desempeña como investigador asociado a la división de Ornitología de CORBIDI, dirigiendo la estación de anillamiento de Aves de la Universidad de Piura.

Luis Alfaro Lozano – Artífice de la Conservación

Luis Alfaro Lozano es meteorólogo de profesión de la Universidad de Buenos Aires, universidad en la cual estudió gracias a una beca de la Organización Metereológica Mundial brindada por el SENAMHI en 1984, haciendo estudiado Ingeniería Geográfica en la Universidad Nacional Federico Villarreal. Ha dirigido en tres oportunidades el Sistema Nacional de Áreas Naturales Protegidas y es ex integrante del Directorio del Consejo Nacional del Ambiente. Cuenta con una amplia experiencia en el desarrollo de marcos normativos de gestión ambiental, colaborando en la elaboración del Reglamento de la Ley de Áreas Protegidas. Dirigió el Programa de Protección de Áreas Naturales y es miembro de la Comisión Mundial de Áreas Protegidas de la UICN y consultor en áreas protegidas para la UNESCO. También asesoró a la Dirección Ejecutiva de AgroRural y trabajó en 1994 en la conformación de la oficina de Preservación del Medio Ambiente de Loreto. Actualmente trabaja en SENAMHI como asesor hidrometereológico de la Presidencia Ejecutiva.

El “Premio para la Conservación Carlos Ponce del Prado” fue creado en honor y en reconocimiento al ilustre conservacionista peruano Ing. Carlos Ponce del Prado, quien dedicó su vida a la conservación de la diversidad biológica del Perú y el mundo. Pionero de la conservación, impulsó la creación e implementación de un Sistema Nacional de Áreas Naturales Protegidas Peruano. Co-fundador de Conservación Internacional, fue consultor permanente de la FAO, UNESCO, el Banco Mundial, WWF, miembro emérito de PRONATURALEZA, Presidente de ACCA y otras organizaciones afines.

El Ing. Luis Espinel, Director Ejecutivo de CI Perú, declaró que “este premio es una forma de continuar con el trabajo que el Ing. Carlos Ponce realizó durante tantos años, pues su compromiso y dedicación motivó a nuestros profesionales a trabajar por la conservación. El objetivo de este premio es incentivar a estas personas”. Carlos Ponce cultivó y aplicó el arte de la eco-diplomacia para impulsar la conservación de la naturaleza siempre con una visión sin fronteras, donde la naturaleza y los seres humanos podamos convivir en armonía.

A raíz de su sentida partida el día 9 de setiembre de 2007, sus amigos y colegas decidieron promover la creación de este premo con el objetivo de reconocer no sólo su legado, sino también el trabajo de quienes se dedican a la conservación en el Perú.

Este premio es posible gracias al aporte de la Fundación Blue Moon y Conservación Internacional, así como al apoyo de PROFONANPE.

Lima. 22 de agosto de 2012

Fuente: sernanp/Luis Antonio Tovar Narvaez