domingo, 8 de fevereiro de 2015

XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas


XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas

Monitorização Ambiental, de Espécies e Habitats

Vigilantes da Natureza 40 anos ao serviço da Conservação da Natureza

As Jornadas Técnicas realizaram-se com a participação activa de todos os presentes, abrindo novas expectativas, novos horizontes, tendo propiciado um diálogo crítico, criativo e construtivo sobre os temas abordados.

Evidenciou-se um grande interesse em relação às temáticas tratadas, existindo uma consciencialização dos perigos que a poluição e a degradação ambiental constituem para a Conservação da Natureza.

Existe um entendimento generalizado da necessidade de proteger os elementos naturais, recursos de inestimável importância para a preservação da vida na terra.

Concluiu-se que a variedade climática e hidrológica existente em Portugal determina a existência de ecossistemas com condições físico-químicas e geológicas singulares e com importantes componentes de flora e fauna.

O crescente aumento das pressões ambientais derivadas de numerosas fontes como as alterações climáticas, a contaminação dos solos, a proliferação de espécies invasoras, a perda e fragmentação de habitats e a poluição dos nossos recursos hídricos atingem valores preocupantes.

A monitorização ambiental, de espécies e habitats, resulta da recolha periódica e organizada de dados recolhidos, seguida de uma análise sistemática da informação reunida. Esta informação permite-nos a obtenção de mais conhecimentos sobre a Biodiversidade, através de inventários de fauna e flora o que poderá proporcionar a definição de áreas prioritárias para a conservação da natureza, a formação de novas áreas classificadas e de corredores ecológicos.

Nestes últimos 40 anos muita coisa mudou na Conservação da Natureza em Portugal.

A rede nacional de áreas protegidas, as competências e atribuições das entidades com responsabilidades na Conservação da Natureza mudaram muito desde 1975.

Modificaram-se as responsabilidades e compromissos internacionais. Mudou o Mundo em que vivemos.

Alterou-se a tomada de consciência sobre a importância e os comprometimentos que se colocam à sociedade relativamente à Conservação da Natureza.

As entidades com competências na área do ambiente cresceram, ganharam territórios e mais atribuições.

Dos 188 Vigilantes da Natureza existentes no ICN (Instituto da Conservação da Natureza) em 1999 restam 120 em 2015, para fiscalizar 21,7% do país, enquanto o restante território nacional é fiscalizado por 56 Vigilantes da Natureza das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) e APA (Agência Portuguesa do Ambiente).

A conservação do Património Natural, da Biodiversidade e da Paisagem são o garante da preservação de uma parte estruturante da nossa Identidade Nacional.

As Áreas Classificadas, o Parque Nacional, os Parques Naturais, as Reservas Naturais e o património natural fazem parte da nossa herança colectiva, sendo a escassez de Vigilantes da Natureza uma das grandes ameaças que enfrentam.

Apesar das dificuldades que os Vigilantes da Natureza sempre encararam, consideramos existirem razões para festejar os 40 anos de existência da profissão.

Os Vigilantes da Natureza têm como missão a preservação das Áreas Naturais e a protecção do Meio Ambiente.

Estes profissionais são a peça vital para a protecção da Natureza devido ao seu conhecimento do terreno e dos habitats, sendo o reconhecimento da sua missão por parte das populações uma mais-valia para a resolução de muitos dos problemas que afectam o meio ambiente.

O Dia Nacional do Vigilante da Natureza é um dia dedicado ao reconhecimento do árduo trabalho a que estes profissionais se dedicam de corpo e alma, suportando as inclemências do tempo e da natureza, enfrentando com coragem a sua missão de salvaguarda do Ambiente.

O Dia Nacional do Vigilante da Natureza é um dia de esperança de um futuro melhor para a profissão e para a preservação da Natureza!

Cronologia do evento:

A sessão de abertura do XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza - XII Jornadas Técnicas realizou-se com o discurso de Boas Vindas do Presidente da APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, e do Doutor Nuno Grade, Chefe de Divisão de Gestão Operacional e Fiscalização (DGOF) do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

O Presidente da APGVN efectuou a leitura da mensagem de saudações enviada pela Direcção Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

Deu-se início às palestras!

A primeira apresentação esteve a cargo dos Vigilantes da Natureza Paulo Cabrita – “Monitorização do Plantago almogravensis no PNSACV”, Pedro Alverca “Monitorização do Falcão Peregrino Falco Peregrinus no PNSACV” e Vitor Casalinho “Gralha-de-Bico-Vermelho”.

O Vigilante da Natureza João Correia apresentou a palestra denominada “A Perdiz-do-Mar no Estuário do Tejo”.

“Monitorizações realizadas no PNVG – Parque Natural do Vale do Guadiana” foi a apresentação efetuada pelas Vigilantes da Natureza Célia Medeiros e Eunice Pereira.

O Vigilante da Natureza António Frazão apresentou o tema “Monitorização da Perdiz-Vermelha no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros”.

A Doutora Ana Cordeiro expôs o tema “Monitorização de impactes de um parque eólico na avifauna e implementação de um plano de medidas de mitigação e compensação”.

O Doutor João Castro, da Universidade de Évora, apresentou o tema “Estudo do percebe e das áreas de reserva marinha do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina”.

O Doutor José Lino Costa, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, efetuou uma apresentação denominada “Os peixes no estuário do Mira”.

A Doutora Rita Alcazar, da LPN - Liga para a Proteção da Natureza, apresentou o tema “Charcos mediterrânicos temporários”.

Realizou-se a homenagem ao Vigilante da Natureza António João Severo pela sua dedicação à profissão e à Conservação da Natureza. É com muito orgulho que temos como companheiro este profissional que prestou com grande empenho e devoção a sua missão de protector da Natureza. O nosso muito obrigado por seres Vigilante da Natureza!

Após o jantar os participantes no XVIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza foram brindados com a magnífica actuação do Grupo Coral de Vila Nova de Mil Fontes que elevou o Cante Alentejano à sua máxima expressão. O Vigilante da Natureza David Carvalho encantou todos os presentes com a demonstração dos seus dotes de executante do Cante Alentejano.

No Dia 2 de Fevereiro, realizou-se a Sessão Comemorativa do Dia Nacional do Vigilante da Natureza e do Dia Mundial das Zonas Húmidas, com a abertura do evento a ser efectuada pela Engenheira Paula Sarmento, Presidente do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, seguida do comunicação do Presidente da APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza e por último a explanação do Doutor José Alberto Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Odemira.

O presidente da APGVN fez uma retrospectiva dos 40 anos da profissão de Vigilante da Natureza em Portugal.

O Doutor João Carlos Farinha, Chefe de Divisão de Valorização de Áreas Classificadas (DVAC) do ICNF, fez uma breve referência ao Dia Mundial das Zonas Húmidas e efectuou a apresentação do projecto “Natural.pt”.

Terminando a Sessão Comemorativa com a apresentação da Professora Doutora Helena Adão, da Universidade de Évora, abordando o tema “O Estuário do Mira”.

Seguiu-se o Almoço Comemorativo do Dia Nacional do Vigilante da Natureza e de seguida a saída de campo a um charco mediterrânico, acompanhada por Cientistas da Universidade de Évora. 

Terminando o evento com a visita ao Cabo Sardão.


APGVN