segunda-feira, 5 de julho de 2010

Agricultores de Montesinho querem ser compensados e não taxados


Abrir um caminho pode custar a um agricultor de uma área protegida cinco mil euros em taxas a pagar ao Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), um montante que pode duplicar para um promotor de um empreendimento turístico.

Pedir um parecer, uma autorização ou uma licença é obrigatório para habitantes e agricultores das áreas protegidas e custam, no mínimo cem euros, de acordo com o estabelecido na portaria 138-A/2010 do Ministério do Ambiente, em vigor desde 5 de Março.

Apesar de a lei consagrar algumas isenções, no Parque Natural de Montesinho o sentimento é de “revolta” e há quem diga que fica mais barato comprar lenha do que pedir autorização para as pessoas se puderem aquecer com a que têm nas suas propriedades.

“Quem faz as leis não sabe nada da realidade”, é a opinião de Valdemar Roca, da direcção dos baldios de Guadramil e da Associação Florestal dos Baldios da Zona da Lombada. Estas organizações abrangem uma das zonas mais emblemáticas desta área protegida com tradições como o comunitarismo que têm permitido às pessoas viverem em harmonia na comunidade e com a natureza.

“Há 30 ou 40 anos quem geria isto era o povo naquilo a que chamávamos o conselho: sabiam que a “agueira” era para o vizinho, quando podiam ir buscar lenha e sabiam que se fossem buscar lenha ou regassem fora do sítio, os outros vizinhos os chamavam à atenção e na reunião de todos tinham a penalização correspondente” contou.

Esta é uma das razões porque “para as pessoas mais velhas” as novas leis e nomeadamente estas taxas “são ainda mais complicadas e difíceis de entender, até porque algumas delas não sabem ler nem escrever”.

Às taxas em vigor acresce ainda o pagamento de despesas de deslocações sempre que seja necessário os técnicos deslocarem-se ao local. Além disso, o presidente da Junta de Freguesia de São Julião, Elias dos Santos Vara, lembra as deslocações a que são obrigadas estas populações envelhecidas. “Uma pessoa de 70 anos tem de pagar a um táxi para ir a Bragança pedir uma autorização”, exemplificou.

Estas pessoas encaram as taxas como “uma penalização” que contribui para acabar com o património das tradições locais e com as próprias aldeias, que o parque tem nos seus propósitos também conservar.

O autarca de São Julião sublinha que tem “orgulho no parque e gosto em que seja preservado, só que as pessoas deviam ser compensadas”. “Estamos a trabalhar para o país poder ter biodiversidade e a suportar o custo de uma riqueza nacional. Não pode haver dois mil milhões de euros para a zona do Oeste só porque não há lá o aeroporto e nem um cêntimo para aqui. Lá ninguém foi prejudicado com nada, a nós estão-nos a prejudicar todos os dias”, considerou Valdemar Roca.

Segundo disse, “toda a área territorial do parque é das pessoas, o ICNB não tem um metro quadrado de terreno”, daí questionar-se “porque é que hei de ter de pagar uma taxa por aquilo que é meu?”

São as penalizações que, na opinião de Elias Vara, levam as pessoas a abandonarem o parque e contribuem para que cada vez mais incêndios grassem nesta área protegida do Nordeste Transmontano.

Fonte: LUSA

Dispositivo de combate aos fogos quase triplicou custo em cinco anos


O custo do dispositivo de combate aos incêndios florestais deste ano quase triplicou face ao gasto dos meios utilizados em 2005, o que representa um aumento de 66,4 milhões de euros em cinco anos.

O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, adiantou há dias, no arranque da pior fase dos incêndios florestais, a Charlie, que o dispositivo deste ano custa 103 milhões de euros, um montante que contrasta com os 36,6 milhões de euros contabilizados para o mesmo efeito em 2005, um dos piores anos em termos de área ardida com mais de 338 mil hectares de floresta destruídos pelas chamas.

O PÚBLICO tentou perceber junto do Ministério da Administração Interna (MAI), quais os principais gastos do dispositivo e o que está incluído nos 103 milhões de euros, mas o ministério não respondeu a tempo.

Contudo, o Orçamento de Estado deste ano já explica, em parte, o crescimento dos gastos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), que coordena e monta um dispositivo, que todos reconhecem estar mais eficaz. A diminuição da área ardida prova isso mesmo. "O crescimento da despesa prevista para o conjunto dos serviços e fundos autónomos deste ministério [MAI] evidencia a política de protecção civil, nomeadamente, mediante o crescimento do financiamento dos meios aéreos utilizados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil", lê-se no relatório do Orçamento de Estado para 2010.

O orçamento da ANPC contabiliza este ano 139 milhões de euros, 136,5 dos quais para despesas de funcionamento. O valor significa um aumento de 14,5 por cento face ao ano anterior, refere o Orçamento de Estado.

Para além do razoável

Desde que, em 2007, o Estado começou a operar os dez meios aéreos adquiridos por si, cujo objectivo principal é combater os incêndios florestais, os custos dispararam. Em 2008, os gastos com a operação anual dos nove helicópteros (um foi destruído num acidente logo em 2007) foi orçamentado em 23 milhões de euros que se somaram aos 29,1 milhões gastos com o aluguer entre, Maio e Outubro, dos restantes 49 aparelhos que compuseram o dispositivo desse ano.

Há que salientar, contudo, que os helicópteros do Estado não são usados só no combate a fogos, mas também em missões de evacuação médica, operações de segurança, transporte de órgãos e salvamentos.

Já este ano o Governo autorizou, através de um despacho, a Empresa de Meios Aéreos, que gere a frota do Estado e aluga os restantes meios aéreos utilizados pela ANPC, uma despesa "com a aquisição de serviços de disponibilização e locação dos meios aéreos" de perto de 37,2 milhões de euros mais IVA. A maior parte desta verba deverá integrar os custos do dispositivo de combate aos incêndios florestais. As equipas de bombeiros voluntários que entre Maio e Outubro ajudam a combater os incêndios e que o Estado gratifica com 41 euros por dia são outra das despesas do dispositivo. Só na fase Charlie, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, há 4255 bombeiros nestas equipas, o que significa uma despesa de 16 milhões de euros, só nestes três meses.

Para o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, o custo do dispositivo já ultrapassa o razoável, defendendo, por isso, uma reavaliação dos gastos. "Depois desta época de incêndios florestais, em Outubro ou Novembro, e se se confirmar a consolidação deste dispositivo, é preciso reavaliá-lo na perspectiva do seu custo-benefício", afirma Duarte Caldeira. Apesar de reconhecer que a aquisição de meios aéreos por parte do Estado foi uma reivindicação de muito anos, o presidente da Liga sublinha que é necessário avaliar se o país precisa de tantos aparelhos. "Não sei se é ajustado ao país dispor de tantos meios aéreos", questiona.

Evitar a descoordenação

Em 2005, o dispositivo de combate contava com 47 aparelhos, tendo os fogos desse ano obrigado ao aluguer de mais dois meios. Nos últimos dois anos, o país tem tido ao dispor 56 aparelhos, incluindo os meios do Estado. Mas, mais importante que o aumento dos meios, dizem os especialistas, foi a mudança de estratégia na sua utilização. Os anos trágicos de 2003 (425 mil hectares ardidos) e 2005 (338 mil hectares ardidos) obrigaram a uma profunda reflexão sobre o dispositivo de combate que resultou num reforço de meios e numa mudança radical da sua gestão. Os meios aéreos passaram a estar vocacionados para a primeira intervenção, tendo-se criado equipas helitransportadas para ocorrer aos focos nascentes e evitar que estes se tornem grandes incêndios.

O comando único foi outra mudança fundamental, tendo os elementos da ANPC ganho competências de comando no teatro de operações, evitando-se uma descoordenação dos meios. Foi criado o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro na GNR, que conta hoje com mais de 630 homens, e a Força Especial de Bombeiros, com mais de 250, ambos numa lógica de profissionalizar o socorro e o combate aos incêndios. O mesmo objectivo teve a criação das Equipas de Intervenção Permanente nos corpos de bombeiros, com um efectivo actual de 600 elementos. Tentou-se também trazer mais conhecimento para o dispositivo, que passou a integrar o Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), constituído por técnicos especializados.

Fonte: Publico.pt

Superpetroleiro chegou Golfo do México para
ajudar na limpeza

Um enorme petroleiro convertido para operar como um “passador” gigante começou hoje a ser testado para ser usado na limpeza de petróleo à superfície no Golfo do México.

O gigante de 336 metros de comprimento e dez andares de altura chamado "A Baleia" poderá recolher 500 mil barris de água contaminada por dia, e funcionar como um passador de cozinha, deixando o petróleo e filtrando a água, segundo uma porta-voz do comando conjunto estabelecido para dar resposta ao incidente.

"A Baleia", propriedade da empresa TMT de Taiwan, já foi submetido a um teste em Portugal, onde foi convertida. Mas será agora submetida a 48 horas de testes pela Guarda Costeira dos EUA para verificar se tem potencial para mudar a dinâmica da limpeza da água.

As operações de limpeza da água no Golfo do México envolviam cerca de 500 navios, por onde passaram 595 mil barris de água e petróleo do oceano nos primeiros 68 dias do derrame — para dar uma ideia da capacidade de "A Baleia", o superpetroleiro poderia limpar até 300 mil barris num período de oito a dez horas.

O derrame de petróleo no Golfo do México começou com uma explosão numa plataforma petrolífera que deixou onze pessoas mortas, a 20 de Abril, e tornou-se o pior desastre deste género na história dos EUA.

Enquanto isso, a BP e a Guarda Costeira dos EUA acederam a permitir que organizações de protecção da vida selvagem recolham tartarugas das zonas com concentração de petróleo que são depois sujeitas a incêndios controlados. Até agora, as tartarugas (de espécies ameaçadas) que eram apanhadas nestes pedaços de óleo morriam queimadas. Até agora houve 275 queimas controladas de petróleo no mar, que consumiram mais de 37 milhões de litros de petróleo.

Fonte: Publico.pt

domingo, 4 de julho de 2010

Lobos Marinhos de regresso à Ilha da Madeira

Desde 1998, os vigilantes da natureza do Parque Natural da Madeira dizem que já foram registados, na zona da Ponta de São Lourenço, cerca de 700 avistamentos

João Paulo Mendes é vigilante da natureza. Uma profissão que lhe dá uma grande satisfação pessoal. E isso vê-se na forma como recebe os muitos turistas e madeirenses que visitam, diariamente, a zona da Ponta de São Lourenço, que está integrada no Parque Natural da Madeira. E não são poucos, de facto, aqueles que fazem este passeio a pé, cuja vereda é conhecida por “Casa do Sardinha”.
O sinuoso caminho, que vai desembocar na “Casa do Sardinha”, tem início no final da estrada mais a este da Madeira, num ponto que é conhecido, pelo menos entre os vigilantes da natureza, como o “redondo”. Este é também o ponto de partida, todos os dias, de João Paulo Mendes. A partir dali faz, sempre que está de serviço, cerca de três quilómetros. Por isso, diz com um certo sentido de humor, que esta é «uma forma de manter a elegância».
Normalmente, conforme revelou João Paulo Mendes, o trajecto até à “Casa do Sardinha” é feito a pé a partir do “redondo”. No entanto, em ocasiões especiais, são usados os botes, os quais são também utilizados para transporte de materiais quando são necessários.
Chegado à “Casa do Sardinha”, a pé, ou por via marítima, a partir da Marina da Quinta do Lorde, no Caniçal, o trabalho começa bem cedo. Há sempre alguma coisa por fazer, isto para além de abrir as instalações do Parque Natural da Madeira, onde tem uma exposição sobre a fauna e flora daquela zona, mas também onde são vendidos alguns produtos promocionais ligados ao parque e às reservas naturais da Madeira.
Da sua experiência no desempenho das suas funções, João Paulo Mendes destaca a observação, cada vez mais frequente, de lobos marinhos naquela zona, em especial nas vertentes viradas a norte. Em seu entender, isso revela que eles, aos poucos, estão a regressar à Madeira.

Cerca de 700 avistamentos

Conforme revelou, desde 1998, foram já registados cerca de 700 avistamentos de lobos marinhos, alguns deles conseguiram mesmo identificar como sendo membros da colónia existente nas Desertas.
Quanto às razões que levam a que o lobo marinho a voltar à Madeira, João Paulo Mendes disse não ter conhecimento seguro sobre os motivos que levam aqueles mamíferos a virem nadar junto à costa da Madeira. Mas, diz com toda a convicção, «uma coisa é certa, esta era antes a casa deles, e o nome de Câmara de Lobos é prova disso mesmo».
Ao longo da história, com o desenvolvimento da actividade humana na costa sul, os lobos marinhos, de acordo com João Paulo Mendes, começaram a procurar refúgio na zona das ilhas Desertas. Entretanto, com os cuidados e as medidas que foram tomadas para a preservação da espécie, a colónia naquelas ilhas começou a crescer. E, por esse facto, se calhar, também começaram, agora, a expandir a sua colónia até à Madeira.
Até porque, na sua opinião, a Ponta de São Lourenço tem todas as condições, neste momento, para os receber, pois «tem grutas, tem praias, principalmente na costa norte, tem praias mais protegidas, onde eles podem e usam para descansar».
Outro dado recordado por João Paulo Mendes — e que provam também esse regresso à extremidade este da Madeira — prende-se com as visitas que alguns lobos marinhos chegaram a fazer aos tanques de aquicultura, algumas delas foram mesmo notícia na imprensa regional.

Sensibilizar com informação

De uma forma geral, segundo João Paulo Mendes, a maior parte das pessoas que visita a área da Ponta de São Lourenço vem de fora. Mas, conforme referiu, passam também por ali muitos madeirenses, em especial durante o fim-de-semana, ou durante o período das férias grandes.
Conforme referiu, há também muitos estudantes que realizam passeios até àquela área, como foi o caso do dia em que JORNAL da MADEIRA se deslocou até à “Casa do Sardinha”, onde encontrámos um grupo de alunos da Escola da Torre, em Câmara de Lobos.
Os visitantes querem saber, normalmente, algumas curiosidades sobre aquela área. Uma das coisas que desperta muito interesse, sobretudo entre as camadas mais jovens, é a tarântula. E, normalmente, a pergunta é feita com alguma admiração: “mas... há tarântulas aqui?...”. A resposta, normalmente, procura tranquilizar os visitantes, com um: “sim... mas elas só saem debaixo das pedras à noite e são mais pequenas que aquelas que muitas vezes aparecem na televisão”.
Mas, para além das tarântulas e de uma série de outros animais, a zona da “Casa do Sardinha” possui, actualmente, 154 plantas distintas, a maior parte das quais na Ponta de São Lourenço (138) e as restante no ilhéu no Desembarcadouro. De realçar, entre estas, a “perpétua de São Lourenço”, que só existe naquela zona.

Dois vigilantes na “Casa do Sardinha”

De acordo com o responsável pelos vigilantes da natureza, Marco Camacho, neste momento, o serviço na zona da Ponta de São Lourenço é assegurado por equipas de dois profissionais, havendo um terceiro elemento que rende e substitui durante os períodos de férias e folgas.
Conforme referiu, a missão dos vigilantes é a de preservar e assegurar que é preservada a natureza, cabendo-lhes, para além do papel de “vigiar”, uma outra função, que é a de informar os muitos turistas que por ali passam e pedem informações, quer sobre a fauna, quer sobre a fauna local.
De uma forma geral, tal como nos referiu Marco Camacho, os vigilantes da natureza estão preparados, do ponto de vista da sua formação, para dar todas as informações relacionadas com o Parque Natural da Madeira, que não se circunscreve, neste caso, apenas à zona da Ponta de São Lourenço, mas a outras áreas protegidas, como as ilhas Desertas, ou as Selvagens, mas também sobre a laurissilva.
Quanto às perguntas mais frequentes, Marco Camacho diz que os visitantes procuram saber, muitas vezes, pequenas curiosidades que a informação existente ao longo possa ter suscitado.
Em seu entender, basta que o visitante esteja um pouco atento à informação que é facultada ao longo de todo o trajecto para, ao chegar à “Casa do Sardinha”, já saber um pouco mais sobre aquela área, nomeadamente, os seres vivos que ali existem, mas também algumas curiosidades ao nível geológico, entre outras informações.

Ponta de São Lourenço regista mais de uma centena por dia

Cristina Medeiros, responsável pela área da Ponta de São Lourenço, diz que, por dia, em média, passam mais de uma centena de pessoas na vereda da “Casa do Sardinha”.
Os dias com maior frequência são, sobretudo, ao fim-de-semana, um dado que poderá ser explicado pelo maior número de madeirenses que aproveita os fins-de-semana para fazerem uma caminhada até aquela extremidade da Madeira.
Segundo referiu, a maior parte dos visitantes que fazem aquele percurso não é da Madeira, são turistas que procuram uma vereda relativamente simples e de curta duração, dado que aquele trajecto poderá ser feito em menos de uma hora a pé.
Um outro dado assinalado por Cristina Medeiros e que comprova, de alguma maneira, que a maior parte dos visitantes é “forasteiro” é o facto de que os dias com menor número de caminhantes na vereda da “Casa do Sardinha” ser às terças e quintas-feiras, precisamente, os dois dias em que é também sabido que há maior número chegadas e partidas à Região no Aeroporto Internacional da Madeira.
De uma forma geral, e para quem conhece aquela vereda, desde que esteja bom tempo, facilmente nos cruzamos com turistas a fazer aquela vereda. A maior parte casais, alguns com filhos, mas em grupos mais pequenos que aqueles que encontramos noutros percursos pedonais, como o Caldeirão Verde, ou o Pico Ruivo.

Cristina Medeiros, responsável pela área da Ponta de São Lourenço, afirma que a maior parte dos visitantes que fazem a vereda da “Casa do Sardinha”, até ao Centro de Recepção da Ponta de São Lourenço, não é da Madeira, são turistas que procuram uma vereda relativamente simples e de curta duração, dado que aquele trajecto poderá ser feito em menos de uma hora a pé.

Fonte: Jornal da Madeira online

Caturritas argentinas invadem cidades da Europa

Cientistas espanhóis alertam para necessidade de se controlar a reprodução da ave, antes que se transforme numa praga.

Importada como animal de companhia, a caturrita argentina transformou-se numa verdadeira praga em muitas cidades da Europa. Em Lisboa já foram avistados vários casais, mas Barcelona é a capital europeia com maior número de exemplares - calculam-se que 2500 vivam nos seus jardins, uma colónia que, sem predadores naturais, cresce a um ritmo de 8% ao ano.

De aparência simpática, com uma chamativa plumagem verde e bico amarelo, a Myiopsitta monachus, além de ser extremamente ruidosa, é um invasor que constitui uma ameaça para as aves locais... e até para algumas árvores.

Edificam os seus enormes ninhos, que chegam a pesar 150 kg, no alto das copas, destruindo a vegetação e muitos ramos, que acabam por ceder ao peso e cair, colocando em perigo os transeuntes.

As palmeiras são as árvores preferidas, mas não hesitam em fazer a sua casa em ciprestes, pinheiros ou mesmo em torres de alta tensão.
Antes de se proibir a sua importação, as caturritas argentinas eram muito baratas comparativamente a outras aves exóticas... mas, como são barulhentas e até agressivas, os seus proprietários acabavam por soltá-las. A capacidade de comer quase tudo, desde erva a sementes, frutos e até pão, contribuiu para a sua proliferação.

Especialistas espanhóis alertam que, se não se actuar rapidamente, avançando com programas de erradicação de ninhos, controlo de reprodução ou mesmo de eliminação de algumas aves, a caturrita argentina vai transformar-se numa praga. Eventualmente com perigo para a saúde.

Fonte: Diário de Notícias

Javali: Banhos de Lama estão de novo na moda


Foi caçado quase até à extinção, mas o javali está de volta... graças às reservas de caça. Não se sabe ao certo qual o número exacto, mas os especialistas dizem que deverá ter triplicado nos últimos 20 anos. E é frequente vê-lo a chafurdar na lama nas terras do Alentejo.

Quando o javali mergulha na lama e se ouve dizer que está a chafurdar, a expressão pode sugerir um comportamento pouco ortodoxo, pelo menos, aos olhos dos humanos. Mas o que mais parece um fetiche das horas vagas, ou seja, quando não está a comer, é bem mais do que isso. O javali precisa dos banhos de lama como se de uma necessidade fisiológica se tratasse. E até nas relações com o resto da comunidade desta espécie, mesmo à hora de acasalar, o ritual perfila-se como "sublime".

A primeira função destes curiosos, se bem que aparentemente pouco higiénicos, banhos de lama visa regular a temperatura do corpo desta espécie, sendo das poucas que não transpiram, devido ao tipo de glândulas sudoríparas atrofiadas. Sobretudo nos meses de Verão, o animal chega a atingir temperaturas corporais elevadíssimas, quase incompatíveis com a sua própria sobrevivência, ameaçada de uma fatal desidratação, que já se encarregou de roubar algumas vidas.

João Vilela já sentiu na pele o desespero de "javalis em brasa", como os adjectiva, quando no Verão de 2005, na sequência de uma seca feroz e perante temperaturas de 40 graus, se deparou com quatro animais deitados sobre melancias, melões e tomates esmagados numa pequena quinta de que é proprietário na Vidigueira. Num trabalho de equipa, derrubaram uma cerca, com perto de dois metros de altura para chegarem às hortifrutícolas.

"É verdade que estavam a comer também, mas percebia-se que a sua intenção era refrescarem-se, porque se deitavam no chão, procurando com o corpo criar alguma lama com o sumo dos frutos", recordou, tendo ficado a saber depois que alguns vizinhos da zona - onde a espécie abunda - assistiram a cenários idênticos, justamente porque a falta de água deixou a serra do Mendro (entre Vidigueira e Portel) completamente seca.

Além deste quadro mais radical, os banhos de lama têm ainda um papel de relevo nas relações sociais entre os javalis, funcionando mesmo como sedução (ou será afrodisíaco sexual?) na época do cio, levando a que a partir de Novembro apenas os machos adultos vão "chafurdar" na lama, para garantirem a manutenção dos respectivos odores corporais, com recurso à criação de uma camada de barro bem agarrada ao pêlo.

Os historiadores falam de um animal muito antigo, que vai muito para lá dos anos dourados da banda desenhada em que Obélix não os dispensava na mesa. Muito antes já o javali era desenhado pelos homens das cavernas, não só pelo sabor suculento, mas também porque representava agressividade, bravura e rapidez.

Pode não parecer, levando em conta os mais de 100 kg de peso, mas este animal atinge velocidades loucas, correndo em linha recta, e é um exímio nadador, o que lhe permite cruzar ribeiros à procura de comida, utilizando a força do focinho para derrubar cercas e até levantar pedras cravadas no solo. É aqui que este peculiar apreciador de lacraus encontra alimento, graças ao seu olfacto e audição apurados.

Fonte: Diário de Notícias

Algejur: Baleia-anã dá à costa na praia de Odeceixe


Animal, encontrado já morto pelos banhistas, media mais de sete metros de comprimento e pesava nove toneladas.


Uma baleia com mais de sete metros de comprimento e nove toneladas de peso foi encontrada morta, ontem, cerca das 08.00 horas, na zona da rebentação marítima na Praia de Odeceixe, situada no concelho de Aljezur. Desconhece-se, para já, a origem do sucedido. A carcaça do animal acabou por ser removida, sob o olhar de vários populares, ao início da tarde por uma retroescavadora da câmara municipal.

Trata-se uma "baleia-anã, Balaenoptera acutorostrata, que é comum na costa portuguesa", disse ao DN Élio Vicente, biólogo do parque Zoomarine, em Albufeira. Em 2010, já surgiram em várias praias do País mais de dez baleias deste tipo, sendo no Inverno quando dão mais à costa.

As mortes, de acordo com aquele especialista, podem resultar muitas vezes por "atropelamento ao serem atingidas por embarcações de grande calado, veleiros, sem que quem quer que seja se aperceba" da presença dos animais. "Podem sofrer pancadas na zona dorsal e ficar com costelas fracturadas", observou Élio Vicente.

Segundo o relato dos banhistas, o animal foi avistado pela primeira vez "por volta das 08.00 da manhã", quando "aparentava estar encalhada nas rochas", contou Miguel Correia à Lusa. A ondulação acabou por arrastar a baleia para o areal, onde banhistas e a Protecção Civil confirmaram que "já estava morta, [tendo] talvez tenha sido atingida pelas hélices de um navio", sugeriu Daniel Sousa, outro banhista.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 3 de julho de 2010

À espera de crias de palanca-negra-gigante na Cangandala

Investigador luso-angolano lançou projecto para salvar a espécie.

Há oito anos, havia quem garantisse que a palanca-negra-gigante (Hippotragus niger variani), que tem os maiores cornos entre todas os antílopes, e que só existe em Angola, estava extinta. Mas o investigador luso-angolano Pedro Vaz Pinto acreditou que não, que ainda haveria exemplares na natureza. Por isso foi à procura deles e conseguiu encontrá-los. Agora está envolvido num projecto para a sua conservação e num estudo genético para traçar a sua história recente.

A caça durante décadas para obter troféus únicos - cornos que chegam a atingir metro e meio de comprimento -, a guerra civil, a caça furtiva organizada para abastecer tropas e comércios clandestinos, a par de toda a desordem que os combates implicam, poderiam ter ditado o fim da emblemática espécie, menos de cem anos depois da sua descoberta, em 1916. Mas isso afinal não aconteceu e, dois anos depois de iniciar a sua busca no terreno, a equipa de Pedro Vaz Pinto conseguiu finalmente fotografar um exemplar. Foi a primeira imagem obtida em 20 anos, no Parque Nacional da Cangandala (PNC), perto de Malanje, 450 quilómetros a leste de Luanda, um dos dois únicos locais onde existe esta espécie endémica de Angola. O outro é a Reserva Integral do Luando (RIL), a uma centena de quilómetros para sul da Cangandala, entre Malanje e o Bié.

Mas essa primeira fotografia foi apenas o início de uma aventura que pode resultar já este ano nas primeiras crias de palanca-negra-gigante no Parque da Cangandala em muitos anos. "Ficaria desapontado se não tivéssemos crias até Outubro", confessa o investigador.

Pedro Vaz Pinto nasceu em Luanda, há 42 anos, e aos três veio para Portugal. Aqui cresceu e estudou engenharia florestal, no Instituto Superior de Agronomia, mas África foi mais forte. "Voltar a Angola era uma inevitabilidade", diz ao DN.

Voltou em 2000, ainda antes do final da guerra, como especialista em ecologia, para o Parque da Kissama. Depois a palanca-negra-gigante impôs-se. Outra inevitabilidade. "Foi como um íman", explica. "É um animal de uma beleza incrível, muito raro, um ícone do país".

Como investigador da Universidade Católica de Angola, Pedro Vaz Pinto lançou então um projecto para avaliar o estado da espécie. Mas primeiro era preciso perceber se ela ainda existia.

Entre 2003 e 2005 o investigador e a sua equipa percorreram o parque da Cangandala, que tem 63 mil hectares, e perceberam por vestígios indirectos - excrementos e rastos de passagem - que a palanca-negra-gigante ainda andava por ali.

Em 2004 instalaram câmaras ocultas, accionadas por infravermelhos e, no ano seguinte, foram finalmente recompensados. À alegria acabaria, no entanto, por seguir-se um choque e uma sensação de incerteza.

As observações posteriores mostraram que na Cangandala não restava mais do que uma manada com nove fêmeas e nenhum macho. Por causa disso, as fêmeas há muito que estavam a cruzar-se com uma outra espécie completamente diferente, a palanca-vermelha (Hippotragus equinus), que ocorre por todo o país, e a gerar animais híbridos e subférteis.

Estes, em número de 12, suplantavam já os exemplares puros da espécie e eram a demonstração perfeita de como este animal estava à beira do fim.

"Este cruzamento da palanca- negra-gigante é uma situação extrema", explica Pedro Vaz Pinto. "Até hoje", adianta, "era conhecido um único caso de híbrido entre palanca-negra-vulgar e palanca-vermelha, no Parque Kruger [África do Sul] e nós identificámos 12 casos". Sem machos na manada, as fêmeas da Cangandala só poderiam reproduzir-se dessa forma.

Era preciso agir depressa e a única hipótese era encontrar um macho na reserva de Luando e levá-lo para o parque da Cangandala. Mas, em 2008, desconhecia-se virtualmente quantas palancas-negras-gigantes haveria nos 828 mil hectares da reserva, e foi preciso lançar essa busca. Iniciou-se então uma corrida contra o tempo, para tentar salvar esta espécie criticamente ameaçada.

Em Maio e Junho do ano passado, a equipa coordenada por Pedro Vaz Pinto já tinha identificado na reserva de Luando as áreas potenciais da palanca-negra-gigante , mas ainda não tinha encontrado nenhuma manada. Isso acabou por acontecer em Agosto. Ao longo de três semanas, os investigadores conseguiram capturar oito machos. Um deles foi transportado de helicóptero para o parque da Cangandala, os outros foram marcados e receberam sistemas de telemetria para serem monitorizados na natureza.

Entretanto, na Cangandala, o macho de Luando e as nove fêmeas foram isolados em 400 hectares vedados, que serão em breve alargados a três mil. As primeiras crias estarão para nascer.

"Penso que chegámos a tempo", diz Pedro Vaz Pinto, consciente no entanto, de que o perigo ainda não passou. Ao todo, no parque e na reserva, não chegarão hoje a cem as palancas-negras-gigantes. Nos anos 70 do século XX havia cerca de dois mil. Ou seja, de então para cá, desapareceram 95 por cento destes animais.

Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Boletim "GUARDAPARQUES" nº 100, Edição de Julho de 2010


Já está disponível o Boletim "Áreas Naturais Protegidas ... e GuardaParques" nº 100 de Julho de 2010, com a edição de Daniel Paz Barreto. Muita informação relacionada com a comunidade mundial de Vigilantes da Natureza.




Greenpeace pede moratória que impeça a pesca no oceano Árctico


A Greenpeace pede uma moratória internacional que mantenha o oceano árctico fora das trajectórias pesqueiras. A organização ambientalista faz o pedido depois de uma expedição ao Árctico onde documentou os ecossistemas marinhos.

“A Greenpeace pede protecção imediata destas águas até que seja adoptado um regime de gestão internacional que protege efectivamente o oceano Árctico,” explica Frida Bengtsson, da campanha dos oceanos da Greenpeace Nórdica. A regressão dos gelos tem permitido, segundo um comunicado da organização, os grandes arrastões aventurarem-se pelo mar que está cada vez mais liberto.

“Qualquer pescaria que esteja a emergir neste oceano deve ser imediatamente proibida até que a comunidade científica tenha oportunidade de investigar este ecossistema e a forma como está a ser afectado pelas alterações climáticas”, defende a organização.

Segundo a Greenpeace, estes mares podem servir de viveiros para as espécies como o bacalhau que está em perigo. “Com os cientistas a alertar para o colapso iminente da maioria dos stocks de bacalhau existentes, é fundamental proteger o último refúgio desta espécie dominante no mercado de peixe português, recusando o peixe proveniente deste território ou bacalhau que tenha sido capturado por arrasto de fundo”, refere Lanka Horstink, responsável pela campanha de oceanos da Greenpeace em Portugal.

Fonte: Publico.pt

Autoridade Florestal, Exército e IFAP reforçam prevenção contra fogos


A Autoridade Florestal Nacional (AFN), o Exército e o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) juntaram-se para reforçar medidas preventivas contra incêndios florestais, com um protocolo envolvendo 520 mil euros e a constituição de 12 equipas de sapadores.

Numa informação hoje divulgada, a AFN explica que, à semelhança de anos anteriores, foi assinado um protocolo naquele sentido, empregando meios do Exército.

Doze equipas de Sapadores do Exército para a Defesa da Floresta Contra Incêndios vão desenvolver acções de patrulhamento, vigilância e sensibilização da população, de prevenção estrutural nas suas áreas base e nos locais estratégicos de estacionamento, de supressão de fogos nascentes em acções de primeira intervenção e de rescaldo e vigilância pós-incêndio.

Cada equipa funciona com duas viaturas militares. Uma está equipada com unidade de combate a incêndios florestais e outra para transporte de pessoal, possuindo meios móveis e rádios para comunicações entre as diversas entidades, explica a AFN.

Estas acções, iniciadas na quinta-feira e a decorrer até 30 de Setembro, são principalmente realizadas nas matas nacionais e perímetros florestais. Estão cinco equipas na região Norte, quatro no Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve.

Este ano, o protocolo abrange também a requalificação de plataformas de circulação com reposição de valetas e beneficiação dos estradões nos perímetros florestais da Serra de Sintra e da Penha Longa, com o apoio da Engenharia Militar do Exército, refere a AFN.

Nestas acções colaboram também outras entidades, como o Parque Natural de Sintra-Cascais e as câmaras municipais de Sintra e de Cascais, disponibilizando mão-de-obra operária e equipamento.

Fonte: LUSA

O último glaciar do Pacífico “está a morrer”, diz cientista

Lonnie Thompson e a sua equipa montaram acampamento no cimo da montanha Punjak Jaya e lá ficaram 13 dias para documentar os efeitos do aquecimento global no último glaciar do Pacífico. Depois do que viu, o glaciólogo que já liderou 57 expedições semelhantes em 16 países diz que o Punjak Jaya “está a morrer”, só lhe restando cinco anos.

Segundo contou o investigador de 62 anos ao “Washington Post”, até o gelo sobre o qual montou o seu acampamento estava a derreter. Além disso, todas as tardes chovia no glaciar com 4884 metros de altitude. Ao fim dos 13 dias de expedição, o gelo à volta do acampamento tinha perdido 30 centímetros.

De acordo com Lonnie Thompson, da Universidade do Estado de Ohio, o glaciar na montanha da Indonésia, Punjak Jaya – a mais alta entre os Andes e os Himalaias - está a perder sete metros por ano. Como a sua profundidade não excede os 32 metros, poderá desaparecer nos próximos quatro a cinco anos. Na verdade, desde 1936, a montanha perdeu 80 por cento do seu gelo; dois terços dos quais desde a última expedição científica no início dos anos 70.

“Trata-se do único glaciar situado no Pacífico, que é o oceano mais quente do planeta. Se ele derreter, a história (destes gelos) vai perder-se para sempre”, contou à agência noticiosa AFP em Jacarta, no final da sua expedição. Thompson sublinha que, por causa da sua localização, o Punjak Jaya poderá dar pistas sobre os padrões climáticos regionais e sobre o que pode acontecer a milhões de pessoas na Ásia. É esta zona que gera o fenómeno El Niño e que influencia o clima desde as monções na Índia até às secas na Amazónia.

“Só espero que não tenhamos chegado demasiado tarde”, disse o investigador. Thompson e a sua equipa vão levar para a Universidade de Ohio amostras de blocos de gelo. “Penso que chegámos mesmo a tempo de salvar um bocadinho da história climática antes de estes glaciares desaparecerem”, comentou o oceanógrafo Dwi Susanto, da Universidade de Columbia. O estudo deste material, que deverá ser publicado em 2011, permitirá avaliar as flutuações das temperaturas no passado, que será útil para compreender melhor as alterações climáticas actualmente em curso.

Um pouco por todo o mundo glaciares como os do Alasca, Alpes e Andes estão a recuar. Agora, o Punjak Jaya entrou para esta lista, depois de anos de desconhecimento científico.

Fonte: Publico.pt

Peixes têm aparecido mortos na barragem de Montargil


Peixes de pequena dimensão, denominados Ablete, estão a aparecer mortos na barragem de Montargil, no concelho de Ponte de Sor (Portalegre), revelou a GNR, que desconhece a origem da mortandade.

“Os peixes estão a aparecer naquela albufeira há mais de uma semana doentes e outros mortos”, disse o major Carlos Belchior, do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).

À partida, segundo o major Carlos Belchior, não há indicações que levem a afirmar que existe algum perigo para a saúde pública.

De acordo com a mesma fonte, a água da barragem encontra-se em “boas condições”, e a mortandade registada cinge-se, unicamente, àquela espécie. “Estão a ser feitas várias análises aos peixes, mas os resultados ainda não são conhecidos”, disse.

Os pescadores que frequentam a barragem de Montargil têm sido avisados pelos agentes do SEPNA que patrulham o local, no sentido de não consumirem aquela espécie de peixe por “precaução”.

Ao longo dos últimos dias, a barragem de Montargil tem recebido, em número superior, a visita de cegonhas e garças, aves que se alimentam desta espécie, mas não há mortes a registar pela ingestão deste alimento.

A espécie Ablete é muito frequente em grande parte da Europa. Este peixe alimenta-se, principalmente, de larvas e insectos que vão caindo na água, de detritos vegetais e também de pequenos moluscos e algas.

Fonte: LUSA

Aves protegidas: BE questiona Governo sobre demolição de muralha em Elvas


O Bloco de Esquerda (BE), pela voz da deputada Rita Calvário, questionou ontem os ministérios do Ambiente da Defesa para saber se não havia alternativas ao período escolhido para a demolição de uma muralha em Elvas, onde nidifica umas das maiores colónias de andorinhão-preto do sul de Portugal.

A deputada considera “importante” perceber os motivos que levam o Ministério da Defesa a querer avançar com esta demolição e saber que medidas vai o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) adoptar para minimizar os impactes das obras de demolição sobre esta comunidade de aves.

Em causa estão cerca de 300 casais de andorinhões-pretos (Apus apus) que, neste momento, estão em nidificação numa muralha antiga da Igreja de São Paulo. Por razões de segurança, o Exército (responsável pelo imóvel) decidiu demoli-la, alegando que existe perigo para a segurança pública. A situação foi denunciada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

O ICNB comprometeu-se a tentar recuperar algumas das aves e levá-las para centros de recuperação de animais selvagens.

Fonte: Publico.pt

No âmbito das Jornadas Parlamentares, a APGVN reuniu com “Os Verdes”

No âmbito das Jornadas Parlamentares do Partido Ecologista “Os Verdes” que versaram sobre o tema “Biodiversidade e Conservação da Natureza”, a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza foi convidada a participar numa reunião na sede da organização política.

O Deputado José Luís Ferreira acompanhado de cinco elementos do Partido Ecologista “Os Verdes” recebeu a representação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza constituída por três elementos.
Foram debatidos os temas que preocupam os Vigilantes da Natureza e que se arrastam há décadas sem resolução à vista.

Foi apresentada a preocupação que neste momento afecta grandemente os Vigilantes da Natureza e que está ligada com a ausência de regulamentação do vínculo de nomeação definitiva à função pública de acordo com a Lei 12 A.

Debateu-se a abertura de concurso para provimento de 5 lugares para a carreira de Vigilante da Natureza, que não irá resolver a necessidade do reforço urgente do número de efectivos. Denota-se uma grande falta de sensibilidade por parte dos promotores do concurso ao colocarem um só Vigilante da Natureza no Parque Natural do Douro Internacional, o que põe em causa as mais elementares regras de segurança quando da actividades de vigilância, fiscalização e monitorização.

Salientou-se o facto de que no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade ser notória a escassez de Vigilantes da Natureza, sendo no entanto nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR´s) e nas Administrações de Região Hidrográfica (ARH’s) uma situação muito mais grave.

Chamou-se a atenção de que tanto nas CCDR´s como nas ARH´s se implementou o impedimento efectivo do exercício cabal das funções atribuídas aos Vigilantes da Natureza através da imposição do número de saídas de campo para fiscalização e ainda a obrigação de que as acções a desenvolver sejam efectuadas por um só elemento de forma a poupar nas despesas, mesmo que tal acarrete e coloque em risco a integridade física do profissional.

Referiu-se a necessidade da criação de um departamento ministerial que abranja todos os Vigilantes da Natureza.

Reportou-se a urgência do reconhecimento profissional da carreira de Vigilante da Natureza por parte da tutela.

Solicitou-se a intervenção de “Os Verdes” para que proponha a alteração do que foi publicado no Decreto-Lei n.º 254/2009, de 24 de Setembro, que instituiu o Código Florestal.
O referido diploma, no seu artigo n.º 38 refere-se aos Vigilantes da Natureza de uma forma que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) considera vexatória já que estes são designados como meros auxiliares das forças de segurança, durante acções de fiscalização que aquelas empreendam, mesmo que dentro de áreas protegidas e matas nacionais sob jurisdição do ICNB, e surgem subalternizados quer às demais autoridades administrativas e de segurança, e sobretudo de forma que se considera desprimorosa e intencionalmente desvalorizativa quando surgem posicionados depois dos agentes de recursos florestais (figura inexistente fora do papel) e dos sapadores florestais.

Em anteriores diplomas legais de diversos sectores os Vigilantes da Natureza são colocados ao mesmo nível de outras forças fiscalizadoras, nomeadamente policiais, embora geralmente designados por letra minúscula, e assistiram a uma crescente desvalorização da sua referência que culminou na omissão constante nos estatutos e lei orgânica do ICNB.
Ora os Vigilantes da Natureza existem desde 1975 como agentes administrativos e em certas circunstâncias são equiparados a agentes de polícia, no uso das suas competências legais e para dar cumprimento às competências do ICNB, nomeadamente enquanto Autoridade Nacional de Conservação da Natureza, de que os Vigilantes da Natureza são órgão de fiscalização.

A APGVN congratula-se pelo facto do partido Ecologista “Os Verdes” reconhecer nos Vigilantes da Natureza o garante da Biodiversidade e Conservação da Natureza.

Notícia APGVN

Museu do Mar Rei D. Carlos - Divulgação do Prémio do Mar Rei D. Carlos/2010

A Câmara Municipal de Cascais institui o Prémio do Mar Rei D. Carlos, pretendendo deste modo homenagear o estadista a quem a vila muito deve, e simultaneamente, o oceanógrafo e homem do mar que o monarca foi.

O Prémio do Mar Rei D. Carlos, de periodicidade anual, contemplará alternadamente trabalhos de investigação sobre a História Marítima, e estudos científicos no âmbito da Vida e Ambiente nos Oceanos.

Em 2010 o Prémio está aberto a trabalhos sobre Vida e Ambiente nos Oceanos.

Os trabalhos apresentados terão de ser inéditos, não sendo aceites os estudos e trabalhos encomendados por outras instituições, públicas ou privadas, cujos direitos de autor se encontrem registados por essas instituições.

Ver Regulamento

ALDEIA: Workshop de Construção de Caixas-ninho e Comedouros


Workshop: Construção de Caixas-ninho e Comedouros
23 a 25 de Julho de 2010
Gouveia
Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira


Mais Informações aqui!

Ao longo dos anos as aves têm sofrido uma grande pressão devido ao desenvolvimento e expansão humana, levando a uma fragmentação dos seus habitats e consequente diminuição e mesmo destruição de locais de nidificação, sendo esta uma das causas para a diminuição das populações de algumas espécies de aves. Esta diminuição não só é obviamente negativa para as espécies em causa como também para nós, pois muitas destas espécies são uma grande ajuda no combate de algumas pragas, como p.e. insectos e roedores. Uma das formas de apoiar a conservação destas espécies poderá passar pela colocação de caixas-ninho, potenciando assim a sua reprodução. De uma outra forma, mas também com o objectivo de apoiar a conservação de algumas espécies, a colocação de comedouros no Outono/Inverno ajudam também algumas aves a alimentarem-se numa altura do ano em que o alimento escasseia. Neste sentido, o Projecto BARN do CERVAS em conjunto com o Parque Ecológico de Gouveia estão a organizar um workshop de Construção de Caixas-ninho e Comedouros para aves com o objectivo de ensinar e encorajar todas as pessoas a construir e colocar caixas-ninho e comedouros nos seus jardins de forma a promover a biodiversidade não só das nossas áreas rurais, como também das cidades.


Programa

23 de Julho (Sexta-feira)
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira

17:00 – Abertura do secretariado e recepção dos participantes
18:00 – Abertura, apresentação do curso e das entidades organizadoras
19:30 – Encerramento dos trabalhos

24 de Julho (Sábado)
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira

09:00 – As Aves à nossa volta (Teórica)

Identificação;
Biologia;
Conservação;
Curiosidades.

09:45 – Comedouros para aves (Teórica)

Desenho;
Construção e colocação;
Monitorização.

10:30 – Pausa para café
11:00 – Caixas-ninho (Teórica)

Desenho;
Construção e colocação;
Monitorização.

12:30 – Pausa para almoço
14:00 – Desenho e Construção de caixas-ninho e comedouros (Prática)
19:30 – Jantar convívio
21:00 – Projecção de documentário

25 de Julho (Domingo)
Local (Ponto de Encontro): Câmara Municipal de Gouveia

09:30 – 12:30 – Saída de campo pelo concelho de Gouveia *

Visita aos habitats típicos das diferentes espécies de aves que poderão utilizar as caixas-ninho e comedouros;
Colocação de caixas-ninho e comedouros;

12:30 – Almoço no campo *
14:30 – Visita ao CERVAS e Parque Ecológico de Gouveia
17:00 – Encerramento do curso

* As actividades poderão ser alteradas em função das condições meteorológicas.




Formadores

Samuel Duarte de Sousa
Licenciado em Biologia pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. Projecto de final de curso com o tema “O efeito neurotóxico do alumínio”. Estagiário voluntário do CERVAS desde Setembro de 2008 a Dezembro de 2009. Actualmente em estágio profissional na Câmara Municipal de Gouveia, na organização de actividades na área da biologia e na dinamização e divulgação do Parque Ecológico de Gouveia.

André F. O. Aguiar
Licenciado em Biologia e Mestre em Ecologia, Biodiversidade e Gestão de Ecossistemas pela Universidade de Aveiro. Trabalho de final de licenciatura realizado no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) com o tema: Distribuição de Aves de Rapina Nocturnas (Strigiformes) no PNPG. Tese de mestrado realizada em Gouveia com o tema: Populações de Strix aluco e Otus scops em áreas agro-florestais. Colaborador da ALDEIA e CERVAS, actualmente colabora na co-coordenação do Projecto BARN - Conservação e estudo da distribuição e ecologia de aves de rapina nocturnas.

A. Lúcia M. Lopes
Licenciada em Biologia em 2008 e Mestre em Ecologia, Biodiversidade e Gestão dos Ecossistemas em 2010, ambos pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, sendo a tese de mestrado realizada em Gouveia com o título “Distribuição e Ecologia de Athene noctua e Tyto alba em áreas rurais”. Actualmente encontra-se a realizar estágio no CERVAS, na coordenação do Projecto BARN – Conservação e estudo da distribuição e ecologia de aves de rapina nocturnas


Inscrição on-line aqui!

Preços*:

Até 16 de Julho

Sócios da ALDEIA: 25€;
Não sócios: 35€;
Crianças (6-12 anos): 10€.


Após 16 de Julho

Sócios da ALDEIA: 35€;
Não sócios: 45€;
Crianças (6-12 anos): 10€


Nota 1: Esta actividade realizar-se-á com o mínimo de 15 participantes;
Nota 2: Crianças com menos de 6 anos não pagam inscrição;
Nota 3: Em caso de desistência, o valor da inscrição não será reembolsado;

*Inclui:
• Participação no curso, documentação e respectivo certificado;
• Jantar convívio (Sábado, dia 24 de Julho).


Inscrições - MODO DE PAGAMENTO:

- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado para:
ALDEIA. Apartado 126. 6290-909 Gouveia
- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para projectobarn@gmail.com


Contactos:

Parque Ecológico de Gouveia – DLCG
Correio electrónico: parque.ecologico@dlcg.pt
Tel.: 968991007
Projecto BARN do CERVAS
Correio electrónico: projectobarn@gmail.com
Tel.: 912919174

BE avisa Governo que continuam descargas poluentes na bacia do rio Ave


O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território no Parlamento sobre a poluição da bacia hidrográfica do Ave, onde diz que continuam a verificar-se “descargas ilegais”.

A deputada Rita Calvário afirma, em requerimento enviado ao Governo, que “a falta de fiscalização para detectar estes focos de poluição, punir os infractores e evitar a continuidade destas situações é evidente, pois verificam-se casos de descargas ilegais há vários anos nos mesmos locais”.

Rita Calvário constatou a situação, numa visita realizada a um pequeno ribeiro afluente do rio Selho, na rua Potigela, localidade de Pevidém, freguesia de Selho S. Jorge, em Guimarães.

“Existem ainda empresas que não estão a realizar a ligação aos sistemas de drenagem, como foi referido por um dos administradores da Águas do Noroeste, ao BE, por ocasião de uma visita efectuada às instalações da ETAR de Serzedelo II”, afirma.

A parlamentar defende que “também aqui é preciso reforçar a fiscalização junto dessas empresas para assegurar que são realizadas as referidas ligações”.

O BE considera que, “igualmente, para as empresas que optaram por ter sistemas de tratamento próprios dos seus efluentes ou que têm em funcionamento estações de pré tratamento, é necessário garantir que as mesmas cumprem todas as normas ambientais aplicáveis”.

Fonte: LUSA

Eco Veículo bate recorde ibérico ao percorrer 2.427 Km com um litro de gasolina


Um veículo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) conseguiu percorrer 2.427 quilómetros com apenas um litro de combustível, batendo o recorde ibérico de economia de consumo de gasolina.

Na classificação geral do Eco-marathon Youth Challenge UK 2010, prova internacional de eficiência energética que decorreu nos últimos dois dias no Rockingham Motor Speedway, do Reino Unido, aquela equipa portuguesa obteve o segundo lugar da classificação geral.

No primeiro lugar ficou a equipa TIM 05 da Université de Paul Sabatier e do Institute Nationale de Science Appliqué de Toulouse (França), com o equivalente a 3.351 quilómetros com um veículo da categoria etanol. Em terceiro lugar classificou-se o Team Green, do Reino Unido, com um desempenho que equivale a 1.974 quilómetros com um litro, através de um veículo da categoria GPL.

Há um ano o Eco Veículo da FCTUC vencera a mesma prova, conseguindo percorrer 2.307 quilómetros com um litro de gasolina, revelou Pedro Carvalheira, professor universitário e coordenador do projecto.

Para a melhoria da performance contribuiu o trabalho de afinação do motor, com as alterações dos tempos de injecção e dos instantes de ignição do motor, e os resultados dos testes para encontrar a temperatura óptima para a cabeça e o cárter, explicou.

Segundo Pedro Carvalheira, foi igualmente introduzida uma nova bateria de iões de lítio, similar às utilizadas nos computadores portáteis e pelos veículos eléctricos da nova geração.

Também o chassis foi melhorado, com a diminuição de um quilograma, contribuindo também para o êxito a perícia da pilota, Ana Rita Lopes, uma estudante da Faculdade de Economia de Coimbra com 42 quilos de peso, e que se submeteu ao longo do ano a uma preparação teórica e de condução.

Na edição deste ano da Shell Eco-marathon Youth Challenge UK participaram 52 equipas de países como a França, Alemanha, Suíça, Itália e Espanha, com veículos de motor a gasolina, diesel, GPL (Gás de Petróleo Liquefeito), E100 (100 por cento de Etanol), GTL (Gás To Liquid), na categoria FAME (Fatty Acid Methyl Ester = Biodiesel), na classe solar e de demonstração.

O Eco Veículo, é um projecto desenvolvido por professores e alunos do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, em parceria com várias instituições. Serve para os alunos aplicarem na prática os conhecimentos académicos adquiridos, e para constatarem os resultados das opções tomadas, explicou Pedro Carvalheira.

Fonte: LUSA

Finlândia aprova construção de dois novos reactores nucleares

O Parlamento finlandês autorizou hoje a construção de dois novos reactores nucleares, exigidos pelo Governo - para ajudar o país a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa – mas criticados pelos defensores do Ambiente.

A nova primeira-ministra Mari Kiviniemi saudou este sentido de voto que lhe vai permitir aumentar a produção de energia nuclear do país. “É uma das decisões mais importantes do meu Governo porque isso vai melhorar, verdadeiramente, a competitividade da Finlândia, criar novos postos de trabalho e aumentar o crescimento do PIB”, disse Kiviniemi.

A companhia TVO deverá construir o seu quarto reactor em Olkiluoto (no Sudoeste), enquanto a Fennovomia vai instalar o seu em Pyhäjoki ou Simo, no Norte do país. Esta empresa quer começar a construir o reactor em 2014, a fim de produzir electricidade em 2020.

Cada projecto foi avaliado por votos de consciência e não partidários. O projecto da Fennovomia foi aprovado com 121 votos favoráveis, 71 contra e duas abstenções, enquanto o da TVO recebeu 120 votos a favor, 72 contra e duas abstenções.

“Estou muito decepcionada”, comentou a ministra do Trabalho Anni Sinnemäki, que também dirige o partido os Verdes. “Penso que um resultado contrário (um “não” dos deputados aos dois projectos) teria sido melhor para a Finlândia”. Tanto mais que, acrescentou, a população finlandesa é maioritariamente contra o nuclear. “Isto mostra o fosso que existe entre a população e os decisores”.

Mas mesmo a própria Kiviniemi, antes de ser primeira-ministra, era contra o nuclear. Acontece que hoje “estamos obrigados a atingir um nível de produção de 38 por cento de energias renováveis. Lutamos contra o aquecimento global e devemos utilizar a energia nuclear”, comentou.

A Finlândia já tem quatro reactores nucleares, construídos nos anos 70, e está em construção um reactor de nova geração pela Areva e pela Siemens.

Fonte: AFP

10 000 elementos preparados para combate às chamas no arranque da fase Charlie


A época mais crítica em fogos florestais começa hoje com um dispositivo de combate praticamente idêntico ao do ano passado, de cerca de dez mil elementos, apesar de os especialistas temerem um Verão com risco elevado de incêndio devido ao inverno chuvoso.

Durante a fase “Charlie” de combate a incêndios, que começa hoje e se prolonga até 30 de Setembro, estarão operacionais 9985 elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O dispositivo é praticamente idêntico ao do ano passado, registando apenas um aumento de 156 elementos, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

O Ministério da Administração Interna garante que o dispositivo previsto é “o necessário e o adequado” para responder de forma “positiva a este desafio” dos fogos florestais, tendo em conta que a “doutrina” adoptada nos últimos anos “tem um estratégia e uma organização que têm dado resultados”.

Dos quase dez mil elementos que compõem o dispositivo fazem parte bombeiros voluntários e profissionais, sapadores florestais, equipas da Força Especial de Bombeiros “Canarinhos”, Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR e Equipas de Intervenção Permanente, contando ainda com o apoio do Exército, associação de empresas do sector papeleiro e de celulose, brigadas do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) e Equipas de Vigilância e Ataque Inicial.

Este dispositivo é coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional (CNOS) e Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Os meios aéreos disponíveis incluem 35 helicópteros e 16 aviões. Dos 56 aparelhos, nove são meios do próprio Estado, sendo os restantes alugados.

O dispositivo tem um custo de 103 milhões de euros, semelhante a 2009, segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

Especialistas já afirmam que o inverno chuvoso e rigoroso que se registou em Portugal, alternando com altas temperaturas na Primavera, poderá aumentar o risco de incêndios florestais neste Verão.

O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) indica que entre 1 de Janeiro e 15 de Junho arderam 2700 hectares de floresta, enquanto no mesmo período do ano passado já tinham ardido 19.241, representando uma diminuição de 85 por cento.

Fonte: LUSA

Maia Business Center: Centro de Negócios da Sonae certificado

Ao longe, pode parecer só mais um edifício. Mas, ao perto, e lá dentro, deve dizer-se que, para já, é o único da Península Ibérica a receber a mais alta distinção, em termos de certificação de projectos sustentáveis na área imobiliária: o nível gold da certificação LEED (Leadership in Energy & Enviromental Design).

Trata-se do Sonae Maia Business Center, um edifício de 13.500m2, que custou 15 milhões de euros e que se destina a escritórios das empresas do universo Sonae. Aliás, segundo o chairman, Belmiro de Azevedo, é mais do que isso: um protótipo para uma nova área de negócios para o grupo.

Quando ontem recebeu a certificação, tendo o ministro da Economia, Vieira da Silva, como convidado, Belmiro anunciou a intenção de provar ao país que é possível fazer destes projectos on-time e on-budget e ganhar dinheiro com eles.

O edifício custou cerca de 1,5 por cento mais do que uma construção dita tradicional, mas tem taxas de poupanças de energia e água que rapidamente absorverão o sobrecusto.

Fonte: Publico.pt