sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Renasce a esperança após Audiência com o Grupo Parlamentar do CDS-PP



    A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) foi ontem recebida pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP.
Os Deputados Altino Bessa e Margarida Neto e o Assessor do Grupo Parlamentar Nuno Gi evidenciaram o domínio das temáticas relacionadas com a vigilância, fiscalização e monitorização do meio ambiente.
Da audiência resultou a troca de ideias e pontos de vista sobre a Conservação da Natureza no nosso país e sobre a acção dos Vigilantes da Natureza.
Os Deputados do CDS-PP expuseram nas suas intervenções uma clara demonstração de objectividade, honestidade e empenho na tentativa de resolução dos assuntos apresentados.

APGVN

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Stop Execution of Assad Taghizadeh, Iranian Park Ranger


    Assad Taghizadeh, an Iranian park ranger employed by Iran's Department of Environment, was on duty enforcing the national law at Dena preserved Area when confronted a group of 5 armed Illegal hunters who had hunted a wild goat.

According to Mehr News Agency, Illegal hunters fired at the park rangers when they were chased. At which point, Assad fired back at them in self defence, using his licenced firearm, that resulted the death of one of the armed hunters unintentionally.

Mr Taghizadeh was tried for manslaughter in 2007 and found guilty. He was consequently sentenced to Death Penalty and his sentence has been approved by
Iran's supreme court which is feared to take place within the next two weeks in Shiraz.

According to RAHANA, lack of appropriate firearms and legal training for rangers by
Iran's Department of Environment (Employer Liability) could have also contributed to death of the hunter.
Iran's Shria based penal code permits Retribution (Qesas) and this has been demanded by the victim's family however numerous attempts to seek their pardon of Mr Taghizadeh have rendered fruitless.

It is worth mentioning that in the last 30 years, 110 park and forest rangers were killed and 450 others were handicapped In Iran in the line of duty as stated by Iran's Research Institute of Forests and Ranges.

Sources:
RAHANA: http://www.rahana.org/archives/44988

Mehr News Agency: http://www.mehrnews.com/fa/newsdetail.aspx?newsid=1165447

Research Institute of Forests & Ranges: http://rifr.blogfa.com/post-249.aspx

اسد تقی زاده محیط بان ایرانی در سال ۱۳۸۶ دریک درگیری با پنج شکارچی غیر قانونی مسلح در منطقه حفاظت شده دنا که یک کل وحشی را در ارتفاع سه هزار متری شکار کرده بودند، درگیر شد و پس از اینکه شکارچیان مسلح به سمت محیط بانانی که آنها را تعقیب می کردند شلیک کردند، در دفاع از خویش بسوی یک نفر از آنان شلیک نمود که متاسفانه منجر به فوت شکارچی گشت. این محیط بان به جرم قتل غیر عمد، محاکمه و حکم قصاص وی صادر شد که توسط دیوان عالی کشور نیز تایید شد .خطر اعدام وی در ۲هفته آینده در شیراز وجود دارد. با امضای این پتیشن خواهان توقف اعدام، تجدید نظر در پرونده و ابطال حکم غیر منصفانه و غیر انسانی اعدام هستیم.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Reunião com Secretário de Estado: A montanha pariu um rato!


    A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) esperava obter alguns esclarecimentos, por parte do Senhor Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Engenheiro Daniel Campelo, sobre a situação futura dos Vigilantes da Natureza. As expectativas saíram goradas, produzindo uma grande decepção, perante a falta de clarificação das ideias que o Governo tem para a profissão.
Preocupa-nos o conceito de Conservação da Natureza defendido pela tutela, demonstra que têm uma ideia vaga da realidade e do que tem sido feito ao longo dos anos pela protecção da Natureza em Portugal. A dedicação e empenho de todos os que trabalham na protecção da Natureza não é tomada em linha de consideração, para o Governo somos simplesmente números.

APGVN

Asesinado Guardaparque del sistema de Parques de Colombia


    El Ministerio de Ambiente y Parques Nacionales condenan el asesinato de funcionario del Parque Paramillo

    El Ministerio de Ambiente y Desarrollo Sostenible y Parques Nacionales Naturales de Colombia, condenan el asesinato del funcionario Jairo Antonio Varela Arboleda, que se venía desempeñando como guarparque del Parque Nacional Natural Paramillo, ocurrido el día de ayer en el área protegida.
Hasta el momento se desconocen los detalles de cómo ocurrieron los hechos, lo que sí se tiene claro es que se encontraba cumpliendo con sus funciones de guardaparque; sin embargo las autoridades competentes ya fueron notificados del suceso y se encuentran realizando las investigaciones necesarias para clarificar esta penosa circunstancia.
Jairo Antonio Varela Arboleda de 49 años, oriundo del municipio de Carepa Antioquia, estuvo vinculado con el Parque Nacional Natural Paramillo desde 1998 hasta el 2004, y luego del 2009 hasta la fecha.
Para los integrantes de Parques Nacionales, Jairo Antonio era un ser humano excepcional, muy comprometido con la misión institucional, amable, servicial, colaborador y un líder reconocido en la comunidad de Saiza, localizada al interior del Parque Paramillo.
"Parques Nacionales Naturales lamenta profundamente la muerte de nuestro compañero, que falleció en el cumplimiento de la misión institucional, misión que cada día se torna más crítica en el contexto de las condiciones de riesgo que son causadas por el conflicto que vive el país, en las zonas donde se encuentran localizados los Parques Nacionales", manifestó Julia Miranda Londoño, directora general de esta entidad. 
En el transcurso del 2011, este es el segundo caso de fallecimiento de uno de nuestros funcionarios, por este tipo de circunstancias.  En abril de 2011, Jaime Oscar Girón Portilla, que se venía desempeñando como operario del Parque Nacional Natural Serranía de los Churumbelos, murió víctima de las heridas que le ocasionó una mina antipersonal en el departamento del Cauca.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hoje, a APGVN vais ser recebida em audiência por Secretário de Estado

   
    A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza vai ser recebida em audiência pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Engenheiro Daniel Campelo.

Na audiência iremos debater os seguintes assuntos:

  • Situação dos Vigilantes da Natureza que desempenham as suas funções nas Administrações das Regiões Hidrográficas (ARH), nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) perante a reorganização dos Ministérios.

  • A constituição efectiva do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza, estabelecido pelo Decreto-Lei nº 470/99, de 6 de Novembro e legislação anterior que remonta a 1975.

  • Definição de um modelo organizativo hierarquizado, nacional, de tutela única, territorializado, responsável, motivado, valorizado, habilitado e apetrechado para o cumprimento da legislação, para a fiscalização, vigilância, monitorização e salvaguarda dos recursos naturais.

  • Diploma de criação da carreira especial de Vigilante da Natureza (VN), de acordo com as disposições da Lei 12 A (LVCR).

  • Reformulação e revalorização da carreira de Vigilante da Natureza.

  • Criação do Plano Nacional de Vigilância, Fiscalização e Monitorização.

  • Implicações de protocolo com empresa privada firmado pelo ICNB.


No dia 4 de Outubro a APGVN foi recebida em audiência pelo Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” e pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, estando agendada audiência com o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda para o dia 25 de Outubro.
As audições já realizadas foram bastante positivas tendo a APGVN recebido total apoio por parte dos Grupos Parlamentares que irão questionar o Governo sobre a situação dos Vigilantes da Natureza. A APGVN aguarda a marcação de audiências com os restantes Grupos Parlamentares e com a Comissão Parlamentar da Agricultura e com a Comissão Parlamentar do Ambiente.


Presidente do ICNB diz que fusão com AFN pode ser positiva


    O presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, afirmou hoje, em Setúbal, que a junção daquele organismo com a Autoridade Florestal Nacional “pode ajudar a uma maior articulação de políticas”.
“É uma aproximação positiva, porque a conservação da natureza depende, em grande medida, de práticas agrícolas, florestais e cinegéticas”, disse o responsável do ICNB, confrontado com a intenção do Governo de juntar as duas entidades numa futura Direcção-geral das Florestas e Conservação da Natureza.

“É uma medida que poderá melhorar a articulação de políticas e ajudar a ultrapassar algumas dificuldades que têm existido”, acrescentou Tito Rosa, reconhecendo, no entanto, que poderão surgir algumas dificuldades “porque há culturas diferentes e alguns antagonismos”.

A Autoridade Florestal Nacional substituiu a Direção-Geral das Florestas.

Tito Rosa falava à Lusa durante a apresentação da 3.ª edição da Feira Observanatura, que decorre este fim-de-semana na Herdade das Mouriscas, em Setúbal.

A Feira Observanatura, apresentada em cerimónia realizada na nova Casa da Baía, em Setúbal, é um evento que se realiza em plena Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES), numa zona frequentada por milhares de aves de mais de 60 espécies diferentes.

Para o responsável do ICNB trata-se de uma iniciativa que tem vindo a ganhar importância todos os anos e que constitui uma forma de ajudar a compatibilizar o aproveitamento das potencialidades turísticas da região com a conservação da natureza.

“Queremos solidificar este conceito da Observanatura, que, além do birdwatching (observação de aves), é também uma mostra de actividades de turismo na natureza e que projecta a RNES”, disse, assegurando que tem sido fácil dialogar com os principais operadores turísticos da região.

Uma ideia corroborada pela presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, que salientou o empenhamento da autarquia em “promover o aproveitamento das potencialidades turísticas da região e em valorizar um património que tem estado esquecido”.


Fonte: LUSA
Foto: Rui Gaudêncio

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vigilantes da Natureza preocupados com futuro após reestruturação do Ministério


    Os guardas e vigilantes da natureza estão preocupados com o futuro da sua atividade, sem saber em que estrutura serão integrados, depois da reorganização do Ministério da Agricultura e Ambiente, e vão alertar os grupos parlamentares para a situação.

Atualmente, os cerca de 180 profissionais estão distribuídos pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), onde estão 125, pelas administrações de região hidrográfica e pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional.

'Com a decisão de juntar várias entidades do Ministério da Agricultura e Ambiente, não sabemos o que vai acontecer aos guardas e vigilantes da natureza, que não aparecem' nas listas divulgadas, quando foi anunciada a decisão, disse à agência Lusa o presidente da associação que representa o setor.

O responsável da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, Francisco Correia, explicou que estes profissionais seguem a mesma orgânica, mas pertencem a entidades diferentes.

O ICNB ficará integrado na Direção Geral da Conservação da Natureza e Florestas, que também irá agregar a Autoridade Nacional Florestal, e os seus vigilantes deverão manter as mesmas funções nas áreas protegidas.

Mas para os restantes vigilantes 'não é clara' a opção de integração e Francisco Correia referiu 'não se saber como vai ficar a área de fiscalização'.

Na apresentação da reestruturação do Ministério liderado por Assunção Cristas, as duas áreas de fiscalização que existiam - da Agricultura e Pescas e do Ambiente e Ordenamento do Território - passam a ser uma única.

Francisco Correia realçou a preocupação com o futuro da atividade, defendendo que, numa altura de crise económica, o Ambiente é das áreas mais afetadas pelas dificuldades orçamentais. E recordou que, para apostar na proteção da natureza seriam necessários cerca de 400 vigilantes, um número que está longe dos 180 em funções.

A Associação pediu para ser recebida pelos grupos parlamentares e já obteve resposta de Os Verdes e do PCP, estando marcadas reuniões para terça-feira.

Quanto ao encontro pretendido com a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, ainda não tem data prevista, segundo Francisco Correia.

Fonte: Agência LUSA

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Celebra-se hoje o 36º Aniversário da criação do ICNB


   Caros Vigilantes da Natureza, Amigos e Colegas
 
 Celebra-se hoje o 36º Aniversário da criação do ICNB, em 1975 designado Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico e simultaneamente o aniversário da fundação da carreira de Guardas e Vigilantes da Natureza.


Estamos todos de Parabéns os que contribuímos para chegar até aqui, com todos os constrangimentos e adversidades, e no que respeita aos VN com a consciência do esforço constante para manter a missão para além do que as alterações orgânicas permitem;

além disso os VN sabem que em nada contribuíram para a extinção anunciada da entidade que garantia sobremaneira, sobretudo com o esforço pessoal e profissional dos seus membros mais do que dos orçamentos e políticas públicas permitiam, a salvaguarda dos valores naturais, do património natural português e das comunidades humanas associadas aos Parques e Reservas naturais.

Numa época em que ainda pouco se sabe do futuro profissional de todos nós, sabemos que é possível que o Corpo de Vigilantes da Natureza sobreviva ao enterro do ICNB pelo que cabe além de felicitarmos os VN pelo percurso percorrido até aqui, desafiarmos todos para a necessidade de continuar a defesa da missão qualquer que venha a ser a orgânica que seja instalada no lugar do Instituto:

 A carreira de Vigilante da Natureza deve continuar como primeira barreira da sociedade contra as ameaças à destruição dos valores das Áreas Protegidas!

Apresento a todos os companheiros as minhas felicitações por esta data e os votos de boa resistência para continuação do desempenho da missão fundamental dos VN: salvaguardar o futuro dos valores naturais pelo futuro de todos nós!


Um forte abraço,


João Martins

Não estamos a dormir! APGVN sempre na defesa dos VN!

    Companheiros!

    Como é do vosso conhecimento o Governo criou o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, as alterações produzidas, com a junção dos anteriores Ministérios provocou a reestruturação em curso das diferentes instituições existentes, resultando em extinções e fusões de organismos do estado.
A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) perante a indefinição e falta de esclarecimentos acerca da situação dos Vigilantes da Natureza solicitou uma audiência à Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, que remeteu essa incumbência ao Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Engenheiro Daniel Campelo, que até ao presente momento não agendou a reunião. A APGVN também pediu audiências às Comissões Parlamentares de Agricultura e do Ambiente, e aos Grupos Parlamentares.
A reestruturação organizacional, funcional, patrimonial e dos recursos humanos do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território originaram:
A criação da Direcção Geral de Conservação da Natureza e Florestas resultado da fusão da Autoridade Florestal Nacional e do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
A dependência das áreas protegidas, segundo a nova orgânica, das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas.
As ARH’s, assim como as suas competências foram integradas na Agência Portuguesa do Ambiente.
As CCDR’s ficam sob alçada da Direcção Geral do Território.
A criação da Inspecção Geral do MAMAOT que aglutina todos os serviços de inspecção do Ministério.

Com todas estas mudanças registadas aumenta a incerteza quanto ao futuro dos Vigilantes da Natureza. Irá processar-se a integração de todos os Vigilantes da Natureza na Inspecção Geral do Ambiente? Ficarão os Vigilantes da Natureza nos organismos a que pertencem actualmente? Será que finalmente o Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza passa a ser uma realidade?

O Governo não pode ignorar que a carreira de Vigilante da Natureza é transversal a vários organismos do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território (ICNB, CCDR’s e ARH’s), e que temos objectivos e funções comuns.

Perante este cenário de incertezas e muitas dúvidas a APGVN tem-se desdobrado em esforços junto do Governo e dos representantes dos cidadãos na Assembleia da República para que sejamos ouvidos perante as decisões que planeiam e que poderão afectar uma profissão que tem como missão a salvaguarda e protecção da Natureza.

“A conservação da natureza e a protecção das áreas protegidas não se faz apenas com regulamentos e campanhas de sensibilização, da mesma maneira que não se faz cumprir o código da estrada sem as polícias, os Vigilantes da Natureza são de facto imprescindíveis na preservação do Ambiente.”


Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Florestas e Parques Naturais são a mesma coisa?

A recente crise econômica que se instalou na Europa abateu primeiro Grécia e Irlanda. Logo depois atingiu Portugal. Em terras lusas chegou com força, derrubou o Governo socialista e obrigou a administração do país a fechar um acordo de austeridade fiscal e financeira muito rigoroso com a tróica formada pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, para fiscalizar os empréstimos concedidos a Lisboa.

O acordo, reclamam alguns portugueses, é draconiano. Inclui a redução de salários e do 13º do funcionalismo, a demissão de funcionários temporários, o aumento de impostos, o corte nos gastos públicos e a fusão, a venda ou a extinção de muitas autarquias e repartições governamentais.

No bojo dessa última medida, o Governo português recentemete sugeriu reunir o Instituto português da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICN) com a Autoridade Florestal Nacional. O raciocínio é que juntos os órgãos custarão menos aos cofres públicos, pois haverá racionalização de gastos e uso compartilhado de equipamentos.

A medida vem justamente no momento em que o Brasil trilha o caminho inverso, separando cada vez mais o Instituto Chico Mendes do Serviço Florestal Brasileiro. Quem está com a razão, nós ou eles?

Em princípio, unidades de conservação de uso direto e de uso indireto podem ser bem geridas dentro de um mesmo órgão, como é o caso da África do Sul. Entretanto, a vasta maioria dos países que manejam bem suas áreas protegidas, tanto ricos como pobres, têm optado por separar aquelas que têm características extrativistas das de proteção integral. Para citar alguns exemplos que tive a oportunidade de estudar de perto, é assim na Austrália, na Namíbia e em Portugal. Nos Estados Unidos e no Quênia os dois grupos de unidades de conservação não pertencem sequer ao mesmo Ministério.

As atividades de gestão atinentes aos dois grupos são bem distintas. O Grupo extrativista para atingir seus objetivos tem por imperativo o aproveitamento econômico dos recursos ambientais. Seu manejo deve ter um norte sócio-econômico. Tal não é o caso das UCs de proteção integral, onde o principal objetivo não é econômico mas de conservação da biodiversidade. Têm como objetivo secundário proporcionar oportunidades de recreação para a população. Ora, embora os dois grupos façam parte de um mesmo sistema –que no Brasil é o SNUC- são regidos por paradigmas diferentes, têm lógicas administrativas diversas e, por conseguinte, exigem profissionais com treinamentos específicos e díspares.

No Brasil, ambos os modelos já fizeram sentido. Inicialmente, quando da criação do IBAMA não havia um Ministério do Meio Ambiente. Era então aconselhável que o novo órgão tivesse musculatura suficiente para ser capaz de enfrentar os desafios da gestão ambiental,com densidade que o capacitasse a peitar ministérios da área da infraestrutura, mas que fosse também forte o bastante para ser um formulador relevante da política ambiental brasileira. Essa realidade temporal justificou a reunião em só órgão de setores outrossim díspares como a Superintendência de Desenvolvimento da Pesca, a Superintendência da Borracha, o IBDF e a SEMA.

O modelo cumpriu seu objetivo, mas começou a ser anacrônico após a criação do Ministério do Meio Ambiente. Com efeito, a partir daí toda a formulação de políticas deveria ter ido para o Ministério, que é a instância representativa da vontade do povo, através do voto concedido ao Governo do dia, cabendo ao IBAMA somente a execução dessas mesmas políticas. Mas o uso do cachimbo entorta a boca e o tamanho e orçamento do órgão, desproporcionalmente maiores do que os do Ministério ao qual está subordinado, criaram uma competição pela formulação, prejudicial à área ambiental no Brasil.

Cabe ao Ministério, e não ao IBAMA nem ao Instituto Chico Mendes, dar o rumo da política ambiental brasileira e, por conseguinte, zelar para que suas autarquias a implementem de forma coordenada e em sintonia. As autarquias, por sua vez, devem ter corpos de funcionários cada vez mais profissionalizados (evitando-se a ocupação exagerada de cargos em DAS por funcionários extra-quadro) e focados na atividade fim, qual seja a implementação das políticas emanadas do MMA. Cabe sim às autarquias suprirem o MMA com subsídios e opiniões acerca de tais políticas, inclusive com a cessão de servidores, mas nunca a usurpação da prerrogativa.

No caso Português, a discrepância é ainda maior. No Brasil, substancial parte das Florestas é de mata nativa, o que lhes confere grande importância como repositórios de biodiversidade. No caso de nosso irmão d´além mar, a mesma máxima não é verdadeira. Ali a maioria da florestas é constituída por eucaliptais e pinheirais e têm grande importância como geradores de emprego e renda para o país. Colocar sua gestão sob a mesma égide, movido pela pressão da Tróica para enxugar as finanças do Estado, embute o risco de drenar recursos da proteção e gestão ambiental (que não dá lucro) para adubar a atividade florestal, buscando assim melhorar o desempenho da economia como um todo.

O barato arrisca sair caro...


Fonte: http://www.oeco.com.br/blog-palmilhando/25257-florestas-e-parques-sao-a-mesma-coisa

MAMAOT: Mobilidade especial ou rescisões por mútuo acordo


    Assunção Cristas, ministra do Ambiente, diz que ainda está a definir o quadro de pessoal que a reestruturação do ministério vai levar, no entanto não exclui passagem de pessoas para mobilidade especial ou rescisões por mútuo acordo, quando esta for possível para o sector público.
Depois de ter anunciado a reestruturação dos organismos do MAMAOT (Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, em que prometeu uma poupança de cinco milhões de euros, Assunção Cristas diz que agora se está a analisar os procedimentos e aferir a afectação das pessoas. "Não seria honesto se não disser que no limite e no fim do filme possa haver pessoas a ir para a mobilidade especial ou que haja rescisões por mútuo acordo quando isso for possível".

Neste momento está a ser feita a reflexão sobre as "necessidades e estruturas e sobre a forma como precisamos das pessoas". Essa reflexão irá também verificar que edifícios, de um total de 1900 afectos a este ministérios, podem ser libertados, vendidos. Há, disse Assunção Cristas, uma "preocupação de racionalização de espaços e concentração".

O ministério vai juntar as competências do instituto nacional da conservação da natureza com a autoridade das florestas numa única agência. Assunção Cristas diz que pretende, com isso, "aproveitar melhor os recursos e colocá-los mais próximos no terreno, para conseguir uma gestão mais conforme com os objectivos de prevenção, conservação, vigilância e abertura da nossa riqueza natural, para que os parques sejam abertos à vivência das comunidades". O objectivo, conclui, é "ter mais gente no terreno".

Outra da reformulação vai levar à junção do instituto geográfico com a direcção-geral do ordenamento do território. Tal como a junção das competências ligadas à água, ambiente e alterações climáticas numa única agência.

Fonte: Jornal de Negócios




Vigilantes da Natureza recolhem sementes de plantas Endémicas


    É uma acção considerada importante para conservar e alimentar a reserva genética do arquipélago, porque, a flora original dos Açores cedeu terreno a espécies invasoras e, as plantas da Região, estão em autêntico "alerta amarelo".
O que se está a fazer é a recolha das plantas endémicas dos Açores, aquelas que já se encontravam nas ilhas, quando os primeiros povoadores aqui chegaram.
Nos dias de hoje, são raras, devido à actividade humana que tem levado ao seu desaparecimento.
As sementes que agora se recolhem, são guardadas num banco de sementes, servem novos plantios públicos e privados.


Fluviário de Mora vai tentar reprodução em cativeiro do saramugo


    O saramugo, um minúsculo peixe que só existe nalguns afluentes do Guadiana, vai ser alvo de mais uma iniciativa para o salvar do risco de extinção.
O Fluviário de Mora vai tentar a sua reprodução em cativeiro, numa parceria com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

É a primeira vez que o fluviário, inaugurado em 2007, leva a cabo uma iniciativa do género. “A ideia é que se possa fazer a reprodução do saramugo e que se possa depois fazer o repovoamento”, disse ao PÚBLICO José Manuel Pinto, presidente do Fluviário de Mora.

O ICNB vai recolher os peixes na natureza e cedê-los ao fluviário, em número suficiente para constituir um núcleo “que garanta a manutenção da diversidade genética que ainda subsiste nas populações selvagens”, segundo um comunicado hoje difundido.

O projecto será concretizado em instalações já existentes no fluviário, sendo acompanhado por especialistas do Departamento de Biologia da Universidade de Évora e do Centro de Oceanografia da Universidade de Lisboa.

Com apenas sete centímetros de comprimento, o saramugo é uma espécie de ciprinídeo – uma família de peixes onde se integram também as carpas – endémica da bacia do Guadiana, ou seja, só existe ali e em mais nenhuma parte do mundo. As alterações ao seu habitat e a introdução de espécies exóticas tornaram o saramugo num peixe “criticamente em perigo” de extinção, segundo a classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza. Actualmente, existe apenas em determinados afluentes do Guadiana.

Outros projectos de conservação têm procurado salvar o saramugo, como um da organização ambientalista internacional WWF, lançado há cerca de três anos e que procura recuperar o habitat natural daquela espécie na ribeira do Vascão, um dos cursos de água onde ainda é encontrado.
Fonte: Ricardo Garcia/Público

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

COMUNICADO DE IMPRENSA: CONSERVAÇÃO DA NATUREZA



    Política do MAIS POR MENOS põe CONSERVAÇÃO DA NATUREZA em Portugal em perigo!

A LPN - Liga para a Protecção da Natureza enviou hoje carta à Ministra do Ambiente a partilhar as sérias inquietações da associação relativamente ao Plano de Reestruturação do MAMAOT que sugere relativamente à implementação da política e da gestão da Conservação da Natureza em Portugal, dividir as suas competências pela Direcção-Geral da Conservação da Natureza e Florestas, Agência Portuguesa para o Ambiente, a Água e a Acção Climática e as Direcções Regionais de Agricultura e Pescas. A LPN receia que a descentralização das competências na área da Conservação da Natureza levará à incapacidade da implementação de uma estratégia a nível nacional, assim como ao incumprimento de estratégias, directivas e convenções internacionais, para não referir a própria gestão e fiscalização das áreas protegidas que se encontram em situação extremamente fragilizada.Perante a proposta de "fazer mais com menos", a LPN salienta, que neste caso específico, o ICNB já se encontrava subdimensionado para cumprir as suas competências ao nível técnico e humano e lembra a importância do cumprimento das responsabilidades da República Portuguesa no que concerne à implementação de acordos e convenções internacionais (como a Convenção CITES contra o tráfego internacional de espécies ameaçadas, por exemplo).

A LPN questionou a Senhora Ministra com as seguintes questões específicas:
1. Quem fará a gestão da Rede Fundamental de Conservação da Natureza e da Rede Natura 2000?

2. Quem será responsável pela implementação da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade, e das Convenções Internacionais?

 3.Como será coordenada a fiscalização das áreas classificadas (Áreas Protegidas, Sítios e Zonas de Protecção Especial) no território nacional?

4. Dos 554 funcionários do actual ICNB, quantos continuarão efectivamente afectos à gestão da Rede Nacional de Áreas Protegidas e Áreas Classificadas?

5. Quem fará a gestão das áreas marinhas protegidas?

6. Quem será o responsável directo de cada área protegida e interlocutor próximo com as populações e a sociedade civil em geral?

8. Que papel entende o actual Governo que o Estado deve desempenhar na Conservação da Natureza e Biodiversidade?

7. Que fiscalização terá a nova APA, uma vez que o seu modelo de gestão é claramente susceptível a pressões exteriores?   
   
    A LPN vê o momento actual de crise económica como uma oportunidade de se definirem novos paradigmas relativamente ao uso dos recursos do nosso planeta, e em que a importância dada à Conservação da Natureza deveria ter um papel preponderante no desenvolvimento mais harmonioso e na correcção de muitos excessos cometidos no passado. A sociedade civil encontra-se agora numa encruzilhada em que necessita de repensar a utilização e o consumo dos recursos naturais, e portanto é com pesar que a LPN vê desaparecer do ministério do ambiente um instituto que apesar da suas fragilidades, tinha uma papel importante na coesão de uma política de Conservação da Natureza.

Para mais informações:

Carlos Teixeira (Vice-Presidente da LPN): 91 412 17 70
Alexandra Cunha (Presidente da LPN): 96 255 56 85


Lisboa, 23 de Setembro de 2011
A Direcção Nacional da LIGA PARA A PROTECÇÃO DA NATUREZA 
 LPN-Liga para a Protecção da Natureza
Main Office Estrada do Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa. Portugal
Phone:+351-21 778 00 97/   +351-21 774 01 55/   +351-21 774 01 76
Mobile Phone: + 351 964 656 033
Fax: +351-21 778 32 08
E-mail address: lpn.natureza@lpn.pt Webpage: www.lpn.pt 



DIA MUNDIAL DO ANIMAL CELEBRA-SE A 04 DE OUTUBRO



    O Dia Mundial do Animal celebra-se anualmente a 04 de Outubro. A data foi escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha teve em conta o facto do dia 4 de Outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.
Os principais objectivos da celebração do Dia do Animal:
  • Sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies;
  • Mostrar a importância dos animais na vida das pessoas;
  • Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes

Perú: SERNANP reunirá a Jefes y especialistas de Áreas Naturales


    SERNANP reunirá a Jefes y especialistas de más de 70 de Áreas Naturales Protegidas para fortalecer los lineamientos de su nueva política institucional


Como parte de su nueva política institucional el Ministerio del Ambiente, a través del Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SERNANP, encabezado por su Jefe institucional, el Blgo. Sandro Chávez Vásquez, reunirá a partir del próximo 26 de setiembre a Jefes y especialistas de más de 73 Áreas Naturales Protegidas-ANP de todo el territorio nacional con el propósito de fortalecer los nuevos lineamientos de gestión ambiental.
Esta jornada institucional será inaugurada por el Ministro del Ambiente, Dr. Ricardo Giesecke Sara-Lafosse, el mismo que por primera vez se dirigirá al conjunto de los jefes de las ANP, quienes son importantes actores para el cumplimiento de parte de los objetivos del sector ambiente, como es proteger efectivamente las áreas naturales de nuestro territorio promoviendo el desarrollo sostenible y la inclusión social.
Durante la reunión que tendrá una duración de cinco días, y que en su edición 2011, contará además de los Jefes de las ANP, con la presencia de sus respectivos administradores; los nuevos directores y experimentados especialistas del SERNANP expondrán sobre temas técnicos y administrativos de gestión del Sistema de Áreas Naturales Protegidas-SINANPE, tales como biología de la conservación, desarrollo de una gestión unitaria, sistema de información geográfica, entre otros.
Asimismo, uno de los puntos a destacar es que se presentará oficialmente la nueva Unidad de Gestión de Conflictos del SERNANP, recientemente creada con el objetivo de trabajar coordinadamente con las instituciones competentes para ayudar a reducir y prevenir los conflictos socio-ambientales existentes en las áreas protegidas y sus zonas de amortiguamiento.
Los Datos Actualmente, existen 73 áreas naturales protegidas de administración nacional que conservan cerca de 20 millones de hectáreas del territorio peruano, posicionándonos como uno de los países líderes en protección del ambiente y sus ecosistemas. A pesar de que solo se cuenta con un poco más de 500 guardaparques oficiales en esta importante labor.

Gracias a ello, las ANP son reconocidas como importantes herramientas para la mitigación del cambio climático, potenciales destinos turísticos compatibles con la conservación y fuentes de desarrollo económico sostenible, por lo que su gestión se desempeña de manera descentralizada bajo administración del SERNANP, promoviendo la participación ciudadana.

Lima, 23 de setiembre de 2011

Comunicaciones SERNANP

Morreu Wangari Maathai, Nobel da Paz de 2004



    A queniana Wangari Maathai, Nobel da Paz em 2004 pelo seu trabalho em nome do desenvolvimento sustentável, paz e democracia, morreu este domingo aos 71 anos com cancro.
A notícia foi avançada pelo Green Belt Movement, do qual foi fundadora. “É com tristeza que a família da professora Wangari Maathai anunciou a sua morte após uma batalha longa e corajosa contra o cancro”, lê-se numa mensagem publicada no site do movimento da primeira africana a ser laureada com o Prémio Nobel da Paz.

Wangari Muta Maathai destacou-se ainda na década de 70 através do combate ecológico no seu país. O seu trabalho só foi, contudo, reconhecido em 2004 quando a Academia Nobel decidiu distingui-la pela sua “abordagem holística para o desenvolvimento duradouro, que engloba a democracia, os direitos humanos e em particular os da mulher”.

A queniana, divorciada e mãe de três filhos, foi sempre descrita como tendo uma personalidade muito forte e uma grande energia, o que lhe permitiu ser pioneira em África na luta pelo Ambiente, pelos direitos humanos e pela liberdade política. Esta bióloga de formação, foi a primeira mulher da África Central a obter o grau de doutoramento

Wangari Maathai nasceu em Abril de 1940 em Nyeri, no centro do Quénia, tendo sido das poucas crianças naquela época a beneficiar do acesso à educação por insistência do seu irmão mais velho que a inscreveu numa escola católica. Nos anos 60 conseguiu uma bolsa norte-americana que lhe permitiu estudar Biologia no Kansas, tendo depois regressado ao seu país onde foi militante do Conselho Nacional de Mulheres do Quénia na luta pelos direitos das suas concidadãs e onde incitou à plantação de árvores para satisfação das necessidades internas sem danificar mais o Ambiente.

Foi em 1977 que nasceu o seu Green Belt Movement, no âmbito do qual as comunidades locais criam viveiros e plantam árvores em terrenos públicos, zonas florestais degradadas ou em propriedades privadas. Este movimento já plantou mais de 45 milhões de árvores no Quénia para aumentar o coberto florestal do país e restaurar ecossistemas vitais. "Como as florestas têm vindo a desaparecer, as comunidades têm vindo a sofrer de falta de água potável e de quebras nas culturas agrícolas", explica o movimento, no seu site. Assim, o Green Belt pretende "apoiar os esforços de plantação de árvores, ajudando as mulheres e as suas famílias a satisfazer as necessidades básicas, a nível local".

Em 1987, a ideia já tinha ultrapassado as fronteiras do Quénia, através da Pan African Green Belt Network que se estende por países como a Tanzânia, Uganda, Etiópia, Zimbabwe, Lesoto.

“Não se pode proteger o Ambiente sem dar poder às pessoas, informá-las e ajudá-las a compreender que estes recursos [naturais] são delas e que elas os devem proteger", disse Maathai, citada no site do Green Belt Movement.

Maathai dirigiu, ainda, a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e dedicou-se igualmente a combater o regime autoritário do presidente do Quénia naquela época, Daniel Arap Moi – um percurso que fez com que tivesse tido vários incidentes com as forças de segurança e algumas passagens pela prisão. Com a eleição de Mwai Kibaki em 2002, assumiu a pasta de secretária de Estado do Ambiente entre 2003 e 2005.
Fonte: Público

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ministra do MAMAOT apresenta reestruturação e reorganização



    A ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, prevê que a reorganização do ministério poderá permitir poupar ao Estado até 5 milhões de euros.
Para Assunção Cristas o passo dado representa "um bocadinho um arrumar de casa".
"Temos expectativas de poupanças muito significativas no uso dos espaços, libertando alguns espaços para arrendamento ou venda permitindo juntar algumas entidades no mesmo local", justificou a ministra.
A poupança será também conseguida graças à redução dos cargos dirigentes.
A ministra considerou que a preocupação passa pela reorganização e só depois haverá decisões sobre o que se pode fazer em termos de "eficiência" dos recursos humanos.
"Esse é um desafio para os dirigentes: olhar para a nova orgânica e saber como podemos fazer melhor com menos pessoas", salientou em conferência de imprensa que decorreu no ministério, no Terreiro do Paço.
Na nova orgânica do MAMAOT, os serviços centrais de administração direta passam de 13 para 9, os organismos de administração indireta, de 10 para 7, e os serviços periféricos de 15 para 10. As estruturas de missão encolhem de 11 para 4 e os órgãos consultivos e comissões de 15 para 7.



http://portal.min-agricultura.pt/portal/page/portal/MADRP/PT/servicos/Imprensa/xix_not/MAMAOT%20apresenta%20reestrutura%E7%E3o

Incêndios até Setembro queimaram 3000 hectares de área protegida


    De 1 de Janeiro a 12 de Setembro deste ano deflagraram 273 incêndios dentro da Rede Nacional de Áreas Protegidas, queimando um total de 3085 hectares, de acordo com os dados provisórios divulgados pelo ICNB (Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade).
Nos meses de Julho, Agosto e Setembro (até ao dia 12) arderam 971 hectares, resultantes de 178 ocorrências. Em igual período do ano passado arderam 16.290 hectares, resultantes de 263 incêndios. Este ano, "os incêndios florestais ocorridos nos meses de Fevereiro, Março e Abril contribuíram de forma mais significativa do que no ano anterior, para área total ardida", segundo o instituto.

De acordo com o relatório do ICNB sobre incêndios rurais/florestais na Rede Nacional de Áreas Protegidas em 2010 arderam 18.426 hectares, num total de 368 ocorrências.

No final de Agosto, o Parque Nacional da Peneda-Gerês e os Parques Naturais da Serra da Estrela, Serra de São Mamede e Serras de Aire e Candeeiros receberam cinco viaturas de primeira intervenção contra incêndios.

Ontem, a Autoridade Florestal Nacional revelou que os incêndios florestais consumiram este ano cerca de 37 mil hectares em todo o país, menos 70 por cento do que em igual período de 2010.

Fonte: Helena Geraldes/Público
Foto: Francisco Correia

Reestruturação do MAMAOT permite poupar 5 M€, afirma Assunção Cristas

   
    A reestruturação orgânica do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) vai permitir ao governo uma poupança de cinco milhões de euros. As contas foram adiantadas, hoje, pela ministra Assunção Cristas, em conferência de imprensa, na sequência deste corte em 30 por cento na estrutura do ministério.
«É um arrumar da casa», afirma Assunção Cristas, acrescentando que a reestruturação tem como objectivos «concentrar» entidades e «tornar mais ágil» o ministério. O aprovamento da lei orgânica está agendado para dia 26 de Outubro.
Com estas mudanças estruturais, a orgânica do ministério passa a contar com seis direcções-gerais, sob administração directa do Estado.Uma das novidades é a Direcção-Geral de Conservação da Natureza e Florestas, sob alçada da Secretaria de Estado da Agricultura, que congrega a Autoridade Florestal Nacional e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Na secretaria de Estado do Ambiente, confirma-se que será criada uma agência para o Ambiente e Água, que unirá a actual Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto Nacional da Água, a Comissão para as Alterações Climáticas, a gestão dos fundos comunitários e parte do Departamento de Prospectiva e Planeamento. Através destas alterações, a APA deixa de estar sob administração directa do Estado, passando para gestão indirecta. As Administrações de Região Hidrográfica passam a funcionar sob dependência da APA como direcção de serviços. No entanto, a ministra deixa a garantia de que, para a tutela, «não desaparece a lógica de gestão por bacia hidrográfica».
A fusão e extinção de organismos permite ao MAMAOT reduzir o peso estrutural dos serviços centrais (-31 por cento), dos organismos de administração indirecta (-30 por cento), dos serviços periféricos (-33 por cento), das estruturas de missão ( -63 por cento) e dos órgãos consultivos/comissões (-53 por cento). Para já, Assunção Cristas não se quis pronunciar sobre eventuais cortes em recursos humanos, que serão decididos após a entrada em vigor da nova orgânica.

Autor / Fonte
Marisa Figueiredo


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Área Protegida Local no Barreiro, Mata da Machada e Sapal do Rio Coina


   Henrique Pereira dos Santos considera que Mata da Machada e Sapal do Rio Coina
Contribuem para a definição de uma imagem mais justa do que é o Barreiro
   Henrique Pereira dos Santos, Arquitecto, tem uma carreira profissional essencialmente ligada ao ordenamento e gestão em áreas de conservação da natureza.
Em entrevista ao «Rostos» sublinha que a classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, como área Protegida local, significa – “reconhecer-se e comunicar-se os valores naturais que o Barreiro contém”, e , tal contribui, para mudar a imagem do Barreiro, “de centro de indústria pesada com má qualidade de vida”, portanto, - “tornando mais apetecível o Barreiro e ajudando na definição de uma imagem mais justa do que é o Barreiro.”
Henrique Pereira dos Santos, trabalhou no Parque Natural de Montezinho, no Parque Nacional da Peneda-Gerês e no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e nos serviços centrais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Na Conferência Áreas Protegidas Locais, onde vai estar em reflexão a classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, como Área Protegida Local, é um dos oradores convidados.
Colocámos Henrique Pereira dos Santos algumas perguntas que prontamente nos respondeu.

Instrumentos de conservação de recursos escassos

Qual a importância de existirem áreas de protecção local?
“As áreas protegidas, todas elas, são importantes por serem instrumentos de conservação de recursos escassos, mas são importantes por serem também instrumentos de comunicação e partilha entre as comunidades. As áreas protegidas locais têm a grande virtude de mostrar como as comunidades locais são capazes de reconhecer os valores de que são guardiãs e, ao mesmo tempo, de agir para os conservar e os valorizar.”

Barreiro reconhece estes dois espaços como espaços excepcionais

Que significado atribui à classificação da Mata da Machada e Sapal de Coina como área protegida local?
“A classificação destas áreas vem em primeiro lugar reconhecer património, isto é, deixa claro que as pessoas do Barreiro reconhecem estes dois espaços como espaços excepcionais. Em segundo lugar permitem que as pessoas do Barreiro digam de forma muito clara que estão dispostas a tomar em mãos a conservação desses valores, a sua valorização e, não menos importante, a sua disponibilização ao público. Ao classificar estas áreas chama-se a atenção para os valores que elas contêm (tanto natural como cultural) e assume-se a responsabilidade por os transmitir, em boas condições, aos que virão depois de nós.”

Valorização do património cultural e natural

Que contributo pode dar no futuro esta área para o desenvolvimento do Barreiro e região de Setúbal?
“No caso concreto do Barreiro a classificação destas duas áreas têm um efeito específico: no contexto de alteração económica associado que se verifica na margem Sul do Tejo, o Barreiro apresenta-se não como um território e uma comunidade industrial decadente, mas como um território e uma comunidade que sabe gerir essa transição e não descura, nesse processo, a valorização do seu património cultural e natural. Para a grande maioria dos portugueses o Barreiro não é um destino prioritário de visita nem a primeira hipótese para escolher um sítio para viver na área da Grande Lisboa, em parte porque a imagem que guardam do Barreiro é uma imagem de centro de indústria pesada com má qualidade de vida. Não sendo esta imagem verdadeira, reconhecer-se e comunicar-se os valores naturais que o Barreiro contém contribui, estou convencido, para mudar esta ideia e tornando mais apetecível o Barreiro e ajudando na definição de uma imagem mais justa do que é o Barreiro.”

Consciência das diferentes opções que se colocam à comunidade

Pode o debate em torno da classificação de uma área protegida local contribuir para uma maior consciência ecológica da comunidade?

“Sem a menor dúvida, contribui antes de mais nada para que as pessoas se interroguem sobre os valores que as rodeiam e a sua responsabilidade na sua gestão e conservação. Se a criação da área protegida se limitar a ser uma decisão administrativa isso tem ainda assim algumas virtudes mas tem o problema de a posicionar como uma coisa de outros, mas se se investir no debate sobre as razões, os limites, o conteúdo, o modelo de gestão da futura área protegida, se se procurar sistematicamente a integração das pessoas no processo e na sua futura gestão, é uma inevitabilidade que, sendo contra ou a favor da criação da área protegida, todos terão maior consciência das razões e implicações das diferentes opções que se colocam à comunidade do Barreiro na gestão do seu território.”

Nota Biográfica
Henrique Pereira dos Santos

Henrique de Menezes de Almeida Pereira dos Santos, nascido em 11 de Junho de 1960, em Huambo, Angola, casado e pai de quatro filhos, licenciou-se em Arquitectura Paisagista em 1983, em Évora.
Com uma carreira profissional essencialmente ligada ao ordenamento e gestão em áreas de conservação da natureza, trabalhou no Parque Natural de Montezinho, no Parque Nacional da Peneda-Gerês e no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e nos serviços centrais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Coordenou vários planos de ordenamento e gestão de algumas das áreas protegidas em Portugal, bem como a instalação do Parque Natural do Douro Internacional, trabalhou na avaliação de impacte ambiental, na visitação e turismo associado a áreas protegidas e na comunicação associada à gestão de áreas protegidas e da biodiversidade.
Esteve envolvido na coordenação do Plano Sectorial da Rede Natura 2000, bem como na preparação do novo regime jurídico da conservação e foi responsável operacional pela iniciativa Business and Biodiversity em Portugal.
Foi dirigente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade vários anos, tendo ocupado o cargo de Vice-Presidente.
É actualmente consultor independente na área da gestão da biodiversidade.
Publicou os livros “Do tempo e da paisagem” e “O gosto de Sicó”.
Fonte: Rostos

Peru: Bosque de Protección Alto Mayo redobla su personal guardaparque


    Bosque de Protección Alto Mayo redobla su personal guardaparque para optimizar control y vigilancia del área protegida
Con el objetivo de minimizar la tala ilegal de madera, el tráfico de tierras, la caza de especies amenazadas y otras acciones que van en contra de la conservación del Bosque de Protección Alto Mayo, la jefatura del Área Natural Protegida-ANP ha decidido reforzar el equipo del personal guardaparque, incorporando a sus filas quince nuevos guardaparques oficiales, sumando así un total de treinta personas dedicadas a la conservación de los recursos existentes en esta ANP.
Los guardaparques tienen como principal función realizar acciones de control y vigilancia, patrullajes, monitoreo de flora y fauna y otras actividades relacionadas a la conservación del área.
Por tal motivo, este nuevo personal del Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado-SERNANP viene recibiendo capacitación sobre en temas de legislación de ANP, importancia de la conservación de recursos, así como aspectos técnicos como el manejo de GPS.
Asimismo, en las próximas semanas se realizarán sus primeros patrullajes al área acompañados de guardaparques experimentados, para que in situ puedan darles las pautas necesarias de cómo actuar en caso de encontrar infractores que hayan talado parte del bosque, traficantes de tierras, entre otras amenazas.
Por su parte, la jefa del Bosque de Protección Alto Mayo, Ing. Marina Gáslac Gáloc, manifestó que desde su gestión se vienen realizando los esfuerzos necesarios para minimizar las amenazas que afectan al área protegida, por lo que agradece a la ONG Conservación Internacional por el apoyo que viene brindando a la causa, tanto para la contratación de nuevo personal, como en la parte logística y técnica que contribuye a reforzar el control en el área.
Finalmente, hizo un llamado a toda la población y autoridades competentes a que apoyen la conservación de esta importante área natural protegida, ya que, además de ser hábitat de numerosas especies, en ella nacen 16 cabeceras de cuenca que abastecen de agua a cerca de 250 mil pobladores de Rioja y Moyobamba que deben ser conservadas.

Fonte: Antonio Tovar Narváez, SERNANP